GST0012-WL-LC-Trabalho em Grupo sobre Tributos
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estágios do processo de produção ou comercialização, com base no valor adicionado em cada estágio.
	Podemos citar como exemplos de tributos diretos, os tributos prediais e territoriais (urbanos e rurais), bem como os que gravam as transmissões. Em geral, estas categorias representam a menor parte do total da receita tributária. A maior parte da receita é constituída pelos impostos que incidem sobre a remuneração dos fatores de produção \u2013 o trabalho, o capital e a capacidade empresarial. Citam-se como exemplos deste grupo, os impostos sobre as rendas e proventos de qualquer natureza das pessoas físicas e das pessoas jurídicas, além dos variados itens que se englobam sob a denominação de contribuições à previdência Social.
	Quanto aos tributos indiretos, podemos citar como exemplo o ICMS. Os tributos indiretos constituem o principal mecanismo de arrecadação do Estado, e não causam tanta pressão ao governo quanto os tributos diretos, isso porque a maioria das pessoas desconhece a sua real participação na composição do preço dos produtos e serviços.
	Os principais tributos sobre vendas de bens e serviços são os seguintes: ICMS, IPI, COFINS, PIS/PASEP, CPMF, CIDE, IOF e ISS. Antes da Constituição de 1988 havia ainda os impostos únicos que foram agregados na base do ICM formando o novo ICMS: impostos sobre combustíveis, energia elétrica, minerais, transportes e comunicações. O ICMS é estadual e o ISS é municipal enquanto os demais são de competência federal. Podemos dividir a tributação sobre bens e serviços em dois grandes grupos de tributos: Valor adicionado (ICMS e IPI) e os que incidem cumulativamente (os demais gravames).
CARGA TRIBUTÁRIA
Segundo BORDIN (2003), a carga tributária é o montante da tributação incidente na economia do país, trata-se de um indicador citado com freqüência no noticiário nacional, especialmente por parte de empresários que alegam ser ela demasiadamente elevada. Tão polemico quanto o seu patamar é o próprio conceito que define este indicador. No Brasil a carga tributária é entendida como a expressão da relação entre a receita tributária total (União, Estados e Municípios) e o Produto Interno Bruto \u2013 PIB, indicando a participação do Estado na economia nacional. O Termo \u201ccarga\u201d é pouco usual na literatura internacional. Alguns economistas latinos preferem utilizar a expressão \u201ccoeficiente de pressão tributária\u201d. Outros, no entanto, por acharem que nestes conceitos está embutida a conotação de \u201csacrifício\u201d ou \u201csofrimento\u201d que deve suportar a população, argumentam que os que adotam estes termos desconsideram que os recursos extraídos da sociedade são direcionados para gastos públicos. Estes autores preferem a denominação de \u201ccoeficiente de tributação\u201d para definir a relação entre a receita tributária e o produto interno. Muitos órgãos internacionais apenas se referem à real ação como \u201creceita tributária em percentagem do PIB (ou PNB)\u201d. Um outro conceito que está em desuso atualmente é o que destinge a carga tributária total (bruta) da liquida. A carga \u201cliquida\u201d se diferencia da \u201cbruta\u201d por deduzir os subsídios públicos e as transferências correntes (benefícios para a previdência, juros e correção da divida pública, por exemplo).
O nº de impostos no Brasil até que não é tão grande. O que torna complexo o sistema são as demais figuras tributárias existentes como as contribuições sociais, as taxas de contribuições de melhoria. Se computadas todas as imposições tributárias em todas as esferas do governo, chegaremos a mais de cem diferentes tipos de tributos. E isto também ocorre em muitos países do mundo.
Para sustentar os gastos do governo, cada vez mais aumenta a carga tributária no Brasil. Na tabela 1, destacamos a evolução dos percentuais da carga tributária no Brasil desde o ano de 1947, como se pode observar, o percentual vêm aumentando ano a ano. 
Tabela 1 - Evolução da carga tributária no Brasil, fonte: BORDIN, Luis Carlos Vitali - Carga tributária brasileira em 2002 \u2013 disponível em http://portaltributario.com.br/tributos.html - acesso em 12/05/2006.
Os Efeitos da Carga Tributária na Economia do País.
Constata-se que a carga de tributos elevada do País deriva essencialmente da expansão do gasto governamental, que cresceu entre 1995 e 2004 a uma taxa de 5,3% ao ano. Hoje o contribuinte convive com uma alta carga tributária e uma forma muito difícil de administrar estes impostos. AS empresas convivem com 59 tributos dentre taxas, contribuições e tarifas, e 93 obrigações acessórias que têm de serem cumpridas para efetivar o pagamento dos tributos. Quando falamos de pessoas físicas e não mais empresas, o número de impostos cai, mas não tanto. São 38 impostos, taxas e contribuições pagos pela média dos brasileiros.
A dificuldade em entender a extensa e vasta legislação tributária e a alta carga tributária contribuem para o aumento da sonegação, levando o governo a inventar novas maneiras de tributar, ao invés de aumentar a luta contra a sonegação.
Segundo SANTOS JUNIOR (2003), os brasileiros estão sufocados pela alta carga tributária paga no Brasil, que tem como objetivo primordial sustentar a estrutura ineficaz do governo. Após a Constituição da Republica de 1988 diversas garantias foram cedidas aos cidadãos, como a saúde que atingiu 70 milhões de brasileiros que anteriormente à Carta não tinham acesso ao serviço público de saúde. O aumento da carga tributária deveria ser realizado para dar sustento a esta demanda. Porém, o aumento não permitiu um suprimento adequado dessa demanda como ocorre em outros países que possuem carga tributária inferior à nossa e possuem atendimento de primeira linha, como Austrália, Estados unidos, Coréia do Sul e Japão. 
Os brasileiros atualmente trabalham quatro meses para pagarem impostos e mais quatro meses para conseguir pagar por algo que, em tese, deveria ser custeado pelo governo, como educação, planos de saúde, previdência privada e, em algumas vezes, até segurança. Enquanto alguns setores essenciais, como a saúde, de paises como a Argentina e os Estados Unidos recebem anualmente investimentos da ordem de U$300 e U$2000 por habitante, o Brasil investe somente U$160. É claro que existem atitudes louváveis nesta área, como a distribuição de medicamentos a todos os doentes de AIDS gratuitamente e a posição de segundo lugar no ranking dos paises que mais fazem transplantes no mundo. Todavia, pela carga tributária imposta, que é uma das mais altas do mundo, os benefícios tinham que ser maiores.
Outro problema existente é a tributação em cascata do Cofins, Pis/Pasep e da CPMF que consegue retirar alguns produtos brasileiros da competitividade internacional. As desvantagens, em % sobre o valor da produção, da tributação em cascata chega a atingir 10,39% no setor de siderúrgica, 9,13% no de materiais elétricos e 8,80% no de automóveis. 
Alguns produtos possuem o seu consumo dificultado pela incidência dos impostos e contribuições em seus preços, tal como ocorre com a cerveja em lata que possui 60% do seu valor em impostos, a televisão 23%, a batata frita 25%, a chamada telefônica 29%, a passagem aérea 35%, o refrigerante 35%, o carro 42%, a tinta 50% e a maçã 33%. Este ultimo produto, a maça, tem 27% de desvantagem em relação ao mesmo produto da nacionalidade Argentina, já que recebe 14,5% de taxação na fase de produção e o argentino não recebe nenhuma taxação.
No Brasil é comum taxar a produção, setor essencial para o desenvolvimento de um país. É engraçado ver um país que batalha para desenvolver-se taxar justamente a produção. Para cada real recolhido com imposto de renda, o fisco recolhe três com impostos sobre circulação de bens e serviços. Nos EUA este número é inverso.
O imposto mais importante do Brasil, o ICMS \u2013 Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, recebe nada menos do que 27 regulamentações, dada a possibilidade instituída pela Constituição Federal de 1988 dos Estados estabelecerem a forma de cobrança. Este fato incentiva a possibilidade da \u201cguerra fiscal\u201d entre os Estados, onde o povo sai perdendo