Direito Constitucional Parte 2 (CEJ)
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Direito Constitucional Parte 2 (CEJ)


DisciplinaIntrodução ao Direito I86.590 materiais502.587 seguidores
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2., I, e art. 130), sendo indiferente, para efeito de sua configuração jurídico-institucional, a circunstancia de não constar do rol taxativo inscrito no art. 128, I, da Constituição, que define a estrutura orgânica do Ministério Público da União. - O Ministério Público junto ao TCU não dispõe de fisionomia institucional própria e, não obstante as expressivas garantias de ordem subjetiva concedidas aos seus Procuradores pela própria Constituição (art. 130), encontra-se consolidado na "intimidade estrutural" dessa Corte de Contas, que se acha investida - até mesmo em função do poder de autogoverno que lhe confere a Carta Política (art. 73, caput, in fine) - da prerrogativa de fazer instaurar o processo legislativo concernente a sua organização, a sua estruturação interna, a definição do seu quadro de pessoal e a criação dos cargos respectivos. - Só cabe lei complementar, no sistema de direito positivo brasileiro, quando formalmente reclamada a sua edição por norma constitucional explicita. A especificidade do Ministério Público que atua perante o TCU, e cuja existência se projeta num domínio institucional absolutamente diverso daquele em que se insere o Ministério Público da União, faz com que a regulação de sua organização, a discriminação de suas atribuições e a definição de seu estatuto sejam passiveis de veiculação mediante simples lei ordinária, eis que a edição de lei complementar e reclamada, no que concerne ao Parquet, tão-somente para a disciplinação normativa do Ministério Público comum (CF, art. 128, par. 5.). - A cláusula de garantia inscrita no art. 130 da Constituição não se reveste de conteúdo organico-institucional. Acha-se vocacionada, no âmbito de sua destinação tutelar, a proteger os membros do Ministério Público especial no relevante desempenho de suas funções perante os Tribunais de Contas. Esse preceito da Lei Fundamental da Republica submete os integrantes do MP junto aos Tribunais de Contas ao mesmo estatuto jurídico que rege, no que concerne a direitos, vedações e forma de investidura no cargo, os membros do Ministério Público comum. STF - ADI 789 / DF \u2013 Rel. Min. Celso De Mello. J. 26/05/1994. TRIBUNAL PLENO. DJ 19-12-1994 PP-35180 EMENT VOL-01772-02 PP-00236.
	
AULA 14/07/06 \u2013 Nestor
	
	
Fases do processo legislativo (esquema)
1 \u2013 INTRODUTÓRIA
Iniciativa
Geral (Art. 61, caput)
Privativa (ex.: Art. 61, § 1o)
2 \u2013 CONSTITUTIVA
Deliberação
Plenário (ou comissão parlamentar) \u2013 (Art. 58, § 2o, I)
Quorum: maioria absoluta
Aprovação (votação)
Maioria simples: Lei Ordinária (Art. 47)
Maioria absoluta: Lei Complementar (Art. 69)
Três quintos: Emenda à Constituição (Art. 60, § 2o)
Dois terços:
Lei orgânica municipal
Lei orgânica distrital
Juízo de admissibilidade de julgamento (Art. 51, I)
Julgamento do Presidente da República, etc. (Art. 52, parágrafo único\ufffd)
Sanção ou veto (Art. 66)
3 \u2013 COMPLEMENTAR
Promulgação
Publicação
III \u2013 Lei Ordinária
Tem caráter residual, ou seja, tudo o que não é destinado ou reservado em matéria de Lei Complementar, Resolução e ao Decreto Legislativo será disciplinado por Lei Ordinária.
1 - Órgão competente para elaboração
Casas Legislativas e Presidência da República.
2 \u2013 Procedimento legislativo
Temos dois tipos de procedimentos para Leis Ordinárias: procedimento sumário e ordinário.
No procedimento sumário ele tem um prazo de 90 dias para se realizar (art. 64\ufffd, CF).
São, portanto, 90 dias divididos em 45 dias para cada casa legislativa.
O procedimento ordinário é o procedimento normal.
Vale aqui, a mesma regra de tramitação do esquema apresentado anteriormente.
Projeto de iniciativa privativa do Presidente da República - art. 61, § 1o\ufffd 
Se o Presidente não iniciar o Projeto de Lei, sendo a iniciativa do PL de um parlamentar qualquer, sendo votado e aprovado pela Câmara e sancionado pelo Presidente. Nesse caso, este Projeto padece de vício de inconstitucionalidade formal ou a sanção pelo Presidente convalida o vício da iniciativa. O STF vai declarar a inconstitucionalidade formal dessa lei.
 O Projeto de Lei de iniciativa privativa do Presidente pode sofrer emenda parlamentar no Congresso? Nesse caso, temos a aplicação do art. 63\ufffd. Se não houver aumento de despesa, a contrario sensu, poderia sofrer emendas parlamentares no Congresso.
Um projeto de lei com matéria de iniciativa privativa do Presidente da República, durante o seu trâmite no Congresso, sofreu um aumento de despesa proposto por um parlamentar e acaba sancionado pelo Presidente que concorda com o aumento da despesa e é convertida em lei. Pergunta-se: Essa lei possui uma inconstitucionalidade formal (porque o Presidente concordou com o aumento da despesa)? 
RE 274.383 / SP - SÃO PAULO Relator(a): Min. ELLEN GRACIE Julgamento: 29/03/2005 Órgão Julgador: Segunda Turma Publicação: DJ 22-04-2005 PP-00032 EMENT VOL-02188-02 PP-00300 LEXSTF v. 27, n. 318, 2005, p. 198-203 RTJ VOL-00194-01 PP-00352
 Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROCESSO LEGISLATIVO. INICIATIVA PRIVATIVA DO PODER EXECUTIVO. EMENDA PELO PODER LEGISLATIVO. AUMENTO DE DESPESA. 1. Norma municipal que confere aos servidores inativos o recebimento de proventos integrais correspondente ao vencimento de seu cargo. Lei posterior que condiciona o recebimento deste benefício, pelos ocupantes de cargo em comissão, ao exercício do serviço público por, no mínimo, 12 anos. 2. Norma que rege o regime jurídico de servidor público. Iniciativa privativa do Chefe do Executivo. Alegação de inconstitucionalidade desta regra, ante a emenda da Câmara de Vereadores, que reduziu o tempo mínimo de exercício de 15 para 12 anos. 3. Entendimento consolidado desta Corte no sentido de ser permitido a Parlamentares apresentar emendas a projeto de iniciativa privativa do Executivo, desde que não causem aumento de despesas (art. 61, § 1º, "a" e "c" combinado com o art. 63, I, todos da CF/88). Inaplicabilidade ao caso concreto. 4. Se a norma impugnada for retirada do mundo jurídico, desaparecerá qualquer limite para a concessão da complementação de aposentadoria, acarretando grande prejuízo às finanças do Município. 5. Inteligência do decidido pelo Plenário desta Corte, na ADI 1.926-MC, rel. Min. Sepúlveda Pertence. 6. Recurso extraordinário conhecido e improvido.	
ADI 546 / DF - DISTRITO FEDERAL
Relator(a): Min. MOREIRA ALVES
Julgamento: 11/03/1999 Órgão Julgador: Tribunal Pleno
Publicação: DJ 14-04-2000 PP-00030 EMENT VOL-01987-01 PP-00176
 EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Arts. 4º e 5º da Lei nº 9.265, de 13 de junho de 1991, do Estado do Rio Grande do Sul. - Tratando-se de projeto de lei de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, não pode o Poder Legislativo assinar-lhe prazo para o exercício dessa prerrogativa sua. - Não havendo aumento de despesa, o Poder Legislativo pode emendar projeto de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, mas esse poder não é ilimitado, não se estendendo ele a emendas que não guardem estreita pertinência com o objeto do projeto encaminhado ao Legislativo pelo Executivo e que digam respeito a matéria que também é da iniciativa privativa daquela autoridade. Ação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos artigos 4º e 5º da Lei nº 9.265, de 13 de junho de 1991, do Estado do Rio Grande do Sul. 
ADI 645 / DF - DISTRITO FEDERAL
Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO
Julgamento: 11/11/1996 Órgão Julgador: Tribunal Pleno
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGOS 17, CAPUT, E PARÁGRAFO ÚNICO; 18, CAPUT, INCISOS E PARÁGRAFOS; E 25 DA LEI Nº 159, DE 16 DE AGOSTO DE 1991, DO DISTRITO FEDERAL, RESULTANTES DA EMENDA ADITIVA DO PODER LEGISLATIVO. Emenda que se revelou descabida e impertinente em relação ao segundo e último dispositivos, por ofensiva ao princípio da iniciativa legislativa privativa do Chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, inc. II, letras a e c, da CF/88), de observância imperiosa pelos Estados-membros e pelo Distrito Federal, porquanto
Richeli
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Texto muito bem formado. Com interações de súmulas, interação com outros materiais.
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