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DisciplinaIntrodução ao Direito I86.499 materiais502.219 seguidores
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há mais de cinco anos do novo delito não configura reincidência ou maus antecedentes. Confirmação da privilegiadora do § 4º, do art. 33 da lei de drogas com redução pela metade. Alteração do regime inicial para o aberto. substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. 
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1. Câmara Criminal, Tribunal de JusA materialidade e a autoria do crime de tráfico de drogas está demonstrada na prova colhida nos autos. Depoimentos firmes e coerentes dos policiais militares que realizaram a prisão em flagrante delito. Eficácia probatória do depoimento dos policiais prestados em juízo. 2.Análise das circunstâncias judiciais insertas no artigo 59 do CP recomenda a fixação da pena-base no mínimo legal. Considerando que as penas dos crimes anteriores foram extintas nos anos de 2002 e 2003 e o fato ora julgado é de 2010, não há falar em reincidência ou maus antecedentes. 3.Preenchidos os requisitos do artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06, é impositivo o reconhecimento do tráfico privilegiado. 
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Natureza da droga apreendida (crack) e a quantidade (oitenta e três pedras) interferem no quantum de redução da pena, aplicada em metade. 4. Com relação ao regime inicial de cumprimento de pena, não é aplicável o disposto no art. 2º, §1º, da Lei 8.072, uma vez que foi adotado, em nosso ordenamento jurídico, o sistema legal de definição de crime hediondo. Não constando o delito de tráfico de drogas privilegiado no rol de crimes elencado pelo art. 1º da Lei 8.072, cabível a fixação do regime aberto, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade. 5. No tocante à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, revela-se inconstitucional a restrição prevista nos arts. 33, §4º, e 44, ambos da Lei 11.343/06, por violação ao direito fundamental à individualização da pena. 
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Preenchidos os requisitos do art. 44 do Código Penal, imperativa se mostra a substituição. NEGARAM PROVIMENTO AO APELO DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO DA DEFESA. (Apelação Crime Nº 70041483025, Terceira tiça do RS, Relator: Francesco Conti, Julgado em 25/08/2011)
              
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 b) A Substituição de Pena e a Violência Doméstica \u2013 ART.17, Lei n.11340/2006.
 
 Ementa: APELAÇÃO CRIME. lesões corporais leves. violência doméstica. testemunhas que apresentam versão coerente, uníssona, e corroborada pelo auto de exame de corpo de delito. materialidade e autoria comprovadas. condenação mantida. pena. substituição por multa. inviabilidade. artigo 17, da lei 11.340/06. apelo defensivo improvido. (Apelação Crime Nº 70041553934, Primeira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Newton Brasil de Leão, Julgado em 03/08/2011) 
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Casos concretos
Questão n. 1) Divino foi condenado definitivamente à pena privativa de liberdade de 1 ano de detenção, pela prática do delito previsto no art. 16 da Lei n.º 6.368/1976 (uso de substância entorpecente). Antes de se iniciar o cumprimento da pena, foi publicada a Lei n.º 11.343/2006 (nova lei de drogas), na qual não está prevista pena privativa de liberdade para condutas análogas à praticada por Divino, mas, tão somente, as medidas previstas no art. 28. Nessa situação hipotética, que argumento jurídico o(a) advogado(a) de Divino poderia utilizar para pleitear a aplicação da nova lei? Qual seria o juízo competente para decidir sobre a referida aplicação? Fundamente ambas as respostas. (Exame OAB CESPE - UnB. Prova Prático-Profissional. 2009.2 Questão 4).
 
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Acerca do tema, vide decisão proferida pelo Superior Tribunal de justiça em sede de Recurso Especial.
  \u201cA Turma deu provimento ao recurso para que o juízo da execução criminal substitua a pena privativa de liberdade imposta pela prática do crime do art. 16 da Lei n. 6.368/1976 pelas medidas previstas no art. 28 da Lei n.o 11.343/2006, nos termos do art. 27 da nova Lei de Tóxicos. Para a Min. Relatora, o art. 28 da Lei n.º 11.343/2006 deve retroagir para beneficiar o condenado pela prática do crime previsto no art. 16 da Lei n.º 6.368/1976, por ser a nova legislação mais benéfica (CP, art. 2.º, parágrafo único). Nos termos do art. 66, I, da LEP, bem como da Súm. n.º 611-STF, compete ao juízo da execução criminal, após o trânsito em julgado da condenação, aplicar lei penal mais benigna.(REsp 1.025.228-RS, Rel. Min. Laurita Vaz, 
 julgado em 6/11/2008). 
 
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 Questão n. 2) Adalberto,foi denunciado pelo Ministério Público pelo delito de lesões corporais leves (incurso no tipo penal previsto no art.129, caput, do Código Penal) perpetradas em face de Bernardo, seu vizinho, como restou claro no auto de exame de corpo de delito, sendo certo que as mesmas tiveram por elemento propulsor a discussão acerca de uma obra a ser realizada no muro divisório de suas casas. Cabe salientar que, em momento oportuno, foi proposta e aceita a transação penal com a respectiva aplicação imediata de pena restritiva de direitos, a saber: prestação de serviços à comunidade, entretanto, Adalberto quedou-se inerte no cumprimento da referida sanção penal, razão pela qual o parquet propôs a ação penal. 
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Diante dos fatos narrados, com base nos estudos realizados sobre o instituto da Transação Penal e seus consectários, responda, fundamentadamente, às questões formuladas:
a)    qual a natureza jurídica da sentença homologatória da transação penal?
b)     é possível a propositura da ação penal, pelo parquet, quando do descumprimento da sanção penal estabelecida na sentença homologatória de transação penal?
Decisão interessante foi proferida pelo Conselho Recursal dos Juizados Especiais Criminais do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o qual segue breve trecho:
           
 
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 \u201c(...)noutras palavras, o ideal parece ser a homologação da transação com cláusula de resolução, porém não há ilegalidade na decisão jurisdicional que condiciona a homologação ao cumprimento, já que a mesma possui o condão chancelador jurisdicional da legalidade da transação proposta e aceita.\u201d (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro,Apelação n. 2008.700.039872-8, Conselho Recursal, Rel. Ronaldo Leite Pedrosa, julgado em 31/10/2008).
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Ainda, cabe citar trecho decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça sobre o tema:
             A sentença homologatória da transação penal, por sua natureza, gera eficácia de coisa julgada formal e material, impedindo, mesmo ante o descumprimento do avençado pelo paciente, a instauração da ação penal. A decisão que determina o prosseguimento da ação penal e considera insubsistente a transação homologada configura constrangimento ilegal\u201d (Superior Tribunal de Justiça, HC, Quinta Turma, rel. Min. Jorge Scartezzini, julgado em 03/02/2004) 
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