Direito Constitucional Parte 1 (CEJ)
271 pág.

Direito Constitucional Parte 1 (CEJ)


DisciplinaIntrodução ao Direito I86.701 materiais502.826 seguidores
Pré-visualização50 páginas
legitimados dos incisos I a VII possuem capacidade postulatória, e os dos incisos VIII e IX necessitam de advogado (ADIN 127- MC - QO\ufffd). Na procuração, é preciso a explicitação dos poderes específicos para propor a ADIN\ufffd.
AULA 10/02/06 \u2013 Carlo
Partido político com representação no Congresso Nacional
É aquele que possui pelo menos um deputado ou um senador, não há a necessidade de um em cada Casa. O STF já decidiu que para a propositura, é legitimado o diretório (ou executiva) nacional, não admitindo-se os regionais\ufffd.
O entendimento anterior do STF era que se o partido viesse a perder a representação no Congresso Nacional no curso da ADIN, antes de iniciado o julgamento, a ação estaria prejudicada\ufffd.
No entanto, houve mudança no entendimento, a perda superveniente do partido no Congresso, não prejudica a ação, vez que a verificação da legitimidade deve ser feita no momento da propositura, não depois, o que significa que a posterior perda da representatividade não afeta a ação (ADIN 2159 - Rel. Min. Gilmar Ferreira Mendes).
Confederação sindical
A sua caracterização esta na CLT, nos artigos 533 a 535.
CLT Art. 533 - Constituem associações sindicais de grau superior as federações e confederações organizadas nos termos desta Lei.
CLT Art. 534 - É facultado aos Sindicatos, quando em número não inferior a 5 (cinco), desde que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas, organizarem-se em federação. (Redação dada pela Lei nº 3.265, de 22.9.1957)
§ 1º - Se já existir federação no grupo de atividades ou profissões em que deva ser constituída a nova entidade, a criação desta não poderá reduzir a menos de 5 (cinco) o número de Sindicatos que àquela devam continuar filiados. (Parágrafo incluído pela Lei nº 3.265, de 22.9.1957)
§ 2º - As federações serão constituídas por Estados, podendo o Ministro do Trabalho, Industria e Comercio autorizar a Constituição de Federações interestaduais ou nacionais. (Parágrafo 1º renumerado pela Lei nº 3.265, de 22.9.1957)
§ 3º - É permitido a qualquer federação, para o fim de lhes coordenar os interesses, agrupar os Sindicatos de determinado município ou região a ela filiados; mas a união não terá direito de representação das atividades ou profissões agrupadas. (Parágrafo 2º renumerado pela Lei nº 3.265, de 22.9.1957)
CLT Art. 535 - As Confederações organizar-se-ão com o mínimo de 3 (três) federações e terão sede na Capital da República.
§ 1º - As confederações formadas por federações de Sindicatos de empregadores denominar-se-ão: Confederação Nacional da Indústria, Confederação Nacional do Comércio, Confederação Nacional de Transportes Marítimos, Fluviais e Aéreos, Confederação Nacional de Transportes Terrestres, Confederação Nacional de Comunicações e Publicidade, Confederação Nacional das Empresas de Crédito e Confederação Nacional de Educação e Cultura.
§ 2º - As confederações formadas por federações de Sindicatos de empregados terão a denominação de: Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Marítimos, Fluviais e Aéreos, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicações e Publicidade, Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura.
§ 3º - Denominar-se-á Confederação Nacional das Profissões Liberais a reunião das respectivas federações.
§ 4º - As associações sindicais de grau superior da Agricultura e Pecuária serão organizadas na conformidade do que dispuser a lei que regular a sindicalização dessas atividades ou profissões.
Só tem legitimidade a confederação nacional que é associação sindical de grau superior, que está no topo da hierarquia da estrutura sindical. Significa que os sindicatos nacionais, federações sindicais e centrais de trabalhador (exemplo: CUT) não têm legitimidade.
Entidade de classe de âmbito nacional
\u201cÉ o elemento unificador que , fundado na essencial homogeneidade, comunhão e identidade de valores, constitui fator necessário de coesão\u201d (ADIN 108 - Celso de Mello).
O STF entendeu inicialmente que a associação de associações não tem legitimidade para propor ADIN (ADIN 1402). Posteriormente, mudou seu entendimento no sentido de conferir legitimidade para a propositura da ADIN à associação que congrega outras associações que têm os mesmos valores, cada um de âmbito regional (ADIN 3153).
\u201cO conceito de entidade de classe é dado pelo objetivo institucional classista, pouco importando que a eles diretamente se filiem os membros da respectiva categoria social ou agremiações que os congreguem, com a mesma finalidade, em âmbito territorial mais restrito\u201d (ADIN 3153).
Resumo da ADIN 3153 (os textos antes de 2004 não têm essa posição): \u201cPara a caracterização do âmbito nacional, é necessária a presença em, pelo menos, nove estados da federação\u201d. Esse entendimento é baseado na lei orgânica dos partidos políticos e tomado emprestado seu conceito para aplicar às entidades de classe.
Litisconsórcio ativo
É possível o litisconsórcio ativo, facultativo, quando dois legitimados podem propor ação em conjunto. Ainda que um legitimado especial (p. ex. Governador de estado) proponha a ADIN em consórcio com legitimado universal (p. ex. PGR), continua havendo para aquele a necessidade de demonstrar pertinência temática.
Legitimado passivo
Na ADIN não existe réu, existe apenas o legitimado passivo, a diferença técnica existente entre é que o réu está respondendo sobre algum direito subjetivo do autor, o que não há na ADIN. O legitimado passivo é o órgão do qual emanou a norma.
Se o Procurador-Geral da República propõe a ADIN contra lei estadual, o legitimado passivo é composto pela Assembléia Legislativa e o Governador do Estado, já que este também participou do processo legislativo, através da sanção.
Atuação do Advogado-Geral da União
O Advogado-Geral da União é o \u201ccurador da presunção de constitucionalidade da norma\u201d, o que significa que ele deve defender a constitucionalidade da norma, atuando como um defensor da lei (defensor legis).
Pela Constituição, é atividade plenamente vinculada, ainda que pessoalmente entenda o Advogado-Geral da União ser a norma inconstitucional (ADIN 1254, Rel. Min. Celso de Mello). Há, entretanto, uma exceção à vinculação do AGU: o Advogado-Geral da União estará desvinculado se já tiver havido manifestação anterior do STF sobre a inconstitucionalidade da norma, caso em que ele \u201c seria advogado da inconstitucionalidade da norma em questão\u201d (Voto Gilmar Ferreira Mendes - ADIN 1616 \u2013 Rel. Min. Maurício Correa). Muitas vezes o próprio Advogado-Geral da União ajudou a elaborar a ADIN. Maurício Correa admite que outro membro da Advocacia Geral da União atue em seu lugar (ADIN 72 , QO).
O Advogado-Geral da União não está obrigado a atuar na ADIN por omissão, porque não há norma a ser defendida, apenas uma omissão (ADIN 23, Rel. Min. Sidney Sanches). Também não está obrigado a participar na ADC, porque na ADC o objetivo da ação é declarar a constitucionalidade da cão. O que é um erro, vez que é possível que não se declare norma constitucional, o que a contrário sensu, é a declaração de inconstitucionalidade da norma. 
Atuação do Procurador-Geral da República
CF 103 (...)
§ 1º - O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.
(...)
§ 3º - Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado.
O Procurador-Geral da República pode, portanto, atuar tanto como órgão interveniente (custos legis), quanto como no papel de legitimado ativo.
Mesmo quando o Procurador-Geral da República atua como legitimado ativo, pode dar
Carregar mais