Aula 01
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DisciplinaIntrodução ao Direito I86.552 materiais502.320 seguidores
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CGU - Analista de Finanças e Controle) O alistamento eleitoral 
e o voto são obrigatórios para todos os brasileiros maiores de dezoito anos. 
Errado. Agora entramos no assunto eleições/voto, e logo de cara 
temos uma leve pegadinha. Apesar de parecer certa num primeiro 
momento, não podemos nos esquecer dos maiores de 70 anos, que não 
são obrigados a se alistar e votar; dos analfabetos, que também optam 
por votar ou não; e dos conscritos, que são inalistáveis (logo, não 
votam). Revisando a questão da obrigatoriedade do voto: 
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VOTO - Obrigatório \u2013 maiores de 18 e menores de 70
- Facultativo - Analfabetos 
- Maiores de 70
- Maiores de 16 e menores de 18 
- O conscrito é inalistável (não pode votar) 
36. (ESAF - 2005 - Receita Federal - Auditor Fiscal da Receita Federal) O 
alistamento eleitoral facultativo não implica obrigatoriedade do voto. 
Certo. Sendo o alistamento eleitoral facultativo, o voto também o será. 
Tal situação abrange: os analfabetos, os maiores de 70 anos e os 
maiores de 16 e menores de 18. A própria Constituição assegura, no 
art. 14, § 1º: \u201cO alistamento eleitoral e o voto são: II - facultativos 
para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores 
de dezesseis e menores de dezoito anos.\u201d
37. (ESAF/AFT/2006) Podem concorrer a cargo eletivo todos aqueles a quem a 
Constituição Federal reconhece capacidade eleitoral ativa. 
Errado. A capacidade eleitoral ativa (direito de votar) é um requisito 
para que alguém possa ser votado (capacidade eleitoral passiva). No 
entanto, ela não é suficiente. Veja o esquema: 
x Capacidade eleitoral PASSIVA 
o Condições de elegibilidade - Nacionalidade brasileira ou português equiparado
x PR e VP \u2013 tem que ser brasileiro NATO 
- Pleno exercício dos direitos políticos 
- Alistamento eleitoral 
- Domicílio eleitoral na circunscrição 
- Filiação partidária (não pode candidatar sem partido \u2013 
vedada a candidatura avulsa ou autônoma) 
- Idade mín de acordo com o cargo na data da POSSE 
\u2022\ufffd18\ufffd\u2013\ufffdVereador\ufffd
\u2022\ufffd21\ufffd\ufffd \u372\ufffdDeputado\ufffd \u372\ufffdFederal\ufffd
\u372\ufffdEstadual\ufffd
\u372\ufffdDistrital\ufffd
\u372\ufffdPrefeito\ufffd
\u372\ufffdVice\u372Prefeito\ufffd
\u372\ufffdJuiz\ufffdde\ufffdpaz\ufffd
\u2022\ufffd30\ufffd\u2013\ufffdGovernador\ufffde\ufffdVice\u372Governador\ufffd
\u2022\ufffd35\ufffd\ufffd \u372\ufffdPresidente\ufffdda\ufffdRepública\ufffd
\u372\ufffdVice\u372Presidente\ufffdda\ufffdRepública\ufffd
\u372\ufffdSenador\ufffd
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38. (ESAF/TCU/2006) Regra geral, o instituto da inelegibilidade reflexa aplica-se 
aos parentes consanguíneos ou por adoção, até segundo grau, de quem tiver 
substituído o Presidente da República dentro dos seis meses anteriores à 
eleição.
Certo. A ESAF adora a inelegibilidade reflexa. Ela se aplica aos 
parentes do titular do cargo ou de quem o houver substituído dentro 
dos 6 meses anteriores ao pleito, conforme o art. 14, § 7º: \u201cSão 
inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os 
parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, 
do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do 
Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos 
seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e 
candidato à reeleição.\u201d 
39. (ESAF/AFT/2006) A inelegibilidade reflexa não se aplica àquele que já é 
detentor de mandato eletivo e é candidato à reeleição. 
Certo. De acordo com o art. 14, § 7º: \u201cSão inelegíveis, no território de 
jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, 
até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou 
de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao 
pleito, SALVO SE JÁ TITULAR DE MANDATO ELETIVO E CANDIDATO À 
REELEIÇÃO.\u201d
40. (ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle) Se já forem titulares de 
mandato eletivo, não são inelegíveis, no território de jurisdição do chefe do 
Poder Executivo, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o 
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de 
Estado ou Território, do Distrito Federal e de Prefeito.
Errado. Cansaram deste assunto? Repeti diversas vezes, pois é a parte 
mais \u201cchata\u201d em direitos políticos, e a ESAF a cobra constantemente. 
Para serem elegíveis, os parentes devem ser, além de titulares de 
cargo eletivo, candidatos à reeleição para o mesmo cargo.
41. (ESAF - 2006 - CGU - Analista de Finanças e Controle - Área - Correição) A 
ação de impugnação de mandato, proposta em face de prática de abuso do 
poder econômico, corrupção ou fraude pelo candidato diplomado, tramitará em 
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segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de 
manifesta má-fé.
Certo. O mandato eletivo poderá ser contestado perante a Justiça 
Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, e a ação de 
ser instruída com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou 
fraude. Nesse caso, a ação de impugnação de mandato tramitará em 
segredo de justiça, e o autor responderá caso a mesma seja temerária 
ou de manifesta má-fé (art. 14, § 11). 
42. (ESAF - 2005 - Receita Federal - Auditor Fiscal da Receita Federal) A 
condenação criminal, transitada em julgado, de brasileiro naturalizado implica 
a perda dos seus direitos políticos. 
Errado. Não é a mera condenação criminal do naturalizado que implica 
a perda de seus direitos políticos, mas sim o cancelamento de sua 
naturalização por sentença transitada em julgado (art. 15, I, CF/88). A 
condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus 
efeitos, implica na SUSPENSÃO dos direitos políticos, 
independentemente do cidadão ser nato ou não. Creio que aqui cabe 
um esquema sobre perda e suspensão de direitos políticos, lembrando 
sempre de que não existe \u201ccassação\u201d de direitos políticos (pegadinha 
clássica): 
Perda\ufffd
ƒ Definitiva 
ƒ Hipóteses - Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado 
- Recusa a cumprir obrigação a todos imposta e prestação alternativa 
o Readquire a qualquer tempo se cumprir a obrigação 
o Existem doutrinadores que colocam essa hipótese como 
suspensão 
- Perda da nacionalidade brasileira em virtude de aquisição de outra*,
salvo nos casos de - Reconhecimento de nacionalidade originária pela
lei estrangeira 
- Imposição de naturalização, pela norma 
estrangeira, ao brasileiro residente em Estado 
estrangeiro, como condição para permanência em 
seu território ou para exercício de direitos civis 
* (não está expresso na CF) 
- (art. 15 + art. 12 §40)
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ƒTemporária 
Suspensão
ƒHipóteses - Condenação criminal transitada em julgado 
o Enquanto durarem seus efeitos 
o Súmula TSE nº 9 - A suspensão de direitos políticos decorrente 
de condenação criminal transitada em julgado cessa com o 
cumprimento ou a extinção da pena, independendo de 
reabilitação ou de prova de reparação dos danos.
- Improbidade Administrativa 
o Não pode só por processo administrativo 
o Tem que ser por sentença judicial transitada em julgado
- Incapacidade civil absoluta declarada por sentença judicial transitada 
em julgado 
Uma última coisa que eu quero que vocês levem para a prova: Caso 
seja promulgada alguma lei que altere o processo eleitoral, essa lei 
entra em vigor automaticamente, mas não se aplica em eleições que 
ocorram em até um ano da data da sua vigência! É muito comum as 
bancas distorcerem este entendimento, afirmando que a lei só entra 
em vigor um ano após a promulgação. Isso está errado! Acabamos os 
direitos políticos! 
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