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DisciplinaDireito Constitucional III1.335 materiais11.887 seguidores
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da 
presunção de inocência, conclusão essa que decorre da conjugação dos incisos LVII, LXI e LXVI, do artigo 5º da Constituição 
Federal.\u201d (HC 71.169, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 16/09/94). No mesmo sentido: HC 68.499, Rel. Min. Néri da Silveira, DJ 
02/04/93.
 
"O dispositivo no item LVII, do art. 5º da Carta Política de 1988, ao declarar que 'ninguém será considerado culpado 
até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória' não significa que o réu condenado não possa ser recolhido 
à prisão, antes daquela fase, salvo nos casos em que a legislação ordinária expressamente lhe assegura a liberdade 
provisória, o que decorre do disposto em outros preceitos da Carta Magna, tais como itens LIV, LXI e LXVI, do mesmo 
artigo 5º." (HC 68.037, Rel. Min. Aldir Passarinho, DJ 21/05/93)
 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação 
alimentícia e a do depositário infiel; 
 
\u201cApropriação indébita. Não recolhimento de contribuições previdenciárias. Prisão criminal e, não, civil. Inocorrência 
de ofensa ao art. 5º, LXVII da CF.\u201d (RE 391.996 AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 19/12/03)
 
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STF - Constituição
\u201cResponsável pelo inadimplemento de obrigação alimentícia. Inexiste ilegalidade no decreto de prisão civil da 
paciente, dado que, além de expressamente autorizada pela Constituição (art. 5º, LXVII), não decorre ela da 
totalidade das parcelas em atraso, mas tão-somente dos três meses anteriores ao ajuizamento da ação, mais as 
subseqüentes.\u201d (HC 82.839, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 22/08/03)
\u201cA Constituição - art. 5º, LXVII - e a lei processual - CPC, art. 733, parág. 1º - autorizam a prisão civil do responsável 
pelo inadimplemento de obrigação alimentícia, certo que as prestações devidas, que autorizam a prisão, como forma 
de forçar o cumprimento da obrigação, são as prestações não pagas, assim pretéritas, indispensáveis à subsistência 
do alimentando.\u201d (HC 68.724, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 10/08/00)
 
\u201cA conseqüência penal, dada à conduta do devedor que descumpriu o compromisso judicial de depositário e alienou 
o imóvel penhorado, é a prisão civil.\u201d (HC 76.286, Rel. para o acórdão Min. Nelson Jobim, DJ 28/03/03)
\u201cO desvio patrimonial dos bens penhorados, quando praticado pelo depositário judicial ex voluntate propria e sem 
autorização prévia do juízo da execução, caracteriza situação configuradora de infidelidade depositária, apta a 
ensejar, por si mesma, a possibilidade de decretação, no âmbito do processo de execução, da prisão civil desse 
órgão auxiliar do juízo, independentemente da propositura da ação de depósito.\u201d (RHC 80.035, Rel. Min. Celso de 
Mello, DJ 17/08/01)
\u201cAmbas as Turmas desta Corte têm entendido que em caso de penhora ou de penhor sem desapossamento, há a 
figura do depositário que, se for infiel, poderá ver decretada contra si a prisão civil.\u201d (HC 75.977, Rel. Min. Moreira 
Alves, 03/03/00)
 
"Como observam os doutrinadores: 'A Lei nº 9.268, de 01.04.96 (DOU de 02.04.96), deu nova redação ao caput do 
art. 51 do CP e revogou os artigos §§ 1º e 2º, não mais existindo as anteriores conversão da multa em detenção e 
revogação da conversão. Essa alteração foi salutar, tendo em vista que a antiga conversão da multa em detenção 
correspondia, ainda que disfarçadamente, à verdadeira prisão por dívida. (...)'." (HC 81.480-AgR, Rel. Min. Sydney 
Sanches, DJ 05/04/02)
 
\u201cEsta Corte, por seu Plenário (HC 72.131), firmou o entendimento de que, em face da Carta Magna de 1988, persiste a 
constitucionalidade da prisão civil do depositário infiel em se tratando de alienação fiduciária, bem como de que o Pacto de 
São José da Costa Rica, além de não poder contrapor-se à permissão do artigo 5º, LXVII, da mesma Constituição, não 
derrogou, por ser norma infraconstitucional geral, as normas infraconstitucionais especiais sobre prisão civil do depositário 
infiel. Esse entendimento voltou a ser reafirmado recentemente, em 27/05/98, também por decisão do Plenário, quando do 
julgamento do RE 206.482. Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido. Inconstitucionalidade da interpretação dada ao 
artigo 7º, item 7, do Pacto de São José da Costa Rica no sentido de derrogar o Decreto-Lei 911/69 no tocante à 
admissibilidade da prisão civil por infidelidade do depositário em alienação fiduciária em garantia.\u201d (RE 253.071, Rel. Min. 
Moreira Alves, DJ 29/06/01). No mesmo sentido: RE 250.812, DJ 01/02/02; HC 75.977, DJ 03/03/00; HC 75.687, DJ 
20/04/01; HC 73.044, DJ 20/09/96.
 
"Prisão civil imposta a terceiro a que, por conluio fraudulento, foi transferido veículo alienado fiduciariamente à Caixa 
Econômica Federal. Correto o parecer da Procuradoria-Geral da República, porquanto a prisão civil, que não é pena, mas 
meio de coerção processual destinado a compelir o devedor a cumprir a obrigação não satisfeita, só pode ser imposta, em 
face do artigo 5º, LVII, da Constituição, ao devedor de obrigação alimentícia e ao depositário infiel, hipóteses que não 
ocorrem no caso, em que, aliás, se aplicou a prisão civil como pena, desviando-a, portanto, de sua finalidade." (HC 76.712, 
Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22/05/98)
 
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STF - Constituição
"Revogado o artigo 35 da Lei de Falências pelos incisos LXI e LXVII do artigo 5º da Constituição que não admitem 
essa modalidade de prisão." (RHC 76.741, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22/05/98)
 
\u201cHavendo sido penhorados e depositados, os semoventes, em mãos do paciente e não havendo este demonstrado 
que hajam morrido, como alegou, subsiste sua obrigação de restituí-los, sob pena de prisão, como depositário 
infiel.\u201d (HC 74.352, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 29/11/96)
 
LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em 
sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
 
\u201cNão se conhece de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver sobre o ônus das custas, por não estar mais em 
causa a liberdade de 'locomoção'." (SÚM. 395)
\u201cNão se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de extradição, se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja 
prova não constava dos autos, nem foi ele provocado a respeito." (SÚM. 692)
\u201cNão cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a 
que a pena pecuniária seja a única cominada." (SÚM. 693)
\u201cNão cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função 
pública." (SÚM. 694)
"Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade." (SÚM. 695)
 
"A ação de habeas corpus constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo de promover a análise da 
prova penal, de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, de provocar a reapreciação da matéria de 
fato e de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento." (HC 69.780, Rel. 
Min. Celso de Mello, DJ 17/06/05)
 
"Habeas corpus: não o prejudica que impugne decreto primitivo de prisão cautelar, se decorre a prisão do paciente da 
remissão, contida na sentença condenatória, aos fundamentos do decreto da prisão processual anterior." (HC 84.778, Rel. 
Min. Sepúlveda Pertence, DJ 04/03/05)
 
\u201cNão cabe habeas corpus quando já extinta a punibilidade pelo cumprimento da obrigação assumida em transação 
penal.\u201d (RHC 84.413, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 20/08/04)
\u201cSe o paciente já cumpriu a pena imposta na condenação, não cabe habeas corpus por lhe faltar o objeto específico de sua 
tutela: a \u2018liberdade de locomoção\u2019 \u2014 atual ou ameaçada.\u201d (HC 68.715, Rel. Min. Paulo Brossard, DJ 14/02/92). No mesmo 
sentido: HC 80.648, DJ 21/06/02.
\u201cO entendimento do Tribunal é no sentido de que a superveniência de sentença condenatória após a impetração do writ não