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Doença de New Castle A doença de Newcastle (DN) é uma enfermidade viral de grande importância na clínica de aves e consequentemente para a cadeia produtiva das mesmas. Ela é classifica como doença de caráter altamente contagioso e com alta taxa de mortalidade, sofrendo influência de idade, imunidade, condições ambientais e presença ou não de outros agentes da patogenicidade do agente, variando entre muito alta, intermediária e muito baixa. Sua etiologia consiste em um agente viral, de RNA Envelopado e fita simples, esférico e pleomórfico, constituinte da família Paramyxoviridae, do gênero Rubulavirus, sendo denominado como paramyxovírus aviário tipo 1 (APMV-1), havendo 9 sorotipos identificados nas mais diversas aves domésticas. Os sinais clínicos apresentados pela ave tendem a aparecerem com 15 a 21 após infecção pelo agente, podendo afetar o sistema respiratório, trato intestinal e sistema nervoso. Vírus com alta virulência podem levar a um quadro agudo, com morte súbita. Uma sintomatologia comum nessa doença No geral, seus sinais são inespecíficos, sendo que os mais observados são a prostação, diarréia, edema de cabeça, crista e barbela. Os sinais neurológicos apresentados são paralisia e torcicolo, além de sinais respiratórios como espirros, corrimento nasal e ruídos nos pulmões, redução no ganho de peso e na postura de ovos. Outro sinal muito comum nessa doença é a postura de ovos com a casca mole, sendo essa mais uma desvantagem para a criadores. A propagação da doença ocorre, por transmissão horizontal, conforme as aves entram em contato com ambiente, objetos ou animais contaminados. Logo, suas principais portas de entrada são por via respiratória e oral. A transmissão pelos ovos é incomum, visto que a maior parte dos embriões morrem antes de eclodirem. Havendo a preocupação de que por meio do trânsito de aves por exportações e importações o vírus seja levado ou trazido de outro lugar por meio de aves portadoras, ou por aves migratórias, produtos biológicos, lixo de bordo e outros. O diagnóstico deve ser feito por meio de exames complementares, como o ELISA, e o Teste de Inibição da Hemaglutinação (HI). Para realizar o isolamento do vírus, são coletados amostras de aves vivas ou mortas, da coacla, traquéia ou fezes frescas. Caso venha a ser confirmado a doença, não há tratamento disponível. Por essa razão as aves são sacrificadas, colocadas em quarentena e feito m descarte adequado, o ambiente deve passar por uma limpeza e desinfecção. Desse modo, é de extrema importância que se realize uma prevenção adequada, com vacinação e respeitando os protocolos de biosseguridade implantados a granja, garantindo um bom manejo sanitário. Vale ressaltar que a doença é de notificação obrigatória e não deve ser negligenciada. Galinha com sintomatologia nervosa. Fonte: Mestre Agro REFERÊNCIAS BAPTISTA, F. M. F.; Et al. Newcastle em Aves de Produção: Revisão de Literatura. Almanaque de Ciências Agrárias, Ourinhos-SP, v. 04, n.01, p. 1-8, 2021. Disponível em: http://revistaaca.unifio.edu.br/index.php/ACA/article/view/47. Acesso em 24 de maio de 2022. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Plano de Continência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. Brasília-DF, 2009. 62p. Disponível em: https://www.agrodefesa.go.gov.br/images/imagens_migradas/upload/arquivos/2014- 10/influenza-aviaria-e-doenca-de-newcastle-mapa.pdf. Acesso em 24 de maio de 2022.