Resumo de  contratos
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Resumo de contratos


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o pai ou a mãe do comprador, seus tios e os demais netos do vendedor devem anuir.
		A finalidade da proibição é evitar simulações fraudulentas: doações inoficiosas disfarçadas de compra e venda, por exemplo.
		Questão controvertida diz respeito a compra e venda sem o consentimento do descendente que ainda não era legitimado ate o momento (como por exemplo, o filho que veio a ser descoberto posteriormente em razão de ação de reconhecimento de paternidade). Parece razoável entender-se que, em casos como esse, e naqueles em que os filhos já reivindicam o reconhecimento da paternidade, se deve reconhecer a sua legitimidade para pleitear a anulação da venda realizada sem a sua anuência.
		Somente será dispensável o consentimento do cônjuge se o regime de bens for a da separação obrigatória. A anuência para a venda deve ser expressa. Mas o art. 496 é omisso no tocante à forma. Aplica-se, então, a regra do art. 220 do CC.
		A venda realizada com inobservância do disposto no art. 496 do CC é anulável, estando legitimados para a ação anulatória os descendentes preteridos. Legitimados para arguir a anulabilidade de venda são os demais descendentes e o cônjuge do devedor. Embora não mencionado expressamente, o companheiro, por equiparado ao cônjuge, também goza de legitimidade, por conta do expresso no art. 1725 do CC.
		Ainda que somente um dos interessados tenha tomado a iniciativa da ação, a anulabilidade do contrato o invalida por inteiro e não apenas em face do seu autor. Não tendo o Código indicado prazo para que a demanda seja proposta, aplica-se a regra geral do art. 179 do CC, sendo de dois anos o prazo a contar da data da conclusão do ato. Esse prazo é decadencial.
- VENDA ENTRE CÔNJUGES (ART. 499 CC) : um cônjuge, qualquer que seja o regime de bens do casamento, exceto no da separação absoluta, só estará legitimado a alienar, hipotecar ou gravar de ônus reais os bens imóveis depois de obter a autorização do outro, ou o suprimento judicial de seu consentimento.
		Pelo que depreende o art. 499, nada mais impede, portanto, que o cônjuge aliene ao outro bens que estejam sob sua titularidade exclusiva, fora da comunhão. Na realidade, no regime da comunhão universal, tal venda mostra-se inócua, pois, alem do que já foi dito, o numerário utilizado na compra sairia do patrimônio comum. Mas nos demais regimes o sistema não impõe proibição. Inadmissível, todavia, a doação entre cônjuges, casados no regime da separação legal ou obrigatória, por desvirtuar as suas características e finalidades.
* VENDAS ESPECIAIS:
VENDA MEDIANTE AMOSTRA (ART. 484 CC): amostra é o mesmo que paradigma. Constitui reprodução integral da coisa vendida, com suas qualidades e características, apresentada em tamanho normal ou reduzido. Se a mercadoria entregue não for em tudo igual à amostra, caracteriza-se o inadimplemento contratual, devendo o comprador protestar imediatamente, sob pena de o seu silêncio ser interpretado como tendo havido correta e definitiva entrega.
VENDA AD CORPUS E AD MENSURAM (ART. 500 CC): essa regra aplica-se somente à compra e venda de imóveis.
		Venda ad mensuram, é aquela em que o preço é estipulado com base nas dimensões do imóvel (por exemplo: tal preço por alqueire). A venda é ad mensuram, pois, quando se determina o preço de cada unidade, de cada alqueire, de cada hectare ou metro quadrado. Se se verifica, em posterior medição, que a área não corresponde às dimensões dadas, tem o comprador o direito de exigir a sua complementação. Somente se esta não for possível, por não ter o vendedor área remanescente contígua, é que se abre para aquele a opção de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço. Não pode ser pleiteada a resolução da avença, ou abatimento no preço, se puder ser feita complementação. Inexistente essa possibilidade, abre-se então a alternativa para o comprado: ajuizar a ação redibitória ou a estimatória.
		Se em vez de faltar houver excesso de área, e o vendedor provar que tinha motivos para ignorar a medida exata da área vendida, caberá ao comprador, à sua escolha, completar o valor correspondente ao preço ou devolver o excesso, sob pena de caracterizar-se o enriquecimento sem causa (art. 500, § 2º, CC). Neste caso, o direito de escolha das duas alternativas legais não cabe ao vendedor, mas é um direito potestativo do comprador complementar o preço correspondente ao excesso, ou devolver a parte que excedeu do imóvel.
		Na venda ad corpus, o imóvel é adquirido como um todo, como corpo certo e determinado (por exemplo: Chácara Palmeiras), caracterizado por suas confrontações, não tendo nenhuma influência na fixação do preço as suas dimensões. Presume-se que o comprador adquiriu a área pelo conjunto que lhe foi mostrado e não em atenção à área declarada.
		Não exige a lei, para que uma venda se caracteriza como ad corpus que o contrato o diga expressamente. O juiz, para decidir sobre usa natureza, se ad mensuram ou ad corpus, deve apurar a real intenção das partes, consultando o contrato.
		O § 1º do art. 500 diz que presume-se meramente enunciativas as dimensões dadas quando a diferença não exceder de um vigésimo da área total enunciada. Um vigésimo corresponde a 5% da extensão total. Diferença tão pequena não justifica o litígio, salvo se foi convencionado o contrário.
		Na venda ad corpus, compreensiva de corpo certo e individualizado, presume-se que o comprador teve uma visão geral do imóvel e a intenção de adquirir precisamente o que se continha dentro de suas divisas. A referência à metragem ou extensão é meramente acidental. O preço é global, pago pelo todo vistoriado.
* CLÁUSULAS ESPECIAIS DO CONTRATO DE COMPRA E VENDA: o Código Civil de 2002 disciplinou em subseções autônomas, a retrovenda, a venda a contento ou a sujeita a prova, a preempção ou preferência, a venda com reserva de domínio e a venda sobre documentos.
RETROVENDA (ART. 505 CC) : constitui um pacto adjeto do contrato de compra e venda, pelo qual o vendedor reserva-se o direito de reaver o imóvel que está sendo alienado, em certo prazo, restituindo o preço, mais as despesas feitas pelo comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização escrita, ou para a realização de benfeitorias necessárias. Deve ser feita através de cláusula expressa.
		A retrovenda pode ser estipulada com um prazo máximo de três anos. As partes podem estipular prazo menor, se não for colocado prazo vale a regra de três anos, se o prazo for colocado além do limite legal, não será nula, nem anulável a cláusula, porem, somente gerará efeitos por três anos da celebração do contrato. Fixado pelas partes ou presumido pela lei, o prazo é sempre decadencial e, por isso, insuscetível de suspensão ou interrupção. 
VENDA A CONTENTO OU A SUJEITA PROVA (ART. 509 CC): a venda a contento do comprador constitui pacto adjeto a contratos de compra e venda relativos, em geral, a gêneros alimentícios, bebidas finas e roupas sob medida. A compra e venda não se aperfeiçoa enquanto não houver a manifestação de agrado do potencial comprador. 
		 Assim, pode-se afirmar que a venda a contente é uma estipulação que favorece o comprador, subordinando o aperfeiçoamento do negócio à sua opinião pessoal e gosto. Não está em jogo a qualidade ou utilidade objetiva da coisa.
PREEMPÇÃO OU PREFERÊNCIA (ART. 513 CC): é o pacto adjeto à compra e venda, pelo qual o comprador de uma coisa, móvel ou imóvel, se obriga a oferecê-la ao vendedor, na hipótese de pretender futuramente vendê-la ou dá-la em pagamento, para que este use do seu direito atribuído ao vendedor de se substituir ao terceiro nos mesmos termos e condições em que este iria adquirir a coisa.
		A preempção distingue-se da retrovenda. Nesta, o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la, independente da vontade do comprador, não se podendo falar em preferência por inexistir terceiro ou estranho com quem se dispute a primazia.
		A preferência do condômino na aquisição de parte indivisa (art. 504 CC)
Lucas
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alguem pode me enviar esse material ? email: pankeka07@gmail.com
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Eveline
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Boa Noite! Alguém pode me enviar o resumo de direito civil - A parte de contratos.
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Eveline
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Boa noite
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