8 - Constituicao Federal 1988 - Comentada pelo STF 2005
574 pág.

8 - Constituicao Federal 1988 - Comentada pelo STF 2005


DisciplinaDireito Constitucional I57.237 materiais1.407.459 seguidores
Pré-visualização50 páginas
limitada, portanto, a atividade judicial à fixação do quantum devido." (MI 562, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 20/06/03). 
No mesmo sentido: MI 284, DJ 26/06/92.
 
\u201cOcorrência, no caso, em face do disposto no artigo 59 do ADCT, de mora, por parte do Congresso, na regulamentação 
daquele preceito constitucional. Mandado de injunção conhecido, em parte, e, nessa parte, deferido para declarar-se o 
estado de mora em que se encontra o Congresso Nacional, a fim de que, no prazo de seis meses, adote ele as providências 
legislativas que se impõem para o cumprimento da obrigação de legislar decorrente do artigo 195, § 7º, da Constituição, sob 
pena de, vencido esse prazo sem que essa obrigação se cumpra, passar o requerente a gozar da imunidade requerida.\u201d (MI 
232, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 27/03/92)
 
"O STF admite \u2014 não obstante a natureza mandamental do mandado de injunção (MI 107-QO) \u2014 que, no pedido constitutivo 
ou condenatório, formulado pelo impetrante, mas, de atendimento impossível, se contém o pedido, de atendimento possível, 
de declaração de inconstitucionalidade da omissão normativa, com ciência ao órgão competente para que a supra (cf. 
Mandados de Injunção 168, 107 e 232)." (MI 283, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/11/91)
\u201cO mandado de injunção nem autoriza o Judiciário a suprir a omissão legislativa ou regulamentar, editando o ato normativo 
omitido, nem, menos ainda, lhe permite ordenar, de imediato, ato concreto de satisfação do direito reclamado: mas, no 
pedido, posto que de atendimento impossível, para que o Tribunal o faça, se contém o pedido de atendimento possível para 
a declaração de inconstitucionalidade da omissão normativa, com ciência ao órgão competente para que a supra.\u201d (MI 168, 
Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 20/04/90)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (74 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
\u201cEsta Corte, recentemente, ao julgar o Mandado de Injunção 188, decidiu por unanimidade que só tem legitimatio ad causam, 
em se tratando de mandado de injunção, quem pertença a categoria a que a Constituição Federal haja outorgado 
abstratamente um direito, cujo exercício esteja obstado por omissão com mora na regulamentação daquele. Em se tratando, 
como se trata, de servidores públicos militares, não lhes concedeu a Constituição Federal direito a estabilidade, cujo 
exercício dependa de regulamentação desse direito, mas, ao contrário, determinou que a lei disponha sobre a estabilidade 
dos servidores públicos militares, estabelecendo quais os requisitos que estes devem preencher para que adquiram tal 
direito.\u201d (MI 107, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 02/08/91)
 
\u201cSuposta provisoriamente a veracidade dos fatos alegados pelo autor, a existência \u2018em abstrato e em hipótese\u2019, do direito, 
afirmado como suporte da pretensão de mérito ou de relação jurídica prejudicial dele, ainda se comporta na questão 
preliminar da legitimação ativa para a causa: carece, pois, de legitimação ad causam, no mandado de injunção, aquele a 
quem, ainda que aceita provisoriamente a situação de fato alegada, a Constituição não outorgou o direito subjetivo cujo 
exercício se diz inviabilizado pela omissão de norma regulamentadora.\u201d (MI 188, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 22/02/91)
 
\u201cExistindo lei disciplinando a matéria constitucional (redução de imposto de renda a aposentados e pensionistas com mais de 
65 anos e renda constituída exclusivamente dos frutos do trabalho), não se justifica o ajuizamento de mandado de injunção, 
ação que pressupõe a ausência de norma que impeça o gozo de direitos ou prerrogativas instituídas pela Lei Maior.\u201d (MI 152-
AgR, Rel. Min. Célio Borja, DJ 20/04/90)
 
"Mandado de injunção. Impetração por Procuradoras da República, contra o Presidente da República, visando: 1. declaração 
de vacância do cargo de Procurador-Geral da República; 2. que o Presidente da República indique, ao Senado Federal, um 
nome de membro do Ministério Público Federal para se investir no cargo de Procurador-Geral da República, com observância 
do art. 128, § 1º, da Constituição Federal de 5/10/1988. Descabimento do mandado de injunção para tais fins. Interpretação 
do art. 5, inciso LXXI, da CF não se presta o mandado de injunção a declaração judicial de vacância de cargo, nem a 
compelir o Presidente da República a praticar ato administrativo, concreto e determinado, consistente na indicação, ao 
Senado Federal, de nome de membro do Ministério Público Federal, para ser investido no cargo de Procurador-Geral da 
República." (MI 14-QO, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 18/11/88)
 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data":
 
"Mandado de segurança. Habeas data. CF, art. 5º, LXIX e LXXII. Lei 9.507/97, art. 7º, I. O habeas data tem finalidade 
específica: assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos 
de dados de entidades governamentais ou de caráter público, ou para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo 
por processo sigiloso, judicial ou administrativo (CF, art. 5º, LXXII, a e b). No caso, visa a segurança ao fornecimento ao 
impetrante da identidade dos autores de agressões e denúncias que lhe foram feitas. A segurança, em tal caso, é meio 
adequado. Precedente do STF: MS 24.405/DF, Ministro Carlos Velloso, DJ de 23/04/04." (RMS 24.617, Rel. Min. Carlos 
Velloso, DJ 10/06/05)
 
\u201cO habeas data configura remédio jurídico-processual, de natureza constitucional, que se destina a garantir, em favor da 
pessoa interessada, o exercício de pretensão jurídica discernível em seu tríplice aspecto: (a) direito de acesso aos registros; 
(b) direito de retificação dos registros e (c) direito de complementação dos registros. Trata-se de relevante instrumento de 
ativação da jurisdição constitucional das liberdades, a qual representa, no plano institucional, a mais expressiva reação 
jurídica do Estado às situações que lesem, efetiva ou potencialmente, os direitos fundamentais da pessoa, quaisquer que 
sejam as dimensões em que estes se projetem. O acesso ao habeas data pressupõe, dentre outras condições de 
admissibilidade, a existência do interesse de agir. Ausente o interesse legitimador da ação, torna-se inviável o exercício 
desse remédio constitucional. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão 
em atendê-lo, constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data. Sem que se 
configure situação prévia de pretensão resistida, há carência da ação constitucional do habeas data.\u201d (RHD 22, Rel. Min. 
Celso de Mello, DJ 01/09/95)
 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público;
 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (75 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
\u201cHabeas Data. Ilegitimidade passiva do Banco do Brasil S.A para a revelação, a ex-empregada, do conteúdo da ficha de 
pessoal, por não se tratar, no caso, de registro de caráter público, nem atuar o impetrado na condição de entidade 
Governamental.\u201d (RE 165.304, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 15/12/00)
 
\u201cA lei nº 9.507, de 12.11.97, que regula o direito de acesso a informações e disciplina o rito processual do habeas data, 
acolheu os princípios gerais já proclamados por construção pretoriana.\u201d (RHD 24, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 13/02/98)
 
\u201cTendo em vista o disposto no art. 105, I, letra b, da nova Carta Política, a competência para julgar habeas data requerido 
contra o Serviço Nacional de Informações, cujo titular possui o status de Ministro de Estado e contra o Ministro da Marinha é 
do Superior Tribunal de Justiça.\u201d (HD 18-QO, Rel. Min. Aldir Passarinho, DJ 09/06/89)
 
LXXIII - qualquer cidadão é parte