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PC-GO 
 
Agente - Escrivão - Papiloscopista 
 
 
Módulo 1 
 
Plano de Leitura 
18 Dias 
 
 
 
Polícia Civil – Goiás 
Cargos: Agente, Escrivão e Papiloscopista 
Pós-Edital 2022 
 
 
 
 
 
 
 
2 
É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
S U M Á R I O 
 
D ia 1 ............................................................................................................................................... 6 
Constituição Federal: Arts. 1° - 4º 
Código Penal: Arts. 1° - 12 
Código de Processo Penal: Arts. 4º - 23 
Decreto-Lei n° 3.688/1941 (Lei das Contravenções Penais) 
Lei n° 9.503/1997 (Crimes Previstos no Código de Trânsito Brasileiro) Arts. 291 – 312-B 
Lei n° 7.716/1989 (Crimes Resultantes de Preconceitos de Raça ou de Cor) 
 
D ia 2 ............................................................................................................................................. 22 
Constituição Federal: Art. 5º 
Código Penal: Arts. 13 - 31 
Código de Processo Penal: Arts. 155 – 200 
Lei nº 13.869/2019 (Abuso de Autoridade) 
Lei n° 8.072/1990 (Crimes Hediondos) 
 
D ia 3 .............................................................................................................................................. 40 
Constituição Federal: Arts. 6 - 17 
Código Penal: Arts. 69 - 76 
Código de Processo Penal: Arts. 201 - 250 
Lei n° 10.826/2003 (Crimes Previstos no Estatuto do Desarmamento) 
Lei nº 7.960/1989 (Prisão Temporária) 
 
D ia 4 .............................................................................................................................................................................. 58 
Constituição Federal: Arts. 18 - 33 
Código Penal: Arts. 121 – 154-B 
Código de Processo Penal: Arts. 282 - 310 
Lei nº 12.037/2009 (Identificação Criminal do Civilmente Identificado) 
Lei n° 8.078/1990 (Crimes Contra as Relações de Consumo - Título II): Arts. 61 - 80 
 
D ia 5 .............................................................................................................................................................................. 78 
Constituição Federal: Arts. 37 - 41 
Código Penal: Arts. 155 - 183 
Código de Processo Penal: Arts. 311 - 350 
Lei n° 9.099 /1995 (Juizados Especiais Cíveis e Criminais) 
 
D ia 6 ............................................................................................................................................................................100 
Constituição Federal: Arts. 44 - 75 
Código Penal: Arts. 213 – 234-C 
Lei n° 8.429/1992 (Improbidade Administrativa) 
Lei n° 9.455/1997 (Definição dos Crimes de Tortura) 
 
D ia 7 ............................................................................................................................................................................122 
Constituição Federal: Arts. 76 - 86 
Código Penal: Arts. 289 – 311-A 
Lei n° 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) 
Lei n° 9.605/1998 (Crimes Contra o Meio Ambiente) 
 
D ia 8 ............................................................................................................................................ 142 
Constituição Federal: Arts. 92 - 126 
Código Penal: Arts. 312 - 361 
 
D ia 9 ............................................................................................................................................ 162 
Constituição Federal: Arts. 127 - 135 
Lei n° 11.343/2006 (Crimes Previstos na Lei de Drogas) 
 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
 
 
 
3 
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D ia 10 ......................................................................................................................................... 180 
Constituição Federal: Art. 144 
Lei n° 8.069/1990 (Crimes Previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente) Arts. 225 – 258-C 
Lei n° 10.741/2003 (Crimes Previstos no Estatuto do Idoso) 
 
D ia 11 ......................................................................................................................................... 196 
Constituição Federal: Art. 193 - 204 
Lei nº 14.344/2022 (Violência Doméstica e Familiar Contra a Criança e ao Adolescente) 
Lei nº 13.431/2017 (Estabelece o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente Vítima ou Testemunha de Violência) 
 
D ia 12 ......................................................................................................................................... 212 
Constituição Federal: Art. 225 - 232 
Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 (Diretriz 1 - 9) 
 
D ia 13 ......................................................................................................................................... 233 
Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 (Diretriz 10 - 25) 
 
D ia 14 ......................................................................................................................................... 253 
Declaração Universal dos Direitos Humanos 
Pacto de São Jose da Costa Rica 
 
D ia 15 ......................................................................................................................................... 266 
Pacto Internacional Sobre Direitos Civis e Políticos 
Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais 
 
D ia 16 ......................................................................................................................................... 279 
Lei n° 7.210/1984 (Lei de Execução Penal) 
 
D ia 17 ......................................................................................................................................... 298 
Lei n° 8.137/1990 (Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Outras Relações de Consumo) 
Lei n° 9.296/1996 (Interceptações Telefônicas) 
Lei n° 12.850/2013 (Organizações Criminosas) 
 
D ia 18 ......................................................................................................................................... 308 
Lei nº 7.116/1983 (Expedição e Validade Nacional das Carteiras de Identidade) 
Lei nº 9.454/1997 (Número Único de Registro de Identidade Civil) 
 
 
 
O Plano de Leitura - Legislação Facilitada - é uma ferramenta indispensável para quem deseja aumentar o rendimento nos 
estudos e alcançar a tão sonhada aprovação. Abordamos toda a legislação exigida pelo edital do concurso PCGO – Agente, Escrivão e 
Papiloscopista, selecionando somente os dispositivos que poderão ser objeto de cobrança, com o intuito de implementar um estudo 
direcionado e objetivo. 
Cada dia de leitura contempla leis e dispositivos diversos, de modo a tornar o estudo mais agradável e diversificado. Incorporamos, 
ainda, diversas ferramentas para facilitar o estudo da legislação: 
• Marcações 
• Súmulas 
• Comentários Pontuais 
 
Os recursos empregados variam de acordo com a legislação exigida. 
Data de fechamento: 05.09.2022 
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Atenção: É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e 
Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. Caso haja o descumprimento dessa orientação, adotaremos 
as medidas judiciais cabíveis. 
 
Código Penal. 
Violação de direito autoral 
Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Horário Semanal 
 Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab 
12 am 
 
1 am 
 
2 am 
 
3 am 
 
4 am 
 
5 am 
 
6 am 
 
7 am 
 
8 am 
 
9 am 
 
10 am 
 
11 am 
 
12 pm 
 
1 pm 
 
2 pm 
 
3 pm 
 
4 pm 
 
5 pm 
 
6 pm 
 
7 pm 
 
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9 pm 
 
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PREÂMBULO 
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos 
em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um 
Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício 
dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a 
segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade 
e a justiça como valores supremos de uma sociedade 
fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na 
harmonia social e comprometida, na ordem interna e 
internacional, com a solução pacífica das controvérsias, 
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO 
BRASIL. 
STF: O preâmbulo não possui força normativa, não pode 
servir de parâmetro para tornar normas inconstitucionais e não é 
de reprodução obrigatória pelas Constituições Estaduais. Trata-
se de uma síntese das intenções dos constituintes e deve ser 
utilizado para fins interpretativos. 
 
 “O fato de usar no preâmbulo a expressão ‘sob a proteção de 
Deus’ por si não faz o Estado brasileiro um Estado religioso. O 
Brasil é um país ‘laico’ ou ‘leigo’, não possui elos de relação com 
religiões, embora inclua entre suas proteções o sentimento de 
liberdade religiosa e de crença”. 
Vitor Cruz, Constituição Federal anotada para concursos. 
 
TÍTULO I 
Dos Princípios Fundamentais 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada 
pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de 
Direito e tem como fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
(Memorize: So Ci Di Va Plu) 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que 
o exerce por meio de representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos desta Constituição. 
 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e 
harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o 
Judiciário. 
Sistema de Freios e Contrapesos (check and balances): Cada 
Poder irá atuar com o intuito de impedir o exercício arbitrário do 
outro. 
 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e 
reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de 
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação. 
(Memorize: Con Ga Er Pro) 
 
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se 
nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso 
da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
(Memorize: A-In-D Não Co-Pre-I Re-Co-S) 
A – autodeterminação dos povos In – independência nacional 
D – defesa da paz Não – não intervenção Co – cooperação 
entre os povos para o progresso da humanidade Pre – 
prevalência dos direitos humanos I – igualdade entre os Estados 
Re – repúdio ao terrorismo e ao racismo Co – concessão de asilo 
político S – solução pacífica dos conflitos 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil 
buscará a integração econômica, política, social e cultural 
dos povos da América Latina, visando à formação de uma 
comunidade latino-americana de nações. 
 
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA BRASILEIRA 
 
- FORMA DE ESTADO: FEDERAÇÃO 
Na federação brasileira, o poder político é distribuído 
geograficamente em entidades governamentais autônomas 
(União, Estados, DF, Municípios), caracterizando-se pela 
descentralização política. Contudo, não há direito de secessão, 
pois se estabelece um vínculo indissolúvel. 
Características: Autogoverno (escolhem seus governantes); 
Auto-organização (criam constituições estaduais ou leis 
orgânicas); Autolegislação (elaboram suas próprias leis); 
Autoadministração (possuem competências tributárias e 
administrativas). 
 
- FORMA DE GOVERNO: REPÚBLICA 
Trata da relação entre governantes e governados e a forma de 
distribuição do poder na sociedade. 
Características: Prestação de contas; Transparência; 
Temporariedade do mandato dos governantes; Eleições 
periódicas. 
 
- REGIME DE GOVERNO: DEMOCRACIA (SEMIDIRETA) 
Refere-se à participação do povo na produção do ordenamento 
jurídico e nas ações do governo. Prevalece a vontade da maioria, 
protegendo-se também as minorias. No Brasil, consagrou-se a 
Constituição da República Federativa 
do Brasil de 1988 
 
 
 
 
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Democracia Semidireta, que unifica a participação por 
representatividade com a participação direta, através de 
referendo e plebiscito. 
 
- SISTEMA DE GOVERNO: PRESIDENCIALISMO 
Está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Executivo e 
Legislativo. No presidencialismo, há uma independência maior do 
Poder executivo em relação ao Legislativo. O presidente da 
república exerce as funções de Chefe de Estado (representando 
o Brasil internacionalmente) e Chefe de Governo (tratando da 
política interna). 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
06_____________________________________ 
07_____________________________________ 
08_____________________________________ 
09_____________________________________ 
10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
13_____________________________________ 
14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
 
PARTE GERAL 
TÍTULO I 
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL 
 Anterioridade da Lei 
 Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. 
Não há pena sem prévia cominação legal. 
Princípio da Reserva Legal. Dispositivo semelhante ao art. 5º, 
XXXIX, CF. 
 
 Lei penal no tempo 
 Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei 
posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude 
dela a execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória. (Abolitio criminis) 
 Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer 
modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, 
ainda que decididos por sentença condenatória transitada 
em julgado. (Novatio legis in mellius) 
STF: Súmula 611 - Transitada em julgado a sentença 
condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de lei 
mais benigna. 
 
 Lei excepcional ou temporária 
 Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora 
decorridoo período de sua duração ou cessadas as 
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato 
praticado durante sua vigência. 
 
 Tempo do crime 
 Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento 
da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do 
resultado. (Teoria da atividade) 
STF: Súmula 711 - A lei penal mais grave aplica-se ao crime 
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior 
à cessação da continuidade ou da permanência. 
 
 Territorialidade 
 Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de 
convenções, tratados e regras de direito internacional, ao 
crime cometido no território nacional. (Princípio da 
territorialidade temperada) 
 § 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como 
extensão do território nacional as embarcações e 
aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do 
governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem 
como as aeronaves e as embarcações brasileiras, 
mercantes ou de propriedade privada, que se achem, 
respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em 
alto-mar. 
 § 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes 
praticados a bordo de aeronaves ou embarcações 
estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas 
em pouso no território nacional ou em voo no espaço 
aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial 
do Brasil. 
 
 Lugar do crime 
 Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em 
que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, 
bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o 
resultado. (Teoria da ubiquidade) 
 
 Extraterritorialidade 
 Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora 
cometidos no estrangeiro: 
 I - os crimes: (Extraterritorialidade incondicionada) 
 a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da 
República; 
 b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do 
Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de 
empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia 
ou fundação instituída pelo Poder Público; 
 c) contra a administração pública, por quem está a 
seu serviço; 
 d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou 
domiciliado no Brasil; 
 II - os crimes: (Extraterritorialidade condicionada) 
 a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou 
a reprimir; 
Decreto-Lei nº 2.848 / 1940 
Código Penal 
 
 
 
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 b) praticados por brasileiro; 
 c) praticados em aeronaves ou embarcações 
brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando 
em território estrangeiro e aí não sejam julgados. 
 § 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido 
segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou 
condenado no estrangeiro 
 § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei 
brasileira depende do concurso das seguintes 
condições: 
 a) entrar o agente no território nacional; 
 b) ser o fato punível também no país em que foi 
praticado; 
 c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a 
lei brasileira autoriza a extradição; 
 d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou 
não ter aí cumprido a pena; 
 e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, 
por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, 
segundo a lei mais favorável. 
 § 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime 
cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, 
se, reunidas as condições previstas no parágrafo 
anterior: 
 a) não foi pedida ou foi negada a extradição; 
 b) houve requisição do Ministro da Justiça. 
 
 Pena cumprida no estrangeiro 
 Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a 
pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando 
diversas, ou nela é computada, quando idênticas. 
 
 Eficácia de sentença estrangeira 
 Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação 
da lei brasileira produz na espécie as mesmas 
consequências, pode ser homologada no Brasil para: 
 I - obrigar o condenado à reparação do dano, a 
restituições e a outros efeitos civis; 
 II - sujeitá-lo a medida de segurança 
 Parágrafo único - A homologação depende: 
 a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da 
parte interessada; 
 b) para os outros efeitos, da existência de tratado de 
extradição com o país de cuja autoridade judiciária 
emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição 
do Ministro da Justiça. 
Compete ao STJ processar e julgar, originariamente, a 
homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de 
exequatur às cartas rogatórias. 
 
 Contagem de prazo 
 Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do 
prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo 
calendário comum. (Prazo de direito material) 
 
 Frações não computáveis da pena 
 Art. 11 - Desprezam-se, nas penas privativas de 
liberdade e nas restritivas de direitos, as frações de dia, e, 
na pena de multa, as frações de cruzeiro. 
 
 Legislação especial 
 Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se 
aos fatos incriminados por lei especial, se esta não 
dispuser de modo diverso. 
As regras gerais do Código Penal possuem aplicação 
subsidiária em relação às leis especiais. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
06_____________________________________ 
07_____________________________________ 
08_____________________________________ 
09_____________________________________ 
10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
13_____________________________________ 
14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
 
TÍTULO II 
DO INQUÉRITO POLICIAL 
Inquérito policial “é um procedimento preparatório da ação penal, 
de caráter administrativo, conduzido pela polícia judiciária e 
voltado à colheita preliminar de provas para apurar a prática de 
uma infração penal e sua autoria. Seu objetivo precípuo é a 
formação da convicção do Ministério Público, mas também a 
colheita de provas urgentes, que podem desaparecer, após o 
cometimento do crime”. 
(Guilherme de Souza Nucci, 2008, p. 143) 
Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas 
autoridades policiais no território de suas respectivas 
circunscrições e terá por fim a apuração das infrações 
penais e da sua autoria. 
Parágrafo único. A competência definida neste 
artigo não excluirá a de autoridades administrativas, a 
quem por lei seja cometida a mesma função. 
Polícia Judiciária: Possui caráter repressivo, atuando após a 
prática da infração penal. Polícia Civil (âmbito estadual), Polícia 
Federal (âmbito federal) 
Polícia Administrativa: Possui caráter preventivo ou ostensivo, 
busca evitar a prática de infrações penais. Polícia Militar 
 
Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito 
policial será iniciado: 
Decreto-Lei nº 3.689 / 1941 
Código de Processo Penal 
 
 
 
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I - de ofício; 
 II – mediante requisição da autoridade judiciária 
ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido 
ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 
§ 1o O requerimento a que se refere o no II conterá 
sempre que possível: 
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; 
b) a individualizaçãodo indiciado ou seus sinais 
característicos e as razões de convicção ou de presunção 
de ser ele o autor da infração, ou os motivos de 
impossibilidade de o fazer; 
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de 
sua profissão e residência. 
§ 2o Do despacho que indeferir o requerimento de 
abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de 
Polícia. 
§ 3o Qualquer pessoa do povo que tiver 
conhecimento da existência de infração penal em que 
caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, 
comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a 
procedência das informações, mandará instaurar 
inquérito. 
STF: Nada impede a deflagração da persecução penal pela 
chamada ‘denúncia anônima’, desde que esta seja seguida de 
diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados. 
§ 4o O inquérito, nos crimes em que a ação 
pública depender de representação, não poderá sem 
ela ser iniciado. 
§ 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade 
policial somente poderá proceder a inquérito a 
requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: 
- Administrativo: É uma fase pré-processual, possui caráter 
administrativo 
- Sigiloso: Não haverá publicidade do inquérito, protegendo-se a 
intimidade do investigado. Contudo, não será sigiloso para o juiz, 
Ministério Público e advogado. 
- Escrito: Todo o procedimento deve ser escrito e os atos orais 
reduzidos a termo. 
- Inquisitivo: Não há contraditório nem ampla defesa na fase 
inquisitorial, uma vez que o inquérito possui natureza pré-
processual, não havendo acusação ainda. 
- Indisponível: A autoridade policial, após instaurar o inquérito, 
não poderá proceder o seu arquivamento, atribuição exclusiva do 
Poder Judiciário, após o requerimento do titular da ação penal. 
- Discricionário na condução: Não há padrão pré-estabelecido 
para a condução do inquérito. Assim, a autoridade responsável 
poderá praticar as diligências da maneira que considerar mais 
frutíferas. 
- Dispensabilidade: O inquérito policial será dispensável quando 
o titular da ação já possuir elementos suficientes para o 
oferecimento da ação penal. 
- Oficiosidade: Incumbe à autoridade policial o dever de 
proceder a apuração dos delitos de ofício, nos crimes cuja ação 
penal seja pública incondicionada. 
- Oficialidade: É o órgão oficial do Estado (Polícia Judiciária) 
que deverá presidir o inquérito policial. 
- Inexistência de nulidades: Por ser um procedimento 
meramente informativo, é incabível a anulação de processo penal 
em razão de suposta irregularidade em inquérito policial. Os 
vícios ocorridos durante a fase pré-processual não afetarão a 
ação penal. 
 
Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da 
infração penal, a autoridade policial deverá: 
I - dirigir-se ao local, providenciando para que não 
se alterem o estado e conservação das coisas, até a 
chegada dos peritos criminais; 
II - apreender os objetos que tiverem relação com o 
fato, após liberados pelos peritos criminais; 
III - colher todas as provas que servirem para o 
esclarecimento do fato e suas circunstâncias; 
IV - ouvir o ofendido; 
V - ouvir o indiciado, com observância, no que for 
aplicável, do disposto no Capítulo III do Título Vll, deste 
Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas 
testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura; 
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e 
coisas e a acareações; 
VII - determinar, se for caso, que se proceda a 
exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias; 
VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo 
processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos 
autos sua folha de antecedentes; 
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o 
ponto de vista individual, familiar e social, sua condição 
econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois 
do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que 
contribuírem para a apreciação do seu temperamento e 
caráter. 
X - colher informações sobre a existência de filhos, 
respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o 
nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados 
dos filhos, indicado pela pessoa presa. (2016) 
 
Art. 7o Para verificar a possibilidade de haver a 
infração sido praticada de determinado modo, a 
autoridade policial poderá proceder à reprodução 
simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a 
moralidade ou a ordem pública. 
 
Art. 8o Havendo prisão em flagrante, será 
observado o disposto no Capítulo II do Título IX deste 
Livro. 
 
Art. 9o Todas as peças do inquérito policial serão, 
num só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas 
e, neste caso, rubricadas pela autoridade. 
 
Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 
(dez) dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou 
estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta 
hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de 
prisão, ou no prazo de 30 (trinta) dias, quando estiver 
solto, mediante fiança ou sem ela. 
STF: Salvo quando o investigado se encontrar preso 
cautelarmente, a inobservância dos lapsos temporais 
estabelecidos para a conclusão de inquéritos policiais ou 
investigações deflagradas no âmbito do Ministério Público não 
possui repercussão prática, já que se cuidam de prazos 
impróprios. 
§ 1o A autoridade fará minucioso relatório do que 
tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente. 
§ 2o No relatório poderá a autoridade indicar 
testemunhas que não tiverem sido inquiridas, 
mencionando o lugar onde possam ser encontradas. 
§ 3o Quando o fato for de difícil elucidação, e o 
indiciado estiver solto, a autoridade poderá requerer ao 
juiz a devolução dos autos, para ulteriores diligências, 
que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz. 
 
Art. 11. Os instrumentos do crime, bem como os 
objetos que interessarem à prova, acompanharão os 
autos do inquérito. 
 
Art. 12. O inquérito policial acompanhará a 
denúncia ou queixa, sempre que servir de base a uma 
ou outra. 
 
 
 
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Art. 13. Incumbirá ainda à autoridade policial: 
 I - fornecer às autoridades judiciárias as 
informações necessárias à instrução e julgamento dos 
processos; 
II - realizar as diligências requisitadas pelo juiz ou 
pelo Ministério Público; 
III - cumprir os mandados de prisão expedidos 
pelas autoridades judiciárias; 
IV - representar acerca da prisão preventiva. 
 
Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 
148, 149 e 149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do 
Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código 
Penal), e no art. 239 da Lei no 8.069, de 13 de julho de 
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro 
do Ministério Público ou o delegado de polícia poderá 
requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de 
empresas da iniciativa privada, dados e informações 
cadastrais da vítima ou de suspeitos. (2016) 
Parágrafo único. A requisição, que será atendida 
no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, conterá: (2016) 
I - o nome da autoridade requisitante; (2016) 
II - o número do inquérito policial; e (2016) 
III - a identificação da unidade de polícia judiciária 
responsável pela investigação. (2016) 
 
Art. 13-B. Se necessário à prevenção e à 
repressão dos crimes relacionados ao tráfico de pessoas, 
o membro do Ministério Público ou o delegado de 
polícia poderão requisitar, mediante autorização judicial, 
às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações 
e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os 
meios técnicos adequados – como sinais, informações e 
outros – que permitam a localização da vítima ou dos 
suspeitos do delito em curso. (2016) 
§ 1o Para os efeitos deste artigo, sinal significa 
posicionamento da estação de cobertura, setorização e 
intensidade de radiofrequência. (2016) 
§ 2o Na hipótese de que trata o caput,o sinal: (2016) 
I - não permitirá acesso ao conteúdo da 
comunicação de qualquer natureza, que dependerá de 
autorização judicial, conforme disposto em lei; (2016) 
II - deverá ser fornecido pela prestadora de 
telefonia móvel celular por período não superior a 30 
(trinta) dias, renovável por uma única vez, por igual 
período; (2016) 
III - para períodos superiores àquele de que trata o 
inciso II, será necessária a apresentação de ordem 
judicial. (2016) 
§ 3o Na hipótese prevista neste artigo, o inquérito 
policial deverá ser instaurado no prazo máximo de 72 
(setenta e duas) horas, contado do registro da respectiva 
ocorrência policial. (2016) 
§ 4o Não havendo manifestação judicial no prazo 
de 12 (doze) horas, a autoridade competente requisitará 
às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações 
e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os 
meios técnicos adequados – como sinais, informações e 
outros – que permitam a localização da vítima ou dos 
suspeitos do delito em curso, com imediata comunicação 
ao juiz. (2016) 
 
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o 
indiciado poderão requerer qualquer diligência, que 
será realizada, ou não, a juízo da autoridade. 
 
Art. 14-A. Nos casos em que servidores vinculados 
às instituições dispostas no art. 144 da Constituição 
Federal figurarem como investigados em inquéritos 
policiais, inquéritos policiais militares e demais 
procedimentos extrajudiciais, cujo objeto for a 
investigação de fatos relacionados ao uso da força letal 
praticados no exercício profissional, de forma consumada 
ou tentada, incluindo as situações dispostas no art. 23 do 
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código 
Penal), o indiciado poderá constituir defensor. (2019) 
CF /1988 
Art. 144. (...) 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. 
 
CP 
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o 
fato: 
I - em estado de necessidade; 
II - em legítima defesa; 
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no 
exercício regular de direito. 
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses 
deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo. 
§ 1º Para os casos previstos no caput deste 
artigo, o investigado deverá ser citado da instauração 
do procedimento investigatório, podendo constituir 
defensor no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas a 
contar do recebimento da citação. (2019) 
§ 2º Esgotado o prazo disposto no § 1º deste artigo 
com ausência de nomeação de defensor pelo investigado, 
a autoridade responsável pela investigação deverá intimar 
a instituição a que estava vinculado o investigado à época 
da ocorrência dos fatos, para que essa, no prazo de 48 
(quarenta e oito) horas, indique defensor para a 
representação do investigado. (2019) 
§ 3º Havendo necessidade de indicação de 
defensor nos termos do § 2º deste artigo, a defesa 
caberá preferencialmente à Defensoria Pública, e, nos 
locais em que ela não estiver instalada, a União ou a 
Unidade da Federação correspondente à respectiva 
competência territorial do procedimento instaurado deverá 
disponibilizar profissional para acompanhamento e 
realização de todos os atos relacionados à defesa 
administrativa do investigado. (2019) 
§ 4º A indicação do profissional a que se refere o § 
3º deste artigo deverá ser precedida de manifestação de 
que não existe defensor público lotado na área territorial 
onde tramita o inquérito e com atribuição para nele atuar, 
hipótese em que poderá ser indicado profissional que não 
integre os quadros próprios da Administração. (2019) 
§ 5º Na hipótese de não atuação da Defensoria 
Pública, os custos com o patrocínio dos interesses dos 
investigados nos procedimentos de que trata este artigo 
correrão por conta do orçamento próprio da instituição a 
que este esteja vinculado à época da ocorrência dos fatos 
investigados. (2019) 
§ 6º As disposições constantes deste artigo se 
aplicam aos servidores militares vinculados às 
instituições dispostas no art. 142 da Constituição 
Federal, desde que os fatos investigados digam respeito a 
missões para a Garantia da Lei e da Ordem. (2019) 
 
Art. 15. Se o indiciado for menor, ser-lhe-á 
nomeado curador pela autoridade policial. 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art23
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art23
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art23
https://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/viwTodos/509f2321d97cd2d203256b280052245a?OpenDocument&Highlight=1,constitui%C3%A7%C3%A3o&AutoFramed
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
 
 
 
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- Dispositivo tacitamente revogado. 
 
Art. 16. O Ministério Público não poderá 
requerer a devolução do inquérito à autoridade 
policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao 
oferecimento da denúncia. 
 
Art. 17. A autoridade policial não poderá mandar 
arquivar autos de inquérito. 
STF: O sistema processual penal brasileiro não prevê a figura do 
arquivamento implícito de inquérito policial. 
STF: Súmula 524 - Arquivado o Inquérito Policial, por despacho 
do Juiz, a requerimento do Promotor de Justiça, não pode a ação 
penal ser iniciada, sem novas provas. 
 
Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do 
inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para 
a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas 
pesquisas, se de outras provas tiver notícia. 
 
Art. 19. Nos crimes em que não couber ação 
pública, os autos do inquérito serão remetidos ao juízo 
competente, onde aguardarão a iniciativa do ofendido ou 
de seu representante legal, ou serão entregues ao 
requerente, se o pedir, mediante traslado. 
 
Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o 
sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo 
interesse da sociedade. 
Parágrafo único. Nos atestados de antecedentes 
que lhe forem solicitados, a autoridade policial não poderá 
mencionar quaisquer anotações referentes a instauração 
de inquérito contra os requerentes. 
STF: Súmula Vinculante 14 - É direito do defensor, no interesse 
do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, 
já documentados em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao 
exercício do direito de defesa. 
 
Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado 
dependerá sempre de despacho nos autos e somente 
será permitida quando o interesse da sociedade ou a 
conveniência da investigação o exigir. 
Parágrafo único. A incomunicabilidade, que não 
excederá de três dias, será decretada por despacho 
fundamentado do Juiz, a requerimento da autoridade 
policial, ou do órgão do Ministério Público, respeitado, em 
qualquer hipótese, o disposto no artigo 89, inciso III, do 
Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n. 4.215, 
de 27 de abril de 1963) 
Artigo não recepcionado pela CF/88 
 
Art. 22. No Distrito Federal e nas comarcas em 
que houver mais de uma circunscrição policial, a 
autoridade com exercício em uma delas poderá, nos 
inquéritos a que esteja procedendo, ordenar diligências 
em circunscrição de outra, independentemente de 
precatórias ou requisições, e bem assim providenciará, 
até que compareça a autoridade competente, sobre 
qualquer fato que ocorra em sua presença, noutra 
circunscrição.Art. 23. Ao fazer a remessa dos autos do inquérito 
ao juiz competente, a autoridade policial oficiará ao 
Instituto de Identificação e Estatística, ou repartição 
congênere, mencionando o juízo a que tiverem sido 
distribuídos, e os dados relativos à infração penal e à 
pessoa do indiciado. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
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15_____________________________________ 
 
 
 
LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS 
PARTE GERAL 
 Art. 1º Aplicam-se as contravenções às regras gerais 
do Código Penal, sempre que a presente lei não disponha 
de modo diverso. 
 
 Art. 2º A lei brasileira só é aplicável à contravenção 
praticada no território nacional. 
 
 Art. 3º Para a existência da contravenção, basta a 
ação ou omissão voluntária. Deve-se, todavia, ter em 
conta o dolo ou a culpa, se a lei faz depender, de um ou 
de outra, qualquer efeito jurídico. 
 
 Art. 4º Não é punível a tentativa de contravenção. 
 
 Art. 5º As penas principais são: 
 I – prisão simples. 
 II – multa. 
 
 Art. 6º A pena de prisão simples deve ser cumprida, 
sem rigor penitenciário, em estabelecimento especial ou 
Decreto-Lei nº 3.688 / 1941 
Lei das Contravenções Penais 
 
 
 
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seção especial de prisão comum, em regime semi-
aberto ou aberto. 
 § 1º O condenado a pena de prisão simples fica 
sempre separado dos condenados a pena de reclusão ou 
de detenção. 
 § 2º O trabalho é facultativo, se a pena aplicada, 
não excede a quinze dias. 
 
 Art. 7º Verifica-se a reincidência quando o agente 
pratica uma contravenção depois de passar em julgado a 
sentença que o tenha condenado, no Brasil ou no 
estrangeiro, por qualquer crime, ou, no Brasil, por motivo 
de contravenção. 
 
 Art. 8º No caso de ignorância ou de errada 
compreensão da lei, quando escusáveis, a pena pode 
deixar de ser aplicada. 
 
 Art. 9º A multa converte-se em prisão simples, de 
acordo com o que dispõe o Código Penal sobre a 
conversão de multa em detenção. 
 Parágrafo único. Se a multa é a única pena 
cominada, a conversão em prisão simples se faz entre os 
limites de quinze dias e três meses. 
- Dispositivo revogado pela Lei n. 9.268/96 
 
 Art. 10. A duração da pena de prisão simples não 
pode, em caso algum, ser superior a 5 (cinco) anos, nem 
a importância das multas ultrapassar cinquenta contos. 
 
 Art. 11. Desde que reunidas as condições legais, o 
juiz pode suspender por tempo não inferior a 1 (um) ano 
nem superior a 3 (três), a execução da pena de prisão 
simples, bem como conceder livramento condicional. 
Observam-se, em relação ao sursis para contravenções penais, 
as mesmas condições exigidas nos arts. 77 e 78 do CP. Quanto 
ao livramento condicional, incidem as regras constantes no art. 
83 do CP. 
 
 Art. 12. As penas acessórias são a publicação da 
sentença e as seguintes interdições de direitos: 
 I – a incapacidade temporária para profissão ou 
atividade, cujo exercício dependa de habilitação especial, 
licença ou autorização do poder público; 
 lI – a suspensão dos direitos políticos. 
 Parágrafo único. Incorrem: 
 a) na interdição sob nº I, por um mês a dois anos, o 
condenado por motivo de contravenção cometida com 
abuso de profissão ou atividade ou com infração de dever 
a ela inerente; 
 b) na interdição sob nº II, o condenado a pena 
privativa de liberdade, enquanto dure a execução do pena 
ou a aplicação da medida de segurança detentiva. 
- Lei n. 7.209/84 aboliu as penas acessórias e implantou a 
reforma do Código Penal 
 
 Art. 13. Aplicam-se, por motivo de contravenção, as 
medidas de segurança estabelecidas no Código Penal, à 
exceção do exílio local. 
- Não existe mais exílio local. 
 
 Art. 14. Presumem-se perigosos, além dos indivíduos 
a que se referem os ns. I e II do art. 78 do Código Penal: 
 I – o condenado por motivo de contravenção 
cometido, em estado de embriaguez pelo álcool ou 
substância de efeitos análogos, quando habitual a 
embriaguez; 
 II – o condenado por vadiagem ou mendicância; 
- Dispositivo revogado pela Lei n. 7.209/84 
 
 Art. 15. São internados em colônia agrícola ou em 
instituto de trabalho, de reeducação ou de ensino 
profissional, pelo prazo mínimo de um ano: 
 I – o condenado por vadiagem (art. 59); 
 II – o condenado por mendicância (art. 60 e seu 
parágrafo); 
- Dispositivo revogado pela Lei n. 7.209/84 
 
 Art. 16. O prazo mínimo de duração da internação 
em manicômio judiciário ou em casa de custódia e 
tratamento é de 6 (seis) meses. 
 Parágrafo único. O juiz, entretanto, pode, ao invés de 
decretar a internação, submeter o indivíduo a liberdade 
vigiada. 
- Dispositivo alterado pela Lei n. 7.209/84. Atualmente o 
prazo mínimo é de 1 ano. 
 
 Art. 17. A ação penal é pública, devendo a 
autoridade proceder de ofício. 
As contravenções penais são infrações de menor potencial 
ofensivo e se submetem ao rito da Lei dos Juizados Especiais 
(Lei nº 9.099/1995). 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
Súmula 38 do STJ - Compete à justiça estadual comum, na 
vigência da constituição de 1988, o processo por contravenção 
penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou 
interesse da união ou de suas entidades. 
 
PARTE ESPECIAL 
CAPÍTULO I 
DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PESSOA 
 Art. 18. Fabricar, importar, exportar, ter em 
depósito ou vender, sem permissão da autoridade, 
arma ou munição: 
 Pena – prisão simples, de três meses a um ano, ou 
multa, de um a cinco contos de réis, ou ambas 
cumulativamente, se o fato não constitui crime contra a 
ordem política ou social. 
- Deve-se observar que, em face da Lei 10.826/2003 
(Estatuto do Desarmamento), os arts. 18 e 19 da Lei de 
Contravenções Penais foram derrogados quanto à arma de 
fogo. Porém, os referidos artigos continuam a ter 
aplicabilidade no que se refere às armas brancas: facas, 
navalhas, canivetes, estiletes etc. 
 Art. 19. Trazer consigo arma fora de casa ou de 
dependência desta, sem licença da autoridade: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a seis meses, 
ou multa, de duzentos mil réis a três contos de réis, ou 
ambas cumulativamente. 
 § 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até 
metade, se o agente já foi condenado, em sentença 
irrecorrível, por violência contra pessoa. 
 § 2º Incorre na pena de prisão simples, de quinze 
dias a três meses, ou multa, de duzentos mil réis a um 
conto de réis, quem, possuindo arma ou munição: 
 a) deixa de fazer comunicação ou entrega à 
autoridade, quando a lei o determina; 
 b) permite que alienado menor de 18 anos ou 
pessoa inexperiente no manejo de arma a tenha 
consigo; 
 
 
 
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 c) omite as cautelas necessárias para impedir que 
dela se apodere facilmente alienado, menor de 18 anos 
ou pessoa inexperiente em manejá-la. 
 
 Art. 20. Anunciar processo, substância ou objeto 
destinadoa provocar aborto: 
 Pena - multa de hum mil cruzeiros a dez mil 
cruzeiros. 
 
 Art. 21. Praticar vias de fato contra alguém: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não 
constitui crime. 
 Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um 
terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) 
anos. 
São exemplos de vias de fato: tapa, empurrão, puxão de cabelo, 
rasteira. Não é possível verificar lesão pelo exame de corpo de 
delito. 
 
 Art. 22. Receber em estabelecimento psiquiátrico, e 
nele internar, sem as formalidades legais, pessoa 
apresentada como doente mental: 
 Pena – multa, de trezentos mil réis a três contos de 
réis. 
 § 1º Aplica-se a mesma pena a quem deixa de 
comunicar a autoridade competente, no prazo legal, 
internação que tenha admitido, por motivo de urgência, 
sem as formalidades legais. 
 § 2º Incorre na pena de prisão simples, de quinze 
dias a três meses, ou multa de quinhentos mil réis a cinco 
contos de réis, aquele que, sem observar as prescrições 
legais, deixa retirar-se ou despede de estabelecimento 
psiquiátrico pessoa nele, internada. 
 
 Art. 23. Receber e ter sob custódia doente mental, 
fora do caso previsto no artigo anterior, sem autorização 
de quem de direito: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis. 
 
CAPÍLULO II 
DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES AO 
PATRIMÔNIO 
 Art. 24. Fabricar, ceder ou vender gazua ou 
instrumento empregado usualmente na prática de crime 
de furto: 
 Pena – prisão simples, de seis meses a dois anos, e 
multa, de trezentos mil réis a três contos de réis. 
São exemplos de Gazua: pé-de-cabra, chave de fenda, serra etc. 
 
 Art. 25. Ter alguém em seu poder, depois de 
condenado, por crime de furto ou roubo, ou enquanto 
sujeito à liberdade vigiada ou quando conhecido como 
vadio ou mendigo, gazuas, chaves falsas ou alteradas ou 
instrumentos empregados usualmente na prática de crime 
de furto, desde que não prove destinação legítima: 
 Pena – prisão simples, de dois meses a um ano, e 
multa de duzentos mil réis a dois contos de réis 
. 
 Art. 26. Abrir alguém, no exercício de profissão de 
serralheiro ou oficio análogo, a pedido ou por incumbência 
de pessoa de cuja legitimidade não se tenha certificado 
previamente, fechadura ou qualquer outro aparelho 
destinado à defesa de lugar ou objeto: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de duzentos mil réis a um conto de réis. 
 
 Art. 27. (Revogado) 
 
CAPÍTULO III 
DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À 
INCOLUMIDADE PÚBLICA 
 Art. 28. Disparar arma de fogo em lugar habitado ou 
em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela: 
 Pena – prisão simples, de um a seis meses, ou 
multa, de trezentos mil réis a três contos de réis. 
 Parágrafo único. Incorre na pena de prisão simples, 
de quinze dias a dois meses, ou multa, de duzentos mil 
réis a dois contos de réis, quem, em lugar habitado ou em 
suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, 
sem licença da autoridade, causa deflagração perigosa, 
queima fogo de artifício ou solta balão aceso. 
- Caput revogado pelo art. 15 da Lei n. 10.826 / 2003 
(Estatuto do Desarmamento). 
- Parágrafo único revogado pelo art. 42 da Lei n. 9.605 / 1998 
(Lei de Crimes Ambientais). 
 
 Art. 29. Provocar o desabamento de construção ou, 
por erro no projeto ou na execução, dar-lhe causa: 
 Pena – multa, de um a dez contos de réis, se o fato 
não constitui crime contra a incolumidade pública. 
Somente caracteriza contravenção penal se não constituir crime 
mais grave. Código Penal, art. 256: “Causar desabamento ou 
desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física 
ou o patrimônio de outrem. Pena - reclusão, de um a quatro 
anos, e multa”. 
 
 Art. 30. Omitir alguém a providência reclamada pelo 
Estado ruinoso de construção que lhe pertence ou cuja 
conservação lhe incumbe: 
 Pena – multa, de um a cinco contos de réis. 
 
 Art. 31. Deixar em liberdade, confiar à guarda de 
pessoa inexperiente, ou não guardar com a devida 
cautela animal perigoso: 
 Pena – prisão simples, de dez dias a dois meses, ou 
multa, de cem mil réis a um conto de réis. 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem: 
 a) na via pública, abandona animal de tiro, carga ou 
corrida, ou o confia à pessoa inexperiente; 
 b) excita ou irrita animal, expondo a perigo a 
segurança alheia; 
 c) conduz animal, na via pública, pondo em perigo a 
segurança alheia. 
 
 Art. 32. Dirigir, sem a devida habilitação, veículo na 
via pública, ou embarcação a motor em águas públicas: 
 Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de 
réis. 
STF: Súmula 720 - O art. 309 do Código de Trânsito Brasileiro, 
que reclama decorra do fato perigo de dano, derrogou o art. 32 
da lei das contravenções penais no tocante à direção sem 
habilitação em vias terrestres. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
A contravenção penal, contudo, ainda subsiste em relação à 
direção sem habilitação de embarcação a motor em águas 
públicas. 
 
 Art. 33. Dirigir aeronave sem estar devidamente 
licenciado: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
e multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm
 
 
 
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 Art. 34. Dirigir veículos na via pública, ou 
embarcações em águas públicas, pondo em perigo a 
segurança alheia: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de trezentos mil réis a dois contos de réis. 
Atualmente estão previstos na Lei 9.503/97 (Código de Trânsito 
Brasileiro) os tipos penais referentes à direção de veículos na via 
pública. Porém, a contravenção penal ainda subsiste em relação 
às embarcações em águas públicas. 
 
 Art. 35. Entregar-se na prática da aviação, a 
acrobacias ou a voos baixos, fora da zona em que a lei 
o permite, ou fazer descer a aeronave fora dos lugares 
destinados a esse fim: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis. 
 
 Art. 36. Deixar de colocar na via pública, sinal ou 
obstáculo, determinado em lei ou pela autoridade e 
destinado a evitar perigo a transeuntes: 
 Pena – prisão simples, de dez dias a dois meses, ou 
multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem: 
 a) apaga sinal luminoso, destrói ou remove sinal de 
outra natureza ou obstáculo destinado a evitar perigo a 
transeuntes; 
 b) remove qualquer outro sinal de serviço público. 
 
 Art. 37. Arremessar ou derramar em via pública, ou 
em lugar de uso comum, ou do uso alheio, coisa que 
possa ofender, sujar ou molestar alguém: 
 Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de 
réis. 
 Parágrafo único. Na mesma pena incorre aquele 
que, sem as devidas cautelas, coloca ou deixa suspensa 
coisa que, caindo em via pública ou em lugar de uso 
comum ou de uso alheio, possa ofender, sujar ou 
molestar alguém. 
 
 Art. 38. Provocar, abusivamente, emissão de 
fumaça, vapor ou gás, que possa ofender ou molestar 
alguém: 
 Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de 
réis. 
 
CAPÍTULO IV 
DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PAZ 
PÚBLICA 
 Art. 39. (Revogado) (2021) 
 
 Art. 40. Provocar tumulto ou portar-se de modo 
inconveniente ou desrespeitoso, em solenidade ou atooficial, em assembleia ou espetáculo público, se o fato 
não constitui infração penal mais grave; 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a seis meses, 
ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 
 Art. 41. Provocar alarma, anunciando desastre ou 
perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de 
produzir pânico ou tumulto: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a seis meses, 
ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 
 Art. 42. Perturbar alguém o trabalho ou o sossego 
alheios: 
 I – com gritaria ou algazarra; 
 II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em 
desacordo com as prescrições legais; 
 III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais 
acústicos; 
 IV – provocando ou não procurando impedir barulho 
produzido por animal de que tem a guarda: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 
CAPÍTULO V 
DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA 
 Art. 43. Recusar-se a receber, pelo seu valor, 
moeda de curso legal no país: 
 Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de 
réis. 
 
 Art. 44. Usar, como propaganda, de impresso ou 
objeto que pessoa inexperiente ou rústica possa 
confundir com moeda: 
 Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de 
réis. 
 
 Art. 45. Fingir-se funcionário público: 
 Pena – prisão simples, de um a três meses, ou 
multa, de quinhentos mil réis a três contos de réis. 
 
 Art. 46. Usar, publicamente, de uniforme, ou 
distintivo de função pública que não exerce; usar, 
indevidamente, de sinal, distintivo ou denominação cujo 
emprego seja regulado por lei. 
 Pena – multa, de duzentos a dois mil cruzeiros, se o 
fato não constitui infração penal mais grave. 
 
CAPÍTULO VI 
DAS CONTRAVENÇÕES RELATIVAS À 
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 
 Art. 47. Exercer profissão ou atividade econômica 
ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições 
a que por lei está subordinado o seu exercício: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis. 
 
 Art. 48. Exercer, sem observância das prescrições 
legais, comércio de antiguidades, de obras de arte, ou de 
manuscritos e livros antigos ou raros: 
 Pena – prisão simples de um a seis meses, ou multa, 
de um a dez contos de réis. 
 
 Art. 49. Infringir determinação legal relativa à 
matrícula ou à escrituração de indústria, de comércio, ou 
de outra atividade: 
 Pena – multa, de duzentos mil réis a cinco contos de 
réis. 
 
CAPÍTULO VII 
DAS CONTRAVENÇÕES RELATIVAS À POLÍCIA DE 
COSTUMES 
 Art. 50. Estabelecer ou explorar jogo de azar em 
lugar público ou acessível ao público, mediante o 
pagamento de entrada ou sem ele: 
 Pena – prisão simples, de três meses a um ano, e 
multa, de dois a quinze contos de réis, estendendo-se os 
efeitos da condenação à perda dos moveis e objetos de 
decoração do local. 
 § 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço), se 
existe entre os empregados ou participa do jogo pessoa 
menor de 18 (dezoito) anos. 
§ 2o Incorre na pena de multa, de R$ 2.000,00 
(dois mil reais) a R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), 
quem é encontrado a participar do jogo, ainda que pela 
 
 
 
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internet ou por qualquer outro meio de comunicação, 
como ponteiro ou apostador. 
 § 3º Consideram-se, jogos de azar: 
 a) o jogo em que o ganho e a perda dependem 
exclusiva ou principalmente da sorte; 
 b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de 
hipódromo ou de local onde sejam autorizadas; 
 c) as apostas sobre qualquer outra competição 
esportiva. 
 § 4º Equiparam-se, para os efeitos penais, a lugar 
acessível ao público: 
 a) a casa particular em que se realizam jogos de 
azar, quando deles habitualmente participam pessoas que 
não sejam da família de quem a ocupa; 
 b) o hotel ou casa de habitação coletiva, a cujos 
hóspedes e moradores se proporciona jogo de azar; 
 c) a sede ou dependência de sociedade ou 
associação, em que se realiza jogo de azar; 
 d) o estabelecimento destinado à exploração de jogo 
de azar, ainda que se dissimule esse destino. 
 
 Art. 51. Promover ou fazer extrair loteria, sem 
autorização legal: 
 Pena – prisão simples, de seis meses a dois anos, e 
multa, de cinco a dez contos de réis, estendendo-se os 
efeitos da condenação à perda dos moveis existentes no 
local. 
 § 1º Incorre na mesma pena quem guarda, vende ou 
expõe à venda, tem sob sua guarda para o fim de venda, 
introduz ou tenta introduzir na circulação bilhete de loteria 
não autorizada. 
 § 2º Considera-se loteria toda operação que, 
mediante a distribuição de bilhete, listas, cupões, vales, 
sinais, símbolos ou meios análogos, faz depender de 
sorteio a obtenção de prêmio em dinheiro ou bens de 
outra natureza. 
 § 3º Não se compreendem na definição do parágrafo 
anterior os sorteios autorizados na legislação especial. 
- Dispositivo revogado pelo art. 45 do Decreto-Lei n. 6.259/44 
 
 Art. 52. Introduzir, no país, para o fim de comércio, 
bilhete de loteria, rifa ou tômbola estrangeiras: 
 Pena – prisão simples, de quatro meses a um ano, e 
multa, de um a cinco contos de réis. 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem 
vende, expõe à venda, tem sob sua guarda. para o fim de 
venda, introduz ou tenta introduzir na circulação, bilhete 
de loteria estrangeira. 
- Dispositivo revogado pelo art. 46 do Decreto-Lei n. 6.259/44 
 
 Art. 53. Introduzir, para o fim de comércio, bilhete de 
loteria estadual em território onde não possa legalmente 
circular: 
 Pena – prisão simples, de dois a seis meses, e 
multa, de um a três contos de réis. 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem 
vende, expõe à venda, tem sob sua guarda, para o fim de 
venda, introduz ou tonta introduzir na circulação, bilhete 
de loteria estadual, em território onde não possa 
legalmente circular. 
- Dispositivo revogado pelos arts. 46, 48 e 50 do Decreto-Lei 
n. 6.259/44 
 
 Art. 54. Exibir ou ter sob sua guarda lista de sorteio 
de loteria estrangeira: 
 Pena – prisão simples, de um a três meses, e multa, 
de duzentos mil réis a um conto de réis. 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem exibe 
ou tem sob sua guarda lista de sorteio de loteria estadual, 
em território onde esta não possa legalmente circular. 
- Dispositivo revogado pelo art. 49 do Decreto-Lei n. 6.259/44 
 
 Art. 55. Imprimir ou executar qualquer serviço de 
feitura de bilhetes, lista de sorteio, avisos ou cartazes 
relativos a loteria, em lugar onde ela não possa 
legalmente circular: 
 Pena – prisão simples, de um a seis meses, e multa, 
de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
- Dispositivo revogado pelo art. 51 do Decreto-Lei n. 6.259/44 
 
 Art. 56. Distribuir ou transportar cartazes, listas de 
sorteio ou avisos de loteria, onde ela não possa 
legalmente circular: 
 Pena – prisão simples, de um a três meses, e multa, 
de cem a quinhentos mil réis. 
- Dispositivo revogado pelo art. 52 do Decreto-Lei n. 6.259/44 
 
 Art. 57. Divulgar, por meio de jornal ou outro 
impresso, de rádio, cinema, ou qualquer outra forma, 
ainda que disfarçadamente, anúncio, aviso ou resultado 
de extração de loteria, onde a circulação dos seus 
bilhetes não seria legal: 
 Pena – multa, de um a dez contos de réis. 
- Dispositivo revogado pelos art. 55 e art. 56 do Decreto-Lei 
n. 6.259/44 
 
 Art. 58. Explorar ou realizar a loteria denominada 
jogo do bicho, ou praticar qualquer ato relativo àsua 
realização ou exploração: 
 Pena – prisão simples, de quatro meses a um ano, e 
multa, de dois a vinte contos de réis. 
 Parágrafo único. Incorre na pena de multa, de 
duzentos mil réis a dois contos de réis, aquele que 
participa da loteria, visando a obtenção de prêmio, para si 
ou para terceiro. 
- Dispositivo revogado pelo art. 58 do Decreto-Lei n. 6.259/44 
STJ: Súmula 51 - A punição do intermediador, no jogo do bicho, 
independe da identificação do “apostador” ou do “banqueiro”. 
 
 Art. 59. Entregar-se alguém habitualmente à 
ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda 
que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou 
prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses. 
 Parágrafo único. A aquisição superveniente de 
renda, que assegure ao condenado meios bastantes de 
subsistência, extingue a pena. 
 
 Art. 60 (Revogado) 
 Art. 61. (Revogado) 
 
 Art. 62. Apresentar-se publicamente em estado de 
embriaguez, de modo que cause escândalo ou ponha 
em perigo a segurança própria ou alheia: 
 Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, 
ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 Parágrafo único. Se habitual a embriaguez, o 
contraventor é internado em casa de custódia e 
tratamento. 
 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13155.htm#art37
 
 
 
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 Art. 63. Servir bebidas alcoólicas: 
 I - (Revogado) 
 II – a quem se acha em estado de embriaguez; 
 III – a pessoa que o agente sabe sofrer das 
faculdades mentais; 
 IV – a pessoa que o agente sabe estar judicialmente 
proibida de frequentar lugares onde se consome bebida 
de tal natureza: 
 Pena – prisão simples, de dois meses a um ano, ou 
multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis. 
 
 Art. 64. Tratar animal com crueldade ou submetê-lo a 
trabalho excessivo: 
 Pena – prisão simples, de dez dias a um mês, ou 
multa, de cem a quinhentos mil réis. 
 § 1º Na mesma pena incorre aquele que, embora 
para fins didáticos ou científicos, realiza em lugar público 
ou exposto ao publico, experiência dolorosa ou cruel em 
animal vivo. 
 § 2º Aplica-se a pena com aumento de metade, se o 
animal é submetido a trabalho excessivo ou tratado com 
crueldade, em exibição ou espetáculo público. 
- Dispositivo revogado pelo art. 32 da Lei 9.605/98 (Lei dos 
Crimes Ambientais), o qual prevê o crime de maus tratos. 
 
 Art. 65. (Revogado) (2021) 
 
CAPÍTULO VIII 
DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 Art. 66. Deixar de comunicar à autoridade 
competente: 
 I – crime de ação pública, de que teve conhecimento 
no exercício de função pública, desde que a ação penal 
não dependa de representação; 
 II – crime de ação pública, de que teve 
conhecimento no exercício da medicina ou de outra 
profissão sanitária, desde que a ação penal não 
dependa de representação e a comunicação não exponha 
o cliente a procedimento criminal: 
 Pena – multa, de trezentos mil réis a três contos de 
réis. 
Crime próprio. Somente pode ser cometido por funcionário 
público ou profissional da área da saúde. 
 
 Art. 67. Inumar ou exumar cadáver, com infração 
das disposições legais: 
 Pena – prisão simples, de um mês a um ano, ou 
multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
Inumar: sepultar, enterrar. 
 
 Art. 68. Recusar à autoridade, quando por esta, 
justificadamente solicitados ou exigidos, dados ou 
indicações concernentes à própria identidade, estado, 
profissão, domicílio e residência: 
 Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de 
réis. 
 Parágrafo único. Incorre na pena de prisão simples, 
de um a seis meses, e multa, de duzentos mil réis a dois 
contos de réis, se o fato não constitui infração penal mais 
grave, quem, nas mesmas circunstâncias, faz declarações 
inverídicas a respeito de sua identidade pessoal, estado, 
profissão, domicílio e residência. 
 
 Art. 69. (Revogado) 
 
 Art. 70. Praticar qualquer ato que importe violação do 
monopólio postal da União: 
 Pena – prisão simples, de três meses a um ano, ou 
multa, de três a dez contos de réis, ou ambas 
cumulativamente. 
- O privilégio postal da União atualmente é regulado pela Lei 
n. 6.538/78, que dispõe sobre os Serviços Postais. O art. 42 
da referida lei revogou essa contravenção penal, passando a 
tipificar a violação do privilégio postal da União como crime. 
O monopólio é exercido atualmente pelos Correios - Empresa 
Brasileira de Correios e Telégrafos. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
06_____________________________________ 
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08_____________________________________ 
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10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
13_____________________________________ 
14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
 
CAPÍTULO XIX 
DOS CRIMES DE TRÂNSITO 
Seção I 
Disposições Gerais 
 Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de 
veículos automotores, previstos neste Código, aplicam-se 
as normas gerais do Código Penal e do Código de 
Processo Penal, se este Capítulo não dispuser de modo 
diverso, bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 
1995, no que couber. 
O Código Penal, o Código de Processo Penal e a Lei 9.099/95, 
que trata dos Juizados Especiais e dos procedimentos aplicáveis 
Lei nº 9.503 / 1997 
Código de Trânsito Brasileiro 
 
 
 
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aos crimes de menor potencial ofensivo, aplicam-se 
subsidiariamente aos delitos previstos nesse código. 
 § 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão 
corporal culposa o disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei 
no 9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o agente 
estiver: 
 I - sob a influência de álcool ou qualquer outra 
substância psicoativa que determine dependência; 
 II - participando, em via pública, de corrida, disputa 
ou competição automobilística, de exibição ou 
demonstração de perícia em manobra de veículo 
automotor, não autorizada pela autoridade 
competente; 
 III - transitando em velocidade superior à máxima 
permitida para a via em 50 km/h (cinquenta quilômetros 
por hora). 
 § 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo, 
deverá ser instaurado inquérito policial para a 
investigação da infração penal. 
 § 3º (VETADO). 
 § 4º O juiz fixará a pena-base segundo as diretrizes 
previstas no art. 59 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), dando especial 
atenção à culpabilidade do agente e às circunstâncias e 
consequências do crime. (2017) 
 
 Art. 292. A suspensão ou a proibição de se obter a 
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor 
pode ser imposta isolada ou cumulativamente com 
outras penalidades. 
A Permissão para dirigir tem validade de apenas um ano e é um 
documento transitório para a Carteira Nacional de 
Habilitação (CNH) definitiva. 
 
 Art. 293. A penalidade de suspensão ou de proibição 
de se obter a permissão ou a habilitação, para dirigir 
veículo automotor, tem a duração de dois mesesa cinco 
anos. 
 § 1º Transitada em julgado a sentença condenatória, 
o réu será intimado a entregar à autoridade judiciária, em 
quarenta e oito horas, a Permissão para Dirigir ou a 
Carteira de Habilitação. 
 § 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de 
se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo 
automotor não se inicia enquanto o sentenciado, por 
efeito de condenação penal, estiver recolhido a 
estabelecimento prisional. 
 
 Art. 294. Em qualquer fase da investigação ou da 
ação penal, havendo necessidade para a garantia da 
ordem pública, poderá o juiz, como medida cautelar, de 
ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou ainda 
mediante representação da autoridade policial, decretar, 
em decisão motivada, a suspensão da permissão ou da 
habilitação para dirigir veículo automotor, ou a proibição 
de sua obtenção. 
 Parágrafo único. Da decisão que decretar a 
suspensão ou a medida cautelar, ou da que indeferir o 
requerimento do Ministério Público, caberá recurso em 
sentido estrito, sem efeito suspensivo. 
 
 Art. 295. A suspensão para dirigir veículo automotor 
ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação 
será sempre comunicada pela autoridade judiciária ao 
Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, e ao órgão 
de trânsito do Estado em que o indiciado ou réu for 
domiciliado ou residente. 
 
 Art. 296. Se o réu for reincidente na prática de 
crime previsto neste Código, o juiz aplicará a penalidade 
de suspensão da permissão ou habilitação para dirigir 
veículo automotor, sem prejuízo das demais sanções 
penais cabíveis. 
 
 Art. 297. A penalidade de multa reparatória consiste 
no pagamento, mediante depósito judicial em favor da 
vítima, ou seus sucessores, de quantia calculada com 
base no disposto no § 1º do art. 49 do Código Penal, 
sempre que houver prejuízo material resultante do crime. 
 § 1º A multa reparatória não poderá ser superior ao 
valor do prejuízo demonstrado no processo. 
 § 2º Aplica-se à multa reparatória o disposto nos 
arts. 50 a 52 do Código Penal. 
 § 3º Na indenização civil do dano, o valor da multa 
reparatória será descontado. 
 
 Art. 298. São circunstâncias que sempre agravam as 
penalidades dos crimes de trânsito ter o condutor do 
veículo cometido a infração: 
 I - com dano potencial para duas ou mais pessoas ou 
com grande risco de grave dano patrimonial a terceiros; 
 II - utilizando o veículo sem placas, com placas 
falsas ou adulteradas; 
 III - sem possuir Permissão para Dirigir ou Carteira 
de Habilitação; 
 IV - com Permissão para Dirigir ou Carteira de 
Habilitação de categoria diferente da do veículo; 
 V - quando a sua profissão ou atividade exigir 
cuidados especiais com o transporte de passageiros ou 
de carga; 
 VI - utilizando veículo em que tenham sido 
adulterados equipamentos ou características que afetem 
a sua segurança ou o seu funcionamento de acordo com 
os limites de velocidade prescritos nas especificações do 
fabricante; 
 VII - sobre faixa de trânsito temporária ou 
permanentemente destinada a pedestres. 
 Parágrafo único. (VETADO). (2022) 
 
 Art. 299. (VETADO) 
 Art. 300. (VETADO) 
 
 Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de 
acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá 
a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se 
prestar pronto e integral socorro àquela. 
 
Seção II 
Dos Crimes em Espécie 
 Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de 
veículo automotor: 
Considera-se homicídio culposo quando o agente pratica o fato 
por imprudência, negligência ou imperícia. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
STJ: Quando o homicídio resultar da direção sob a influência de 
álcool e em alta velocidade, o condutor poderá ser denunciado 
por homicídio doloso, se constatado que assumiu o risco de 
produzir o resultado ao dirigir naquele estado (dolo eventual). 
 Penas - detenção, de dois a quatro anos, e 
suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a 
habilitação para dirigir veículo automotor. 
§ 1º No homicídio culposo cometido na direção de 
veículo automotor, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) 
à metade, se o agente: 
 
 
 
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I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de 
Habilitação; 
II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada; 
III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-
lo sem risco pessoal, à vítima do acidente; 
IV - no exercício de sua profissão ou atividade, 
estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. 
 V - (Revogado) 
§ 2º (Revogado) 
§ 3o Se o agente conduz veículo automotor sob a 
influência de álcool ou de qualquer outra substância 
psicoativa que determine dependência: (2017) 
Penas - reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão 
ou proibição do direito de se obter a permissão ou a 
habilitação para dirigir veículo automotor. (2017) 
DIREITO PENAL. APLICABILIDADE DO PERDÃO JUDICIAL 
NO CASO DE HOMICÍDIO CULPOSO NA DIREÇÃO DE 
VEÍCULO AUTOMOTOR. 
O perdão judicial não pode ser concedido ao agente de 
homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do 
CTB) que, embora atingido moralmente de forma grave pelas 
consequências do acidente, não tinha vínculo afetivo com a 
vítima nem sofreu sequelas físicas gravíssimas e permanentes. 
Conquanto o perdão judicial possa ser aplicado nos casos em 
que o agente de homicídio culposo sofra sequelas físicas 
gravíssimas e permanentes, a doutrina, quando se volta para o 
sofrimento psicológico do agente, enxerga no § 5º do art. 121 do 
CP a exigência de um laço prévio entre os envolvidos para 
reconhecer como “tão grave” a forma como as consequências 
da infração atingiram o agente. A interpretação dada, na maior 
parte das vezes, é no sentido de que só sofre intensamente o réu 
que, de forma culposa, matou alguém conhecido e com quem 
mantinha laços afetivos. O exemplo mais comumente lançado é o 
caso de um pai que mata culposamente o filho. Essa 
interpretação desdobra-se em um norte que ampara o julgador. 
Entender pela desnecessidade do vínculo seria abrir uma fenda 
na lei, não desejada pelo legislador. Isso porque, além de ser de 
difícil aferição o “tão grave” sofrimento, o argumento da 
desnecessidade do vínculo 
serviria para todo e qualquer caso de delito de trânsito com 
vítima fatal. Isso não significa dizer o que a lei não disse, mas 
apenas conferir-lhe interpretação mais razoável e humana, sem 
perder de vista o desgaste emocional que possa sofrer o 
acusado dessa espécie de delito, mesmo que não conhecendo a 
vítima. A solidarização com o choque psicológico do agente não 
pode conduzir a uma eventual banalização do instituto do perdão 
judicial, o que seria no mínimo temerário no atual cenário de 
violência no trânsito, que tanto se tenta combater. 
Como conclusão, conforme entendimento doutrinário, a 
desnecessidade da pena que esteia o perdão judicial deve, a 
partir da nova ótica penal e constitucional, referir-se à 
comunicação para a comunidade de que o intenso e perene 
sofrimento do infrator não justifica o reforço de vigência da norma 
por meio da sanção penal. 
REsp 1.455.178-DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 5/6/2014. 
 
 Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção 
de veículo automotor: 
 Penas - detenção, de seis meses a dois anos e 
suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a 
habilitação para dirigir veículo automotor. 
 § 1o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à 
metade, se ocorrer qualquer das hipóteses do § 1o do art. 
302. (2017) 
 § 2o A pena privativa de liberdade é de reclusão de 
dois a cinco anos, sem prejuízo das outras penas 
previstasneste artigo, se o agente conduz o veículo com 
capacidade psicomotora alterada em razão da influência 
de álcool ou de outra substância psicoativa que 
determine dependência, e se do crime resultar lesão 
corporal de natureza grave ou gravíssima. (2017) 
 
 Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do 
acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não 
podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de 
solicitar auxílio da autoridade pública: 
 Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou 
multa, se o fato não constituir elemento de crime mais 
grave. 
 Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste 
artigo o condutor do veículo, ainda que a sua omissão 
seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com 
morte instantânea ou com ferimentos leves. 
 
 Art. 305. Afastar-se o condutor do veículo do local do 
acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que 
lhe possa ser atribuída: 
 Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou 
multa. 
 
 Art. 306. Conduzir veículo automotor com 
capacidade psicomotora alterada em razão da influência 
de álcool ou de outra substância psicoativa que 
determine dependência: 
 Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa 
e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a 
habilitação para dirigir veículo automotor. 
§ 1o As condutas previstas no caput serão 
constatadas por: 
I - concentração igual ou superior a 6 decigramas 
de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 
miligrama de álcool por litro de ar alveolar; ou 
II - sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo 
Contran, alteração da capacidade psicomotora. 
§ 2o A verificação do disposto neste artigo poderá 
ser obtida mediante teste de alcoolemia ou toxicológico, 
exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros 
meios de prova em direito admitidos, observado o direito à 
contraprova. 
§ 3o O Contran disporá sobre a equivalência entre 
os distintos testes de alcoolemia ou toxicológicos para 
efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo. 
§ 4º Poderá ser empregado qualquer aparelho 
homologado pelo Instituto Nacional de Metrologia, 
Qualidade e Tecnologia - INMETRO - para se determinar 
o previsto no caput. (2019) 
 
 Art. 307. Violar a suspensão ou a proibição de se 
obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo 
automotor imposta com fundamento neste Código: 
 Penas - detenção, de seis meses a um ano e multa, 
com nova imposição adicional de idêntico prazo de 
suspensão ou de proibição. 
 Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre o 
condenado que deixa de entregar, no prazo estabelecido 
no § 1º do art. 293, a Permissão para Dirigir ou a Carteira 
de Habilitação. 
 
Art. 308. Participar, na direção de veículo 
automotor, em via pública, de corrida, disputa ou 
competição automobilística ou ainda de exibição ou 
demonstração de perícia em manobra de veículo 
automotor, não autorizada pela autoridade competente, 
gerando situação de risco à incolumidade pública ou 
privada: (2017) 
Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, 
multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão 
ou a habilitação para dirigir veícu lo automotor. 
 
 
 
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§ 1o Se da prática do crime previsto 
no caput resultar lesão corporal de natureza grave, e as 
circunstâncias demonstrarem que o agente não quis o 
resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena 
privativa de liberdade é de reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) 
anos, sem prejuízo das outras penas previstas neste 
artigo. 
§ 2o Se da prática do crime previsto 
no caput resultar morte, e as circunstâncias 
demonstrarem que o agente não quis o resultado nem 
assumiu o risco de produzi-lo, a pena privativa de 
liberdade é de reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem 
prejuízo das outras penas previstas neste artigo. 
 
 Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, 
sem a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, 
ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de 
dano: 
 Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou 
multa. 
STF: Súmula 720 - O art. 309 do CTB, que reclama decorra do 
fato perigo de dano, derrogou o art. 32 da Lei das Contravenções 
Penais no tocante à direção sem habilitação em vias terrestres 
 
 Art. 310. Permitir, confiar ou entregar a direção de 
veículo automotor a pessoa não habilitada, com 
habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, 
ou, ainda, a quem, por seu estado de saúde, física ou 
mental, ou por embriaguez, não esteja em condições de 
conduzi-lo com segurança: 
 Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou 
multa. 
DIREITO PENAL. CARACTERIZAÇÃO DO CRIME DE 
ENTREGA DE DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR A 
PESSOA NÃO HABILITADA. RECURSO REPETITIVO (ART. 
543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 901. 
É de perigo abstrato o crime previsto no art. 310 do Código de 
Trânsito Brasileiro. Assim, não é exigível, para o 
aperfeiçoamento do crime, a ocorrência de lesão ou de perigo 
de dano concreto na conduta de quem permite, confia ou 
entrega a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada, 
com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou 
ainda a quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por 
embriaguez, não esteja em condições de conduzi-lo com 
segurança. 
REsp 1.485.830-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. para acórdão 
Min. Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção, julgado em 11/3/2015, DJe 29/5/2015. 
Art. 310-A. (Vetado) 
 
 Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com 
a segurança nas proximidades de escolas, hospitais, 
estações de embarque e desembarque de passageiros, 
logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação 
ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano: 
 Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou 
multa. 
 
 Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de 
acidente automobilístico com vítima, na pendência do 
respectivo procedimento policial preparatório, inquérito 
policial ou processo penal, o estado de lugar, de coisa ou 
de pessoa, a fim de induzir a erro o agente policial, o 
perito, ou juiz: 
 Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou 
multa. 
 Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo, 
ainda que não iniciados, quando da inovação, o 
procedimento preparatório, o inquérito ou o processo aos 
quais se refere. 
 
 Art. 312-A. Para os crimes relacionados nos arts. 
302 a 312 deste Código, nas situações em que o juiz 
aplicar a substituição de pena privativa de liberdade por 
pena restritiva de direitos, esta deverá ser de prestação 
de serviço à comunidade ou a entidades públicas, em 
uma das seguintes atividades: (2017) 
I - trabalho, aos fins de semana, em equipes de 
resgate dos corpos de bombeiros e em outras unidades 
móveis especializadas no atendimento a vítimas de 
trânsito; (2016) 
II - trabalho em unidades de pronto-socorro de 
hospitais da rede pública que recebem vítimas de 
acidente de trânsito e politraumatizados; (2016) 
III - trabalho em clínicas ou instituições 
especializadas na recuperação de acidentados de 
trânsito; (2016) 
IV - outras atividades relacionadas ao resgate, 
atendimento e recuperação de vítimas de acidentes de 
trânsito. (2016) 
 
 Art. 312-B. Aos crimes previstos no § 3º do art. 302 
e no § 2º do art. 303 deste Código não se aplica o 
disposto no inciso I do caput do art. 44 do Decreto-Lei nº 
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal). (2020) 
 CTB 
Art. 302. 
§ 3º Se o agente conduz veículo automotor sob a 
influência de álcool ou de qualquer outra substância 
psicoativa que determine dependência: 
Penas - reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou 
proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitaçãopara 
dirigir veículo automotor. 
____________________________________________________ 
 Art. 303. 
 § 2º A pena privativa de liberdade é de reclusão de 
dois a cinco anos, sem prejuízo das outras penas previstas neste 
artigo, se o agente conduz o veículo com capacidade 
psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de 
outra substância psicoativa que determine dependência, e se do 
crime resultar lesão corporal de natureza grave ou gravíssima. 
____________________________________________________ 
Código Penal 
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e 
substituem as privativas de liberdade, quando: 
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a 
quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave 
ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o 
crime for culposo; 
 
 
 
 
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Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os 
crimes resultantes de discriminação ou preconceito de 
raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 
 
Art. 2º (Vetado). 
 
Art. 3º Impedir ou obstar o acesso de alguém, 
devidamente habilitado, a qualquer cargo da 
Administração Direta ou Indireta, bem como das 
concessionárias de serviços públicos. 
Pena: reclusão de dois a cinco anos. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, 
por motivo de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou 
procedência nacional, obstar a promoção funcional. 
 
Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa 
privada. 
Pena: reclusão de dois a cinco anos. 
§ 1o Incorre na mesma pena quem, por motivo de 
discriminação de raça ou de cor ou práticas resultantes do 
preconceito de descendência ou origem nacional ou 
étnica: 
I - deixar de conceder os equipamentos 
necessários ao empregado em igualdade de condições 
com os demais trabalhadores; 
II - impedir a ascensão funcional do empregado ou 
obstar outra forma de benefício profissional; 
III - proporcionar ao empregado tratamento 
diferenciado no ambiente de trabalho, especialmente 
quanto ao salário. 
§ 2o Ficará sujeito às penas de multa e de 
prestação de serviços à comunidade, incluindo atividades 
de promoção da igualdade racial, quem, em anúncios ou 
qualquer outra forma de recrutamento de trabalhadores, 
exigir aspectos de aparência próprios de raça ou etnia 
para emprego cujas atividades não justifiquem essas 
exigências. 
 
Art. 5º Recusar ou impedir acesso a 
estabelecimento comercial, negando-se a servir, 
atender ou receber cliente ou comprador. 
Pena: reclusão de um a três anos. 
 
Art. 6º Recusar, negar ou impedir a inscrição ou 
ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público 
ou privado de qualquer grau. 
Pena: reclusão de três a cinco anos. 
Parágrafo único. Se o crime for praticado contra 
menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um 
terço). 
 
Art. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem 
em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer 
estabelecimento similar. 
Pena: reclusão de três a cinco anos. 
 
Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento 
em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais 
semelhantes abertos ao público. 
Pena: reclusão de um a três anos. 
 
Art. 9º Impedir o acesso ou recusar atendimento 
em estabelecimentos esportivos, casas de diversões, 
ou clubes sociais abertos ao público. 
Pena: reclusão de um a três anos. 
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DIREITO 
PROCESSUAL PENAL.INÉPCIA DA DENÚNCIA. CRIME DE 
PRECONCEITO DE RAÇA OU DE COR. AUSÊNCIA DE JUSTA 
CAUSA. INOCORRÊNCIA. 
1. A denúncia que se mostra ajustada ao artigo 41 do 
Código de Processo Penal, ensejando o pleno exercício da 
garantia constitucional da ampla defesa, não deve, nem pode, 
ser tida e havida como inepta. 2. A recusa de admissão no 
quadro associativo de clube social, em razão de preconceito de 
raça ou de cor, caracteriza o tipo inserto no artigo 9º da Lei nº 
7.716/89, enquanto modo da conduta impedir, que lhe integra o 
núcleo. 3. A faculdade, estatutariamente atribuída à diretoria, de 
recusar propostas de admissão em clubes sociais, sem 
declinação dos motivos, não lhe atribui a natureza especial de 
fechado, de maneira a subtraí-lo da incidência da lei. 4. A 
pretensão de exame de prova é estranha, em regra, ao âmbito 
angusto do habeas corpus. 5. Recurso improvido. 
STJ, Relator: Ministro HAMILTON CARVALHIDO 
Data de Julgamento: 22/03/2005, T6 - SEXTA TURMA 
 
Art. 10. Impedir o acesso ou recusar atendimento 
em salões de cabeleireiros, barbearias, termas ou 
casas de massagem ou estabelecimento com as 
mesmas finalidades. 
Pena: reclusão de um a três anos. 
 
Art. 11. Impedir o acesso às entradas sociais em 
edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou 
escada de acesso aos mesmos: 
Pena: reclusão de um a três anos. 
 
Art. 12. Impedir o acesso ou uso de transportes 
públicos, como aviões, navios barcas, barcos, ônibus, 
trens, metrô ou qualquer outro meio de transporte 
concedido. 
Pena: reclusão de um a três anos. 
 
Art. 13. Impedir ou obstar o acesso de alguém ao 
serviço em qualquer ramo das Forças Armadas. 
Pena: reclusão de dois a quatro anos. 
 
Art. 14. Impedir ou obstar, por qualquer meio ou 
forma, o casamento ou convivência familiar e social. 
Pena: reclusão de dois a quatro anos. 
 
Art. 15. (Vetado). 
 
Lei nº 7.716 / 1989 
Crimes Resultantes de Preconceito 
de Raça ou de Cor 
 
 
 
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Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do 
cargo ou função pública, para o servidor público, e a 
suspensão do funcionamento do estabelecimento 
particular por prazo não superior a três meses. 
 
Art. 17. (Vetado). 
 
Art. 18. Os efeitos de que tratam os arts. 16 e 17 
desta Lei não são automáticos, devendo ser 
motivadamente declarados na sentença. 
 
Art. 19. (Vetado). 
 
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a 
discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, 
religião ou procedência nacional. 
Pena: reclusão de um a três anos e multa. 
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou 
veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou 
propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, 
para fins de divulgação do nazismo. 
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. 
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é 
cometido por intermédio dos meios de comunicação 
social ou publicação de qualquer natureza: 
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa 
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá 
determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, 
ainda antes do inquérito policial, sob pena de 
desobediência: 
I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão 
dos exemplares do material respectivo 
II - a cessação das respectivas transmissões 
radiofônicas, televisivas, eletrônicas ou da publicação por 
qualquer meio; 
III - a interdição das respectivas mensagens ou 
páginas de informação na rede mundial de 
computadores. 
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da 
condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a 
destruição do material apreendido. 
O STJreconhece que a consumação do crime de racismo por 
meio da internet ocorre no local de onde foram enviadas as 
manifestações racistas. 
STJ, CC 102454/RJ, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, j. 25.03.2009, DJe 
15.04.2009. 
 
 
 
 
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TÍTULO II 
Dos Direitos e Garantias Fundamentais 
CAPÍTULO I 
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E 
COLETIVOS 
Direitos Fundamentais são cláusulas pétreas e normas abertas, 
sendo permitida a inclusão de novos direitos não previstos pelo 
constituinte originário. 
 
CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS: 
Imprescritibilidade: Não desaparece com o tempo 
Inalienabilidade: Não é transferível a outra pessoa 
Irrenunciabilidade: Não pode sofrer renúncia 
Inviolabilidade: Autoridades e disposições infraconstitucionais 
devem observá-los 
Universalidade: Abrange a todos 
Efetividade: Poder público deve garantir sua aplicação 
Interdependência: Há diversas ligações entre os Direitos 
fundamentais 
Complementariedade: Devem ser interpretados de forma 
conjunta 
Relatividade: Direitos fundamentais não são absolutos 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino, Direito Constitucional Descomplicado. 
 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem 
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à 
segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
STF: O estrangeiro em trânsito também está resguardado pelos 
direitos individuais, podendo, inclusive, utilizar-se de remédios 
constitucionais. Contudo, ele não poderá fazer uso de todos os 
direitos, a exemplo da ação popular, que é privativa de brasileiro. 
 I - homens e mulheres são iguais em direitos e 
obrigações, nos termos desta Constituição; 
Princípio da Isonomia. Determina que seja dado igual 
tratamento aos que estão em situação equivalente, e tratamento 
desigual os desiguais, na medida de suas desigualdades. 
 II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer 
alguma coisa senão em virtude de lei; 
Princípio da Legalidade. Para o particular, somente a lei pode 
criar obrigações, assim, a inexistência de lei proibitiva implica em 
permissão. Para o Poder Público, por sua vez, não é permitido 
atuar na ausência de lei. 
 III - ninguém será submetido a tortura nem a 
tratamento desumano ou degradante; 
 IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo 
vedado o anonimato; 
STF: A defesa da legalização de drogas em espaços públicos 
constitui legítimo exercício do direito à livre manifestação do 
pensamento. 
 V - é assegurado o direito de resposta, 
proporcional ao agravo, além da indenização por dano 
material, moral ou à imagem; 
STJ: Súmula 37 - São cumuláveis as indenizações por dano 
material e dano moral oriundos do mesmo fato. 
 VI - é inviolável a liberdade de consciência e de 
crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos 
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos 
locais de culto e a suas liturgias; 
 VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação 
de assistência religiosa nas entidades civis e militares de 
internação coletiva; 
 VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de 
crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, 
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a 
todos imposta e recusar-se a cumprir prestação 
alternativa, fixada em lei; 
Escusa de Consciência. Norma constitucional de eficácia contida. 
 IX - é livre a expressão da atividade intelectual, 
artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença; 
Veda-se qualquer censura de natureza política, artística e 
ideológica, não se podendo exigir licença de autoridade para 
veiculação de publicações. 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a 
honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a 
indenização pelo dano material ou moral decorrente de 
sua violação; 
STJ: Súmula 227 - Pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 
STF: Admite-se biografias não‐autorizadas, não se excluindo a 
possibilidade de indenização por dano material ou moral. 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, 
ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, 
ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por 
determinação judicial; 
STF: Casa é um termo amplo, consagrando consultório, escritório 
e qualquer lugar privado não aberto ao público. Contudo, não é 
um direito absoluto. 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das 
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações 
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas 
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal; 
STF: É lícita a gravação de conversa telefônica realizada por um 
dos interlocutores, ou com sua autorização, sem ciência do outro, 
quando há investida criminosa deste último. 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer; 
Norma de eficácia contida. O STF decidiu pela 
inconstitucionalidade da exigência de diploma de jornalismo para 
o exercício da profissão de jornalista e pela constitucionalidade 
do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por 
considerar que o exercício da advocacia traz um risco coletivo. 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação 
e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao 
exercício profissional; 
XV - é livre a locomoção no território nacional em 
tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da 
lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
Constituição da República Federativa 
do Brasil de 1988 
 
 
 
 
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XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem 
armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não 
frustrem outra reunião anteriormente convocada para o 
mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à 
autoridade competente; 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins 
lícitos, vedada a de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, 
a de cooperativas independem de autorização, sendo 
vedada a interferência estatal em seu funcionamento; 
XIX - as associações só poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades 
suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro 
caso, o trânsito em julgado; 
Atividades Suspensas: Decisão Judicial 
Compulsoriamente Dissolvidas: Decisão Judicial + Trânsito em 
Julgado 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se 
ou a permanecer associado; 
XXI - as entidades associativas, quando 
expressamente autorizadas, têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
Representação Processual: Exige expressa autorização do 
associado para que seja válida, não podendo ser substituídapor 
autorização genérica prevista em estatutos da entidade. 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
 XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para 
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou 
por interesse social, mediante justa e prévia indenização 
em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição; 
 XXV - no caso de iminente perigo público, a 
autoridade competente poderá usar de propriedade 
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, 
se houver dano; 
Requisição administrativa da propriedade. A autoridade será 
competente para utilizar temporariamente o imóvel. Não haverá 
indenização se não ocorrer dano. 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim 
definida em lei, desde que trabalhada pela família, não 
será objeto de penhora para pagamento de débitos 
decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei 
sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de 
utilização, publicação ou reprodução de suas obras, 
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
O Direito Autoral configura-se como um privilégio vitalício, 
transmissível aos herdeiros apenas pelo prazo que a lei 
determinar. Após o prazo estipulado, será de domínio público. 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras 
coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, 
inclusive nas atividades desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento 
econômico das obras que criarem ou de que participarem 
aos criadores, aos intérpretes e às respectivas 
representações sindicais e associativas; 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos 
industriais privilégio temporário para sua utilização, bem 
como proteção às criações industriais, à propriedade das 
marcas, aos nomes de empresas e a outros signos 
distintivos, tendo em vista o interesse social e o 
desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
Os inventos industriais, diferentemente do direito autoral, são 
privilégios temporários. 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros 
situados no País será regulada pela lei brasileira em 
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que 
não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus"; 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a 
defesa do consumidor; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos 
públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo 
da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas 
cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade 
e do Estado; 
XXXIV - são a todos assegurados, 
independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em 
defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, 
para defesa de direitos e esclarecimento de situações de 
interesse pessoal; 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder 
Judiciário lesão ou ameaça a direito; (Princípio da 
Inafastabilidade de Jurisdição) 
Como regra, qualquer pessoa poderá acessar o Poder Judiciário 
sem a necessidade de esgotar as esferas administrativas, 
ressalvadas as questões relativas à Justiça Desportiva e ao 
Habeas Data. 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, 
o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
Direito Adquirido: direitos que o seu titular, ou alguém por ele, 
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha 
termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio 
de outrem. 
Ato Jurídico Perfeito: consumado segundo a lei vigente ao 
tempo em que se efetuou. 
Coisa Julgada: decisão judicial de que já não caiba recurso. 
 
LINDB – Art. 6º (Decreto-Lei nº 4.657) 
---------------------------------------------------------------------------------------
STF: Súmula 654 - A garantia da irretroatividade da lei, prevista 
no art. 5º, XXXVI, da Constituição da República, não é invocável 
pela entidade estatal que a tenha editado. 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
(Princípio do Juiz Natural) 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a 
organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes 
dolosos contra a vida; 
STF: Súmula Vinculante 45 - A competência constitucional do 
Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função 
estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual 
STF: Súmula 603 - A competência para o processo e julgamento 
de latrocínio é do juiz singular, e não do Tribunal do Júri. 
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, 
nem pena sem prévia cominação legal; 
O Princípio da Legalidade desdobra-se em dois: Princípio da 
Reserva Legal e Princípio da anterioridade. 
 
 
 
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XL - a lei penal não retroagirá, salvo para 
beneficiar o réu; 
STF: Súmula 711 - A lei penal mais grave aplica-se ao crime 
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior 
à cessação da continuidade ou da permanência. 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória 
dos direitos e liberdades fundamentais; 
XLII - a prática do racismo constitui crime 
inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, 
nos termos da lei; 
 XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e 
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o 
terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por 
eles respondendo os mandantes, os executores e os que, 
podendo evitá-los, se omitirem; (Memorize: 3TH não tem Graça) 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a 
ação de grupos armados, civis ou militares, contra a 
ordem constitucional e o Estado Democrático; 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do 
condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a 
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, 
estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até 
o limite do valor do patrimônio transferido; (Princípio da 
intranscendência das penas) 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e 
adotará, entre outras, as seguintes: (Princípio da 
individualização da pena) 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
Rol não-exaustivo, podendo a lei criar novos tipos de 
penalidades. 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, 
nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
Quanto ao caráter perpétuo, o máximo penal legalmente 
exequível, no ordenamento positivo nacional, é de 40 (quarenta) 
anos. (2019) 
XLVIII - a pena será cumprida em 
estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza 
do delito, a idade e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à 
integridade física e moral; 
L - às presidiárias serão asseguradas condições 
para que possam permanecer com seus filhos durante o 
período de amamentação; 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o 
naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes 
da naturalização, ou de comprovado envolvimento em 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da 
lei; 
LII - não será concedida extradição de estrangeiro 
por crime político ou de opinião; (Concessão de asilo político) 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado 
senão pela autoridade competente; (Princípio do Juiz Natural) 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus 
bens sem o devido processo legal; (Princípiodo devido 
processo legal - Due process of law) 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou 
administrativo, e aos acusados em geral são assegurados 
o contraditório e ampla defesa, com os meios e 
recursos a ela inerentes; 
STF: Súmula Vinculante 5 - A falta de defesa técnica por 
advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a 
Constituição. 
STF: Súmula Vinculante 14 - É direito do defensor, no interesse 
do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, 
já documentados em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao 
exercício do direito de defesa. 
STF: Súmula Vinculante 21: É inconstitucional a exigência de 
depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para 
admissibilidade de recurso administrativo. 
STF: Súmula Vinculante 28 - É inconstitucional a exigência de 
depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação 
judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito 
tributário. 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas 
obtidas por meios ilícitos; 
Para a Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada (Fruits of the 
Poisonous Tree), uma prova ilícita contamina todas as outras que 
dela derivam. Essa teoria é denominada pela doutrina como 
ilicitude por derivação. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
STJ: Não se aplica a Teoria da Árvore dos Frutos Envenenados 
quando a prova considerada como ilícita é independente dos 
demais elementos de convicção coligidos nos autos, bastantes 
para fundamentar a condenação. 
LVII - ninguém será considerado culpado até o 
trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
(Princípio da presunção de inocência) 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido 
a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em 
lei; 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de 
ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos 
atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigirem; 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante 
delito ou por ordem escrita e fundamentada de 
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de 
transgressão militar ou crime propriamente militar, 
definidos em lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde 
se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele 
indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, 
entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe 
assegurada a assistência da família e de advogado; 
(Direito ao silêncio e à não-autoincriminação) 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos 
responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório 
policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada 
pela autoridade judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela 
mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com 
ou sem fiança; 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo 
a do responsável pelo inadimplemento voluntário e 
 
 
 
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inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário 
infiel; 
O Brasil tornou-se signatário da Convenção Americana de 
Direitos Humanos - Pacto de San Jose da Costa Rica, que 
somente permite a prisão civil pelo não pagamento de obrigação 
alimentícia. Embora a Constituição continue prevendo a 
possibilidade de prisão do depositário infiel, a referida 
convenção, por possuir status supralegal, suspendeu a eficácia 
de toda legislação infraconstitucional que regia essa prisão civil, 
tornando-a inaplicável. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
STF: Súmula Vinculante 25 - É ilícita a prisão civil do 
depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito. 
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que 
alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência 
ou coação em sua liberdade de locomoção, por 
ilegalidade ou abuso de poder; 
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança 
para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável 
pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública 
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições 
do Poder Público; 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser 
impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso 
Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou 
associação legalmente constituída e em funcionamento 
há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus 
membros ou associados; 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção 
sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
LXXII - conceder-se-á habeas data: 
a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se 
prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para 
propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado 
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e 
ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo 
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus 
da sucumbência; 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica 
integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de 
recursos; 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro 
judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo 
fixado na sentença; 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente 
pobres, na forma da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas 
corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania. 
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e 
administrativo, são assegurados a razoável duração do 
processo e os meios que garantam a celeridade de sua 
tramitação. 
LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o direito 
à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios 
digitais. (2022) 
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias 
fundamentais têm aplicação imediata. 
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta 
Constituição não excluem outros decorrentes do regime e 
dos princípios por ela adotados, ou dos tratados 
internacionais em que a República Federativa do Brasil 
seja parte. 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais 
sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada 
Casa do Congresso Nacional, em 2 (dois) turnos, por 3/5 
(três quintos) dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais. 
Os tratados e convenções internacionais de direitos humanos 
que não forem aprovados de acordo com os critérios acima 
mencionados terão hierarquia supralegal, situando-se abaixo 
da Constituição e acima da legislação interna. Os tratados 
internacionais que não versem sobre direito humanos terão 
status de leis ordinárias. 
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal 
Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado 
adesão. 
 
Direitos e garantias fundamentais 
STF: Súmula vinculante 25 - É ilícita a prisão civil de depositário 
infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito. 
STF: Súmula 654 - A garantia da irretroatividade da lei, prevista 
no art. 5º, XXXVI, da Constituição da República, não é invocável 
pela entidade estatal que a tenha editado. 
STJ: Súmula 444 - É vedada a utilização de inquéritos policiais e 
ações penais em curso para agravara pena-base. 
STJ: Súmula 2 - Não cabe o habeas data (CF, art. 5º, LXXII, 
letra "a") se não houve recusa de informações por parte da 
autoridade administrativa. 
STJ: Súmula 419 - Descabe a prisão civil do depositário infiel. 
STJ: Súmula 280 - O art. 35 do Decreto-Lei n° 7.661, de 1945, 
que estabelece a prisão administrativa, foi revogado pelos incisos 
LXI e LXVII do art. 5° da Constituição Federal de 1988. 
STJ: Súmula 403 - Independe de prova do prejuízo a 
indenização pela publicação não autorizada da imagem de 
pessoa com fins econômicos ou comerciais. 
 
 
 
 
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TÍTULO II 
DO CRIME 
De acordo com o Conceito Analítico de Crime, o delito 
constitui-se de um fato típico, ilícito e culpável. 
CONCEITO TRIPARTIDO DE CRIME 
✓ FATO TÍPICO - Conduta 
- Resultado 
- Nexo de causalidade 
- Tipicidade 
✓ ILÍCITO É a relação de contrariedade entre a 
conduta e a norma. Essa ilicitude poderá ser 
afastada por causas excludentes de 
antijuridicidade, quando o agente, por 
exemplo, pratica o fato: 
-- em estado de necessidade; 
-- em legítima defesa; 
-- em estrito cumprimento de dever legal 
-- em exercício regular de direito 
✓ CULPÁVEL - Imputabilidade 
- Potencial consciência da ilicitude 
- Exigibilidade de conduta diversa 
 
 Relação de causalidade 
 Art. 13 - O resultado, de que depende a existência 
do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. 
Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o 
resultado não teria ocorrido. (Teoria da equivalência dos 
antecedentes causais – conditio sine qua non) 
A teoria da equivalência dos antecedentes causais possui 
extensão muito ampla, permitindo o regresso infinito das causas. 
Para evitar a responsabilização de determinadas condutas 
existentes na cadeia do regresso, deve-se buscar limites e 
complementos na legislação e na doutrina, como os critérios de 
imputação objetiva e a análise do dolo e da culpa. 
 Superveniência de causa independente 
 § 1º - A superveniência de causa relativamente 
independente exclui a imputação quando, por si só, 
produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, 
imputam-se a quem os praticou. (Teoria da causalidade 
adequada) 
 Relevância da omissão 
 § 2º - A omissão é penalmente relevante quando o 
omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O 
dever de agir incumbe a quem: (Crime omissivo impróprio ou 
comissivo por omissão) 
 a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou 
vigilância; 
 b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de 
impedir o resultado; 
 c) com seu comportamento anterior, criou o risco da 
ocorrência do resultado. 
 
 Art. 14 - Diz-se o crime: 
 Crime consumado 
 I - consumado, quando nele se reúnem todos os 
elementos de sua definição legal; 
 Tentativa 
 II - tentado, quando, iniciada a execução, não se 
consuma por circunstâncias alheias à vontade do 
agente. (Conatus) 
 Pena de tentativa 
 Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, 
pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime 
consumado, diminuída de 1/3 a 2/3 (um a dois terços). 
Infrações que não admitem a tentativa: 
- Contravenções penais 
- Crimes culposos 
- Crimes preterdolosos 
- Crimes unissubsistentes 
- Crimes omissivos próprios 
- Crimes condicionados 
- Crimes habituais 
- Crimes de atentado 
 
 Desistência voluntária e arrependimento eficaz 
 Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de 
prosseguir na execução ou impede que o resultado se 
produza, só responde pelos atos já praticados 
 
 Arrependimento posterior 
 Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou 
grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída 
a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por 
ato voluntário do agente, a pena será reduzida de 1/3 a 
2/3 (um a dois terços). 
 
 Crime impossível 
 Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por 
ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade 
do objeto, é impossível consumar-se o crime. 
STF: Súmula 145 - Não há crime, quando a preparação do 
flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação. 
STJ: Súmula 567 - Sistema de vigilância realizado por 
monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no 
interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna 
impossível a configuração do crime de furto. 
 
 Art. 18 - Diz-se o crime: 
 Crime doloso 
 I - doloso, quando o agente quis o resultado (Dolo 
direto) ou assumiu o risco de produzi-lo (Dolo eventual). 
 Crime culposo 
 II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado 
por imprudência, negligência ou imperícia. 
Imprudência – Atitude realizada sem a devida ponderação, de 
forma perigosa e precipitada; 
Negligência – Ausência de precaução. Deixar de fazer algo 
imposto; 
Imperícia – Conduta realizada com inaptidão para o exercício de 
arte ou profissão. 
 Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, 
ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, 
senão quando o pratica dolosamente. 
Decreto-Lei nº 2.848 / 1940 
Código Penal 
 
 
 
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Princípio da excepcionalidade do tipo culposo: Os tipos 
penais culposos devem ser previstos de forma expressa. 
 
 Agravação pelo resultado 
 Art. 19 - Pelo resultado que agrava especialmente a 
pena, só responde o agente que o houver causado ao 
menos culposamente. 
 
 Erro sobre elementos do tipo 
 Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo 
legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por 
crime culposo, se previsto em lei. 
O erro sobre elementos do tipo, conhecido como Erro de Tipo 
Essencial, é a representação errônea da realidade. O agente 
acredita não estar presente um dos elementos essenciais que 
compõem o tipo penal. 
ERRO DE TIPO ESSENCIAL 
Escusável ou Inevitável: 
Exclui o dolo e a culpa 
Inescusável ou Evitável: 
Exclui o dolo, mas permite a 
punição por crime culposo, a 
título de culpa imprópria. 
 
 Descriminantes putativas (Erro de tipo permissivo) 
 § 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente 
justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato 
que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há 
isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é 
punível como crime culposo 
 
 Erro determinado por terceiro 
 § 2º - Responde pelo crime o terceiro que determina 
o erro. 
 
 Erro sobre a pessoa (Error in persona) 
 § 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é 
praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste 
caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da 
pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. 
 
 Erro sobre a ilicitude do fato (Erro de proibição) 
 Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O 
erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isentade 
pena; se evitável, poderá diminuí-la de 1/6 a 1/3 (um 
sexto a um terço). 
 Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o 
agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do 
fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou 
atingir essa consciência. 
 
 Coação irresistível e obediência hierárquica 
 Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível 
ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente 
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da 
coação ou da ordem 
 
 Exclusão de ilicitude 
 Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o 
fato: 
 I - em estado de necessidade; 
 II - em legítima defesa 
 III - em estrito cumprimento de dever legal ou no 
exercício regular de direito 
 Excesso punível 
 Parágrafo único - O agente, em qualquer das 
hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso 
ou culposo 
 
 Estado de necessidade 
 Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade 
quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não 
provocou por sua vontade, nem podia de outro modo 
evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas 
circunstâncias, não era razoável exigir-se. 
 § 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem 
tinha o dever legal de enfrentar o perigo. 
 § 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do 
direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de 1/3 a 
2/3 (um a dois terços). 
 
 Legítima defesa 
 Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, 
usando moderadamente dos meios necessários, repele 
injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de 
outrem. 
Parágrafo único. Observados os requisitos 
previstos no caput deste artigo, considera-se também em 
legítima defesa o agente de segurança pública que 
repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida 
refém durante a prática de crimes. (2019) 
 
 
TÍTULO III 
DA IMPUTABILIDADE PENAL 
 Inimputáveis 
 Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença 
mental ou desenvolvimento mental incompleto ou 
retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato 
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
(Critério biopsicológico) 
 Redução de pena 
 Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de 1/3 a 
2/3 (um a dois terços), se o agente, em virtude de 
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento 
mental incompleto ou retardado não era inteiramente 
capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento 
 
 Menores de dezoito anos 
 Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são 
penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas 
estabelecidas na legislação especial. (Critério biológico) 
 
 Emoção e paixão 
 Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: 
 I - a emoção ou a paixão; 
 Embriaguez 
 II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool 
ou substância de efeitos análogos 
 § 1º - É isento de pena o agente que, por 
embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou 
força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato 
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento 
 § 2º - A pena pode ser reduzida de 1/3 a 2/3 (um a 
dois terços), se o agente, por embriaguez, proveniente de 
caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da 
ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o 
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com 
esse entendimento. 
EMBRIAGUEZ 
• VOLUNTÁRIA 
(Dolosa ou Culposa) 
Imputável 
• PREORDENADA Imputável / Agravante 
• ACIDENTAL Completa: Inimputável 
 
 
 
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Parcial: Imputável / 
Diminuição de pena 
• PATOLÓGICA Comparável à doença mental, 
podendo excluir a 
imputabilidade. 
 
 
TÍTULO IV 
DO CONCURSO DE PESSOAS 
 Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o 
crime incide nas penas a este cominadas, na medida de 
sua culpabilidade. 
 § 1º - Se a participação for de menor importância, a 
pena pode ser diminuída de 1/6 a 1/3 (um sexto a um 
terço). 
A minorante de 1/6 a 1/3 aplica-se somente ao partícipe, que 
não realiza diretamente a conduta típica nem possui o domínio 
final do fato. O partícipe concorre para o crime induzindo, 
instigando ou auxiliando o autor. 
 § 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de 
crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa 
pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido 
previsível o resultado mais grave. (Cooperação dolosamente 
distinta) 
 
 Circunstâncias incomunicáveis 
 Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as 
condições de caráter pessoal, salvo quando elementares 
do crime. 
ELEMENTARES - essentialia delicti: Constituem o tipo 
penal, os elementos constitutivos do crime. São comunicáveis. 
CIRCUNSTÂNCIAS - accidentalia delicti: são acessórios ao 
crime, dispensáveis para a configuração da figura típica. 
 -- Objetivas: São comunicáveis, quando houver 
conhecimento do outro agente 
 -- Subjetivas: São incomunicáveis, exceto quando 
elementares e de conhecimento do outro agente. 
 
 Casos de impunibilidade 
 Art. 31 - O ajuste, a determinação ou instigação e o 
auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são 
puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser 
tentado. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
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10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
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14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
 
TÍTULO VII 
DA PROVA 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA PROVA: 
--- Livre Convicção: 
Para esse sistema, a valoração da prova é livre, de acordo com a 
íntima convicção do Juiz, não havendo necessidade de 
motivação para suas decisões. Adota-se, no Brasil, em relação 
ao Tribunal do Júri, em que os jurados não precisam motivar 
seus votos, que são sigilosos. 
--- Sistema Tarifário: 
A valoração da prova, nesse sistema, é taxada ou tarifada, 
preestabelecendo-se um determinado valor para cada prova 
produzida, deixando o juiz adstrito ao que for estipulado. 
--- Livre Convencimento Motivado: 
Esse é o sistema adotado no Brasil, na qual exige a motivação 
de todas as decisões judiciais. O juiz é livre para formar seu 
convencimento, contudo deverá fundamentá-lo nos autos. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
Prova é “todo meio de se demonstrar, evidenciar uma verdade. 
No processo penal, a prova tem estreita ligação com o princípio 
da busca da verdade real, a exigir a obtenção da verdade dos 
fatos, a verdade do mundo real, diferente do que ocorre com o 
processo civil, em que se verifica a procura tão-somente da 
verdade formal, a verdade dos autos”. 
 
Leonardo Barreto Moreira Alves, 2017, p. 211 
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre 
apreciação da prova produzida em contraditório 
judicial, não podendo fundamentar sua decisão 
exclusivamente nos elementos informativos colhidos na 
investigação, ressalvadas as provas cautelares, não 
repetíveis e antecipadas. (Sistema do livre convencimento 
motivado da prova) 
Poderá o Juizdecidir “de acordo com seu livre convencimento, 
devendo, no entanto, cuidar de fundamentá-lo, nos autos, 
buscando persuadir as partes e a comunidade em abstrato”. 
 
Guilherme de Souza Nucci, 2008, p. 395 
Parágrafo único. Somente quanto ao estado das 
pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na 
lei civil. 
 
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a 
fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: 
I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, 
a produção antecipada de provas consideradas urgentes 
e relevantes, observando a necessidade, adequação e 
proporcionalidade da medida; 
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de 
proferir sentença, a realização de diligências para dirimir 
dúvida sobre ponto relevante. 
Decreto-Lei nº 3.689 / 1941 
Código de Processo Penal 
 
 
 
29 
É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
 
Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser 
desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim 
entendidas as obtidas em violação a normas 
constitucionais ou legais. 
PROVAS PROIBIDAS 
--- Prova Ilícita: Viola regra de direito material. Ex. confissão 
mediante tortura; interceptação telefônica sem autorização 
judicial. 
--- Prova Ilegítima: Viola regra de direito processual. Ex. laudo 
pericial elaborado por apenas um perito não oficial. 
§ 1o São também inadmissíveis as provas 
derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o 
nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as 
derivadas puderem ser obtidas por uma fonte 
independente das primeiras. (Teoria dos frutos da árvore 
envenenada) 
§ 2o Considera-se fonte independente aquela que 
por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios 
da investigação ou instrução criminal, seria capaz de 
conduzir ao fato objeto da prova. 
§ 3o Preclusa a decisão de desentranhamento da 
prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por 
decisão judicial, facultado às partes acompanhar o 
incidente. 
§ 4o (VETADO) 
Observação: Atualmente, encontra-se SUSPENSO por prazo 
indeterminado, por decisão do STF, o dispositivo abaixo – 
Código de Processo Penal (CPP): Art. 157 § 5º. 
§ 5º O juiz que conhecer do conteúdo da prova 
declarada inadmissível não poderá proferir a sentença 
ou acórdão. (2019) 
 
CAPÍTULO II 
DO EXAME DE CORPO DE DELITO, DA CADEIA DE 
CUSTÓDIA E DAS PERÍCIAS EM GERAL 
 
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será 
indispensável o exame de corpo de delito, direto ou 
indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 
Direto: Realizado diretamente sobre os vestígios deixados. Ex. 
contato com o corpo da vítima no crime de lesão corporal. 
Indireto: Realizado com base em informações verossímeis 
fornecidas através de outros meios de provas admitidos quando 
inexistentes os vestígios. Ex. fotografias, filmes, exame de ficha 
clínica etc. 
Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização 
do exame de corpo de delito quando se tratar de crime 
que envolva: (2018) 
I - violência doméstica e familiar contra 
mulher; (2018) 
II - violência contra criança, adolescente, idoso ou 
pessoa com deficiência. (2018) 
 
Art. 158-A. Considera-se cadeia de custódia o 
conjunto de todos os procedimentos utilizados para 
manter e documentar a história cronológica do 
vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, 
para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu 
reconhecimento até o descarte. (2019) 
§ 1º O início da cadeia de custódia dá-se com a 
preservação do local de crime ou com procedimentos 
policiais ou periciais nos quais seja detectada a 
existência de vestígio. (2019) 
§ 2º O agente público que reconhecer um 
elemento como de potencial interesse para a produção da 
prova pericial fica responsável por sua preservação. (2019) 
§ 3º Vestígio é todo objeto ou material bruto, 
visível ou latente, constatado ou recolhido, que se 
relaciona à infração penal. (2019) 
 
Art. 158-B. A cadeia de custódia compreende o 
rastreamento do vestígio nas seguintes etapas: (2019) 
I - reconhecimento: ato de distinguir um elemento 
como de potencial interesse para a produção da prova 
pericial; 
II - isolamento: ato de evitar que se altere o 
estado das coisas, devendo isolar e preservar o ambiente 
imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de 
crime; 
III - fixação: descrição detalhada do vestígio 
conforme se encontra no local de crime ou no corpo de 
delito, e a sua posição na área de exames, podendo ser 
ilustrada por fotografias, filmagens ou croqui, sendo 
indispensável a sua descrição no laudo pericial produzido 
pelo perito responsável pelo atendimento; 
IV - coleta: ato de recolher o vestígio que será 
submetido à análise pericial, respeitando suas 
características e natureza; 
V - acondicionamento: procedimento por meio do 
qual cada vestígio coletado é embalado de forma 
individualizada, de acordo com suas características 
físicas, químicas e biológicas, para posterior análise, com 
anotação da data, hora e nome de quem realizou a coleta 
e o acondicionamento; 
VI - transporte: ato de transferir o vestígio de um 
local para o outro, utilizando as condições adequadas 
(embalagens, veículos, temperatura, entre outras), de 
modo a garantir a manutenção de suas características 
originais, bem como o controle de sua posse; 
VII - recebimento: ato formal de transferência da 
posse do vestígio, que deve ser documentado com, no 
mínimo, informações referentes ao número de 
procedimento e unidade de polícia judiciária relacionada, 
local de origem, nome de quem transportou o vestígio, 
código de rastreamento, natureza do exame, tipo do 
vestígio, protocolo, assinatura e identificação de quem o 
recebeu; 
VIII - processamento: exame pericial em si, 
manipulação do vestígio de acordo com a metodologia 
adequada às suas características biológicas, físicas e 
químicas, a fim de se obter o resultado desejado, que 
deverá ser formalizado em laudo produzido por perito; 
IX - armazenamento: procedimento referente à 
guarda, em condições adequadas, do material a ser 
processado, guardado para realização de contraperícia, 
descartado ou transportado, com vinculação ao número 
do laudo correspondente; 
X - descarte: procedimento referente à liberação 
do vestígio, respeitando a legislação vigente e, quando 
pertinente, mediante autorização judicial. 
 
Art. 158-C. A coleta dos vestígios deverá ser 
realizada preferencialmente por perito oficial, que dará 
o encaminhamento necessário para a central de custódia, 
mesmo quando for necessária a realização de exames 
complementares. (2019) 
§ 1º Todos vestígios coletados no decurso do 
inquérito ou processo devem ser tratados como descrito 
nesta Lei, ficando órgão central de perícia oficial de 
natureza criminal responsável por detalhar a forma do seu 
cumprimento. (2019) 
§ 2º É proibida a entrada em locais isolados bem 
como a remoção de quaisquer vestígios de locais de 
crime antes da liberação por parte do perito responsável, 
 
 
 
30 
É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
sendo tipificada como fraude processual a sua realização. 
(2019) 
 
Art. 158-D. O recipiente para acondicionamento 
do vestígio será determinado pela natureza do material. 
(2019) 
§ 1º Todos os recipientes deverão ser selados com 
lacres, com numeração individualizada, de forma a 
garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio 
durante o transporte. (2019) 
§ 2º O recipiente deverá individualizar o vestígio, 
preservar suas características, impedir contaminação e 
vazamento, ter grau de resistência adequado e espaço 
para registro de informações sobre seu conteúdo. (2019) 
§ 3º O recipiente só poderá ser aberto pelo peritoque vai proceder à análise e, motivadamente, por pessoa 
autorizada. (2019) 
§ 4º Após cada rompimento de lacre, deve se fazer 
constar na ficha de acompanhamento de vestígio o nome 
e a matrícula do responsável, a data, o local, a finalidade, 
bem como as informações referentes ao novo lacre 
utilizado. (2019) 
§ 5º O lacre rompido deverá ser acondicionado no 
interior do novo recipiente. (2019) 
 
Art. 158-E. Todos os Institutos de Criminalística 
deverão ter uma central de custódia destinada à guarda 
e controle dos vestígios, e sua gestão deve ser vinculada 
diretamente ao órgão central de perícia oficial de natureza 
criminal. (2019) 
§ 1º Toda central de custódia deve possuir os 
serviços de protocolo, com local para conferência, 
recepção, devolução de materiais e documentos, 
possibilitando a seleção, a classificação e a distribuição 
de materiais, devendo ser um espaço seguro e apresentar 
condições ambientais que não interfiram nas 
características do vestígio. (2019) 
§ 2º Na central de custódia, a entrada e a saída de 
vestígio deverão ser protocoladas, consignando-se 
informações sobre a ocorrência no inquérito que a eles se 
relacionam. (2019) 
§ 3º Todas as pessoas que tiverem acesso ao 
vestígio armazenado deverão ser identificadas e deverão 
ser registradas a data e a hora do acesso. (2019) 
§ 4º Por ocasião da tramitação do vestígio 
armazenado, todas as ações deverão ser registradas, 
consignando-se a identificação do responsável pela 
tramitação, a destinação, a data e horário da ação. (2019) 
 
Art. 158-F. Após a realização da perícia, o material 
deverá ser devolvido à central de custódia, devendo nela 
permanecer. (2019) 
Parágrafo único. Caso a central de custódia não 
possua espaço ou condições de armazenar determinado 
material, deverá a autoridade policial ou judiciária 
determinar as condições de depósito do referido material 
em local diverso, mediante requerimento do diretor do 
órgão central de perícia oficial de natureza criminal. (2019) 
 
Art. 159. O exame de corpo de delito e outras 
perícias serão realizados por perito oficial, portador de 
diploma de curso superior. 
§ 1o Na falta de perito oficial, o exame será 
realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de 
diploma de curso superior preferencialmente na área 
específica, dentre as que tiverem habilitação técnica 
relacionada com a natureza do exame. 
§ 2o Os peritos não oficiais prestarão o 
compromisso de bem e fielmente desempenhar o 
encargo. 
§ 3o Serão facultadas ao Ministério Público, ao 
assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao 
acusado a formulação de quesitos e indicação de 
assistente técnico. 
§ 4o O assistente técnico atuará a partir de sua 
admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e 
elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as 
partes intimadas desta decisão. 
§ 5o Durante o curso do processo judicial, é 
permitido às partes, quanto à perícia: 
I – requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem 
a prova ou para responderem a quesitos, desde que o 
mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem 
esclarecidas sejam encaminhados com antecedência 
mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as 
respostas em laudo complementar; 
II – indicar assistentes técnicos que poderão 
apresentar pareceres em prazo a ser fixado pelo juiz ou 
ser inquiridos em audiência. 
§ 6o Havendo requerimento das partes, o material 
probatório que serviu de base à perícia será 
disponibilizado no ambiente do órgão oficial, que manterá 
sempre sua guarda, e na presença de perito oficial, para 
exame pelos assistentes, salvo se for impossível a sua 
conservação. 
§ 7o Tratando-se de perícia complexa que abranja 
mais de uma área de conhecimento especializado, poder-
se-á designar a atuação de mais de um perito oficial, e a 
parte indicar mais de um assistente técnico. 
 
Art. 160. Os peritos elaborarão o laudo pericial, 
onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e 
responderão aos quesitos formulados. 
Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado 
no prazo máximo de 10 (dez) dias, podendo este prazo 
ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento 
dos peritos. 
 
Art. 161. O exame de corpo de delito poderá ser 
feito em qualquer dia e a qualquer hora. 
 
Art. 162. A autópsia será feita pelo menos 6 (seis) 
horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência 
dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes 
daquele prazo, o que declararão no auto. 
 A Autópsia (necropsia ou exame cadavérico) é um exame 
médico minucioso realizado em um cadáver para determinar o 
momento e a causa da morte. 
Parágrafo único. Nos casos de morte violenta, 
bastará o simples exame externo do cadáver, quando não 
houver infração penal que apurar, ou quando as lesões 
externas permitirem precisar a causa da morte e não 
houver necessidade de exame interno para a verificação 
de alguma circunstância relevante. 
 
Art. 163. Em caso de exumação para exame 
cadavérico, a autoridade providenciará para que, em dia e 
hora previamente marcados, se realize a diligência, da 
qual se lavrará auto circunstanciado. 
Exumação consiste na remoção de um cadáver da sepultura ou 
desenterramento. 
Parágrafo único. O administrador de cemitério 
público ou particular indicará o lugar da sepultura, sob 
pena de desobediência. No caso de recusa ou de falta de 
 
 
 
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quem indique a sepultura, ou de encontrar-se o cadáver 
em lugar não destinado a inumações, a autoridade 
procederá às pesquisas necessárias, o que tudo constará 
do auto. 
 
Art. 164. Os cadáveres serão sempre fotografados 
na posição em que forem encontrados, bem como, na 
medida do possível, todas as lesões externas e vestígios 
deixados no local do crime. 
 
Art. 165. Para representar as lesões encontradas 
no cadáver, os peritos, quando possível, juntarão ao laudo 
do exame provas fotográficas, esquemas ou desenhos, 
devidamente rubricados. 
 
Art. 166. Havendo dúvida sobre a identidade do 
cadáver exumado, proceder-se-á ao reconhecimento pelo 
Instituto de Identificação e Estatística ou repartição 
congênere ou pela inquirição de testemunhas, lavrando-
se auto de reconhecimento e de identidade, no qual se 
descreverá o cadáver, com todos os sinais e indicações. 
Parágrafo único. Em qualquer caso, serão 
arrecadados e autenticados todos os objetos encontrados, 
que possam ser úteis para a identificação do cadáver. 
 
Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo 
de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a 
prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta. 
 
Art. 168. Em caso de lesões corporais, se o 
primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-
á a exame complementar por determinação da 
autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou a 
requerimento do Ministério Público, do ofendido ou do 
acusado, ou de seu defensor. 
§ 1o No exame complementar, os peritos terão 
presente o auto de corpo de delito, a fim de suprir-lhe a 
deficiência ou retificá-lo. 
§ 2o Se o exame tiver por fim precisar a 
classificação do delito no art. 129, § 1o, I, do Código 
Penal, deverá ser feito logo que decorra o prazo de 30 
(trinta) dias, contado da data do crime. 
§ 3o A falta de exame complementar poderá ser 
suprida pela prova testemunhal. 
 
Art. 169. Para o efeito de exame do local onde 
houver sido praticada a infração, a autoridade 
providenciará imediatamente para que não se altere o 
estado das coisas até a chegada dos peritos, que poderão 
instruir seus laudos com fotografias, desenhos ou 
esquemas elucidativos. 
Parágrafo único. Os peritos registrarão, no laudo, 
as alterações do estado das coisas e discutirão, no 
relatório, as consequências dessas alteraçõesna 
dinâmica dos fatos. 
 
Art. 170. Nas perícias de laboratório, os peritos 
guardarão material suficiente para a eventualidade de 
nova perícia. Sempre que conveniente, os laudos serão 
ilustrados com provas fotográficas, ou microfotográficas, 
desenhos ou esquemas. (Exame laboratorial) 
 
Art. 171. Nos crimes cometidos com destruição ou 
rompimento de obstáculo a subtração da coisa, ou por 
meio de escalada, os peritos, além de descrever os 
vestígios, indicarão com que instrumentos, por que meios 
e em que época presumem ter sido o fato praticado. 
(Perícia em furto qualificado) 
 
Art. 172. Proceder-se-á, quando necessário, à 
avaliação de coisas destruídas, deterioradas ou que 
constituam produto do crime. 
Parágrafo único. Se impossível a avaliação direta, 
os peritos procederão à avaliação por meio dos elementos 
existentes nos autos e dos que resultarem de diligências. 
 
Art. 173. No caso de incêndio, os peritos 
verificarão a causa e o lugar em que houver começado, o 
perigo que dele tiver resultado para a vida ou para o 
patrimônio alheio, a extensão do dano e o seu valor e as 
demais circunstâncias que interessarem à elucidação do 
fato. (Exame de local de incêndio) 
 
Art. 174. No exame para o reconhecimento de 
escritos, por comparação de letra, observar-se-á o 
seguinte: (Exame de reconhecimento de escritos ou grafotécnico 
ou caligráfico) 
I - a pessoa a quem se atribua ou se possa atribuir 
o escrito será intimada para o ato, se for encontrada; 
II - para a comparação, poderão servir quaisquer 
documentos que a dita pessoa reconhecer ou já tiverem 
sido judicialmente reconhecidos como de seu punho, ou 
sobre cuja autenticidade não houver dúvida; 
III - a autoridade, quando necessário, requisitará, 
para o exame, os documentos que existirem em arquivos 
ou estabelecimentos públicos, ou nestes realizará a 
diligência, se daí não puderem ser retirados; 
IV - quando não houver escritos para a 
comparação ou forem insuficientes os exibidos, a 
autoridade mandará que a pessoa escreva o que Ihe for 
ditado. Se estiver ausente a pessoa, mas em lugar certo, 
esta última diligência poderá ser feita por precatória, em 
que se consignarão as palavras que a pessoa será 
intimada a escrever. 
 
Art. 175. Serão sujeitos a exame os instrumentos 
empregados para a prática da infração, a fim de se Ihes 
verificar a natureza e a eficiência. (Exame dos instrumentos do 
crime) 
 
Art. 176. A autoridade e as partes poderão 
formular quesitos até o ato da diligência. 
 
Art. 177. No exame por precatória, a nomeação 
dos peritos far-se-á no juízo deprecado. Havendo, porém, 
no caso de ação privada, acordo das partes, essa 
nomeação poderá ser feita pelo juiz deprecante. 
Parágrafo único. Os quesitos do juiz e das partes 
serão transcritos na precatória. 
 
Art. 178. No caso do art. 159, o exame será 
requisitado pela autoridade ao diretor da repartição, 
juntando-se ao processo o laudo assinado pelos peritos. 
 
Art. 179. No caso do § 1o do art. 159, o escrivão 
lavrará o auto respectivo, que será assinado pelos peritos 
e, se presente ao exame, também pela autoridade. 
Parágrafo único. No caso do art. 160, parágrafo 
único, o laudo, que poderá ser datilografado, será 
subscrito e rubricado em suas folhas por todos os peritos. 
 
Art. 180. Se houver divergência entre os peritos, 
serão consignadas no auto do exame as declarações e 
respostas de um e de outro, ou cada um redigirá 
separadamente o seu laudo, e a autoridade nomeará um 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
terceiro; se este divergir de ambos, a autoridade poderá 
mandar proceder a novo exame por outros peritos. 
 
Art. 181. No caso de inobservância de 
formalidades, ou no caso de omissões, obscuridades ou 
contradições, a autoridade judiciária mandará suprir a 
formalidade, complementar ou esclarecer o 
laudo. 
Parágrafo único. A autoridade poderá também 
ordenar que se proceda a novo exame, por outros peritos, 
se julgar conveniente. 
 
Art. 182. O juiz não ficará adstrito ao laudo, 
podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte. 
Sistema do livre convencimento motivado. O Juiz poderá 
aceitar ou rejeitar o laudo, porém deverá fundamentar sua 
decisão no conjunto probatório, não ficando vinculado ao laudo 
pericial. 
 
Art. 183. Nos crimes em que não couber ação 
pública, observar-se-á o disposto no art. 19. 
 
Art. 184. Salvo o caso de exame de corpo de 
delito, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia 
requerida pelas partes, quando não for necessária ao 
esclarecimento da verdade. 
 
CAPÍTULO III 
DO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO 
Art. 185. O acusado que comparecer perante a 
autoridade judiciária, no curso do processo penal, será 
qualificado e interrogado na presença de seu defensor, 
constituído ou nomeado. 
O interrogatório é um direito subjetivo do acusado, configurando 
nulidade absoluta o impedimento ao seu exercício, pois faz parte 
do direito à defesa pessoal. O interrogatório é meio de prova e 
meio de defesa do réu. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
STF: Ainda que procedimentos especiais estabeleçam forma 
diversa, o interrogatório do acusado deve sempre ser o último ato 
da instrução. 
§ 1o O interrogatório do réu preso será realizado, 
em sala própria, no estabelecimento em que estiver 
recolhido, desde que estejam garantidas a segurança do 
juiz, do membro do Ministério Público e dos auxiliares 
bem como a presença do defensor e a publicidade do 
ato. 
§ 2o Excepcionalmente, o juiz, por decisão 
fundamentada, de ofício ou a requerimento das partes, 
poderá realizar o interrogatório do réu preso por sistema 
de videoconferência ou outro recurso tecnológico de 
transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que 
a medida seja necessária para atender a uma das 
seguintes finalidades: 
I - prevenir risco à segurança pública, quando 
exista fundada suspeita de que o preso integre 
organização criminosa ou de que, por outra razão, possa 
fugir durante o deslocamento; 
II - viabilizar a participação do réu no referido ato 
processual, quando haja relevante dificuldade para seu 
comparecimento em juízo, por enfermidade ou outra 
circunstância pessoal; 
III - impedir a influência do réu no ânimo de 
testemunha ou da vítima, desde que não seja possível 
colher o depoimento destas por videoconferência, nos 
termos do art. 217 deste Código; 
IV - responder à gravíssima questão de ordem 
pública. 
§ 3o Da decisão que determinar a realização de 
interrogatório por videoconferência, as partes serão 
intimadas com 10 (dez) dias de antecedência. 
§ 4o Antes do interrogatório por videoconferência, o 
preso poderá acompanhar, pelo mesmo sistema 
tecnológico, a realização de todos os atos da audiência 
única de instrução e julgamento de que tratam os arts. 
400, 411 e 531 deste Código. 
§ 5o Em qualquer modalidade de interrogatório, o 
juiz garantirá ao réu o direito de entrevista prévia e 
reservada com o seu defensor; se realizado por 
videoconferência, fica também garantido o acesso a 
canais telefônicos reservados para comunicação entre o 
defensor que esteja no presídio e o advogado presente na 
sala de audiência do Fórum, e entre este e o 
preso. 
§ 6o A sala reservada no estabelecimento prisional 
para a realização de atos processuais por sistema de 
videoconferência será fiscalizada pelos corregedores e 
pelo juiz de cada causa, como também pelo Ministério 
Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil. 
§ 7o Será requisitada a apresentação do réu 
preso em juízo nas hipóteses em que o interrogatório 
não se realizar na forma prevista nos§§ 1o e 2o deste 
artigo. 
§ 8o Aplica-se o disposto nos §§ 2o, 3o, 4o e 
5o deste artigo, no que couber, à realização de outros atos 
processuais que dependam da participação de pessoa 
que esteja presa, como acareação, reconhecimento de 
pessoas e coisas, e inquirição de testemunha ou tomada 
de declarações do ofendido. 
§ 9o Na hipótese do § 8o deste artigo, fica garantido 
o acompanhamento do ato processual pelo acusado e seu 
defensor. 
§ 10. Do interrogatório deverá constar a 
informação sobre a existência de filhos, respectivas 
idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o 
contato de eventual responsável pelos cuidados dos 
filhos, indicado pela pessoa presa. (2018) 
 
Art. 186. Depois de devidamente qualificado e 
cientificado do inteiro teor da acusação, o acusado será 
informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogatório, do 
seu direito de permanecer calado e de não responder 
perguntas que lhe forem formuladas. 
STJ: Caso o Juiz não informe ao acusado sobre o seu direito de 
permanecer calado, deverá ser comprovado o efetivo prejuízo 
que decorreu desta irregularidade. Não havendo prejuízo, não 
haverá nulidade. Nulidade Relativa. 
Parágrafo único. O silêncio, que não importará 
em confissão, não poderá ser interpretado em prejuízo 
da defesa. 
 
Art. 187. O interrogatório será constituído de duas 
partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os 
fatos. 
§ 1o Na primeira parte o interrogando será 
perguntado sobre a residência, meios de vida ou 
profissão, oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua 
atividade, vida pregressa, notadamente se foi preso ou 
processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o 
juízo do processo, se houve suspensão condicional ou 
condenação, qual a pena imposta, se a cumpriu e outros 
dados familiares e sociais. 
§ 2o Na segunda parte será perguntado 
sobre: 
I - ser verdadeira a acusação que lhe é 
feita; 
 
 
 
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II - não sendo verdadeira a acusação, se tem 
algum motivo particular a que atribuí-la, se conhece a 
pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática 
do crime, e quais sejam, e se com elas esteve antes da 
prática da infração ou depois dela; 
III - onde estava ao tempo em que foi cometida a 
infração e se teve notícia desta; 
IV - as provas já apuradas; 
V - se conhece as vítimas e testemunhas já 
inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e se tem o que 
alegar contra elas; 
VI - se conhece o instrumento com que foi 
praticada a infração, ou qualquer objeto que com esta se 
relacione e tenha sido apreendido; 
VII - todos os demais fatos e pormenores que 
conduzam à elucidação dos antecedentes e 
circunstâncias da infração; 
VIII - se tem algo mais a alegar em sua defesa. 
 
Art. 188. Após proceder ao interrogatório, o juiz 
indagará das partes se restou algum fato para ser 
esclarecido, formulando as perguntas correspondentes se 
o entender pertinente e relevante. 
 
Art. 189. Se o interrogando negar a acusação, no 
todo ou em parte, poderá prestar esclarecimentos e 
indicar provas. 
 
Art. 190. Se confessar a autoria, será perguntado 
sobre os motivos e circunstâncias do fato e se outras 
pessoas concorreram para a infração, e quais sejam. 
 
Art. 191. Havendo mais de um acusado, serão 
interrogados separadamente. 
 
Art. 192. O interrogatório do mudo, do surdo ou do 
surdo-mudo será feito pela forma 
seguinte: 
I - ao surdo serão apresentadas por escrito as 
perguntas, que ele responderá oralmente; 
II - ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, 
respondendo-as por escrito; 
III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas 
por escrito e do mesmo modo dará as 
respostas. 
Parágrafo único. Caso o interrogando não saiba ler 
ou escrever, intervirá no ato, como intérprete e sob 
compromisso, pessoa habilitada a entendê-lo. 
 
Art. 193. Quando o interrogando não falar a língua 
nacional, o interrogatório será feito por meio de 
intérprete. 
 
Art. 195. Se o interrogado não souber escrever, 
não puder ou não quiser assinar, tal fato será consignado 
no termo. 
 
Art. 196. A todo tempo o juiz poderá proceder a 
novo interrogatório de ofício ou a pedido fundamentado 
de qualquer das partes. 
 
CAPÍTULO IV 
DA CONFISSÃO 
Confissão: É o reconhecimento, por uma pessoa, da culpa ou da 
acusação que lhe foi imputada. 
 Art. 197. O valor da confissão se aferirá pelos 
critérios adotados para os outros elementos de prova, e 
para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as 
demais provas do processo, verificando se entre ela e 
estas existe compatibilidade ou concordância. 
 
Art. 198. O silêncio do acusado não importará 
confissão, mas poderá constituir elemento para a 
formação do convencimento do juiz. 
A parte final desse dispositivo não foi recepcionada pela ordem 
jurídica atual. 
 
Art. 199. A confissão, quando feita fora do 
interrogatório, será tomada por termo nos autos, 
observado o disposto no art. 195. 
 
Art. 200. A confissão será divisível e retratável, 
sem prejuízo do livre convencimento do juiz, fundado no 
exame das provas em conjunto. 
Divisível: O Juiz poderá considerar apenas parte da confissão. 
Retratável: O réu poderá se retratar da confissão, se em tempo. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
06_____________________________________ 
07_____________________________________ 
08_____________________________________ 
09_____________________________________ 
10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
13_____________________________________ 
14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
Dispõe sobre os crimes de abuso de autoridade; altera a 
Lei nº 7.960, de 21 de dezembro de 1989, a Lei nº 9.296, 
de 24 de julho de 1996, a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 
1990, e a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994; e revoga a 
Lei nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965, e dispositivos do 
Lei nº 13.869 / 2019 
Nova Lei de Abuso de Autoridade 
 
 
 
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Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código 
Penal). 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 1º Esta Lei define os crimes de abuso de 
autoridade, cometidos por agente público, servidor ou 
não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de 
exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído. 
§ 1º As condutas descritas nesta Lei constituem 
crime de abuso de autoridade quando praticadas pelo 
agente com a finalidade específica de prejudicar outrem 
ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda, por 
mero capricho ou satisfação pessoal. 
- Prejudicar outrem 
- Beneficiar a si mesmo ou a terceiro 
- Mero capricho 
- Satisfação pessoal 
§ 2º A divergência na interpretação de lei ou na 
avaliação de fatos e provas não configura abuso de 
autoridade. 
 
CAPÍTULO II 
DOS SUJEITOS DO CRIME 
Art. 2º É sujeito ativo do crime de abuso de 
autoridade qualquer agentepúblico, servidor ou não, da 
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, 
dos Municípios e de Território, compreendendo, mas não 
se limitando a: 
I - servidores públicos e militares ou pessoas a eles 
equiparadas; 
II - membros do Poder Legislativo; 
III - membros do Poder Executivo; 
IV - membros do Poder Judiciário; 
V - membros do Ministério Público; 
VI - membros dos tribunais ou conselhos de contas. 
Parágrafo único. Reputa-se agente público, para 
os efeitos desta Lei, todo aquele que exerce, ainda que 
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, 
nomeação, designação, contratação ou qualquer outra 
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego 
ou função em órgão ou entidade abrangidos 
pelo caput deste artigo. 
 
CAPÍTULO III 
DA AÇÃO PENAL 
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação 
penal pública incondicionada. 
§ 1º Será admitida ação privada se a ação penal 
pública não for intentada no prazo legal, cabendo ao 
Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer 
denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do 
processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso 
e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, 
retomar a ação como parte principal. 
§ 2º A ação privada subsidiária será exercida no 
prazo de 6 (seis) meses, contado da data em que se 
esgotar o prazo para oferecimento da denúncia. 
 
CAPÍTULO IV 
DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO E DAS PENAS 
RESTRITIVAS DE DIREITOS 
Seção I 
Dos Efeitos da Condenação 
Art. 4º São efeitos da condenação: 
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano 
causado pelo crime, devendo o juiz, a requerimento do 
ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para reparação 
dos danos causados pela infração, considerando os 
prejuízos por ele sofridos; 
II - a inabilitação para o exercício de cargo, 
mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 5 
(cinco) anos; 
III - a perda do cargo, do mandato ou da função 
pública. 
Parágrafo único. Os efeitos previstos nos incisos II 
e III do caput deste artigo são condicionados à 
ocorrência de reincidência em crime de abuso de 
autoridade e não são automáticos, devendo ser 
declarados motivadamente na sentença. 
 
Seção II 
Das Penas Restritivas de Direitos 
Art. 5º As penas restritivas de direitos 
substitutivas das privativas de liberdade previstas 
nesta Lei são: 
I - prestação de serviços à comunidade ou a 
entidades públicas; 
II - suspensão do exercício do cargo, da função ou 
do mandato, pelo prazo de 1 (um) a 6 (seis) meses, com 
a perda dos vencimentos e das vantagens; 
III - (VETADO). 
Parágrafo único. As penas restritivas de direitos 
podem ser aplicadas autônoma ou cumulativamente. 
 
CAPÍTULO V 
DAS SANÇÕES DE NATUREZA CIVIL E 
ADMINISTRATIVA 
Art. 6º As penas previstas nesta Lei serão 
aplicadas independentemente das sanções de 
natureza civil ou administrativa cabíveis. 
Parágrafo único. As notícias de crimes previstos 
nesta Lei que descreverem falta funcional serão 
informadas à autoridade competente com vistas à 
apuração. 
 
Art. 7º As responsabilidades civil e 
administrativa são independentes da criminal, não se 
podendo mais questionar sobre a existência ou a autoria 
do fato quando essas questões tenham sido decididas no 
juízo criminal. 
 
Art. 8º Faz coisa julgada em âmbito cível, assim 
como no administrativo-disciplinar, a sentença penal 
que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de 
necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento 
de dever legal ou no exercício regular de direito. 
 
CAPÍTULO VI 
DOS CRIMES E DAS PENAS 
Art. 9º Decretar medida de privação da 
liberdade em manifesta desconformidade com as 
hipóteses legais: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena a 
autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, 
deixar de: 
I - relaxar a prisão manifestamente ilegal; 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
II - substituir a prisão preventiva por medida 
cautelar diversa ou de conceder liberdade provisória, 
quando manifestamente cabível; 
III - deferir liminar ou ordem de habeas corpus, 
quando manifestamente cabível. 
 
Art. 10. Decretar a condução coercitiva de 
testemunha ou investigado manifestamente descabida 
ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 
Art. 11. (VETADO). 
 
Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar 
prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo 
legal: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem: 
I - deixa de comunicar, imediatamente, a execução 
de prisão temporária ou preventiva à autoridade judiciária 
que a decretou; 
II - deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de 
qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua família 
ou à pessoa por ela indicada; 
III - deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 
(vinte e quatro) horas, a nota de culpa, assinada pela 
autoridade, com o motivo da prisão e os nomes do 
condutor e das testemunhas; 
IV - prolonga a execução de pena privativa de 
liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, de 
medida de segurança ou de internação, deixando, sem 
motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o alvará de 
soltura imediatamente após recebido ou de promover a 
soltura do preso quando esgotado o prazo judicial ou 
legal. 
 
Art. 13. Constranger o preso ou o detento, 
mediante violência, grave ameaça ou redução de sua 
capacidade de resistência, a: 
I - exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele 
exibido à curiosidade pública; 
II - submeter-se a situação vexatória ou a 
constrangimento não autorizado em lei; 
III - produzir prova contra si mesmo ou contra 
terceiro: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa, sem prejuízo da pena cominada à violência. 
 
Art. 14. (VETADO). 
 
Art. 15. Constranger a depor, sob ameaça de 
prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, ofício 
ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar 
sigilo: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem 
prossegue com o interrogatório: 
I - de pessoa que tenha decidido exercer o direito 
ao silêncio; ou 
II - de pessoa que tenha optado por ser assistida 
por advogado ou defensor público, sem a presença de 
seu patrono. 
 
Violência Institucional (2022) 
Art. 15-A. Submeter a vítima de infração penal 
ou a testemunha de crimes violentos a procedimentos 
desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a 
reviver, sem estrita necessidade: (2022) 
I - a situação de violência; ou (2022) 
II - outras situações potencialmente geradoras de 
sofrimento ou estigmatização: (2022) 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e 
multa. (2022) 
§ 1º Se o agente público permitir que terceiro 
intimide a vítima de crimes violentos, gerando indevida 
revitimização, aplica-se a pena aumentada de 2/3 (dois 
terços). (2022) 
§ 2º Se o agente público intimidar a vítima de 
crimes violentos, gerando indevida revitimização, aplica-
se a pena em dobro. (2022) 
 
Art. 16. Deixar de identificar-se ou identificar-se 
falsamente ao preso por ocasião de sua captura ou 
quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, 
como responsável por interrogatório em sede de 
procedimento investigatório de infração penal, deixa de 
identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa 
identidade, cargo ou função. 
 
Art. 17. (VETADO). 
 
Art. 18. Submeter o preso a interrogatório 
policial durante o período de repouso noturno, salvo se 
capturado em flagrante delitoou se ele, devidamente 
assistido, consentir em prestar declarações: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
 
Art. 19. Impedir ou retardar, injustificadamente, o 
envio de pleito de preso à autoridade judiciária 
competente para a apreciação da legalidade de sua 
prisão ou das circunstâncias de sua custódia: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena o 
magistrado que, ciente do impedimento ou da demora, 
deixa de tomar as providências tendentes a saná-lo ou, 
não sendo competente para decidir sobre a prisão, deixa 
de enviar o pedido à autoridade judiciária que o seja. 
 
Art. 20. Impedir, sem justa causa, a entrevista 
pessoal e reservada do preso com seu advogado: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem 
impede o preso, o réu solto ou o investigado de 
entrevistar-se pessoal e reservadamente com seu 
advogado ou defensor, por prazo razoável, antes de 
audiência judicial, e de sentar-se ao seu lado e com ele 
comunicar-se durante a audiência, salvo no curso de 
interrogatório ou no caso de audiência realizada por 
videoconferência. 
 
Art. 21. Manter presos de ambos os sexos na 
mesma cela ou espaço de confinamento: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 
 
 
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Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem 
mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na 
companhia de maior de idade ou em ambiente 
inadequado, observado o disposto na Lei nº 8.069, de 13 
de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). 
 
Art. 22. Invadir ou adentrar, clandestina ou 
astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, 
imóvel alheio ou suas dependências, ou nele 
permanecer nas mesmas condições, sem determinação 
judicial ou fora das condições estabelecidas em lei: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
§ 1º Incorre na mesma pena, na forma prevista 
no caput deste artigo, quem: 
I - coage alguém, mediante violência ou grave 
ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas 
dependências; 
II - (VETADO); 
III - cumpre mandado de busca e apreensão 
domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou antes das 
5h (cinco horas). 
§ 2º Não haverá crime se o ingresso for para 
prestar socorro, ou quando houver fundados indícios 
que indiquem a necessidade do ingresso em razão de 
situação de flagrante delito ou de desastre. 
 
Art. 23. Inovar artificiosamente, no curso de 
diligência, de investigação ou de processo, o estado de 
lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de eximir-se de 
responsabilidade ou de responsabilizar criminalmente 
alguém ou agravar-lhe a responsabilidade: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem 
pratica a conduta com o intuito de: 
I - eximir-se de responsabilidade civil ou 
administrativa por excesso praticado no curso de 
diligência; 
II - omitir dados ou informações ou divulgar dados 
ou informações incompletos para desviar o curso da 
investigação, da diligência ou do processo. 
 
Art. 24. Constranger, sob violência ou grave 
ameaça, funcionário ou empregado de instituição 
hospitalar pública ou privada a admitir para tratamento 
pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim de alterar 
local ou momento de crime, prejudicando sua apuração: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa, além da pena correspondente à violência. 
 
Art. 25. Proceder à obtenção de prova, em 
procedimento de investigação ou fiscalização, por meio 
manifestamente ilícito: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem faz 
uso de prova, em desfavor do investigado ou fiscalizado, 
com prévio conhecimento de sua ilicitude. 
 
Art. 26. (VETADO). 
 
Art. 27. Requisitar instauração ou instaurar 
procedimento investigatório de infração penal ou 
administrativa, em desfavor de alguém, à falta de 
qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional 
ou de infração administrativa: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
Parágrafo único. Não há crime quando se tratar 
de sindicância ou investigação preliminar sumária, 
devidamente justificada. 
 
Art. 28. Divulgar gravação ou trecho de gravação 
sem relação com a prova que se pretenda produzir, 
expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra 
ou a imagem do investigado ou acusado: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 
Art. 29. Prestar informação falsa sobre 
procedimento judicial, policial, fiscal ou administrativo com 
o fim de prejudicar interesse de investigado: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
Parágrafo único. (VETADO). 
 
Art. 30. Dar início ou proceder à persecução 
penal, civil ou administrativa sem justa causa 
fundamentada ou contra quem sabe inocente: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 
Art. 31. Estender injustificadamente a 
investigação, procrastinando-a em prejuízo do 
investigado ou fiscalizado: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, 
inexistindo prazo para execução ou conclusão de 
procedimento, o estende de forma imotivada, 
procrastinando-o em prejuízo do investigado ou do 
fiscalizado. 
 
Art. 32. Negar ao interessado, seu defensor ou 
advogado acesso aos autos de investigação 
preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou 
a qualquer outro procedimento investigatório de 
infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir 
a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças 
relativas a diligências em curso, ou que indiquem a 
realização de diligências futuras, cujo sigilo seja 
imprescindível: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
 
Art. 33. Exigir informação ou cumprimento de 
obrigação, inclusive o dever de fazer ou de não fazer, sem 
expresso amparo legal: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se 
utiliza de cargo ou função pública ou invoca a condição de 
agente público para se eximir de obrigação legal ou para 
obter vantagem ou privilégio indevido. 
 
Art. 34. (VETADO). 
 
Art. 35. (VETADO). 
 
Art. 36. Decretar, em processo judicial, a 
indisponibilidade de ativos financeiros em quantia 
que extrapole exacerbadamente o valor estimado para 
a satisfação da dívida da parte e, ante a demonstração, 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
pela parte, da excessividade da medida, deixar de corrigi-
la: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 
Art. 37. Demorar demasiada e injustificadamente 
no exame de processo de que tenha requerido vista em 
órgão colegiado, com o intuito de procrastinar seu 
andamento ou retardar o julgamento: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
 
Art. 38. Antecipar o responsável pelas 
investigações, por meio de comunicação, inclusive rede 
social, atribuição de culpa, antes de concluídas as 
apurações e formalizada a acusação: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. 
 
CAPÍTULO VII 
DO PROCEDIMENTO 
Art. 39. Aplicam-se ao processo e ao julgamento 
dos delitos previstos nesta Lei, no que couber, as 
disposições do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 
1941 (Código de Processo Penal), e da Lei nº 9.099, de 26 
de setembro de 1995 (Lei dos Juizados Especiais). 
 
CAPÍTULO VIII 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
Art. 40. O art. 2º da Lei nº 7.960, de 21 de 
dezembro de 1989, passa a vigorar com a seguinte 
redação: (Prisão Temporária)“Art.2º ............................................................................... 
§ 4º-A O mandado de prisão conterá necessariamente o 
período de duração da prisão temporária estabelecido 
no caput deste artigo, bem como o dia em que o preso 
deverá ser libertado. (2019) 
............................................................................................. 
§ 7º Decorrido o prazo contido no mandado de prisão, a 
autoridade responsável pela custódia deverá, 
independentemente de nova ordem da autoridade judicial, 
pôr imediatamente o preso em liberdade, salvo se já 
tiver sido comunicada da prorrogação da prisão 
temporária ou da decretação da prisão preventiva. 
(2019) 
§ 8º Inclui-se o dia do cumprimento do mandado de 
prisão no cômputo do prazo de prisão temporária. (2019) 
 
Art. 41. O art. 10 da Lei nº 9.296, de 24 de julho de 
1996, passa a vigorar com a seguinte redação: (Lei da 
Interceptação Telefônica) 
“Art. 10. Constitui crime realizar interceptação de 
comunicações telefônicas, de informática ou telemática, 
promover escuta ambiental ou quebrar segredo da 
Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não 
autorizados em lei: (2019) 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade 
judicial que determina a execução de conduta prevista 
no caput deste artigo com objetivo não autorizado em lei. 
(2019) 
 
Art. 42. A Lei nº 8.069, de 13 de julho de 
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), passa a 
vigorar acrescida do seguinte art. 227-A: (Estatuto da 
Criança e do Adolescente) 
“Art. 227-A Os efeitos da condenação prevista no inciso I 
do caput do art. 92 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), para os crimes 
previstos nesta Lei, praticados por servidores públicos 
com abuso de autoridade, são condicionados à ocorrência 
de reincidência. (2019) 
Parágrafo único. A perda do cargo, do mandato ou da 
função, nesse caso, independerá da pena aplicada na 
reincidência. (2019) 
 
Art. 43. A Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, 
passa a vigorar acrescida do seguinte art. 7º-B: (Estatuto 
da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) 
‘Art. 7º-B Constitui crime violar direito ou 
prerrogativa de advogado previstos nos incisos II, III, IV e 
V do caput do art. 7º desta Lei: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e 
multa.’” 
 
Art. 44. Revogam-se a Lei nº 4.898, de 9 de 
dezembro de 1965, (Antiga Lei de Abuso de Autoridade) e 
o § 2º do art. 150 e o art. 350, ambos do Decreto-Lei nº 
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal). 
 
Art. 45. Esta Lei entra em vigor após decorridos 
120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
06_____________________________________ 
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08_____________________________________ 
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10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
13_____________________________________ 
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15_____________________________________ 
 
 
 
 
38 
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Art. 1o São considerados HEDIONDOS os 
seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei 
no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, 
CONSUMADOS ou TENTADOS: 
I - homicídio (art. 121), quando praticado em 
atividade típica de grupo de extermínio, ainda que 
cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 
121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX); (2022 - 
“Lei Henry Borel”) 
Código Penal 
Art. 121 
§ 2º 
Homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos 
IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
 
O homicídio qualificado-privilegiado não figura no rol dos 
crimes hediondos. 
STJ. HC 41579-SP. Rel. Min. Laurita Vaz. 5a Turma. j. 19.04.2005, DJ 16.05.2005 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
Atividade típica de grupo de extermínio é a chacina que elimina 
a vítima pelo simples fato de pertencer a determinado grupo ou 
determinada classe social ou racial, como, por exemplo, 
mendigos, prostitutas, homossexuais, presidiários, etc. 
Bittencourt, Cézar Roberto. Tratado de direito penal. 2011 
I-A – lesão corporal dolosa de natureza 
gravíssima (art. 129, § 2o) e lesão corporal seguida de 
morte (art. 129, § 3o), quando praticadas contra 
autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da 
Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e 
da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da 
função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, 
companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, 
em razão dessa condição; 
II - roubo: (2019) 
a) circunstanciado pela restrição de liberdade da 
vítima (art. 157, § 2º, inciso V); (2019) 
b) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo 
(art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de arma de 
fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B); (2019) 
c) qualificado pelo resultado lesão corporal grave 
ou morte (art. 157, § 3º); (2019) 
III - extorsão qualificada pela restrição da 
liberdade da vítima, ocorrência de lesão corporal ou morte 
(art. 158, § 3º); (2019) 
IV - extorsão mediante sequestro e na forma 
qualificada (art. 159, caput, e §§ lo, 2o e 3o); 
V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o); 
VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e 
§§1, 2, 3 e 4) 
VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 
1o). 
VII-A – (Vetado) 
VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou 
alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou 
medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B, com a 
redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de julho de 
1998). 
VIII - favorecimento da prostituição ou de outra 
forma de exploração sexual de criança ou adolescente 
ou de vulnerável (art. 218-B, caput, e §§ 1º e 2º). 
IX - furto qualificado pelo emprego de explosivo ou 
de artefato análogo que cause perigo comum (art. 155, § 
4º-A). (2019) 
Parágrafo único. Consideram-se também 
hediondos, tentados ou consumados: (2019) 
I - o crime de genocídio, previsto nos arts. 1º, 2º e 
3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956; (2019) 
II - o crime de posse ou porte ilegal de arma de 
fogo de uso proibido, previsto no art. 16 da Lei nº 
10.826, de 22 de dezembro de 2003; (2019) 
III - o crime de comércio ilegal de armas de fogo, 
previsto no art. 17 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro 
de 2003; (2019) 
IV - o crime de tráfico internacional de arma de 
fogo, acessório ou munição, previsto no art. 18 da Lei 
nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (2019) 
V - o crime de organização criminosa, quando 
direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado. 
(2019) 
 
Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, 
o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o 
terrorismo são insuscetíveis de: 
I - anistia, graça e indulto; (Formas de extinção da 
punibilidade) 
II – fiança. 
§ 1o A pena por crime previsto neste artigo será 
cumprida inicialmente em regime fechado. 
O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou sua jurisprudência 
dominante no sentido da inconstitucionalidade da fixação de 
regime inicial fechado para cumprimento de pena com base 
exclusivamente no artigo 2º, parágrafo 1º, da Lei 8.072/1990 (Lei 
de Crimes Hediondos). 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
STF: Súmula vinculante 26 - Para efeito deprogressão de 
regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou 
equiparado, o juízo da execução observará a 
inconstitucionalidade do art. 2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 
1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, 
os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo 
determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de 
exame criminológico. 
§ 2º (Revogado) 
§ 3o Em caso de sentença condenatória, o juiz 
decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em 
liberdade. 
§ 4o A prisão temporária, sobre a qual dispõe 
a Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes 
previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, 
prorrogável por igual período em caso de extrema e 
comprovada necessidade. 
 
Art. 3º A União manterá estabelecimentos 
penais, de segurança máxima, destinados ao 
cumprimento de penas impostas a condenados de alta 
periculosidade, cuja permanência em presídios estaduais 
ponha em risco a ordem ou incolumidade pública. 
 
Art. 4º (Vetado) 
 
Art. 5º Ao art. 83 do Código Penal é acrescido o 
seguinte inciso:*** 
 
Art. 6º Os arts. 157, § 3º; 159, caput e seus §§ 1º, 
2º e 3º; 213; 214; 223, caput e seu parágrafo único; 267, 
caput e 270; caput, todos do Código Penal, passam a 
vigorar com a seguinte redação: *** 
 
Art. 7º Ao art. 159 do Código Penal fica acrescido o 
seguinte parágrafo: *** 
 
Lei nº 8.072 / 1990 
Crimes Hediondos 
 
 
 
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Art. 8º Será de 3 a 6 (três a seis) anos de reclusão 
a pena prevista no art. 288 (Crime de Associação 
Criminosa) do Código Penal, quando se tratar de crimes 
hediondos, prática da tortura, tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins ou terrorismo. 
Parágrafo único. O participante e o associado que 
denunciar à autoridade o bando ou quadrilha, 
possibilitando seu desmantelamento, terá a pena 
reduzida de 1/3 a 2/3 (um a dois terços). 
- Delação Premiada 
 
Art. 9º As penas fixadas no art. 6º para os crimes 
capitulados nos arts. 157, § 3º, 158, § 2º, 159, caput e 
seus §§ 1º, 2º e 3º, 213, caput e sua combinação com 
o art. 223, caput e parágrafo único, 214 e sua combinação 
com o art. 223, caput e parágrafo único, todos do Código 
Penal, são acrescidas de metade, respeitado o limite 
superior de trinta anos de reclusão, estando a vítima em 
qualquer das hipóteses referidas no art. 224 também do 
Código Penal. 
 
Art. 10. O art. 35 da Lei nº 6.368, de 21 de outubro 
de 1976, passa a vigorar acrescido de parágrafo único, 
com a seguinte redação: *** 
 
Art. 11. (Vetado). 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
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05_____________________________________ 
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15_____________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/anterior_98/VEP-LEI-8072-1990.pdf
 
 
 
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CAPÍTULO II 
DOS DIREITOS SOCIAIS 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a 
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade 
e à infância, a assistência aos desamparados, na forma 
desta Constituição. 
Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de 
vulnerabilidade social terá direito a uma renda básica 
familiar, garantida pelo poder público em programa 
permanente de transferência de renda, cujas normas e 
requisitos de acesso serão determinados em lei, 
observada a legislação fiscal e orçamentária. (2021) 
 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e 
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social: 
I - relação de emprego protegida contra despedida 
arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei 
complementar, que preverá indenização compensatória, 
dentre outros direitos; (Eficácia limitada) 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego 
involuntário; 
III - fundo de garantia do tempo de serviço; (FGTS) 
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente 
unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais 
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, 
educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e 
previdência social, com reajustes periódicos que lhe 
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua 
vinculação para qualquer fim; (Reserva legal) 
STF: Súmula vinculante 6 - Não viola a Constituição o 
estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para 
as praças prestadoras de serviço militar inicial. 
V - piso salarial proporcional à extensão e à 
complexidade do trabalho; 
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto 
em convenção ou acordo coletivo; 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, 
para os que percebem remuneração variável; 
VIII - décimo terceiro salário com base na 
remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
(Gratificação natalina) 
IX – remuneração do trabalho noturno superior à 
do diurno; 
STF: Súmula 213 - É devido o adicional de serviço noturno, 
ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento. 
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo 
crime sua retenção dolosa; (Natureza alimentar) 
XI – participação nos lucros, ou resultados, 
desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, 
participação na gestão da empresa, conforme definido em 
lei; (Eficácia limitada) 
XII - salário-família pago em razão do dependente 
do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; (Benefício 
previdenciário) 
XIII - duração do trabalho normal não superior a 8 
(oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais, 
facultada a compensação de horários e a redução da 
jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de 
trabalho; 
XIV - jornada de 6 (seis) horas para o trabalho 
realizado em turnos ininterruptos de revezamento, 
salvo negociação coletiva; 
XV - repouso semanal remunerado, 
preferencialmente aos domingos; 
XVI - remuneração do serviço extraordinário 
superior, no mínimo, em 50% (cinquenta por cento) à do 
normal; 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, 
pelo menos, 1/3 (um terço) a mais do que o salário 
normal; 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do 
emprego e do salário, com a duração de 120 (cento e 
vinte) dias; 
STF: Os prazos da licença-gestante não poderão ser superiores 
aos prazos da licença-adotante. 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em 
lei; 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, 
mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de 
serviço, sendo no mínimo de 30 (trinta) dias, nos termos 
da lei; 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por 
meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
XXIII - adicional de remuneração para as atividades 
penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
XXIV - aposentadoria; (Benefício previdenciário) 
XXV - assistência gratuita aos filhos e 
dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de 
idade em creches e pré-escolas; 
XXVI - reconhecimento das convenções e 
acordos coletivos de trabalho; 
XXVII - proteçãoem face da automação, na forma 
da lei; (Eficácia limitada) 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a 
cargo do empregador, sem excluir a indenização a que 
este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; 
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das 
relações de trabalho, com prazo prescricional de 5 
(cinco) anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o 
limite de 2 (dois) anos após a extinção do contrato de 
trabalho; 
a) (Revogada). 
b) (Revogada). 
XXX - proibição de diferença de salários, de 
exercício de funções e de critério de admissão por motivo 
de sexo, idade, cor ou estado civil; 
Constituição da República Federativa 
do Brasil de 1988 
 
 
 
 
41 
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XXXI - proibição de qualquer discriminação no 
tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador 
portador de deficiência; 
XXXII - proibição de distinção entre trabalho 
manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos; 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso 
ou insalubre a menores de 18 (dezoito) e de qualquer 
trabalho a menores de 16 (dezesseis) anos, salvo na 
condição de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos; 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador 
com vínculo empregatício permanente e o trabalhador 
avulso. 
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos 
trabalhadores domésticos os direitos previstos nos 
incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, 
XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas 
as condições estabelecidas em lei e observada a 
simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, 
principais e acessórias, decorrentes da relação de 
trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, 
II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à 
previdência social. 
 
Art. 8º É livre a associação profissional ou 
sindical, observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado 
para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no 
órgão competente, vedadas ao Poder Público a 
interferência e a intervenção na organização sindical; 
II - é vedada a criação de mais de uma 
organização sindical, em qualquer grau, representativa 
de categoria profissional ou econômica, na mesma base 
territorial, que será definida pelos trabalhadores ou 
empregadores interessados, não podendo ser inferior à 
área de um Município; (Princípio da unicidade sindical) 
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e 
interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive 
em questões judiciais ou administrativas; 
STF: O sindicato atua como substituto processual, não 
havendo necessidade de prévia autorização dos trabalhadores. 
IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, 
em se tratando de categoria profissional, será descontada 
em folha, para custeio do sistema confederativo da 
representação sindical respectiva, independentemente da 
contribuição prevista em lei; (Contribuição confederativa) 
Contribuição 
Confederativa 
Contribuição Sindical 
- Art. 8º, IV, CF/88 
- Fixada em assembleia 
geral 
- Não tem natureza 
tributária 
- Facultativa 
 
- Art. 149, CF/88 
- Fixada em lei 
- Tem Natureza tributária 
- A Reforma Trabalhista de 2017 
tornou o recolhimento obrigatório 
apenas quando autorizado pelo 
empregado. 
STF: Súmula Vinculante 40 - A contribuição confederativa de 
que trata o art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é exigível dos 
filiados ao sindicato respectivo 
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a 
manter-se filiado a sindicato; (Princípio da liberdade sindical) 
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas 
negociações coletivas de trabalho; 
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser 
votado nas organizações sindicais; 
VIII - é vedada a dispensa do empregado 
sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo 
de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda 
que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo 
se cometer falta grave nos termos da lei. (Estabilidade 
sindical) 
STF: A garantia constitucional assegurada ao empregado 
enquanto no cumprimento de mandato sindical não se destina a 
ele propriamente dito, ex intuitu personae, mas sim à 
representação sindical de que se investe, que deixa de existir, 
entretanto, se extinta a empresa empregadora. 
Parágrafo único. As disposições deste artigo 
aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de 
colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei 
estabelecer. 
Art. 9º É assegurado o direito de greve, 
competindo aos trabalhadores decidir sobre a 
oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que 
devam por meio dele defender. 
STF: Não constitui falta grave a entrada do empregado em greve, 
desde que não se trate de movimento condenado pela Justiça do 
Trabalho e desde que o comportamento seja pacífico no 
pertinente. 
§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades 
essenciais e disporá sobre o atendimento das 
necessidades inadiáveis da comunidade. 
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os 
responsáveis às penas da lei. 
Art. 10. É assegurada a participação dos 
trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos 
públicos em que seus interesses profissionais ou 
previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. 
 Art. 11. Nas empresas de mais de 200 (duzentos) 
empregados, é assegurada a eleição de um 
representante destes com a finalidade exclusiva de 
promover-lhes o entendimento direto com os 
empregadores. 
 
CAPÍTULO III 
DA NACIONALIDADE 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
NACIONALIDADE ORIGINÁRIA 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço de seu país; (Jus solis) 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou 
mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço 
da República Federativa do Brasil; (Jus sanguinis) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou 
de mãe brasileira, desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou venham a residir na 
República Federativa do Brasil e optem, em qualquer 
tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira; (Jus sanguinis / Potestativa) 
II - naturalizados: 
NACIONALIDADE DERIVADA 
a) os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de 
países de língua portuguesa apenas residência por 1 
(um) ano ininterrupto e idoneidade moral; (Naturalização 
ordinária) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há mais de 
 
 
 
42 
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15 (quinze) anos ininterruptos e sem condenação penal, 
desde que requeiram a nacionalidade brasileira; 
(Naturalização extraordinária) 
§ 1º Aos portugueses com residência 
permanente no País, se houver reciprocidade em favor de 
brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao 
brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. 
Não há atribuição de nacionalidade aos portugueses, mas a 
concessão de direitos inerentes aos nacionais do Brasil. Os 
portugueses permanecem com sua nacionalidade. 
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre 
brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos 
previstos nesta Constituição. 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: (Rol 
taxativo) 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidadedo 
brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença 
judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse 
nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária 
pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma 
estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, 
como condição para permanência em seu território ou 
para o exercício de direitos civis; 
 
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da 
República Federativa do Brasil. 
§ 1º São símbolos da República Federativa do 
Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. 
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão ter símbolos próprios. 
 
CAPÍTULO IV 
DOS DIREITOS POLÍTICOS 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo 
sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor 
igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
(Democracia semidireta ou participativa) 
I - plebiscito; 
Consulta a população previamente à edição do ato legislativo ou 
administrativo; 
II - referendo; 
Consulta a população posteriormente à edição do ato legislativo 
ou administrativo, para que o povo ratifique ou rejeite o ato. 
III - iniciativa popular. 
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: 
(Capacidade eleitoral ativa) 
I - obrigatórios para os maiores de 18 (dezoito) 
anos; 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de 70 (setenta) anos; 
c) os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 
(dezoito) anos. 
TSE: Poderão votar aqueles que, na data da eleição, tiverem 
completado a idade mínima de 16 anos. 
TSE: Resolução 21.920/2004 – Não estará sujeita a sanção a 
pessoa portadora de deficiência que torne impossível ou 
demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações 
eleitorais, relativas ao alistamento e ao exercício do voto. 
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os 
estrangeiros e, durante o período do serviço militar 
obrigatório, os conscritos. 
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da 
lei: (Capacidade eleitoral passiva) 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o pleno exercício dos direitos políticos; 
III - o alistamento eleitoral; 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de: 
a) 35 (trinta e cinco) anos para Presidente e Vice-
Presidente da República e Senador; 
b) 30 (trinta) anos para Governador e Vice-
Governador de Estado e do Distrito Federal; 
c) 21 (vinte e um) anos para Deputado Federal, 
Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e 
juiz de paz; 
d) 18 (dezoito) anos para Vereador. 
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os 
analfabetos. 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores 
de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os 
houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos 
poderão ser reeleitos para um único período 
subsequente. 
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o 
Presidente da República, os Governadores de Estado e 
do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos 
respectivos mandatos até 6 (seis) meses antes do 
pleito. 
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do 
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, 
até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da 
República, de Governador de Estado ou Território, do 
Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja 
substituído dentro dos 6 (seis) meses anteriores ao pleito, 
salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à 
reeleição. (Inelegibilidade reflexa) 
STF: Súmula vinculante 18 - A dissolução da sociedade ou do 
vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a 
inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição 
Federal 
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as 
seguintes condições: 
I - se contar menos de 10 (dez) anos de serviço, 
deverá afastar-se da atividade; 
II - se contar mais de 10 (dez) anos de serviço, 
será agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da diplomação, para a 
inatividade. 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos 
de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de 
proteger a probidade administrativa, a moralidade para 
 
 
 
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exercício de mandato considerada vida pregressa do 
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições 
contra a influência do poder econômico ou o abuso do 
exercício de função, cargo ou emprego na administração 
direta ou indireta. 
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado 
ante a Justiça Eleitoral no prazo de 15 (quinze) dias 
contados da diplomação, instruída a ação com provas de 
abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. 
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará 
em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma 
da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. 
§ 12. Serão realizadas concomitantemente às 
eleições municipais as consultas populares sobre 
questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e 
encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias 
antes da data das eleições, observados os limites 
operacionais relativos ao número de quesitos. (2021) 
§ 13. As manifestações favoráveis e contrárias 
às questões submetidas às consultas populares nos 
termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas 
eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no 
rádio e na televisão. (2021) 
 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos 
políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos 
de: 
I - cancelamento da naturalização por sentença 
transitada em julgado; (Perda) 
II - incapacidade civil absoluta; (Suspensão) 
III - condenação criminal transitada em julgado, 
enquanto durarem seus efeitos; (Suspensão) 
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta 
ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; (Perda) 
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 
37, § 4º. (Suspensão) 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará 
em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à 
eleição que ocorra até um ano da data de sua 
vigência. (Princípio da anterioridade eleitoral) 
 
CAPÍTULO V 
DOS PARTIDOS POLÍTICOS 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e 
extinção de partidos políticos, resguardados a soberania 
nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os 
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os 
seguintes preceitos: 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos 
financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de 
subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a 
lei. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos 
autonomia para definir sua estrutura interna e 
estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de 
seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua 
organização e funcionamento e para adotar os critérios de 
escolha e o regime de suas coligações nas eleições 
majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições 
proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação 
entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, 
distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer 
normas de disciplina e fidelidade partidária. (2017) 
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem 
personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão 
seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo 
partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na 
forma da lei, os partidos políticos que alternativamente: 
(2017) (Cláusula de barreira) 
I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos 
válidos, distribuídos em pelo menos 1/3 (um terço) das 
unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por 
cento) dos votos válidosem cada uma delas; ou (2017) 
II - tiverem elegido pelo menos 15 (quinze) 
Deputados Federais distribuídos em pelo menos 1/3 (um 
terço) das unidades da Federação. (2017) 
§ 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos 
de organização paramilitar. 
§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os 
requisitos previstos no § 3º deste artigo é assegurado o 
mandato e facultada a filiação, sem perda do 
mandato, a outro partido que os tenha atingido, não 
sendo essa filiação considerada para fins de distribuição 
dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao 
tempo de rádio e de televisão. (2017) 
§ 6º Os Deputados Federais, os Deputados 
Estaduais, os Deputados Distritais e os Vereadores que 
se desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos 
perderão o mandato, salvo nos casos de anuência do 
partido ou de outras hipóteses de justa causa 
estabelecidas em lei, não computada, em qualquer caso, 
a migração de partido para fins de distribuição de 
recursos do fundo partidário ou de outros fundos públicos 
e de acesso gratuito ao rádio e à televisão. (2021) 
§ 7º Os partidos políticos devem aplicar no 
mínimo 5% (cinco por cento) dos recursos do fundo 
partidário na criação e na manutenção de programas 
de promoção e difusão da participação política das 
mulheres, de acordo com os interesses intrapartidários. 
(2022) 
§ 8º O montante do Fundo Especial de 
Financiamento de Campanha e da parcela do fundo 
partidário destinada a campanhas eleitorais, bem como o 
tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a 
ser distribuído pelos partidos às respectivas candidatas, 
deverão ser de no mínimo 30% (trinta por cento), 
proporcional ao número de candidatas, e a distribuição 
deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos 
respectivos órgãos de direção e pelas normas 
estatutárias, considerados a autonomia e o interesse 
partidário. (2022) 
 
 
 
 
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 Concurso material 
 Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma 
ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, 
idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas 
privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de 
aplicação cumulativa de penas de reclusão e de 
detenção, executa-se primeiro aquela. (Sistema do cúmulo 
material) 
 § 1º - Na hipótese deste artigo, quando ao agente 
tiver sido aplicada pena privativa de liberdade, não 
suspensa, por um dos crimes, para os demais será 
incabível a substituição de que trata o art. 44 deste 
Código. 
 § 2º - Quando forem aplicadas penas restritivas de 
direitos, o condenado cumprirá simultaneamente as que 
forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais. 
 
 Concurso formal 
 Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação 
ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou 
não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se 
iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer 
caso, de 1/6 (um sexto) até metade (Concurso formal próprio 
– Sistema da exasperação). As penas aplicam-se, entretanto, 
cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os 
crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, 
consoante o disposto no artigo anterior. (Concurso formal 
impróprio - Sistema do cúmulo material) 
 Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que 
seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. 
STJ: A distinção entre o concurso formal próprio e o impróprio 
relaciona-se com o elemento subjetivo do agente, ou seja, a 
existência ou não de desígnios autônomos. 
STF: Na aplicação de pena privativa de liberdade, o aumento 
decorrente de concurso formal ou de crime continuado não incide 
sobre a pena-base, mas sobre a pena acrescida por 
circunstância qualificadora ou causa especial de aumento. 
 
 Crime continuado 
 Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma 
ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da 
mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, 
maneira de execução e outras semelhantes, devem os 
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, 
aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, 
ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer 
caso, de 1/6 a 2/3 (um sexto a dois terços). (Sistema da 
exasperação) 
Nosso Código Penal adota a teoria da ficção jurídica em 
relação ao crime continuado, considerando, por determinação 
legal, que os diversos crimes sejam concebidos como um único 
delito. Essa ficção jurídica visa amenizar a regra do concurso 
material 
 Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas 
diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à 
pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os 
antecedentes, a conduta social e a personalidade do 
agente, bem como os motivos e as circunstâncias, 
aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a 
mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as 
regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste 
Código. 
STF: Súmula 711 - A lei penal mais grave aplica-se ao crime 
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior 
à cessação da continuidade ou da permanência. 
 
 Multas no concurso de crimes 
 Art. 72 - No concurso de crimes, as penas de multa 
são aplicadas distinta e integralmente. (Sistema do cúmulo 
material) 
STJ: O art. 72 do Código Penal restringe-se aos casos dos 
concursos material e formal, não se encontrando no âmbito de 
abrangência da continuidade delitiva. 
 
 Erro na execução (Aberratio ictus) 
 Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos 
meios de execução, o agente, ao invés de atingir a 
pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, 
responde como se tivesse praticado o crime contra 
aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste 
Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o 
agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 
deste Código. 
 
 Resultado diverso do pretendido (Aberratio criminis 
ou delicti) 
 Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, 
por acidente ou erro na execução do crime, sobrevém 
resultado diverso do pretendido, o agente responde por 
culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se ocorre 
também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 
70 deste Código. 
 
 Limite das penas 
 Art. 75. O tempo de cumprimento das penas 
privativas de liberdade não pode ser superior a 40 
(quarenta) anos. (2019) 
 § 1º Quando o agente for condenado a penas 
privativas de liberdade cuja soma seja superior a 40 
(quarenta) anos, devem elas ser unificadas para atender 
ao limite máximo deste artigo. (2019) 
 § 2º - Sobrevindo condenação por fato posterior ao 
início do cumprimento da pena, far-se-á nova unificação, 
Decreto-Lei nº 2.848 / 1940 
Código Penal 
 
 
 
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desprezando-se, para esse fim, o período de pena já 
cumprido. 
 
 Concurso de infrações 
 Art. 76 - No concurso de infrações, executar-se-á 
primeiramentea pena mais grave. 
 
 
 
 
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CAPÍTULO V 
DO OFENDIDO 
Art. 201. Sempre que possível, o ofendido será 
qualificado e perguntado sobre as circunstâncias da 
infração, quem seja ou presuma ser o seu autor, as 
provas que possa indicar, tomando-se por termo as suas 
declarações. 
§ 1o Se, intimado para esse fim, deixar de 
comparecer sem motivo justo, o ofendido poderá ser 
conduzido à presença da autoridade. 
Admite-se a condução coercitiva do ofendido, que poderá ser 
responsabilizado por crime de desobediência. Cumpre salientar 
que o ofendido não possui direito ao silêncio, exceto se o seu 
depoimento puder incriminá-lo. 
§ 2o O ofendido será comunicado dos atos 
processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado 
da prisão, à designação de data para audiência e à 
sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou 
modifiquem. 
§ 3o As comunicações ao ofendido deverão ser 
feitas no endereço por ele indicado, admitindo-se, por 
opção do ofendido, o uso de meio eletrônico. 
§ 4o Antes do início da audiência e durante a sua 
realização, será reservado espaço separado para o 
ofendido. 
§ 5o Se o juiz entender necessário, poderá 
encaminhar o ofendido para atendimento 
multidisciplinar, especialmente nas áreas psicossocial, 
de assistência jurídica e de saúde, a expensas do ofensor 
ou do Estado. 
§ 6o O juiz tomará as providências necessárias à 
preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem 
do ofendido, podendo, inclusive, determinar o segredo de 
justiça em relação aos dados, depoimentos e outras 
informações constantes dos autos a seu respeito para 
evitar sua exposição aos meios de comunicação. 
 
CAPÍTULO VI 
DAS TESTEMUNHAS 
Art. 202. Toda pessoa poderá ser testemunha. 
 
Art. 203. A testemunha fará, sob palavra de honra, 
a promessa de dizer a verdade do que souber e Ihe for 
perguntado, devendo declarar seu nome, sua idade, seu 
estado e sua residência, sua profissão, lugar onde exerce 
sua atividade, se é parente, e em que grau, de alguma 
das partes, ou quais suas relações com qualquer delas, e 
relatar o que souber, explicando sempre as razões de sua 
ciência ou as circunstâncias pelas quais possa avaliar-se 
de sua credibilidade. 
Testemunha não tem direito ao silêncio e deve prestar 
compromisso de dizer a verdade, podendo responder por crime 
de falso testemunho. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
STF: A testemunha poderá permanecer em silêncio somente em 
relação aos fatos que possam incriminá-la. 
Art. 204. O depoimento será prestado oralmente, 
não sendo permitido à testemunha trazê-lo por escrito. 
Parágrafo único. Não será vedada à testemunha, 
entretanto, breve consulta a apontamentos. 
 
Art. 205. Se ocorrer dúvida sobre a identidade da 
testemunha, o juiz procederá à verificação pelos meios ao 
seu alcance, podendo, entretanto, tomar-lhe o depoimento 
desde logo. 
 
Art. 206. A testemunha não poderá eximir-se da 
obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a 
fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha 
reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a 
mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for 
possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova 
do fato e de suas circunstâncias. 
 
Art. 207. São proibidas de depor as pessoas que, 
em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam 
guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte 
interessada, quiserem dar o seu testemunho. 
 
Art. 208. Não se deferirá o compromisso a que 
alude o art. 203 aos doentes e deficientes mentais e 
aos menores de 14 (quatorze) anos, nem às pessoas a 
que se refere o art. 206. 
 
Decreto-Lei nº 3.689 / 1941 
Código de Processo Penal 
 
 
 
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Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá 
ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas 
partes. (Testemunhas extranumerárias) 
§ 1o Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas 
as pessoas a que as testemunhas se referirem. 
(Testemunhas referidas ou referenciais) 
§ 2o Não será computada como testemunha a 
pessoa que nada souber que interesse à decisão da 
causa. (Testemunhas inócuas) 
 
Art. 210. As testemunhas serão inquiridas cada 
uma de per si, de modo que umas não saibam nem 
ouçam os depoimentos das outras, devendo o juiz adverti-
las das penas cominadas ao falso testemunho. 
Parágrafo único. Antes do início da audiência e 
durante a sua realização, serão reservados espaços 
separados para a garantia da incomunicabilidade das 
testemunhas. 
 
Art. 211. Se o juiz, ao pronunciar sentença final, 
reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa, 
calou ou negou a verdade, remeterá cópia do depoimento 
à autoridade policial para a instauração de inquérito. 
Parágrafo único. Tendo o depoimento sido 
prestado em plenário de julgamento, o juiz, no caso de 
proferir decisão na audiência (art. 538, § 2o), o tribunal 
(art. 561), ou o conselho de sentença, após a votação dos 
quesitos, poderão fazer apresentar imediatamente a 
testemunha à autoridade policial. 
 
Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas 
partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz 
aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem 
relação com a causa ou importarem na repetição de outra 
já respondida. 
Parágrafo único. Sobre os pontos não 
esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição. 
 
Art. 213. O juiz não permitirá que a testemunha 
manifeste suas apreciações pessoais, salvo quando 
inseparáveis da narrativa do fato. 
 
Art. 214. Antes de iniciado o depoimento, as partes 
poderão contraditar a testemunha ou arguir circunstâncias 
ou defeitos, que a tornem suspeita de parcialidade, ou 
indigna de fé. O juiz fará consignar a contradita ou 
arguição e a resposta da testemunha, mas só excluirá a 
testemunha ou não Ihe deferirá compromisso nos casos 
previstos nos arts. 207 e 208. 
 
Art. 215. Na redação do depoimento, o juiz deverá 
cingir-se, tanto quanto possível, às expressões usadas 
pelas testemunhas, reproduzindo fielmente as suas 
frases. 
 
Art. 216. O depoimento da testemunha será 
reduzido a termo, assinado por ela, pelo juiz e pelas 
partes. Se a testemunha não souber assinar, ou não 
puder fazê-lo, pedirá a alguém que o faça por ela, depois 
de lido na presença de ambos. 
 
Art. 217. Se o juiz verificar que a presença do réu 
poderá causar humilhação, temor, ou sério 
constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo 
que prejudique a verdade do depoimento, fará a inquirição 
por videoconferência e, somente na impossibilidade 
dessa forma, determinará a retirada do réu, 
prosseguindo na inquirição, com a presença do seu 
defensor. 
Parágrafo único. A adoção de qualquer das 
medidas previstas no caput deste artigo deverá constar do 
termo, assim como os motivos que a determinaram. 
 
Art. 218. Se, regularmente intimada, a 
testemunha deixar de comparecer sem motivo 
justificado, o juiz poderá requisitar à autoridade policial a 
sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial 
de justiça, que poderá solicitar o auxílioda força pública. 
 
Art. 219. O juiz poderá aplicar à testemunha faltosa 
a multa prevista no art. 453, sem prejuízo do processo 
penal por crime de desobediência, e condená-la ao 
pagamento das custas da diligência. 
 
Art. 220. As pessoas impossibilitadas, por 
enfermidade ou por velhice, de comparecer para depor, 
serão inquiridas onde estiverem. 
 
Art. 221. O Presidente e o Vice-Presidente da 
República, os senadores e deputados federais, os 
ministros de Estado, os governadores de Estados e 
Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos do 
Distrito Federal e dos Municípios, os deputados às 
Assembleias Legislativas Estaduais, os membros do 
Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais de 
Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal, bem 
como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em local, 
dia e hora previamente ajustados entre eles e o 
juiz. 
§ 1o O Presidente e o Vice-Presidente da 
República, os presidentes do Senado Federal, da Câmara 
dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal poderão 
optar pela prestação de depoimento por escrito, caso 
em que as perguntas, formuladas pelas partes e deferidas 
pelo juiz, Ihes serão transmitidas por ofício. 
§ 2o Os militares deverão ser requisitados à 
autoridade superior. 
§ 3o Aos funcionários públicos aplicar-se-á o 
disposto no art. 218, devendo, porém, a expedição do 
mandado ser imediatamente comunicada ao chefe da 
repartição em que servirem, com indicação do dia e da 
hora marcados. 
 
Art. 222. A testemunha que morar fora da 
jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua 
residência, expedindo-se, para esse fim, carta 
precatória, com prazo razoável, intimadas as partes. 
§ 1o A expedição da precatória não suspenderá a 
instrução criminal. 
§ 2o Findo o prazo marcado, poderá realizar-se o 
julgamento, mas, a todo tempo, a precatória, uma vez 
devolvida, será junta aos autos. 
§ 3o Na hipótese prevista no caput deste artigo, a 
oitiva de testemunha poderá ser realizada por meio de 
videoconferência ou outro recurso tecnológico de 
transmissão de sons e imagens em tempo real, permitida 
a presença do defensor e podendo ser realizada, 
inclusive, durante a realização da audiência de instrução e 
julgamento. 
STF: Súmula 155 - É relativa a nulidade do processo criminal por 
falta de intimação da expedição de precatória para inquirição de 
testemunha. 
STJ: Súmula 273 - Intimada a defesa da expedição da carta 
precatória, torna-se desnecessária intimação da data da 
audiência no juízo deprecado. 
 
 
 
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Art. 222-A. As cartas rogatórias só serão 
expedidas se demonstrada previamente a sua 
imprescindibilidade, arcando a parte requerente com os 
custos de envio. 
Parágrafo único. Aplica-se às cartas rogatórias o 
disposto nos §§ 1o e 2o do art. 222 deste Código. 
 
Art. 223. Quando a testemunha não conhecer a 
língua nacional, será nomeado intérprete para traduzir as 
perguntas e respostas. 
Parágrafo único. Tratando-se de mudo, surdo ou 
surdo-mudo, proceder-se-á na conformidade do art. 192. 
 
Art. 224. As testemunhas comunicarão ao juiz, 
dentro de um ano, qualquer mudança de residência, 
sujeitando-se, pela simples omissão, às penas do não-
comparecimento. 
 
Art. 225. Se qualquer testemunha houver de 
ausentar-se, ou, por enfermidade ou por velhice, inspirar 
receio de que ao tempo da instrução criminal já não 
exista, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento de 
qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o 
depoimento. 
 
CAPÍTULO VII 
DO RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS 
Esse Capítulo trata do procedimento realizado para identificação 
de pessoas “de alguma maneira envolvidas no fato delituoso, e 
de coisas, cuja prova da existência e individualização seja 
relevante para a apuração da responsabilidade”. 
 
Oliveira, 2008, p.365 
Art. 226. Quando houver necessidade de fazer-se 
o reconhecimento de pessoa, proceder-se-á pela 
seguinte forma: 
I - a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento 
será convidada a descrever a pessoa que deva ser 
reconhecida; 
Il - a pessoa, cujo reconhecimento se pretender, 
será colocada, se possível, ao lado de outras que com 
ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem 
tiver de fazer o reconhecimento a apontá-la; 
III - se houver razão para recear que a pessoa 
chamada para o reconhecimento, por efeito de 
intimidação ou outra influência, não diga a verdade em 
face da pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade 
providenciará para que esta não veja aquela; 
IV - do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto 
pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa 
chamada para proceder ao reconhecimento e por duas 
testemunhas presenciais. 
Parágrafo único. O disposto no no III deste artigo 
não terá aplicação na fase da instrução criminal ou em 
plenário de julgamento. 
STJ: O art. 226 do Código de Processo Penal configura uma 
recomendação legal, e não uma exigência absoluta, não se 
cuidando, portanto, de nulidade quando praticado o ato 
processual (reconhecimento pessoal) de forma diversa da 
prevista em lei. 
 
Art. 227. No reconhecimento de objeto, 
proceder-se-á com as cautelas estabelecidas no artigo 
anterior, no que for aplicável. 
 
Art. 228. Se várias forem as pessoas chamadas a 
efetuar o reconhecimento de pessoa ou de objeto, cada 
uma fará a prova em separado, evitando-se qualquer 
comunicação entre elas. 
 
CAPÍTULO VIII 
DA ACAREAÇÃO 
Art. 229. A acareação será admitida entre 
acusados, entre acusado e testemunha, entre 
testemunhas, entre acusado ou testemunha e a 
pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas, 
sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos 
ou circunstâncias relevantes. 
Parágrafo único. Os acareados serão 
reperguntados, para que expliquem os pontos de 
divergências, reduzindo-se a termo o ato de acareação. 
 
Art. 230. Se ausente alguma testemunha, cujas 
declarações divirjam das de outra, que esteja presente, a 
esta se darão a conhecer os pontos da divergência, 
consignando-se no auto o que explicar ou observar. Se 
subsistir a discordância, expedir-se-á precatória à 
autoridade do lugar onde resida a testemunha ausente, 
transcrevendo-se as declarações desta e as da 
testemunha presente, nos pontos em que divergirem, bem 
como o texto do referido auto, a fim de que se complete a 
diligência, ouvindo-se a testemunha ausente, pela mesma 
forma estabelecida para a testemunha presente. Esta 
diligência só se realizará quando não importe demora 
prejudicial ao processo e o juiz a entenda conveniente. 
 
CAPÍTULO IX 
DOS DOCUMENTOS 
Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as 
partes poderão apresentar documentos em qualquer fase 
do processo. 
 
Art. 232. Consideram-se documentos quaisquer 
escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares. 
 
Parágrafo único. À fotografia do documento, 
devidamente autenticada, se dará o mesmo valor do 
original. 
Art. 233. As cartas particulares, interceptadas ou 
obtidas por meios criminosos, não serão admitidas em 
juízo. 
Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas 
em juízo pelo respectivo destinatário, para a defesa de 
seu direito, ainda que não haja consentimento do 
signatário. 
 
Art. 234. Se o juiz tiver notícia da existência de 
documento relativo a ponto relevante da acusação ou da 
defesa, providenciará, independentemente de 
requerimento de qualquer das partes, para sua juntada 
aos autos, se possível. 
 
Art. 235. A letra e firma dos documentos 
particulares serão submetidas a exame pericial, quando 
contestada a sua autenticidade. 
 
Art. 236. Os documentos em língua estrangeira, 
sem prejuízo de sua juntada imediata, serão, se 
necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta,por pessoa idônea nomeada pela autoridade. 
 
Art. 237. As públicas-formas só terão valor quando 
conferidas com o original, em presença da autoridade. 
 
 
 
 
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Art. 238. Os documentos originais, juntos a 
processo findo, quando não exista motivo relevante que 
justifique a sua conservação nos autos, poderão, 
mediante requerimento, e ouvido o Ministério Público, ser 
entregues à parte que os produziu, ficando traslado nos 
autos. 
 
CAPÍTULO X 
DOS INDÍCIOS 
Art. 239. Considera-se indício a circunstância 
conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, 
autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou 
outras circunstâncias. 
 
CAPÍTULO XI 
DA BUSCA E DA APREENSÃO 
A busca e apreensão é um meio de prova cautelar, que visa o 
“acautelamento do material probatório, de coisa, de animais e até 
de pessoas, que não estejam ao alcance, espontâneo, da 
justiça.” 
 
Oliveira, 2008, p.369. 
Art. 240. A busca será domiciliar ou pessoal. 
§ 1o Proceder-se-á à busca domiciliar, quando 
fundadas razões a autorizarem, para: 
a) prender criminosos; 
b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios 
criminosos; 
c) apreender instrumentos de falsificação ou de 
contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos; 
Contrafação é a reprodução de uma obra protegida por direitos 
autorais sem autorização da entidade que detém a sua 
propriedade intelectual. 
d) apreender armas e munições, instrumentos 
utilizados na prática de crime ou destinados a fim 
delituoso; 
e) descobrir objetos necessários à prova de 
infração ou à defesa do réu; 
f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao 
acusado ou em seu poder, quando haja suspeita de que o 
conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação 
do fato; 
g) apreender pessoas vítimas de crimes; 
h) colher qualquer elemento de convicção. 
§ 2o Proceder-se-á à busca pessoal quando 
houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo 
arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e 
letra h do parágrafo anterior. 
 
Art. 241. Quando a própria autoridade policial ou 
judiciária não a realizar pessoalmente, a busca domiciliar 
deverá ser precedida da expedição de mandado. 
 
Art. 242. A busca poderá ser determinada de ofício 
ou a requerimento de qualquer das partes. 
 
Art. 243. O mandado de busca deverá: 
I - indicar, o mais precisamente possível, a casa em 
que será realizada a diligência e o nome do respectivo 
proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o 
nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a 
identifiquem; 
II - mencionar o motivo e os fins da diligência; 
III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela 
autoridade que o fizer expedir. 
§ 1o Se houver ordem de prisão, constará do 
próprio texto do mandado de busca. 
§ 2o Não será permitida a apreensão de 
documento em poder do defensor do acusado, salvo 
quando constituir elemento do corpo de delito. 
 
Art. 244. A busca pessoal independerá de 
mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada 
suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma 
proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de 
delito, ou quando a medida for determinada no curso de 
busca domiciliar. 
 
Art. 245. As buscas domiciliares serão executadas 
de dia, salvo se o morador consentir que se realizem à 
noite, e, antes de penetrarem na casa, os executores 
mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a quem o 
represente, intimando-o, em seguida, a abrir a porta. 
§ 1o Se a própria autoridade der a busca, declarará 
previamente sua qualidade e o objeto da diligência. 
§ 2o Em caso de desobediência, será arrombada 
a porta e forçada a entrada. 
§ 3o Recalcitrando o morador, será permitido o 
emprego de força contra coisas existentes no interior da 
casa, para o descobrimento do que se procura. 
§ 4o Observar-se-á o disposto nos §§ 2o e 3o, 
quando ausentes os moradores, devendo, neste caso, ser 
intimado a assistir à diligência qualquer vizinho, se houver 
e estiver presente. 
§ 5o Se é determinada a pessoa ou coisa que se 
vai procurar, o morador será intimado a mostrá-la. 
§ 6o Descoberta a pessoa ou coisa que se procura, 
será imediatamente apreendida e posta sob custódia 
da autoridade ou de seus agentes. 
§ 7o Finda a diligência, os executores lavrarão 
auto circunstanciado, assinando-o com duas 
testemunhas presenciais, sem prejuízo do disposto no 
§ 4o. 
 
Art. 246. Aplicar-se-á também o disposto no artigo 
anterior, quando se tiver de proceder a busca em 
compartimento habitado ou em aposento ocupado de 
habitação coletiva ou em compartimento não aberto ao 
público, onde alguém exercer profissão ou atividade. 
 
Art. 247. Não sendo encontrada a pessoa ou coisa 
procurada, os motivos da diligência serão comunicados a 
quem tiver sofrido a busca, se o requerer. 
 
Art. 248. Em casa habitada, a busca será feita de 
modo que não moleste os moradores mais do que o 
indispensável para o êxito da diligência. 
 
Art. 249. A busca em mulher será feita por outra 
mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da 
diligência. 
 
Art. 250. A autoridade ou seus agentes poderão 
penetrar no território de jurisdição alheia, ainda que de 
outro Estado, quando, para o fim de apreensão, forem no 
seguimento de pessoa ou coisa, devendo apresentar-se à 
competente autoridade local, antes da diligência ou após, 
conforme a urgência desta. 
§ 1o Entender-se-á que a autoridade ou seus 
agentes vão em seguimento da pessoa ou coisa, quando: 
a) tendo conhecimento direto de sua remoção ou 
transporte, a seguirem sem interrupção, embora depois a 
percam de vista; 
b) ainda que não a tenham avistado, mas sabendo, 
por informações fidedignas ou circunstâncias indiciárias, 
 
 
 
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que está sendo removida ou transportada em 
determinada direção, forem ao seu encalço. 
§ 2o Se as autoridades locais tiverem fundadas 
razões para duvidar da legitimidade das pessoas que, nas 
referidas diligências, entrarem pelos seus distritos, ou da 
legalidade dos mandados que apresentarem, poderão 
exigir as provas dessa legitimidade, mas de modo que 
não se frustre a diligência. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
06_____________________________________ 
07_____________________________________ 
08_____________________________________ 
09_____________________________________ 
10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
13_____________________________________ 
14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
 
Dispõe sobre registro, posse e comercialização de 
armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional 
de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras 
providências. 
 
CAPÍTULO I 
DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS 
 Art. 1o O Sistema Nacional de Armas – Sinarm, 
instituído no Ministério da Justiça, no âmbito da Polícia 
Federal, tem circunscrição em todo o território nacional. 
 
 Art. 2o Ao Sinarm compete: 
 I – identificar as características e a propriedade de 
armas de fogo, mediante cadastro; 
 II – cadastrar as armas de fogo produzidas, 
importadas e vendidas no País; 
 III – cadastrar as autorizações de porte de arma de 
fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal; 
 IV – cadastrar as transferências de propriedade, 
extravio, furto, roubo e outras ocorrências suscetíveis de 
alterar os dados cadastrais,inclusive as decorrentes de 
fechamento de empresas de segurança privada e de 
transporte de valores; 
 V – identificar as modificações que alterem as 
características ou o funcionamento de arma de fogo; 
 VI – integrar no cadastro os acervos policiais já 
existentes; 
 VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo, 
inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e 
judiciais; 
 VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País, 
bem como conceder licença para exercer a atividade; 
 IX – cadastrar mediante registro os produtores, 
atacadistas, varejistas, exportadores e importadores 
autorizados de armas de fogo, acessórios e munições; 
 X – cadastrar a identificação do cano da arma, as 
características das impressões de raiamento e de 
microestriamento de projétil disparado, conforme 
marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo 
fabricante; 
 XI – informar às Secretarias de Segurança Pública 
dos Estados e do Distrito Federal os registros e 
autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos 
territórios, bem como manter o cadastro atualizado para 
consulta. 
 Parágrafo único. As disposições deste artigo não 
alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e 
Auxiliares, bem como as demais que constem dos seus 
registros próprios. 
As armas de fogo que são utilizadas pelas Forças Armadas e 
Auxiliares e pelas Forças Auxiliares possuem regramento próprio. 
Relacionam-se com o Sistema de Gerenciamento Militar de 
Armas - Sigma. 
 
CAPÍTULO II 
DO REGISTRO 
 Art. 3o É obrigatório o registro de arma de fogo no 
órgão competente. 
 Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito 
serão registradas no Comando do Exército, na forma do 
regulamento desta Lei. 
 
 Art. 4o Para adquirir arma de fogo de uso permitido o 
interessado deverá, além de declarar a efetiva 
necessidade, atender aos seguintes requisitos: 
 I - comprovação de idoneidade, com a apresentação 
de certidões negativas de antecedentes criminais 
fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e 
Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial 
ou a processo criminal, que poderão ser fornecidas por 
meios eletrônicos; 
 II – apresentação de documento comprobatório de 
ocupação lícita e de residência certa; 
 III – comprovação de capacidade técnica e de 
aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, 
atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. 
Lei nº 10.826 / 2003 
Estatuto do Desarmamento 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
 § 1o O Sinarm expedirá autorização de compra de 
arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente 
estabelecidos, em nome do requerente e para a arma 
indicada, sendo intransferível esta autorização. 
 § 2o A aquisição de munição somente poderá ser 
feita no calibre correspondente à arma registrada e na 
quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. 
 § 3o A empresa que comercializar arma de fogo em 
território nacional é obrigada a comunicar a venda à 
autoridade competente, como também a manter banco de 
dados com todas as características da arma e cópia dos 
documentos previstos neste artigo. 
 § 4o A empresa que comercializa armas de fogo, 
acessórios e munições responde legalmente por essas 
mercadorias, ficando registradas como de sua 
propriedade enquanto não forem vendidas. 
 § 5o A comercialização de armas de fogo, acessórios 
e munições entre pessoas físicas somente será efetivada 
mediante autorização do Sinarm. 
 § 6o A expedição da autorização a que se refere o § 
1o será concedida, ou recusada com a devida 
fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, a 
contar da data do requerimento do interessado. 
 § 7o O registro precário a que se refere o § 
4o prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I, 
II e III deste artigo. 
 § 8o Estará dispensado das exigências constantes 
do inciso III do caput deste artigo, na forma do 
regulamento, o interessado em adquirir arma de fogo de 
uso permitido que comprove estar autorizado a portar 
arma com as mesmas características daquela a ser 
adquirida. 
 
 Art. 5o O certificado de Registro de Arma de Fogo, 
com validade em todo o território nacional, autoriza o seu 
proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no 
interior de sua residência ou domicílio, ou dependência 
desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que 
seja ele o titular ou o responsável legal pelo 
estabelecimento ou empresa. 
 § 1o O certificado de registro de arma de fogo será 
expedido pela Polícia Federal e será precedido de 
autorização do Sinarm. 
 § 2o Os requisitos de que tratam os incisos I, II e III 
do art. 4o deverão ser comprovados periodicamente, em 
período não inferior a 3 (três) anos, na conformidade do 
estabelecido no regulamento desta Lei, para a renovação 
do Certificado de Registro de Arma de Fogo. 
 § 3o O proprietário de arma de fogo com certificados 
de registro de propriedade expedido por órgão estadual 
ou do Distrito Federal até a data da publicação desta Lei 
que não optar pela entrega espontânea prevista no art. 32 
desta Lei deverá renová-lo mediante o pertinente registro 
federal, até o dia 31 de dezembro de 2008, ante a 
apresentação de documento de identificação pessoal e 
comprovante de residência fixa, ficando dispensado do 
pagamento de taxas e do cumprimento das demais 
exigências constantes dos incisos I a III do caput do art. 
4o desta Lei. 
 § 4o Para fins do cumprimento do disposto no § 
3o deste artigo, o proprietário de arma de fogo poderá 
obter, no Departamento de Polícia Federal, certificado de 
registro provisório, expedido na rede mundial de 
computadores - internet, na forma do regulamento e 
obedecidos os procedimentos a seguir: 
 I - emissão de certificado de registro provisório pela 
internet, com validade inicial de 90 (noventa) dias; e 
 II - revalidação pela unidade do Departamento de 
Polícia Federal do certificado de registro provisório pelo 
prazo que estimar como necessário para a emissão 
definitiva do certificado de registro de propriedade. 
 § 5º Aos residentes em área rural, para os fins do 
disposto no caput deste artigo, considera-se residência ou 
domicílio toda a extensão do respectivo imóvel rural. (2019) 
 
CAPÍTULO III 
DO PORTE 
 Art. 6o É proibido o porte de arma de fogo em todo 
o território nacional, salvo para os casos previstos em 
legislação própria e para: 
 I – os integrantes das Forças Armadas; 
 II - os integrantes de órgãos referidos nos incisos I, 
II, III, IV e V do caput do art. 144 da Constituição Federal 
e os da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP); 
(2017) 
Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Polícia Ferroviária 
Federal; Polícias Civis; Polícias Militares; Corpos de Bombeiros 
Militares; Força Nacional de Segurança Pública. 
 III – os integrantes das guardas municipais das 
capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 
500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições 
estabelecidas no regulamento desta Lei; 
 IV - os integrantes das guardas municipais dos 
Municípios com mais de 50.000 (cinquenta mil) e menos 
de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em 
serviço; 
 V – os agentes operacionais da Agência Brasileira 
de Inteligência e os agentes do Departamento de 
Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da 
Presidência da República; (2019) 
 VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos 
no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal; 
Polícia do Senado Federal e a Polícia da Câmara dos 
Deputados. 
 VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e 
guardas prisionais,os integrantes das escoltas de 
presos e as guardas portuárias; 
 VIII – as empresas de segurança privada e de 
transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei; 
 IX – para os integrantes das entidades de desporto 
legalmente constituídas, cujas atividades esportivas 
demandem o uso de armas de fogo, na forma do 
regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a 
legislação ambiental. 
Porte autorizado somente no momento em que a competição é 
realizada. 
RHC 34.579-RS, julgado em 24/4/2014 
 X - integrantes das Carreiras de Auditoria da 
Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do 
Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário. 
XI - os tribunais do Poder Judiciário descritos no 
art. 92 da Constituição Federal e os Ministérios Públicos 
da União e dos Estados, para uso exclusivo de servidores 
de seus quadros pessoais que efetivamente estejam no 
exercício de funções de segurança, na forma de 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art5%C2%A75
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
regulamento a ser emitido pelo Conselho Nacional de 
Justiça - CNJ e pelo Conselho Nacional do Ministério 
Público - CNMP. 
 § 1o As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI 
do caput deste artigo terão direito de portar arma de fogo 
de propriedade particular ou fornecida pela respectiva 
corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, nos 
termos do regulamento desta Lei, com validade em 
âmbito nacional para aquelas constantes dos incisos I, II, 
V e VI. 
 § 1o-A (Revogado) 
 § 1º-B. Os integrantes do quadro efetivo de agentes 
e guardas prisionais poderão portar arma de fogo de 
propriedade particular ou fornecida pela respectiva 
corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, desde 
que estejam: 
I - submetidos a regime de dedicação exclusiva; 
II - sujeitos à formação funcional, nos termos do 
regulamento; e 
III - subordinados a mecanismos de fiscalização e 
de controle interno. 
 § 1º-C. (VETADO). 
 § 2o A autorização para o porte de arma de fogo aos 
integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI, VII 
e X do caput deste artigo está condicionada à 
comprovação do requisito a que se refere o inciso III 
do caput do art. 4o desta Lei nas condições estabelecidas 
no regulamento desta Lei. 
 § 3o A autorização para o porte de arma de fogo das 
guardas municipais está condicionada à formação 
funcional de seus integrantes em estabelecimentos de 
ensino de atividade policial, à existência de mecanismos 
de fiscalização e de controle interno, nas condições 
estabelecidas no regulamento desta Lei, observada a 
supervisão do Ministério da Justiça. 
 § 4o Os integrantes das Forças Armadas, das 
polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem 
como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao 
exercerem o direito descrito no art. 4o, ficam dispensados 
do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do 
mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei. 
 § 5o Aos residentes em áreas rurais, maiores de 25 
(vinte e cinco) anos que comprovem depender do 
emprego de arma de fogo para prover sua subsistência 
alimentar familiar será concedido pela Polícia Federal o 
porte de arma de fogo, na categoria caçador para 
subsistência, de uma arma de uso permitido, de tiro 
simples, com 1 (um) ou 2 (dois) canos, de alma lisa e de 
calibre igual ou inferior a 16 (dezesseis), desde que o 
interessado comprove a efetiva necessidade em 
requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes 
documentos: 
 I - documento de identificação pessoal; 
 II - comprovante de residência em área rural; e 
 III - atestado de bons antecedentes. 
 § 6o O caçador para subsistência que der outro uso 
à sua arma de fogo, independentemente de outras 
tipificações penais, responderá, conforme o caso, por 
porte ilegal ou por disparo de arma de fogo de uso 
permitido. 
 § 7o Aos integrantes das guardas municipais dos 
Municípios que integram regiões metropolitanas será 
autorizado porte de arma de fogo, quando em serviço. 
 
 Art. 7o As armas de fogo utilizadas pelos 
empregados das empresas de segurança privada e de 
transporte de valores, constituídas na forma da lei, serão 
de propriedade, responsabilidade e guarda das 
respectivas empresas, somente podendo ser utilizadas 
quando em serviço, devendo essas observar as 
condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo 
órgão competente, sendo o certificado de registro e a 
autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em 
nome da empresa. 
 § 1o O proprietário ou diretor responsável de 
empresa de segurança privada e de transporte de valores 
responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. 
13 desta Lei, sem prejuízo das demais sanções 
administrativas e civis, se deixar de registrar ocorrência 
policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, 
roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo, 
acessórios e munições que estejam sob sua guarda, nas 
primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o 
fato. 
 § 2o A empresa de segurança e de transporte de 
valores deverá apresentar documentação comprobatória 
do preenchimento dos requisitos constantes do art. 
4o desta Lei quanto aos empregados que portarão arma 
de fogo. 
 § 3o A listagem dos empregados das empresas 
referidas neste artigo deverá ser atualizada 
semestralmente junto ao Sinarm. 
 
Art. 7o-A. As armas de fogo utilizadas pelos 
servidores das instituições descritas no inciso XI do art. 
6o serão de propriedade, responsabilidade e guarda das 
respectivas instituições, somente podendo ser utilizadas 
quando em serviço, devendo estas observar as condições 
de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão 
competente, sendo o certificado de registro e a 
autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em 
nome da instituição. 
§ 1o A autorização para o porte de arma de fogo de 
que trata este artigo independe do pagamento de taxa. 
§ 2o O presidente do tribunal ou o chefe do 
Ministério Público designará os servidores de seus 
quadros pessoais no exercício de funções de segurança 
que poderão portar arma de fogo, respeitado o limite 
máximo de 50% (cinquenta por cento) do número de 
servidores que exerçam funções de segurança. 
§ 3o O porte de arma pelos servidores das 
instituições de que trata este artigo fica condicionado à 
apresentação de documentação comprobatória do 
preenchimento dos requisitos constantes do art. 4o desta 
Lei, bem como à formação funcional em estabelecimentos 
de ensino de atividade policial e à existência de 
mecanismos de fiscalização e de controle interno, nas 
condições estabelecidas no regulamento desta Lei. 
§ 4o A listagem dos servidores das instituições de 
que trata este artigo deverá ser atualizada 
semestralmente no Sinarm. 
§ 5o As instituições de que trata este artigo são 
obrigadas a registrar ocorrência policial e a comunicar à 
Polícia Federal eventual perda, furto, roubo ou outras 
formas de extravio de armas de fogo, acessórios e 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
munições que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 
(vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. 
 
 Art. 8o As armas de fogo utilizadas em entidades 
desportivas legalmente constituídas devem obedecer às 
condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo 
órgão competente, respondendo o possuidor ou o 
autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do 
regulamento desta Lei.Art. 9o Compete ao Ministério da Justiça a 
autorização do porte de arma para os responsáveis pela 
segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou 
sediados no Brasil e, ao Comando do Exército, nos 
termos do regulamento desta Lei, o registro e a 
concessão de porte de trânsito de arma de fogo para 
colecionadores, atiradores e caçadores e de 
representantes estrangeiros em competição internacional 
oficial de tiro realizada no território nacional. 
 
 Art. 10. A autorização para o porte de arma de fogo 
de uso permitido, em todo o território nacional, é de 
competência da Polícia Federal e somente será 
concedida após autorização do Sinarm. 
 § 1o A autorização prevista neste artigo poderá ser 
concedida com eficácia temporária e territorial limitada, 
nos termos de atos regulamentares, e dependerá de o 
requerente: 
 I – demonstrar a sua efetiva necessidade por 
exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça 
à sua integridade física; 
 II – atender às exigências previstas no art. 4o desta 
Lei; 
 III – apresentar documentação de propriedade de 
arma de fogo, bem como o seu devido registro no órgão 
competente. 
 § 2o A autorização de porte de arma de fogo, prevista 
neste artigo, perderá automaticamente sua eficácia caso 
o portador dela seja detido ou abordado em estado de 
embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou 
alucinógenas. 
 
 Art. 11. Fica instituída a cobrança de taxas, nos 
valores constantes do Anexo desta Lei, pela prestação de 
serviços relativos: 
 I – ao registro de arma de fogo; 
 II – à renovação de registro de arma de fogo; 
 III – à expedição de segunda via de registro de arma 
de fogo; 
 IV – à expedição de porte federal de arma de fogo; 
 V – à renovação de porte de arma de fogo; 
 VI – à expedição de segunda via de porte federal de 
arma de fogo. 
 § 1o Os valores arrecadados destinam-se ao custeio 
e à manutenção das atividades do Sinarm, da Polícia 
Federal e do Comando do Exército, no âmbito de suas 
respectivas responsabilidades. 
 § 2o São isentas do pagamento das taxas previstas 
neste artigo as pessoas e as instituições a que se referem 
os incisos I a VII e X e o § 5o do art. 6o desta Lei. 
 
 Art. 11-A. O Ministério da Justiça disciplinará a 
forma e as condições do credenciamento de profissionais 
pela Polícia Federal para comprovação da aptidão 
psicológica e da capacidade técnica para o manuseio de 
arma de fogo. 
 § 1o Na comprovação da aptidão psicológica, o 
valor cobrado pelo psicólogo não poderá exceder ao valor 
médio dos honorários profissionais para realização de 
avaliação psicológica constante do item 1.16 da tabela do 
Conselho Federal de Psicologia. 
 § 2o Na comprovação da capacidade técnica, o 
valor cobrado pelo instrutor de armamento e tiro não 
poderá exceder R$ 80,00 (oitenta reais), acrescido do 
custo da munição. 
 § 3o A cobrança de valores superiores aos previstos 
nos §§ 1o e 2o deste artigo implicará o descredenciamento 
do profissional pela Polícia Federal. 
 
CAPÍTULO IV 
DOS CRIMES E DAS PENAS 
 Posse irregular de arma de fogo de uso permitido 
 Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda arma de 
fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar, 
no interior de sua residência ou dependência desta, ou, 
ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou 
o responsável legal do estabelecimento ou empresa: 
 Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
 
 Omissão de cautela 
 Art. 13. Deixar de observar as cautelas 
necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) 
anos ou pessoa portadora de deficiência mental se 
apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou 
que seja de sua propriedade: 
 Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. 
 Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o 
proprietário ou diretor responsável de empresa de 
segurança e transporte de valores que deixarem de 
registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia 
Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio 
de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob 
sua guarda, nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois 
de ocorrido o fato. 
 
 Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido 
 Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, 
ter em depósito, transportar, ceder, ainda que 
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter 
sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou 
munição, de uso permitido, sem autorização e em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
Para os Tribunais Superiores, o crime de porte de arma de fogo 
consuma-se independentemente de estar a arma municiada. 
Porém, segundo o STJ, se o laudo pericial reconhecer a 
ineficácia total da arma de fogo e das munições, a conduta será 
atípica. 
 Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é 
inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver 
registrada em nome do agente. 
- Declarado INCOSTITUCIONAL. 
ADI 3112 – Informativo 465 do STF 
 
 
 
53 
É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
Relativamente aos parágrafos únicos dos artigos 14 e 15 da Lei 
10.826/2003, que proíbem o estabelecimento de fiança, 
respectivamente, para os crimes de porte ilegal de arma de fogo 
de uso permitido e de disparo de arma de fogo, considerou-se 
desarrazoada a vedação, ao fundamento de que tais delitos não 
poderiam ser equiparados a terrorismo, prática de tortura, tráfico 
ilícito de entorpecentes ou crimes hediondos (CF, art. 5º, XLIII). 
Asseverou-se, ademais, cuidar-se, na verdade, de crimes de 
mera conduta que, embora impliquem redução no nível de 
segurança coletiva, não podem ser igualados aos crimes que 
acarretam lesão ou ameaça de lesão à vida ou à propriedade. 
 
 Disparo de arma de fogo 
 Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar munição 
em lugar habitado ou em suas adjacências, em via 
pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não 
tenha como finalidade a prática de outro crime: 
 Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é 
inafiançável. 
- Declarado INCOSTITUCIONAL. ADI 3112 – Informativo 465 
STF 
 
 Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso 
restrito 
 Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, 
receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que 
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter 
sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou 
munição de uso restrito, sem autorização e em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
(2019) 
 Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. 
 § 1º Nas mesmas penas incorre quem: 
 I – suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer 
sinal de identificação de arma de fogo ou artefato; 
 II – modificar as características de arma de fogo, de 
forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso 
proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de 
qualquer modo induzir a erro autoridade policial, perito ou 
juiz; 
 III – possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato 
explosivo ou incendiário, sem autorização ou em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar; 
 IV – portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer 
arma de fogo com numeração, marca ou qualquer outro 
sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado; 
 V – vender, entregar ou fornecer, ainda que 
gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição ou 
explosivo a criança ou adolescente; e 
 VI – produzir, recarregar ou reciclar, sem autorizaçãolegal, ou adulterar, de qualquer forma, munição ou 
explosivo. 
 § 2º Se as condutas descritas no caput e no § 1º 
deste artigo envolverem arma de fogo de uso proibido, 
a pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 
(2019) 
 
 Comércio ilegal de arma de fogo 
 Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar, 
conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, 
remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de 
qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no 
exercício de atividade comercial ou industrial, arma de 
fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
 Pena - reclusão, de 6 (seis) a 12 (doze) anos, e 
multa. (2019) 
 § 1º Equipara-se à atividade comercial ou industrial, 
para efeito deste artigo, qualquer forma de prestação de 
serviços, fabricação ou comércio irregular ou clandestino, 
inclusive o exercido em residência. 
 § 2º Incorre na mesma pena quem vende ou 
entrega arma de fogo, acessório ou munição, sem 
autorização ou em desacordo com a determinação legal 
ou regulamentar, a agente policial disfarçado, quando 
presentes elementos probatórios razoáveis de conduta 
criminal preexistente. (2019) 
 
 Tráfico internacional de arma de fogo 
 Art. 18. Importar, exportar, favorecer a entrada ou 
saída do território nacional, a qualquer título, de arma 
de fogo, acessório ou munição, sem autorização da 
autoridade competente: 
 Pena - reclusão, de 8 (oito) a 16 (dezesseis) anos, e 
multa. (2019) 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem 
vende ou entrega arma de fogo, acessório ou munição, 
em operação de importação, sem autorização da 
autoridade competente, a agente policial disfarçado, 
quando presentes elementos probatórios razoáveis de 
conduta criminal preexistente. (2019) 
 
 Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18, a 
pena é aumentada da metade se a arma de fogo, 
acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. 
 
Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15, 16, 
17 e 18, a pena é aumentada da metade se: (2019) 
I - forem praticados por integrante dos órgãos e 
empresas referidas nos arts. 6º, 7º e 8º desta Lei; ou (2019) 
II - o agente for reincidente específico em crimes 
dessa natureza. (2019) 
 
 Art. 21. Os crimes previstos nos arts. 16, 17 e 18 são 
insuscetíveis de liberdade provisória. 
- Declarado INCOSTITUCIONAL. ADI 3112-1 STF 
 
CAPÍTULO V 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 Art. 22. O Ministério da Justiça poderá celebrar 
convênios com os Estados e o Distrito Federal para o 
cumprimento do disposto nesta Lei. 
 
 Art. 23. A classificação legal, técnica e geral bem 
como a definição das armas de fogo e demais produtos 
controlados, de usos proibidos, restritos, permitidos ou 
obsoletos e de valor histórico serão disciplinadas em ato 
do chefe do Poder Executivo Federal, mediante proposta 
do Comando do Exército. 
 § 1o Todas as munições comercializadas no País 
deverão estar acondicionadas em embalagens com 
sistema de código de barras, gravado na caixa, visando 
possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente, 
entre outras informações definidas pelo regulamento 
desta Lei. 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
 § 2o Para os órgãos referidos no art. 6o, somente 
serão expedidas autorizações de compra de munição com 
identificação do lote e do adquirente no culote dos 
projéteis, na forma do regulamento desta Lei. 
 § 3o As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) 
ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo 
intrínseco de segurança e de identificação, gravado no 
corpo da arma, definido pelo regulamento desta Lei, 
exclusive para os órgãos previstos no art. 6o. 
 § 4o As instituições de ensino policial e as 
guardas municipais referidas nos incisos III e IV 
do caput do art. 6o desta Lei e no seu § 7o poderão 
adquirir insumos e máquinas de recarga de munição para 
o fim exclusivo de suprimento de suas atividades, 
mediante autorização concedida nos termos definidos em 
regulamento. 
 
 Art. 24. Excetuadas as atribuições a que se refere o 
art. 2º desta Lei, compete ao Comando do Exército 
autorizar e fiscalizar a produção, exportação, importação, 
desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo 
e demais produtos controlados, inclusive o registro e o 
porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores, 
atiradores e caçadores. 
 
 Art. 25. As armas de fogo apreendidas, após a 
elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos, 
quando não mais interessarem à persecução penal serão 
encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do 
Exército, no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas, 
para destruição ou doação aos órgãos de segurança 
pública ou às Forças Armadas, na forma do regulamento 
desta Lei. (2019) 
 § 1o As armas de fogo encaminhadas ao Comando 
do Exército que receberem parecer favorável à doação, 
obedecidos o padrão e a dotação de cada Força Armada 
ou órgão de segurança pública, atendidos os critérios de 
prioridade estabelecidos pelo Ministério da Justiça e 
ouvido o Comando do Exército, serão arroladas em 
relatório reservado trimestral a ser encaminhado àquelas 
instituições, abrindo-se-lhes prazo para manifestação de 
interesse. 
 § 1º-A. As armas de fogo e munições apreendidas 
em decorrência do tráfico de drogas de abuso, ou de 
qualquer forma utilizadas em atividades ilícitas de 
produção ou comercialização de drogas abusivas, ou, 
ainda, que tenham sido adquiridas com recursos 
provenientes do tráfico de drogas de abuso, perdidas em 
favor da União e encaminhadas para o Comando do 
Exército, devem ser, após perícia ou vistoria que atestem 
seu bom estado, destinadas com prioridade para os 
órgãos de segurança pública e do sistema 
penitenciário da unidade da federação responsável pela 
apreensão. (2019) 
 § 2o O Comando do Exército encaminhará a relação 
das armas a serem doadas ao juiz competente, que 
determinará o seu perdimento em favor da instituição 
beneficiada. 
 § 3o O transporte das armas de fogo doadas será de 
responsabilidade da instituição beneficiada, que 
procederá ao seu cadastramento no Sinarm ou no Sigma. 
 § 4o (VETADO) 
 § 5o O Poder Judiciário instituirá instrumentos para o 
encaminhamento ao Sinarm ou ao Sigma, conforme se 
trate de arma de uso permitido ou de uso restrito, 
semestralmente, da relação de armas acauteladas em 
juízo, mencionando suas características e o local onde se 
encontram. 
 
 Art. 26. São vedadas a fabricação, a venda, a 
comercialização e a importação de brinquedos, réplicas 
e simulacros de armas de fogo, que com estas se 
possam confundir. 
 Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as 
réplicas e os simulacros destinados à instrução, ao 
adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, nas 
condições fixadas pelo Comando do Exército. 
 
 Art. 27. Caberá ao Comando do Exército autorizar, 
excepcionalmente, a aquisição de armas de fogo de uso 
restrito. 
 Parágrafo único. O disposto neste artigo não se 
aplica às aquisições dos Comandos Militares. 
 
 Art. 28. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) 
anos adquirir arma de fogo, ressalvados os integrantes 
das entidades constantes dos incisos I, II, III, V, VI, VII e X 
do caput do art. 6o desta Lei. 
 
 Art. 29. As autorizações de porte de armas de fogo já 
concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a 
publicação desta Lei. 
 Parágrafo único. O detentor de autorização com 
prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá 
renová-la, perante a Polícia Federal, nas condições dos 
arts. 4o, 6o e 10 desta Lei, no prazo de 90 (noventa) dias 
após sua publicação, sem ônuspara o requerente. 
 
 Art. 30. Os possuidores e proprietários de arma de 
fogo de uso permitido ainda não registrada deverão 
solicitar seu registro até o dia 31 de dezembro de 2008, 
mediante apresentação de documento de identificação 
pessoal e comprovante de residência fixa, acompanhados 
de nota fiscal de compra ou comprovação da origem lícita 
da posse, pelos meios de prova admitidos em direito, ou 
declaração firmada na qual constem as características da 
arma e a sua condição de proprietário, ficando este 
dispensado do pagamento de taxas e do cumprimento 
das demais exigências constantes dos incisos I a III 
do caput do art. 4o desta Lei. 
 Parágrafo único. Para fins do cumprimento do 
disposto no caput deste artigo, o proprietário de arma de 
fogo poderá obter, no Departamento de Polícia Federal, 
certificado de registro provisório, expedido na forma do § 
4o do art. 5o desta Lei. 
 
 Art. 31. Os possuidores e proprietários de armas de 
fogo adquiridas regularmente poderão, a qualquer tempo, 
entregá-las à Polícia Federal, mediante recibo e 
indenização, nos termos do regulamento desta Lei. 
 
 Art. 32. Os possuidores e proprietários de arma de 
fogo poderão entregá-la, espontaneamente, mediante 
recibo, e, presumindo-se de boa-fé, serão indenizados, 
na forma do regulamento, ficando extinta a punibilidade 
de eventual posse irregular da referida arma. 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
 Parágrafo único. 
 
 Art. 33. Será aplicada multa de R$ 100.000,00 (cem 
mil reais) a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), conforme 
especificar o regulamento desta Lei: 
 I – à empresa de transporte aéreo, rodoviário, 
ferroviário, marítimo, fluvial ou lacustre que 
deliberadamente, por qualquer meio, faça, promova, 
facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a 
devida autorização ou com inobservância das normas de 
segurança; 
 II – à empresa de produção ou comércio de 
armamentos que realize publicidade para venda, 
estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo, 
exceto nas publicações especializadas. 
 
 Art. 34. Os promotores de eventos em locais 
fechados, com aglomeração superior a 1000 (um mil) 
pessoas, adotarão, sob pena de responsabilidade, as 
providências necessárias para evitar o ingresso de 
pessoas armadas, ressalvados os eventos garantidos 
pelo inciso VI do art. 5o da Constituição Federal. 
 Parágrafo único. As empresas responsáveis pela 
prestação dos serviços de transporte internacional e 
interestadual de passageiros adotarão as providências 
necessárias para evitar o embarque de passageiros 
armados. 
 
Art. 34-A. Os dados relacionados à coleta de 
registros balísticos serão armazenados no Banco 
Nacional de Perfis Balísticos. (2019) 
§ 1º O Banco Nacional de Perfis Balísticos tem como 
objetivo cadastrar armas de fogo e armazenar 
características de classe e individualizadoras de projéteis 
e de estojos de munição deflagrados por arma de fogo. 
(2019) 
§ 2º O Banco Nacional de Perfis Balísticos será 
constituído pelos registros de elementos de munição 
deflagrados por armas de fogo relacionados a crimes, 
para subsidiar ações destinadas às apurações criminais 
federais, estaduais e distritais. (2019) 
§ 3º O Banco Nacional de Perfis Balísticos será 
gerido pela unidade oficial de perícia criminal. (2019) 
§ 4º Os dados constantes do Banco Nacional de 
Perfis Balísticos terão caráter sigiloso, e aquele que 
permitir ou promover sua utilização para fins diversos dos 
previstos nesta Lei ou em decisão judicial responderá 
civil, penal e administrativamente. (2019) 
§ 5º É vedada a comercialização, total ou parcial, da 
base de dados do Banco Nacional de Perfis Balísticos. 
(2019) 
§ 6º A formação, a gestão e o acesso ao Banco 
Nacional de Perfis Balísticos serão regulamentados em 
ato do Poder Executivo federal. (2019) 
 
CAPÍTULO VI 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 Art. 35. É proibida a comercialização de arma de 
fogo e munição em todo o território nacional, salvo 
para as entidades previstas no art. 6o desta Lei. 
 § 1o Este dispositivo, para entrar em vigor, 
dependerá de aprovação mediante referendo popular, a 
ser realizado em outubro de 2005. 
 § 2o Em caso de aprovação do referendo popular, o 
disposto neste artigo entrará em vigor na data de 
publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior 
Eleitoral. 
 
 Art. 36. É revogada a Lei no 9.437, de 20 de fevereiro 
de 1997. 
 
 Art. 37. Esta Lei entra em vigor na data de sua 
publicação. 
 
 
 
 
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 Art. 1° Caberá prisão temporária: 
I - quando imprescindível para as investigações do 
inquérito policial; 
II - quando o indicado não tiver residência fixa ou 
não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de 
sua identidade; 
III - quando houver fundadas razões, de acordo 
com qualquer prova admitida na legislação penal, de 
autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: 
a) homicídio doloso (art. 121, caput, § 2°); 
b) sequestro ou cárcere privado (art. 148, caput, 
§§ 1° e 2°) 
c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°); 
d) extorsão (art. 158, caput, §§ 1° e 2°); 
Lei nº 7.960 / 1989 
Prisão Temporária 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
e) extorsão mediante sequestro (art. 159, caput, 
§§ 1°, 2° e 3°); 
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com 
o art. 223, caput, e parágrafo único) 
O art. 223 do Código Penal foi revogado pela Lei nº 12.015, de 
2009. 
g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua 
combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único) 
O art. 214 do Código Penal foi revogado pela Lei nº 12.015, de 
2009. 
h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com 
o art. 223 caput, e parágrafo único) 
O art. 219 do Código Penal foi revogado pela Lei nº 11.106, de 
2005. 
i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 
1°); 
j) envenenamento de água potável ou substância 
alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. 270, 
caput, combinado com art. 285); 
l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código 
Penal; 
Atualmente, o art. 288 do Código Penal faz menção ao instituto 
da Associação Criminosa: “Associarem-se 3 (três) ou mais 
pessoas, para o fim específico de cometer crimes” 
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 
1° de outubro de 1956), em qualquer de suas formas 
típicas; 
n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 
de outubro de 1976); 
A Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976, foi revogada pela Lei 
nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. 
o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 
7.492, de 16 de junho de 1986). 
p) crimes previstos na Lei de Terrorismo. (2016) 
Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016: Regulamenta o disposto 
no inciso XLIII do art. 5º da Constituição Federal, disciplinando o 
terrorismo, tratando de disposições investigatórias e 
processuais e reformulando o conceito de organização terrorista. 
 
Observação: A prisão temporária também é cabível para os 
CrimesHediondos ou Equiparados, previstos na Lei nº 8.072, 
de 25 de julho de 1990. 
 
Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo 
Juiz, em face da representação da autoridade policial ou 
de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 
(cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de 
extrema e comprovada necessidade. 
§ 1° Na hipótese de representação da autoridade 
policial, o Juiz, antes de decidir, ouvirá o Ministério 
Público. 
§ 2° O despacho que decretar a prisão temporária 
deverá ser fundamentado e prolatado dentro do prazo de 
24 (vinte e quatro) horas, contadas a partir do 
recebimento da representação ou do requerimento. 
§ 3° O Juiz poderá, de ofício, ou a requerimento do 
Ministério Público e do Advogado, determinar que o preso 
lhe seja apresentado, solicitar informações e 
esclarecimentos da autoridade policial e submetê-lo a 
exame de corpo de delito. 
§ 4° Decretada a prisão temporária, expedir-se-á 
mandado de prisão, em 2 (duas) vias, uma das quais 
será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa. 
§ 4º-A O mandado de prisão conterá 
necessariamente o período de duração da prisão 
temporária estabelecido no caput deste artigo, bem como 
o dia em que o preso deverá ser libertado. (2019) 
§ 5° A prisão somente poderá ser executada depois 
da expedição de mandado judicial. 
§ 6° Efetuada a prisão, a autoridade policial 
informará o preso dos direitos previstos no art. 5° da 
Constituição Federal. 
§ 7º Decorrido o prazo contido no mandado de 
prisão, a autoridade responsável pela custódia deverá, 
independentemente de nova ordem da autoridade judicial, 
pôr imediatamente o preso em liberdade, salvo se já tiver 
sido comunicada da prorrogação da prisão temporária ou 
da decretação da prisão preventiva. (2019) 
§ 8º Inclui-se o dia do cumprimento do mandado 
de prisão no cômputo do prazo de prisão temporária. 
(2019) 
 
Art. 3° Os presos temporários deverão 
permanecer, obrigatoriamente, separados dos demais 
detentos. 
 
Art. 4° O art. 4° da Lei n° 4.898, de 9 de dezembro 
de 1965, fica acrescido da alínea i, com a seguinte 
redação: 
"Art. 4° ............................................................... 
i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou 
de medida de segurança, deixando de expedir em tempo 
oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de 
liberdade;" 
 
Art. 5° Em todas as comarcas e seções judiciárias 
haverá um plantão permanente de 24 (vinte e quatro) 
horas do Poder Judiciário e do Ministério Público para 
apreciação dos pedidos de prisão temporária. 
 
 
 
 
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TÍTULO III 
Da Organização do Estado 
CAPÍTULO I 
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 
Art. 18. A organização político-administrativa da 
República Federativa do Brasil compreende a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos 
autônomos, nos termos desta Constituição. 
§ 1º Brasília é a Capital Federal. 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e 
sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao 
Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, 
subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a 
outros, ou formarem novos Estados ou Territórios 
Federais, mediante aprovação da população diretamente 
interessada, através de plebiscito, e do Congresso 
Nacional, por lei complementar. 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o 
desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei 
estadual, dentro do período determinado por Lei 
Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, 
mediante plebiscito, às populações dos Municípios 
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade 
Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 
 
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: 
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, 
subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou 
manter com eles ou seus representantes relações de 
dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a 
colaboração de interesse público; 
II - recusar fé aos documentos públicos; 
III - criar distinções entre brasileiros ou 
preferências entre si. 
 
CAPÍTULO II 
DA UNIÃO 
Art. 20. São bens da União: 
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe 
vierem a ser atribuídos; 
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa 
das fronteiras, das fortificações e construções militares, 
das vias federais de comunicação e à preservação 
ambiental, definidas em lei; 
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água 
em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um 
Estado, sirvam de limites com outros países, ou se 
estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem 
como os terrenos marginais e as praias fluviais; 
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas 
limítrofes com outros países; as praias marítimas; as 
ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as 
que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas 
áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental 
federal, e as referidas no art. 26, II; 
V - os recursos naturais da plataforma continental e 
da zona econômica exclusiva; 
VI - o mar territorial; 
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos; 
VIII - os potenciais de energia hidráulica; 
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios 
arqueológicos e pré-históricos; 
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos 
índios. 
§ 1º É assegurada, nos termos da lei, à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a 
participação no resultado da exploração de petróleo ou 
gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de 
energia elétrica e de outros recursos minerais no 
respectivo território, plataforma continental, mar territorial 
ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira 
por essa exploração. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 102, de 2019) 
§ 2º A faixa de até 150 (cento e cinquenta) 
quilômetros de largura, ao longo das fronteiras 
terrestres, designada como faixa de fronteira, é 
considerada fundamental para defesa do território 
nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em 
lei. 
As competências são atribuídas de acordo com o critério da 
predominância do interesse. 
Art. 21. Compete à União: (Competência material - 
exclusiva - indelegável) 
I - manter relações com Estados estrangeiros e 
participar de organizações internacionais; 
II - declarar a guerra e celebrar a paz; 
III - assegurar a defesa nacional; 
IV - permitir, nos casos previstos em lei 
complementar, que forças estrangeiras transitem pelo 
território nacional ou nele permaneçam temporariamente; 
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e 
a intervenção federal; (Elementos de estabilização 
constitucional) 
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio 
de material bélico; 
STF: É inconstitucional lei estadual que autoriza a utilização de 
armasde fogo apreendidas pelas polícias civil e militar, pois a 
competência exclusiva da União para legislar sobre material 
bélico, complementada pela competência para autorizar e 
fiscalizar a produção de material bélico, abrange a disciplina 
sobre a destinação de armas apreendidas e em situação 
irregular. 
VII - emitir moeda; 
VIII - administrar as reservas cambiais do País e 
fiscalizar as operações de natureza financeira, 
especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem 
como as de seguros e de previdência privada; 
Constituição da República Federativa 
do Brasil de 1988 
 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art1
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
STF: É inconstitucional lei estadual que estabeleça a 
obrigatoriedade de utilização, pelas agências bancárias, de 
equipamento que atesta a autenticidade de cédulas. 
IX - elaborar e executar planos nacionais e 
regionais de ordenação do território e de desenvolvimento 
econômico e social; 
X - manter o serviço postal e o correio aéreo 
nacional; 
XI - explorar, diretamente ou mediante 
autorização, concessão ou permissão, os serviços de 
telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a 
organização dos serviços, a criação de um órgão 
regulador e outros aspectos institucionais; 
STF: É inconstitucional lei estadual que obriga empresas de 
telefonia móvel a instalarem equipamentos de bloqueio do 
serviço de celular em presídio. 
STF: É inconstitucional lei estadual ou distrital que proíba as 
empresas de telecomunicações de cobrarem taxas para a 
instalação do segundo ponto de acesso à internet. 
XII - explorar, diretamente ou mediante 
autorização, concessão ou permissão: 
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e 
imagens; 
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o 
aproveitamento energético dos cursos de água, em 
articulação com os Estados onde se situam os potenciais 
hidroenergéticos; 
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-
estrutura aeroportuária; 
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário 
entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que 
transponham os limites de Estado ou Território; 
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual 
e internacional de passageiros; 
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; 
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o 
Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a 
Defensoria Pública dos Territórios; 
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia 
penal, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do 
Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira 
ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, 
por meio de fundo próprio; (2019) 
STF: Súmula vinculante 39 – Compete privativamente à União 
legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e 
militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. 
XV - organizar e manter os serviços oficiais de 
estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito 
nacional; 
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, 
de diversões públicas e de programas de rádio e 
televisão; 
XVII - conceder anistia; 
XVIII - planejar e promover a defesa permanente 
contra as calamidades públicas, especialmente as secas 
e as inundações; 
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento 
de recursos hídricos e definir critérios de outorga de 
direitos de seu uso; 
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento 
urbano, inclusive habitação, saneamento básico e 
transportes urbanos; 
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o 
sistema nacional de viação; 
XXII - executar os serviços de polícia marítima, 
aeroportuária e de fronteiras; 
Compete à Polícia Federal exercer as funções de polícia 
marítima, aeroportuária e de fronteiras. 
XXIII - explorar os serviços e instalações 
nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio 
estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e 
reprocessamento, a industrialização e o comércio de 
minérios nucleares e seus derivados, atendidos os 
seguintes princípios e condições: 
a) toda atividade nuclear em território nacional 
somente será admitida para fins pacíficos e mediante 
aprovação do Congresso Nacional; 
b) sob regime de permissão, são autorizadas a 
comercialização e a utilização de radioisótopos para 
pesquisa e uso agrícolas e industriais; (2022) 
c) sob regime de permissão, são autorizadas a 
produção, a comercialização e a utilização de 
radioisótopos para pesquisa e uso médicos; (2022) 
d) a responsabilidade civil por danos nucleares 
independe da existência de culpa; (Teoria do risco integral do 
Estado) 
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do 
trabalho; 
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o 
exercício da atividade de garimpagem, em forma 
associativa. 
XXVI - organizar e fiscalizar a proteção e o 
tratamento de dados pessoais, nos termos da lei. (2022) 
 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar 
sobre: (Competência legislativa – privativa - delegável) 
I - direito civil, comercial, penal, processual, 
eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do 
trabalho; (Memorize: CAPACETE PM) 
STF: Súmula vinculante 46 - A definição dos crimes de 
responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de 
processo e julgamento são da competência legislativa privativa 
da união. 
II - desapropriação; 
III - requisições civis e militares, em caso de 
iminente perigo e em tempo de guerra; 
IV - águas, energia, informática, telecomunicações 
e radiodifusão; 
V - serviço postal; 
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e 
garantias dos metais; 
VII - política de crédito, câmbio, seguros e 
transferência de valores; 
VIII - comércio exterior e interestadual; 
IX - diretrizes da política nacional de transportes; 
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, 
marítima, aérea e aeroespacial; 
XI - trânsito e transporte; 
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e 
metalurgia; 
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização; 
XIV - populações indígenas; 
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e 
expulsão de estrangeiros; 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art21xxiiib.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art21xxiiic.0
 
 
 
60 
É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
XVI - organização do sistema nacional de emprego 
e condições para o exercício de profissões; 
XVII - organização judiciária, do Ministério Público 
do Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria 
Pública dos Territórios, bem como organização 
administrativa destes; 
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de 
geologia nacionais; 
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia 
da poupança popular; 
XX - sistemas de consórcios e sorteios; 
STF: Súmula Vinculante 2 - É inconstitucional a lei ou ato 
normativo Estadual ou Distrital que disponha sobre sistemas de 
consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias. 
XXI - normas gerais de organização, efetivos, 
material bélico, garantias, convocação, mobilização, 
inatividades e pensões das polícias militares e dos 
corpos de bombeiros militares. (2019) 
XXII - competência da polícia federal e das 
polícias rodoviária e ferroviária federais; 
XXIII - seguridade social; 
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional; 
XXV - registros públicos; 
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza; 
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, 
em todasas modalidades, para as administrações 
públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o 
disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e 
sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 
1°, III; 
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, 
defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; 
XXIX - propaganda comercial. 
XXX - proteção e tratamento de dados 
pessoais. (2022) 
STF: Súmula Vinculante 39 - Compete privativamente à União 
legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e 
militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. 
STF: Súmula 647 - Compete privativamente à União legislar 
sobre vencimentos dos membros das polícias civil e militar do 
Distrito Federal. 
STJ: Súmula 19 - A fixação do horário bancário, para 
atendimento ao público, é da competência da União. 
Parágrafo único. Lei complementar poderá 
autorizar os Estados a legislar sobre questões 
específicas das matérias relacionadas neste artigo. 
 
Art. 23. É competência comum da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: 
(Competência material – Comum) 
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das 
instituições democráticas e conservar o patrimônio 
público; 
II - cuidar da saúde e assistência pública, da 
proteção e garantia das pessoas portadoras de 
deficiência; 
III - proteger os documentos, as obras e outros 
bens de valor histórico, artístico e cultural, os 
monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios 
arqueológicos; 
IV - impedir a evasão, a destruição e a 
descaracterização de obras de arte e de outros bens de 
valor histórico, artístico ou cultural; 
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à 
educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à 
inovação; 
VI - proteger o meio ambiente e combater a 
poluição em qualquer de suas formas; 
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; 
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar 
o abastecimento alimentar; 
IX - promover programas de construção de 
moradias e a melhoria das condições habitacionais e de 
saneamento básico; 
X - combater as causas da pobreza e os fatores de 
marginalização, promovendo a integração social dos 
setores desfavorecidos; 
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as 
concessões de direitos de pesquisa e exploração de 
recursos hídricos e minerais em seus territórios; 
XII - estabelecer e implantar política de educação 
para a segurança do trânsito. 
Parágrafo único. Leis complementares fixarão 
normas para a cooperação entre a União e os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o 
equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito 
nacional. 
 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao 
Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
(Competência legislativa - Concorrente) 
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, 
econômico e urbanístico; 
II - orçamento; 
III - juntas comerciais; 
IV - custas dos serviços forenses; 
V - produção e consumo; 
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da 
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, 
proteção do meio ambiente e controle da poluição; 
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, 
artístico, turístico e paisagístico; 
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, 
ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico; 
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, 
tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação; 
X - criação, funcionamento e processo do juizado 
de pequenas causas; 
XI - procedimentos em matéria processual; 
XII - previdência social, proteção e defesa da 
saúde; 
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; 
XIV - proteção e integração social das pessoas 
portadoras de deficiência; 
XV - proteção à infância e à juventude; 
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das 
polícias civis. 
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a 
competência da União limitar-se-á a estabelecer normas 
gerais. 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
§ 2º A competência da União para legislar sobre 
normas gerais não exclui a competência suplementar 
dos Estados. 
§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os 
Estados exercerão a competência legislativa plena, 
para atender a suas peculiaridades. 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas 
gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for 
contrário. 
 
CAPÍTULO III 
DOS ESTADOS FEDERADOS 
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas 
Constituições e leis que adotarem, observados os 
princípios desta Constituição. 
§ 1º São reservadas aos Estados as 
competências que não lhes sejam vedadas por esta 
Constituição. (Competência residual) 
§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou 
mediante concessão, os serviços locais de gás 
canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida 
provisória para a sua regulamentação. 
§ 3º Os Estados poderão, mediante lei 
complementar, instituir regiões metropolitanas, 
aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas 
por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a 
organização, o planejamento e a execução de funções 
públicas de interesse comum. 
 
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: 
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, 
emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na 
forma da lei, as decorrentes de obras da União; 
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que 
estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio 
da União, Municípios ou terceiros; 
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à 
União; 
IV - as terras devolutas não compreendidas entre 
as da União. 
 
Art. 27. O número de Deputados à Assembleia 
Legislativa corresponderá ao triplo da representação do 
Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número 
de 36 (trinta e seis), será acrescido de tantos quantos 
forem os Deputados Federais acima de 12 (doze). 
§ 1º Será de 4 (quatro) anos o mandato dos 
Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras desta 
Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, 
imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, 
impedimentos e incorporação às Forças Armadas. 
§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será 
fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, na 
razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele 
estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, 
observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, 
II, 153, III, e 153, § 2º, I. 
§ 3º Compete às Assembleias Legislativas dispor 
sobre seu regimento interno, polícia e serviços 
administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos 
cargos. 
§ 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no 
processo legislativo estadual. 
 
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-
Governador de Estado, para mandato de 4 (quatro) 
anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em 
primeiro turno, e no último domingo de outubro, em 
segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término 
do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em 
6 de janeiro do ano subsequente, observado, quanto ao 
mais, o disposto no art. 77 desta Constituição. (2021) 
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir 
outro cargo ou função na administração pública direta ou 
indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso 
público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V. 
§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-
Governador e dos Secretários de Estado serão fixados 
por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, observado 
o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 
153, § 2º, I. 
 
CAPÍTULO IV 
Dos Municípios 
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, 
votada em 2 (dois) turnos, com ointerstício mínimo de 10 
(dez) dias, e aprovada por 2/3 (dois terços) dos membros 
da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os 
princípios estabelecidos nesta Constituição, na 
Constituição do respectivo Estado e os seguintes 
preceitos: 
I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos 
Vereadores, para mandato de 4 (quatro) anos, mediante 
pleito direto e simultâneo realizado em todo o País; 
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada 
no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao 
término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as 
regras do art. 77, no caso de Municípios com mais de 
200.000 (duzentos mil) eleitores; 
III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º 
de janeiro do ano subsequente ao da eleição; 
IV - para a composição das Câmaras Municipais, 
será observado o limite máximo de: 
a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 
15.000 (quinze mil) habitantes; 
 b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais 
de 15.000 (quinze mil) habitantes e de até 30.000 (trinta 
mil) habitantes; 
 c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais 
de 30.000 (trinta mil) habitantes e de até 50.000 
(cinquenta mil) habitantes; 
d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais 
de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 
(oitenta mil) habitantes; 
e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120.000 
(cento e vinte mil) habitantes; 
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 120.000 (cento e vinte mil) habitantes e de até 
160.000 (cento sessenta mil) habitantes; 
g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de 
até 300.000 (trezentos mil) habitantes; 
h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de até 
450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes; 
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) 
habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes; 
j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 600.000 (seiscentos mil) habitantes e de até 
750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes; 
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes e 
de até 900.000 (novecentos mil) habitantes; 
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 900.000 (novecentos mil) habitantes e de até 
1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes; 
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes 
e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) 
habitantes; 
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes 
e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta 
mil) habitantes; 
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 
1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) 
habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos 
mil) habitantes; 
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de 
mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) 
habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos 
mil) habitantes; 
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios 
de mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) 
habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e 
quatrocentos mil) habitantes; 
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios 
de mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) 
habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de 
habitantes; 
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos 
Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões) de 
habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de 
habitantes; 
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios 
de mais de 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e de 
até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes; 
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos 
Municípios de mais de 5.000.000 (cinco milhões) de 
habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de 
habitantes; 
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios 
de mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de 
até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes; 
w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos 
Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões) de 
habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de 
habitantes; e 
x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos 
Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões) de 
habitantes; 
V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos 
Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da 
Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, 
XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas 
respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para 
a subsequente, observado o que dispõe esta 
Constituição, observados os critérios estabelecidos na 
respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: 
a) em Municípios de até dez mil habitantes, o 
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a vinte 
por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; 
b) em Municípios de dez mil e um a cinquenta mil 
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a trinta por cento do subsídio dos 
Deputados Estaduais; 
c) em Municípios de cinquenta mil e um a cem mil 
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos 
Deputados Estaduais; 
d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil 
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a cinquenta por cento do subsídio dos 
Deputados Estaduais; 
e) em Municípios de trezentos mil e um a 
quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos 
Vereadores corresponderá a sessenta por cento do 
subsídio dos Deputados Estaduais; 
f) em Municípios de mais de quinhentos mil 
habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio 
dos Deputados Estaduais; 
VII - o total da despesa com a remuneração dos 
Vereadores não poderá ultrapassar o montante de 5% 
(cinco por cento) da receita do Município; 
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas 
opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na 
circunscrição do Município; 
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício 
da vereança, similares, no que couber, ao disposto nesta 
Constituição para os membros do Congresso Nacional e 
na Constituição do respectivo Estado para os membros da 
Assembleia Legislativa; 
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de 
Justiça; 
XI - organização das funções legislativas e 
fiscalizadoras da Câmara Municipal; 
XII - cooperação das associações representativas 
no planejamento municipal; 
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de 
interesse específico do Município, da cidade ou de 
bairros, através de manifestação de, pelo menos, 5% 
(cinco por cento) do eleitorado; 
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos 
do art. 28, parágrafo único. 
 
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo 
Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e os 
demais gastos com pessoal inativo e pensionistas, não 
poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao 
somatório da receita tributária e das transferências 
previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159 desta 
Constituição, efetivamente realizado no exercício anterior: 
(2021) 
I - 7% (sete por cento) para Municípios com 
população de até 100.000 (cem mil) habitantes; 
II - 6% (seis por cento) para Municípios com 
população entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos 
mil) habitantes; 
 
 
 
63 
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III - 5% (cinco por cento) para Municípios com 
população entre 300.001 (trezentos mil e um) e 500.000 
(quinhentos mil) habitantes; 
IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por 
cento) para Municípios com população entre 500.001 
(quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de 
habitantes; 
V - 4% (quatro por cento) para Municípios com 
população entre 3.000.001 (três milhões e um) e 
8.000.000 (oito milhões) de habitantes; 
VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) 
para Municípios com população acima de 8.000.001 (oito 
milhões e um) habitantes. 
§ 1o A Câmara Municipal não gastará mais de 
setenta por cento de sua receita com folha de pagamento, 
incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. 
§ 2o Constitui crime de responsabilidade do 
Prefeito Municipal: 
I - efetuar repasse que supere os limites definidos 
neste artigo; 
II - não enviar o repasse até o dia 20 (vinte) de 
cada mês; ou 
III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada 
na Lei Orçamentária. 
§ 3o Constitui crime de responsabilidade do 
Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 
1o deste artigo. 
 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
II - suplementar a legislação federal e a estadual no 
que couber; 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua 
competência, bem como aplicar suas rendas, sem 
prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar 
balancetes nos prazos fixados em lei; 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a 
legislação estadual; 
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime 
de concessão ou permissão, os serviços públicos de 
interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem 
caráter essencial; 
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira 
da União e do Estado, programas de educação infantil e 
de ensino fundamental; 
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira 
da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde 
da população; 
VIII - promover, no que couber, adequado 
ordenamento territorial, mediante planejamento e controle 
do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; 
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-
cultural local, observada a legislação e a ação 
fiscalizadora federal e estadual. 
STF: Súmula vinculante 38 - É competente o Município para 
fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. 
STF: Súmula vinculante 49 - Ofende o princípio da livre 
concorrência lei municipal que impede a instalação de 
estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada 
área. 
STF: Súmula 419 - Os municípios têm competência para regular 
o horário do comércio local, desde que não infrinjam leis 
estaduais ou federais válidas. 
STF: Súmula 614 - Somente o Procurador-Geral da Justiça tem 
legitimidade para propor ação direta interventiva por 
inconstitucionalidade de Lei Municipal. 
STF: Súmula 645 - É competente o Município para fixar o horário 
de funcionamento de estabelecimento comercial. 
STF: Súmula 646 - Ofende o princípio da livre concorrência lei 
municipal que impede a instalação de estabelecimentos 
comerciais do mesmo ramo em determinada área. 
STF: O município é competente para, dispondo sobre segurança 
de sua população, impor a estabelecimentos bancários a 
obrigação de instalarem portas eletrônicas, como detector de 
metais, travamento e retorno automático e vidros à prova de 
balas. 
 
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida 
pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle 
externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder 
Executivo Municipal, na forma da lei. 
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será 
exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos 
Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais 
de Contas dos Municípios, onde houver. 
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão 
competente sobre as contas que o Prefeito deve 
anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão 
de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 
§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante 60 
(sessenta) dias, anualmente, à disposição de qualquer 
contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá 
questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. 
§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou 
órgãos de Contas Municipais. 
 
CAPÍTULO V 
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
Seção I 
DO DISTRITO FEDERAL 
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em 
Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em 2 
(dois) turnos com interstício mínimo de 10 (dez) dias, e 
aprovada por 2/3 (dois terços) da Câmara Legislativa, que 
a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta 
Constituição. 
§ 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as 
competências legislativas reservadas aos Estados e 
Municípios. 
§ 2º A eleição do Governador e do Vice-
Governador, observadas as regras do art. 77, e dos 
Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e 
Deputados Estaduais, para mandato de igual duração. 
§ 3º Aos Deputados Distritais e à Câmara 
Legislativa aplica-se o disposto no art. 27. 
§ 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo 
Governo do Distrito Federal, da polícia civil, da polícia 
penal, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar. 
(2019) 
STF: Súmula 642 - Não cabe ação direta de 
inconstitucionalidade de lei do Distrito Federal derivada da sua 
competência legislativa municipal. 
 
Seção II 
DOS TERRITÓRIOS 
Art. 33. A lei disporá sobre a organização 
administrativa e judiciária dos Territórios. 
 
 
 
64 
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§ 1º Os Territórios poderão ser divididos em 
Municípios, aos quais se aplicará, no que couber, o 
disposto no Capítulo IV deste Título. 
§ 2º As contas do Governo do Território serão 
submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio 
do Tribunal de Contas da União. 
§ 3º Nos Territórios Federais com mais de 100.000 
(cem mil) habitantes, além do Governador nomeado na 
forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de 
primeira e segunda instância, membros do Ministério 
Público e defensores públicos federais; a lei disporá sobre 
as eleições para a Câmara Territorial e sua competência 
deliberativa. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
02_____________________________________ 
03_____________________________________ 
04_____________________________________ 
05_____________________________________ 
06_____________________________________ 
07_____________________________________ 
08_____________________________________ 
09_____________________________________ 
10_____________________________________ 
11_____________________________________ 
12_____________________________________ 
13_____________________________________ 
14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
 
PARTE ESPECIAL 
TÍTULO I 
DOS CRIMES CONTRA A PESSOA 
CAPÍTULO I 
DOS CRIMES CONTRA A VIDA 
 Homicídio simples 
 Art. 121. Matar alguém: 
 Pena - reclusão, de seis a vinte anos. 
 Caso de diminuição de pena 
 § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo 
de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de 
violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação 
da vítima, o juiz pode reduzir a pena de 1/6 a 1/3 (um 
sexto a um terço).(Homicídio Privilegiado) 
Não confunda Domínio de violenta emoção (Causa de 
diminuição da pena) com Influência de violenta emoção 
(Atenuante prevista no art. 65, III, c, do CP). 
 Homicídio qualificado 
 § 2° Se o homicídio é cometido: 
 I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou 
por outro motivo torpe; (Homicídio mercenário) 
 II - por motivo fútil; 
 III - com emprego de veneno,fogo, explosivo, asfixia, 
tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa 
resultar perigo comum; 
 IV - à traição, de emboscada, ou mediante 
dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne 
impossível a defesa do ofendido; 
 V - para assegurar a execução, a ocultação, a 
impunidade ou vantagem de outro crime: 
 Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
Feminicídio 
VI - contra a mulher por razões da condição de 
sexo feminino: 
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 
142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema 
prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no 
exercício da função ou em decorrência dela, ou contra 
seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 
terceiro grau, em razão dessa condição: (Homicídio 
funcional) 
VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito 
ou proibido: (2019) 
Homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos 
IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (2022 - “Lei 
Henry Borel”) 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
§ 2o-A Considera-se que há razões de condição de 
sexo feminino quando o crime envolve: 
I - violência doméstica e familiar; 
II - menosprezo ou discriminação à condição de 
mulher. 
§ 2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 
(quatorze) anos é aumentada de: (2022 - “Lei Henry Borel”) 
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é 
pessoa com deficiência ou com doença que implique o 
aumento de sua vulnerabilidade; (2022 - “Lei Henry Borel”) 
II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, 
padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, 
tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por 
qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. (2022 - “Lei 
Henry Borel”) 
 Homicídio culposo 
 § 3º Se o homicídio é culposo: 
 Pena - detenção, de um a três anos. 
 Aumento de pena 
 § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 
1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de 
regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente 
deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura 
diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar 
prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é 
aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado 
contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 
(sessenta) anos. 
Decreto-Lei nº 2.848 / 1940 
Código Penal 
 
 
 
65 
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 § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz 
poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da 
infração atingirem o próprio agente de forma tão grave 
que a sanção penal se torne desnecessária. (Perdão 
Judicial) 
 § 6o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a 
metade se o crime for praticado por milícia privada, sob 
o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por 
grupo de extermínio. 
§ 7o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 
(um terço) até a metade se o crime for praticado: 
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses 
posteriores ao parto; 
II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com 
deficiência ou com doenças degenerativas que acarretem 
condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; 
(2022 - “Lei Henry Borel”) 
III - na presença física ou virtual de descendente 
ou de ascendente da vítima; (2018) 
IV - em descumprimento das medidas protetivas 
de urgência previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 
22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. (2018) 
 
 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a 
automutilação (2019) 
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se 
ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio 
material para que o faça: (2019) 
Induzir é inspirar a vontade, fazer surgir a ideia; 
Instigar é reforçar uma vontade preconcebida; 
Auxiliar materialmente é ajudar a vítima a praticar o ato, a 
exemplo de entregar uma arma sabendo da finalidade a ser 
empregada. 
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de 
suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou 
gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste 
Código: (2019) 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. 
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da 
automutilação resulta morte: (2019) 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 
§ 3º A pena é duplicada: (2019) 
I - se o crime é praticado por motivo egoístico, 
torpe ou fútil; 
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por 
qualquer causa, a capacidade de resistência. 
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a 
conduta é realizada por meio da rede de computadores, 
de rede social ou transmitida em tempo real. (2019) 
§ 5º Aumenta-se a pena em metade se o agente 
é líder ou coordenador de grupo ou de rede virtual. 
(2019) 
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo 
resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é 
cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra 
quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o 
necessário discernimento para a prática do ato, ou que, 
por qualquer outra causa, não pode oferecer 
resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 
2º do art. 129 deste Código. (2019) 
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é 
cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra 
quem não tem o necessário discernimento para a 
prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não 
pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime 
de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. (2019) 
 
 Infanticídio 
 Art. 123 - Matar, sob a influência do estado 
puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: 
 Pena - detenção, de dois a seis anos. 
Estado puerperal são sintomas fisiológicos que, iniciados com o 
parto, acometem a mulher, podendo levá-la, dependendo do grau 
de perturbação emocional, a matar o próprio filho. 
Alex Salim, Marcelo André de Azevedo, Direito Penal 
 
 Aborto provocado pela gestante ou com seu 
consentimento 
 Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir 
que outrem lhe provoque: 
 Pena - detenção, de um a três anos. 
Aborto de feto anencéfalo: O STF, ao jugar a ADPF 54, 
considerou que a antecipação terapêutica de parto nos casos de 
feto anencéfalo não tipifica crime de aborto. 
 
 Aborto provocado por terceiro 
 Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da 
gestante: 
 Pena - reclusão, de três a dez anos. 
 
 Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da 
gestante: 
 Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
 Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, 
se a gestante não é maior de 14 (quatorze) anos, ou é 
alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido 
mediante fraude, grave ameaça ou violência 
 
 Forma qualificada 
 Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos 
anteriores são aumentadas de 1/3 (um terço), se, em 
consequência do aborto ou dos meios empregados para 
provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza 
grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, 
lhe sobrevém a morte. 
 
 Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por 
médico: 
 Aborto necessário (Aborto Terapêutico) 
 I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; 
 Aborto no caso de gravidez resultante de estupro 
(Aborto sentimental, humanitário) 
 II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é 
precedido de consentimento da gestante ou, quando 
incapaz, de seu representante legal. 
 
CAPÍTULO II 
DAS LESÕES CORPORAIS 
 Lesão corporal (LEVE) 
 Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde 
de outrem: 
 Pena - detenção, de três meses a um ano. 
 Lesão corporal de naturezagrave 
 § 1º Se resulta: (GRAVE) 
 I - Incapacidade para as ocupações habituais, por 
mais de 30 (trinta) dias; 
 II - perigo de vida; 
 III - debilidade permanente de membro, sentido ou 
função; 
 IV - aceleração de parto: 
 Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
 § 2° Se resulta: (GRAVÍSSIMA) 
 I - Incapacidade permanente para o trabalho; 
 II - enfermidade incurável; 
 
 
 
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 III perda ou inutilização do membro, sentido ou 
função; 
 IV - deformidade permanente; 
 V – aborto; 
O aborto do inciso V, para incidir como qualificadora, deverá 
ocorrer a título de culpa, configurando crime preterdoloso. 
 Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
 Lesão corporal seguida de morte 
 § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam 
que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco 
de produzi-lo: 
 Pena - reclusão, de quatro a doze anos. (Crime 
preterdoloso) 
 Diminuição de pena 
 § 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo 
de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de 
violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação 
da vítima, o juiz pode reduzir a pena de 1/6 a 1/3 (um 
sexto a um terço). 
 Substituição da pena 
 § 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda 
substituir a pena de detenção pela de multa, de 
duzentos mil réis a dois contos de réis: 
 I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo 
anterior; 
 II - se as lesões são recíprocas. 
 Lesão corporal culposa 
 § 6° Se a lesão é culposa: 
 Pena - detenção, de dois meses a um ano. 
 Aumento de pena 
 § 7o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer 
qualquer das hipóteses dos §§ 4o e 6o do art. 121 deste 
Código. 
 § 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do 
art. 121 
 Violência Doméstica 
 § 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, 
descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com 
quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, 
prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de 
coabitação ou de hospitalidade: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 
Qualificadora referente a lesões corporais leves advindas de 
violência doméstica. 
--------------------------------------------------------------------------------------- 
STJ: Súmula 542 - A ação penal relativa ao crime de lesão 
corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é 
pública incondicionada. 
 § 10. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo, 
se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo, 
aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). 
 § 11. Na hipótese do § 9o deste artigo, a pena será 
aumentada de 1/3 (um terço) se o crime for cometido 
contra pessoa portadora de deficiência. 
 § 12. Se a lesão for praticada contra autoridade ou 
agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição 
Federal, integrantes do sistema prisional e da Força 
Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou 
em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro 
ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão 
dessa condição, a pena é aumentada de 1/3 a 2/3 (um a 
dois terços). 
§ 13. Se a lesão for praticada contra a mulher, por 
razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 2º-
A do art. 121 deste Código: (2021) 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro anos). (2021) 
 
CAPÍTULO III 
DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE 
 Perigo de contágio venéreo 
 Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações 
sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia 
venérea, de que sabe ou deve saber que está 
contaminado: 
 Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 
 § 1º - Se é intenção do agente transmitir a moléstia: 
 Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
 § 2º - Somente se procede mediante representação. 
 
 Perigo de contágio de moléstia grave 
 Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a outrem 
moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de 
produzir o contágio: 
 Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
 
 Perigo para a vida ou saúde de outrem 
 Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a 
perigo direto e iminente: 
 Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato 
não constitui crime mais grave. 
 Parágrafo único. A pena é aumentada de 1/6 a 1/3 
(um sexto a um terço) se a exposição da vida ou da saúde 
de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para 
a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer 
natureza, em desacordo com as normas legais. 
 
 Abandono de incapaz 
 Art. 133 - Abandonar pessoa que está sob seu 
cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer 
motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do 
abandono: (Crime próprio) 
 Pena - detenção, de seis meses a três anos. 
 § 1º - Se do abandono resulta lesão corporal de 
natureza grave: 
 Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
 § 2º - Se resulta a morte: 
 Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
 Aumento de pena 
 § 3º - As penas cominadas neste artigo aumentam-
se de 1/3 (um terço): 
 I - se o abandono ocorre em lugar ermo; 
 II - se o agente é ascendente ou descendente, 
cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima. 
 III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos 
 
 Exposição ou abandono de recém-nascido 
 Art. 134 - Expor ou abandonar recém-nascido, para 
ocultar desonra própria: 
 Pena - detenção, de seis meses a dois anos. 
 § 1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza 
grave: 
 Pena - detenção, de um a três anos. 
 § 2º - Se resulta a morte: 
 Pena - detenção, de dois a seis anos. 
 
 Omissão de socorro 
 Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando 
possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada 
ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao 
desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, 
nesses casos, o socorro da autoridade pública: (Crime 
omissivo próprio) 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=%28sumula%20adj1%20%27542%27%29.sub.#TIT1TEMA0
http://www.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=%28sumula%20adj1%20%27542%27%29.sub.#TIT1TEMA0
http://www.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=%28sumula%20adj1%20%27542%27%29.sub.#TIT1TEMA0
 
 
 
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 Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
 Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, 
se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, 
e triplicada, se resulta a morte. 
 
 Condicionamento de atendimento médico-
hospitalar emergencial 
 Art. 135-A. Exigir cheque-caução, nota promissória 
ou qualquer garantia, bem como o preenchimento prévio 
de formulários administrativos, como condição para o 
atendimento médico-hospitalar emergencial: 
 Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e 
multa. 
 Parágrafo único. A pena é aumentada até o dobro 
se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de 
natureza grave, e até o triplo se resulta a morte. 
 
 Maus-tratos 
 Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de 
pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim 
de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer 
privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, 
quer sujeitando-aa trabalho excessivo ou inadequado, 
quer abusando de meios de correção ou disciplina: 
 Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa. 
 § 1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza 
grave: 
 Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
 § 2º - Se resulta a morte: 
 Pena - reclusão, de quatro a doze anos. 
 § 3º - Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço), se o 
crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) 
anos. 
 
CAPÍTULO IV 
DA RIXA 
 Rixa 
 Art. 137 - Participar de rixa, salvo para separar os 
contendores: 
 Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou 
multa. 
A rixa consiste em briga, com agressões físicas recíprocas, entre 
três ou mais pessoas. 
 Parágrafo único - Se ocorre morte ou lesão 
corporal de natureza grave, aplica-se, pelo fato da 
participação na rixa, a pena de detenção, de seis meses a 
dois anos. 
 
CAPÍTULO V 
DOS CRIMES CONTRA A HONRA 
 Calúnia 
 Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe 
falsamente fato definido como crime: 
Resguarda a honra objetiva, a reputação que a pessoa possui 
perante a sociedade. Caso a imputação seja de fato definido 
como contravenção penal, haverá crime de difamação, e não 
de calúnia. 
 Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e 
multa. 
 § 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a 
imputação, a propala ou divulga. 
 § 2º - É punível a calúnia contra os mortos. 
 Exceção da verdade (Exception veritatis) 
 § 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo: 
 I - se, constituindo o fato imputado crime de ação 
privada, o ofendido não foi condenado por sentença 
irrecorrível; 
 II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas 
indicadas no nº I do art. 141; (Presidente da República ou chefe 
de governo estrangeiro) 
 III - se do crime imputado, embora de ação pública, o 
ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. 
 
 Difamação 
 Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato 
ofensivo à sua reputação: 
Resguarda também a honra objetiva, e não se exige que o fato 
ofensivo seja inverídico para tipificação dessa conduta. 
 Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 
 Exceção da verdade 
 Parágrafo único - A exceção da verdade somente se 
admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é 
relativa ao exercício de suas funções. 
 
 Injúria 
 Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade 
ou o decoro: 
Resguarda a honra subjetiva, a percepção que o indivíduo tem 
de si mesmo e de atributos morais, éticos, intelectuais, físicos. A 
injuria consiste em atribuir qualidades negativas sobre a vítima, 
atingindo sua autoestima. Não se admite exceção da verdade. 
 Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
 § 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: (Perdão 
judicial) 
 I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou 
diretamente a injúria; 
 II - no caso de retorsão imediata, que consista em 
outra injúria. 
 § 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de 
fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se 
considerem aviltantes: (Injúria real) 
 Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, 
além da pena correspondente à violência. 
 § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos 
referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a 
condição de pessoa idosa ou portadora de 
deficiência: (Injúria preconceituosa) 
 Pena - reclusão de um a três anos e multa. 
 
 Disposições comuns 
 Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo 
aumentam-se de 1/3 (um terço), se qualquer dos crimes 
é cometido: 
 I - contra o Presidente da República, ou contra chefe 
de governo estrangeiro; 
 II - contra funcionário público, em razão de suas 
funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da 
Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal; 
(2021) 
 III - na presença de várias pessoas, ou por meio que 
facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da 
injúria. 
 IV - contra criança, adolescente, pessoa maior de 
60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, exceto 
na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código. 
(2022 - “Lei Henry Borel”) 
 § 1º - Se o crime é cometido mediante paga ou 
promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro. 
 § 2º Se o crime é cometido ou divulgado em 
quaisquer modalidades das redes sociais da rede 
mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena. 
(2019) 
 
 Exclusão do crime 
 
 
 
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 Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação 
punível: 
 I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da 
causa, pela parte ou por seu procurador; 
 II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística 
ou científica, salvo quando inequívoca a intenção de 
injuriar ou difamar; 
 III - o conceito desfavorável emitido por funcionário 
público, em apreciação ou informação que preste no 
cumprimento de dever do ofício. 
 Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde 
pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. 
 
 Retratação 
 Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se 
retrata cabalmente da calúnia ou da difamação, fica 
isento de pena. 
 Parágrafo único. Nos casos em que o querelado 
tenha praticado a calúnia ou a difamação utilizando-se de 
meios de comunicação, a retratação dar-se-á, se assim 
desejar o ofendido, pelos mesmos meios em que se 
praticou a ofensa. 
 
 Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se 
infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga 
ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se 
recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá 
satisfatórias, responde pela ofensa. (Pedido de explicações) 
 
 Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capítulo 
somente se procede mediante queixa, salvo quando, no 
caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal. 
 Parágrafo único. Procede-se mediante requisição do 
Ministro da Justiça, no caso do inciso I do caput do art. 
141 deste Código, e mediante representação do ofendido, 
no caso do inciso II do mesmo artigo, bem como no caso 
do § 3o do art. 140 deste Código. 
AÇÃO PENAL NOS CRIMES CONTRA A HONRA 
REGRA: 
-- Ação penal privada 
 
EXCEÇÕES: 
-- Ação penal pública condicionada à requisição do Ministro 
da Justiça: contra o Presidente da República ou chefe de 
governo estrangeiro 
-- Ação penal pública condicionada à representação do 
ofendido: 1. contra funcionário público no exercício de duas 
funções. 2. injúria preconceituosa. 
-- Ação penal pública incondicionada: injúria real, quando da 
violência resulta lesão corporal. 
 
CAPÍTULO VI 
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 
SEÇÃO I 
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL 
 Constrangimento ilegal 
 Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência 
ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por 
qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não 
fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: 
(Crime subsidiário) 
 Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 
 Aumento de pena 
 § 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em 
dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem 
mais de três pessoas, ou há emprego de armas. 
 § 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as 
correspondentes à violência. 
 § 3º - Não se compreendem na disposição deste 
artigo: 
 I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o 
consentimento do paciente ou de seu representante legal, 
se justificada por iminente perigo de vida;II - a coação exercida para impedir suicídio. 
 
 Ameaça 
 Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou 
gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe 
mal injusto e grave: 
 Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
(Crime formal) 
 Parágrafo único - Somente se procede mediante 
representação. 
 
Perseguição 
Art. 147-A. Perseguir alguém, reiteradamente e por 
qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou 
psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção 
ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua 
esfera de liberdade ou privacidade. (2021) 
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa. (2021) 
§ 1º A pena é aumentada de metade se o crime é 
cometido: (2021) 
I – contra criança, adolescente ou idoso; (2021) 
II – contra mulher por razões da condição de sexo 
feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste 
Código; (2021) 
III – mediante concurso de 2 (duas) ou mais 
pessoas ou com o emprego de arma. (2021) 
§ 2º As penas deste artigo são aplicáveis sem 
prejuízo das correspondentes à violência. (2021) 
§ 3º Somente se procede mediante representação. 
(2021) 
 
Violência psicológica contra a mulher (2021) 
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que 
a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou 
que vise a degradar ou a controlar suas ações, 
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, 
chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir 
ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde 
psicológica e autodeterminação: (2021) 
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, 
e multa, se a conduta não constitui crime mais grave. 
(2021) 
 
 Sequestro e cárcere privado 
 Art. 148 - Privar alguém de sua liberdade, mediante 
sequestro ou cárcere privado: (Crime permanente) 
 Pena - reclusão, de um a três anos. 
 § 1º - A pena é de reclusão, de dois a cinco anos: 
 I – se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge 
ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) 
anos; 
 II - se o crime é praticado mediante internação da 
vítima em casa de saúde ou hospital; 
 III - se a privação da liberdade dura mais de quinze 
dias. 
 IV – se o crime é praticado contra menor de 18 
(dezoito) anos; 
 V – se o crime é praticado com fins libidinosos. 
 § 2º - Se resulta à vítima, em razão de maus-tratos 
ou da natureza da detenção, grave sofrimento físico ou 
moral: 
 
 
 
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 Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
 
 Redução a condição análoga à de escravo 
 Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de 
escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a 
jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições 
degradantes de trabalho, quer restringindo, por 
qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida 
contraída com o empregador ou preposto: 
 Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa, além 
da pena correspondente à violência. 
 § 1o Nas mesmas penas incorre quem: 
 I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por 
parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de 
trabalho; 
 II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho 
ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do 
trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho. 
 § 2o A pena é aumentada de metade, se o crime é 
cometido: 
 I – contra criança ou adolescente; 
 II – por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, 
religião ou origem. 
STF: É da Justiça Federal a competência para processar e julgar 
o crime de redução a condição análoga à de escravo. 
 
 Tráfico de Pessoas (2016) 
 Art. 149-A. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, 
transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante 
grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, 
com a finalidade de:(Crime formal) 
I - remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo; 
II - submetê-la a trabalho em condições análogas à 
de escravo; 
III - submetê-la a qualquer tipo de servidão; 
IV - adoção ilegal; ou 
V - exploração sexual. 
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e 
multa. 
§ 1o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a 
metade se: 
I - o crime for cometido por funcionário público no 
exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las; 
II - o crime for cometido contra criança, adolescente 
ou pessoa idosa ou com deficiência; 
III - o agente se prevalecer de relações de 
parentesco, domésticas, de coabitação, de hospitalidade, 
de dependência econômica, de autoridade ou de 
superioridade hierárquica inerente ao exercício de 
emprego, cargo ou função; ou 
IV - a vítima do tráfico de pessoas for retirada do 
território nacional. 
§ 2o A pena é reduzida de 1/3 a 2/3 (um a dois 
terços) se o agente for primário e não integrar 
organização criminosa. 
 
SEÇÃO II 
DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DO 
DOMICÍLIO 
 Violação de domicílio 
 Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina ou 
astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita 
de quem de direito, em casa alheia ou em suas 
dependências: (Crime de mera conduta) 
 Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. 
 § 1º - Se o crime é cometido durante a noite, ou em 
lugar ermo, ou com o emprego de violência ou de arma, 
ou por duas ou mais pessoas: 
 Pena - detenção, de seis meses a dois anos, além 
da pena correspondente à violência. 
 § 2º - Revogado – (2019) 
 § 3º - Não constitui crime a entrada ou permanência 
em casa alheia ou em suas dependências: 
 I - durante o dia, com observância das formalidades 
legais, para efetuar prisão ou outra diligência; 
 II - a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum 
crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. 
 § 4º - A expressão "casa" compreende: 
 I - qualquer compartimento habitado; 
 II - aposento ocupado de habitação coletiva; 
 III - compartimento não aberto ao público, onde 
alguém exerce profissão ou atividade. 
 § 5º - Não se compreendem na expressão "casa": 
 I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra 
habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a restrição do 
n.º II do parágrafo anterior; 
 II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero. 
 
SEÇÃO III 
DOS CRIMES CONTRA A 
INVIOLABILIDADE DE CORRESPONDÊNCIA 
 Violação de correspondência 
 Art. 151 - Devassar indevidamente o conteúdo de 
correspondência fechada, dirigida a outrem: 
 Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
 Sonegação ou destruição de correspondência 
 § 1º - Na mesma pena incorre: 
 I - quem se apossa indevidamente de 
correspondência alheia, embora não fechada e, no todo 
ou em parte, a sonega ou destrói; 
 Violação de comunicação telegráfica, 
radioelétrica ou telefônica 
 II - quem indevidamente divulga, transmite a outrem 
ou utiliza abusivamente comunicação telegráfica ou 
radioelétrica dirigida a terceiro, ou conversação telefônica 
entre outras pessoas; 
 III - quem impede a comunicação ou a conversação 
referidas no número anterior; 
 IV - quem instala ou utiliza estação ou aparelho 
radioelétrico, sem observância de disposição legal. 
 § 2º - As penas aumentam-se de metade, se há 
dano para outrem. 
 § 3º - Se o agente comete o crime, com abuso de 
função em serviço postal, telegráfico, radioelétrico ou 
telefônico: 
 Pena - detenção, de um a três anos. 
 § 4º - Somente se procede mediante representação,salvo nos casos do § 1º, IV, e do § 3º. 
 
 Correspondência comercial 
 Art. 152 - Abusar da condição de sócio ou 
empregado de estabelecimento comercial ou industrial 
para, no todo ou em parte, desviar, sonegar, subtrair ou 
suprimir correspondência, ou revelar a estranho seu 
conteúdo: 
 Pena - detenção, de três meses a dois anos. 
 Parágrafo único - Somente se procede mediante 
representação. 
 
SEÇÃO IV 
DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DOS 
SEGREDOS 
 
 
 
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 Divulgação de segredo 
 Art. 153 - Divulgar alguém, sem justa causa, 
conteúdo de documento particular ou de 
correspondência confidencial, de que é destinatário ou 
detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: 
 Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
 § 1º Somente se procede mediante representação. 
 § 1o-A. Divulgar, sem justa causa, informações 
sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, 
contidas ou não nos sistemas de informações ou banco 
de dados da Administração Pública: 
 Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 § 2o Quando resultar prejuízo para a Administração 
Pública, a ação penal será incondicionada. 
 
 Violação do segredo profissional 
 Art. 154 - Revelar alguém, sem justa causa, segredo, 
de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício 
ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a 
outrem: 
 Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 
 Parágrafo único - Somente se procede mediante 
representação. 
 
Invasão de dispositivo informático 
Art. 154-A. Invadir dispositivo informático de 
uso alheio, conectado ou não à rede de computadores, 
com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou 
informações sem autorização expressa ou tácita do 
usuário do dispositivo ou de instalar vulnerabilidades para 
obter vantagem ilícita: (2021) 
O artigo 154-A foi introduzido através Lei nº 12.737 de 2012, 
conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”. 
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e 
multa. (2021) 
§ 1o Na mesma pena incorre quem produz, 
oferece, distribui, vende ou difunde dispositivo ou 
programa de computador com o intuito de permitir a 
prática da conduta definida no caput. 
§ 2o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) a 2/3 
(dois terços) se da invasão resulta prejuízo econômico. 
(2021) 
§ 3o Se da invasão resultar a obtenção de 
conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, 
segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas, 
assim definidas em lei, ou o controle remoto não 
autorizado do dispositivo invadido: (Qualificadora) 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e 
multa. (2021) 
§ 4o Na hipótese do § 3o, aumenta-se a pena de 
1/3 a 2/3 (um a dois terços) se houver divulgação, 
comercialização ou transmissão a terceiro, a qualquer 
título, dos dados ou informações obtidos. (Majorantes) 
§ 5o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à 
metade se o crime for praticado contra: 
(Majorantes) 
I - Presidente da República, governadores e 
prefeitos; 
II - Presidente do Supremo Tribunal Federal; 
III - Presidente da Câmara dos Deputados, do 
Senado Federal, de Assembleia Legislativa de Estado, da 
Câmara Legislativa do Distrito Federal ou de Câmara 
Municipal; ou 
IV - dirigente máximo da administração direta e 
indireta federal, estadual, municipal ou do Distrito 
Federal. 
 
Ação penal 
Art. 154-B. Nos crimes definidos no art. 154-A, 
somente se procede mediante representação, salvo se o 
crime é cometido contra a administração pública direta ou 
indireta de qualquer dos Poderes da União, Estados, 
Distrito Federal ou Municípios ou contra empresas 
concessionárias de serviços públicos. 
 
 
 
 
01_____________________________________ 
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14_____________________________________ 
15_____________________________________ 
 
 
 
TÍTULO IX 
DA PRISÃO, DAS MEDIDAS CAUTELARES E DA 
LIBERDADE PROVISÓRIA 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 282. As medidas cautelares previstas neste 
Título deverão ser aplicadas observando-se a: (Princípio da 
proporcionalidade) 
I - necessidade para aplicação da lei penal, para a 
investigação ou a instrução criminal e, nos casos 
expressamente previstos, para evitar a prática de 
infrações penais; 
II - adequação da medida à gravidade do crime, 
circunstâncias do fato e condições pessoais do indiciado 
ou acusado. 
Decreto-Lei nº 3.689 / 1941 
Código de Processo Penal 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art154a%C2%A73.p
 
 
 
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É proibido o compartilhamento desse material, ainda que sem fins lucrativos. Registramos “CPF, e-mail e Internet Protocol (IP)” do comprador em nosso site e nos arquivos PDF. 
§ 1o As medidas cautelares poderão ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente. 
§ 2º As medidas cautelares serão decretadas 
pelo juiz a requerimento das partes ou, quando no curso 
da investigação criminal, por representação da autoridade 
policial ou mediante requerimento do Ministério Público. 
(2019) 
§ 3º Ressalvados os casos de urgência ou de 
perigo de ineficácia da medida, o juiz, ao receber o pedido 
de medida cautelar, determinará a intimação da parte 
contrária, para se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias, 
acompanhada de cópia do requerimento e das peças 
necessárias, permanecendo os autos em juízo, e os 
casos de urgência ou de perigo deverão ser justificados e 
fundamentados em decisão que contenha elementos do 
caso concreto que justifiquem essa medida excepcional. 
(2019) 
§ 4º No caso de descumprimento de qualquer 
das obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento 
do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, 
poderá substituir a medida, impor outra em 
cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão 
preventiva, nos termos do parágrafo único do art. 312 
deste Código. (2019) 
§ 5º O juiz poderá, de ofício ou a pedido das 
partes, revogar a medida cautelar ou substituí-la quando 
verificar a falta de motivo para que subsista, bem como 
voltar a decretá-la, se sobrevierem razões que a 
justifiquem. (2019) 
§ 6º A prisão preventiva somente será 
determinada quando não for cabível a sua substituição 
por outra medida cautelar, observado o art. 319 deste 
Código, e o não cabimento da substituição por outra 
medida cautelar deverá ser justificado de forma 
fundamentada nos elementos presentes do caso 
concreto, de forma individualizada. (2019) 
 
Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em 
flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada 
da autoridade judiciária competente, em decorrência de 
prisão cautelar ou em virtude de condenação criminal 
transitada em julgado. (2019) 
§ 1o As medidas cautelares previstas neste Título 
não se aplicam à infração a que não for isolada, 
cumulativa ou alternativamente cominada pena privativa 
de liberdade. 
§ 2o A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia 
e a qualquer hora, respeitadas as restrições relativas à 
inviolabilidade do domicílio. 
Prisão é a “privação da liberdade, tolhendo-se o direito de ir e vir, 
através do recolhimento da pessoa humana ao cárcere”.Nucci, 2008, p. 573 
 
-- Prisão penal: aplicável após o trânsito em julgado de sentença 
condenatória. 
-- Prisão processual: aplicável, como medida cautelar, antes do 
trânsito em julgado da sentença condenatória. 
 
Art. 284. Não será permitido o emprego de força, 
salvo a indispensável no caso de resistência ou de 
tentativa de fuga do preso. 
 
Art. 285. A autoridade que ordenar a prisão fará 
expedir o respectivo mandado. 
Parágrafo único. O mandado de prisão: 
a) será lavrado pelo escrivão e assinado pela 
autoridade; 
b) designará a pessoa, que tiver de ser presa, por 
seu nome, alcunha ou sinais característicos; 
c) mencionará a infração penal que motivar a 
prisão; 
d) declarará o valor da fiança arbitrada, quando 
afiançável a infração; 
e) será dirigido a quem tiver qualidade para dar-lhe 
execução. 
 
Art. 286. O mandado será passado em duplicata, e 
o executor entregará ao preso, logo depois da prisão, um 
dos exemplares com declaração do dia, hora e lugar da 
diligência. Da entrega deverá o preso passar recibo no 
outro exemplar; se recusar, não souber ou não puder 
escrever, o fato será mencionado em declaração, 
assinada por duas testemunhas. 
 
Art. 287. Se a infração for inafiançável, a falta de 
exibição do mandado não obstará a prisão, e o preso, 
em tal caso, será imediatamente apresentado ao juiz que 
tiver expedido o mandado, para a realização de 
audiência de custódia. (2019) 
 
Art. 288. Ninguém será recolhido à prisão, sem 
que seja exibido o mandado ao respectivo diretor ou 
carcereiro, a quem será entregue cópia assinada pelo 
executor ou apresentada a guia expedida pela autoridade 
competente, devendo ser passado recibo da entrega do 
preso, com declaração de dia e hora. 
Parágrafo único. O recibo poderá ser passado no 
próprio exemplar do mandado, se este for o documento 
exibido. 
 
Art. 289. Quando o acusado estiver no território 
nacional, fora da jurisdição do juiz processante, será 
deprecada a sua prisão, devendo constar da precatória o 
inteiro teor do mandado. 
§ 1o Havendo urgência, o juiz poderá requisitar a 
prisão por qualquer meio de comunicação, do qual deverá 
constar o motivo da prisão, bem como o valor da fiança se 
arbitrada. 
§ 2o A autoridade a quem se fizer a requisição 
tomará as precauções necessárias para averiguar a 
autenticidade da comunicação. 
§ 3o O juiz processante deverá providenciar a 
remoção do preso no prazo máximo de 30 (trinta) dias, 
contados da efetivação da medida. 
 
Art. 289-A. O juiz competente providenciará o 
imediato registro do mandado de prisão em banco de 
dados mantido pelo Conselho Nacional de Justiça para 
essa finalidade. 
§ 1o Qualquer agente policial poderá efetuar a 
prisão determinada no mandado de prisão registrado no 
Conselho Nacional de Justiça, ainda que fora da 
competência territorial do juiz que o expediu. 
§ 2o Qualquer agente policial poderá efetuar a 
prisão decretada, ainda que sem registro no Conselho 
Nacional de Justiça, adotando as precauções necessárias 
para averiguar a autenticidade do mandado e 
comunicando ao juiz que a decretou, devendo este 
providenciar, em seguida, o registro do mandado na forma 
do caput deste artigo. 
§ 3o A prisão será imediatamente comunicada ao 
juiz do local de cumprimento da medida o qual 
providenciará a certidão extraída do registro do Conselho 
 
 
 
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Nacional de Justiça e informará ao juízo que a 
decretou. 
§ 4o O preso será informado de seus direitos, nos 
termos do inciso LXIII do art. 5o da Constituição Federal e, 
caso o autuado não informe o nome de seu advogado, 
será comunicado à Defensoria Pública. 
§ 5o Havendo dúvidas das autoridades locais sobre 
a legitimidade da pessoa do executor ou sobre a 
identidade do preso, aplica-se o disposto no § 2o do art. 
290 deste Código. 
§ 6o O Conselho Nacional de Justiça regulamentará 
o registro do mandado de prisão a que se refere 
o caput deste artigo. 
 
Art. 290. Se o réu, sendo perseguido, passar ao 
território de outro município ou comarca, o executor 
poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar, 
apresentando-o imediatamente à autoridade local, que, 
depois de lavrado, se for o caso, o auto de flagrante, 
providenciará para a remoção do preso. 
§ 1o - Entender-se-á que o executor vai em 
perseguição do réu, quando: 
a) tendo-o avistado, for perseguindo-o sem 
interrupção, embora depois o tenha perdido de vista; 
b) sabendo, por indícios ou informações fidedignas, 
que o réu tenha passado, há pouco tempo, em tal ou qual 
direção, pelo lugar em que o procure, for no seu encalço. 
§ 2o Quando as autoridades locais tiverem 
fundadas razões para duvidar da legitimidade da pessoa 
do executor ou da legalidade do mandado que apresentar, 
poderão pôr em custódia o réu, até que fique esclarecida 
a dúvida. 
 
Art. 291. A prisão em virtude de mandado 
entender-se-á feita desde que o executor, fazendo-se 
conhecer do réu, Ihe apresente o mandado e o intime a 
acompanhá-lo. 
 
Art. 292. Se houver, ainda que por parte de 
terceiros, resistência à prisão em flagrante ou à 
determinada por autoridade competente, o executor e as 
pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios 
necessários para defender-se ou para vencer a 
resistência, do que tudo se lavrará auto subscrito também 
por duas testemunhas. 
Parágrafo único. É vedado o uso de algemas em 
mulheres grávidas durante os atos médico-hospitalares 
preparatórios para a realização do parto e durante o 
trabalho de parto, bem como em mulheres durante o 
período de puerpério imediato. (2017) 
STF: Súmula Vinculante 11 - Só é lícito o uso de algemas em 
casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à 
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de 
terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de 
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da 
autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se 
refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
 
Art. 293. Se o executor do mandado verificar, com 
segurança, que o réu entrou ou se encontra em alguma 
casa, o morador será intimado a entregá-lo, à vista da 
ordem de prisão. Se não for obedecido imediatamente, o 
executor convocará duas testemunhas e, sendo dia, 
entrará à força na casa, arrombando as portas, se 
preciso; sendo noite, o executor, depois da intimação ao 
morador, se não for atendido, fará guardar todas as 
saídas, tornando a casa incomunicável, e, logo que 
amanheça, arrombará as portas e efetuará a prisão. 
Parágrafo único. O morador que se recusar a 
entregar o réu oculto em sua casa será levado à presença 
da autoridade, para que se proceda contra ele como for 
de direito. 
 
Art. 294. No caso de prisão em flagrante, observar-
se-á o disposto no artigo anterior, no que for aplicável. 
 
Art. 295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão 
especial, à disposição da autoridade competente, quando 
sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: 
I - os ministros de Estado; 
II - os governadores ou interventores de Estados ou 
Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos 
secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os 
chefes de Polícia; 
III - os membros do Parlamento Nacional, do 
Conselho de Economia Nacional e das Assembleias 
Legislativas dos Estados; 
IV - os cidadãos inscritos no "Livro de Mérito"; 
V – os oficiais das Forças Armadas e os militares 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; 
VI - os magistrados; 
VII - os diplomados por qualquer das faculdades 
superiores da República; 
VIII - os ministros de confissão religiosa; 
IX - os ministros do Tribunal de Contas; 
X - os cidadãos que já tiverem exercidoefetivamente a função de jurado, salvo quando excluídos 
da lista por motivo de incapacidade para o exercício 
daquela função; 
XI - os delegados de polícia e os guardas-civis dos 
Estados e Territórios, ativos e inativos. 
§ 1o A prisão especial, prevista neste Código ou 
em outras leis, consiste exclusivamente no recolhimento 
em local distinto da prisão comum. 
§ 2o Não havendo estabelecimento específico para 
o preso especial, este será recolhido em cela distinta do 
mesmo estabelecimento. 
§ 3o A cela especial poderá consistir em alojamento 
coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do 
ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, 
insolação e condicionamento térmico adequados à 
existência humana. 
§ 4o O preso especial não será transportado 
juntamente com o preso comum. 
§ 5o Os demais direitos e deveres do preso 
especial serão os mesmos do preso comum. 
 
Art. 296. Os inferiores e praças de pré, onde for 
possível, serão recolhidos à prisão, em estabelecimentos 
militares, de acordo com os respectivos regulamentos. 
 
Art. 297. Para o cumprimento de mandado 
expedido pela autoridade judiciária, a autoridade policial 
poderá expedir tantos outros quantos necessários às 
diligências, devendo neles ser fielmente reproduzido o 
teor do mandado original. 
 
Art. 298. (revogado) 
 
Art. 299. A captura poderá ser requisitada, à vista 
de mandado judicial, por qualquer meio de comunicação, 
tomadas pela autoridade, a quem se fizer a requisição, as 
precauções necessárias para averiguar a autenticidade 
desta. 
 
 
 
 
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Art. 300. As pessoas presas provisoriamente 
ficarão separadas das que já estiverem definitivamente 
condenadas, nos termos da lei de execução penal. 
Parágrafo único. O militar preso em flagrante 
delito, após a lavratura dos procedimentos legais, será 
recolhido a quartel da instituição a que pertencer, onde 
ficará preso à disposição das autoridades competentes. 
 
CAPÍTULO II 
DA PRISÃO EM FLAGRANTE 
Pode-se conceituar a prisão em flagrante como “a modalidade 
de prisão cautelar, de natureza administrativa, realizada no 
instante em que se desenvolve ou termina de se concluir a 
infração penal”. 
 
Nucci, 2008, p. 587 
Art. 301. Qualquer do povo poderá e as 
autoridades policiais e seus agentes deverão prender 
quem quer que seja encontrado em flagrante delito. 
Flagrante facultativo: Qualquer do povo poderá efetuar a prisão 
em flagrante, caso queira. Configura exercício regular de um 
direito. 
Flagrante obrigatório: Autoridades policiais e seus agentes 
possuem a obrigação de efetuá-la. Configura estrito cumprimento 
do dever legal. 
 
Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem: 
I - está cometendo a infração penal; (Flagrante 
próprio) 
II - acaba de cometê-la; (Flagrante próprio) 
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo 
ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça 
presumir ser autor da infração; (Flagrante impróprio) 
IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, 
armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele 
autor da infração. (Flagrante ficto) 
 
Flagrante esperado: Nessa modalidade de flagrante, conhecida 
como intervenção predisposta da autoridade policial, não há 
interferência de um agente provocador. É um flagrante totalmente 
válido, na qual agentes, informados sobre a possibilidade de uma 
atividade ilegal, ficam de campana, com o intuito de averiguar 
sua possível ocorrência. 
Flagrante diferido: É a possibilidade concedida à polícia de 
retardar a realização da prisão em flagrante, com o intuito de 
angariar mais dados e informações acerca da atividade delituosa. 
Trata-se de uma ação controlada. 
Flagrante preparado: Também conhecido como flagrante 
provocado ou crime de ensaio, é considerado crime impossível. 
De acordo com a Súmula 145, do STF, “não há crime, quando a 
preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua 
consumação. 
Flagrante forjado: É o flagrante maquiado ou fabricado, 
totalmente artificial. Ocorre, por exemplo, quando um policial 
insere drogas no veículo de alguém, com o intuito de decretar o 
estado de flagrância. O agente forjador comete crime. 
 
Art. 303. Nas infrações permanentes, entende-se 
o agente em flagrante delito enquanto não cessar a 
permanência. 
 
Art. 304. Apresentado o preso à autoridade 
competente, ouvirá esta o condutor e colherá, desde logo, 
sua assinatura, entregando a este cópia do termo e recibo 
de entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva das 
testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do 
acusado sobre a imputação que lhe é feita, colhendo, 
após cada oitiva suas respectivas assinaturas, lavrando, a 
autoridade, afinal, o auto. 
§ 1o Resultando das respostas fundada a suspeita 
contra o conduzido, a autoridade mandará recolhê-lo à 
prisão, exceto no caso de livrar-se solto ou de prestar 
fiança, e prosseguirá nos atos do inquérito ou processo, 
se para isso for competente; se não o for, enviará os 
autos à autoridade que o seja. 
§ 2o A falta de testemunhas da infração não 
impedirá o auto de prisão em flagrante; mas, nesse caso, 
com o condutor, deverão assiná-lo pelo menos duas 
pessoas que hajam testemunhado a apresentação do 
preso à autoridade. 
§ 3o Quando o acusado se recusar a assinar, não 
souber ou não puder fazê-lo, o auto de prisão em 
flagrante será assinado por duas testemunhas, que 
tenham ouvido sua leitura na presença deste. 
§ 4o Da lavratura do auto de prisão em flagrante 
deverá constar a informação sobre a existência de filhos, 
respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o 
nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados 
dos filhos, indicado pela pessoa presa. (2018) 
 
Art. 305. Na falta ou no impedimento do escrivão, 
qualquer pessoa designada pela autoridade lavrará o 
auto, depois de prestado o compromisso legal. 
 
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local 
onde se encontre serão comunicados imediatamente ao 
juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso 
ou à pessoa por ele indicada. 
§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a 
realização da prisão, será encaminhado ao juiz 
competente o auto de prisão em flagrante e, caso o 
autuado não informe o nome de seu advogado, cópia 
integral para a Defensoria Pública. 
§ 2o No mesmo prazo, será entregue ao preso, 
mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela 
autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e 
os das testemunhas. 
 
Art. 307. Quando o fato for praticado em presença 
da autoridade, ou contra esta, no exercício de suas 
funções, constarão do auto a narração deste fato, a voz 
de prisão, as declarações que fizer o preso e os 
depoimentos das testemunhas, sendo tudo assinado pela 
autoridade, pelo preso e pelas testemunhas e remetido 
imediatamente ao juiz a quem couber tomar 
conhecimento do fato delituoso, se não o for a autoridade 
que houver presidido o auto. 
 
Art. 308. Não havendo autoridade no lugar em que 
se tiver efetuado a prisão, o preso será logo apresentado 
à do lugar mais próximo. 
 
Art. 309. Se o réu se livrar solto, deverá ser posto 
em liberdade, depois de lavrado o auto de prisão em 
flagrante. 
 
Observação: Atualmente, encontra-se SUSPENSO por prazo 
indeterminado, por decisão do STF, a ilegalidade de prisões, 
caso os detidos não passem pela audiência de custódia em até 
24 horas. 
 
Art. 310. Após receber o auto de prisão em 
flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) 
horas após a realização da prisão, o juiz deverá 
promover audiência de custódia com a presença do 
acusado, seu advogado constituído ou membro da 
 
 
 
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Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, 
nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente: (2019) 
I - relaxar a prisão ilegal; ou 
II - converter a prisão em flagrante em preventiva, 
quando presentes os requisitos constantes do art. 312 
deste Código, e se revelarem inadequadas ou 
insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; 
ou 
III - conceder liberdade provisória, com ou sem 
fiança. 
§ 1º Se o juiz verificar, pelo auto de prisão em 
flagrante, que o agente praticou o fato em qualquer das 
condições constantes dos incisos I, II ou III do caput do 
art. 23 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 (Código Penal), poderá, fundamentadamente, 
conceder ao acusado liberdade provisória, mediante 
termo de comparecimento obrigatório a todos os atos 
processuais, sob pena de revogação. (2019) 
CP 
Art. 23 – (...) 
I - em estado de necessidade; 
II - em legítima defesa; 
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no 
exercício regular de direito. 
§ 2º Se o juiz verificar que o agente é reincidente 
ou que integra organização criminosa armada ou 
milícia, ou que porta arma de fogo de uso restrito, 
deverá denegar a liberdade provisória, com ou sem 
medidas cautelares. (2019) 
§ 3º A autoridade que deu causa, sem motivação 
idônea, à não realização da audiência de custódia no 
prazo estabelecido no caput deste artigo responderá 
administrativa, civil e penalmente pela omissão. (2019) 
§ 4º Transcorridas 24 (vinte e quatro) horas após o 
decurso do prazo estabelecido no caput deste artigo, a 
não realização de audiência de custódia sem 
motivação idônea ensejará também a ilegalidade da 
prisão, a ser relaxada pela autoridade competente, sem 
prejuízo da possibilidade de imediata decretação de 
prisão preventiva. (2019) 
 
 
 
 
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Dispõe sobre a identificação criminal do civilmente 
identificado, regulamentando o art. 5º, inciso LVIII, da 
Constituição Federal. 
 
Art. 1º O civilmente identificado não será 
submetido a identificação criminal, salvo nos casos 
previstos nesta Lei. 
 
Art. 2º A identificação civil é atestada por 
qualquer dos seguintes documentos: 
I – carteira de identidade; 
II – carteira de trabalho; 
III – carteira profissional; 
IV – passaporte; 
V – carteira de identificação funcional; 
VI – outro documento público que permita a 
identificação do indiciado. 
Parágrafo único. Para as finalidades desta Lei, 
equiparam-se aos documentos de identificação civis os 
documentos de identificação militares. 
 
Art. 3º Embora apresentado documento de 
identificação, poderá ocorrer identificação criminal 
quando: 
I – o documento apresentar rasura ou tiver indício 
de falsificação; 
II – o documento apresentado for insuficiente para 
identificar cabalmente o indiciado; 
III – o indiciado portar documentos de identidade 
distintos, com informações conflitantes entre si; 
IV – a identificação criminal for essencial às 
investigações policiais, segundo despacho da autoridade 
judiciária competente, que decidirá de ofício ou mediante 
representação da autoridade policial, do Ministério Público 
ou da defesa; 
V – constar de registros policiais o uso de outros 
nomes ou diferentes qualificações; 
VI – o estado de conservação ou a distância 
temporal ou da localidade da expedição do documento 
apresentado impossibilite a completa identificação dos 
caracteres essenciais. 
Parágrafo único. As cópias dos documentos 
apresentados deverão ser juntadas aos autos do 
inquérito, ou outra forma de investigação, ainda que 
consideradas insuficientes para identificar o indiciado. 
 
Art. 4º Quando houver necessidade de 
identificação criminal, a autoridade encarregada tomará 
as providências necessárias para evitar o 
constrangimento do identificado. 
Lei nº 12.037 / 2009 
Identificação Criminal do Civilmente 
Identificado 
https://www.legislacaofacilitada.com.br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art23i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art23i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art23i
 
 
 
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Art. 5º A identificação criminal incluirá o processo 
datiloscópico e o fotográfico, que serão juntados aos 
autos da comunicação da prisão em flagrante, ou do 
inquérito policial ou outra forma de investigação. 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso IV do art. 
3o, a identificação criminal poderá incluir a coleta de 
material biológico para a obtenção do perfil genético. 
 
Art. 5o-A. Os dados relacionados à coleta do perfil 
genético deverão ser armazenados em banco de dados 
de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de 
perícia criminal. 
§ 1o As informações genéticas contidas nos 
bancos de dados de perfis genéticos não poderão 
revelar traços somáticos ou comportamentais das 
pessoas, exceto determinação genética de gênero, 
consoante as normas constitucionais e internacionais 
sobre direitos humanos, genoma humano e dados 
genéticos. 
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de 
perfis genéticos terão caráter sigiloso, respondendo civil, 
penal e administrativamente aquele que permitir ou 
promover sua utilização para fins diversos dos previstos 
nesta Lei ou em decisão judicial. 
§ 3o As informações obtidas a partir da 
coincidência de perfis genéticos deverão ser consignadas 
em laudo pericial firmado por perito oficial devidamente 
habilitado. 
 
Art. 6º É vedado mencionar a identificação 
criminal do indiciado em atestados de antecedentes ou 
em informações não destinadas ao juízo criminal, antes 
do trânsito em julgado da sentença condenatória. 
 
Art. 7º No caso de não oferecimento da denúncia, 
ou sua rejeição, ou absolvição, é facultado ao indiciado ou 
ao réu, após o arquivamento definitivo do inquérito, ou 
trânsito em julgado da sentença, requerer a retirada da 
identificação fotográfica do inquérito ou processo, 
desde que apresente provas de sua identificação civil. 
 
Art. 7º-A. A exclusão dos perfis genéticos dos 
bancos de dados ocorrerá: (2019) 
I - no caso de absolvição do acusado; ou (2019) 
II - no caso de condenação do acusado, mediante 
requerimento, após decorridos 20 (vinte) anos do 
cumprimento da pena. (2019) 
 
Art. 7o-B. A identificação do perfil genético será 
armazenada em banco de dados sigiloso, conforme 
regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. 
 
Art. 7º-C. Fica autorizada a criação, no Ministério 
da Justiça e Segurança Pública, do Banco Nacional 
Multibiométrico e de Impressões Digitais. (2019) 
§ 1º A formação, a gestão e o acesso ao Banco 
Nacional Multibiométrico e de Impressões Digitais serão 
regulamentados em ato do Poder Executivo federal. (2019) 
§ 2º O Banco Nacional Multibiométrico e de 
Impressões Digitais tem como objetivo armazenar dados 
de registros biométricos, de impressões digitais e, quando 
possível, de íris, face e voz, para subsidiar investigações 
criminais federais, estaduais ou distritais. (2019) 
§ 3º O Banco Nacional Multibiométrico e de 
Impressões Digitais será integrado pelosregistros 
biométricos, de impressões digitais, de íris, face e voz 
colhidos em investigações criminais ou por ocasião da 
identificação criminal. (2019) 
§ 4º Poderão ser colhidos os registros biométricos, 
de impressões digitais, de íris, face e voz dos presos 
provisórios ou definitivos quando não tiverem sido 
extraídos por ocasião da identificação criminal. (2019) 
§ 5º Poderão integrar o Banco Nacional 
Multibiométrico e de Impressões Digitais, ou com ele 
interoperar, os dados de registros constantes em 
quaisquer bancos de dados geridos por órgãos dos 
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário das esferas 
federal, estadual e distrital, inclusive pelo Tribunal 
Superior Eleitoral e pelos Institutos de Identificação Civil. 
(2019) 
§ 6º No caso de bancos de dados de identificação 
de natureza civil, administrativa ou eleitoral, a integração 
ou o compartilhamento dos registros do Banco Nacional 
Multibiométrico e de Impressões Digitais será limitado às 
impressões digitais e às informações necessárias para 
identificação do seu titular. (2019) 
§ 7º A integração ou a interoperação dos dados de 
registros multibiométricos constantes de outros bancos de 
dados com o Banco Nacional Multibiométrico e de 
Impressões Digitais ocorrerá por meio de acordo ou 
convênio com a unidade gestora. (2019) 
§ 8º Os dados constantes do Banco Nacional 
Multibiométrico e de Impressões Digitais terão caráter 
sigiloso, e aquele que permitir ou promover sua utilização 
para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão 
judicial responderá civil, penal e administrativamente. 
§ 9º As informações obtidas a partir da 
coincidência de registros biométricos relacionados a 
crimes deverão ser consignadas em laudo pericial firmado 
por perito oficial habilitado. (2019) 
§ 10. É vedada a comercialização, total ou 
parcial, da base de dados do Banco Nacional 
Multibiométrico e de Impressões Digitais. (2019) 
§ 11. A autoridade policial e o Ministério Público 
poderão requerer ao juiz competente, no caso de inquérito 
ou ação penal instaurados, o acesso ao Banco Nacional 
Multibiométrico e de Impressões Digitais. (2019) 
 
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua 
publicação. 
 
Art. 9º Revoga-se a Lei nº 10.054, de 7 de 
dezembro de 2000. 
 
 
 
 
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TÍTULO II 
Das Infrações Penais 
 Art. 61. Constituem crimes contra as relações de 
consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto 
no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas 
nos artigos seguintes. 
 Art. 62. (Vetado). 
 
 Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a 
nocividade ou periculosidade de produtos, nas 
embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: 
Crime omissivo próprio. Não admite a tentativa. 
 Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. 
 § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de 
alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, 
sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. 
 § 2° Se o crime é culposo: 
 Pena Detenção de um a seis meses ou multa. 
 
 Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade 
competente e aos consumidores a nocividade ou 
periculosidade de produtos cujo conhecimento seja 
posterior à sua colocação no mercado: 
 Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. 
 Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem 
deixar de retirar do mercado, imediatamente quando 
determinado pela autoridade competente, os produtos 
nocivos ou perigosos, na forma deste artigo. 
 
 Art. 65. Executar serviço de alto grau de 
periculosidade, contrariando determinação de 
autoridade competente: 
 Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. 
 § 1º As penas deste artigo são aplicáveis sem 
prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à 
morte. (2017) 
 § 2º A prática do disposto no inciso XIV do art. 39 
desta Lei também caracteriza o crime previsto no caput 
deste artigo. (2017) 
 
 Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou 
omitir informação relevante sobre a natureza, 
característica, qualidade, quantidade, segurança, 
desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos 
ou serviços: 
 Pena - Detenção de três meses a um ano e multa. 
 § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar 
a oferta. 
 § 2º Se o crime é culposo; 
 Pena Detenção de um a seis meses ou multa. 
 
 Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou 
deveria saber ser enganosa ou abusiva: 
 Pena Detenção de três meses a um ano e multa. 
 Parágrafo único. (Vetado). 
 
 Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou 
deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se 
comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde 
ou segurança: 
 Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa: 
 Parágrafo único. (Vetado). 
 
 Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos 
e científicos que dão base à publicidade: 
 Pena Detenção de um a seis meses ou multa. 
Trata-se de crime próprio, sendo o fornecedor o sujeito ativo 
responsável por manter os dados fáticos, técnicos e científicos, 
de acordo com o art. 36, parágrafo único, dessa Lei. 
 
 Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça 
ou componentes de reposição usados, sem 
autorização do consumidor: 
 Pena Detenção de três meses a um ano e multa. 
 
 Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, 
coação, constrangimento físico ou moral, afirmações 
falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro 
procedimento que exponha o consumidor, 
injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, 
descanso ou lazer: 
 Pena Detenção de três meses a um ano e multa. 
 
 Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do 
consumidor às informações que sobre ele constem em 
cadastros, banco de dados, fichas e registros: 
 Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. 
 
 Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação 
sobre consumidor constante de cadastro, banco de 
dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser 
inexata: 
 Pena Detenção de um a seis meses ou multa. 
 
 Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo 
de garantia adequadamente preenchido e com 
especificação clara de seu conteúdo; 
 Pena Detenção de um a seis meses ou multa. 
 
 Art. 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para os 
crimes referidos neste código, incide as penas a esses 
cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o 
diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica 
que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o 
fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção 
em depósito de produtos ou a oferta e prestação de 
serviços nas condições por ele proibidas. 
 
 Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes 
tipificados neste código: 
Lei nº 8.078 / 1990 
Código de Defesa do Consumidor 
 
 
 
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 I - serem cometidos

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