1000 Perguntas e Respostas - Direito Constitucional

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com 7 Câmaras; e c) de Direito Criminal, com 6 Câmaras; cada Câmara é 

composta por 5 desembargadores e a competência de cada uma é estabelecida por 

lei estadual, observada a lei que rege a Magistratura nacional; compõem o TJ, 

sem compor as Câmaras comuns, ainda: Presidente, Corregedor-Geral, 4 Vice-

Presidentes e o "decano" (desembargador mais antigo, excluídos os 6 anteriores). 

 

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602) Qual o cargo inicial da carreira da Magistratura? 

R.: O cargo inicial da carreira da Magistratura é o de juiz substituto. 

 

603) Como é o ingresso na carreira da Magistratura, na Justiça Comum? 

R.: O sistema de ingresso é o heterogêneo: para o primeiro grau, no cargo de 

juiz substituto, é sempre por meio de concurso público de provas e títulos; para 

o segundo e último grau, o processo é a nomeação de advogados ou membros do MP, 

ou de promoção de juízes de carreira, por critérios de antigüidade e 

merecimento. 

 

604) O que é promoção? 



R.: Promoção é a passagem do agente público de uma classe (ou grau) inferior 

para outra superior, posto mais graduado, ao qual corresponde maior 

responsabilidade e maior padrão de vencimentos. 

 

605) Como são feitas as promoções na Justiça Comum do Estado de Paulo? 

R.: Após 2 anos como juiz substituto, deverá o juiz requerer inscrição no 

concurso de provas e títulos, apreciado pelo Tribunal de Justiça ou por seu 

órgão especial; aprovado, será nomeado em caráter vitalício; reprovado, cessa a 

investidura. Após a aprovação, poderá o juiz ser promovido, de entrância a 

entrância, e da entrância mais elevada aos Tribunais de Alçada, e destes, ao 

Tribunal de Justiça, sempre segundo critérios alternados de antigüidade e 

merecimento. 

 

606) Quais são os órgãos da Justiça Militar do Estado de São Paulo?  

R.: São órgãos da Justiça Militar do Estado de São Paulo: a) Conselhos de 

Justiça (primeiro grau de jurisdição); e b) Tribunal de Justiça Militar. Nos 

Estados onde o efetivo da Polícia Militar for inferior a 20.000 homens, não 

existe Tribunal de Justiça Militar, competindo ao Tribunal de Justiça do Estado 

os julgamentos em segundo grau de jurisdição. 

 

607) O que são os Juizados Especiais? 

R.: Os Juizados Especiais são órgãos do Poder Judiciário, criados pela CF de 

1988 (art. 98, I), providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes 

para conciliação, julgamento e execução de causas cíveis de menor complexidade e 

infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e 

sumaríssimo. 

 

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608) Qual o diploma legal que criou os Juizados Especiais Cíveis e Criminais? 

R.: O diploma legal que os criou é a Lei n.º 9.099, de 26.09.1995, que revogou a 

Lei n.º 7.244, de 07.11.1984. 

 

609) O que é a Justiça de paz? 

R.: Justiça de paz é o ramo do Poder Judiciário, não dotado de atribuições 

jurisdicionais, composto por cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e 

secreto, com mandato de 4 anos, remunerados e competentes para, na forma da lei, 

celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, 

o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, além de outras 

previstas na legislação (art. 98, II). 

 

VIII.3. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 

 

610) O que se entende por funções essenciais à justiça? 

R.: Entende-se por funções essenciais à Justiça o conjunto de atividades 

profissionais jurídicas (exceto a Magistratura), públicas ou privadas, 

encarregadas de promover o funcionamento da máquina do Poder Judiciário. 

 

611) Quais as atividades previstas pela CF para o exercício de funções 

essenciais à Justiça? 

R.: A CF prevê as seguintes atividades: Ministério Público (arts. 127 a 130), 

Advocacia-Geral da União (arts. 131 e 132), Advocacia e Defensoria Pública 

(arts. 133 a 135). 

 

612) Qual a função do Ministério Público? 



R.: Ao MP, instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado 

(art. 127, caput), incumbe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e 

dos interesses sociais, individuais e coletivos indisponíveis. 

 

613) Por que o Ministério Público não pertence ao Poder Judiciário, se é órgão 

público e a lei diz que é "essencial à função jurisdicional"?  

R.: No Brasil, não pertence o MP ao Poder Judiciário, por determinação de nossa 

Constituição, que não o vincula a qualquer dos poderes; poderia ser vinculado ao 

Judiciário, o que ocorre em outros países, como a Itália, onde as funções do MP 

(que não existe como instituição) são desempenhadas pelo Poder Judiciário; lá, 

os juízes ora desempenham a função de julgadores (magistratura judicante) ora as 

funções do MP (magistratura requerente). 

 

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614) Qual o diploma legal ao qual está sujeito o Ministério Público?  

R.: O Ministério Público sujeita-se à Lei n.º 8.625, de 12.02.1993, denominada 

Lei Orgânica do Ministério Público. 

 

615) Quais os princípios institucionais do MP? 

R.: Os princípios institucionais do MP são (arts. 127 e 128): a) unidade; b) 

indivisibilidade; c) independência funcional; e d) autonomia funcional e 

administrativa. 

 

616) Em que consiste o princípio da unidade do MP?  

R.: O princípio da unidade do MP consiste em considerar o Ministério Público 

como uma só corporação, em todo o país, sendo aplicáveis os correspondentes 

dispositivos legais a todos os Ministérios Públicos (órgãos) abrangidos pelo MP; 

evidencia-se, por exemplo, na possibilidade de o chefe da Instituição substituir 

membros do MP em suas funções, ou de delegar funções. 

 

617) Em que consiste o princípio da indivisibilidade do MP? 

R.: O princípio da indivisibilidade consiste em considerar o MP como corpo 

único, hierarquizado; isso, no entanto, não pode ocorrer num sistema federativo, 

não hierarquizado, onde existem relações funcionais de coordenação e de 

igualdade entre os diversos parquets; o princípio deve ser entendido como 

aplicável, isoladamente, ao MP Federal, aos MP's em cada Estado, e aos MP's que 

funcionam em jurisdições especiais, mas sempre relativamente a cada parquet, 

onde existe hierarquia funcional em cada instituição. 

 

618) Em que consiste o princípio da independência funcional do MP? 

R.: O princípio da independência funcional do MP consiste em que, cada membro do 

MP age segundo sua própria consciência jurídica, sem aceitar interferência de 

outros órgãos do próprio MP, de juízes ou do Poder Executivo, além da proibição 

de prestar serviços a entidades públicas (CF, art. 129, IX). 

 

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619) Em que consiste o princípio da autonomia funcional e administrativa do MP? 

R.: O princípio da autonomia funcional e administrativa do MP consiste em sua 

competência para propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos 

e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas e títulos 

(art. 127, § 2.º) e para elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites 

estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (art. 127, § 3.º). 

 

620) A que regras estão submetidos os integrantes do MP, com relação às 

promoções na carreira e à aposentadoria? 



R.: Aos representantes do MP aplicam-se os mesmos dispositivos constitucionais 

referentes às promoções na carreira e à aposentadoria dos magistrados, isto é, 

as constantes do art. 93, II e VI. 

 

621) Como é feito o ingresso no Ministério Público? 

R.: O ingresso no MP é feito mediante concurso de provas e títulos, observada, 

na nomeação, a ordem de classificação. 

 

622) Como se dá a promoção dos membros do MP? 

R.: A promoção dos membros do MP segue os critérios de antigüidade e 

merecimento, alternadamente, de uma entrância ou categoria para outra, e da 

entrância mais elevada para o cargo de Procurador de Justiça, aplicando-se, por 

analogia, o disposto na CF, art. 93, incisos III e VI (que se refere ao Poder 

Judiciário). 

 

623) Quais as garantias concedidas aos membros do MP? 

R.: Aos membros do MP, assegura a CF (art. 128, I, II e
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