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DisciplinaDireito Constitucional III1.335 materiais11.888 seguidores
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meios que 
garantam a celeridade de sua tramitação.
 
"O excesso de prazo, mesmo tratando-se de delito hediondo (ou a este equiparado), não pode ser tolerado, impondo-se, ao 
poder judiciário, em obséquio aos princípios consagrados na Constituição da República, o imediato relaxamento da prisão 
cautelar do indiciado ou do réu. Nada pode justificar a permanência de uma pessoa na prisão, sem culpa formada, quando 
configurado excesso irrazoável no tempo de sua segregação cautelar (RTJ 137/287 - RTJ 157/633 - RTJ 180/262-264 - RTJ 
187/933-934), considerada a excepcionalidade de que se reveste, em nosso sistema jurídico, a prisão meramente processual 
do indiciado ou do réu, mesmo que se trate de crime hediondo ou de delito a este equiparado. O excesso de prazo, quando 
exclusivamente imputável ao aparelho judiciário \u2014 não derivando, portanto, de qualquer fato procrastinatório causalmente 
atribuível ao réu \u2014 traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, além de tornar evidente o 
desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer pessoa: o direito à resolução do 
litígio, sem dilações indevidas (CF, art. 5º, LXXVIII) e com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento constitucional, 
inclusive a de não sofrer o arbítrio da coerção estatal representado pela privação cautelar da liberdade por tempo irrazoável 
ou superior àquele estabelecido em lei. A duração prolongada, abusiva e irrazoável da prisão cautelar de alguém ofende, de 
modo frontal, o postulado da dignidade da pessoa humana, que representa \u2014 considerada a centralidade desse princípio 
essencial (CF, art. 1º, III) \u2014 significativo vetor interpretativo, verdadeiro valor-fonte que conforma e inspira todo o 
ordenamento constitucional vigente em nosso País e que traduz, de modo expressivo, um dos fundamentos em que se 
assenta, entre nós, a ordem republicana e democrática consagrada pelo sistema de direito constitucional positivo." (HC 
85.988-MC, Rel. Min. Celso De Mello, DJ 10/06/05)
 
\u201cO excesso de prazo, quando exclusivamente imputável ao aparelho judiciário - não derivando, portanto, de qualquer fato 
procrastinatório causalmente atribuível ao réu - traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, 
além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer 
pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas (CF, art. 5º, LXXVIII) e com todas as garantias reconhecidas 
pelo ordenamento constitucional, inclusive a de não sofrer o arbítrio da coerção estatal representado pela privação cautelar 
da liberdade por tempo irrazoável ou superior àquele estabelecido em lei.\u201d (HC 85.237, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 29/04/05)
 
"Mandado de injunção. Alegação (inconsistente) de inércia da União Federal na regulação normativa do direito à celeridade 
no julgamento dos processos, sem indevidas dilações (CF, art. 5º, inciso LXXVIII). Emenda constitucional nº 45/2004. 
Pressupostos constitucionais do mandado de injunção (RTJ 131/963 \u2014 RTJ 186/20-21). Direito subjetivo à legislação/dever 
estatal de legislar (RTJ 183/818-819). Necessidade de ocorrência de mora legislativa (RTJ 180/442). Critério de configuração 
do estado de inércia legiferante: superação excessiva de prazo razoável (RTJ 158/375). Situação inocorrente no caso em 
exame. Ausência de inertia agendi vel deliberandi do Congresso Nacional. \u2018Pacto de estado em favor de um Poder Judiciário 
mais rápido e republicano\u2019. O direito individual do cidadão ao julgamento dos litígios sem demora excessiva ou dilações 
indevidas: uma prerrogativa que deve ser preservada (RTJ 187/933-934). Doutrina. Projetos de lei já remetidos ao Congresso 
Nacional, objetivando a adoção dos meios necessários à implementação do inciso LXXVIII do art. 5º da constituição (EC nº 
45/2004). Conseqüente inviabilidade do presente mandado de injunção." (MI 715, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/03/05)
 
§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
 
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela 
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (79 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
"A Convenção 126 da OIT reforça a argüição de inconstitucionalidade: ainda quando não se queira comprometer o Tribunal 
com a tese da hierarquia constitucional dos tratados sobre direitos fundamentais ratificados antes da Constituição, o mínimo 
a conferir-lhe é o valor de poderoso reforço à interpretação do texto constitucional que sirva melhor à sua efetividade: não é 
de presumir, em Constituição tão ciosa da proteção dos direitos fundamentais quanto a nossa, a ruptura com as convenções 
internacionais que se inspiram na mesma preocupação." (ADI 1.675-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19/09/03)
 
"Prevalência da Constituição, no Direito brasileiro, sobre quaisquer convenções internacionais, incluídas as de proteção aos 
direitos humanos, que impede, no caso, a pretendida aplicação da norma do Pacto de São José: motivação. A Constituição 
do Brasil e as convenções internacionais de proteção aos direitos humanos: prevalência da Constituição que afasta a 
aplicabilidade das cláusulas convencionais antinômicas. (...) Assim como não o afirma em relação às leis, a Constituição não 
precisou dizer-se sobreposta aos tratados: a hierarquia está ínsita em preceitos inequívocos seus, como os que submetem a 
aprovação e a promulgação das convenções ao processo legislativo ditado pela Constituição e menos exigente que o das 
emendas a ela e aquele que, em conseqüência, explicitamente admite o controle da constitucionalidade dos tratados (CF, art. 
102, III, b). Alinhar-se ao consenso em torno da estatura infraconstitucional, na ordem positiva brasileira, dos tratados a ela 
incorporados, não implica assumir compromisso de logo com o entendimento - majoritário em recente decisão do STF 
(ADInMC 1.480) - que, mesmo em relação às convenções internacionais de proteção de direitos fundamentais, preserva a 
jurisprudência que a todos equipara hierarquicamente às leis ordinárias. Em relação ao ordenamento pátrio, de qualquer 
sorte, para dar a eficácia pretendida à cláusula do Pacto de São José, de garantia do duplo grau de jurisdição, não bastaria 
sequer lhe conceder o poder de aditar a Constituição, acrescentando-lhe limitação oponível à lei como é a tendência do 
relator: mais que isso, seria necessário emprestar à norma convencional força ab-rogante da Constituição mesma, quando 
não dinamitadoras do seu sistema, o que não é de admitir." (RHC 79.785, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 22/11/02)
 
"Subordinação normativa dos tratados internacionais à Constituição da República. (...) Controle de constitucionalidade de 
tratados internacionais no sistema jurídico brasileiro. (...) Paridade normativa entre atos internacionais e normas 
infraconstitucionais de direito interno. (...) Tratado internacional e reserva constitucional de lei complementar. (...) 
Legitimidade constitucional da convenção nº 158/OIT, desde que observada a interpretação conforme fixada pelo Supremo 
Tribunal Federal." (ADI 1.480-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 18/05/01)
 
§ 3º - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas 
constitucionais.
 
§ 4º - O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
 
 CAPÍTULO II - DOS DIREITOS SOCIAIS
 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
 
"Constitucional. Civil. Fiador: