PREVIDENCI_RIO_CEJ_F_bioZambitte_2005
58 pág.

PREVIDENCI_RIO_CEJ_F_bioZambitte_2005


DisciplinaEletiva309 materiais537 seguidores
Pré-visualização46 páginas
o pequeno produtor sozinho tb será 2,1%.
Não é a toa que ele é chamado de segurado especial, porque ele tem um tratamento todo especial.
E é por este custeio errático é que, normalmente, o beneficio que é pago a ele é de 1 salário mínimo (cada um dos componentes do núcleo familiar terá direito a 1 salário mínimo).
Quem recolhe esses 2,1% normalmente é o adquirente dessa produção rural, e não ele. Mas há três exceções a essa regra:
1) segurado especial vende a sua produção direito no varejo a pessoa física; nesse caso quem tem que recolher é o pp segurado especial.
2) quando ele vende direto para o exterior; tb seria o segurado especial o responsável pelo pagamento. Para alguns, não haveria sequer contribuição nesta hipótese, porque há uma imunidade de contribuição sobre receita decorrente de exportação, o que é um tema controvertido.
3) quando o segurado especial vende sua produção para outro segurado especial. Por exemplo, ele esta vendendo alface pro vizinho que só planta tomate. Tb vai ser cobrado do pp segurado especial.
O feirante, em regra, é contribuinte individual, quando ele exerce atividade de feirante. Agora, se ele é um pequeno produtor que vem pra cidade e traz a produção só dele pra vender, ele será um segurado especial. O feirante não é produtor rural, ele compra e revende na feira.
 O beneficio do segurado especial, normalmente, é um salário mínimo, justamente porque não tem essa regularidade. Mas a Lei 9876 prevê algumas situações especificas, em que vc faria uma media sobre a contribuição mensal, mas que não é aplicada na prática.
06ªAula de Previdenciário, dia 25/01/2005: transcrição: Manuela Melo e Patrícia.
Contribuição da empresa sobre folha de salário e demais rendimentos do trabalho:
Custeio \u2013 Empresa ( art. 22 da Lei 8212/91):
20% sobre a remuneração paga, devida ou creditada a empregado e avulso.
Observa-se que o trabalhador contribui sobre o salário de contribuição, ou seja, entre o limite mínimo e máximo, enquanto que a empresa é sobre a remuneração, não possuindo limite máximo, ou seja, aquele empregado que ganha R$ 10.000,00 terá como base de contribuição R$ 2.508,72 que é o seu salário de contribuição, o qual possui limite máximo, já a empresa contribuirá por R$ 10.000,00, que é a remuneração.
 A lei fala em remuneração paga, devida ou creditada, assim, o fato gerador da contribuição patronal é definido, como sendo, crédito jurídico, uma vez que, sendo devida a remuneração já há incidência da contribuição, devendo ser paga. 
Por exemplo, o empregado trabalha o mês inteiro, e, na hora do pagamento do salário, o empregador não paga, porém, a contribuição previdenciária será devida, porque se a remuneração é devida, esta também o é, assim, a contribuição previdenciária tem que ser paga, devida ou creditada contabilmente. Obs. Essa questão costuma aparecer em prova.
20% sobre a remuneração paga ou creditada a contribuição individual.
Nota-se que a contribuição previdenciária do trabalhador individual, não é devida, pelo principio da intangibilidade salarial do empregado e do avulso. Ou seja, o empregado não pode abrir mão do seu salário nem que ele queira, para que se evite a coação do empregador, mas, o contribuinte individual pelo fato da sua contribuição previdenciária não ser fato gerador da contribuição previdenciária patronal, este pode abrir mão do seu salário. 
Qualquer empresa que contrata pessoa física, caso não seja uma entidade beneficente, irá pelo menos, pagar 20%, haja vista que pessoa física não pode ser diferente de empregado, avulso e contribuinte individual, independentemente de haver ou não vinculo empregatício, sendo estes 20% independente da contribuição do empregado, que deve ser pela empresa retida e repassada. 
Assim, suponhamos um trabalhador de uma empresa que receba R$ 1.000,00, sobre esta remuneração incidirá a contribuição da empresa que será de R$ 200,00 (20%), e, também a contribuição do trabalhador que deve ser retida pela empresa que é de 9%. O empregado receberá, desta forma, R$ 710,00, já que R$ 90,00 será retido pelo empregador.
Outro ponto importante é a empresa que contrata outra empresa, pessoa jurídica, em regra não há incidência de contribuição previdenciária, o art.195, I, \u201ca\u201d da CF, fala de contribuição da empresa sobre folha de salário e demais rendimentos para pessoa física ainda que sem vinculo empregatício, por isso, que muitas empresas só contratam pessoa jurídica para prestar serviço, depois veremos que há exceção.
SAT (Seguro de Acidente do Trabalho)- 1,2 ou 3% incide na remuneração de empregado e avulso.
Observa-se que o SAT, seguro de acidente do trabalho, incide 1, 2 ou 3% sobre a remuneração de empregado e avulso, então, além dos 20% a empresa paga mais 1 ou 2 ou 3% sobre a base (1); na verdade, a empresa pagará 21 ou 22 ou 23% sobre a remuneração do empregado e avulso. 
Porém, como não há incidência do SAT para contribuinte individual e empregado doméstico, estes, não têm direito a beneficio acidentário. Recebendo, em caso de acidente do trabalho, o beneficio comum, não havendo diferença no valor pago, a única diferença é que, os beneficiários acidentários têm direito a estabilidade de 12 meses quando retornar, não ocorrendo o mesmo com o empregado domestico e contribuinte individual.
O segurado especial também tem direito ao SAT, contudo, quem paga é ele mesmo, através do 0,1% a mais que paga.
A alíquota que incide sobre o SAT, podendo ser de 1, 2 ou 3% , vai depender do risco de acidente da empresa, alíquota baixa, 1%, média, 2% e alta, 3%. E, para determinar qual o nível de risco de acidente da empresa é necessário que a empresa determine qual a sua atividade preponderante, a fim de que, classifique-se a empresa com nível de risco de acidente em pequena, média e grande. Essa classificação se dá de acordo com a tabela da , por exemplo se a empresa realiza refino de petróleo o grau de risco é de 3%.
Além disso, a atividade preponderante da empresa é a atividade que ocupa maior número de segurados, empregados e avulsos, isto é, onde tem mais pessoas trabalhando, que é por empresa e não por estabelecimento.
Por exemplo, uma empresa tem três filiais com atividades diferentes, ou seja, é a mesma empresa, mas, com estabelecimentos diferentes, e, cada estabelecimento realiza uma atividade econômica diferente. Na filial do Rio de Janeiro tem 200 empregados e risco 2%, na de São Paulo tem 100 empregados com risco de 1% e, na filial do Rio Grande do Sul tem 300 empregados e risco de 3%, tendo um total de 600 empregados.
Dessa forma, como a atividade preponderante é a do Rio Grande do Sul, haja vista que esta filial tem o maior número de pessoas trabalhando, são 300 empregados e o risco é de 3%, o SAT da empresa será de 3% sob toda a folha de pagamento, ou seja, sobre os 600 empregados, incidindo uma alíquota de 23%. 
Entendimento Jurisprudencial sobre o SAT:
Principio da legalidade estrita em matéria tributária:
Observa-se que este princípio quer dizer que a definição da hipótese da incidência tributária tem que estar prevista em lei, não basta uma legalidade genérica, deve haver uma reserva legal mais rigorosa. A lei deve definir por completo a hipótese de incidência da obrigação tributária, deve definir o fato gerador, a base de cálculo, alíquota e contribuinte, a única coisa que pode ficar da lei são as exceções como o prazo de vencimento.
Em relação ao SAT, a lei 8212/91 não define o que é atividade preponderante, está apenas definido no Regulamento da Previdência Social, no seu art.202, não sendo a lei, por isso grande parte da doutrina considerava a cobrança do SAT inconstitucional por estar em desacordo ao principio da legalidade estrita. Mas, o STF entendeu que é constitucional a delegação, havendo um Decreto intra legem ou Decreto delegado, admitido em matéria mais complexa, uma vez que, o SAT produz um custeio mais complexo, sendo possível a delegação para o regulamento, que definiu o que é atividade preponderante. Ricardo Lobo Torres fala sobre o assunto, dizendo que os tributaristas