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- VONTADE CONSCIÊNCIA ASSUME RISCO Dolo Direto O agente quer o resultado Prevê o resultado Assume o risco (e quer o resultado) Dolo Eventual O agente não quer diretamente o resultado Prevê o resultado Assume o risco (e não liga caso ocorra o resultado) Culpa Consciente O agente não quer o resultado Prevê o resultado Não assume o risco (pois acredita que não ocorrerá resultado) Culpa Inconsciente O agente não quer o resultado Não prevê o resultado Portanto, não assume o risco 1.OBS.: A palavra chave que separa o dolo eventual da culpa consciente, é a indiferença. Portanto, no dolo eventual o agente assume o risco e, para ele, tanto faz se o resultado (crime) ocorrer ou não. Já na culpa consciente, o agente acredita genuinamente que poderá evitar o resultado, portanto o prevê, mas não o assume. 1.OBS.: A desistência voluntária e o arrependimento eficaz também excluem a tipicidade do crime que o agente inicialmente queria praticar, mas o agente responderá pelos atos já praticados. Exemplos: Atiro seis vezes na vítima, me arrependo e presto socorro. Vítima sobrevive. Responderei pelo crime de lesão corporal. 2.OBS.: A voluntariedade não exige espontaneidade: o ato de desistência não precisa ser espontâneo do agente, pode vir por medo, conselhos e etc. Se aplica ao arrependimento eficaz e à desistência voluntária. 3.OBS.: Existem a tentativa cruenta (vermelha), que exige que a vítima tenha sido ferida (sangue); e a incruenta (branca), quando a vítima não foi ferida (sangue). Não existe impeditivo para encaixar tentativas cruenta+perfeita, cruenta+imperfeita, incruenta+perfeita e incruenta+imperfeita. 4.OBS.: Não cabe tentativa delitiva (crime tentado) em hipóteses de crime: (1) culposo, pois não houve intenção; (2) preterdoloso, pois há culposidade; (3) omissivo próprio, pois não há como tentar deixar de realizar uma ação; (4) contravenção penal, exclusão legal pelo art. 4º da Lei das Contravenções Penais; e (5) habitual, pois exige reiteração da prática delituosa.