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APOSTILA neurociência

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Rua São Vicente de Paula, 95 | Conj. 53 | Higienópolis | São Paulo | T. 11 4111-1776 
www.grupoinedita.com.br | contato@grupoinedita.com.br 
 
1 
 
NEUROMORFOLOGIA 
 
Neurônio – célula esquisita com estranhos poderes 
 
O Sistema Nervoso (SN) apresenta duas principais divisões: o Sistema Nervoso Central 
(SNC) e o Sistema Nervoso Periférico (SNP). O SNC reúne as estruturas situadas dentro do 
crânio e da medula espinhal, enquanto o SNP contempla as estruturas distribuídas pelo 
organismo. Tanto SNC quanto SNP são constituídos de dois tipos celulares: neurônios e 
gliócitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os neurônios são as unidades funcionais do SN. É uma célula que está adaptada para 
funções de transmissão e processamento de sinais. Sua morfologia compreende dendritos, 
corpo celular e axônio. 
 
Os dendritos, que ficam próximos ao corpo celular, são como pequenas antenas que 
recebem os sinais de outros neurônios. É no corpo celular, que ocorre a síntese dos sinais 
recebidos, e o resultado deste processamento é levado para lugares distantes pelos 
axônios 
 
 
 
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2 
Existem duas possíveis classificações para 
os neurônios, uma relacionada à forma e 
outra relacionada à função. Com relação à 
forma ou morfologia dos neurônios, que 
leva em consideração o número de 
processos que se originam a partir do corpo da célula, os neurônios podem ser classificados 
como unipolares, pseudo-unipolares, bipolares e multipolares. 
 
Os pseudo-unipolares têm uma longa extensão, pois seus dendritos e seu axônio fundem-se 
durante o desenvolvimento. Já os bipolares têm um único axônio e um único dendrito. Esses 
dois tipos de neurônios são presentes no nosso corpo como neurônios sensitivos, sendo que os 
bipolares são neurônios típicos do olfato e da visão e os pseudo-unipolares, são característicos 
por conduzir os impulsos de tato, calor, frio, pressão, entre outros. 
Os neurônios multipolares, que apresentam muitos dendritos e axônios ramificados, 
constituem a maior parte dos neurônios encontrados no nosso tecido nervoso. Nesse grupo de 
neurônios, encontramos células muito diversas com relação à quantidade de dendritos e, 
também, à extensão dos axônios. Neurônios motores são típicos exemplos de neurônios 
multipolares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 
Com relação à funcionalidade, os neurônios são classificados como: sensitivos, interneurônios e 
motores. Sensitivos ou aferentes são aqueles que levam a informação até o SNC. Interneurônios 
(abreviatura de neurônios interconectantes) ficam completamente dentro do SNC, são 
altamente ramificados, mas sem extensões longas. Já os neurônios motores ou eferentes 
partem do SNC para diversas partes do corpo. 
 
Os nervos são constituídos de axônios e dendritos, unidos por fibras conjuntivas, apresentam 
uma coloração esbranquiçada. Os nervos podem ser aferentes, eferentes ou mistos, 
constituídos de fibras aferentes e eferentes. Observamos nervos eferentes quando a 
informação é levada aos músculos e estimula a contração, por exemplo. Já os aferentes são 
requisitados quando a informação parte dos órgãos do sentido com direção ao SNC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 
Eletricidade no sistema nervoso – a gente dá choque? 
 
 
 
Ouvimos sempre dizer que existe eletricidade no 
nosso cérebro. E isso é a mais pura verdade. Mas o 
máximo que conseguiríamos se pudéssemos reunir toda 
este eletricidade em um só ponto de contato, seria 
acender um lâmpada de 15W. A amperagem das 
correntes elétricas que nossos neurônios criam é muito 
baixa mas é suficiente para ser um sinalizador 
importante e de alta velocidade de condução. 
 
 
 
O neurônio pode estar em repouso ou em ação. Quando ele está em repouso, a concentração 
de íons negativos é maior dentro da célula do que fora. Assim, se compararmos a diferença 
ente os meios interno e externo do neurônio, veremos que o meio interno é mais negativo em 
-65mV aproximadamente. Esta tensão que existe entre os dois meios poderá ser 
completamente modificada se for permitido o movimento de íons sódio de um lado para outro 
da célula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Porém, com a célula em repouso, estes íons não podem atravessar a membrana e se por 
acaso algum escapar, há uma proteína colocada na membrana que funciona como uma 
bomba mandando sódio de volta para fora da célula. Assim, uma célula em repouso tem 
pouquíssimo sódio no seu meio interno e muito sódio do lado de fora, doido para entrar já 
que há duas forças impelindo-o a fazer isso: uma diferença de eletricidade e outra de 
concentração. Os íons sódio que são carregados positivamente são atraídos pelas cargas 
negativas abundantes do interior da célula e as forças de difusão de partículas impelem o 
sódio a manter-se em iguais concentrações em todos os espaços, o que só não está ocorrendo 
porque a membrana do neurônio está impedindo-o de entrar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Conversas químicas entre células 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A comunicação entre as células no SN ocorre através das sinapses, que consistem em zonas de 
contato entre neurônios ou entre neurônios e células musculares. Nas sinapses, ocorre um 
verdadeiro processamento de informações, uma vez que não há apenas a transmissão de 
informações entre as células, mas também há possibilidade de bloquear as informações e até 
mesmo mudá-las completamente. Como vimos anteriormente, os sinais que chegam dos dendritos 
são compilados e seguem via axônio para as porções terminais do neurônio. Essa informação é 
propagada com enorme velocidade, que consiste em um pulso elétrico gerado pela entrada e saída 
de íons da membrana. Ao chegar à extremidade do axônio, esse impulso nervoso estimula a 
liberação de substâncias químicas, chamadas neurotransmissores. Para entender isso melhor, 
vamos voltar um pouco para um âmbito mais geral. 
 
 
 
 
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A comunicação química é essencial para o comportamento de seres vivos. Organismos 
unicelulares detectam uma fonte de energia no ambiente (glicose, por exemplo) e se 
movimentam em sua direção através da potencialidade desta energia química em mobilizar o 
comportamento daquela célula. Esta potencialidade em organismos multicelulares permite 
que células em diferentes partes do organismo se comportem como um organismo único, 
buscando um objetivo comum. 
Assim, se sensores internos detectam 
que a concentração de glicose está 
aumentada depoisde uma farta refeição, 
a pâncreas endócrino libera insulina 
(uma substância química do tipo 
protéica) para que o comportamento das 
células seja o de tirar glicose do sangue 
para usá-la e armazená-la. Se as células 
não dependessem da sinalização da 
insulina para retirarem glicose do sangue, poderia faltar glicose para células vitais durante um 
período de jejum prolongado uma vez que as células retirariam glicose do sangue de forma 
indiscriminada. Assim, mesmo o comportamento de nossas unidades funcionais (células) 
depende do ambiente químico no qual elas estão. 
Com o processo de complexificação das formas de vida e dos sistemas biológicos, dois 
sistemas, conhecidos como sistemas de controle, evoluíram a partir do desenvolvimento de 
mecanismos de comunicação química bastante especializados. Para resumirmos sua atuação, 
tanto o sistema nervoso quanto o sistema endócrino, recebem informações sobre o meio 
interno do indivíduo e sobre o meio externo ao indivíduo e produzem respostas adequadas o 
que promove a adaptação do indivíduo ao meio que vive e suas mudanças, fazendo com que 
o seu comportamento seja o mais adequado possível frente às circunstâncias apresentadas a 
ele. A insulina é um hormônio que é produzido por um destes sistemas, o sistema endócrino. 
 
 
 
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A diferença entre estes dois sistemas é que os hormônios do sistema endócrino possuem um tempo 
de ação e reação maiores e atingem diferentes partes do organismo simultaneamente. A 
peculiaridade sobre o sistema endócrino é que ele está mais diretamente envolvido com respostas 
globais que envolvem muitos tecidos que apresentam receptores para as substâncias químicas que 
serão liberadas no sangue e distribuídas por ele em todos os tecidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Já o sistema nervoso atua através da liberação de neurotransmissores por terminações nervosas 
que atingem uma região mais específica e possuem um tempo de reação e de ação muito mais 
curtos. Neste sentido, a liberação de um hormônio como a insulina tem efeito global enquanto a 
ação de um neurotransmissor liberado pela terminação axônica de um neurônio, tem um efeito 
focal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com base nestas informações, podemos entender que um fato muito importante sobre os 
neurotransmissores e hormônios é que eles são capazes de interferir diretamente no nosso 
comportamento. Esta interferência se dá especialmente porque as células do nosso 
organismo sejam neurônios ou não, são responsivas a estes elementos químicos. Mas é ainda 
mais relevante entendermos que não há outra forma do nosso comportamento ser 
estimulado que não seja através destas substâncias químicas. 
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Sendo as células compostas por uma organização bastante complexa de diferentes 
substâncias químicas não é difícil de entender que quando um determinado agente químico 
entra em contato com a célula há uma chance de que aconteça uma reação química. Da 
mesma forma que o íon sódio pode se ligar ao íon cloro e formar cloreto de sódio (sal de 
cozinha), as substâncias químicas podem reagir quimicamente com elementos da célula e isso 
provocar uma mudança no comportamento da célula. E esse é o princípio mais importante do 
funcionamento celular. Esta capacidade das células reagirem a substâncias químicas que 
entram em contato com ela é o que permite que nossas células se comportem de um modo 
adequado. Da melhor maneira possível para manter a vida. Assim, mais de 100 quatrilhões de 
células que compõe o nosso corpo são orquestradas num funcionamento perfeito por um 
controle químico bem complexo que o sistema endócrino e o sistema nervoso executam. 
 
Para serem influenciadas por substâncias químicas, na maioria das vezes estas substâncias 
químicas nem precisam entrar nas células. Posicionados na membrana celular, encontramos 
determinadas substâncias químicas de natureza proteica que são denominados de receptores. 
Mas para garantir a especificidade da comunicação química, cada célula apresenta um 
determinado conjunto de receptores e eles só respondem a determinados agentes químicos. 
Assim, quando um neurônio está 
propoagando potenciais de ação, a chegada 
destes potenciais no final do axônio provocam 
a liberação de neurotransmissores na fenda 
sináptica, espaço existente entre o axónio de 
um neurônio e alguma parte de um outro 
neurônio. Esta liberação de neurotransmissor 
pode produzir um efeito excitatório ou 
inibtório neste neurônio dependendo do 
neurotransmissor liberado e do receptor que 
existe no neurônio que está recebendo esta 
influência. 
 
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Explicando de forma mais clara: se um axônio excitado por um potencial de ação liberar um 
neurotransmissor e este neurotransmissor reagir com um receptor específico para ele na 
célula vizinha, esta reação pode provocar respostas que podem tanto aumentar a chance 
deste segundo neurônio disparar potenciais de ação no seu próprio axônio ou, ao contrário, 
diminuir a chance desses potenciais ocorrerem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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