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DisciplinaDireito Constitucional III1.335 materiais11.888 seguidores
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penal. Sentença condenatória. Pena privativa de liberdade. Substituição por penas restritivas de direito. Decisão 
impugnada mediante recurso especial, pendente de julgamento. Execução provisória. Inadmissibilidade. Ilegalidade 
caracterizada. Ofensa ao art. 5º, LVII, da CF, e ao art. 147 da LEP. HC deferido. Precedentes. Voto vencido. Pena restritiva 
de direitos só pode ser executada após o trânsito em julgado da sentença que a impôs." (HC 84.677, Rel. Min. Cezar Peluso, 
DJ 08/04/05)
"A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de reconhecer que a efetivação da prisão decorrente de 
sentença condenatória meramente recorrível não transgride o princípio constitucional da não-culpabilidade do réu, eis que, 
em tal hipótese, a privação da liberdade do sentenciado - por revestir-se de cautelaridade - não importa em execução 
definitiva da sanctio juris." (HC 79.376, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 22/10/04). No mesmo sentido: HC 84.639, DJ 20/05/05.
 
"A presunção constitucional de não-culpabilidade não desautoriza as diversas espécies de prisão processual, prisões 
inscritas em lei para o fim de fazer cumprida a lei processual ou para fazer vingar a ação penal." (HC 81.468, Rel. Min. Carlos 
Velloso, DJ 01/08/03)
"A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada em situações 
de absoluta necessidade. A prisão preventiva, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da 
satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de 
autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa 
extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. (...) Mesmo que se trate de pessoa acusada 
da suposta prática de crime hediondo, e até que sobrevenha sentença penal condenatória irrecorrível, não se revela possível 
- por efeito de insuperável vedação constitucional (CF, art. 5º, LVII) - presumir-lhe a culpabilidade. Ninguém pode ser tratado 
como culpado, qualquer que seja a natureza do ilícito penal cuja prática lhe tenha sido atribuída, sem que exista, a esse 
respeito, decisão judicial condenatória transitada em julgado. O princípio constitucional da não-culpabilidade, em nosso 
sistema jurídico, consagra uma regra de tratamento que impede o Poder Público de agir e de se comportar, em relação ao 
suspeito, ao indiciado, ao denunciado ou ao réu, como se estes já houvessem sido condenados definitivamente por sentença 
do Poder Judiciário." (HC 80.719, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 28/09/01)
"O Min. Sepúlveda Pertence, relator, concedeu a ordem, por entender que a prisão fundada em decisão condenatória 
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recorrível, quando não motivada em razões de ordem cautelar, substantiva execução provisória de pena não definitivamente 
aplicada, em ofensa ao princípio da presunção de não-culpabilidade (CF, art. 5º, LVII). Após, pediu vista dos autos a Min. 
Ellen Gracie. O Tribunal, por unanimidade, deliberou conceder a liberdade provisória ao paciente até a decisão final do 
writ." (HC 85.591, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Informativo 389)
 
"A medida despenalizadora da Suspensão Condicional do Processo (Lei nº 9.099/95, art. 89) visa evitar que o autor do fato 
não tenha que ser submetido aos efeitos deletérios do processo. Uma vez respondendo a um processo e condenado por 
outro, a medida não se justifica. Precedentes: HC 73.793, Maurício Corrêa; HC 74.463, Celso de Mello; AGED 202.467, 
Moreira Alves. A restrição não é inconstitucional. Ela não viola o princípio constitucional da inocência." (RHC 79.460, voto 
do Min. Nelson Jobim, DJ 18/05/01). No mesmo sentido HC 85.106, DJ 04/03/05.
 
"Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete ao réu demonstrar a sua inocência. Cabe ao Ministério 
Público comprovar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito 
positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta 
de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-Lei nº 
88, de 20/12/37, art. 20, nº 5). Não se justifica, sem base probatória idônea, a formulação possível de qualquer juízo 
condenatório, que deve sempre assentar-se \u2014 para que se qualifique como ato revestido de validade ético-jurídica \u2014 em 
elementos de certeza, os quais, ao dissiparem ambigüidades, ao esclarecerem situações equívocas e ao desfazerem dados 
eivados de obscuridade, revelam-se capazes de informar, com objetividade, o órgão judiciário competente, afastando, desse 
modo, dúvidas razoáveis, sérias e fundadas que poderiam conduzir qualquer magistrado ou Tribunal a pronunciar o non 
liquet." (HC 73.338, Rel. Min. Celso De Mello, DJ 19/12/96)
 
\u201cNão há dúvida de que são independentes as instâncias penal e administrativa, só repercutindo aquela nesta quando ela se 
manifesta pela inexistência material do fato ou pela negativa de sua autoria. Assim, a Administração Pública, para punir por 
falta disciplinar que também pode configurar crime, não está obrigada a esperar a decisão judicial, até porque ela não pune 
pela prática de crime, por não ter competência para impor sanção penal, mas pela ocorrência de infração administrativa que 
pode, também, ser enquadrada como delito. Por outro lado, e em razão mesmo dessa independência de instâncias, o 
princípio constitucional de que \u2018ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória\u2019 (art. 5º, LVII) não se aplica ao âmbito administrativo para impedir que a infração administrativa que possa 
também caracterizar crime seja apurada e punida antes do desfecho do processo criminal.\u201d (MS 21.545, voto do Min. Moreira 
Alves, DJ 02/04/93)
 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; 
 
\u201cIdentificação criminal que não se justifica, no caso, após o advento da Constituição de 1988. Precedentes de ambas as 
turmas do Supremo Tribunal Federal. Recurso provido para determinar o cancelamento da identificação criminal do 
recorrente.\u201d (RHC 66.471, Rel. Min. Célio Borja, DJ 31/03/89)
\u201c(...) A identificação criminal não será feita se apresentada, ante a autoridade policial, a identidade civil da indiciada 
(...) \u201d (RHC 66.180, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ 10/03/89)
"Exigência de identificação criminal que não se evidencia ser ilegal, por falta de comprovação de haver sido o paciente civilmente 
identificado." (RHC 67.066, Rel. Min. Octávio Gallotti, DJ 10/02/89)
 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; 
 
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\u201cO pressuposto dessa ação penal é a inércia do MP. Tendo o STJ, em recurso especial que transitou em julgado, 
reconhecido que o pedido de arquivamento formulado pelo MP e deferido pelo juiz, foi feito em tempo hábil, não há cogitar de 
ação penal subsidiária. Situação fática insuscetível de reexame na via extraordinária (Súmula 279).\u201d (RE 274.115 Agr, Rel. 
Min. Ellen Gracie, DJ 19/03/03)
\u201cA admissibilidade da ação penal privada subsidiária da pública pressupõe, nos termos do art. 5º, LIX, da CF (\u2018será admitida 
ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;\u2019), a inércia do Ministério Público em 
adotar, no prazo legal (CPP, art. 46), uma das seguintes providências: oferecer a denúncia, requerer o arquivamento do 
inquérito policial ou requisitar novas diligências. Precedentes citados: Inq 172-SP (RTJ 112/474), HC 67502-RJ (RTJ 
130/1084).\u201d (HC 74.276, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 03/09/96). No mesmo sentido: HC 67.502, Rel. Min. Paulo Brossard, DJ 
09/02/90.
 
"Não fere os