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Fisocratas

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na qual 
François Quesnay tenta realizar um verdadeiro ajuste de contas com o 
tema. Os textos a respeito do Quadro econômico não exigem maior 
justificação, já que a tradição os consagrou como a realização máxima 
da escola fisiocrata. Os textos seguintes abrem ao leitor perspectivas 
mais amplas sobre a noção fisiocrática de produtividade, sobre a sua 
compreensão da vida social e, finalmente, sobre o que entende Quesnay 
por uma boa política econômica. O artigo "O direito natural" é especial-
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mente revelador. Ele não só ajuda a confrontar a postura de Quesnay 
com as de grandes pensadores políticos clássicos — como Hobbes e 
Rousseau — mas também oferece indicações relevantes para a com-
preensão de seu conceito de natureza. Falta mencionar, enfim, o artigo 
escolhido para a abertura, "Evidência". É um manifesto filosófico em 
que o investigador François Quesnay — médico e depois economista — 
expõe suas idéias básicas a respeito do processo do conhecimento e de 
seus limites. "Evidência", "Arrendatários", "O direito natural" e o trecho 
do artigo "Homens" aparecem aqui pela primeira vez em língua portu-
guesa, assim como o texto integral das "Máximas gerais do governo 
econômico de um reino agrícola", de 1767. 
Obras de Quesnay e dos fisiocratas 
— François Quesnay et Ia physiocratie. Paris, Institut National d'Êtu-
des Démographiques, 1958. 2 v. É a edição comemorativa do bicen-
tenário do Quadro econômico. O primeiro volume contém estudos 
críticos e históricos; o segundo, obras de Quesnay. 
— Physiocrates. Paris, Libr. de Guillaumin, 1846. 2 v. Ê a edição 
organizada por Eugène Daire, uma ampla compilação de obras de 
Quesnay e de seus discípulos. 
— Edições parciais: 
em espanhol: Los fisiocratas. Buenos Aires, Centro Editor de Amé-
rica Latina, 1967. Coletânea de textos de Quesnay, Dupont de 
Nemours, Mirabeau, Mercier de Ia Rivière e Le Trosne. 
em francês: Tableau économique des physiocrates. Paris, Calmann-
-Lévy, 1969. Textos de Quesnay. 
em inglês: The economics of physiocracy. Traduções e estudos de 
Ronald L. Meek. Londres, Allen & Unwin, 1963. 
em português: Quadro econômico. Lisboa, Fundação Calouste 
Gulbenkian, 1978; Petty/Hume/Quesnay. São Paulo, Abril Cultu-
ral, 1983. (Col. Os Economistas). 
Obras sobre Quesnay e a fisiocracia 
GILIBERT, Giorgio. Quesnay — La costruzione delia machina delia 
prosperità. Milão, Etas Libri, 1977. 
GRANDAMY, René. La physiocratie, théorie générale du développement 
économique. Paris/Haia, Mouton, 1973. 
40 
KUNTZ, Rolf. Capitalismo e natureza. São Paulo, Brasiliense, 1982. 
MARX, Karl. Teorias da mais-valia. Rio de Janeiro, Civilização Brasi-
leira, 1980. V. 1. 
— . El capital. México, Fondo de Cultura Econômica, 1966. 3 v. 
NAGELS, Jacques. Genèse, contenu et prolongements de Ia notion de 
reproduction du capital selon Karl Marx, Boisguillebert, Quesnay, 
Leontief. Université Libre de Bruxelles, 1970. 
ScHUMPETER, Joseph A. História da análise econômica. Rio de Janeiro, 
Fundo de Cultura, 1954. v. 1. 
— . Fundamentos do pensamento econômico. Rio de Janeiro, Zahar, 
1968. 
SMITH, Adam. A riqueza das nações. São Paulo, Abril Cultural, 1983. 
2 V. (Col. Os Economistas). 
SPENGLER, J . J . & ALLEN, William R . , org. El pensamiento econômico 
de Aristóteles a Marshall. Madri, Editorial Tecnos, 1971. 
THWEATT, William O. Teorias do desenvolvimenio econômico. Rio de 
Janeiro, Zahar, 1971. 
WALRAS, L . Compêndio dos elementos de economia política pura. São 
Paulo, Abril Cultural, 1983. (Col. Os Economistas). 
WEULERSSE, Georges. Le mouvement physiocratique en France (de 1756 
à 1770). Paris/Haia, Mouton, reimpressão de 1968. É o trabalho 
monumental publicado em 1910 — o estudo mais amplo e mais 
erudito sobre a fisiocracia. 
TEXTOS DE 
QUESNAY 
Seleção e Organização: 
Rolf Kuntz