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EFEITO IN VITRO DE EXTRATOS HOMEOPÁTICOS DE PRÓPOLIS E
CALÊNDULA SOBRE BEAUVERIA BASSIANA
Guilherme Miglioli Martins 1 ; Natália Caetano Vasques2; Marcelo Teixeira Silva3; Cleiltan Novais da
Silva4; Edneia Aparecida de Souza Paccola5; Francielli Gasparotto6
1Acadêmico do Curso de Agronomia, Centro Universitário de Maringá - UNICESUMAR. Bolsista PROBIC-UniCesumar. guil.miglioli@gmail.com
2Acadêmica do Curso de Agronomia, Centro Universitário de Maringá - UNICESUMAR. Colaboradora PROBIC-UniCesumar.
natalia.caetanovasques@hotmail.com
3Acadêmico do Mestrado em Tecnologias Limpas, Centro Universitário de Maringá – UNICESUMAR. marcelo.teixeira@unicesumar.edu.br
4 Pós-doutoranda do programa de Pós-graduação em Tecnologias Limpas do Centro Universitário de Maringá - UNICESUMAR. cleiltan@gmail.com
5Co-Orientador, Prof. Dr do Programa de Mestrado em Tecnologias Limpas e do Curso de Agronomia, Centro Universitário Maringá - Unicesumar,
Pesquisadora do Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação – ICETI. edneia.paccola@unicesumar.edu.br
6Orientadora, Profa. Dra do Programa de Mestrado em Tecnologias Limpas e do Curso de Agronomia, Centro Universitário Maringá - Unicesumar,
Pesquisadora do Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação – ICETI. Francielli.gasparotto@unicesumar.edu.br
RESUMO
Uma das alternativas viáveis para contornar os problemas derivados do uso de agrotóxicos é o uso de produtos naturais,
com efeito antagônico às pragas e doenças, como a suspensão homeopática concentrada de própolis (SHCP) e o
extrato homeopático de calêndula (EHC), ambos com ação bactericida e fungicida, e o controle biológico com
microrganismos, como o fungo Beauveria bassiana. Os produtores utilizam-se destes tratamentos isolados ou em
conjunto, porém pouco se conhece do efeito destes produtos nos organismos utilizados no controle biológico. Assim,
objetiva-se avaliar o efeito da SHCP e do EHC sobre o desenvolvimento do fungo entomopatogênico Beauveria
bassiana em condições de laboratório. O delineamento experimental será DIC, com sete tratamentos e cinco repetições:
T1 - SHCP, dose recomendada pelo fabricante; T2 - SHCP, meia dose; T3 - SHCP, dobro da dose; T4 - EHC, dose
recomendada pelo fabricante; T5 - EHC, meia dose; T6 - EHC, dobro da dose e T7 – Testemunha (sem produtos). As
unidades experimentais serão placas de Petri, contendo o meio BDA em mistura com cada um dos tratamentos. As
variáveis avaliadas serão: a germinação dos conídios, as unidades formadoras de colônias (UFC) e o crescimento
vegetativo. Os dados obtidos em cada teste serão submetidos à análise de variância (teste F) e as médias serão
comparadas pelo teste de Scott-Knott (P≤0,05), utilizando o software estatístico Sisvar. Espera-se que os resultados
desta pesquisa possam aumentar a efetividade do uso de produtos alternativos e do controle biológico com o fungo
Beauveria bassiana no controle de pragas e doenças.
PALAVRAS-CHAVE: Compatibilidade; Fungo entomopatogênico; Sustentabilidade.
1 INTRODUÇÃO
Segundo Assis e Romeiro (2002), os primeiros modelos agrícolas de trabalho utilizados pelo
homem tinham como base tecnologias que respeitavam primeiramente o meio ambiente, sendo
prioridade conhecer e adequar à agricultura de acordo com o funcionamento da natureza. Após
alguns anos o modelo utilizado sofreu mudanças influenciadas por novas tecnologias que surgiam
principalmente devido a descobertas feitas pela química agrícola. Logo se acreditou que os limites
da natureza seriam compensados pela tecnologia, consequentemente após algum tempo observou-
se o esgotamento desse modelo agroquímico adquirido, sendo que nos dias atuais o objetivo é
retomar um modelo agrícola que possua práticas sustentáveis e que trabalhe junto com a natureza
(ASSIS; ROMEIRO, 2002). 
Atualmente os efeitos dos agrotóxicos se tornaram um problema, onde são inúmeros e
comprovados os casos de contaminação de animais, pessoas, mananciais, rios, lençóis freáticos,
entre outros, estendendo-se consequentemente para locais muito distantes das áreas agrícolas
(MOREIRA et al., 2002). A falta de critério na utilização desses produtos químicos tem gerado risco
tanto ambiental quanto a saúde do homem, onde métodos para substituí-los e manter a viabilidade
econômica da lavoura precisam ser encontrados (MOREIRA et al., 2002).
ANAIS X EPCC
UNICESUMAR – Centro Universitário de Maringá
ISBN 978-85-459-0773-2
O controle biológico é uma alternativa à utilização de agentes fitossanitários, ganhando
destaque na atualidade, contudo, deve ser combinado a outras técnicas. Devido à urgência
observada da criação de meios de produção alternativos, é intensificada a necessidade de
pesquisas nessa área, a fim de encontrar métodos viáveis e seguros no controle de pragas agrícolas
(PARRA, 2002). Uma alternativa é o emprego do controle biológico com fungos entomopatogênicos,
com destaque para o fungo Beauveria Bassiana, que foi descoberto por Agostino Bassi em 1835,
quando esse microrganismo atacava bichos da seda, levando-os a morte (CRIVELLI, 1835 apud
PAZ JÚNIOR, 2006). Em 1985 esse fungo apresentou alta patogenicidade à broca da cana de
açúcar (Diatrea saccharalis), sendo que a suspensão de 5,5 x 107 conídios/ml conseguiu atingir uma
mortalidade de 92,5% (ALVES et al., 1985), desde essa época até os dias atuais este fungo tem sido
utilizado no controle de pragas agrícolas. 
Em estudo desenvolvido por Almeida et al. (2007) onde objetivou-se determinar a melhor
dose do produto comercial Boveril a base de B. bassiana no controle alternativo do pulgão da couve
Brevicoryne brassicae verificou-se eficácia de 14% de controle para a menor concentração testada
0,05 g.l-1 e 85% de controle nas dosagens de 1,0, 1,5 e 2,0 g.l-1. 
Beauveria Bassiana possui eficácia comprovada, porém quando colocado em mistura com
produtos fitossanitários pode apresentar problemas, como observado por Tamai et al. (2002), onde
após o teste da germinação in vitro do fungo com mais de 93 produtos comerciais, concluiu-se que
60 deles apresentaram incompatibilidade com o fungo, inibindo sua germinação, sendo possível
perceber que a utilização a campo do fungo é muito limitada, principalmente quando utilizado com
outros químicos na calda. A necessidade de conhecer as interações que o fungo possa realizar sem
perder sua eficácia se faz real, a fim de trilhar o caminho de um controle biológico eficiente e com
baixo impacto ambiental (TAMAI et al., 2002).
Outra alternativa é a utilização de produtos naturais para o controle de pragas e doenças,
segundo Bianchini e Bebendo (1998), o uso de produtos homeopáticos como o feito a partir da
própolis, teve efeito inibitório em três bactérias fitopatogênicas testadas, sendo elas A.
tumefaciens, C. michiganensis e X. axonopodis, mostrando a sensibilidade das mesmas aos
compostos presentes na própolis. Os extratos homeopáticos de própolis também são promissores
no controle de pinta preta (Alternaria solani) na cultura do tomateiro, sendo assim uma alternativa a
agricultura orgânica (TOLEDO; STANGARLIN; BONATO, 2009). Já os preparados homeopáticos de
Calêndula (Calendula officinalis), se mostraram eficientes em diversas concentrações, inibindo a
germinação in vitro do fungo patogênico Botrytis cinerea (FOGOLARI; MAZARO; CITADIN, 2010).
Contudo, ainda são escassos os trabalhos sobre a interação destes produtos naturais com
organismos utilizados no controle biológico de pragas e doenças.
O uso de soluções alternativas é indispensável para recuperar a biodiversidade e assim
conseguir chegar a uma agricultura equilibrada e orgânica (MACHADO; CORAZZA, 2004), porém é
preciso conhecer como os produtos alternativos interagem com microrganismos utilizados no
controle biológico, como o fungo B. bassiana. Assim, objetiva-se com este trabalho avaliar o efeito
dos extratos homeopáticos de própolis e calêndula sobreo desenvolvimento do fungo
entomopatogênico Beauveria bassiana em condições de laboratório.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
O experimento está sendo realizado no laboratório de microbiologia da Unicesumar, no
município de Maringá, estado do Paraná. O delineamento experimental utilizado será o inteiramente
casualizado, com sete tratamentos e cinco repetições, totalizando 35 unidades experimentais:
ANAIS X EPCC
UNICESUMAR – Centro Universitário de Maringá
ISBN 978-85-459-0773-2
T1 - Suspensão homeopática concentrada de própolis, na dose recomendada pelo fabricante;
T2 - Suspensão homeopática concentrada de própolis, em meia dose;
T3 - Suspensão homeopática concentrada de própolis, no dobro da dose;
T4 - Extrato homeopático de Calêndula, na dose recomendada pelo fabricante;
T5 - Extrato homeopático de Calêndula, em meia dose;
T6 - Extrato homeopático de Calêndula, no dobro da dose;
T7 – Testemunha (sem produtos).
As unidades experimentais serão placas de Petri, contendo o meio de cultivo BDA (Batata
Dextrose Ágar) em mistura com cada um dos tratamentos. As variáveis avaliadas serão: a
germinação dos conídios, as unidades formadoras de colônias (UFC) e o crescimento vegetativo.
Preparo dos meios de cultura: Os produtos homeopáticos serão adicionados em diferentes
proporções de acordo com cada tratamento ao meio de cultura BDA estéril e não solidificado (45-
50ºC), em frascos de vidro, sendo agitados para homogeneização dos componentes e então
vertidos nas placas de Petri. Para a testemunha serão preparadas placas contendo apenas meio de
cultura BDA.
Germinação de esporos: em todos os tratamentos será realizado o mesmo procedimento,
sendo inoculado, no centro de cada placa, 50µL de suspensão contendo 1,0 x 10 5 conídios de B.
bassiana. Após a inoculação as placas serão colocadas para germinação em estufa a temperatura
entre 25° e 27°C, com fotofase de 12 horas, em uma UR em torno de 70%, durante um período de
24 horas. Após 24 horas será realizada a quantificação de conídios germinados, através da
contagem com auxílio de microscópio óptico com aumento de até 400x. O cálculo da porcentagem
de germinação será realizado com base no número total de conídios observados.
Unidades formadoras de colônia: para avaliar as unidades formadoras de colônias (UFC),
será pulverizado 0,1 ml de uma suspensão de conídios (1×105 conídios.ml-1), em solução aquosa de
Tween 20 a 0,005 % (v.v-1), e 0,2 ml da calda de cada um dos tratamentos, sobre placas de Petri
com 20 ml de meio BDA. A avaliação será realizada após cinco dias, com a contagem das colônias
formadas.
Crescimento vegetativo: para avaliar o crescimento vegetativo serão pulverizados 0,2 ml da
calda de cada um dos tratamentos sobre placas de Petri com 20 ml de meio BDA. Em seguida, o
fungo será repicado em um ponto central da placa, com o auxílio de uma alça de platina. A placa
será incubada nas condições já descritas por 15 dias, após este período a área da colônia será
calculada pela média obtida com as medidas dos diâmetros maior e menor. Para cada variável será
realizada uma testemunha, onde será aplicada água destilada esterilizada em substituição à calda
dos inseticidas.
Os dados obtidos nas avaliações destes parâmetros serão submetidos ao cálculo de
compatibilidade, de acordo com a formula proposta por Alves et al. (1998) para classificação do
efeito de produtos químicos sobre fungos entomopatogênicos em testes in vitro, onde:
T = 20 (VG) + 80 (ESP), VG = crescimento vegetativo e ESP = esporulação (1)
 100
Para valores de T entre 0 e 30, a classificação é muito toxico; entre 31 e 45, tóxico; 46 a 60,
moderadamente tóxico e maiores que 60 compatível.
Os dados obtidos em cada teste serão submetidos à análise de variância (teste F) e as
médias serão comparadas pelo teste de Scott-Knott (P≤0,05), utilizando o software estatístico
Sisvar.
ANAIS X EPCC
UNICESUMAR – Centro Universitário de Maringá
ISBN 978-85-459-0773-2
3 RESULTADOS ESPERADOS:
Por meio desta pesquisa, espera-se verificar os efeitos dos extratos homeopáticos de própolis
e calêndula sobre o desenvolvimento do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana em condições
de laboratório. E a partir destes resultados, novos estudos deverão ser realizados com a finalidade
do desenvolvimento de uma metodologia para a avaliação dos efeitos destes extratos homeopáticos
em condições de campo em diferentes culturas agrícolas, visando a melhoria das metodologias de
controle de pragas agrícolas.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, G. D.; PRATISSOLI, D.; POLANCZYK, R. A.; HOLTZ, A. M.; HOLTZ, A. M.; VICENTINI, 
V. B. Determinação das concentração letal média (CL50) de Beauveria bassiana para o controle de 
Brevicoryne brassicae. Idesia (Arica), v. 25, p. 69-72, 2007.
ALVES, S. B.; PÁDUA, L. E. M.; AZEVEDO, E. M. V. M.; ALMEIDA, L. C. Controle da broca da cana-
de-açúcar pelo uso de Beauveria bassiana. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 20, n. 4, p. 403-
406, 1985.
ALVES, S.B.; ALMEIDA, J.E.M.; MOINO JR, A.; ALVES, L.F.A. Técnicas de laboratório, p. 637-711. 
In: ALVES, S.B. (Ed.). Controle microbiano de insetos. São Paulo, Fealq, 1163p. 1998.
ASSIS, R. L.; ROMEIRO, A. R. Agroecologia e agricultura orgânica: controvérsias e 
tendências. Desenvolvimento e meio ambiente, v. 6, p. 67-80, 2002.
BIANCHINI, L.; BEDENDO, I. P. Efeito antibiótico do própolis sobre bactérias 
fitopatogênicas. Scientia agricola, v. 55, n. 1, p. 149-152, 1998.
FOGOLARI, H.; MAZARO, S. M.; CITADIN, I. Potencial de extratos à base de Calêndula officinalis L.
na indução de resistência e no efeito fungistático sobre Botrytis cinerea, in vitro. Dissertações e 
Teses do Programa de Pós-Graduação em Agronomia-UTFPR, v. 2, n. 1, 55 p., 2010.
MACHADO, F.; CORAZZA, R. Desafios tecnológicos, organizacionais e financeiros da agricultura 
orgânica no Brasil. Aportes, v. 9, n. 26, p. 21-40, 2004.
MOREIRA, J. C. et al. Avaliação integrada do impacto do uso de agrotóxicos sobre a saúde humana 
em uma comunidade agrícola de Nova Friburgo, RJ. Ciência e Saúde Coletiva, v. 7, n. 2, p. 299-
311, 2002.
PARRA, J. R. P.; BOTELHO, P. S. M.; CORREA-FERREIRA, B.S.; BENTO, J. M. S. Controle 
biológico no Brasil: parasitóides e predadores. São Paulo: Editora Manole Ltda, 2002, 609p.
PAZ JÚNIOR, F. Ação patogênica de linhagens de Beauveria bassiana sobre Callosobruchus 
maculatus (Coleoptera: Bruchidae), análise genética (PCR) e compatibilidade com inseticidas 
químicos. 2006. 144p. Tese (Doutorado em Biologia de Fungos - Microbiologia) – Universidade 
Federal de Pernambuco, Recife, PE.
ANAIS X EPCC
UNICESUMAR – Centro Universitário de Maringá
ISBN 978-85-459-0773-2
TAMAI, M.A., ALVES, S.B.; LOPES, R.B.; FAION, M.; PADULLA, L.F.L. Toxicidade de produtos 
fitossanitários para Beauveria bassiana (Bals.) Vuill. Arquivos do Instituto Biológico, v.69, p.89-
96, 2002.
TOLEDO, M. V., STANGARLIN, J. R.; BONATO, C. M. Controle da pinta preta em tomateiro com 
preparados homeopáticos de própolis. Revista Brasileira de Agroecologia, v. 4, n. 2, p. 471-474, 
2009.
 
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