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Saúde do Trabalhador - Resumo 1 Bimestre

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SAÚDE DO TRABALHADOR – 1º BIMESTRE 
 
INTRODUÇÃO À ST 
TRABALHO 
Cada trabalho expõe o trabalhador à diferentes riscos: 
- Médicos: riscos biológicos; 
- Trabalhos com pesos: riscos ergonômicos; 
- Produtos químicos: riscos químicos. 
 
CONCEITO: 
- trabalho é uma atividade física ou intelectual com objetivo de transformar algo. O trabalho sempre faz parte da vida do homem. Gera conhecimentos, riquezas materiais, satisfação 
pessoal e desenvolvimento econômico. É uma atividade valorizada em todas as sociedades. 
 
DOENÇA E TRABALHO NA ANTIGUIDADE 
- Desde as sociedades egípcias, existem citações a respeitos da associação entre o trabalho e o processo saúde-doença. 
- Hipócrates, o pai da medicina, faz referência ao contato do ser humano com elementos como sílica, chumbo, além de serviços que exigiam esforços além da capacidade humana. 
- A idade média foi um período de intensas modificações, na qual os indivíduos trabalharam com moagem de grãos, queima do carvão, confecção do papel, domínio do velejar, mineração, 
etc. 
- Há relatos também sobre a exposição à metais, acidentes de trabalho, silicose (doença comum entre os mineiros que ocorria a partir da inalação de poeiras de sílica que causa a lise 
dos macrófagos e fibrose do pulmão). 
*nomes de pneumoconiose* 
 
BERNARDINO RAMAZZINI 
Foi considerado o pai da medicina do Trabalho. Suas principais contribuições para a medicina envolveram a promoção, proteção e recuperação da saúde dos trabalhadores: 
1. Preocupação e compromisso com uma classe de pessoas habitualmente esquecida e menosprezada pela medicina; 
2. Determinação social da doença – Ramazzini realizou estudos sobre a população e suas condições de vida; 
3. Sistematização e classificação das doenças segundo o grau e a natureza, e o grau de nexo com o trabalho (relação entre o agente e o nexo causal). 
4. Contribuição metodológica – descreveu como deve ser a abordagem dos problemas: Estudos, visitas, entrevistas com os trabalhadores; 
 
Abordagem clínico-individual do trabalhador incluindo anamnese ocupacional (qual profissão exerce), análise coletiva ou epidemiológica (perfis epidemiológicos de adoecimento, 
incapacidade ou morte; análise e estudo da distribuição da doença). 
 
REVOLUÇAÕ INDUSTRIAL 
Nesse período começou o aparecimento das doenças. Foi necessário então, organizar sindicatos para proteger os trabalhadores contra acidentes de trabalho bem como reconhecer o 
direito à indenização por sequela de acidente de trabalho ou doença por decorrência do trabalho. 
 
NO BRASIL 
- 1888: libertação dos escravos 
- 1900: imigração de 1 milhão de pessoas – 90% dos operários eram imigrantes 
- 1917: greves 
- 1972: foi criada uma portaria do Ministério do Trabalho que obrigava as empresas com mais de 100 pessoas a disporem de médico do trabalho, engenheiro de segurança, técnico em 
segurança e auxiliar de enfermagem do trabalho. 
- 1978: MTE – Normas Regulamentadoras (NR) 
- 1987: surgiu a SESMT – serviço de engenharia de segurança e medicina do trabalho. 
- Na década de 80 surgiram fiscalizações e multas com a intenção de obrigar as empresas a cumprirem os requisitos necessários e descritos na legislação para a segurança do trabalhador 
 
PREVIDÊNCIA SOCIAL DEFINE 
ACIDENTE DE TRABALHO 
- Aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso desta Lei, provocando 
lesão corporal ou perturbação funcional permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho (art. 19 da Lei nº 8.213 – 24/07/1991). 
 
CONSIDERAM-SE ACIDENTES DE TRABALHO AS SEGUINTES ENTIDADES MÓRBIDAS: 
DOENÇA PROFISSIONAL: 
- adquirida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada profissão. 
- Exemplo: Saturnismo (chumbo), Silicose (sílica). 
- Cada profissão tem suas determinadas doenças relacionadas. 
 
DOENÇA DE TRABALHO: 
- adquirida ou desencadeada em razão de condições em que o trabalho é realizado e que com ele se relacione. 
- Exemplo: disacusia (surdez) em trabalho realizado em local extremamente ruidoso; DORT (doença osteomuscular relacionada ao trabalho) /LER (lesão por esforço repetitivo). 
 
O QUE DESENCADEIA UM ACIDENTE DE TRABALHO? 
O acidente de trabalho é a comprovação da existência de falhas na prevenção (acidentes são os agravos que poderiam ser prevenidos). 
A causa dos acidentes de trabalho são os fatores existentes no ambiente que combinados levam a sua ocorrência. A identificação e a eliminação de tais fatores são medidas fundamentais 
para evitar que acidentes semelhantes venham a ocorrer, determinados pelas mesmas causas – reconhecer fragilidades para evitar futuros acidentes. 
 
SAUDE DO TRABALHADOR OU OCUPACIONAL 
Especialidade na área de saúde que se ocupa do assunto, concentrando esforços para estudar e garantir a saúde dos trabalhadores na comunidade e nos locais de trabalho. 
OIT e OMS (1994) – definem como objetivos da saúde ocupacional os seguintes itens: 
- Promoção e manutenção do mais alto grau de bemestar físico, mental e social de trabalhadores de todas as ocupações; 
- Proteção de deterioração da saúde dos trabalhadores causadas pelas condições de trabalho; 
- Colocação e manutenção do trabalhador em emprego adequado às suas aptidões física e psicológicas. 
 
MEDICINA DO TRABALHO 
Especialidade médica que lida com as relações entre a saúde dos homens e mulheres trabalhadores e seu trabalho, visando não somente a prevenção das doenças e dos acidentes de 
trabalho, mas a promoção de saúde e da qualidade de vida, através de ações articuladas capazes de assegurar a saúde individua l, nas dimensões física e mental, e de propiciar uma 
saudável inter-relação das pessoas e destas com o trabalho. 
 
RESOLUÇÃO CFM N° 1488/1988 
- Deve ser conhecida e cumprida por todos que prestam assistência médica à trabalhadores, independentemente de sua especialidade ou do local de atuação, se a serviço do empregador, 
como contratado, assessor, consultor, perito ou como perito médico-judicial ou da previdência social. 
- Todo médico ao atender o paciente deve avaliar a possibilidade de que a causa de determinada doença, alteração clínica ou laboratorial possa estar relacionada com suas atividades 
profissionais, investigando-as de forma adequada e, caso necessário, verificando o ambiente de trabalho. 
 
ANAMNESE OCUPACIONAL 
1. O que o trabalhador faz? 
2. Qual o produto do seu trabalho? 
3. Quais matérias primas usa? 
4. Quais ferramentas empregadas? 
5. Quais são as posturas exigidas no trabalho? 
6. Quais segmentos do corpo, movimentos e grupos musculares são exigidos para exercer sua atividade? 
7. Onde e como é o ambiente de trabalho? 
8. Como são as instalações? 
9. Quais são as condições de conforto? Existem sanitários, refeitórios e áreas de descanso adequada? 
10. Quantas pessoas compõem a equipe de trabalho? 
11. Como é a relação com a equipe de trabalho? 
12. Como é a relação com a chefia? 
13. Quanto tempo trabalha? 
14. Qual a duração da jornada de trabalho diária e semanal? 
15. Realiza hora extra? 
16. Goza de férias regularmente? 
17. Quais as estratégias adotadas para proteger a saúde no trabalho? (Existe Equipamento de Proteção Coletiva (EPC)?; Utiliza Equipamento de Proteção Individual (EPI)?; São realizados 
exames periódicos de saúde?; Quais exames são realizados?; O paciente é comunicado dos resultados dos exames?) 
18. O paciente já apresentou doenças ou acidentes decorrentes do trabalho? 
19. Outros colegas de trabalho apresentam ou apresentaram alterações de saúde parecidas com do paciente? 
20.Que riscos à saúde o paciente identifica no seu trabalho? 
 
EQUIPE DE SAÚDE OCUPACIONAL 
As ações de saúde devem ser realizadas por equipe multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial, composta por: 
- Médicos; Enfermeiros; Engenheiros; Biólogos; Fisioterapeutas; Terapeutas corporais; Auxiliar e técnico de enfermagem; Técnico de segurança do trabalho; etc.O trabalhador como mais um elemento na equipe de saúde – sua participação individual ou coletiva é imprescindível para: 
- O estudo das condições de trabalho; 
- A identificação de mecanismos de intervenção técnica necessária a sua melhoria; 
- Controle dos serviços de saúde prestados. 
 
ATUAÇÃO DA SAUDE DO TRABALHADOR 
Prevenção Primária: 
- promoção da saúde e proteção especifica 
 
Prevenção Secundária: 
- diagnóstico precoce, tratamento imediato e limitação da incapacidade 
 
Prevenção Terciária: 
- reabilitação/realocação em atividade que seja possível executar 
 
OBS: 
- paciente infartado deve ficar no mínimo 8 semanas e depois passar por reavaliação médica para ser liberado para dirigir, devido a possibilidade de ter um mal súbito. Além disso, é 
importante ressaltar que pressão arterial maior ou igual a 180x110 deixa o indivíduo inapto a dirigir veículo automotor 
 
AGENTES E RISCOS FÍSICOS 
NORMA REGULAMENTADORA 17 (NR17) – ERGONOMIA. 
Essa NR visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação nas condições de trabalho, de características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo 
de conforto, segurança e desempenho eficiente. 
Exemplo: em escritórios, as cadeiras devem ter regulagem de altura para não comprimir a região poplítea, uma vez que cada empregado possui uma altura diferente, e portanto, uma 
regulação individual. 
Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de 
desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto: 
- níveis de ruídos de acordo com o estabelecido na NBR 10152 (60dB) 
- temperatura entre 20 a 23 graus Celsius 
- velocidade do ar não superior a 0,75m/s 
- umidade do ar não inferior a 40% 
 
AGENTES FISICOS 
Refere-se a energia distribuída no ambiente e pode provocar um quadro específico de problemas de saúde nos trabalhadores mesmo que este não tenha contato direto com a fonte. 
Esses agentes exigem um meio de transmissão (em geral o ar) para propagar sua nocividade. 
Exemplo: radiações ultravioleta – pode causar câncer de pele. 
 
São os agentes físicos: 
- ruídos; vibrações; pressões anormais; temperaturas extremas; radiações ionizantes; radiações não ionizantes 
 
RUÍDOS 
- qualquer conjunto de variações ou ondas mecânicas que possam ser ouvidas. 
- Pode ser definido também como som indesejável, errático (oposto de harmônico), intermitente ou com oscilação estaticamente aleatória, como o bater de um martelo. 
- 6,9% dos trabalhadores estão expostos a níveis maiores que 85 decibéis. Esse nível de ruído produz lesões da cóclea e a longo prazo pode resultar em perda auditiva induzida por ruído 
(PAIR). A PAIR é a segunda causa de doença do trabalho. 
 
SOM 
- O som possui uma velocidade de oscilação ou frequência que se mede em Hertz (Hz), enquanto a amplitude ou intensidade é medida em decibéis (dB). 
- A orelha humana capta sons entre 20 e 20.000 Hz. Abaixo de 20 hz é chamado de infrassom. E acima de 20.000 é chamado de ultrassom, mas não são audíveis. 
- No ambiente de trabalho, é utilizado o decibelímetro para medir o som do ambiente. 
- O dosímetro é um instrumento pessoal que capta ruídos que o indivíduo recebe em determinados horários do dia e faz uma média aritmética. 
 
Exposição > 85 dB: 
- os trabalhadores devem ser informados de sua exposição; 
- receber uma formação sobre o risco de perda auditiva e como prevenir; 
- obrigações de se adaptar às medidas de prevenção/proteção: EPC e EPI 
- EPI devem ser fornecidos pela empresa, adaptado para cada trabalhador, função e usado corretamente; 
- conhecer os resultados de sua audimetria e o seu significado. 
 
Exposição > 90 dB: 
- limitar o acesso de trabalhadores 
- redução de exposição 
- conhecer as causas de superação de tais níveis (por que o som está acima do limite?) 
- aplicar um programa de intervenção técnica e/ou organizacional (PCA - Programa de Conservação Auditiva) 
- os trabalhadores e seus representantes devem ser informados à respeito de sua exposição 
 
 
 
ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 
Entende-se por “limite de tolerância”, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará danos à saúde 
do trabalhador, durante a sua vida laboral. 
 
- Nível de ruído em dB: 85; Período máximo de exposição diária em horas: 8 horas 
- Nível de ruído em dB: 90; Período máximo de exposição diária em horas: 4 horas 
- Nível de ruído em dB: 95; Período máximo de exposição diária em horas: 2 horas 
- Nível de ruído em dB: 100; Período máximo de exposição diária em horas: 1 hora 
- Nível de ruído em dB: 105; Período máximo de exposição diária em horas: 30 minutos 
- Nível de ruído em dB: 110; Período máximo de exposição diária em horas: 15 minutos 
- Nível de ruído em dB: 115; Período máximo de exposição diária em horas: 7 minutos 
 
FORMAS DE CONTROLE DO RUIDO 
Intervenção sobre a fonte ou intervenção sobre a propagação  intervenção sobre o trabalhador 
 
INTERVENÇÕES SOBRE A FONTE: 
- aumento da distância da fonte emissora 
- redução da concentração das máquinas 
- substituição das engrenagens metálicas por outros materiais sintéticos 
- alteração do ritmo de funcionamento 
- alteração na fonte emissora (trocar a máquina por uma mais moderna) 
- isolamento acústico 
- uso de silenciadores nas saídas de ar de válvulas pneumáticas (em algumas máquinas, o barulho é emitido pela saída de vapor: exemplo escapamento de motos) 
- manutenção preventiva 
 
INTERVENÇÃO SOBRE A PROPAGAÇÃO: 
- isolamento parcial (isolamento acústico) 
- distanciamento físico da fonte e o receptor 
- correção arquitetônica 
 
INTERVENÇÃO SOBRE O TRABALHADOR: 
- Medidas administrativas: são indicadas se as medidas de engenharia não resultam em redução a níveis aceitáveis, pois estas primeiras intervenções são mais fáceis e efetivas; 
- redução de jornada de trabalho; 
- reorganização do trabalho (organizar turnos, rodízios de trabalhadores, etc) 
- aumento das pausas 
- utilização de EPI 
 
EPI 
São usados quando as medidas de engenharia e organizacionais não tiveram a eficiência desejada. 
- Plug de inserção rígido; Plug de inserção maleável; Abafador. 
 
OBS: 
Quando a intensidade sonora for > 100dB (exemplo: avião com turbina ligada), deve-se usar dupla proteção: plug de inserção + abafador. 
Mesmo usando o EPI corretamente, deve-se realizar o exame de audiometria regularmente. 
O EPI não evita o ruido externo, apenas evita que o ruido adentre o ouvido do trabalhador. Portanto, os caminhos pelos quais o som pode atingir um orelha ocluída por um protetor 
auricular: 
- Passagem de ar (principalmente em indivíduos que possuem barbas volumosas) 
- Vibração do protetor (uso de ferramentas que vibram) 
- Transmissão do material (materiais que não sejam isolantes) 
- Condução óssea e pelos tecidos 
 
EFEITOS DO RUIDO NO ORGANISMO 
TRAUMA ACUSTICO: 
- causado por um som explosivo instantâneo com pico de pressão que excede 140 dB. Por exemplo, a arma de fogo pode chegar a 160 ou 170 dB. 
 
MUDANÇA TEMPORÁRIA NO LIMIAR OU FADIGA AUDITIVA COM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO A UM RUÍDO CONTÍNUO E INTENSO. 
- Exemplo: quando vamos a um show, e chegamos em casa com uma perda auditiva temporária. Importante: audiometrias devem ser rea lizadas após repouso auditivo, pois se realizar 
logo após exposição a som contínuo e intenso pode dar falso positivo devido à perda auditiva temporária. É a mesma lógica do jejum antes de colher material para exame laboratorial 
de glicemia, lipídeos, etc. 
 
PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR) OU MUDANÇA PERMANENTE NO LIMIAR: 
- decorrente de um acúmulo de exposição a ruído, normalmente diárias, repetidas constantemente, por período de muitos anos (5 anos ou mais). 
 
PERDA AUDITIVA OCUPACIONAL 
Agentes Causais: 
- Solventes aromáticos: tolueno, xileno, benzeno, tricloroetileno, álcooletílico. 
- Metais: chumbo, arsênico, mercúrio; 
- Asfixiantes: monóxido de carbono, nitrato de butilabutil; 
- Vibrações; 
- Ruído industrial. 
 
Caracteristicas da PAIR: 
- perda auditiva irreversível neurossensorial, com predominância coclear; 
- história prolongada de exposição a níveis de ruídos elevados (.85 dB 8 horas/dia) 
- Perda auditiva gradual num período de 6 a 10 anos de exposição; 
- equivalente nas duas orelhas; 
- que estabiliza-se quando cessa a exposição à ruídos. 
 
EFEITOS NÃO AUDITIVOS DO RUÍDO 
- Transtornos neurológicos; 
- Transtornos vestibulares; 
- Transtornos digestivos; 
- Transtornos cardiovasculares (HAS), quando acima de 70dB; 
- Transtornos hormonais devido à tensão em ambientes com níveis elevados de ruídos; 
- Transtorno do sono; 
- Transtornos comportamentais; 
 
SINAIS E SINTOMAS 
Perda auditiva; Zumbidos; Dificuldade de discriminação; Irritabilidade; Insônia; Dificuldade de concentração; Náusea; Vômitos; dor epigástrica; Tonturas; Taquicardia; aumento da PA 
 
AVALIAÇÃO DIAGNOSTICA E TRATAMENTO 
Anamnese: 
- História do trabalho; História familiar; Hábitos; Uso prévio de ototóxicos (antibióticos do grupo dos aminoglicosídeos); Queixas de zumbidos, hipoacusia 
 
Exames: 
- Otoscopia; Audimetria tonal e vocal; Impedanciometria (avalia a integridade da membrana timpânica) 
 
Tratamento: 
- A PAIR é lesão irreversível; Não existe nenhum tipo de tratamento clínico ou cirúrgico para a recuperação dos limiares auditivos; A prevenção é a principal medida a ser tomada antes 
de sua instalação 
 
INFRASSONS E ULTRASSONS 
INFRASSONS: 
- produzem efeitos conhecidos como Síndrome do Viajante: dor de cabeça; náuseas; vômitos 
- Em intensidade elevada, produzem no corpo feito de um golpe agudo e de lenta recuperação - atinge a musculatura de forma profunda. 
 
ULTRASSONS: 
- não produzem malefícios à saúde mas podem produzir desconforto. 
- aparelhos de diagnóstico médico e aplicações terapêuticas. 
- Podem provocar efeitos análogos aos da S. do Viajante; 
- em altas intensidades podem produzir sensação de queimadura na pele. 
 
VIBRAÇÃO 
- Movimento, oscilação, balanço de objetos, de coisas que podem causar efeitos nocivos à saúde do trabalhador. • 
- Oscilação de um corpo sólido em torno de uma posição de referência. 
- Nosso organismo possui uma vibração natural e quando essa vibração natural se confronta com uma vibração externa, ocorre o que chamamos de ressonância, essa energia quando 
absorvida pelo organismo provoca alterações nos tecidos e órgãos. 
 
VIBRAÇÃO LOCALIZADA 
Vibração Localizada ou Transmitida pelas Mãos: 
São originadas pela utilização de ferramentas manuais elétricas ou pneumáticas. 
Há outros agentes que associadas as vibrações localizadas podem desencadear doenças: 
- ruídos, frio, 
- estresse, 
- esforço muscular estático, 
- umidade, 
- feridas nas mãos, 
- exposição ao cloreto de vinila, 
- benzeno, arsênio, tálio, mercúrio e nicotina 
 
DISTURBIOS CIRCULATORIO 
- vaso-espasmos com branqueamento local dos dedos 
 
DISTURBIOS SENSORIO MOTORES 
- paralisia, perda da coordenação e destreza, falta de delicadeza e inabilidade para realizar tarefas intrincadas 
 
DISTURVBIOS MUSCULOESQUELETICOS 
- distúrbios nos músculos 
- descalcificações nos ossos e articulações 
- degeneração dos ossos do carpo e metacarpo e falanges; artrose; alteração degenerativa das articulações 
 
VIBRAÇÃO DE CORPO INTEIRO (VCI) 
É uma vibração de baixa frequência que envolve oscilações de energia mecânica entrando pelo corpo do indivíduo exposto. 
É transmitida por meio de uma superfície de apoio, sendo um estímulo frequentemente presente em muitas realidades de trabalho. 
As atividades econômicas mais expostas são: 
- indústria do transporte, transporte ferroviário, equipamentos industriais, máquinas agrícolas, etc. 
Possíveis efeitos que podem ser gerados pela VCI: 
- Fadiga muscular, pernas e braços; 
- Irritabilidade, 
- Dores cabeça, costas; 
- Falta de concentração; 
- Distúrbios visuais; 
- Desconforto; 
- Lesões discos intervertebrais - hérnia, 
- Lesões articulares pés e mãos; 
- Dores musculatura abdominal; 
- Perda do equilíbrio; 
- Efeitos gastrointestinais – gastrite/ulcera 
 
TEMPERATURAS EXTREMAS 
CALOR 
Quando o ambiente de trabalho apresenta uma temperatura muito alta poderá produzir sobrecarga térmica e efeitos nocivos à saúde. 
Exemplo de atividades profissionais expostas ao calor: 
- Indústria metalúrgica e siderúrgica; 
- Indústria de borracha; 
- Cozinheiros; 
- Trabalho sob o sol: agricultores, cortadores de cana, minas de superfície, construção civil. 
Principais mecanismos de defesa do organismo humano, quando submetidos ao calor intenso, são: vasodilatação periférica e sudorese 
 
Fatores que Influenciam nas trocas térmicas: 
- Temperatura do ar 
- Umidade relativa do ar 
- Velocidade do ar 
- Calor radiante (televisores, e outras máquinas) 
- Tipo de atividade: quanto mais intensa for a atividade física exercida pelo trabalhador, maior será o calor produzido pelo metabolismo. 
 
Problemas Causados pelo Calor: 
- exaustão pelo calor; desidratação; câimbras e espasmos; sincope; fadiga transitória; hipertermia; internação; queimaduras; insolação 
 
 
NR15 – ATIVIDADE E OPERAÇÕES INSALUBRES 
Estabelece limite de tolerância: 
- Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. 
- Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local – ambiente termicamente mais ameno com o trabalhador 
em repouso ou exercendo uma atividade leve 
 
MEDIDAS DE CONTROLE RELATIVAS AO HOMEM 
- Aclimatação (exposição gradual ao calor) 
- limitação do tempo de exposição; 
- reposição hidroeletrolítica na forma de sachês; 
- equipamentos de proteção individual; 
- educação e treinamento. 
 
MEDIDAS DE CONTROLE RELATIVAS AO AMBIENTE 
- uso de climatizadores; 
- aumentar a circulação de ar no local; 
- exaustão dos vapores de água emanados de um processo (caldeiras, por exemplo); 
- utilização de barreiras refletoras (alumínio) ou absorventes (ferro ou aço) da radiação infravermelha; 
- automação do processo (uso de máquinas para cortar cana) 
 
FRIO 
Ambiente frio é aquele com temperatura que possam afetar a saúde, o conforto e a eficiência do trabalhador. É considerado ambiente frio aquele que apresenta temperatura do ar 
abaixo de 18ºC. 
Exemplo de atividades profissionais expostas ao frio: 
- Trabalho em câmaras frigoríficas 
- Indústria de alimentos congelados e similares 
- Trabalho a céu aberto em países com invernos rigorosos. 
 
Problemas causados pelo frio: 
- urticária do frio; hipotermia; ulcerações; frostbite; fenômeno de Raynaud; pés de imersão; enregelamento 
- Para regimes de trabalho em ambientes frios, é necessário ofertar ao trabalhador períodos de repouso e recuperação térmica em ambiente de temperatura agradável. 
- Temperaturas baixas fazem vasoconstrição, diminuindo a irrigação sanguínea de diversas estruturas, principalmente os tendões, que são estruturas naturalmente pouco irrigadas. Pode 
agravar tendinites e outros problemas osteomusculares 
 
MEDIDAS DE CONTROLE DO FRIO 
- Aclimatização – gradual 
- Vestimentas de trabalho 
- Regime de trabalho 
- Educação e Treinamento. 
 
RADIAÇÃO IONIZANTE 
O efeito das radiações ionizantes em um indivíduo depende basicamente da dose absorvida (alta/baixa), da taxa de exposição (crônica/aguda) e da forma da exposição (corpo 
inteiro/localizada). 
Quanto maiores as taxas de dose e as doses absorvidas, maiores as probabilidades de dano, de mutações precursoras de câncer e de morte celular. 
Quando a radiação ionizante incide sobre a água, produz radicais livres, substâncias que produzem o envelhecimento celular. Esses radicais livre causam lesão celular a nível de DNA. Se 
esse DNA não for reparado, por exemplo, pelas enzimas endonucleases, essa lesão poderá evoluir para uma displasia(célula displásica). Sabe-se que a displasia pode evoluir para uma 
neoplasia. 
A radiação não pode ser removida do ambiente. É preciso dosar o nível de radiação que o indivíduo está recebendo a cada mês, a partir de um aparelho chamado dosímetro. O dosímetro 
é pendurado do lado esquerdo do jaleco dos funcionários durante 1 mês, para dosar os níveis de radiação que o trabalhador está sendo exposto 
Exemplos: 
- funcionários do raio-X (radiografia), da tomografia, o próprio aparelho que faz cateterismo cardíaco, a radioterapia. 
 
OBS: 
Ressonância e ultrassom NÃO emitem radiação ionizante 
 
RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE 
São ondas eletromagnéticas de mais baixa energia que as ionizantes – não possuem energia necessária para produzir a perda de átomos. 
Radiação eletromagnética não-ionizantes (RNI) são as radiações eletromagnéticas que não possuem energia suficiente para produzir ionização de átomos ou moléculas. A maioria desse 
espectro produz dissipação térmica – efeitos térmicos. 
 
EMISSÃO DE ONDAS ELETROMAGNETICAS 
Longas (LF), Médias (MF), Curtas (CF): 
- Radio navegação; Radiofarol; Comunicações marítimas; Transmissão de AM; Radioastronomia; Radioamador; Rádio convencional 
 
Ultracurtas (VHF): 
- transmissão em FM; televisão; guia de trafego aérea 
 
Micro-ondas: 
- faixa de cidadão; celular; fornos; comunicação por satélite; radar; altímetro; radar para detecção de nuvens; radares em geral; aquecimento industrial 
 
Infravermelho: 
- aparelhos eletrodomésticos; fornos; lâmpadas; laser; fontes de radiação natural; metais aquecidos 
 
Luz Visivel: 
- lâmpadas incandescentes; tubos florescentes; flashes; luz solar; aplicação de laser 
 
UV A, B, C 
- lâmpadas de vapor de mercúrio; processos químicos; radiação solar 
 
LASER: 
Excitar átomos (em estado sólido, líquido ou gasoso) = feixes luminosos coerentes (harmônicos) e alcançar altíssimos graus de luminosidade, energia e potência, e é monocromática. 
Aplicações: 
- Telecomunicações em fibra ótica; 
- Microcirurgia, foto coagulação (Oftalmologia); 
- Microanálises; Tratamento de tumores de pele, cauterizações; 
- Cardiologia: angioplastia com fibra ótica, 
- Odontologia: diagnóstico e tratamento de cáries, remoção de tecidos calcificados e vaporização de partes moles (ablação). 
 
Riscos: 
- Radiação direta ou refletida pode afetar os olhos ou a pele 
MEDIDAS DE CONTROLE 
Precauções gerais: 
- Não olhar diretamente para o feixe nem para as reflexões especulares; 
- Evitar focalizar o laser com os olhos; 
- Usar óculos de segurança de densidade ótica; 
- Devem ser tomadas precauções especiais para fontes de alta voltagem (geração de raio-X) 
 
Precauções especificas: 
- dependem do tipo (pulsado ou continuo) e da potencia do laser 
 
PRESSOES ANORMAIS 
A atmosfera exerce sobre o nosso organismo a chamada pressão atmosférica ou pressão barométrica, que varia de acordo com a altitude. 
Se subirmos uma montanha muito alta ou tomarmos um avião, teremos sobre nós uma pressão menor da atmosfera. 
Se entrarmos no mar, a grandes profundidades, teremos sobre nós uma pressão maior exercida pela atmosfera. Em condições normais, no nível do mar, com temperatura de 0ºC, essa 
pressão é de 1 atm – equivale à pressão de 760mmHg ou 10m de água. 
O ser humano passa toda a sua existência pressurizado “entre a superfície de um mar líquido e o fundo de um mar gasoso”. 
 
Atividades Hiperbáricas: 
- mergulho; tubulao pneumático; túnel pressurizado; oxigenoterapia hiperbárica 
 
MEDICINA HIPERBARICA 
Ramo da medicina responsável pelo estudo, pelas normas de prevenção e segurança e pelo tratamento de todas as patologias causadas pelos ambientes pressurizados, como também 
todas as situações patológicas que se beneficiam com o oxigênio sob pressão 
O paciente em câmara hiperbárica, com o aumento de pressão atmosférica no seu interior, e respirando oxigênio a 100% terá um grande aumento circulatório na porção de oxigênio 
liquefeito no plasma, ocorrendo dessa maneira muitos efeitos biológicos. 
 
Efeitos da Oxigenoterapia Hiperbárica: 
- Antibiótico; Osteogênico; Angiogênico; Músculo protetor; Vasoconstructor; Antiradicais livres; Cicatrizante; Ativação celular 
 
PRESSOES ATMOSFERICAS ABAIXO DO NORMAL 
Trabalhadores que realizam tarefas em grandes altitudes. A diminuição da pressão atmosférica implica na diminuição da concentração de oxigênio no ar inspirado, o que pode levar à: 
hipóxia, hipoxemia, até anóxia. 
 
Efeitos da Baixa Pressao Atmosferica: 
- Hiperventilação compensatória, 
- Respiração de Cheyne-Stokes – 10.000m altura: Produção de hemácias, Taquicardia, Elevação PA, Pode ocorrer parada respiratória. 
- Essas alterações fisiológicas ocorrem na tentativa de reverter o quadro de hipóxia. 
 
AGENTES QUIMICOS 
Agentes químicos é sinônimo de agentes tóxicos. 
A sobrevivência da espécie humana depende do bem estar dos outros organismos e da disponibilidade do ar, água e alimentos de qualidade. Os agentes tóxicos de fontes antropogênicas, 
como os de origem natural podem causar danos aos organismos. Conhecer os agentes tóxicos ambientais para que um controle eficaz possa ser realizado, visando prevenir ou minimizar 
danos as populações. 
Os poluentes atmosféricos são agentes químicos/tóxicos de origem antropogênica. 
 
PRINCIPAIS FATORES DE CONTAMINAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 
NATURAIS: 
- atividade vulcânica 
- incêndios florestais: causados por exemplo por raios em florestas secas; 
- maré vermelha: presença de algas que vão para a área costeira e fazem contaminação de moluscos (ostras e mariscos). Essas algas são tóxicas para o ser humano; 
- acúmulo de arsênico em animais marinhos ou na agua: todas as pessoas possuem alguma quantidade de arsênico no organismo, oriundo da alimentação, principalmente quando 
comemos frutos do mar. 
 
ANTROPOGÊNICAS: 
- doméstico e urbano: esgoto doméstico, lixo doméstico, monóxido de carbono (CO) dos veículos automotores; 
- industrial: efluente industrial, lixo industrial, queima de combustível; 
- agropecuária: queimadas, fertilizantes, praguicidas. Herbicida são praguicidas específicos para controlar ervas daninhas, enquanto os inseticidas são praguicidas específicos para 
controlar insetos. 
 
OBS: 
- a matriz energética brasileira é bem variada (energia hidroelétrica, eólica e solar), o que causa menores impactos ambientais em termos de queima de combustível. 
 
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA 
A atmosfera é formada por seis camadas, sendo a troposfera a mais próxima da terra: 
Troposfera  estratosfera  mesosfera  termosfera  exosfera 
 
OBS: 
- Acima da troposfera há uma camada de ozônio (O³) que protege à Terra de radiação ultravioleta. Os CFCs (clorofluorcarbono) são gases que destroem a camada de ozônio. A troca de 
CFC por outras substâncias tem diminuindo o buraco da camada de ozônio 
 
TROPOSFERA: 
- é a camada mais próxima da Terra, medindo aproximadamente 20km. 
- Possui um ar mais denso, composto por: 78,08% de Nitrogênio; 20,95% de Oxigênio; 0,93% de Argônio; 0,035% de Gás Carbônico; e outros gases como neônio, hélio, metano (CH4) e 
CO, e vapor d’água. 
- Alguns fenômenos naturais e antropogênicos são capazes de alterar os níveis dos gases da troposfera, principalmente do SO2, H2S, CO e outros. A grande quantidade de gases na 
troposfera confere a essa camada o efeito estufa. 
- O efeito estufa é o que permite a vida na Terra. 
- Existe uma teoria de que está aumentando a quantidade de CO² devido a queimadas e queima de combustíveis fósseis, o que aumenta a temperatura da troposfera. Isso decorre no 
derretimento das calotas polares dos polos ártico e antártico. 
- Há outra teoria que diz que a cada 150 a 200 anos a Terra passa por ciclos de aquecimento e resfriamento. No entanto, o aquecimento é potencializado pela queima de combustíveis e 
matas 
 
OBS: 
- A chuva ácida se dá pela presença do oxigênio, água e um poluente atmosférico dióxido de enxofre (SO2). 
 
FONTES EMISSORAS 
Estacionárias: 
- industriais 
- produzem SOx e particulados 
 
Móveis: 
- veículos automotores 
- produzemCO, hidrocarbonetos e NOx 
 
EFEITOS TOXICOS CAUSADOS PELOS POLUENTES DO AR 
O estímulo químico provoca broncoconstrição, causando uma dispneia aguda por efeito direito da substância química na árvore respiratória. 
 
Agudos: 
- lacrimejamento; dificuldade da respiração; diminuição da capacidade física 
 
Cronicos: 
- alteração da acuidade visual; alteração da ventilação pulmonar; asma; bronquite; doenças cardiovascular; enfisema; câncer pulmonar 
 
GRUPOS MAIS SUSCETIVEIS A POLUENTES AMBIENTAIS 
- idosos, crianças, gestantes, deficientes respiratórios e cardíacos 
- Nas crianças, o sistema que metaboliza as substâncias tóxicas ainda está em fase de desenvolvimento. 
- Nos idosos, a capacidade de biotransformação hepática já está reduzida devido ao envelhecimento natural dos sistemas. 
- As gestantes são mais suscetíveis a poluição atmosférica, pois a medida em que o feto cresce, ocorre um comprometimento da mobilidade do diafragma, provocando um “fôlego curto”. 
Pneumonias em gestantes são mais graves pois comprometem ainda mais a respiração da gestante. 
- Problemas cardiorrespiratórios tornam o indivíduo mais suscetíveis a poluentes atmosféricos. 
 
CONCEITO E NOMENCLATURA DE CONTAMINANTE NO AR 
- Gases e vapores: são formados por moléculas das substâncias dispersas no ar. São substâncias expandidas. 
- Particulados: moléculas dispersar no ar, sendo sólidas ou líquidas. 
 
PARTICULADOS LIQUIDOS 
Os particulados líquidos são constituídos de gotículas de líquidos dispersos no ar. 
 
Névoas: 
- são geradas diretamente do liquido por uma ação mecânica (borrifamento, borbulhamento) e podem conter as substâncias dissolvidas neste líquido. 
- a chuva acida é decorrente da condensação de nevoa composta por enxofre 
Exemplos: 
- aplicação de praguicidas na lavoura. 
- Pintura a revólver: pintura em forma de névoa, expelida por ar comprimido. Pinturas a revólver poluem muito mais o ambiente (aumenta a chance de intoxicação do indivíduo) em 
relação à pintura com pincel 
 
Neblinas: 
- são formadas por condensação de vapores em gotículas de líquidos e não contém as substâncias dissolvidas no liquido que as gerou. 
Exemplo: neblina de solventes, óxidos, etc. 
- Existe a neblina natural, formada por água, mas há neblina produzidas por outras substâncias, como solventes 
 
PARTICULADOS SOLIDOS 
Poeiras: 
- são particulados sólidos em suspensão no ar obtidos por pulverização mecânica de um material originalmente em estado sólido. 
- Poeira inorgânica: perfuração e extração de jazidas de rochas ornamentais. Essas poeiras contêm dióxido de silício, e a inalação dessa substância produz uma reação inflamatória dos 
pulmões, com lise de macrófagos e deposição de fibrose (pneumoconiose). A pneumoconiose produzida por sílica é chamada de silicose. 
- Poeira orgânica: algodão. A inalação da poeira de algodão dá origem a uma doença chamada de bissinose. 
 
Fumos: 
- misturas de particulados muito finos, liberados ao ar resultado de uma transformação química (aquecimento, combustão, explosão). 
- Fumos metálicos: particulados sólidos formados pela evaporação de metais fundidos e pela oxidação destes pelo oxigênio do ar, seguida da condensação (resfriamento ao encontrar 
temperaturas mais baixas na atmosfera) Ex: Óxido de Zinco, Óxido de Chumbo, etc. 
 
PARTICULADOS + GASES E VAPORES 
Fumaças: 
- consistem de gases, vapores e partículas sólidas e líquidas que resultam da combustão incompleta de substâncias carbonáceas. 
- Ex.: fumaça de queimadas. 
 
PARTICULADOS SÓLIDOS ou LIQUIDOS SÃO DIVIDIDOS EM: 
PARTICULADO INALÁVEL: 
- Fração de material particulado suspenso no ar, de partículas de diâmetro aerodinâmico < 100 µm (entram pelas narinas e pela boca, penetrando no trato respiratório durante a inalação). 
- É usado na avaliação do risco ocupacional associado a partículas que exercem efeito adverso quando depositadas no trato respiratório como um todo. 
 
PARTICULADO TORÁCICO: 
- Fração de material particulado suspenso no ar, de partículas de diâmetro aerodinâmico < que 25 µm, (passa pela laringe, entra pelas vias aéreas superiores e penetra nas vias aéreas 
dos pulmões). 
- É usado na avaliação do risco ocupacional associado a partículas que exercem efeito adverso quando depositadas nas regiões traqueobronquial e de troca de gases. 
 
PARTICULADO RESPIRÁVEL 
- Fração de material particulado suspenso no ar constituída por partículas de diâmetro aerodinâmico < que 10 µm, (penetra além dos bronquíolos terminais e se deposita na região de 
troca de gases dos pulmões, causando efeito adverso nesse local). 
 
PARTICULADO TOTAL 
- Corresponde ao material particulado total suspenso no ar coletado. 
- A coleta do particulado total deve ser utilizada somente quando não houver indicação específica para coleta de particulado inalável, torácico ou respirável. 
 
LIMITES DE TOLERANCIA 
A presença de agentes químicos, físicos ou biológicos no ambiente de trabalho oferecem riscos à saúde dos trabalhadores. O fato de estarem expostos a estas substancias agressivas não 
implica, obrigatoriamente, que estes trabalhadores venham a contrair uma doença no trabalho. 
Exposição a estas substâncias agressivas não implica, obrigatoriamente, que estes trabalhadores venham a contrair uma doença do trabalho. 
Para que os agentes causem danos à saúde, é necessário que: 
- Estejam acima de uma determinada concentração ou intensidade 
- O tempo de exposição à esta concentração ou intensidade seja suficiente para uma atuação nociva 
 
IMPORTANTE: 
- Fazer uma avaliação quantitativa do agente, 
- Avaliarmos o tempo real de exposição do trabalhador a este agente 
 
 
 
DEFINIÇÃO: 
Denominamos “Limites de Tolerância” aquelas concentrações dos agentes químicos ou intensidades dos agentes físicos presentes no ambiente de trabalho, sob as quais os trabalhadores 
podem ficar expostos durante toda a sua vida laboral, sem sofrer efeitos adversos a sua saúde. 
 
EXEMPLOS 
- ácido clorídrico: 4ppm 
- álcool etílico: 780 ppm 
- amônia: 20 ppm 
- monóxido de carbono: 39 ppm; indicador: carboxihemoglobina 
- tolueno (toluol): 78 ppm; indicador: tolueno no sangue ou urina 
- arsênico; indicador: arsênico 
- xilenos; indicaor: acido metilhipurico 
-inseticidas inibidores da colinesterase; indicador: atividade da acetilcolinesterase eritrocitária 
- chumbo e seus compostos inorgânicos; indicador: chumbo no sangue 
 
ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 
São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem acima dos limites de tolerância (LT) previstos nos diversos anexos da Norma Regulamentadora nº 15 (NR 
15). 
Se o exercício do trabalho for considerado como insalubre, o trabalhador deverá receber um adicional incidente sobre o salário mínimo, nas seguintes condições: 
- 40% = INSALUBRIDADE DE GRAU MÁXIMO: fabricação e restauração de acumuladores, pilhas e bateriais elétricas contendo compostos de chumbo 
- 20% = INSALUBRIDADE DE GRAU MÉDIO: emprego de produtos contendo hidrocarbonetos aromáticos como solventes ou em limpeza de peças 
- 10% = INSALUBRIDADE DE GRAU MÍNIMO: fabricação e transporte de cal e cimento nas fases de grande exposição a poeiras 
A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a interrupção do pagamento do adicional respectivo. A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: 
1. Com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; 
2. Com a utilização de equipamento de proteção individual 
 
ATENÇÃO 
As tabelas sobre “Parâmetros para controle biológico da exposição ocupacional a alguns agentes químicos” e “Parâmetros para monitorização da exposição ocupacional a alguns riscos 
à saúde” não precisam ser decoradas. 
O professor vai colocar na prova e pedir para a gente analisar. Sobre as tabelas, algumas considerações feitas: 
- Solicita-se hemograma completo para trabalhadores expostos a radiações ionizantes. Essa radiação pode afetar vários sistemas biológicos como a medula óssea. Assim, o hemograma 
é capazde avaliar a integridade da medula. 
- Se a pessoa ingerir uma substância que não é absorvida, ela sai pelas fezes. Se a substância sofrer biotransformação ela vira hidrossolúvel e sai na urina. O tratamento da intoxicação é 
feito através de lavagem gástrica ou ingere carvão ativado. 
- Substâncias psicotrópicas têm o cabelo (fâneros no geral) como depósito de armazenamento. Ficam armazenados por até 3 meses. 
 
 
 
DOENÇAS RESPIRATORIAS RELACIONADAS AO TRABALHO 
O ar ambiente contém gases e aerossóis sob a forma líquida ou sólida. 
A constituição da fase gasosa é variável, possui: 
- Pressões de oxigênio, nitrogênio e gás carbônico, de acordo com a pressão atmosférica. 
A fase sólida (particulados/aerodispersóides) é variável em função da: 
- Umidade do ar; Estação do ano; Proximidade de zonas rurais ou urbanas; Industrialização na área 
A falta de chuva faz aumentar muito a quantidade de particulados na atmosfera. Por esse motivo, as doenças respiratórias são mais frequentes nos meses de outono e inverno, época 
do ano em que há menos chuva e, inversamente, mais poluentes. 
Outros fatores são a proximidade de áreas urbanas e industriais. Em cidades poluídas, como São Paulo e grandes centros, a presença de poluentes é mais evidente. As indústrias que 
geram particulados estão localizadas nas chamadas áreas/distritos industriais. As industrias devem ser instaladas, por lei, longe dos aglomerados urbanos. 
Essas condições possuem relação direta com o aumento do número de consultas e internações por afecções respiratórias. 
 
CLASSIFICAÇÃO CLINICA DAS DOENÇAS PULMONARES 
Depende de fatores como: 
- reação tecidual; tipo de agente envolvido; quadro clinico predominante 
A intoxicação aguda é aquele que ocorre num prazo de 24h entre a exposição e o aparecimento dos sintomas. 
A intoxicação crônica acontece de forma insidiosa, e os sintomas podem ocorrer depois de semanas, meses e até anos. 
 
DOENÇAS AGUDAS 
TRATO RESPIRATÓRIO ALTO 
- Irritação/infamação de cavidades nasais (rinite) e seios da face (sinusite), faringe (faringite) e laringe (laringite). 
 
TRATO RESPIRATÓRIO BAIXO: 
- Na asma ocupacional (incluindo bissinose e síndrome de disfunção reativa de vias aéreas), o sistema respiratório se defende com a produção de muco. 
- principal exemplo: asma ocupacional, causa por poeiras de algodão, borracha, madeira, etc 
 
DOENÇAS DO PARÊNQUIMA PULMONAR 
- As pneumonites (doenças inflamatórias dos pulmões) são doenças inflamatórias que decorrem na formação de muco, podendo evoluir para infecção (pneumonia). 
- As pneumonias podem ocorrer por hipersensibilidade ou por substâncias tóxicas. A inalação de substâncias químicas tóxicas decorre em pneumonites tóxicas, que podem evoluir para 
óbito. 
 
DOENÇAS PLEURAIS 
- O derrame pleural é a presença de líquido no espaço pleural. 
 
DOENÇAS CRONICAS 
TRATO RESPIRATÓRIO ALTO 
- A exposição frequente ao ácido crômico (usado em galvanoplastia) ou cloreto de ouro (banho de ouro em semi-joias) podem provocar úlceras de septo nasal por inalação dessas 
substâncias. 
 
TRATO RESPIRATÓRIO BAIXO 
- Pode ocorrer bronquite crônica ocupacional e enfisema pulmonar devido a inalação de substâncias agressoras. Outra causa seria a inalação de ácidos (ácido muriático), pó de serra, etc. 
- Por isso durante a anamnese é importante sempre perguntar: trabalha em que setor, boy? 
- O LCFA (limitação crônica ao fluxo aéreo) é uma doença progressiva associada a uma resposta inflamatória anormal do pulmão a partículas ou gases nocivos. 
- O cigarro é o principal exemplo de substância agressora. 
- as principais são: bronquite crônica ocupacional; enfisema pulmonar; bronquiolites (causas: polietileno, aromas alimenares) 
 
DOENÇAS DO PARÊNQUIMA PULMONAR 
- As pneumoconioses são muito importantes. 
- A silicose é um tipo de pneumoconiose provocada pela inalação de sílica. Essa inalação produz lise do macrófago, que dispara a formação de fibras elásticas, decorrendo em fibrose 
pulmonar. 
 
 
Pneumoconiose dos trabalhadores do carvão: 
- é uma doença pulmonar ocupacional com padrão restritivo causada pela inalação de poeiras inorgânicas, geralmente associada a trabalho em metalúrgicas, construtoras, mecânicas 
ou minas. 
- A antracose (pneumoconiose dos trabalhadores do carvão) ocorre pela deposição de partículas de carvão que são fagocitados por macrófagos 
- O termo pneumoconiose refere-se apenas àquelas doenças causadas por inalação de aerossóis sólidos e a consequente reação tecidual do parênquima pulmonar. O macrófago fagocita 
essas partículas, o que resulta na lise dos macrófagos com consequente formação de fibras, depósito de colágeno e elastina. Esse é o princípio de todas as doenças pulmonares 
fibrinogênicas. A substância fibrinogênica é aquela que produz a lise de macrófagos. As substâncias que não produzem l ise de macrófagos são não-fibrinogênicas 
ENTÃO: lise dos macrófagos  produção de fibras elásticas  fibrose pulmonar 
- A asbestose é uma doença crônica do parênquima pulmonar provocada pela inalação frequente e constante do asbesto ou amianto. O amianto é um produto utilizado para produção 
de telhas e caixas d’água. Ocorre uma tentativa de cicatrização do tecido pulmonar, causada pelas fibras minerais de silicatos do asbesto, formando um extenso tecido cicatricial nos 
pulmões. 
 
CARCINOMAS DO TRATO RESPIRATÓRIO 
- Adenocarcinomas dos seios da face: exposição à níquel, no processo de refino e fundição. 
- Carcinoma broncogênico: asbesto, radiação, arsênico, cromo, níquel. 
- Mesotelioma de pleura: asbesto. 
 
BRASIL 
A primeira pneumoconiose no Brasil foi a silicose, e é também a mais frequente. 
As primeiras pneumoconiose ocorreram em Minas Gerais, devido do extrativismo mineral – mineração de ouro e sílica. 
Utilizam bastante sílica: 
- Indústria de cerâmicas; Fundições; Cavação manual de poços; Jateamento de areia 
 
A sílica é um componente da crosta terrestre muito comum, estando presente em materiais cerâmicos, no barro, etc. Formas de metais de cerâmica provocam liberação de poeira de 
sílica, bem como perfuração de poços, jateamento de areia, etc. A areia lava de construção civil é colocada em um recipiente e sai em alta velocidade de uma mangueira para retirar 
ferrugem de materiais metálicos devido a sua característica abrasiva do jato de areia. Esse jato de areia produz uma enorme quantidade de poeira de sílica. A areia do jateamento pode 
ser substituída por granalha de ferro. 
 
A segunda pneumoconiose mais frequente é a antracose ou pneumoconiose dos trabalhadores do carvão, muito frequente no estado de Santa Catarina devido ao extrativismo do carvão 
mineral ou carvão vegetal. 
 
PENETRAÇÃO E DEPOSIÇAÕ DOS AGENTES INALÁVEIS 
- Os gases penetram livremente no trato respiratório. A solubilidade dos gases em líquidos orgânicos é um fator que influencia na sua toxicidade. O gás cloro é muito solúvel em água, 
podendo reagir com a água da mucosa do trato respiratório, produzindo toxicidade. 
- Quanto maior a concentração da substância no ambiente, maior a toxicidade. As condições ambientais, como umidade, também influenciam. 
 
 IMPORTANTE: 
- substâncias com tamanho > 10 micrômetros não conseguem adentrar nos alvéolos pulmonares, ficando então acumuladas nas vias aéreas superiores. A penetração de aerossóis, 
líquidos ou sólidos no trato respiratório só ocorre quando o diâmetro aerodinâmico das partículas é menor que 10 m icrômetros, chamadas de “fração respirável”. 
 
FRAÇÃO RESPIRÁVEL: 
- depositam-se em qualquer nível da árvore respiratória. O processo de deposição de partículas varia de acordo com as condições ambientais, e com a dose e intensidade da exposição 
ao agente 
- Se o trabalhador estiver fazendo atividade física leve, ele se intoxica menos do que um trabalhador que está fazendo atividade física intensa, mesmo que exposto a mesmas 
concentrações de substâncias tóxicas. Isso porque quanto maior a frequência respiratória, maior a inalação de substâncias. 
 
MECANISMOS DE DEFESA DO TRATO RESPIRATORIOSistema mucociliar: 
- favorece a aderência do agente agressor e o movimento ciliar leva a substância até a orofaringe para que seja eliminado pelo reflexo da tosse ou pelo sistema digestório. 
- Uma descompensação desse mecanismo produz doenças. 
 
Macrófagos alveolares: 
- Quando esses mecanismos estão íntegros e ativos, conseguem eliminar o agente agressor por uma resposta adequada. 
- Se houver desequilíbrio entre a agressão e os mecanismos de defesa, decorrerá em desenvolvimento de doenças. 
 
COMO O PULMAO RESPONDE AOS AGENTES AGRESSORES 
A presença de células inflamatórias produz muco. Quando o muco infecta, temos o desenvolvimento de pneumonia 
 
TOSSE: 
- reflexo mediado pela estimulação de receptores de irritação dispostos preferencialmente nas vias aéreas proximais; 
 
BRONCOCONSTRIÇÃO: 
- secundaria à estimulação das terminações nervosas presentes nas vias aéreas por mecanismos reflexos vagais ou pela secreção de mediadores inflamatórios; 
 
SECREÇÃO DE MUCO E SUBSTÂNCIAS CITOPROTETORAS: 
- as substâncias protetoras são as lizosimas, secretadas pelas células secretoras presentes ao longo do trato respiratório; 
 
TRANSPORTE MUCOCILIAR: 
- consiste no batimento ordenado do epitélio ciliar que propele as secreções respiratórias em direção à orofaringe; 
 
DEFESA IMUNE: 
- produto da ação do sistema linfóide associado às vias aéreas; 
 
ATIVAÇÃO DE CÉLULAS INFLAMATÓRIAS: 
- presentes na secreção que recobre o trato respiratório, provenientes do recrutamento local (diapedese transepitelial), ou trazidas do compartimento alveolar pelo transporte mucociliar. 
 
Quando os agentes agressores levam a disfunção ou hipersolicitação dos mecanismos de defesa, haverá condições para o desenvolvimento de doença das vias aéreas. 
O desequilíbrio dos mecanismos de defesa irá produzir doença. 
Exemplos: 
- DISTÚRBIOS DO TRANSPORTE MUCOCILIAR E TOSSE: produz bronquite crônica e doenças inflamatórias crônicas (bronquiectasias ou a mucoviscidose) 
- ATIVAÇÃO EXCESSIVA DA RESPOSTA BRONCOCONSTRITORA: produz asma brônquica. 
- PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS DAS VIAS AÉREAS POR ESTÍMULO PATOLÓGICO CRÔNICO: a proliferação de células pode originar um mecanismo de metaplasia ou displasia, e decorrer no 
desenvolvimento de carcinoma broncogênico. 
 
OBS: 
- O tabagismo danifica o epitélio do sistema respiratório, promovendo uma metaplasia, podendo haver perda das células produtoras de muco e perda dos cílios 
- todo carcinoma começa com uma displasia 
 
 
 
RESPOSTA PULMONAR FRENTE A AGENTES INALÁVEIS 
GASES E FUMAÇAS TÓXICAS 
Comprometem as vias aéreas, causando: 
- Traqueobronquite hemorrágica aguda e bronquilites; 
- Edema pulmonar; 
- Pneumonite hemorrágica; 
- Destruição do epitélio alveolar. 
 
Material particulado: 
- produz alterações inflamatórias no território de trocas gasosas, preservando as vias aéreas de maior calibre. 
 
Fatores que alteram as lesões são: 
- Natureza e propriedade do agente; 
- Concentração do agente retida no pulmão e a duração da exposição (dose x tempo de exposição); 
- Susceptibilidade individual 
 
Dose X Tempo de Exposição: 
- A silicose é uma doença de aparecimento tardio, aparecendo cerca de 10 a 15 anos após o início da exposição à sílica. 
 
Susceptibilidade Individual: 
- O sistema imunológico de cada indivíduo (suscetibilidade individual) tem grande influência no desenvolvimento das doenças 
 
TIPOS DE REAÇÃO TECIDUAL 
A interação entre o macrófago alveolar e as partículas fagocitadas determinam a reação tecidual 
 
1) partículas como ferro, titânio e carbono: 
- possuem pouca toxicidade para os macrófagos, permanecendo viáveis com as demais partículas fagocitadas presentes no citoplasma do macrófago. Portanto a poeira produzida por 
essas substâncias é chamada de poeira inerte ou não fibrinogênica. Essas substâncias causam pneumoconiose por acúmulo e não por reação tecidual. As partículas de ferro (causa 
siderose), titânio e carbono são não fibrinogênicas pois não provocam lise do macrófago e, portanto, não provocam fibrose no pulmão. 
 
2) poeira de sílica e de asbesto: 
- altera a superfície dos macrófagos, causando lise celular e posterior fibrose pulmonar, por isso são chamadas de poeiras fibr inogênicas. Causam pneumoconiose por uma rica reação 
tecidual, variando de um leve acúmulo de reticulina até uma fibrose tecidual intensa. O manejo da exposição difere entre as substâncias fibrinogênicas e não fibrinogênicas, sendo que 
indivíduos expostos a substâncias fibrinogênicas devem ter mais intervalos durante a jornada de trabalho. 
 
RESUMINDO 
Siderose: causada por ferro 
Asbestose: causada por asbesto 
Silicose: causada por sílica 
Bissinose: causada por algodão 
 
CLINICA DO PACIENTE 
DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO 
É muito importante saber a história ocupacional do paciente, além da avaliação clínica: 
- História ocupacional; Sintomas respiratórios (dispneia aos esforços, dispneia progressiva); Sinais clínicos 
 
EXAMES DE IMAGEM 
Apesar do enorme avanço tecnológico ocorrido na área do diagnóstico por imagens, o diagnóstico das pneumoconiose ainda depende basicamente da interpretação da radiografia de 
tórax (padrão OIT – Organização Mundial do Trabalho). Os exames de imagens utilizados são: a radiologia convencional e a tomografia computadorizada 
 
PROVAS DE FUNÇÃO 
A prova de função pulmonar é feita através do exame de ESPIROMETRIA, que avalia a função ventilatória: a distensibilidade, complacência ou resistência elástica dos pulmões e parede 
torácica, bem como a resistência ao fluxo aéreo. 
 
ASMA OCUPACIONAL 
- Doença que afeta o trato respiratório baixo. 
- Trata-se de uma obstrução difusa e aguda das vias aéreas, de caráter reversível, causada pela inalação de substâncias alergênicas, presentes no ambiente de trabalho. 
- Exemplos: Poeira de algodão; Poeira de linho; Poeira de borracha; Poeira de couro; Poeira de madeira vermelha. 
- A asma ocupacional é caracterizada pelo nexo entre o aparecimento dos sintomas e a presença do agente agressor no ambiente de trabalho. Por vezes é difícil estabelecer em qual 
circunstâncias o indivíduo está se contaminando, porque existem centenas de substâncias que podem ser alergênicas 
 
Diagnostico: 
Para o diagnóstico de asma ocupacional é preciso identificar o agente alérgeno. Por vezes pode ser necessário solicitar que o indivíduo tire férias (ou atestado) e ver se os sintomas 
continuam. Trata-se de um diagnóstico por supressão da exposição. 
Ou seja, historia clinica consistente com a asma, exposição ao agente alergeno suspeito; evidencia de obstrução reversível associada a exposição ocupacional 
 
Quadro Cliniico: 
Falta de ar; tosse; aperto e chiado no petio; rinorreia; espirros; lacrimejamento 
Os sintomas são relacionados com as exposições ocupacionais às poeiras e vapores. Muitas vezes, uma tosse noturna persistente é a única queixa dos pacientes. Os sintomas podem 
aparecer no local da exposição ou após algumas horas, desaparecendo na maioria dos casos, nos finais de semana ou nos períodos de férias ou afastamento. 
 
Tratamento: 
A asma é uma doença que não tem cura. Podemos tratar as crises (fases agudas) e, principalmente, retirar a exposição a substância alérgena. Assim, uma das etapas do tratamento seria 
afastar o trabalhador de suas atividades e providenciar sua readaptação (realocar o trabalhador) 
 
PNEUMOCONIOSE 
Pneumoconioses são definidas como doenças pulmonares causadas pelo acúmulo de poeiras nos pulmões e reação tissular à presença dessas poeiras. São doenças do parênquima 
pulmonar, como silicose, asbestose e PTC. 
As pneumoconioses são provocadas por exposições frequentes, prolongadas. 
Não se trata de uma doença aguda. Pode ser influenciada pelas características ambientais como clima e umidade do ar. 
 
PTC (PNEUMOCONIOSE DO TRABALHADOR DE CARVÃO) 
- No Brasil, as PTC ocorrem com maior frequência nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, pois são as maiores bacias carboníferas do país. 
- Ocorrem em duas formas:SIMPLES: não provoca fibrose; se deve ao acúmulo de carvão betuminoso; 
COMPLICADA: provoca fibrose maciça e é incapacitante. É provocada pelo carvão antracitoso – promove maior número de partículas respiráveis. 
- A forma da PTC (simples ou complicada) é definida pela presença ou ausência de fibrose pulmonar, e depende do tipo de substância inalada. 
 
Sintomas: 
- dispneia; dor toracia; sensação de pressão no peito; tosse; exame físico pobre 
Tratamento: 
- não existe tratamento especifico 
- tratar complicações 
- evitar reexposição ao po de carvão 
 
Raio-X: 
- múltiplas lesões nodulares pequenas, circundadas por enfisema local, fibrose pulmonar maciça e opacidades grandes em ápices pulmonares que podem até escavar 
Prova de Função: 
- padrão obstrutivo 
 
SILICOSE 
Doença pulmonar causada pela inalação de poeira sílica (minério). 
É produzida por partículas com cerca de 5μm diâmetro, sendo que quanto menor o diâmetro da partícula, pior o desenvolvimento da doença. As partículas causam inflamação pulmonar, 
com cicatrização, fibrose e endurecimento pulmonar. 
É uma doença incapacitante, que causa dispneia progressiva aos mínimos esforços e repouso. 
Trabalhadores expostos a radiações ionizantes e poeiras fibrogênicas (doenças que continuam evoluindo mesmo com a retirada dos fatores de exposição) precisam ter os prontuários 
guardados por 20 a 30 anos. 
 
Quadro Clinico: 
- inexpressivo ou assintomático por anos: tosse não produtiva ou pequena secreção pela manhã; 
- dores torácicas não localizadas, associadas a episódios de bronquite ou queixas gerais (tonturas, fraqueza, sudorese); 
- após cerca de 10 anos a dispneia de esforço passa a ser o sintoma que marca a doença. Evolui lentamento para fibrose pulmonar irreversível; 
- Fases finais: cor pulmonale e ICC 
 
Atividade de Risco: 
- indústria extrativa de minerais; beneficiamento de areia e ferro; jateamento de areia e ferro; abrasivos: marmoraria, corte e polimento de granito. 
 
OBS: 
- O jateamento está proibido no Brasil. 
- Exame médico ocupacional: anamnese + exame físico + exame mental. 
- Particulado não fibrogênico: espirometria pode ser realizada a cada 3 anos 
 
ASBESTOSE 
A asbestose é a pneumoconiose associada ao asbesto ou amianto, sendo uma doença estritamente ocupacional. 
A doença tem caráter progressivo e irreversível, tem um período de latência superior a 10 anos, podendo se manifestar alguns anos após cessada a exposição. 
Em 2014 publicou-se uma portaria interministerial com a lista nacional de agentes cancerígenos para humanos. 
No grupo 1 são agentes confirmados e grupo 2 são agentes suspeitos para carcinogênese para humanos. 
As substâncias cancerígenas não são doses dependentes, ou seja, não há dose segura, e a exposição do trabalhador é proibida. 
Não existe asbestose sem o contato com o amianto 
 
Quadro Clinico: 
- dispneia de esforço; estertores crepitantes nas bases pulmonares; baqueteamento digital; alterações funcionais 
 
Raio-X: 
- pequenas opacidades irregulares na radiografia de tórax 
 
Utilização Industrial: 
- Cimento-amianto (telhas, caixas d`água) 
- Materiais de fricção como pastilhas de freio, 
- Materiais de vedação e revestimentos isolantes 
- Pisos e produtos têxteis, como mantas e tecidos resistentes ao fogo 
 
Diagnostico: 
- historia clinica e ocupacional; exame físico; alterações radiológicas (mesotelioma) 
 
1º SEMANA INTEGRADORA 
INTRODUÇÃO: 
Foram selecionados os itens da NR 32: 
32.1 Do objetivo e campo de aplicação 
32.1.1 Esta Norma Regulamentadora: NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores 
dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. 
32.1.2: Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, 
recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. 
 
32.2 Dos Riscos Biológicos 
32.2.4 Das Medidas de Proteção 
32.2.4.3 Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha 
descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual. 
32.2.4.3.1 Os quartos ou enfermarias destinadas ao isolamento de pacientes portadores de doenças infectocontagiosas devem conter lavatório em seu interior. 
32.2.4.3.2 O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o que deve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das mesmas. 
32.2.4.4 Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só podem iniciar suas atividades após avaliação médica obrigatória com emissão de documento de liberação 
para o trabalho. 
32.2.4.5 O empregador deve vedar: 
a) a utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos; 
b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho; 
c) o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho; 
d) a guarda de alimentos em locais não destinados para este fim; 
e) o uso de calçados abertos. 
32.2.4.6 Todos trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e em condições de conforto. 
32.2.4.6.1 A vestimenta deve ser fornecida sem ônus para o empregado. 
32.2.4.6.2 Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais. 
32.2.4.6.3 O empregador deve providenciar locais apropriados para fornecimento de vestimentas limpas e para deposição das usadas. 
32.2.4.6.4 A higienização das vestimentas utilizadas nos centros cirúrgicos e obstétricos, serviços de tratamento intensivo, unidades de pacientes com doenças infectocontagiosa e 
quando houver contato direto da vestimenta com material orgânico, deve ser de responsabilidade do empregador. 
32.2.4.8 O empregador deve: 
a) garantir a conservação e a higienização dos materiais e instrumentos de trabalho; 
b) providenciar recipientes e meios de transporte adequados para materiais infectantes, fluidos e tecidos orgânicos. 
32.2.4.13 Os colchões, colchonetes e demais almofadados devem ser revestidos de material lavável e impermeável, permitindo desinfecção e fácil higienização. 
32.2.4.13.1 O revestimento não pode apresentar furos, rasgos, sulcos ou reentrâncias. 
32.2.4.14 Os trabalhadores que utilizarem objetos perfuro cortantes devem ser os responsáveis pelo seu descarte. 
32.2.4.15 São vedados o reencape e a desconexão manual de agulhas. 
 
SERVIÇOS DE SAUDE 
Todos aqueles serviços que desenvolvem e exercem atividades de prevenção, educação, promoção, assistência e reabilitação na área da saúde, englobando ESFs, ambulatórios, clínicas 
odontológicas, hospitais, universidades, farmácias, clínicas veterinárias, etc. 
A Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32) tem como finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implantação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que 
desenvolvem atividades de promoção e assistência dentro dos serviços de saúde. 
Segundo a NR-32, os trabalhadores dos serviços de saúde estão expostos a três principais tipos de riscos: 
- Riscos biológicos; Riscos químicos; Riscos físicos 
 
RISCOS BIOLÓGICOS 
O principal risco ocupacional do profissional de saúde é o risco biológico, que se configura comoa exposição ocupacional a agentes biológicos, que são: 
- Microrganismos (bactérias, fungos, vírus, protozoários) 
- Culturas de células (material biológico, ex. sangue) 
- Parasitas (protozoários, helmintos, artrópodes) 
- Toxinas (exotoxinas ou endotoxinas) 
- Príons (estruturas proteicas alteradas) 
 
Os agentes biológicos são distribuídos em classes de risco: 
CLASSE DE RISCO 1: 
- Baixo risco individual e para a comunidade. 
- Inclui os agentes biológicos conhecidospor não causarem doenças 
- existe profilaxia ou terapia eficaz 
- Ex. Lactobacillus spp. e Bacillus subtilis 
 
CLASSE DE RISCO 2: 
- Moderado risco individual e baixo risco para a comunidade. 
- Inclui os agentes biológicos que provocam infecções, cujo potencial de propagação e disseminação é limitado 
- existe profilaxia ou terapia eficaz 
Ex. Schistosoma mansoni e vírus da rubéola 
 
CLASSE DE RISCO 3: 
- Alto risco individual e moderado risco para a comunidade. 
- Inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão, em especial por via respiratória, e que causam doenças potencialmente letais, sendo que para ALGUMAS existem 
medidas profiláticas e terapêuticas 
- Ex. Bacillus anthracis e HIV 
 
CLASSE DE RISCO 4: 
- Alto risco individual e para a comunidade. Inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade, em especial por via respiratória, ou de transmissão desconhecida. 
- Até o momento NÃO HÁ nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz contra infecções ocasionadas por esses Ex. vírus Ebola e vírus da varíola 
 
MEDIDAS DE PROTEÇÃO 
As medidas de proteção para os riscos biológicos podem ser quanto a mobiliárias, instalações e vestimentas, tais como: 
- Existência de lavatórios próximos às frentes de trabalho e de fácil acesso ao trabalhador, com cestos de lixo com pedais de abertura, sabonete l íquido e pia 
- Uso de luvas de procedimento quando houver manuseio de locais com materiais biológicos contaminados 
- Enfermaria ou quartos com pacientes isolados necessitam ter pias, cestos de lixo, armários com EPIs e descarpack 
- Proibição do uso adornos (inclusive gravatas sem prendedor ou crachás em cordão), de sapatos abertos ou com saltos altos, colocação ou retirada de lentes de contato, comer e beber 
em enfermarias ou clínicas, fumar 
- Além disso, a vacinação é um tipo de prevenção primária muito eficiente no combate contra riscos biológicos, visto que consegue proteger o ser humano contra várias doenças. 
 
PRINCIPAIS DOENÇAS 
As principais doenças relacionadas ao trabalho produzidas por agentes biológicos são: 
- Tuberculose; Carbúnculo; Brucelose; Leptospirose; Tétano; Dengue; Febre Amarela; Hepatites virais; HIV; Dermatofitose e outras micoses superficiais; Malária; Candidíase; Leshmaniose 
cutânea e cutaneomucosa 
 
2º SEMANA INTEGRADORA 
EPI, de acordo com todas as partes do corpo 
 
EPI para proteção da cabeça: 
- capacete, capuz ou balaclava. 
 
EPI para proteção dos olhos e face: 
- óculos, protetor facial, máscara de solda. 
 
EPI para proteção auditiva: 
- protetor auditivo. 
 
EPI para proteção respiratória: 
- respirador purificador de ar não motorizado, respirador purificador de ar motorizado, respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido, respirador de adução de ar tipo máscara 
autônoma, respirador de fuga. 
 
EPI para proteção do tronco: 
- vestimentas, colete à prova de balas. 
 
EPI para proteção dos MMSS: 
- luvas, creme protetor, manga, braçadeira, dedeira. 
 
EPI para proteção dos MMII: 
- calçado, meia, perneira, calça. 
 
EPI para proteção do corpo inteiro: 
- macacão, vestimenta de corpo inteiro. 
 
EPI para proteção contra quedas com diferença de nível: 
- cinturão de segurança com dispositivo trava-queda, cinturão de segurança com talabarte.

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