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Div_Animal01_2022

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Diversidade 
Animal / Zoologia
2022/23
2ª 3ª 4ª 5ª 6ª
09:00 - 10:00
Teórica
PL1 BG 
(2º ano)
PL1 BA 
(1º ano)
PL1 CA 
(1º ano)10:00 - 11:00
11:00 - 12:00 PL2 BG 
(2º ano)
PL2 BA 
(1º ano)
PL2 CA 
(1º ano)12:00 - 13:00
14:00 - 15:00 PL1 BA 
(2º ano)
PL3 BG 
(2º ano)
PL3 BA 
(1º ano)
PL3 CA 
(1º ano)15:00 - 16:00
16:00 - 17:00 PL2 BA 
(2º ano)
PL4 BA 
(1º ano)17:00 - 18:00
18:00 - 19:00 PL3 BA 
(2º ano)19:00 - 20:00
Equipa docente
‣ Pedro Gomes (pagomes@bio.uminho.pt)
‣ Marcos Rubal Garcia (marcos.garcia@fc.up.pt)
‣ Maria Sánchez (puri.sanchez@fc.up.pt)
‣ Sofia Costa (sofia.costa@bio.uminho.pt)
‣ Bruno Castro (brunocastro@bio.uminho.pt)
‣ Ronaldo Sousa (ronaldo@bio.uminho.pt)
mailto:pagomes@bio.uminho.pt
mailto:marcos.garcia@fc.up.pt
mailto:puri.sanchez@fc.up.pt
mailto:sofia.costa@bio.uminho.pt
mailto:brunocastro@bio.uminho.pt
mailto:ronaldo@bio.uminho.pt
Objectivos:
• Introduzir os alunos à diversidade animal, com ênfase na organização filogenética e na 
classificação taxonómica mais recente
• Reforçar a compreensão dos mecanismos evolutivos, com ênfase:
• no significado adaptativo da forma e função das estruturas e órgãos;
• no papel da descendência com modificações na moldagem da morfologia, fisiologia, história de vida e 
comportamento animal;
• na história evolutiva dos animais
• Familiarizar os alunos com aspectos anatómicos e fisiológicos dos animais, na sua relação 
com o meio onde vivem, bem como com as suas relações filogenéticas
• Reforçar a validade da teoria da evolução como explicação científica para a unidade e 
diversidade biológica na Terra
Resultados de aprendizagem:
• O aluno deverá ser capaz de:
• enquadrar um animal no seu grupo taxonómico principal (Filo, Classe e Ordem)
• aplicar correctamente a nomenclatura biológica
• utilizar ferramentas de classificação taxonómica
• relacionar o desenvolvimento embrionário e os folhetos germinativos com as estruturas anatómicas e 
fisiológicas dos animais, numa perspectiva evolutiva
• compreender a história evolutiva e as relações filogenéticas entre os diferentes grupos de animais, 
através da análise das suas afinidades estruturais e funcionais
• compreender a importância do estudo da Zoologia
Metodologia de avaliação
• Componente teórica (60%)
• 2 testes
• frequência das aulas teóricas não obrigatória (mas altamente aconselhável)
• Componente prática (40%)
• frequência das aulas práticas obrigatória
• avaliação: realização de 2 trabalhos de grupo, com cotação equivalente
• 1 poster, a entregar 5 Dezembro (poster será avaliado pela equipa docente e pelo grupo de trabalho; adicionalmente, a turma 
escolherá o melhor poster, que terá um prémio)
• 1 trabalho escrito, a entregar a 7 Janeiro
1. Conceitos introdutórios
1.1. Princípios do desenvolvimento
O processo reprodutivo e a evolução. Natureza do processo reprodutivo. Reprodução sexuada e assexuada. Divisão do zigoto e 
desenvolvimento inicial. Formação dos folhetos germinativos e do celoma.
1.2. Padrões da arquitectura animal
Características gerais de um animal. Planos de simetria e outros padrões de organização. Tecidos, órgãos e sistemas de órgãos.
1.3. Classificação e filogenia dos animais 
Lineu e o desenvolvimento da classificação. Caracteres taxonómicos e reconstrução filogenética. Teorias da taxonomia. A taxonomia 
moderna e a Teoria da Evolução. Super-reinos Prokarya e Eukarya: características distintivas. O processo de simbiogénese e a origem dos 
Eucariotas. Ciclos de vida generalizados dos Eucariotas.
2. Organismos unicelulares: ponto de partida para a multicelularidade
Os Protista. A natureza polifilética dos Protista. Origem e características comuns ao grupo. Os Protista e o Reino Animal. Novidades evolutivas 
que surgiram com os Protista: manutenção da homeostase, reprodução, locomoção e captura do alimento.
Diversidade Animal
3. Os Metazoa
3.1. Os organismos multicelulares
3.2. O Filo Porifera (esponjas).
3.4. A organização diplobástica, a simetria radiada e a importância funcional destas características.O Filo Placozoa. O Filo Cnidaria.
3.5. A organização tripoblástica e a simetria bilateral. Simetria bilateral e cefalização: importância e implicações funcionais
3.6. Os Eubilaterados e a divisão dos animais em Protostómios e Deuterostómios. As divisões dos Proteostómios: Lophotrocozoa e Ecdysozoa
3.7. Os Lophotrocozoa
3.7.1. O Filo Xenacoelomorpha 
3.7.2. O Clade Platyzoa
O Filo Platyhelminthes. Os Filo Gastrotricha e Acanthocephala
Os Gnatifera: Filos Gnathostomulida, Micrognathozoa e Rotifera
3.7.3. O Filo Mesozoa
3.7.4. Os Polyzoa: Cycliophora, Entoprocta e Bryozoa
3.7.5. Os Trochozoa (Filos Mollusca, Annellida e Nemertea) e os Brachiozoa (Filos Brachiopoda e Phoronida)
3.8. Os Ecdysozoa: a ecdisis e o a sua importância evolutiva
3.8.1. Os pequenos ecdisozoários: os Filos Nematoda, Nematomorpha, Loricifera, Kinorhyncha e Priapulida
3.8.2. Os Panarthropoda e o processo de artropodização. Os Filos Tardigrada e Onychophora
3.8.3. O Filo Arthropoda. Padrões estruturais e fisiológicos gerais dos Artrópodes. Os sub-filos Trilobita, Chelicerata, Myriapoda, Crustacea e Hexapoda
3.9. O Filo Chaetognatha
Diversidade Animal
3.10. Os animais deuterostómios
3.10.1. Os Ambulacraria. O Filo Echinodermata e as suas divisões: Asteriodea, Ophioroidea, Echinoidea, Holothuroidea e Crionoidea. 
Os Hemichordata: Filos Pterobranchia e Enteropneusta
3.10.2. Os Chordata.
3.10.2.1. Os Filos Urochordata, Cephalochordata e Vertebrata. Origem e evolução dos Vertebrados. Ostracodermes: primeiros 
vertebrados sem mandíbulas. Primeiros vertebrados mandibulados. Origem e evolução dos peixes modernos e dos tetrápodes. 
3.10.2.2. Os Peixes. Origem e relações entre os principais grupos de peixes. Peixes sem mandíbulas: Agnatha. Peixes mandibulados: 
Gnathostomatha. Peixes cartilagíneos – Chondrichthyes. Peixes ósseos – Osteichthyes: Sarcopterygii e Actinopterygii. Adaptações 
anatómicas e fisiológicas dos peixes.
3.10.2.3. Os Anfíbios. A transição da água para a terra. Origem e relações dos anfíbios. Estrutura e modos de vida. Principais 
ordens: Anura, Caudata e Apoda
3.10.2.4. Répteis, Aves e Mamíferos. Origem e radiação adaptativa. Características gerais e adaptativas. Principais grupos 
taxonómicos de cada classe
Diversidade Animal
Bibliografia
• Hickman, CP Jr ; Keen, SL; Eisenhour, DJ; Larson, A & L’Anson, H (2020). Integrated Principles of Zoology. 18th 
Edition (International edition). McGrawHill, Higher Education
• Kukenthal, W., Matthes, E. e Renner, M. (1986). Guia de Trabalhos Práticos de Zoologia. 19ª Edição. Atlântida 
Editora S.A.R.L., Coimbra.
• Brusca, RC; Moore, W & Shuster, SM (2016). Invertebrates. 3nd Edition. Sinauer Associates, Inc.
• Edward E Ruppert, Richard S Fox & Robert D Barnes (2003). Invertebrate Zoology: a Functional Evolutionary 
Approach. 7th Edition. Brooks/Cole Publishing Company
• C. Nielsen (2012). Animal Evolution: Interrelationships of the Living Phyla. Oxford University Press, USA, 3 
edition.
Videos e portais na Internet
• https://www.shapeoflife.org/phyla
• https://www.youtube.com/watch?v=c_jyHp3bmEw
• https://evolution.berkeley.edu/evolution-101/
• https://evolution.berkeley.edu/the-tree-room/
https://www.shapeoflife.org/phyla
https://www.youtube.com/watch?v=c_jyHp3bmEw
https://evolution.berkeley.edu/evolution-101/
https://evolution.berkeley.edu/the-tree-room/
Datas importantes
• 31 Outubro: 1º teste
• 9 Janeiro: 2º teste
• 5 Dezembro: entrega do poster
• 7 Janeiro: entrega do trabalho escrito
• semana 3 a 8 Outubro: não há aulas práticas
• semana 28 Novembro: 1º ano BA não tem práticas por causa do feriado
• semana 5 a 10 Dezembro: apenas 1º ano BA terá aulas práticas, sendo necessário encontrar horário 
para as realizar
Datas importantes
https://vimeo.com/103531109
https://vimeo.com/103531109
https://www.youtube.com/watch?v=c_jyHp3bmEw
http://statedclearly.com/videos/does-the-theory-of-evolution-really-matter/
https://vimeo.com/103531109Propriedades gerais dos 
organismos vivos
• Singularidade química e organização molecular complexa
• Organização hierárquica complexa
• Reproduzem-se, seguindo um programa genético bem definido
• Obtêm energia a partir do ambiente
• Crescem e desenvolvem-se
• Interagem com o ambiente
• Sofrem alterações ao longo do tempo
• Partilham uma história evolutiva comum
• necessidade de manter um meio interno distinto do externo;
• necessidade de resistir activamente às variações do meio externo
• homeostase (homeo = mesmo; stasis = manter, permanecer)
• Envolve:
• Detecção da variação
• Contrariar a variação
• reacção (feedback) negativa
Organização
• Procarióticas
• sem núcleo individualizado (material genético disperso no citoplasma)
• sem organelos diferenciados
• Eucarióticas
• núcleo individualizado, rodeado por uma membrana
• presença de numerosos organelos rodeados por uma membrana
• organelos surgem por evolução simbiogénica
• podem organizar-se em tecidos, órgãos e animais complexos
Células
• Aristóteles até meados do século XX
• 2 Reinos: Animais e Plantas
• Haeckel (1866)
• Propõe o Reino Protista (inclui todos os organismos unicelulares)
• Whittaker (1969)
• Propõe a divisão em 5 Reinos:
• Monera: inclui os Procariotas
• Protista: organismos unicelulares eucarióticos
• Plantae: organismos fotossintéticos multicelulares
• Fungi: leveduras, fungos e bolores; obtêm o alimento por absorção
• Animalia: Invertebrados e vertebrados; maioria ingere o alimento e digere-o internamente 
Ancestral comum 
a todos os 
organismos
Reinos
Monera
Protista
Plantae
Fungi
Animalia
não foram consideradas as relações filogenéticas
• Carl Woese (1977)
• sistema baseado em critérios filogenéticos, obtidos a partir de dados 
moleculares
• Archea e Bacteria seriam distintas e não deveriam pertencer ao mesmo Reino 
• Archae e Eukaria partilhariam um mesmo ancestral comum
• Reino Protista de Whittaker é inválido (parafilético)
Ancestral comum
a todos os 
organismos
Ancestral comum
aos Reinos Archaea
e Eukarya
BACTERIA
ARCHAEA
EUKARIA
Animais
• Ramo específico na árvore evolutiva 
biológica
• Representam apenas uma das mais de 70 
linhagens de Eucariotas conhecidas
• Origem nos oceanos do Pré-Câmbrico 
(c. 600 m.a.)
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Pleistocénico
Pliocénico
Miocénico
Oligocénico
Eocénico
Paleocénico
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Superior
Inferior
Médio
Superior
Médio
Lopingiano
Guadalupiano
Cisuraliano
Superior
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Superior
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Médio
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Médio
Superior
Calabriano
Gelasiano
Piacenziano
Zancleano
Messiniano
Tortoniano
Serravalliano
Langhiano 
Burdigaliano
Aquitaniano
Chattiano
Rupeliano
Priaboniano
Bartoniano
Lutetiano
Ypresiano
Thanetiano
Selandiano
Daniano
Maastrichtiano
Campaniano
Santoniano
Coniaciano
Turoniano
Cenomaniano
Albiano
Aptiano
Barremiano
Hauteriviano
Valanginiano
Berriasiano
Tithoniano
Kimmeridgiano
Oxfordiano
Calloviano
Bathoniano
Bajociano
Aaleniano
Toarciano
Pliensbachiano
Sinemuriano
Hettangiano
Rhaetiano
Noriano
Carniano
Ladiniano
Anisiano
Olenekiano
Induano 
Changhsingiano
Wuchiapingiano
Capitaniano
Wordiano
Roadiano
Kunguriano
Artinskiano
Sakmariano
Gzheliano
Famenniano
Frasniano
Givetiano
Eifeliano
Emsiano
Pragiano
Lochkoviano
Ludfordiano
Gorstiano
Homeriano
Sheinwoodiano
Telychiano
Aeroniano
Rhuddaniano
Hirnantiano
Katiano
Sandbiano
Darriwiliano
Dapingiano
Floiano
Tremadociano
Andar 10
Jiangshaniano
Paibiano
Guzhangiano
Drumiano
Andar 5
Andar 4
Andar 3
Andar 2
Fortuniano
Kasimoviano
Moscoviano
Bashkiriano
Serpukhoviano
Viseano
Tournaisiano
Terreneuviano
Série 2
Série 3
Furongiano
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proterozoico
Meso-
proterozoico
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proterozoico
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Meso-
arcaico
Paleo-
arcaico
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arcaico
Ediacárico
Cryogénico
Tónico
Sténico
Ectásico
Calymmico
Stathérico
Orosírico
Rhyácico
Sidérico
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13.82
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23.03
28.1
33.9
38.0
41.3
47.8
56.0
59.2
61.6
66.0
72.1 ±0.2 
83.6 ±0.2
86.3 ±0.5
89.8 ±0.3
93.9
100.5
~113.0
~125.0
~129.4
~132.9
~139.8
~145.0
~145.0 
152.1 ±0.9
157.3 ±1.0
163.5 ±1.0
166.1 ±1.2
168.3 ±1.3
170.3 ±1.4
174.1 ±1.0
182.7 ±0.7
190.8 ±1.0
199.3 ±0.3
201.3 ±0.2
~208.5
~227
254.14 ±0.07
259.8 ±0.4
265.1 ±0.4
268.8 ±0.5
272.3 ±0.5
283.5 ±0.6
290.1 ±0.26
303.7 ±0.1
307.0 ±0.1
315.2 ±0.2
323.2 ±0.4
330.9 ±0.2
346.7 ±0.4
358.9 ±0.4
298.9 ±0.15
295.0 ±0.18
~237
~242
247.2
251.2
252.17 ±0.06 
358.9 ± 0.4 
372.2 ±1.6 
382.7 ±1.6 
387.7 ±0.8
393.3 ±1.2
407.6 ±2.6
410.8 ±2.8
419.2 ±3.2
423.0 ±2.3
425.6 ±0.9
427.4 ±0.5
430.5 ±0.7
433.4 ±0.8
438.5 ±1.1
440.8 ±1.2
443.4 ±1.5
445.2 ±1.4
453.0 ±0.7
458.4 ±0.9
467.3 ±1.1
470.0 ±1.4
477.7 ±1.4
485.4 ±1.9
541.0 ±1.0
~489.5
~494
~497
~500.5
~504.5
~509
~514
~521
~529
~541.0 ±1.0
~635
850
1000
1200
1400
1600
1800
2050
2300
2500
2800
3200
3600
4000
~4600
atualidade
Série / Época Andar / Idade
Idade 
(Ma)
Sistema
/ Período
Eratema
/ Era
Eonotema
/ ÉonG
S
S
P
G
S
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Idade 
(Ma)
Idade 
(Ma)
Idade 
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Série / Época Andar / IdadeSi
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Série / Época Andar / IdadeSi
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a
TABELA CRONOESTRATIGRÁFICA INTERNACIONAL
Comissão Internacional de Estratigrafiawww.stratigraphy.org
Tabela desenhada por K.M. Cohen, S.C. Finney e P.L. Gibbard
Janeiro de 2013 © International Commission on Stratigraphy (IUGS)
http://www.stratigraphy.org/ICSchart/ChronostratChart2013-01Portuguese_PT.pdf
A definição do Estratotipo Global de Limite (GSSP - Global Boundary 
Stratotype Section and Point) para a base dos diversos andares, séries, 
sistemas e eratemas, é um processo ainda incompleto. O mesmo ocorre 
com os estratotipos de limite das unidades do Arcaico e Proterozoico, 
cuja divisão inicial é fundamentada numa convenção de idades absolutas 
(GSSA - Global Standard Stratigraphic Ages). Os GSSP oficiais estão 
assinalados com o símbolo do “Prego Dourado” (Golden Spike), que 
também os materializa no terreno.
A Tabela original e os detalhes sobre os GSSP (critério de definição de 
cada um, localização geográfica e geológica, correlação, etc.), 
atualizam-se regularmente na web page: http://www.stratigraphy.org. 
A datação absoluta em milhões de anos (Ma) para a base do Ediacárico 
e das restantes unidades do Fanerozoico é apenas orientadora, em 
especial para os limites sem GSSP formal (~Ma). Estes valores poderão 
ser revistos no futuro ou serem recalibrados geocronometricamente. Os 
valores indicados são provenientes de Gradstein et al. (A Geologic Time 
Scale 2012), excetuando as datações do Pérmico, Triássico e Cretácico, 
fornecidas pelas subcomissões respetivas da ICS-IUGS.
v 2013/01
Tradução para Português (PT) efetuada por A.A. Sá, C. Meireles, Z. Pereira, M.H. Henriques, 
D.I. Pereira e J.M. Piçarra, em colaboração com o Comité Português para o Programa Internacional 
de Geociências (IGCP/UNESCO) e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, I.P.
As cores padrão são as adotadas pela 
Comissão do Mapa Geológico do Mundo 
(CCGM-IUGS) -- http://www.ccgm.org
4550 Ma:
Hominídeos
Mamíferos
Plantas terrestres
Animais
Vida multicelular
Eucariótas
ProcariótasHádico
Ar
ca
ic
oProterozóico
Paleozóico
M
esozóico
C
enozóico
4527 Ma:
Formação da Lua
4.6 Ga
4 Ga
4.0 Ga
3 Ga
2.5 Ga
2 Ga
1 Ga
54
1 M
a
252 
Ma
66 Ma c. 4000 Ma: Final do
último bombardeamento massivo;
primórdios da vida
c. 3200 Ma:
1ºs organismos
fotossintéticos
c. 2300 Ma:
Atmosfera enriquecida em oxigénio;
1º evento “Snowball Earth”
750-635 Ma:
2º e 3º evento
“Snowball Earth”
c. 530 Ma:
“Explosão” do Câmbrico
c. 380 Ma:
Primeiros vertebrados terrestres
230-66 Ma:
Dinossauros não aves
2 Ma:
Primeiros Hominídeos
Formação da Terra
Hádico + Arcaico + Proterozóico = Pre-Câmbrico
Processo reprodutivo
• Intrinsecamente ligado à evolução
• substituição contínua dos progenitores envelhecidos
• oportunidade à expressão de novas combinações genéticas
• mistura de genomas
• mutações
Tipos de reprodução
• Assexuada
• produção de novos indivíduos sem a existência de gâmetas
• apenas existe um progenitor
• não existem células ou órgãos reprodutores específicos
• descendentes têm exactamente o mesmo genótipo do progenitor (na ausência de mutações)
• processo simples, directo e tipicamente rápido
• assegura o aumento rápido do nº de organismos
• mutações são rapidamente expressas (evolução rápida)
Formas básicas de rep. 
assexuada
• Fissão binária
• corpo do progenitor divide-se por mitose, 
em 2 partes aproximadamente iguais
• Fissão múltipla
• núcleo divide-se repetidamente antes de ocorrer a divisão do citoplasma
• produz muitas células-filha simultaneamente 
• Ex: esporogamia
• Budding (formação de rebentos)
• divisão desigual de um organismo
• Gemulação
• formação de um novo indivíduo a partir da agregação de células 
rodeadas por uma célula resistente (gémula)
• Fragmentação
• organismo multicelular fragamenta-se em 2 ou mais partes
• cada fragmento pode dar origem a um indivíduo completo
Formas básicas de rep. 
assexuada
• Produção de novos indivíduos a partir de gâmetas haplóides
• Implica 2 progenitores geneticamente distintos
• descendentes têm um genótipo distinto do dos progenitores
• cada reprodutor tem o seu sistema reprodutor e produz apenas um único tipo de células 
germinais
• Organismos dioécios
• sexos separados
• Organismos monoécios
• os 2 sexos no mesmo organismo: hermafroditas
Reprodução sexuada
• Distinção entre sexos dá-se ao nível da mobilidade e 
dimensão das células sexuais
Óvulos Espermatozóides
grandes (contêm reservas para sustentar o 
desenvolvimento inicial do embrião)
pequenos (“pacote” de material genético 
altamente condensado)
sem mobilidade móveis
produzidos em nº relativamente baixo produzidos em nº elevado
Reprodução sexuada
• Fertilização:
• originam uma nova célula (zigoto)
• nº de normal de cromossomas é reposto
• Reprodução sexuada pode ou não envolver gâmetas macho e fêmea
• conjugação: fusão de 2 células sexuais maduras (não há distinção entre sexos)
Reprodução sexuada
• Hermafroditismo:
• presença simultânea de órgãos 
masculinos e femininos 
• pode haver ou não auto-fertilização
• alguns organismos podem mudar de sexo 
ao longo da sua vida
Reprodução sexuada
Animals
(macro) gametes N
(micro) gametes Neggs
ovaries
dikarya
zygotes
gamontogamy (2N)
sperm
testes
syngamy, fertilization
gamonts
meiosis (R!)
copulation
karyogamy
new 
sporophytes
sporophytes 
with sporangia
spores
new
gametophytesmature
gametophyte
N 
(micro) gametes
sperm
antheridia
 N 
(macro) gametes
eggs 
archegonia
dikarya
zygotes
Plants
syngamy, fertilization
karyogamy
meiosis (R!)
spores N
spores N
monokarya
monokarya N
mycelia, hyphae
syngamy
meiosis (R !)
karyogamy
differentiation
dikarya N
zygospores,
asci, basidia,
zygote (diploid) nuclei 2N
Fungi
Conidia,
Conidiophore,
Condiospores
• Desenvolvimento de um embrião a partir de:
• um ovo não fertilizado
• um ovo em que não ocorreu a união dos núcleos macho e fêmea
• Muitos padrões de partenogénese:
• partenogénese ameiótica: ovo diplóide forma-se por divisões celulares mitóticas
• partenogénese meiótica: ovo haplóide forma-se mas não ocorre fertilização posterior 
(presença de esperma pode ser necessária para activar desenvolvimento)
• ...
Partenogénese
Diversidade animal
‣ mais de 1,5 milhões de espécies com nome
‣ menos de 20% das espécies animais existentes
‣ menos de 1% do total que terá existido
Diversidade animal
• 32 (39) Filos de animais multicelulares
• cada Filo é caracterizado por um plano corporal distinto e 
características biológicas específicas
• arquitectura animal é conforme a um plano bem definido resultante 
de:
• organização celular básica
• descendência de um antepassado comum
O que é um animal?
Como se formaram? 
Como funcionam?
Como chegaram ao local onde vivem?
O que distingue um animal de outros tipos de organismos?
Lineu (1735): objecto natural que cresce, vive e sente
De onde surgiram...
Ancestral comum 
a todos os 
organismos
Ancestral comum 
aos Reinos Archaea 
e Eukarya
Domínios Reinos
BACTERIA
ARCHAEA
EUKARIA
Bacteria
Archaea
Protista
Plantae
Fungi
Animalia
BACTERIA ARCHAEA Plantae Fungi Animalia
Eucariotas mais representativos
Trocas livres de genes 
entre BACTERIA, 
ARCHAEA e membros 
dos Protista
Níveis de organização
• Protoplásmica
• característica de organismos unicelulares
• todas as funções vitais estão confinadas ao interior de uma célula
• protoplasma diferenciado em organelos com funções especializadas
• diversidade é conseguida através de variações na organização de estruturas sub-
celulares, dos organelos e da própria célula como um todo
Níveis de organização
• Celular
• organismos multicelulares
• agregado de células funcionalmente diferenciadas, 
com nítida divisão de funções
• Em tecidos de células
• agregação de células similares segundo padrões 
bem definidos, capazes de desempenhar funções 
comuns, formando tecidos
• todos os Eumetazoários têm, pelo menos, este 
nível de organização
Níveis de organização
• Em órgãos de tecidos
• agregação de tecidos em órgãos
• órgãos geralmente compostos por mais do que um tecido
• um tipo de tecido costuma ser responsável pela função principal do órgão (parênquima)
• tecidos adicionais usualmente funcionam como suporte (estroma)
• funções mais especializadas do que os tecidos que os compõem
• Em sistemas de órgãos
• agregação de órgãos em sistemas complexos
• sistemas estão associados a funções corporais básicas (circulação, respiração, digestão...)
• nos metazoários são conhecidos 11 tipos distintos de sistemas
Padrões corporais
• Padrão corporal dos organismos ancestrais condiciona a linhagem 
de descendentes
• Padrões corporais dos animais diferem:
• no nível de organização
• na simetria corporal
• no número de folhetos germinativos
• no nº de cavidades corporais
Simetria corporal
• Esférica
• Qualquer plano, passando pelo centro, divide o corpo em partes equivalentes, 
que são o espelho uma da outra
• adequada a um modo de vida flutuante e com rotação
• Radiada
• aplicável a qualquer forma corporal que possa ser dividida em 
metades similares por mais do que um plano, passando através do eixo longitudinal
• um dos extremos do corpo é, normalmente, a boca (extremidade oral)
• em formas sésseis, o extremo oposto corresponde a um disco de fixação (extremidade aboral)
• permite a interacção com o meio em todas as direcções
• Bi-radiada
• Variante da simetria radiada
• apenas 2 planos podem dividir o corpo em 2 partes que sejam o espelho uma da outra
• A simetria bi-radiada não tem valor taxonómico
Simetria corporal
• Bilateral
• aplica-se a animais que possam ser divididos ao longo 
do eixo sagital
• constituiu um avanço evolutivo significativo
• adequada a uma movimentação direccionada
• associada à cefalização
• permitiu a concentração do tecido nervoso e dos órgãos sensoriais na extremidade 
situada no sentido do movimento
• característica com valor taxonómico 
Simetria corporal
Princípios do 
desenvolvimento
Organismosmulticelulares
• células somáticas
• diferenciadas para determinadas funções
• morrem com o indivíduo
• são sempre diplóides
• células germinais
• formam os gâmetas (óvulos e esperma; haplóides)
• promovem a continuidade entre gerações
• asseguram a sobrevivência da espécie
Sequência de acontecimentos pós 
fertilização
• inibição de poliespermia
• fusão de DNAs, dando origem a um zigoto diplóide
• remoção dos inibidores que mantiveram suspenso o 
metabolismo do óvulo
• início dos processos de síntese de DNA e proteínas
• reorganização quase completa do citoplasma
• início da segmentação
núcleo
óvulo
zigoto
nucléolo
Membrana 
vitelina
• Blastómeros:
• pequenas células resultantes da segmentação do zigoto
• Segmentação prossegue até que os blastómeros atinjam o 
tamanho normal das células 
somáticas
• Formação de uma blástula
• estádio final da divisão do 
zigoto em blastómeros
Segmentação e 
desenvolvimento inicial
Blástula
• conjunto de células (de algumas centenas até vários milhares)
• na maior parte dos animais, as células organizam-se em torno de 
uma cavidade central cheia de fluido - blastocélio
• uma só camada de células germinativas
• presença de reservas nutritivas (vitelo) apenas num dos lados do embrião
• pólo vegetativo: parte rica em substâncias nutritivas
• pólo animal: lado oposto, constituído fundamentalmente por citolplasma
• Existência dos 2 pólos define a polaridade do embrião
• Direcção de segmentação pode ser paralelo ou perpendicular ao eixo definido 
pelos 2 pólos
pólo animal
pólo vegetativo
• Em função da quantidade de vitelo presente:
• Ovos isolecíticos - vitelo distribuído igualmente
• Ovos mesolecíticos - concentração moderada de vitelo no pólo vegetativo 
• Ovos telolecíticos - vitelo abundante, muito concentrado no pólo 
vegetativo
• Ovos centrolecíticos - grande massa de vitelo concentrada no centro do 
ovo
Tipos de ovo
co
nc
en
tr
aç
ão
 c
re
sc
en
te
 d
e 
vi
te
lo
Tipos de ovo
• Em função da posição do sulco de clivagem:
• Ovos holoblásticos (clivagem total)
• vitelo de pequenas dimensões
• sulco de clivagem atravessa todo o ovo (clivagem completa)
• Ovos meroblásticos (clivagem parcial)
• vitelo presente em grande quantidade
• sulco de clivagem limitado à parte superior do ovo (vitelo não se divide)
• clivagem incompleta
Exemplo de 
segmentação 
meroblástica 
(zebra fish)
Padrões de 
segmentação
Holoblástica (clivagem completa)
Meroblástica (clivagem incompleta)
Tipos de desenvolvimento
• Directo
• embrião dá origem directa a um adulto em miniatura
• vitelo presente em grande quantidade
• Indirecto
• desenvolvimento passa por vários estados larvares, capazes de alimentação autónoma
• larvas diferem dos adultos e têm de passar por metamorfoses
• vitelo presente em pequena quantidade
Gastrulação larva de vida livre metamorfose adulto
Tipos de desenvolvimento
Gástrulação
• conversão da blástula esférica numa estrutura mais complexa
• desenvolvimento de um segundo folheto germinativo (camada de 
células germinais adicional)
• normalmente passa pela invaginação de um dos lados da blástula
• dá origem a uma nova cavidade interna (cavidade intestinal, 
arquentério ou gastrocélio)
• invaginação inicia-se pelo blastóporo
blastóporo
Gástrulação
• Na formação da gástrula ocorre movimentação de células
Gástrulação inicia-se com o movimento das células para 
o interior, formando o lábio dorsal do blastóporo
blastocélio
invaginação
lábio dorsal do 
blastóporo
gástrula de rã
Formação da mesoderme
• origem na zona ventral próxima do lábio do blastóporo
• células proliferam pelo interior do espaço entre o 
arquentério e a parede exterior
• Involução das células a partir do lábio dorsal do blastóporo 
dá origem ao arquentério e desloca o blastocélio
• Células involuem simultaneamente a partir dos lábios laterais, 
ventrais e dorsais; percursores da ectoderme 
migram sobre o pólo vegetativo
blastocélio
arquentério
involução
restos do 
blastocélio
arquentério
lábio dorsal 
do 
blastóporo
lábio ventral 
do 
blastóporo
Formação da mesoderme
blastocélio
arquentério
involução
restos do 
blastocélio
arquentério
lábio dorsal 
do 
blastóporo
lábio ventral 
do 
blastóporo
blástula de rã
Formação da mesoderme
• origem na região central do arquentério
• parede cresce para o interior do espaço entre o arquentério e a 
parede externa
arquentério
arquentério
blastocélio
lábio dorsal 
do 
blastóporo
Cavidade intestinal
• delimitada pela endoderme
• incompleta
• blastóporo constitui a única abertura para o exterior
• completa
• segunda abertura permite entrada do alimento e saída das fezes por orifícios distintos 
(boca e ânus)
• blastóporo pode dar origem à boca ou ao ânus 
Organismos diploblásticos
• Organismos cujo desenvolvimento não gera mais do que 
2 folhetos germinativos - ectoderme e endoderme
arquentérioendoderme
ectoderme blastóporo
Organismos tripoblásticos
• Gástrulação continua até que o embrião esteja totalmente rodeado pela ectoderme, a 
endoderme seja completamente interna e as células da mesoderme surjam entre as duas (3 
folhetos germinativos)
• Células iniciais da mesoderme provêm sempre da endoderme, embora esta possa incluir 
também células da ectoderme
arquentério
endoderme
epiderme
placa neural bolsa 
enterocélica
celoma
tubo neural notocórdio
notocórdio 
em formação 
mesoderme 
em formação segmento 
mesodérmico
intestino
Formação do celoma
• Celoma:
• cavidade corporal completamente rodeada pela mesoderme
• situa-se no espaço anteriormente ocupado pelo blastocélio
• resulta da ocupação total ou parcial do blastocélio por células da 
mesoderme
• pode ter 2 origens (esquisocelia ou enterocelia), sendo 
funcionalmente equivalentes
• processo de formação é uma característica hereditária
Formação do celoma
Esquizocelia EnteroceliaEctoderme
Blastocélio
Blastóporo
Arquentério
Mesoderme em 
desenvolvimento
Mesoderme
Blastocélio
Ectoderme
Celoma em 
desenvolvimento
Blastóporo
Blastocélio
Ectodermefutura 
mesoderme
Arquentério
Bolsa 
enterocélica
Ectoderme
Mesoderme
Ectoderme
Celoma 
(enterocélio)
Celoma
Mesoderme
Intestino
Peritoneu 
(mesodérmico)
Intestino
Epiderme (ectodérmica)órgão interno
Celoma
camada muscular 
(mesodérmica)
Mesentério
- mesoderme forma-
se por diferenciação 
de bolsas bilaterais, a 
partir da parede 
dorso-lateral do 
arquentério
- bolsas acabam por 
perder a ligação à 
cavidade intestinal e 
por se fundir, 
formando o 
enterocélio
- mesoderme e 
celoma formam-se 
simultaneamente
- mesoderme 
desenvolve-se a 
partir de células que 
se diferenciaram nos 
estádios iniciais de 
divisão do zigoto
- células da 
mesoderme migram 
para o blastocélio, 
dando origem a 2 
fiadas de células em 
ambos os lados do 
arquentério (entre a 
ectoderme e a 
endoderme)
- cavidade celomática 
surge pela separação 
dessas 2 camadas
Animais tripoblásticos
• Protostómios
• segmentação espiralada
• embriogénese em mosaico
• blastóporo transforma-se na boca; 
ânus forma-se posteriormente
• celoma forma-se por esquizocelia
Animais tripoblásticos
• Deuterostómios
• segmentação radiada, podendo apresentar variações 
(bilateral, rotativa ou discoidal)
• embriogénese regulativa
• blastóporo transforma-se no ânus
• celoma forma-se por enterocelia
Ectoderme
Endoderme
zigoto gástrulação
divisão
Epitélio exterior do corpo e seus derivados
Tubo neurológico
Crista neurológica
Cabelo, unhas, glândulas epiteliais, interior da boca, esmalte 
dos dentes, lente dos olhos, ouvido interno, epitélio nasal e 
olfactivo
Cérebro, medula espinal, nervos motores
Gânglios sensoriais e nervos, medula adrenal, gânglios 
simpáticos, crânio, arcos branquiais, dentina
Mesoderme
Notocórdio
Interior das cavidades toráxica e abdominal
Sistema circulatório
Somitos
Órgãos do sistema urogenital
Sangue, medula óssea, endotélio dos vasos sanguíneos, 
componentes do sistema linfático
Músculo esquelético, ossose cartilagem esquelética, 
derme, tecidos conjuntivos
Uretra, rins, gónadas, ductos seminais
Epitélio do tracto respiratório
Faringe
bolsas faríngicas, tiróide, paratiróide
Epitélio intestinal
Fígado, pâncreas
Revestimento interior da bexiga
Músculo liso e tecido conjuntivo do tubo digestivo
Derivados dos 
folhetos germinativos 
em mamíferos
Tecidos biológicos
Grupos de células semelhantes, especializadas no 
desempenho de uma função comum
Inclui os produtos celulares associados
Todos os tecidos se originam a partir 
dos diferentes folhetos germinativos
Ectoderme Mesoderme Endoderme
Epitélio exterior do corpo e seus 
derivados
Notocórdio Epitélio do tracto respiratório
Tubo neurológico Interior das cavidades toráxica e 
abdominal
Faringe
Crista neurológica Sistema circulatório Epitélio intestinal
Somitos (massas de forma 
cúbica que irão originar o 
músculo esquelético, ossos e 
cartilagem esquelética, derme, 
tecidos conjuntivos)
Fígado, pâncreas
Órgãos do sistema urogenital Revestimento interior da bexiga
Músculo liso e tecido conjuntivo 
do tubo digestivo
Tecido 
epitelial
Tecido 
conjuntivo
Tipos de tecidos
Tecido 
nervoso
Tecido 
muscular
Epitélios
• Forram interna e externamente cavidades e superfícies de 
estruturas por todo o corpo
• Tipos de epitélio:
• Em função da forma das células (escamoso, colunar, cúbico, de transição…)
• Em função da estratificação (simples, estratificado, pseudo-estratificado, ciliado…)
• Em função da especialização (queratinizado, ciliado, glandular…)
Tipos de epitélio
Em função da forma das células
Escamoso
Cúbico
Colunar
De transição
Tipos de epitélio
Em função da estratificação
Simples 
Estratificado 
Pseudo-estratificado ciliado
A -Epitélio simples cilíndrico 
C - Epitélio escamoso complexo 
D - Epitélio escamoso simples 
F - Epitélio pseudo-estratificado 
G - Epitélio cúbico 
I - Epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado
Em função da especialização
Queratinizado 
Ciliado 
Glandular 
...
epitélio colunar simples 
(intestino delgado rã)
Tipos de epitélio
duodenum (colunar simples)
pseudo estratificado
pele de rã
pele humana
Tecido conjuntivo
Grupo de tecidos responsáveis por unir, ligar, nutrir, proteger e sustentar os outros tecidos, com origem maioritariamente 
mesodérmica
Distinguem-se fundamentalmente pelas características das suas partes não vivas
Constituído por:
• um número relativamente reduzido de células
• um grande nº de fibras extracelulares
• uma matriz, em que as fibras estão suspensas
Matriz extracelular:
• porção extracelular dos tecidos animais
• fornece suporte estrutural às células, entre outras funções
• característica principal do tecido conjuntivo animal
• inclui a matriz intersticial (géis de polissacarídeos e proteínas fibrosas de que o colagéneo é a principal) e a membrana basal
1- agrupamento de fibras colagénicas; 2- fibra elástica
Tecido conjuntivo
Membrana basal: 
• estrutura não celular que suporta as células epiteliais 
ou endoteliais envolventes;
• funciona como barreira mecânica que impede a 
entrada de células malignas para o interior do organismo 
(tecidos mais profundos);
• tem um papel fundamental na génese de novos vasos 
sanguíneos bem como na filtração glomerular (rins)
Tecido conjuntivo
Células do tecido conjuntivo 
Fibroblastos: células que segregam as proteínas que formam as fibras e a substância intracelular do tecido conjuntivo 
Linfócitos: responsáveis pela detectação da natureza do invasor e pela reação necessária para o eliminar 
Adipócitos: armazenamento de gorduras, de vitaminas lipossolúveis e água 
Macrófagos: células grandes e amebóides, com a função de limpeza dos tecidos através da fagocitose de agentes infecciosos, como bactérias e restos 
de células 
Mastócitos: produzem heparina (substância anti-coagulante) e histamina (substância envolvida com as alergias) 
Plasmócitos: células que produzem anticorpos contra substâncias estranhas que penetram no organismo. São células que migram do sangue num 
processo chamado diapedese
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido conjuntivo propriamente dito (não especializado)
Tecido conjuntivo frouxo ou laxo 
Tecido conjuntivo denso 
- regular (modelado) 
- não regular (não modelado)
Tecido conjuntivo especializado
Tecido ósseo 
Tecido cartilaginoso 
Tecido sanguíneo
Tecido conjuntivo de propriedades especiais
Tecido adiposo; 
Tecido elástico; 
Tecido hematopoético; 
Tecido mucoso.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecido_conjuntivo_propriamente_dito
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido conjuntivo frouxo ou laxo 
Mantém os diversos órgãos no seu lugar e faz a ligação entre os epitélios 
e os tecidos que o envolvem. 
Funciona como armazém de água e sais para os tecidos envolventes 
Fornece suporte às estruturas que o atravessam. 
Não há predominância de nenhum dos seus componentes. 
Pode ser encontrado nos locais em que epitélios ligam a outros tecidos, nomeadamente por baixo da derme, bem como no tecido 
epitelial de todos os sistemas corporais que tenham aberturas externas. 
É um componente das membranas mucosas dos aparelhos digestivo, respiratório, reprodutivo e urinário. 
Rodeia vasos sanguíneos e nervos. 
Tecido flexível, reticulado, com uma matriz fluida, que almofada e protege os órgãos internos. 
Fibroblastos: 
Células principais deste tipo de tecido e estão amplamente dispersos na matriz extracelular, de tipo gel. 
Segregam os componentes que dão origem às fibras e à matriz não celular.
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido conjuntivo denso 
Muito resistente, devido à abundância de fibras, que podem ser colágenas, elásticas (presentes nos grandes vasos 
sanguíneos) ou reticulares. 
Aglomerados de fibroblastos surgem entre as fibras de colagéneo. 
Está presente nos tendões e ligamentos, e é pobre em células. 
Pode ser classificado em: 
denso regular (modelado): fornece uma ligação forte entre diferentes tecidos. As fibras colagénicas aparecem 
agregadas em feixes paralelos, como é o caso dos tendões e ligamentos. 
denso irregular (não modelado): as fibras não estão dispostas em feixes paralelos. A maior parte da camada dérmica 
da pele é constituída por este tipo de tecido
Tecido conjuntivo denso 
reticular
Tecido conjuntivo denso 
fibroso
Tecido conjuntivo denso 
modelado: tendão não modelado
Tipos de tecido conjuntivo
Corte de pele de rã: 
1. epiderme; 
2. estrato espongiosum; 
3. estrato compactum
derme
composta por 2 tipos 
de tecido conjuntivo 
denso irregular;
diferem pela 
compactação das fibras 
colagénicas e da 
ordenação destas
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido cartilaginoso 
Tipo especializado de tecido conjuntivo que fornece força e flexibilidade 
cartilagem hialina é a sua forma mais comum. 
Forma o percursor do esqueleto no embrião dos vertebrados, sendo mais tarde substituído por tecido ósseo. 
Tecido conjuntivo denso, composto por células especializadas - condrócitos - que produzem uma grande quantidade de matriz composta por fibras de 
colagéneo, rica em proteoglicano e fibras de elastina. 
Células diferenciaram a partir dos fibroblastos e surgem em espaços (lacunas) envolvidas pela matriz cartilaginosa extracelular. Os 3 tipos de cartilagem 
existentes (hialina, elástica e fibrosa) diferem na quantidade relativa dos 3 componentes principais. 
Não contém vasos sanguíneos, sendo os condrócitos alimentados por difusão
lacuna
matriz
condrócito
Cartilagem hialina: 
cartilagem dura, 
translúcida, rica em 
colagénio e 
proteoglicano
Cartilagem elástica: 
contém grandes 
quantidades de fibras 
elásticas (elastina) 
espalhadas pela matriz.
Cartilagem fibrosa 
ou fibrocartilagem: 
caracteriza-se por 
apresentar uma 
densa rede de 
colagénio. É um 
material branco, 
muito resistente
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido adiposo 
Caracteriza-se pela presença de adipócitos, células especializadas em armazenar 
lípidos. 
Adipócitos podem ser surgir isolados ou em pequenso grupos no interior do tecidoconjuntivo comum. Porém, a maioria das vezes, surgem em grandes aglomerados 
que constituem o tecido adiposo. 
Apresentam um grande vacúolo central, contendo uma única gota de gordura, 
rodeado por um anel citoplasmático. 
Células bastante arredondadas, com um núcleo periférico. 
Rede fina de fibras colagénicas a envolver a célula. 
Têm função de reserva energética, protecção contra choques mecânicos, 
isolamento térmico e produção de estrogénios. 
Pode surgir sob 2 formas: 
unilocular (ou gordura amarela), com uma única gotícula de lípidos; 
multilocular (ou gordura castanha), com vários vacúolos de gordura, 
vascularização importante e abundância de mitocôndrias
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido ósseo 
Principal tecido estrutural e de suporte dos vertebrados, constitui a parte 
rígida dos ossos. 
Constituído por 3 tipos de células, geralmente estreladas, cujas 
diferenças correspondem a variações de forma de uma mesma célula, em 
diferentes estádios: 
Osteoblastos: células jovens, mononucleadas, responsáveis pela produção 
da parte orgânica da matriz. Encontram-se na superfície do osso perióstico 
(membrana fina que reveste o osso) e no endósteo (membrana de tecido 
conjuntivo que reveste o canal medular da diáfise e as cavidades mais 
pequenas do osso esponjoso e compacto) 
Osteócitos: células adultas, de forma estrelada, que actuam na manutenção 
dos componentes químicos da matriz. Localizam-se nas cavidades - 
osteoplastos - que resultam do processo de calcificação da matriz óssea. 
Osteoclastos: células grandes, polinucleadas, com origem na fusão de 
células ósseas e que fazem a reabsorção da matriz. Apenas são observáveis 
nas superfícies ósseas
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido ósseo 
Organização estrutural baseia-se no sistema Haversiano, que é composto por lamelas concêntricas, lacunas (osteoblastos) e 
canalículos. 
Lamelas formam a matriz do osso e envolvem o canal Harvesiano, por onde passam vasos sanguíneos e nervos. 
As lacunas são os espaços onde os osteócitos se localizam. 
As lacunas estão interligadas entre si e com o canal Harvesiano por um sistema de pequenos canais (canalículos) 
responsáveis pela nutrição das células.
1. Canal Harvesiano 
2. Canalículos 
3. Lamelas 
4. Lacunas ou osteoblastos
Tipos de tecido conjuntivo
Tecido sanguíneo 
Fluido corporal especializado (tecnicamente é um tecido), composto por células suspensas num líquido (plasma). 
As células constituem a parte "sólida" do sangue e representam cerca de 45% de volume total. Os 55% restantes são 
formados pela parte líquida (plasma). A sua componente celular compreende: 
glóbulos vermelhos, hemáceas ou eritrócitos. 
são os elementos mais abundantes do sangue. Nos vertebrados, são o principal 
transportador de oxigénio. Nos mamíferos, são células anucleadas, nas aves e anfíbios 
são nucleadas. Não têm mitocôndrias e são produzidos continuamente na medula óssea. 
glóbulos brancos ou leucócitos (células defensivas). 
são produzidos na medula óssea e estão presentes no sangue, na linfa, nos órgãos 
linfóides e em vários tecidos conjuntivos. Existem vários tipos, que se podem agrupar 
em duas grandes categorias: Granulócitos e Agranulócitos. 
plaquetas (factores de coagulação sanguínea). 
são fragmentos de uma célula maior designada por megacariócito, existente na 
medula castanha
Tipos de tecido conjuntivo
Lâmina de sangue humano: a - hemácias; b - neutrófilo; c - eosinófilo; d - linfócito
Lâmina de sangue de um anfíbio
Neutrófilos: células com um núcleo polilobulado, geralmente 3, ligados por um fino filamento 
nuclear. Citoplasma abundante, possui grânulos finos dispersos, de cor salmão. Actuam sobre 
corpos estranhos por fagocitose
Eosinófilos: células com núcleo polilobulado, com 2 a 3 lóbulos ligados por um fino filamento 
nuclear. Citoplasma possui grânulos vermelhos-alaranjados, acidófilos, que são corados por eosina. 
Responsáveis pelo combate às infecções no corpo por parte de parasitas. São atraídos para os 
locais inflamados pela histamina produzida por basóflos e mastócitos.
Basófilos: células de forma esférica e tamanho irregular. Contêm grânulos citoplasmáticos de 
grandes dimensões, que, quando corados, obscurecem o núcleo ao microscópio óptico. Núcleo 
geralmente com 2 lóbulos. Quando activados, libertam histamina, proteoglicanos (heparina e 
condroitina), bem como enzimas proteolíticas, entre outros produtos.
Linfócitos: células com um núcleo grande, escuro quando corado, com citoplasma basófilo 
reduzido ou mesmo nulo. Poliribossomas (aglomerados de ribossomas, ligados a moléculas de 
mRNA) é uma característica dos linfócitos. Ribossomas envolvidos na síntese de grandes 
quantidades de citoquinas e imunoglobinas. Existem 3 tipos principais: 
• linfócitos B (produtores de anticorpos), 
• linfócitos T (auxiliares - coordenadores da resposta imune - e citotóxicos - destroem as células 
infectadas)
• killer cells (matam os vírus)
Monócitos: células com um núcleo grande, bilobado, em forma de rim. Citoplasma abundante, 
podendo apresentar vacúlos esbranquiçados. Gerados na medula óssea e, após algum tempo em 
circulação, migram para o tecido conjuntivo, onde se diferenciam em macrófagos. Responsáveis 
pela fagocitose de substâncias estranhas ao corpo, podendo também eliminar células hospedeiras 
infectadas, através da produção de antibióticos.
Macrófagos: células nucleadas que derivam dos monócitos e intervêm na defesa do 
organismo contra infecções. Estão ausentes do sangue.
A
granulócitos
G
ranulócitos
• Tecido contráctil derivado da mesoderme, que forma os músculos. 
• Os músculos estão directamente relacionados com o esqueleto - músculo esquelético - ou formam parte da 
estrutura de diversos órgãos - músculos viscerais. 
• A unidade funcional e estrutural do músculo é a fibra muscular (células alongadas contendo filamentos contrácteis). 
• Citoplasma, de tipo indiferenciado, designa-se por sarcoplasma. 
• A contracção dos músculos associados a órgãos vitais é involuntária; a contracção voluntária está associada ao 
movimento do corpo e de órgãos específicos, como o olho. 
• As fibras dos músculos de contracção voluntária são de dois tipos: 
• contracção lenta, que podem contrair por longos períodos de tempo 
mas exercendo uma força reduzida, 
• contracção rápida, que contraem rapidamente, resultando em força 
elevada, mas que fatigam muito depressa.
Tecido muscular
Tecido muscular liso 
• músculo de contracção involuntária, associado a órgãos como o esófago, o estômago, o intestino, a bechiga, o útero e os 
vasos sanguíneos, entre outros. 
• células têm a forma de um fuso longo e estreito, com um único núcleo central, muitas vezes alongado. 
• células surgem em fiadas paralelas entre si, mas não mostram qualquer estriação quando vistas ao microscópio. 
• a contracção das células deste tipo de músculo dá-se em simultâneo, após estimulação eléctrica
Tecido muscular
Tecido muscular
•Músculo estriado ou esquelético: 
• músculo de contracção voluntária, ligado a tendões e a ossos. 
• células são muito finas e longas, podendo uma célula individual ser do tamanho do músculo de que faz parte, de forma 
cilíndrica e podendo ter mais do que um núcleo. Os núcleos encontram-se na periferia das células, na proximidade da membrana 
celular. 
• estriação característica resulta do arranjo ordenado dos filamentos de actina e miosina no interior da célula. 
•células agrupadas em feixes, rodeados por pequenas porções de tecido conjuntivo. Os feixes agrupam-se em feixes maiores, 
que dão forma ao músculo. 
•o tecido conjuntivo que envolve esses feixes prolonga-se nos tendões que ligam o músculo ao osso (no caso dos vertebrados).
Tecido muscular cardíaco 
• músculo de contracção involuntária, encontrado apenas no coração, e que partilha características estruturais dos músculos liso 
e esquelético. 
• células são estriadas e polinucleadas mas os núcleos são centrais e as células individuais não têm o comprimento total do 
músculo.• células ramificam e juntam-se entre si através de discos intercalares. 
• discos intercalares permitem a comunicação entre as células, de forma a que as contracções celulares sejam sequenciais 
(facilita a expulsão do sangue). 
• A contracção celular pode dar-se mesmo que não haja um impulso nervoso inicial (a estimulação que desencadeia a contracção 
é produzida pelas ditas células pacemaker) 
Tecido muscular
1. célula cardíaca; 2. núcleo; 3. disco intercalar
Tecido especializado na comunicação entre as várias partes do corpo. 
Constituído por: 
- Neurónios: transmitem os impulsos; 
- Células de suporte: auxiliam na propagação do impulso nervoso e fornecem nutrientes ao neurónio 
• Neuroglia (ou células da glia): situadas no sistema nervoso central. 
• Células de Schwann: situadas no sistema nervoso periférico 
Células nervosas (neurónios): 
• caracterizam-se pela presença de um axónio (estrutura semelhante a uma haste, muito comprida) por onde 
circula o impulso nervoso. 
• células nervosas individuais estão envolvidas por uma camada fina de tecido conjuntivo 
• funcionalmente ligados entre si por uma junção designada por sinapse, local onde os ramos terminais de um 
axónio surgem próximos dos ramos terminais (dendrites) do corpo celular do neurónio vizinho. 
• normalmente não há contacto directo entre ambas as partes, sendo a informação transmitida através de 
secreções químicas (neurotransmissores). 
• bainha de mielina possibilita a transmissão mais rápida do impulso nervoso 
Nervo: conjunto de neurónios ligados por tecido conjuntivo
Tecido nervoso
Tecido nervoso

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