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DisciplinaDireito Constitucional III1.337 materiais11.889 seguidores
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da norma constitucional invocada e o relevo da matéria, se deva considerar superado o prazo razoável para a 
edição do ato legislativo necessário à efetividade da lei fundamental; vencido o tempo razoável, nem a inexistência de prazo 
constitucional para o adimplemento do dever de legislar, nem a pendência de projetos de lei tendentes a cumpri-lo podem 
descaracterizar a evidência da inconstitucionalidade da persistente omissão de legislar. Juros reais (CF, art.192, § 3º): 
passados quase cinco anos da Constituição e dada a inequívoca relevância da decisão constituinte paralisada pela falta da 
lei complementar necessária a sua eficácia, conforme já assentado pelo STF (ADI 4, DJ 25/06/93, Sanches), declara-se 
inconstitucional a persistente omissão legislativa a respeito, para que a supra o Congresso Nacional. Mandado de injunção: 
natureza mandamental (MI 107 QO, M. Alves, RTJ 133/11). Descabimento de fixação de prazo para o suprimento da omissão 
constitucional, quando, por não ser o estado o sujeito passivo do direito constitucional de exercício obstado pela ausência da 
norma regulamentadora (V.G, MI 283, Pertence, RTJ 135/882), não seja possível cominar conseqüências a sua continuidade 
após o termo final da dilação assinada.\u201d (MI 361, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 17/06/94). No mesmo sentido: MI 715, DJ 
04/03/05.
"Na marcha do delineamento pretoriano do instituto do Mandado de Injunção, assentou este Supremo Tribunal que \u2018a mera 
superação dos prazos constitucionalmente assinalados é bastante para qualificar, como omissão juridicamente relevante, a 
inércia estatal, apta a ensejar, como ordinário efeito conseqüencial, o reconhecimento, hic et nunc, de uma situação de 
inatividade inconstitucional.\u2019 (MI 543, voto do Ministro Celso de Mello, in DJ 24/05/2002). Logo, desnecessária a renovação 
de notificação ao órgão legislativo que, no caso, não apenas incidiu objetivamente na omissão do dever de legislar, passados 
quase quatorze anos da promulgação da regra que lhe criava tal obrigação, mas que, também, já foi anteriormente 
cientificado por esta Corte, como resultado da decisão de outros mandados de injunção. Neste mesmo precedente, acolheu 
esta Corte proposição do eminente Ministro Nelson Jobim, e assegurou \u2018aos impetrantes o imediato exercício do direito a 
esta indenização, nos termos do direito comum e assegurado pelo § 3º do art. 8º do ADCT, mediante ação de liquidação, 
independentemente de sentença de condenação, para a fixação do valor da indenização.\u2019 Reconhecimento da mora 
legislativa do Congresso Nacional em editar a norma prevista no parágrafo 3º do art. 8º do ADCT, assegurando-se, aos 
impetrantes, o exercício da ação de reparação patrimonial, nos termos do direito comum ou ordinário, sem prejuízo de que se 
venham, no futuro, a beneficiar de tudo quanto, na lei a ser editada, lhes possa ser mais favorável que o disposto na decisão 
judicial. O pleito deverá ser veiculado diretamente mediante ação de liquidação, dando-se como certos os fatos constitutivos 
do direito, limitada, portanto, a atividade judicial à fixação do quantum devido." (MI 562, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 20/06/03). 
No mesmo sentido: MI 284, DJ 26/06/92.
 
\u201cOcorrência, no caso, em face do disposto no artigo 59 do ADCT, de mora, por parte do Congresso, na regulamentação 
daquele preceito constitucional. Mandado de injunção conhecido, em parte, e, nessa parte, deferido para declarar-se o 
estado de mora em que se encontra o Congresso Nacional, a fim de que, no prazo de seis meses, adote ele as providências 
legislativas que se impõem para o cumprimento da obrigação de legislar decorrente do artigo 195, § 7º, da Constituição, sob 
pena de, vencido esse prazo sem que essa obrigação se cumpra, passar o requerente a gozar da imunidade requerida.\u201d (MI 
232, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 27/03/92)
 
"O STF admite \u2014 não obstante a natureza mandamental do mandado de injunção (MI 107-QO) \u2014 que, no pedido constitutivo 
ou condenatório, formulado pelo impetrante, mas, de atendimento impossível, se contém o pedido, de atendimento possível, 
de declaração de inconstitucionalidade da omissão normativa, com ciência ao órgão competente para que a supra (cf. 
Mandados de Injunção 168, 107 e 232)." (MI 283, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/11/91)
\u201cO mandado de injunção nem autoriza o Judiciário a suprir a omissão legislativa ou regulamentar, editando o ato normativo 
omitido, nem, menos ainda, lhe permite ordenar, de imediato, ato concreto de satisfação do direito reclamado: mas, no 
pedido, posto que de atendimento impossível, para que o Tribunal o faça, se contém o pedido de atendimento possível para 
a declaração de inconstitucionalidade da omissão normativa, com ciência ao órgão competente para que a supra.\u201d (MI 168, 
Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 20/04/90)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (74 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
\u201cEsta Corte, recentemente, ao julgar o Mandado de Injunção 188, decidiu por unanimidade que só tem legitimatio ad causam, 
em se tratando de mandado de injunção, quem pertença a categoria a que a Constituição Federal haja outorgado 
abstratamente um direito, cujo exercício esteja obstado por omissão com mora na regulamentação daquele. Em se tratando, 
como se trata, de servidores públicos militares, não lhes concedeu a Constituição Federal direito a estabilidade, cujo 
exercício dependa de regulamentação desse direito, mas, ao contrário, determinou que a lei disponha sobre a estabilidade 
dos servidores públicos militares, estabelecendo quais os requisitos que estes devem preencher para que adquiram tal 
direito.\u201d (MI 107, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 02/08/91)
 
\u201cSuposta provisoriamente a veracidade dos fatos alegados pelo autor, a existência \u2018em abstrato e em hipótese\u2019, do direito, 
afirmado como suporte da pretensão de mérito ou de relação jurídica prejudicial dele, ainda se comporta na questão 
preliminar da legitimação ativa para a causa: carece, pois, de legitimação ad causam, no mandado de injunção, aquele a 
quem, ainda que aceita provisoriamente a situação de fato alegada, a Constituição não outorgou o direito subjetivo cujo 
exercício se diz inviabilizado pela omissão de norma regulamentadora.\u201d (MI 188, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 22/02/91)
 
\u201cExistindo lei disciplinando a matéria constitucional (redução de imposto de renda a aposentados e pensionistas com mais de 
65 anos e renda constituída exclusivamente dos frutos do trabalho), não se justifica o ajuizamento de mandado de injunção, 
ação que pressupõe a ausência de norma que impeça o gozo de direitos ou prerrogativas instituídas pela Lei Maior.\u201d (MI 152-
AgR, Rel. Min. Célio Borja, DJ 20/04/90)
 
"Mandado de injunção. Impetração por Procuradoras da República, contra o Presidente da República, visando: 1. declaração 
de vacância do cargo de Procurador-Geral da República; 2. que o Presidente da República indique, ao Senado Federal, um 
nome de membro do Ministério Público Federal para se investir no cargo de Procurador-Geral da República, com observância 
do art. 128, § 1º, da Constituição Federal de 5/10/1988. Descabimento do mandado de injunção para tais fins. Interpretação 
do art. 5, inciso LXXI, da CF não se presta o mandado de injunção a declaração judicial de vacância de cargo, nem a 
compelir o Presidente da República a praticar ato administrativo, concreto e determinado, consistente na indicação, ao 
Senado Federal, de nome de membro do Ministério Público Federal, para ser investido no cargo de Procurador-Geral da 
República." (MI 14-QO, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 18/11/88)
 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data":
 
"Mandado de segurança. Habeas data. CF, art. 5º, LXIX e LXXII. Lei 9.507/97, art. 7º, I. O habeas data tem finalidade 
específica: assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos 
de dados de entidades governamentais ou de caráter público, ou para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo 
por processo