PREVIDENCI_RIO_CEJ_F_bioZambitte_2005
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PREVIDENCI_RIO_CEJ_F_bioZambitte_2005


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a uma determinada empresa. Mas o que qualifica o avulso, além do fato de não ter vínculo é a intermediação obrigatória do Sindicato ou Órgão Gestor de Mão-de-obra (OGMO). A palavra chave para trabalhador avulso é a intermediação. O Sindicato faz a intermediação do avulso terrestre (Ex.: quem descarrega caminhão), e o OGMO faz a intermediação do avulso portuário. 
OBS: Não confundir com trabalho temporário. Quando a intermediação for feita por empresa de trabalho temporário o indivíduo será empregado. No caso do trabalhador avulso o sindicato coloca a mão-de-obra na empresa tomadora de serviço.
Segurado Especial
É o pequeno produtor rural e o pescador artesanal que trabalham só ou com a família em regime de economia familiar.
 Pela CR/88 no artigo 195 § 8º está dito que o segurado especial é a aquele pequeno produtor ser empregados permanentes. A contrário senso, pode-se concluir que o segurado especial poderia ter empregados. Porém, a lei e o regulamento afirmam que o segurado especial não possui empregados, o que prevalece para efeitos de prova.
O segurado especial pode ter auxílio eventual de terceiros, desde que seja sem remuneração e sem subordinação.
Poderá ser segurado especial o grupo familiar. Nesse grupo a contribuição não é individualizada, ao contrário dos demais segurados. A contribuição é única e incide sobre a receita da comercialização da produção rural, independentemente do número de pessoas (marido, mulher, filhos maiores de 16 anos). Apesar de ser um grupo cada um receberá um salário mínimo da Previdência.
Contribuinte Individual
Profissionais Liberais, Médicos, Engenheiros, Dentistas, Advogados, Pipoqueiros, Pastores, Vendedores de Balas, ou seja, todo mundo que trabalha por conta própria. O sócio-gerente que abre uma padaria (LTDA). Não é sócio-gerente, mas trabalha na sociedade e recebe por conta disso. O sócio-cotista que não trabalha e só tira participação nos lucros não é contribuinte individual. 
FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO
Filiação: É o vínculo jurídico entre seguro e a previdência do qual decorre direitos e obrigações. A obrigação do Segurado é pagar a contribuição e o direito é receber eventualmente um Benefício. Este pacto se estabelece com a filiação (fonte geradora de direitos e obrigações). Essa filiação toma lugar com a atividade remunerada para os Segurados Obrigatórios. A filiação é automática. A fonte geradora dos direitos e obrigações é a filiação. A inscrição está levando ao conhecimento da previdência esta atividade. Por isso que o comum é primeiro ter a filiação e depois a inscrição dentro de um critério temporal.
Inscrição: É um ato formal. Ao se inscrever a pessoa estará dando publicidade ao seus próprios dados.
A Legislação prevê que o segurado é filiado e inscrito em cada atividade que ele exerce. Se a pessoa exerce mais de uma atividade ele é filiado e inscrito em cada uma dessas atividades, pagando em razão de uma delas o limite máximo.
SEGURADO FACULTATIVO
Ele não tem filiação automática porque não exerce atividade remunerada. Ele ingressa na previdência por ato de vontade, ele precisa primeiro demonstrar a intenção de ser segurado da Previdência se inscrevendo. Observe que no facultativo vem primeiro a inscrição que quando acompanhada do primeiro pagamento gera a filiação. Primeiro a inscrição e depois a filiação. Condição = pagamento.
Para ser facultativa não existe nenhum outro requisito além de não haver idade mínima para ingresso. Uma pessoa de 80 anos pode ingressar como segurado facultativo.
Quem é que tem que fazer a inscrição do segurado? No caso do empregado é a empresa e do avulso também. Agora, cuidado com o contribuinte individual, doméstico e segurado especial têm que fazer as suas próprias inscrições. Mas o empregador doméstico também pode fazer a inscrição do empregado doméstico.O individual a regra quem faz é ele mesmo, mas se a pessoa é um contribuinte individual que presta serviços à empresa e não está inscrito, quem fará sua inscrição será a empresa. Ex: CEJ contrata um chaveiro para consertar uma fechadura. Se esse individual que prestou serviço ao CEJ não está inscrito na Previdência cabe ao CEJ (empresa que contrata) fazer a sua inscrição (Lei 10666/03).
EMPRESA X EMPREGADOR DOMÉSTICO
Artigo 195, I a CR/88 e artigo 195, II CR/88.
EMPRESA =. Empresa, para fins previdenciários foge do Direito Empresarial, já que é titular de direitos e obrigações (ao contrário da sociedade). É qualquer entidade física ou jurídica que exerça alguma atividade, com ou sem fins lucrativos. Ex: entidade assistencial é empresa, sindicato, cooperativa, Poder Público, pipoqueiro que tem empregado. Sempre que se contrata um segurado para que ele desenvolva alguma atividade, vira empresa. Cuidado para não radicalizar. Se for uma mera prestação de serviços não é o caso.
EMPREGADOR DOMÉSTICO = É sempre uma pessoa física que tem empregado doméstico a seu serviço. Tem regras próprias. O empregador doméstico contribui em favor do empregado doméstico. O empregador doméstico é segurado obrigatório na Previdência Social? Não pelo fato de ser empregador, só se ele também trabalhar.
CUSTEIO
CUSTEIO DOS SEGURADOS:
I) Empregado, Avulso e Empregado Doméstico:
salário de contribuição:
1 s.m. a 752,62 ------------7,65%
752,63 a 780,00------------8,65%
780,01 a 1254,36-----------9,0%
1254,37 a 2508,72----------11,0%
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO = É a base de cálculo para se alcançar a contribuição do segurado. A base de cálculo é aferida a partir da remuneração do segurado. Na remuneração entra não só salário, mas também gorjetas, comissões e demais conquistas sociais como13°, hora extra, descanso semanal remunerado, etc. Por outro lado não entra no S.C. indenizações, nem ressarcimentos.
Ex: empregado que é demitido sem justa causa recebe de indenização os 40% sobre o deposito da conta vinculada do FGTS (esse valor não integra o s.c., o segurado não contribui). EX: vendedor trabalha com o próprio carro e recebe ressarcimento de combustível. Isso não tem natureza salarial, portanto não integra o s.c.
O salário de contribuição não é a mesma coisa que remuneração. A principal diferença são os limites do S.C. (mínimo = piso salarial da categoria ou salário mínimo; máximo = R$ 2508,72, que é corrigido todo ano no mesmo mês de correção dos benefícios previdenciários).
Se cair numa prova objetiva que o segurado empregado contribui a Previdência sobre a sua remuneração, está ERRADO, porque ele contribui a Previdência sobre o seu salário de contribuição.
A alíquota incide de forma não cumulativa (artigo 20 da Lei 8212). Imagina o empregado que ganha R$ 2000,00, ele paga a Previdência 11% sobre tudo.
Empregado e avulso, no artigo 33 §5 da Lei 8212/91 existe uma presunção absoluta que o desconto foi feito a época oportuna, porque quem recolhe a contribuição dos dois é a empresa e tem que repassar. Se não foi recolhido, o problema é da Previdência com o empregador. O empregado nunca é prejudicado pela falta de recolhimento. Se a pessoa provar que trabalhou como empregado a dez anos atrás, mas não teve recolhimento, esse tempo é computado porque o recolhimento dele é presumido. Não cabe prova em contrário.
Doméstico= quem faz o recolhimento do empregado doméstico é o empregador doméstico que tem que reter e repassara Previdência. Agora, se o empregador doméstico não faz isso, o empregado doméstico não tem ao seu favor a presunção de recolhimento. Ele tem que provar frente a Previdência quando da solicitação o recolhimento. A Lei 8213 diz que se o domestico provar que trabalhou leva o benefício de 1 salário mínimo. Quando conseguir comprovar o recolhimento, o benefício é calculado sobre a média.
Aula 04 - Dia 24.01.05
Continuação \u2013 salário de contribuição. Custeio.
Custeio relativo aos segurados. Vimos aquela tabela inicial referente a empregado avulso e domestico. Vimos que esses três pagam alíquotas variadas: 7,65%; 8,65%; 9% e 11%, que irão incidir sobre o salário de contribuição do segurado.
Salário de contribuição é uma base de calculo