Direito Constitucional
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único. Os órgãos fracionários dos tribunais 
não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a 
argüição de inconstitucionalidade, quando já houver 
pronunciamento destes ou do plenário do Supremo 
Tribunal Federal sobre a questão. 
 
 EXISTÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE \u2013 EMENDA 
CONSTITUCIONAL Nº 45/2004. 
 
Com a promulgação da EC 45/04, inovou-se o processo incidental de 
controle de constitucionalidade com a incorporação no direito brasileiro da 
súmula vinculante, nos seguintes termos do ART 103 \u2013 A. 
 
 REPERCUSSÃO GERAL. 
 
Com o advento da EC 45/04, inovou-se o processo incidental de controle 
de constitucionalidade com a expressa exigência de demonstração da 
repercussão geral da matéria discutida, como condição de admissibilidade do 
recurso, nos seguintes termos: 
 
§ 3º - No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a 
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos 
termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, 
somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus 
membros. 
 
 
 
 
83
 Lei 9.756, de 17/12/98 \u2013 acrescentou o parágrafo único ao art. 481 do CPC. 
 50 
c.2) Controle concentrado Judiciário . Características principais. 
 
 CONCENTRADO: a competência para julgar a questão de 
(in)constitucionalidade é reservada a um único órgão . No caso de leis e atos 
normativos federais e estaduais que contrariam à Constituição Federal: 
Supremo Tribunal Federal - STF. Nos demais casos, face às Constituições 
Estaduais: Tribunais de Justiça dos Estados. 
 
 PRINCIPAL: a motivação primeira das ações é a declaração de 
constitucionalidade ou inconstitucionalidade da lei ou ato normativo. É o próprio 
objeto da ação. 
 
 ABSTRATO (in tese): nas "vias de ação" , objetiva-se "atacar" o 
próprio texto legal considerado (in) constitucional. Por isso é contra a própria lei 
(in tese, in abstrato) que se move a ação, não contra os efeitos concretos da lei 
inquinada. 
 
 ERGA OMNES e EX TUNC : as decisões, no controle concentrado , em 
geral, têm eficácia erga omnes e ex tunc, sem a necessidade da 
manifestação do Senado Federal, como ocorre no "controle difuso". 
 
Todavia, nos termos do art. 27 da Lei 9.868/99, é permitido ao STF 
temperar (modulação temporal) os efeitos da declaração em sede de 
ADIN, possibilitando a restrição, com as seguintes possibilidades84: 
 
a) emprestar efeitos plenamente retroativos à sua decisão, fulminando 
ab ovo a norma, sendo esta a regra geral (ex tunc); 
b) atenuar estes efeitos, estabelecendo um momento, no passado, 
posterior à edição da lei, a partir do qual a decisão surtirá seus 
efeitos; 
c) conferir eficácia ex nunc à declaração de inconstitucionalidade, 
validando todos os efeitos já produzidos pela norma afastada até a 
data da decisão; 
d) fixar um momento, no futuro, após a declaração de 
inconstitucionalidade, até o qual a lei inconstitucional deverá ser por 
todos aplicada (pro futuro). 
 
 
 EFEITO VINCULANTE : das "vias de ação", a ação declaratória de 
constitucionalidade (CF, art. 102, § 2º), a ADIN (CF, art. 102, I, a) e a 
Argüição de descumprimento de preceito fundamental (CF, art. 102, § 1º) 
possuem eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente a todos os 
órgãos do Poder Judiciário e do Poder Executivo (art. 28 da Lei 9.868/99). 
 
c.2.1) As espécies de controle concentrado (vias de ação) 
 
 
84
 SARMENTO, Daniel. O controle de constitucionalidade e a Lei 9.868/99. Rio de Janeiro: Lumen 
Juris, 2001, p. 127. 
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I - Ação direta de inconstitucionalidade - ADI (art. 102, I, \u201ca\u201d e Lei 
9.868/99) 
 
Legitimidade ativa : somente das autoridades e entidades relacionadas no art. 
103, I a IX , da Constituição da República, incluindo-se o Governador do Distrito 
Federal e a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal (EC 45/04). 
 
Objeto da ADIN: visa obter a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo federal, estadual ou distrital85 em face à Constituição 
Federal. Assim, o STF não aceita ADIN contra lei municipal que contrarie a 
Constituição da República. 
 
Eficácias da decisão: as decisões judiciais no âmbito do controle concentrado 
de constitucionalidade são dotadas de eficácia erga omnes, ex tunc e 
vinculante. (Ver sobre restrição de efeitos no art. 27 da Lei 9.868/99) 
Ver, ainda, o art. 24 da Lei 9.868/99 sobre o caráter dúplice ou ambivalente. 
 
 
II - Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (art. 36, III) 
 
Legitimidade ativa: é privativa do Procurador-Geral da República, perante o 
STF. 
 
Objeto da ação interventiva: assegurar a observância dos chamados 
princípios constitucionais sensíveis (art. 34, VII) , com a declaração de 
inconstitucionalidade de ato normativo estadual e, caso essa medida não for 
suficiente, a intervenção federal no Estado-membro ou Distrito Federal. São 
"princípios sensíveis": 
 
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal; 
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos 
estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na 
manutenção e desenvolvimento do ensino. 
 
 
Eficácias da decisão: uma vez julgada procedente a ação interventiva, após o 
trânsito em julgado, o STF o comunicará a decisão à autoridade 
interessada e ao Presidente da República, único legitimado a, por decreto 
determinar a suspensão do ato impugnado. Caso a suspensão não seja 
suficiente, deverá o Presidente da República decretar novo decreto, executando 
a intervenção. 
 
 
85
 Nas competências equivalentes aos Estados-membros. 
 52 
III - Ação de inconstitucionalidade por omissão (art. 103, § 2º) 
 
Legitimidade ativa: as mesma autoridades e entidades relacionadas no art. 
103 da Constituição Federal. 
 
Objeto da ação por omissão: tornar efetiva norma constitucional que não se 
tornou operativa, aplicável, por falta de regulamentação infraconstitucional ou 
por esta ser incompleta. Todavia não é contra qualquer omissão que o STF 
admite a propositura da ação por omissão, mas tão somente em relação às 
normas constitucionais de eficácia limitada de princípio institutivo, ou seja, 
aquelas que a própria Constituição determina a necessidade de legislação ulterior 
para lhe desenvolver aplicabilidade. 
 
Eficácias da decisão: em relação a órgão administrativo, prazo de 30 dias 
para a adoção das providências necessárias; em relação ao Poder Legislativo, 
apenas será dado ciência para a adoção de providências cabíveis (Observação 
importante: ver decisão do STF que determinou prazo para o Congresso 
Nacional editar determinada lei - Informativo 466) 
 
 
IV - Ação declaratória de constitucionalidade (art. 102, I, a) 
 
Legitimidade ativa: são legitimados a impetrar a ação declaratória as 
autoridades do art. 103 da CF/88 (alteração dada pela EC 45/04). 
 
Objeto da ação declaratória: a CF/88 delimitou que a ação declaratória de 
constitucionalidade possuiu por objeto a aferição de constitucionalidade de leis 
ou atos normativos federais, quando os Tribunais do país proferem decisões 
diversas sobre a constitucionalidade ou não da mesma norma. O que se exige, 
então, é controvérsia judicial que coloque em risco a presunção de 
constitucionalidade de uma lei. 
 
Eficácias da decisão: a) no caso de provimento da ação, deverá o STF 
declarar constitucional a lei com eficácia, em regra, erga omnes, efeito 
vinculante e ex tunc em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e 
Poder Executivo. b) no caso de não provimento
joão
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