8 - Constituicao Federal 1988 - Comentada pelo STF 2005
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questionáveis ou 
censuráveis, que venham a ser deduzidas por estado estrangeiro perante o governo do Brasil. O estrangeiro asilado no Brasil 
só não será passível de extradição quando o fato encenador do pedido assumir a qualificação de crime político ou de opinião 
ou as circunstâncias subjacentes à ação do estado requerente demonstrarem a configuração de inaceitável extradição 
política disfarçada.\u201d (Ext. 524, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 08/03/91)
 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
 
"Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por contingência ou conexão do 
processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados." (SÚM. 704)
 
NOVO "A Turma iniciou julgamento de habeas corpus em que se requer a nulidade do processo penal, no qual condenado o 
paciente por formação de quadrilha (CP, art. 288) e gestão fraudulenta de instituição financeira (Lei 7.492/86, art. 4º), sob 
alegação de ofensa ao princípio do juiz natural (CF, art. 5º, XXXVII e LIII). Sustenta-se, na espécie, a incompetência do juízo 
federal da 2ª Vara Criminal de Curitiba, porquanto o procedimento criminal iniciara-se no juízo federal de Foz do Iguaçu e a 
criação dessa vara especializada em crimes financeiros ocorrera posteriormente aos fatos da condenação. Afirma-se, ainda, 
a ilegalidade e inconstitucionalidade da Resolução 20/2003, do TRF da 4ª Região, que criara a aludida vara especializada, 
por violação ao princípio da reserva legal e por configurar delegação disfarçada de competência legislativa. Alfim, aduz-se 
que o mencionado princípio da reserva de lei também macula de nulidade a especialização, por resolução, de varas federais 
na circunscrição de Curitiba. O Min. Eros Grau, relator, acompanhado pelo Min. Carlos Britto, indeferiu o writ. Inicialmente 
rejeitou a alegação de afronta ao princípio do juiz natural, fundada na prorrogação da competência da Vara Federal de 
Curitiba, já que compete aos juízes federais processar e julgar os crimes contra o sistema financeiro (CF, art. 109, VI). Assim, 
a questão deve ser examinada sob o ângulo da competência territorial, não havendo que se falar em criação de vara federal, 
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mas sim de mera especialização, que não a transformaria em competência em razão da matéria (competência absoluta). 
Asseverou que, embora os fatos tenham ocorrido antes da edição da citada Resolução, descabida a assertiva de que o juízo 
fora criado pos facto, uma vez que já existiam, à época, as varas federais de Foz do Iguaçu e de Curitiba, ambas 
competentes para julgar tal tipo de delito. Ademais, a especialização acontecera para racionalizar e garantir persecução 
penal mais efetiva. Ressaltou ainda os efeitos concretos que decorreriam de eventual decisão no sentido de acolher a 
pretensão do paciente." (HC 85.060, Rel. Min. Eros Grau, Informativo 395)
 
NOVO "Aplicando, por analogia, a norma prevista na segunda parte do parágrafo único do art. 134 do CPC (...), o Pleno 
resolveu questão ordem suscitada em ação originária, para declarar o impedimento de procurador substabelecido, e, 
reconhecendo a incompetência do Supremo para julgamento do feito, determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem 
- TJ/AM. Na espécie, após uma série de recursos interpostos perante aquela Corte, a parte sucumbente constituíra, por meio 
de substabelecimento, novo advogado, que subscrevera e protocolizara embargos de declaração, requerendo, em seguida 
\u2014 e no que veio a ser atendido \u2014 a remessa dos autos ao Supremo, com base na segunda parte do art. 102, I, n, da CF, 
que estabelece ser da competência originária do STF o julgamento da ação \u2018em que mais da metade dos membros do 
tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados;\u2019. Relatara, para tanto, a existência de 
representações do causídico contra desembargadores do TJ/AM e, por parte desses magistrados contra ele, de 
representação, na OAB, de declarações de inimizade capital e de ação penal por calúnia. Entendeu-se que a proteção ao 
princípio constitucional do juízo natural, que serviu de base à criação da ressalva contida na segunda parte do parágrafo 
único do art. 134 do CPC, deveria prevalecer no caso, uma vez que a atuação do advogado substabelecido se dera com o 
evidente propósito de criar a situação de suspeição e retirar da Corte amazonense a competência para o julgamento dos 
embargos declaratórios. Assim, considerando caracterizada a ofensa ao aludido princípio, afastou-se a incidência da regra do 
art. 102, I, n, da CF. Determinou-se, ainda, o envio de cópia dos votos ao Conselho Federal da OAB para ciência das 
específicas circunstâncias verificadas nos autos." (AO 1.120-QO, Rel. Min. Ellen Gracie, Informativo 394)
 
"O postulado do juiz natural representa garantia constitucional indisponível, assegurada a qualquer réu, em sede de 
persecução penal, mesmo quando instaurada perante a Justiça Militar da União. (...). O postulado do juiz natural, em sua 
projeção político-jurídica, reveste-se de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia indisponível, tem, por titular, 
qualquer pessoa exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado, e, enquanto limitação insuperável, representa 
fator de restrição que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover, judicialmente, a repressão 
criminal." (HC 81.963, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 28/10/04). No mesmo sentido: HC 79.865, DJ 06/04/01.
 
\u201cVerificada a impossibilidade de realizar-se o sorteio para a constituição do Conselho Especial de Justiça, em razão da 
insuficiência numérica de oficiais-generais na circunscrição da respectiva Auditoria Militar, cabível é o desaforamento do feito, 
nos termos da norma processual pertinente. Não configura violação ao princípio do juiz natural decisão nesse sentido, dado 
que os acusados serão levados a julgamento pela autoridade judiciária competente.\u201d (HC 82.578, Rel. Min. Maurício Corrêa, 
DJ 21/03/03)
 
"Recebimento, por magistrado de primeira instância, de denúncia oferecida contra trinta e dois indiciados, dentre os quais 
figura um Deputado Federal, no pleno exercício de seu mandato. Usurpação da competência penal originária do Supremo 
Tribunal Federal - nulidade - reclamação que se julga procedente. O respeito ao princípio do juiz natural - que se impõe à 
observância dos órgãos do Poder Judiciário - traduz indisponível garantia constitucional outorgada a qualquer acusado, em 
sede penal." (Rcl 1.861, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 21/06/02)
 
"O princípio da naturalidade do juízo - que reflete noção vinculada às matrizes político-ideológicas que informam a concepção 
do Estado Democrático de Direito - constitui elemento determinante que conforma a própria atividade legislativa do Estado e 
que condiciona o desempenho, pelo Poder Público, das funções de caráter persecutorio em juízo. O postulado do juiz 
natural, por encerrar uma expressiva garantia de ordem constitucional, limita, de modo subordinante, os poderes do Estado - 
que fica, assim, impossibilitado de instituir juizos ad hoc ou de criar tribunais de exceção -, ao mesmo tempo em que 
assegura, ao acusado, o direito ao processo perante autoridade competente abstratamente designada na forma da lei 
anterior, vedados, em conseqüência, os juizos ex post facto.\u201d (AI 177.313-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 17/05/96)
 
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"A Justiça Militar estadual não dispõe de competência penal para processar e julgar civil que tenha sido denunciado pela 
prática de crime contra a Polícia Militar do Estado. Qualquer tentativa de submeter os réus civis a procedimentos penais-
persecutórios instaurados perante órgãos da Justiça Militar estadual representa, no