PlanoDeAula_05-Arg-juridic
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DisciplinaArgumentação Jurídica1.153 materiais10.042 seguidores
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no futuro do pretérito e com função persuasiva. 
- Selecionar fatos, provas e indícios que se prestem à produção das hipóteses. 
Estrutura do Conteúdo 
1. Estrutura da hipótese causal 
1.1. Uso de conectores e tempo verbal adequados 
1.2. seleção de fatos que se prestem a esse \u19fpo de hipótese 
2. Estrutura da hipótese condicional 
2.1. Uso de conectores e tempo verbal adequados 
2.2. seleção de fatos que se prestem a esse \u19fpo de hipótese 
3. Diferenças estruturais e argumenta\u19fvas entre as hipóteses e os argumentos 
Aplicação Prática Teórica 
Hipóteses são raciocínios previamente construídos que poderão ser u\u19flizados no texto argumenta\u19fvo como estratégia persuasiva. Par\u19fndo de fatos comprovados, o 
argumentador \u19fra uma inferência. Há, assim, uma relação lógica entre as duas partes da hipótese. 
Para esclarecer como são produzidas essas hipóteses, conheça exemplos extraídos de Lições de Argumentação Jurídica: 
1) Já que somente o quarto da dona da casa havia sido vasculhado, o assalto teria sido planejado. 
2) Uma vez que Sueli afirmou que trouxera as joias para casa a fim de dividi-las com as filhas, o assaltante teria conhecimento da  atual localização das joias. 
3) Tendo em vista que o assaltante sabia o que desejava furtar, seria  alguém ín\u19fmo da família. 
4) Se houve  par\u19fcipação de um dos empregados da casa, deveria  o crime a ele imputado ser quali\ufb01cado pelo abuso de con\ufb01ança. 
Com  base nessas hipóteses, todas relacionadas pelo mesmo obje\u19fvo - provar que houve a par\u19fcipação, no furto, de alguém conhecido da família - o texto argumentativo 
será estruturado. Nele, as suposições se transformarão em a\ufb01rmações, isso é, em inferências das quais não se tem dúvida. Tais a\ufb01rmações  ainda deverão estar acompanhadas das 
jus\u19f\ufb01ca\u19fvas que representarão como se processou a conexão entre o fato, a prova, o indício e a conclusão, que se extraiu a par\u19fr dessa conexão. 
  
Questão 
Leia o caso concreto e produza pelo menos três hipóteses. 
CASO CONCRETO 
Em depoimento, testemunhas dizem que viram trava de brinquedo abrir 
Adolescente de 14 anos morreu após ser lançada de atração em parque de diversão 
Três das quatro testemunhas ouvidas pelo delegado \u19ftular da Polícia Civil de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, sobre o acidente no parque de 
diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, que matou uma adolescente de 14 anos, disseram ter visto a trava do brinquedo onde a ví\u19fma estava 
abrir antes da queda. A auxiliar de escritório Cá\u19fa Damasceno contou que o disposi\u19fvo de segurança do brinquedo abriu na descida. "No primeiro 'tranco' da 
descida, eu vi a trava do assento dela abrir. Só a trava dela abriu', conta a testemunha. "Depois disso, o corpo dela foi lançado para o chão", completou Cá\u19fa. A 
jovem caiu de bruços e chegou morta ao hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, com sinais de trauma\u19fsmo craniano. 
Além da auxiliar de escritório, o delegado de Vinhedo ouviu o marido dela e um outro casal. Álvaro Santucci Júnior disse que apenas o marido de Cá\u19fa 
Damasceno  relatou, em depoimento, não ter visto o momento exato da abertura da trava porque não estava olhando \ufb01xamente para o assento onde a 
adolescente estava. 
Os funcionários do parque que trabalhavam na atração só serão ouvidos pela Polícia Civil no início da próxima semana, de acordo com Álvaro Santucci 
Noventa Júnior, a pedido dos advogados do parque. O delegado acredita que a hipótese mais provável para o acidente tenha sido falha mecânica. Ele acompanhou 
o trabalho dos peritos no Hopi Hari e acredita que a menina caiu de uma altura entre 25 e 30 metros. 
A trava, segundo o delegado, deve ter aberto durante a frenagem do brinquedo. O equipamento, também conhecido como elevador, leva o visitante a 
69 metros de altura e, depois de um tranco, despenca a uma velocidade que pode chegar a 94 quilômetros por hora, segundo anunciado no site do parque. 
A assessoria de imprensa do parque de diversões informou que a queda aconteceu às 10h20min. A adolescente estava no parque acompanhada dos pais. 
Em nota, o Hopi Hari lamentou o incidente e informou que está prestando toda a assistência à família da ví\u19fma e apoiando os órgãos responsáveis na inves\u19fgação 
sobre as causas do acidente. A direção do parque decidiu encerrar as a\u19fvidades no começo da tarde desta sexta-feira, mas o local será reaberto neste sábado (25), 
das 10h às 19h. A atração La Tour Ei\ufb00el permanecerá fechada até que as causas do acidente sejam esclarecidas. 
  
Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo parque de diversões: 
COMUNICADO - O Hopi Hari informa que por volta das 10h20min de hoje houve um acidente envolvendo uma visitante de 14 anos que estava no 
brinquedo La Tour Eiffel. A visitante foi socorrida e levada para o Hospital Paulo Sacramento, na cidade de Jundiaí, aonde chegou em óbito. Após o acidente, o 
Parque decidiu encerrar as suas  a\u19fvidades do dia. Hopi Hari reabre amanhã, sábado, das 10h às 19h. A La Tour Ei\ufb00el permanecerá fechada até que as causas do 
acidente sejam esclarecidas. A perícia do brinquedo foi realizada pela Polícia Técnica, que vai inves\u19fgar as hipóteses do acidente. O parque lamenta profundamente 
o ocorrido e está prestando toda a assistência à família da ví\u19fma e apoiando os órgãos responsáveis na inves\u19fgação sobre as causas do acidente. 
(Disponível em: <http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/02/em-depoimento -testemunhas -dizem -que -viram-trava-de -brinquedo -abrir.html>. Acesso em: 25 fev. 2012). 
  
SE JULGAR CONVENIENTE, RECORRA ÀS FONTES: 
Art. 6º do CDC: São direitos básicos do consumidor: 
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por prá\u19fcas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; 
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especi\ufb01cação correta de quan\u19fdade, caracterís\u19fcas, composição, qualidade e 
preço, bem como sobre os riscos que apresentem; 
VI - a efe\u19fva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; 
Art. 14 do CDC: O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por 
defeitos  rela\u19fvos à prestação dos serviços, bem como por informações insu\ufb01cientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. 
§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre 
as quais: 
I - o modo de seu fornecimento; 
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam; 
III - a época em que foi fornecido. 
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. 
§ 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: 
I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; 
II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. 
§ 4° A responsabilidade pessoal dos pro\ufb01ssionais liberais será apurada mediante a veri\ufb01cação de culpa.  
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TEORIA E PRÁTICA DA ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA
Estácio de Sá Página 2 / 2