INSSDireitoPrevidenciarioCOMPLETO_2010
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6% quantos forem os anos que passarem da idade de 30 anos para homem e 25 para mulher. Ex.: homem de 31 anos, será 76% do salário de benefício;
aposentadoria integral: 100% do salário de benefício. 
A essa situação não se aplica o fator previdenciário, pois esses segurados já tinham direito adquirido, assim, aplica-se a legislação da época. 
2.2. Segurados que, quando a EC n. 20 entrou em vigor, já estavam vinculados à Previdência, mas não haviam implementado os requisitos para a aposentadoria
A esses segurados aplica-se a regra de transição, se não preferirem a regra nova (a opção é do segurado). 
2.2.1. Regra de transição
a) Aposentadoria proporcional
Homem: 30 anos de tempo de serviço + 53 anos de idade + período adicional de contribuição equivalente a 40% do tempo que faltava para a aposentadoria (tempo de serviço) no momento em que a EC n. 20 entrou em vigor. 
Mulher: 25 anos de tempo de serviço + 48 anos de idade + período adicional de contribuição equivalente a 40% do tempo que faltava para a aposentadoria (tempo de serviço) no momento em que a EC n. 20 entrou em vigor.
Exemplificando:
Segurada que, quando a EC n. 20 entrou em vigor, tinha 20 anos de tempo de serviço. Faltavam, portanto, 5 anos para se aposentar.
5 anos x 12 meses = 60 meses
40% dos 60 meses = 24 meses (período adicional de contribuição)
Assim, essa segurada terá que trabalhar mais 24 meses, além dos 5 anos que faltavam para requerer sua aposentadoria proporcional.	
b) Aposentadoria integral
Homem: 35 anos de tempo de serviço + 53 anos de idade + período adicional de contribuição equivalente a 20% do tempo que faltava para a aposentadoria (tempo de serviço) no momento que a EC n. 20 entrou em vigor. 
Mulher: 30 anos de tempo de serviço + 48 anos de idade + período adicional de contribuição equivalente a 20% do tempo que faltava para a aposentadoria (tempo de serviço), no momento que a EC n. 20 entrou em vigor.
 
Exemplificando:
Segurado homem que, quando a EC n. 20 entrou em vigor, tinha 25 anos de tempo de contribuição. Faltavam, portanto, 10 anos para se aposentar. 
10 anos x 12 meses = 120 meses 
20% dos 120 meses = 24 meses (período adicional de contribuição)
Ele terá que trabalhar mais 24 meses, além dos 10 anos, para requerer sua aposentadoria integral. 
Importante ressaltar que a EC n. 20 entrou em vigor em 15.12.1998. O salário de benefício desses segurados será: 
aposentadoria proporcional: 70% do salário de benefício; 
aposentadoria integral: 100% do salário de benefício.
Se os segurados que se encontram nessa situação preferirem a nova regra, enquadrar-se-ão na situação 2.3. 
2.3. Pessoas que ingressaram na Previdência após a entrada em vigor da EC n. 20, ou aqueles que se encontravam na situação anterior, mas fizeram opção pela regra nova (definitiva)
Regras definitivas:
não há mais aposentadoria proporcional, apenas a integral;
nesta nova aposentadoria, não há mais necessidade de idade mínima, bastando o tempo de contribuição e o de carência (ressalta-se que, no regime estatutário, além do tempo de contribuição, é exigida a idade mínima de 53 anos para o homem e 48 para a mulher);
tempo de contribuição: homem: 35 anos; mulher: 30 anos.
O tempo de serviço anterior à EC n. 20 é contado como tempo de contribuição.
3. APOSENTADORIA DO PROFESSOR
	Para o professor da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio, o tempo de contribuição exigido, desde que todo o tempo de contribuição seja de exercício efetivo do magistério, será de:
homem: 30 anos;
mulher: 25 anos.
O professor universitário e o diretor de escola foram excluídos desta regra. Caso o professor queira contar tempo de contribuição que não seja do magistério, cairá na aposentadoria comum.
4. CÁLCULO DO SALÁRIO DO BENEFÍCIO DA APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO \u2013 REGRA DEFINITIVA
	
O valor da aposentadoria por tempo de contribuição será de 100% do salário de benefício.
4.1. Cálculo do Salário de Benefício 
Devem-se utilizar 80% dos maiores salários de contribuição, compreendido entre o mês anterior ao requerimento do benefício e julho de 1994, somar, atualizar, dividir pelo número de salários-contribuições que foram utilizados e multiplicar pelo fator previdenciário (lembrando que o fator previdenciário será aplicado de forma progressiva). O resultado encontrado será o valor do salário de benefício.
A EC n. 20 estabeleceu que para calcular o valor da aposentadoria por tempo de contribuição, utilizando-se o fator previdenciário, deve-se acrescentar mais 5 anos ao tempo de contribuição da mulher; mais 5 anos ao tempo de contribuição do professor; mais 10 anos ao tempo de contribuição da professora. Assim, o fator previdenciário utilizado para o homem e para a mulher será o mesmo.
Ex.: mulher que contribuiu 30 anos utiliza na tabela do fator previdenciário o valor correspondente a 35 anos de contribuição.
Professor que contribuiu 30 anos utiliza na tabela do fator previdenciário o valor correspondente a 35 anos de contribuição.
5. APOSENTADORIA ESPECIAL
É um benefício concedido em razão do exercício, pelo segurado, de atividade considerada excessivamente gravosa, física ou mentalmente.
Ela será concedida aos 15, 20 ou 25 anos de tempo de serviço, dependendo do tipo de serviço exercido pelo segurado.
Quanto mais desgastante for a atividade, menor será o tempo de serviço necessário para aposentar-se.
No regulamento da Previdência, há um anexo (anexo IV, Decreto n. 3.048/99) que prevê o tipo de atividade e o número de anos que são necessários trabalhar para fazer jus à aposentadoria. O rol constante naquele anexo é exemplificativo. Exs.:
para quem trabalha em abertura de mina de subsolo, são necessários 15 anos de tempo de serviço para fazer jus à aposentadoria especial;
para o mineiro que trabalha na exploração de minérios em mina de subsolo, são necessários 20 anos de tempo de serviço para pleitear o benefício;
quem trabalha como segurança, motorista profissional, enfermeira, operador de raio X, com energia elétrica em alta voltagem tem direito à aposentadoria especial com 25 anos de tempo de serviço.
Atualmente, para fazer jus a essa aposentadoria, todo o tempo de serviço deve ser especial. Até 1997 podia ser feita a conversão de tempo de serviço simples em especial.
Outros requisitos necessários para essa aposentadoria, além do tempo de serviço da atividade, são:
condição de segurado;
carência de 180 contribuições; para o ano de 2001, a carência é de 120 contribuições (tabela do art. 142 da lei 8213/91).
O indivíduo, uma vez aposentado com esse benefício, não poderá voltar a trabalhar em atividade especial, sob pena de perder o benefício. Ele pode voltar a trabalhar em atividade comum.
O segurado pode requerer administrativamente ou judicialmente a condição de atividade especial.
A EC n. 20/98 diz que lei complementar estabelecerá quais as atividades consideradas especiais. Essa lei ainda não foi editada; atualmente, vale o Decreto n. 3.048/99 (anexo IV).
O tempo de férias, licença e auxílio-doença são considerados tempo de atividade especial.
Pode-se contar tempo de serviço especial de determinada atividade com tempo de serviço especial de atividade diversa. A lei traz uma tabela para fazer a conversão. Converte-se para o tempo de serviço especial que a pessoa exerceu por maior período.
Atualmente, não é possível converter tempo comum em tempo especial. É possível, porém, converter tempo de serviço especial em tempo de serviço comum, se a pessoa trabalhou até 28.05.1998.
5.1. Conversão de Tempo Especial em Comum
Requisitos:
é possível a conversão se a pessoa trabalhou até 28.05.1998;
para essa conversão, é preciso que a pessoa tenha trabalhado 20% do tempo necessário para aposentadoria especial.
Ex.: segurada, operadora de raio X. São necessários 25 anos de tempo de serviço para fazer jus à aposentadoria especial. Essa segurada precisa trabalhar no mínimo 05 anos (ou seja, 20% de 25 anos) nessa atividade para poder pleitear a conversão.
No exemplo acima, preenchidos