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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA 
CAMPUS DE RIO PARANAÍBA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DA DISCIPLINA 
CRP 194 – ESTATÍSTICA EXPERIMENTAL 
 
 
 
 
Profº. Carlos Eduardo Magalhães dos Santos 
 
 
 
 
 
 
 
Rio Paranaíba/MG 
2011 
1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA 
Campus de Rio Paranaíba 
CRP 194 – Estatística Experimental – 2011/II 
 
Professor: Carlos Eduardo Magalhães dos Santos 
 
1. CONTEÚDO 
 
Capítulo 1 – Introdução a Estatística Experimental 
Capítulo 2 – Testes de hipóteses 
Capítulo 3 – Contrastes 
Capítulo 4 – Introdução à Experimentação 
Capítulo 5 – Delineamento Inteiramente Casualizado 
Capítulo 6 – Procedimentos para Comparações Múltiplas 
Capítulo 7 – Delineamento em Blocos Casualizados 
Capítulo 8 – Delineamento em Quadrado Latino 
Capítulo 9 – Experimentos Fatoriais 
Capítulo 10 – Experimentos em Parcelas Subdivididas 
Capítulo 11 – Regressão e Correlações 
 
2. AVALIAÇÕES 
 
Prova Data Horário Local 
1 08/09 (Qui) 08:00 GOU 002 
2 13/10 (Qui) 08:00 GOU 002 
3 24/11 (Qui) 08:00 GOU 002 
 
O sistema de avaliação constará de: 
 
Avaliações Peso 
Prova 1 30% 
Prova 2 30% 
Prova 3 30% 
Avaliação (Assiduidade, Listas de Exercícios e Sabatinas) 10% 
 
Serão ministradas sabatinas sobre o conteúdo explicado, com valor a 
ser definido pelo professor, a perda da mesma acarretará em perca da 
pontuação, mesmo havendo justificativa. 
Será aplicada uma quarta prova escrita com peso de 30%, que abordará 
todo o assunto do semestre, para o estudante que perder pelo menos umas 
das três provas por motivo condizente. O cálculo do rendimento acadêmico 
será realizado tomando-se os três valores das provas realizadas mais o valor 
da avaliação do aluno. 
Levar tabelas dos testes de hipóteses e calculadora para as provas, pois 
são de uso individual. 
As listas de exercícios sugeridos deverão ser entregues, 
impreterivelmente, no dia da realização da prova daquele conteúdo. 
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No momento das provas não será permitida qualquer comunicação entre 
os alunos e utilização de meios ilícitos (cola), provocando cancelamento da 
prova do(s) aluno(s) interceptado(s). 
O professor marcará um único período de revisão para cada uma das 
provas que deverá ser respeitado, dado que não serão abertas exceções para 
revisões de provas fora do período estabelecido. O período de revisão de prova 
será divulgado no quadro de avisos do Campus e no SAPIENS. 
A data da prova final será marcada pelo Registro Escolar. 
 
3. BIBLIOGRAFIA 
 
BANZATTO, D. A.; KRONKA, S. N. Experimentação agrícola. FUNESP: 
Jaboticabal, 1989. 249 p. 
BARBIN, Décio. Planejamento e análise estatística de experimentos 
agronômicos. Editora UFV: Viçosa, 2003. 
GOMES, F. P. Curso de estatística experimental. 14ª edição, Livraria Nobel 
S.A.: São Paulo, 2000. 475 p. 
MONTGOMERY, D. C.; RUNGER, G. C. Estatística aplicada e probabilidade 
para engenheiros. 2ª edição, LCT Editora: Rio de Janeiro, 2003. 463 p. 
RAMALHO, M. A. P., FERREIRA, D. F., OLIVEIRA, A. C. Experimentação em 
genética e melhoramento de plantas. Lavras: Editora UFLA, 2005. 322 p. 
RIBEIRO JÚNIOR, J. I. Análises estatísticas no Excel – guia prático. Editora 
UFV: Viçosa, 2004. 249 p. 
VIEIRA, S.; HOFFMANN, R. Estatística experimental. Editora Atlas: São 
Paulo, 1989, 179 p. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. PLANEJAMENTO 
 
Aula Dia Assunto 
01 01/08 Apresentação da disciplina 
02 04/08 Testes de hipóteses: conceitos e aplicações 
03 08/08 Teste t para uma média 
04 11/08 Teste F para duas variâncias 
05 15/08 Teste t para duas médias independentes 
06 18/08 Teste t para duas médias dependentes 
07 22/08 Contrastes: conceitos 
08 25/08 Métodos para obtenção de contrastes ortogonais 
09 29/08 Princípios básicos da experimentação 
10 01/09 Recesso (ExpoALTO 2011) 
11 05/09 Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC) 
12 08/09 Prova 1 
13 12/09 Análise de variância (ANOVA) 
14 15/09 Teste de Tukey e Duncan 
15 19/09 Testes t e de Scheffé 
16 22/09 Delineamento em Blocos Casualizados (DBC) 
17 26/09 Aplicações do Delineamento em Blocos Casualizados 
18 29/09 Delineamento em Quadrado Latino (DQL) 
19 03/10 Aplicações do Delineamento em Quadrado Latino 
20 06/10 Experimento Fatorial (EF) 
21 10/10 Resolução de exercícios 
22 13/10 Prova 2 
23 17/10 Interação A x B não significativa de EF 
24 20/10 Interação A x B significativa de EF 
25 24/10 Experimentos em parcelas subdivididas (EPS) 
26 27/10 Interação A x B não significativa de EPS 
27 31/10 Interação A x B significativa de EPS 
28 03/11 Regressão linear de 1º grau 
29 07/11 Regressão linear de 2º grau 
30 10/11 Regressão linear com delineamento experimental: Aplicações 
31 14/11 Recesso (Comemoração do Dia do Servidor Público) 
32 17/11 Correlações: conceito 
33 21/11 Exercícios 
34 24/11 Prova 3 
35 28/11 Interface de sistemas estatísticos 
36 01/12 Exercícios 
 
 
CRP 194 – Estatística Experimental – 2011/II 
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1.0 - INTRODUÇÃO À ESTATÍSTICA EXPERIMENTAL 
 
1.1– Introdução 
 
A estatística é entendida como a matemática aplicada a dados observados, 
fornecendo métodos para geração, coleta, organização, descrição, análise e 
interpretação deles. A estatística experimental tem por objetivo o estudo dos 
experimentos, isto é: seu planejamento, execução, análise dos dados e interpretação 
dos resultados obtidos. 
Existem alguns conceitos básicos relacionados a essas etapas da 
experimentação agrícola, que passaremos a enunciar: 
 
a) Experimento ou ensaio: é um trabalho previamente planejado, que segue 
determinados princípios básicos e no qual se faz a comparação dos efeitos 
dos tratamentos. 
b) Tratamento: utilizado para designar o método, elemento ou material cujo efeito 
desejamos medir ou comparar em um experimento. Um tratamento pode ser 
por exemplo: variedades de soja, quantidade de fertilizantes para a cultura 
do milho, doses de fungicidas para controle de Alternaria solani na cultura da 
batata, recipiente para a produção de mudas de espécies florestais, dentre 
outros. 
c) Unidade experimental ou parcela: é a unidade que vai receber o tratamento e 
fornecer os dados que deverão refletir seu efeito. Uma parcela por ser: uma 
planta ou um grupo delas, uma área do terreno com plantas, um vaso com 
plantas, um animal, dentre outros. 
d) Delineamento experimental: é o plano utilizado na experimentação e implica 
na forma como os tratamentos serão designados às unidades experimentais, 
além de um amplo entendimento das análises a serem feitas quando todos 
os dados estiverem disponíveis. Como exemplo de delineamentos 
experimentais, podemos citar: delineamentos inteiramente casualizados, 
delineamento em blocos casualizados e delineamento em quadrado latino. 
Capítulo 2 – Testes de hipóteses 
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Prof. Carlos Eduardo Magalhães dos Santos 
 
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e) Esquema: quando no mesmo experimento são avaliados dois ou mais fatores, 
os níveis dos fatores podem ser combinados de maneiras diferentes. 
Exemplos: esquemas fatoriais e esquemas de parcelas subdivididas. 
f) População ou conjunto universo: é o conjunto constituído por todos os dados 
possíveis com relação à característica em estudo. Por exemplo, se 
desejamos estudar a produtividade de milho na região do Alto Paranaíba, a 
população será constituída pelas produtividades das lavouras de milho de 
toda a região do Alto Paranaíba. 
g) Amostra: