Aula 02
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Segundo jurisprudência do STJ, é ilegítima a
cobrança do ICMS sobre o serviço de habilitação de telefone celular. 
Correto. 
Não são considerados como serviços de comunicação os serviços dos
provedores de acesso à internet e habilitação de telefone celular. 
25) Súmula nº 237 do STJ: Nas operações com cartão de crédito, os 
encargos relativos ao financiamento não são considerados no cálculo do 
ICMS. 
26) Súmula nº 457 do STJ: Os descontos incondicionais nas operações 
mercantis não se incluem na base de cálculo do ICMS. 
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JURISPRUDÊNCIA NO DIREITO TRIBUTÁRIO PARA AFRF E ATRF - 2012
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O desconto é incondicional quando não se exige nenhuma condição
para que ele ocorra. Caso seja necessário o pagamento à vista, por exemplo, o
desconto é condicional. 
27) Súmula nº 432 do STJ: As empresas de construção civil não estão 
obrigadas a pagar ICMS sobre mercadorias adquiridas como insumos em 
operações interestaduais. 
Já foi cobrado: 
19. (CESPE/2009/TCE-ES/Procurador) Segundo o STJ, é legítima a cobrança de
ICMS sobre operações interestaduais realizadas por empresa de construção
civil, quando da aquisição de bens necessários ao desempenho de sua
atividade fim. 
Errado. 
Os materiais adquiridos como insumos de uma construção sofrem
incidência do ISS, e não do ICMS, pois são considerados como parte do
serviço de construção (atividade fim de empresas de construção civil). 
28) \u201cNão incidência sobre a prestação de serviços de transporte aéreo, 
de passageiros - intermunicipal, interestadual e internacional. 
Inconstitucionalidade da exigência do ICMS na prestação de serviços 
de transporte aéreo internacional de cargas pelas empresas aéreas 
nacionais, enquanto persistirem os convênios de isenção de empresas 
estrangeiras.\u201d (ADI 1600; Min. Sydney Sanches; 26/11/2001) 
A jurisprudência nos diz que: 
\uf0b7 Não incide ICMS sobre transporte aéreo de passageiros
(intermunicipal, interestadual e internacional), nem sobre transporte 
aéreo internacional de cargas. 
\uf0b7 Incide ICMS sobre transporte aéreo nacional de cargas 
29) Súmula Vinculante nº 32: O ICMS não incide sobre alienação de 
salvados de sinistro pelas seguradoras. 
\u201cA alienação de salvados configura atividade integrante das operações de
seguros e não tem natureza de circulação de mercadoria para fins de
incidência do ICMS\u201d (ADI 1.648). 
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30) \u201cO STF fixou entendimento no sentido da ilegitimidade da cobrança de 
ICMS sobre água encanada, uma vez que se trata de serviço público 
essencial e não mercadoria.\u201d (AI 682.565-AgR, Min. Eros Grau, 23-6-2009) 
Tributos de Competência dos Municípios 
I. IPTU 
31) \u201cSegundo o art. 34 do CTN, consideram-se contribuintes do IPTU o 
proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a 
qualquer título. A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de que 
tanto o promitente comprador (possuidor a qualquer título) do imóvel 
quanto seu proprietário/promitente vendedor (aquele que tem a 
propriedade registrada no Registro de Imóveis) são contribuintes 
responsáveis pelo pagamento do IPTU.[...]. Ao legislador municipal cabe 
eleger o sujeito passivo do tributo, contemplando qualquer das situações 
previstas no CTN. Definindo a lei como contribuinte o proprietário, o titular do 
domínio útil, ou o possuidor a qualquer título, pode a autoridade 
administrativa optar por um ou por outro visando a facilitar o 
procedimento de arrecadação.\u201d (REsp 1110551; Ministro Mauro Campbell 
Marques; 10/06/2009) 
Já foi cobrado: 
20. (CESPE/2010/DPU/Defensor Público) Considere que o proprietário de
imóvel localizado na zona urbana de determinado município tenha firmado
contrato de promessa de compra e venda do bem com Maria. Nessa situação
hipotética, tanto a promitente compradora (possuidora a qualquer título) do
imóvel quanto o proprietário são contribuintes responsáveis pelo pagamento
do IPTU. 
Correto. 
32) \u201cO STJ firmou o entendimento de que a celebração do contrato de 
arrendamento entre a empresa ora recorrida e a Companhia Docas do Estado 
de São Paulo - CODESP, relativamente à exploração de área pertencente ao 
Porto de Santos, cuja propriedade é da União, não dá à primeira a condição de 
contribuinte do IPTU, visto que não exerce a posse do referido imóvel 
com animus domini.\u201d (AgRg-REsp 1198430; Min. Humberto Martins; 
23/11/2010) 
O contribuinte do IPTU pode ser o proprietário do imóvel, o titular do seu
domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título. Entretanto, o STJ entende 
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que é essencial que a posse seja exercida com animus domini, ou seja,
que haja a intenção de ser dono do imóvel. No caso em tela a posse é
precária. Ainda nesse sentido, vejamos: 
33) \u201cO contribuinte do IPTU é o proprietário do imóvel, admitindo o CTN, por 
expressa determinação, possa figurar como contribuinte o titular do domínio 
útil ou o possuidor a qualquer título. A jurisprudência do STJ tem entendido 
que as hipóteses são estabelecidas pela lei, mas estão restritas às relações de 
direito real, excluindo-se da incidência o locatário, por exemplo, que é 
possuidor direto, mas não é contribuinte do IPTU\u201d (REsp 810800; Min. 
Eliana Calmon; 17/08/2006) 
Já foi cobrado: 
21. (ESAF/2008/Prefeitura de Natal-RN/Auditor do Tesouro Municipal) Pode o
poder público exigir o pagamento do IPTU tanto do proprietário como do
locatário do imóvel, tendo em vista se tratar de obrigação de direito real. 
Errado. 
O locatário de imóvel, apesar de ser possuidor direto, não exerce a posse
com animus domini, logo não é contribuinte do IPTU. 
34) Súmula nº 589 do STF: É inconstitucional a fixação de adicional 
progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do número de 
imóveis do contribuinte. 
35) Súmula nº 539 do STF: É constitucional a lei do município que reduz o 
imposto predial urbano sobre imóvel ocupado pela residência do proprietário, 
que não possua outro. 
Já foi cobrado: 
22. (ESAF/2010/ISS-RJ/Fiscal de Rendas) É inconstitucional a lei do município
que reduz o imposto predial urbano sobre imóvel ocupado pela residência do
proprietário, que não possua outro. 
Errado. 
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II. ITBI 
36) Súmula nº 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece 
alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens 
imóveis \u2013 ITBI com base no valor venal do imóvel. 
37) "Imposto de Transmissão de Imóveis, inter vivos \u2013 ITBI: alíquotas 
progressivas: a CF não autoriza a progressividade das alíquotas, 
realizando-se o princípio da capacidade contributiva proporcionalmente ao 
preço da venda." (RE 234.105, Min. Carlos Velloso, 15-4-2003) 
O ITBI não admite a técnica da progressividade, enquanto ausente
autorização constitucional expressa (AgReg-AI 456.768). 
Já foi cobrado: 
23. (FGV/2010/ICMS-RJ/Fiscal de Rendas) É inconstitucional a lei que
estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de
bens imóveis \u2013 ITBI, com base no valor venal do imóvel. 
Correto. 
III. ISS 
38) \u201cA jurisprudência do STJ reconhece que a Lista de Serviços anexa ao 
Decreto-Lei 406/1968, para efeito de incidência de ISS sobre serviços 
bancários, é taxativa, mas admite uma leitura extensiva de cada item, a 
fim de se enquadrarem serviços idênticos aos expressamente previstos.\u201d 
(AgRg-Ag 1.082.014, Min. Herman Benjamin, 01/09/2009) 
A LC 116/03, em sua lista anexa, define os serviços tributáveis pelo ISS,
por determinação constitucional (art.