agendamento e mediação social
6 pág.

agendamento e mediação social


DisciplinaTeoria da Comunicacao II85 materiais9.311 seguidores
Pré-visualização2 páginas
é a realizada através dos meios de comunicação de massa.
COMUNICAÇÃO E HEGEMONIA
Poder hegemônico se realiza a partir de práticas de negociação, estabelecimento de compromissos e realização de mediação. Ou seja, quando eu penso no exercício de poder pela lógica de hegemonia, eu reconheço a importância das classes subalternas para manter esse poder.
Reconhecimento das classes subalternas » Ação que se faz e desfaz, não por força, mas por sentido, sedução e cumplicidade. Para ter um determinado exercício de poder, é preciso ter uma compreensão desses três conceitos. É a ideia do Discurso do Rei, que tem o Rei como representante e como símbolo da nação.
Há hegemonia da comunicação de massa na sociedade: É forma de inserção de culturas » Ocupa um lugar estratégico na configuração de novos modelos de sociedade. Se você vai pensar em um novo modelo de sociedade, a comunicação de massa é indispensável para que essa proposta chegue na população.
MASSAS VS. POVO
Faz percurso histórico do pensamento sobre povo / massa: Diferenciação entre povo e massa afirma degradação da cultura e fim da política. Percebe-se que essa diferenciação entre povo e massa afirma a degradação da cultura e o fim da política. Isso tudo vem da ideia de que não somo mais povo e sim massa. O Barbero discorda disso, ao dizer que a massa é o povo.
Massa, no entanto, diz respeito às novas condições de vida das classes populares está em crise (racionalidade administrativa, de legitimação, de motivação e sentido).
Negação do popular como sujeito é negação da legitimidade de modos de produção cultural que não venham do centro. Então, o conceito de hegemonia trás da ideia do conceito de centro e de periferia. Ele diz que a negação do popular como massa é a negação de uma legitimidade de uma produção de periferia. Ele diz que não se pode negar que a massa é um sujeito histórico, pois dizer isso é negar todas as conquistas que a massa teve no século XX, pois se a massa não fosse um conceito histórico, então ela não poderia mudar a sociedade.
Pensar meios como mediação: Perceber processos de transformação cultural que não se inicia através das mídias, mas no qual elas exercem importante papel. 
MEIOS COMO MEDIAÇÕES
Pensar meios no contexto das mediações é redescobrir o popular no massivo:
Revalorizar as articulações e mediações da sociedade civil.
Perceber a mudança da concepção de sujeitos políticos e as relações entre política e cultura (fazer política também se dá pelo consumo de cultura, tornando que isso também seja uma ação política).
Compreender a natureza comunicativa da cultura: Relações entre imaginário e sistema de símbolos. Ou seja, é perceber que toda a cultura é comunicação.
Proposta de Barbero: Estudar as estratégias de mediação das formulações discursivas (textos) realizada por meios de comunicação de massa em contextos, épocas, lugares, produtos específicos.
O autor percebe que, no século XX, os meios de comunicação de massa, na América Latina, têm dois momentos de estratégias de mediação bem definidos:
Década de 20 / 30: Unidade e identidade nacional » Ideia de modernização promovida pelo Estado é a de industrialização e legitimação das massas e, portanto, de estabelecer o caráter popular do massivo.
A partir da década de 60: Transnacionalização » Ideia de desenvolvimento é a de incorporação das massas ao mercado de consumo, ampliação do american way of life dos sonhos de consumo.