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3. Destarte, ressoa ilícita a exigência de nova certidão negativa 
de débito no momento do desembaraço aduaneiro da respectiva 
importação, se a comprovação de quitação de tributos federais já fora 
apresentada quando da concessão do benefício inerente às operações 
pelo regime de drawback\u201d (REsp 1041237 SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, 
28/10/2009) 
Já foi cobrado: 
47. (CESPE/2010/AGU/Procurador Federal) Se determinada indústria traz
matéria-prima do exterior, com isenção de impostos, para ser reexportada
após sofrer beneficiamento, é ilícita a exigência de nova certidão negativa de
débito no momento do desembaraço aduaneiro da respectiva importação, uma
vez já comprovada a quitação de tributos federais quando da concessão do
benefício inerente às operações pelo regime do drawback. 
Correto. 
II. Imposto sobre a Exportação 
73) \u201cNão é qualquer registro no SISCOMEX que corresponde à 
expedição do documento equivalente à guia de exportação prevista no § 
1º, in fine, do art. 1º do DL 1.578/1977, como determinante da ocorrência 
do fato gerador do tributo. Somente o Registro de Exportação 
corresponde e se equipara à Guia de Exportação. Editada a Resolução 
2.112/1994 do Banco Central do Brasil depois dos registros de venda, mas 
antes dos registros de exportação, submetem-se as operações respectivas 
às alíquotas nelas fixadas, visto que tal fixação se dera antes da 
ocorrência do fato gerador.\u201d (AI 578.372-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 9-2-
2010) 
DL 1.578/1977, Art.1º - O Imposto sobre a Exportação, para o estrangeiro, de
produto nacional ou nacionalizado tem como fato gerador a saída deste do
território nacional. 
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§ 1º - Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da
Guia de Exportação ou documento equivalente. 
O registro no SISCOMEX marca o fato gerador da exportação. Segundo o
STF, apenas o Registro de Exportação é equivalente à Guia de Exportação para
esse fim. 
III. Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza 
74) \u201cSaber se indenização é, ou não, renda, para o efeito do artigo 153, III, da 
Constituição, é questão constitucional, como entendeu o acórdão recorrido, 
até porque não pode a Lei infraconstitucional definir como renda o que 
insitamente não o seja\u201d (RE 188684; Min. MOREIRA ALVES; 16/04/2002) 
Já foi cobrado: 
48. (ESAF/2012/PGFN/Procurador da Fazenda Nacional) Pode-se afirmar, a
partir de alguns julgados do Supremo Tribunal Federal, que o conceito
legalista/fiscalista de renda, assim considerado aquilo que a legislação do
imposto de renda estabelecer que é, está ultrapassado. 
Correto. 
Conceito legalista de renda é quando uma lei define o conceito de renda.
De acordo com o STF, a lei não possui plena liberdade para definir o que é
renda, já que tal conceito tem caráter constitucional. 
75) \u201cO direito ao abatimento dos prejuízos fiscais acumulados em exercícios 
anteriores é expressivo de benefício fiscal em favor do contribuinte. 
Instrumento de política tributária que pode ser revista pelo Estado. Ausência 
de direito adquirido. A Lei 8.981/1995 não incide sobre fatos geradores 
ocorridos antes do início de sua vigência. Prejuízos ocorridos em exercícios 
anteriores não afetam fato gerador nenhum." (RE 344.994, Rel. p/ o ac. 
Min. Eros Grau, 25-3-2009) 
76) \u201cA fixação do regime de competência para a quantificação da base 
de cálculo do tributo e do regime de caixa para a dedução das 
despesas fiscais não implica em majoração do tributo devido, 
inexistindo violação ao conceito de renda fixado na legislação federal. Os 
depósitos judiciais utilizados para suspender a exigibilidade do crédito 
tributário consistem em ingressos tributários, sujeitos à sorte da demanda 
judicial, e não em receitas tributárias, de modo que não são dedutíveis da 
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base de cálculo do IRPJ até o trânsito em julgado da demanda\u201d(Recurso 
Especial 1.168.038 - Sp; Ministra Eliana Calmon; 09/06/2010) 
\u201cNão se deve confundir disponibilidade econômica com disponibilidade 
financeira da renda ou dos proventos de qualquer natureza. Enquanto esta 
última se refere à imediata 'utilidade' da renda, a segunda está atrelada ao 
simples acréscimo patrimonial, independentemente da existência de recursos 
financeiros. Não é necessário que a renda se torne efetivamente 
disponível (disponibilidade financeira) para que se considere ocorrido 
o fato gerador do imposto de renda, limitando-se a lei a exigir a verificação 
do acréscimo patrimonial (disponibilidade econômica).\u201d (REsp 983.134/RS, Rel. 
Min. Castro Meira, 3.4.2008) 
77) \u201cInexiste qualquer ilegalidade/inconstitucionalidade da determinação de 
indedutibilidade da CSSL na apuração do lucro real\u201d. (REsp 1113159 AM, 
Rel. Ministro LUIZ FUX, 11/11/2009) 
78) Súmula nº 584 o STF: Ao imposto de renda calculado sobre os 
rendimentos do ano-base, aplica-se a lei vigente no exercício financeiro em 
que deve ser apresentada a declaração. 
79) Súmula nº 447 do STJ: Os Estados e o Distrito Federal são partes 
legítimas na ação de restituição de imposto de renda retido na fonte proposta 
por seus servidores. 
Não incide IR sobre: 
\uf0b7 O pagamento de licença-prêmio não gozada por necessidade do
serviço. Súmula nº 136 do STJ 
\uf0b7 O pagamento de férias não gozadas por necessidade do serviço não
está sujeito à incidência do Imposto de Renda. Súmula nº 125 do STJ 
\uf0b7 A indenização recebida pela adesão a programa de incentivo à
demissão voluntária. Súmula nº 215 do STJ 
\uf0b7 As indenizações de férias proporcionais e o respectivo adicional. Súmula
nº 386 do STJ 
\uf0b7 Verbas de caráter indenizatório (há exceções), como indenizações por
dano moral (REsp 1152764) e juros moratórios (REsp 1227133). 
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Incide IR sobre: 
\uf0b7 O resultado das aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas. 
Súmula nº 262 do STJ 
\uf0b7 Os valores percebidos a título de indenização por horas
extraordinárias trabalhadas, ainda que decorrentes de acordo
coletivo. Súmula nº 463 do STJ 
\uf0b7 O pagamento de serviços técnicos contratados no exterior e prestados no 
Brasil. Súmula nº 587 do STF 
\uf0b7 Os juros remetidos para o exterior, com base em contrato de mútuo. 
Súmula nº 586 do STF 
IV. Imposto sobre Produtos Industrializados 
80) \u201cA correção monetária não incide sobre os créditos de IPI 
decorrentes do princípio constitucional da não-cumulatividade 
(créditos escriturais), por ausência de previsão legal.\u2016 (REsp 1035847 RS, 
Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, 24/06/2009) 
81) \u201cA jurisprudência do Tribunal está pacificada no sentido de ser devida a 
correção monetária de créditos tributários quando, por óbice do Fisco, 
a compensação não ocorre no momento adequado." (AI 619.664-AgR, 
Rel. Min. Marco Aurélio, 16-12-2008) 
Os créditos do IPI não podem sofrer correção monetária, exceto
quando a compensação não ocorrer no momento adequado por óbice do Fisco. 
Nesse sentido, foi edita a Súmula nº 411 do STJ: é devida a correção
monetária ao creditamento do IPI quando há oposição ao seu aproveitamento
decorrente de resistência ilegítima do Fisco. 
82) \u201cA aquisição de bens que integram o ativo permanente da empresa ou de 
insumos que não se incorporam ao produto final ou cujo desgaste não ocorra 
de forma imediata e integral durante o processo de industrialização não gera 
direito a creditamento de IPI\u201d (REsp 1075508, Ministro LUIZ FUX, 
23/09/2009) 
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83) \u201cA jurisprudência do Supremo