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Banco Básico de Perfis Genéticos e Legislação Aplicada 
 
Unidade 2 
 
Olá Alunos e Alunas. Todos prontos para iniciar a segunda unidade deste nosso 
curso? 
Neste tópico abordaremos assuntos relacionados o início do uso dos bancos de 
perfis genéticos no Brasil e a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, a 
RIBPG. Além disso, estudaremos um pouco da Lei nº 12.654/2012, que trouxe um 
importante avanço para a investigação criminal ao prever a coleta de material 
biológico e o uso do perfil genético como forma de identificação criminal, bem 
como outros normativos aplicados aos bancos de perfis genéticos. 
Vamos lá? 
 
Como nós vimos anteriormente, o uso da genético no auxílio a investigações surge 
em 1984. Na época, o trabalho do Dr. Alec Jeffrey resultou na libertação de um 
homem injustamente condenado e na apreensão e condenação do verdadeiro 
perpetrador. 
A partir deste caso, o potencial investigativo do exame de DNA foi rapidamente 
reconhecido e adotado pelas forças policiais em todo o mundo. Nos últimos 30 
anos, segundo algumas estimativas, mais de 50 milhões de pessoas tiveram seu 
DNA testado durante investigações criminais. Tal medida assegurou as 
condenações de incontáveis criminosos, a exclusão de vários suspeitos inocentes e 
a anulação de erros judiciais. 
 
 
 
 
 
FUNCIONAMENTO DOS BANCOS DE DADOS DE PERFIS GENÉTICOS 
Existem no mundo diferentes tipos de bancos de dados relacionados a material 
genético. Então necessitamos conhecer as diferenças entre eles para melhor 
compreender do que se tratam os bancos estudados neste curso. 
Pelo seu conteúdo os bancos de dados podem ser subclassificados da seguinte 
maneira: 
• de identificação genética – sistemas informatizados que guardam perfis 
genéticos visando a identificação genética; 
• arquivos de amostras biológicas – guardam fisicamente, em sistemas de 
conservação adequado, amostras biológicas para fins de estudo, pesquisa 
e/ou conservação do patrimônio biológico; 
• arquivos de DNA – guardam fisicamente, em sistemas de conservação 
adequado, amostras de DNA extraído para fins de estudo, pesquisa e/ou 
conservação do patrimônio genético. 
Quando um banco é gerenciado por ferramentas informatizadas e contém apenas 
dados alfanuméricos (letras e números associados ao código de identificação de 
uma pessoa), ele é chamado de “banco de dados de perfis genéticos”. Estes são os 
bancos de dados estudados neste curso e abarcados pela legislação brasileira 
aplicada. 
Os dois últimos tipos de bancos (arquivos de amostras biológicas e arquivos de 
DNA) são também chamados de biobancos e não se tratam dos bancos que visam 
a identificação genética e estudados neste curso. 
 
OS BANCOS DE PERFIS GENÉTICOS PARA USO CRIMINAL 
Os bancos de dados de perfis genéticos para fins forenses criminais funcionam 
como mais uma ferramenta de investigação. Isto ocorre porque estes bancos 
contêm informações sobre os perfis genéticos procedentes de várias fontes, a 
exemplo de vestígios não identificados procedentes de locais de crime, vestígios 
biológicos coletados em vítimas e amostras de condenados e/ou de suspeitos. 
Assim sendo, esta ferramenta pode auxiliar tanto na indicação da autoria de um 
ato delituoso quanto para desvincular um suspeito ao crime. 
O banco nada mais é que um gerenciador de dados de perfis genéticos que 
possibilita a busca e o confronto automatizados. Deste modo, ao invés de se 
realizar a comparação manual dos perfis genéticos, o que seria humanamente 
impossível para uma grande quantidade de dados, utiliza-se de softwares de busca 
que permitem essa comparação automática. 
Os bancos de dados de perfis genéticos têm ajudado investigações na elucidação 
de crimes ao relacionar diferentes delitos cometidos pelo mesmo indivíduo em 
todo o mundo. Por meio desta tecnologia, é possível auxiliar a investigação criminal 
com a indicação de crimes em série, crimes sem suspeito, crimes antigos, crimes 
interestaduais e até mesmo crimes internacionais. 
Dentro de um banco de perfis genéticos para uso criminal existem dois 
repositórios: 
1. o banco de vestígios composto por amostras coletadas em locais de crime, 
por peritos; 
2. o banco de referência composto por perfis genéticos de indivíduos que estão 
ali cadastrados criminalmente, seja por determinação legal ou judicial. 
 
Figura. Vestígios encontrados em diferentes locais de crime são confrontados entre si, 
assim como são comparados com o banco de referências visando a indicação de autoria 
do delito. 
 
Quando os bancos de dados apontam para uma relação entre perfis genéticos (seja 
vestígio-vestígio ou vestígio-referência) tal coincidência é muitas vezes 
denominada match (do inglês “coincidir”). 
A coincidência entre vestígio e referência de um indivíduo cadastrado 
criminalmente, seja condenado ou suspeito, indica uma possível autoria para o 
crime em questão. Já a coincidência de perfis genéticos oriundos de vestígios de 
diferentes locais de crimes também tem importância pois indica que se trata de um 
criminoso em série e, assim, diferentes equipes de investigação podem trocar 
informações para auxílio mútuo na busca do autor do crime. 
Resumidamente, os bancos de dados de perfis genéticos para fins forenses 
criminais constituem-se de repositórios de perfis genéticos, os quais não revelam 
qualquer característica física ou comportamental do indivíduo, servindo apenas 
como ferramenta auxiliar à investigação e à justiça na identificação e 
individualização. 
 
A GENÉTICA FORENSE NO BRASIL 
Os primeiros diplomas legais em relação a bancos perfis genéticos no Brasil 
surgiram com a Lei nº 12.654/2012, posteriormente regulamentada pelo Decreto 
nº 7.950/2013. A recenticidade destes normativos pode dar a falsa impressão de 
que se trata de uma inovação. Entretanto, essa história precede alguns anos de 
esforços e inovações no sistema técnico-científico no Brasil, que trouxe a 
ferramenta de Banco de Perfis Genéticos para o sistema brasileiro. 
No Brasil o exame de DNA ganha mais visibilidade nos anos 2000 quando 
investigações de grande repercussão, como os casos envolvendo a cantora Gloria 
Trevi e do menino Pedrinho, foram solucionados com o auxílio de exames de DNA. 
 
Figura – Casos da cantora Gloria Trevi e do menino Pedrinho, onde exames de DNA foram 
essenciais para a elucidação. 
 
No início dos anos 2000, existiam poucos laboratórios de genética forense no Brasil. 
Eram apenas sete laboratórios oficiais de genética forense em funcionamento, no 
Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, São Paulo e 
Rio Grande do Sul. 
 
Figura – Laboratórios de genética forense em funcionamento no Brasil em 2003. 
 
Devido ao fato do exame de DNA ser um exame comparativo e de não existir na 
época bancos de perfis genéticos, estes laboratórios processavam apenas casos 
fechados que são aqueles em que as investigações indicavam a existência de 
suspeitos e destes eram coletadas amostras biológicas. Também, por não existirem 
bancos de dados, os laboratórios não intercambiavam rotineiramente dados entre 
si, o que dificultava o esclarecimento de crimes interestaduais. Nota-se, portanto, 
que o uso da genética forense tinha uma atuação bem limitada no país a época. 
Em 2002, o Governo Federal aprovou uma política de implantação de bancos de 
dados de perfis genéticos para fins criminais no Brasil. 
 
Figura – Projeto Segurança Pública para o Brasil (Plano Nacional de Segurança Pública). Brasília, 
2002. 
A partir de então, se iniciaram investimentos em três frentes principais: 
1. Formação de massa crítica - nessa época existiam poucos peritos oficiais 
capacitados em genética forense; 
2. Infraestrutura - o parque tecnológico era muito tímido e muitos Estados 
sequer tinham laboratórios; 
3. Legislação aplicada à área - não adiantaria investir pesadamente no aumento 
da capacidade operativa dos laboratórios,se não se olhasse também a parte 
dos bancos de referência, o banco de padrão com os quais os vestígios 
precisam ser comparados. 
Em 2005, foi publicado pela SENASP o documento “Padronização de exames de 
DNA em perícias criminais” o qual dispunha de variados temas como qualificação 
técnica dos peritos; procedimentos de coleta; uso de regiões não codificantes do 
DNA (STR); exames de proficiência e; apresentação de resultados. 
Isto significa dizer que existia uma preocupação na época em se padronizar o uso 
da tecnologia no país. 
Mas para quê? 
Para que todos trabalhassem da mesma forma e falassem a mesma linguagem. 
Desta forma, no futuro próximo seria possível o intercâmbio de perfis genéticos 
através de uma rede de bancos de dados. 
Em 2009, o Brasil opta por utilizar a tecnologia de banco de perfis genéticos 
distribuída gratuitamente pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) conhecida 
também como CODIS (Combined DNA Index System). Por meio de um Termo de 
Compromisso (Letter of Agreement) entre o FBI e a Polícia Federal foi firmado o 
acordo que possibilitou o uso do CODIS por todos os estados partícipes da RIBPG. 
 
Figura – Assinatura do Letter of Agreement entre o FBI e a Polícia Federal (2009) 
Em dezembro de 2020, 295 laboratórios de genética forense em 59 países utilizam 
o programa CODIS para gerenciamento de bancos de perfis genéticos. Destes, 189 
laboratórios estão localizados nos Estados Unidos e 22 no Brasil. 
 
Figura – Países que utilizam o software CODIS para gerenciamento de banco de perfis genéticos 
além dos Estados Unidos da América. 
 
Paralelamente, no início da década de 2010, vários esforços foram realizados junto 
ao Poder Legislativo visando a normatização do uso de perfis genéticos de 
referências em bancos de dados para comparação com perfis provenientes de 
vestígios. 
A sensibilização do poder Legislativo levou à promulgação da Lei 12.654 em 28 de 
maio de 2012, a qual altera as Leis 12.037/2009 e 7.210/1984, ao prever a coleta 
de perfil genético como forma de identificação criminal tanto para investigados 
quanto para condenados, respectivamente. Esta Lei possui um papel importante 
tanto para a verificação do cometimento de outros crimes pelo indivíduo 
cadastrado criminalmente, bem como na coibição da reincidência em ações 
delituosas pela diminuição do sentimento de impunidade. 
 
 
 
 
REALIDADE BRASILEIRA 
O BRASIL POSSUI BANCOS DE DADOS DE PERFIS GENÉTICOS? 
A resposta é SIM! 
No Brasil, os bancos de perfis genéticos começaram a ser utilizados de forma 
integrada em 2010, sendo alimentados com perfis genéticos de vestígios, que não 
dependiam de lei específica. Mas foi com a aprovação da Lei nº 12.654/2012 e com 
a regulamentação do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) e da Rede 
Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), por meio do Decreto nº 
7.950/2013, que este sistema passou a operar de forma mais consistente. 
A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) surgiu da iniciativa 
conjunta do Ministério da Justiça e das Secretarias de Segurança Pública Estaduais 
tendo por objetivo propiciar o intercâmbio de perfis genéticos de interesse da 
Justiça, obtidos em laboratórios de perícia oficial. 
 Concebida em 2009, prevendo a adesão das diversas Unidades da Federação por 
meio de Acordos de Cooperação Técnica, a RIBPG foi formalizada por meio do 
Decreto nº 7.950, de 12 de março de 2013, visando subsidiar a apuração criminal. 
Os perfis genéticos gerados pelos laboratórios da RIBPG e que atendem aos 
critérios de admissibilidade previstos no Manual de Procedimentos Operacionais 
são enviados rotineiramente ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Neste 
banco de dados são feitos os confrontos de forma nacional com perfis gerados 
pelos 22 laboratórios de genética forense que compõem a RIBPG, bem como perfis 
encaminhados de outros países por meio da Interpol (International Criminal Police 
Organization). 
 
 
Figura – Representação do Banco Nacional, Bancos Estaduais, Banco Distrital e Banco Federal de Perfis Genéticos que integravam a 
RIBPG até agosto/2021. 
 
 
 
MS 
CE 
PB 
PA 
DF 
MT 
RS 
MG 
SP PR 
SC ES 
RJ 
BNPG 
AP 
AM MA 
PE 
BA 
PF GO 
RO 
AL 
Os perfis genéticos de amostras deixadas pelos infratores nos locais de crime ou 
vítimas, os vestígios, independentemente de existir suspeito, são inseridos nos 
bancos estaduais, distrital e da Polícia Federal para serem comparados com outros 
perfis de vestígios. Também são inseridos perfis de amostras de referências, seja 
de suspeitos ou de condenados, coletadas de acordo com a previsão legal ou 
decisão judicial. 
Para ser útil na apuração criminal, a RIBPG depende da devida inserção de perfis 
genéticos dos vestígios biológicos sejam eles oriundos de casos com ou sem 
suspeitos. Esses vestígios, além de serem confrontados entre si, o que já permite a 
detecção de crimes seriais, podem ter sua origem identificada por meio do 
confronto com os perfis genéticos dos indivíduos cadastrados criminalmente. 
Perfis genéticos de indivíduos cadastrados criminalmente são incluídos em bancos 
de perfis genéticos brasileiros nas seguintes situações: 
1. Obrigatoriamente, nos casos de condenados por crime doloso praticado com 
violência grave contra a pessoa, bem como por crime contra a vida, contra a 
liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável (art. 9ºA da Lei nº 
7210/1984); 
2. Identificação criminal, por meio de autorização judicial, seja de ofício ou 
mediante solicitação da autoridade policial ou do Ministério Público ou da defesa 
(art. 5º da Lei 12.037/2009); 
3. Decisão judicial nas quais a pessoa relacionada não se enquadra nas categorias 
condenados nem identificados criminalmente; 
4. Indivíduos falecidos nas situações dispostas na Resolução n° 11 do Comitê Gestor 
da RIBPG, mediante solicitação da autoridade policial ou por determinação judicial. 
Outra finalidade da RIBPG é a identificação de pessoas desaparecidas. Para isso, a 
identificação ocorre mediante a alimentação sistemática dos perfis genéticos de 
quatro tipos diferentes de amostras biológicas: restos mortais não identificados, 
pessoas de identidade desconhecida, referências diretas de desaparecidos e 
familiares de pessoas desaparecidas. Estas quatro categorias são confrontadas 
periodicamente para verificação de eventual identificação ou vínculo genético 
entre as mesmas. Importante ressaltar que perfis genéticos destinados à 
identificação de pessoas desaparecidas não são confrontados com aqueles perfis 
relacionados à esfera criminal, sejam vestígios ou indivíduos cadastrados 
criminalmente. 
 
O DECRETO Nº 7.950/2013 
A Lei n° 12.654/2012 prevê que os perfis genéticos serão armazenados em banco 
de dados conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. Este 
normativo é o Decreto n° 7.950/2013. 
O Decreto nº 7.950/2013 instituiu no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança 
Pública o Banco Nacional de Perfis Genéticos – BNPG e a Rede Integrada de Bancos 
de Perfis Genéticos – RIBPG. 
 
Figura: Ementa do Decreto n° 7.950/2013 
O referido Decreto possui alguns pontos relevantes: 
• Formaliza a Rede Nacional de Genética Forense, dando-lhe o nome formal 
de Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos – RIBPG; 
• Cria o Banco Nacional de Perfis Genéticos com o objetivo de armazenar 
dados de perfis genéticos coletados para subsidiar ações destinadas à 
apuração de crimes; 
• Institui um Comitê Gestor da RIBPG, para coordenação das ações e 
integração dos dados; 
• Constitui uma Secretaria-Executiva do Comitê Gestor; 
• Estabelece duas comissões permanentes para subsidiar o Comitê-Gestor 
(Qualidade e Interpretação e Estatística), bem como a possibilidade instituir 
grupos de trabalhos para auxílio em temas específicos; 
• Define auditorias periódicas à RIBPG para averiguar se suas atividades estão 
conformes;• Determina que o Comitê Gestor publicará relatórios semestrais no sítio 
eletrônico do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 
 
COMITÊ GESTOR DA RIBPG 
A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos conta com um Comitê Gestor, com 
a finalidade de promover a coordenação das ações dos órgãos gerenciadores de 
banco de dados de perfis genéticos e a integração dos dados nos âmbitos da União, 
dos Estados e do Distrito Federal. 
O Comitê é composto por representantes titulares e suplentes, indicados da 
seguinte forma: 
I - cinco representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública; 
II - um representante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; 
e 
III - cinco representantes dos Estados ou do Distrito Federal, um de cada região 
geográfica, sendo estes peritos oficiais de natureza criminal, administradores dos 
respectivos bancos de perfis genéticos. 
Além dos membros, são convidados para participar das reuniões, sem direito a 
voto, um representante de cada um dos seguintes órgãos: Ministério Público, 
Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil e Comissão Nacional de Ética 
em Pesquisa. O convite aos mesmos é realizado anualmente pela Coordenação do 
CG-RIBPG e a indicação dos participantes é feita por ofício dos respectivos gestores 
das instituições convidadas. 
Como se pode observar, o Comitê Gestor da RIBPG foi projetado para ter a 
representação dos principais entes interessados no assunto. A nomeação dos 
membros é realizada por Portaria do Ministro da Justiça e Segurança Pública, 
publicada no Diário Oficial da União. 
 
 
 
Figura – Composição do Comitê Gestor da RIBPG 
O mandato dos membros do Comitê Gestor é de dois anos, permitida uma única 
recondução por igual período. Vale ressaltar que, segundo o estabelecido pelo 
Decreto n° 7.950/2013, o Comitê Gestor da RIBPG é coordenado por Peritos 
Criminais Federais habilitados e com experiência comprovada em genética, 
nomeados pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, sendo um titular e um 
suplente. Estes mesmos peritos são os Administradores do Banco Nacional de 
Perfis Genéticos. 
O Comitê Gestor da RIBPG se reúne, em caráter ordinário, bimestralmente para 
discutir os assuntos referentes à RIBPG e acompanhar a sua evolução. 
As principais competências deste colegiado são: 
I - promover a padronização de procedimentos e técnicas de coleta, de análise de 
material genético, e de inclusão, armazenamento e manutenção dos perfis 
genéticos nos bancos de dados que compõem a Rede Integrada de Perfis 
Genéticos; 
II - definir medidas e padrões que assegurem o respeito aos direitos e garantias 
individuais nos procedimentos de coleta, de análise e de inclusão, armazenamento 
e manutenção dos perfis genéticos nos bancos de dados; 
III - definir medidas de segurança para garantir a confiabilidade e o sigilo dos dados; 
IV - definir os requisitos técnicos para a realização das auditorias no Banco Nacional 
de Perfis Genéticos e na Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos; e 
V - elaborar seu regimento interno, o qual será aprovado por maioria absoluta de 
seus membros. 
O Comitê Gestor, ao longo dos anos, publicou diversas resoluções relacionadas ao 
regimento interno, manual operacional, requisitos para realização de auditorias, 
procedimentos de análises estatísticas e interpretação dos resultados, coleta de 
amostra de indivíduos cadastrados criminalmente, dentre outros. Estas resoluções 
são públicas e podem ser acessadas no endereço eletrônico 
https://www.justica.gov.br/sua-seguranca/seguranca-publica/ribpg/resolucoes. 
Concluindo, registra-se que na esteira do proposto para utilização de bancos de 
perfis genéticos como ferramenta auxiliar a investigações e justiça, o Comitê Gestor 
da RIBPG, em parceria com a Polícia Federal (PF), a Secretaria Nacional de 
Segurança Pública (SENASP) e as Secretarias de Segurança Pública dos Estados (ou 
equivalentes), tem executado projetos com o propósito de atender às metas de 
processamento de vestígios biológicos armazenados e também de incremento no 
quantitativo de indivíduos cadastrados em bancos de dados sigilosos (nacional). 
Outros projetos focam na utilização da genética forense para a identificação de 
pessoas desaparecidas, sempre focando nas medidas e padrões definidos e 
assegurando o respeito aos direitos e garantias individuais nos procedimentos de 
coleta, análise, inclusão, armazenamento e manutenção dos perfis genéticos 
inseridos. 
https://www.justica.gov.br/sua-seguranca/seguranca-publica/ribpg/resolucoes
 
 
 
LEGISLAÇÃO APLICADA 
A Lei nº 12.654/2012 trouxe um importante avanço para a investigação criminal, 
prevendo a coleta de material biológico e o uso do perfil genético como forma de 
identificação criminal, ajustando a legislação brasileira ao que de mais moderno 
existe na atualidade. Sem dúvidas, o avanço da tecnologia e seu uso bem 
fundamentado agregam robustez ao processo penal, servindo não só para basear 
sentenças condenatórias, mas também para inocentar indivíduos injustamente 
acusados. 
 
Figura: Ementa da Lei 12.654/2012 
A Lei n° 12.654/2012 alterou outros dois dispositivos legais: a Lei n° 12.037/2009 
(Lei de Identificação Criminal) e a Lei n° 7.210/1984 (Lei de Execução Penal – LEP). 
Posteriormente, ambas as leis foram novamente alteradas pela Lei nº 13.964/2019, 
conhecida como Lei Anticrime. 
 
IDENTIFICADOS CRIMINALMENTE 
No que concerne à Lei n° 12.037/2009, foi incluída a possibilidade de identificação 
criminal por meio do perfil genético mediante autorização judicial. Com a 
alteração, o art. 5º da Lei nº 12.037 passou a vigorar acrescido do seguinte 
parágrafo único: 
 
“Art. 5° ....................................................................... 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso IV do art. 3o, a identificação criminal 
poderá incluir a coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético.” 
(NR) 
 
Além disso, tal dispositivo legal passou a vigorar acrescido dos seguintes artigos: 
 
“Art. 5°-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser 
armazenados em banco de dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade 
oficial de perícia criminal. 
§ 1° As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos 
não poderão revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto 
determinação genética de gênero, consoante as normas constitucionais e 
internacionais sobre direitos humanos, genoma humano e dados genéticos. 
§ 2° Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter 
sigiloso, respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou 
promover sua utilização para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão 
judicial. 
§ 3° As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão 
ser consignadas em laudo pericial firmado por perito oficial devidamente 
habilitado. 
(...) 
Art. 7º-A. A exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá: 
I - no caso de absolvição do acusado; ou 
II - no caso de condenação do acusado, mediante requerimento, após decorridos 
20 (vinte) anos do cumprimento da pena. “ 
 
As modificações na Lei nº 12.037/2009, introduzidas a partir das Leis 12.654/2012 
e 13.964/2019, têm gerado importante impacto no processo penal ainda na fase 
de investigação, principalmente em se tratando de indivíduos suspeitos de 
participação em organizações criminosas. 
Mas como isso se dá? 
Quando existem suspeitos de um crime, é muito comum em uma investigação a 
coleta de material biológico de referência do investigado e o pedido de comparação 
de seu perfil genético com eventuais perfis encontrados no local de crime e/ou 
coletado do corpo da vítima. Tal situação é conhecida como caso fechado e 
geralmente traz uma resposta rápida e eficiente na elucidação do crime sob 
investigação. 
Então, o que mudou coma promulgação da Lei 12.654/2012? 
Com o advento desta Lei, possibilitou-se a inserção do perfil genético do indivíduo 
investigado criminalmente nos bancos de perfis genéticos, algo antes impossível 
juridicamente. Deste modo, o perfil genético do investigado é confrontado não 
apenas dentro do caso sob investigação, mas também com diversos outros casos 
cujos perfis relacionados estão nos bancos de dados de perfis genéticos de todo o 
país. Assim sendo, é possível correlacionar o investigado com outros delitos, 
vinculando-o a outros crimes ainda sem solução. Existem também situações em 
que o suspeito não consegue ser vinculado geneticamente ao crime sob 
investigação, entretanto, ao ser inserido nos bancos de dados, há a vinculação 
deste mesmo indivíduo a outros crimes, o que justifica a manutenção de sua prisão. 
E como se aplica esta Lei? 
A Lei de Identificação Criminal, Lei nº 12.037/2009, determina que “embora 
apresentado documento de identificação, poderá ocorrer identificação criminal 
quando (…) a identificação criminal for essencial às investigações policiais (...)” 
(inciso IV do art. 3º). 
Neste caso, o parágrafo único do art. 5º estabelece que a “a identificação 
criminal poderá incluir a coleta de material biológico para a obtenção do perfil 
genético.” Para isso, faz-se necessário “(...)despacho da autoridade judiciária 
competente, que decidirá de ofício ou mediante representação da autoridade 
policial, do Ministério Público ou da defesa” (inciso IV do art. 3º). 
 A coleta do material biológico do investigado e a inserção de seu perfil 
genético em bancos de dados, mediante autorização judicial, possibilita o 
cruzamento do perfil genético do suspeito com outros casos sob investigação seja 
das Polícias Civis ou Polícia Federal, tanto por meio dos Bancos de Perfis Genéticos 
locais quanto pelo Banco Nacional de Perfis Genéticos. Desta forma, amplia-se 
sobremaneira a capacidade de solução de crimes em todo o Brasil, além de ser uma 
importante ferramenta de integração das forças de segurança pública. 
 
CONDENADOS 
No que se refere à Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais - LEP), a Lei n° 
12.654/2012 e, posteriormente, a Lei n° 13.964/2019 trouxeram a obrigação da 
identificação dos perfis genéticos dos condenados por crime doloso praticado com 
violência grave contra a pessoa, bem como por crime contra a vida, contra a 
liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável. 
Com a alteração pelas Leis 12.654/2012 e 13.964/2019, a Lei de Execução Penal 
passou a vigorar acrescida do artigo 9º-A: 
Art. 9º-A. O condenado por crime doloso praticado com violência grave contra a 
pessoa, bem como por crime contra a vida, contra a liberdade sexual ou por crime 
sexual contra vulnerável, será submetido, obrigatoriamente, à identificação do 
perfil genético, mediante extração de DNA (ácido desoxirribonucleico), por 
técnica adequada e indolor, por ocasião do ingresso no estabelecimento 
prisional. 
Portanto, conforme preconiza a legislação vigente, a coleta de material biológico 
deverá ocorrer, OBRIGATORIAMENTE, em todos os condenados por determinados 
crimes, conforme previsto na legislação brasileira. 
 
O artigo 9º-A da LEP traz ainda algumas medidas legais que regem o assunto em 
especial visando a garantia da privacidade e do princípio ao contraditório. 
§ 1º A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados 
sigiloso, conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. 
§ 1º-A. A regulamentação deverá fazer constar garantias mínimas de proteção de 
dados genéticos, observando as melhores práticas da genética forense. 
§ 2º A autoridade policial, federal ou estadual, poderá requerer ao juiz 
competente, no caso de inquérito instaurado, o acesso ao banco de dados de 
identificação de perfil genético. 
§ 3º Deve ser viabilizado ao titular de dados genéticos o acesso aos seus dados 
constantes nos bancos de perfis genéticos, bem como a todos os documentos da 
cadeia de custódia que gerou esse dado, de maneira que possa ser contraditado 
pela defesa. 
 
 Mas em que momento tal amostra biológica deve ser coletada dos 
condenados? 
O art. 9ºA da Lei nº 7210/1984, Lei de Execuções Penais, que trata da 
obrigatoriedade da identificação do perfil genético do condenado por 
determinados crimes, está posicionado no Título II, Capítulo I. Tal capítulo refere-
se à Classificação do Condenado e do Interno. 
O Código Penal, em seu artigo nº 34, determina que “o condenado será submetido, 
no início do cumprimento da pena, a exame criminológico de classificação para 
individualização da execução”. Da mesma forma, a Lei de Execução Penal (LEP) 
estabelece que “os condenados serão classificados, segundo os seus antecedentes 
e personalidade, para orientar a individualização da execução penal” (art. 5º) e que 
“o condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime fechado, 
será submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos necessários 
a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução” (art. 8º). 
Diante do exposto, entende-se que a coleta da amostra biológica do condenado 
deve ser realizada no momento de sua classificação, a qual ocorre por ocasião da 
sua entrada no sistema penitenciário. 
Ademais, a Lei nº 13.964/19, conhecida como Lei Anticrime, incluiu à LEP o 
parágrafo 4º ao artigo 9ºA, o qual define que: 
§ 4º O condenado pelos crimes previstos no caput deste artigo que não tiver sido 
submetido à identificação do perfil genético por ocasião do ingresso no 
estabelecimento prisional deverá ser submetido ao procedimento durante o 
cumprimento da pena. 
E o que fazer em caso de recusa? 
A Lei de Execuções Penais (LEP), no parágrafo 8º do artigo 9ºA, estabelece que 
“constitui falta grave a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento de 
identificação do perfil genético.” 
Mediante a recusa, a autoridade representará ao Juiz de Execução para as medidas 
cabíveis. Importante salientar que o condenado punido por falta grave terá 
revogado diversos benefícios, tais como: 
- restrição de direitos, isolamento e inclusão no regime disciplinar 
diferenciado (incisos III a V do art. 53, LEP); 
- transferência para regime mais rigoroso (inciso I do art. 118, LEP); 
- interrupção do trabalho externo (parágrafo único do art. 37, LEP); 
- interrupção do prazo para obtenção da progressão de regime (parágrafo 6º 
do art. 112, LEP) e; 
- revogação da saída temporária (art. 125, LEP). 
Diante da possibilidade de recusa, o Comitê Gestor da RIBPG, em sua Resolução nº 
10/2019-RIBPG, ainda orienta: 
“Art. 8º Em caso de recusa, o fato será consignado em documento assinado pela 
testemunha e pelo responsável pela coleta. 
Parágrafo único. O responsável pela coleta comunicará a recusa à autoridade 
judiciária competente, solicitando que decida sobre a submissão do acusado à 
coleta compulsória ou a outras providências que entender cabíveis, a fim de 
atender à obrigatoriedade prevista na Lei 12.654/2012.' 
 
 
 
 
 
 
 
PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA A COLETA 
A coleta de material biológico deve ser feita de forma indolor. Para tanto, a técnica 
utilizada deve ser por meio de esfregaço da mucosa oral, com suabe ou outro 
dispositivo de coleta. 
 
Figura – Demonstração de coleta de amostra biológica com suabe (à esquerda) e dispositivo 
de coleta com cartão FTA (à direita). 
Visando garantir a secagem e evitar a degradação da amostra biológica, é 
recomendável que o suabe ou o papel do tipo FTA (ou similar) seja acondicionado 
em embalagem de papel. Existem kits no mercado que utilizam outros tipos de 
embalagem; entretanto os mesmos dispõem de agentes dessecantes que são 
colocados no interior da embalagem juntamente com o dispositivo contendo DNA, 
o que permite a secagem da amostra biológica. 
 
COLETA E PRESERVAÇÃODE VESTÍGIOS BIOLÓGICOS 
A coleta e a preservação de vestígios são etapas fundamentais para o exame de 
DNA. Se estas etapas não forem realizadas de maneira adequada, entre outros 
problemas, pode-se destruir o DNA ou contaminar o vestígio com o DNA de um 
membro da equipe ou de outros indivíduos. 
Desta forma, o uso de equipamento de proteção individual (EPI), como máscara, 
touca e jaleco, é fundamental para evitar a contaminação da amostra com material 
biológico externo. Já as luvas, além de serem usadas em todas as circunstâncias da 
coleta, devem ser trocadas a cada nova coleta de amostra biológica, a fim de evitar 
a contaminação entre materiais biológicos de diferentes doadores. 
 
 
CADEIA DE CUSTÓDIA 
Para que uma prova pericial de identificação genética seja apresentada de maneira 
consistente à Justiça, ou inserida nos bancos de perfis genéticos, a cadeia de 
custódia, desde a coleta até o processamento das amostras, tem que estar muito 
bem documentada. Uma cadeia de custódia adequada inclui: 
I - O uso de lacre de segurança nas embalagens contendo as amostras 
coletadas e a identificação do lacre nos documentos relacionados; 
II - A informação de todas as tramitações do material até seu destino final; 
III - O nome dos servidores que tiveram a guarda em cada setor ou etapa, 
incluindo, por exemplo, os responsáveis pela coleta, pelo transporte e pelo 
recebimento das amostras no laboratório de DNA, assim como a assinatura dos 
mesmos. 
Quando a cadeia de custódia não é bem documentada, por mais bem feita que seja 
a análise genética, esta pode vir a ser questionada, inviabilizando o esforço de 
coleta e os procedimentos laboratoriais. 
 
 
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA 
Visando a padronização de procedimentos relativos à coleta obrigatória de 
material biológico para fins de inclusão, armazenamento e manutenção dos perfis 
genéticos nos bancos de dados que compõem a RIBPG, o Comitê Gestor publicou 
em 28 de fevereiro de 2019 a Resolução nº 10/2019-RIBPG. Inicialmente, ressalta-
se que a coleta obrigatória de material biológico deve ser realizada com técnica 
adequada e indolor e que as técnicas de coleta de sangue não devem ser utilizadas. 
Juntamente com o material biológico devidamente coletado, é necessário o 
preenchimento de um formulário de coleta de material biológico. Segundo o art. 
5º da Resolução nº 10/2019-RIBPG, este formulário deve conter: 
I - identificação única e inequívoca do formulário; 
II - indicação de que a coleta se refere a: condenado; identificado 
criminalmente; ou outro tipo de decisão judicial que determine a coleta; 
III - número do processo judicial ou se não houver, número do inquérito 
policial; 
IV - dados da pessoa submetida à coleta: nome; número do documento de 
identidade civil, se houver, CPF (se houver), impressão digital e registro fotográfico 
(obrigatórios); 
V - dados da testemunha que acompanhará a coleta: nome; identificação 
funcional ou civil e assinatura; 
VI - dados do responsável pela coleta a saber: nome; identificação funcional 
ou civil e assinatura; 
VII - local e data da coleta. 
Em se tratando de suspeito, conforme previsto no inciso IV do art. 3º da Lei nº 
12.037/2009, para a coleta de material biológico para fins de identificação criminal 
faz-se necessário o despacho da autoridade judiciária. 
Já no caso de condenado no rol dos crimes previstos no art. 9º-A da Lei nº 7210, de 
11 de julho de 1984, exigir-se-á para a realização da coleta obrigatória do material 
biológico ao menos um dos seguintes documentos: 
 I - guia de recolhimento do condenado ou documento equivalente; 
II – documento ou extrato de sistema de informação oficial contendo 
identificação do condenado, tipificação penal da condenação e número do 
processo judicial; 
III - sentença condenatória; ou 
IV - manifestação expressa do Poder Judiciário determinando a coleta de 
material biológico para fins de inserção no banco de perfis genéticos. 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
Terminamos aqui mais uma unidade de estudos deste curso. Esta unidade 
possui material complementar para leitura e vídeos. Caso você sinta necessidade, 
releia ou revise o material disponibilizado. 
Vamos para a próxima unidade. 
Prontos? Encontro vocês lá! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Brasil. DECRETO Nº 7950/2013. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2013/decreto/d7950.htm. 
Brasil. DECRETO Nº 9817/2019. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2019/decreto/D9817.htm. 
 Brasil. LEI Nº 7.210/1984. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7210.htm 
Brasil. LEI Nº 12.037/2009. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007- 2010/2009/Lei/L12037.htm 
Brasil. LEI Nº 12.654/2012. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2012/lei/l12654.htm 
Brasil. LEI Nº 13.964/2019. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019- 2022/2019/Lei/L13964.htm 
RIBPG. MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DA RIBPG (VERSÃO 4). 
Brasília : Resolução nº 14. 2019. Disponível em: https://www.justica.gov.br/sua-
seguranca/seguranca-publica/ribpg/resolucoes 
RIBPG. Resolução nº 10 - Procedimentos para a Coleta de Material Biológico de que 
trata a Lei nº 12.654/2012. 2019. Disponível em: https://www.justica.gov.br/sua-
seguranca/seguranca-publica/ribpg/resolucoes 
SENASP. Padronização de exames de DNA em perícias criminais. 2005. Disponível 
em: https://www.novo.justica.gov.br/sua-seguranca-2/seguranca-publica/senasp-
1/pericia 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7210.htm
https://www.novo.justica.gov.br/sua-seguranca-2/seguranca-publica/senasp-1/padroniza__o_exames.pdf

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