PREVIDENCI_RIO_CEJ_F_bioZambitte_2005
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PREVIDENCI_RIO_CEJ_F_bioZambitte_2005


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não teria mais o que executar. Então, por isso que nessa hipótese de parcelamento, seria necessária essa garantia. Mais cuidado, pois o judiciário entende de modo pacífico que isso é inconstitucional. A exigência dessa garantia para a emissão da certidão, quando o débito estiver parcelado.
	O que fala o STJ? O STJ, ele tem todos esses precedentes. O STJ fala o seguinte: Bom, qual é o efeito do parcelamento sobre a exigibilidade do crédito? Não é suspender? É. Então se o débito já está parcelado, isto significa dizer, que a exigibilidade do crédito já está suspensa. Então, tendo o parcelamento, a previdência, a receita previdenciária ou a receita federal, tem que conceder o que? A certidão positiva de débito com efeito de negativa, necessariamente, independentemente de garantia.
	O que o STJ fala, é que essa garantia poderia até ser exigida na melhor das hipóteses, quando do parcelamento. Se a previdência quisesse exigir garantias, que fizesse isso quando fosse deferir o parcelamento. Agora depois, não. O parcelamento uma vez deferido, já dá direito a CPD-EN. Então, cuidado, não obstante dessa previsão de garantia, da lei no regulamento, isso hoje praticamente não tem aplicação.
	Bom, a validade dessa certidão negativa hoje é noventa dias. Noventa dias, a validade da CND previdenciária, emitida pela receita previdenciária. E ela é fornecida em geral, por meio eletrônico, pela própria internet, ou seja, o interessado entra no site na previdência e pede a CND, que sai ali na hora, se estiver tudo certo. Imprimi no papel comum, lá na impressora dele. Com a validade de noventa dias.
	Um detalhe importante também é a GFIP. GFIP, que quer dizer guia de recolhimento do FGTS e informações da previdência social.
Essa GFIP é um documento que traz informações da previdência. Documento pelo meio do qual, a empresa relaciona todo mundo que trabalhou lá, e essas informações vão lá para o CNIS, que é aquele banco de dados da previdência ( cadastro nacional de informações sociais ). E essa banco de dados é o responsável pela concessão de benefícios previdenciários. Então, é muito importante que a empresa passe essa GFIP mensalmente de modo correto e sem erro. Por isso que existem várias multas para a empresa que não faz GFIP, ou faz errado.
E uma outra sanção secundária para a empresa que não faz GFIP, é que não tira a certidão negativa.
Essa GFIP também é interessante para a previdência, porque serve de instrumento para confissão de dívida. A empresa, por meio da GFIP, confessa o quanto deve para a previdência. E a previdência faz o que? Confronta com a GPS. Se a empresa diz que deve um milhão e só pagou oitocentos mil, o que faz a previdência? Pega a diferença e avisa: empresa pague! Não pagou, vai direto para a dívida ativa. Você não tem ai o trâmite administrativo de defesa/recurso. Ah! Isto está restringindo o direito de ampla defesa do sujeito passivo? Não, porque ele não vai se defender do que ele mesmo confessou. Então ele paga ou vai ser executado.
Por isso então, que a GFIP é de extrema relevância.
OBS: quem não recolhe a GFIP, não consegue tirar a CND ( certidão negativa de débito ).
Competência para julgamento das lides previdenciárias:
1ª instância Justiça Federal = juiz de direito
 ( cabendo eventual recurso para o 
			 TRF
OBS: mandado de segurança é sempre justiça estadual.
Na esfera judicial, quem decide matéria previdenciária? A regra para isso é que uma ação previdenciária qualquer, seja custeio referente à contribuição, tributo ou benefício, é que vá para a Justiça Federal. Primeira instância da justiça federal. 
Porque você tem ai no pólo passivo dessa ação, ou o INSS ou a União. Então, certamente vai para a justiça federal, sendo que um eventual recurso, vai para o TRF respectivo. Cabendo se for o caso um recurso especial para o STJ ou recurso extraordinário para o STF. Isso é a regra geral.
Mais agora o que interessa são as exceções:
Se o segurado reside em uma comarca do interior que não seja a sede de juízo federal ( art. 109, § 3º da CF ). Nessas hipóteses, o segurado ou o próprio INSS, podem entrar com a ação no juiz de direito, na justiça estadual.
Isso é de especial importância para o segurado em matéria de benefício, quando a previdência, por exemplo, não concedeu o benefício ou cancelou indevidamente e ele quer recorrer à via judicial. Ele precisa se dirigir a vara federal competente? Não. Ele pode entrar no juiz de direito, se na comarca onde ele reside não tem a vara federal.
Agora, um eventual recurso, sempre para o TRF. Essa prorrogação de competência é só para primeira instância.
Hoje o segurado pode entrar com a ação, tanto na justiça federal, quanto no juiz de direito, ou seja, justiça estadual. Entendimento pacífico do STF. O segurado escolhe, problema dele.
Se for até sessenta salários mínimos, o segurado pode entrar com a ação no juizado especial.
Agora, olha só, cuidado! Se for mandado de segurança, aí é sempre justiça federal, porque no mandado de segurança o que fixa a competência é a autoridade coatora.
Ação acidentária: ( rito sumário na justiça estadual ).
1ª instância 
Justiça Estadual = TE
	( cabendo eventual recurso para o 
TJ = Tribunal de Justiça
Cuidado também com matéria acidentária. Matéria acidentária, justiça estadual, juiz de direito, com eventual recurso para o TJ.
Se for ação acidentária do tipo em que a previdência não quer pagar a minha aposentadoria por invalidez por acidente de trabalho. Vai ter que ir para a justiça estadual. É competência da justiça estadual.
Funciona pelo rito sumário na justiça estadual.
Aula 11 01/02/05 - 1ª parte
Observa-se que no inicio do curso quando estudamos RGPS, falamos sobre os beneficiários, os quais são gêneros e definidos como pessoas físicas e naturais que fazem jus a prestação previdenciária, a qual pode ser um beneficio, quando tem conteúdo pecuniário como a aposentadoria, ou serviço, quando não tem conteúdo pecuniário, como a reabilitação profissional. 
Nesse ínterim, aproveitamos para falar do segurado, o qual contribui para a manutenção do sistema, e o dependente, que é aquele que tem direito a beneficio, porém não contribui. 
Vimos também que, a idéia da previdência é proteger o segurado e as pessoas que dependem economicamente destes. E que, o segurado pode ser obrigatório, em razão do exercício da atividade remunerada, o qual é a regra, ou facultativo, o qual entra na previdência porque quer, a partir dos 16 anos de idade, e não exercendo atividade remunerada.
Observa-se que os Dependentes, para efeitos previdenciários são as pessoas relacionadas no art.16 da Lei 8213/91: I - Cônjuge/ Companheiro, filho/ equiparado até 21 anos ou inválido; II - Pais; III - Irmãos até 21 anos ou inválidos. Equiparados a filho também temos os tutelados e enteados.
Cuidado com a questão do filho com idade até 21 anos que não mudou com o advento do novo Código Civil de 2002, uma vez que a Lei Previdenciária é norma especifica prevalecendo esta frente àquela, salvo causa de emancipação especifica, tais como: casar, colar grau em nível superior, passar em concurso público. Completando 21 anos o filho perde a qualidade de dependente, salvo se for inválido.
Se o filho está estudando após completar 21 anos de idade para efeitos previdenciários não é relevante, e sim para a receita federal, este não é mais dependente.
Os dependentes de classe superior excluem os dependentes de classe inferior, e os de mesma classe concorrem em igualdade de condição. 
Exemplo: imagina um aposentado de 60 anos que mora com a mãe que tem 95 anos de idade, o filho é solteiro até que se casa com a vizinha de 16 anos, passando a viver os três juntos. Após três meses de matrimônio o segurado vem a falecer por causas desconhecidas, neste caso a aposentadoria dele será revertida em pensão por morte. Pergunta-se: Quem leva a pensão por morte?
Resposta: A esposa de 16 anos, porque dependente preferencial exclui os outros dependentes, a mãe não