Prévia do material em texto
SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA
Amanda Ribeiro Mendonça
amanda-mendonca@hotmail.com
RESOLUÇÃO COFEN-358/2009: Dispõe sobre a SAE
ETAPAS DO PROCESSO:
1- EXAME CLÍNICO: ANAMNESE + EXAME FÍSICO
2- DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
3- PLANEJAMENTO
4- IMPLEMENTAÇÃO
5 - AVALIAÇÃO
2
ANAMNESE:
Identificação; Queixa Principal (QP);
História da Doença Atual (HDA); História
Patológica Pregressa (HPP); História
familiar; História pessoal e social.
EXAME FÍSICO:
Revisão dos sistemas
Realizado no sentido céfalo-podálico
3
Paciente com queixas de dificuldades para dormir e dores
abdominais. Lucido, orientado, responsivo as solicitações
verbais, ventilando em ar ambiente e dieta por SNE. Ao EF:
Couro cabeludo íntegro e sem sujidades. Mucosa ocular
normocorada. Presença de prótese dentária em arcada superior.
Linfonodos palpáveis em região submentual, submandibular e
retroauricular. AC: BNF em 2T, Ictus Córdis palpável. AP:
MVUA s/ RA com Roncos Bilaterais em base. Manobra de
Rualt e Fremito Tóraco Vocal sem alterações. Abdome plano,
doloroso a palpação profunda em QSD. Ruídos Hidroaéreos
Normoativos (50 p/ min). Percussão timpânica em rebordo
costal D. Diurese presente por CVD de coloração amarelo
âmbar. Região genital sem presença de odores e secreção.
MMII com presença de edema (+2/+4).
FC: 85 FR:18 PA: 130x78 T: 37,1ºC SpO2: 98%
4
5
6
7
Posição Ortostática
Posição Supina ou decúbito dorsal
usada para exames de tórax, parte anterior do
abdômen e extremidades.
Posição Prona (usada para exames da
parte posterior do tórax, região cervical,
lombar e glútea)
Posição de Trendelenburg: posição
utilizada em casos de edema.
Posição litotômica: usada para exames
dos órgãos genitais internos, externos, etc.
Posição Genupeitoral: usada para
exames retais
8
Inspeção geral e comportamento:
• Gênero, etnia, idade, postura, marcha, roupas,
higiene, odor, fala, afeto, humor, cognição...
• Dados Subjetivos e Objetivos (estado geral, nível de
consciência, estado nutricional, linguagem,
movimentação).
• Estado geral: BEG/ REG / MEG
• Obs: O exame físico é feito no sentido céfalo-caudal.
9
Atitude e/ou decúbito preferido
Marcha: normal / marcha ceifante / parkinsoniana /
cerebelar / claudicante
Estado de nutrição
Estado de hidratação
• Obs: O exame físico é feito no sentido céfalo-podal.
10
QUESTIONAR E AVALIAR O PACIENTE
PARA A PRESENÇA DE:
amnésia, perda da consciência, cefaleia,
convulsões, amaurose, diplopia, diminuição
ou perda da acuidade auditiva, zumbidos,
vertigens, náuseas, vômitos, disfagia,
disfonia, disartria, dislalia, dor, fraqueza
muscular, tremores, parestesias, paresias,
plegias, alteração da marcha.
11
ESTADO MENTAL: alerta, orientado ou
desorientado, calmo ou agitado, sonolento,
letárgico, torporoso, comatoso.
Escalas de coma: escala de glasgow ou escala de ramsay
FUNÇÕES COGNITIVAS: Disartria, disfasia,
dislalia, afasia, coordenação motora,
equilibrio e marcha, motricidade.
12
13
Deambular
Ceifante (paciente com hemiplegia)
Cerebelar (não tem equilíbrio)
Tabética (como se o chão não existisse)
Vestibular (anda inclinado)
Escavante (anda na ponta do pé)
Claudicante (mancando)
14
SINAL DE BRUDZINSKI — o levantamento involuntário das
pernas em irritação meníngea quando levantada a cabeça do
paciente, associada a rigidez da nuca.
OBS => Sinal observável na meningite aguda. Verifica
estiramento ou compressão nervosa. Coloca-se o paciente em
decúbito dorsal, sobre uma superfície reta, com membros
inferiores estendidos, apoia-se a região occipital do paciente
com as mãos e faz-se flexão do pescoço, se ocorrer flexão
involuntária da perna sobre a coxa e dessa sobre a bacia ao se
tentar ante-fletir a cabeça, o sinal de Brudzinski será positivo.
SINAL DE KERNIG — resistência e dor quando o joelho é
estendido com o quadril totalmente flexionado. Os pacientes
também podem apresentar espamo opistótono de todo o corpo
que leva as pernas e cabeça a se dobrarem para trás, tornando o
corpo arqueado para a frente.
15
16
17
TESTE DE BABINSKI: refere-se ao sinal do
reflexo plantar patológico, quando há a
extensão do hálux (1º dedo do pé). A presença
do reflexo (extensão do hálux) é uma reação
normal em crianças até 2 anos de idade. Em
adultos indica lesão neurológica
Teste de coordenação motora:
- Teste do dedo no nariz;
- Teste do calcâneo no joelho;
- Teste de movimentação alternada.
18
19
Paresia/plegia: diminuição ou ausência do movimento
em determinado segmento corporal.
Monoparesia/plegia: diminuição ou ausência do
movimento em um membro.
Hemiparesia/plegia: diminuição ou ausência do
movimento na metade do corpo (direito ou
esquerdo).
Paraparesia/plegia: diminuição ou ausência do
movimento nos MMII.
Tetraparesia/plegia: diminuição ou ausência do
movimento nos quatro membros.
20
O diâmetro das pupilas varia de 2 a 5 mm. O tamanho, a
simetria e a reatividade à luz indicam se há ou não
anormalidades.
Isocoria: pupilas com o mesmo diâmetro, simetria.
Anisocoria: diferença importante entre o diâmetro das
pupilas, assimetria.
Miose: diâmetro pupilar < 2mm.
Midríase: diâmetro pupilar > 5mm.
OBS.: Normalmente as pupilas devem reagir à luz,
diminuindo o seu diâmetro, respondendo com miose à luz
direta. É considerado anormal as pupilas ficares fixas em
resposta à luz.
21
22
• DEVE-SE OBSERVAR:
• Integridade cutânea
• Manchas.
• Presença ou ausência de pelos.
• Coloração da pele.
• Turgor cutâneo (realizar o sinal de prega).
• Temperatura
23
A temperatura é medida utilizando-se de termômetros que
podem ser de mercúrio, digital ou infra-vermelho.
A medida pode ser ainda oral, axilar, inguinal e retal.
Padrão de temperatura Variação da temperatura
corporal
Axilar: 36ºC a 37ºC (afebril) Subfebril ou febril: 37,5ºC a
37,8ºC
Oral: 36,2ºC a 37,2ºC Febre: 37,9ºC a 38,9ºC
Retal: 36,4ºC a 37,4ºC Hiperpirexia: Acima de 39ºC
Hipotermia: Abaixo de 36ºC
Colapso Álgido: Menos de
34ºC
24
• Avaliar coloração: locais mais apropriados:
embaixo da lingua, mucosa labial, conjuntiva
palpebral e esclerótica,
• Palidez: normocorada / hipocorada / hipercorada
• Cianose: acianótica / cianótica
• Icterícia: anictérico / ictérico
25
• HEMATOMA: Coleção de sangue na
derme ou no tecido subcutâneo,
localizado e de cor variando de
vermelho-arroxeado a amarelo. o
extravasamento sanguineo provoca
elevação da pele.
• EQUIMOSE: Coleção sanguínea em
placas também causada por
extravasamento sanguíneo, porém não
produz elevação da pele.
• PETÉQUIA: Mancha hemorrágica de
aspecto puntiforme. Causada
frequentemente por uma diminuição de
plaquetas no sangue.
26
• ERITEMA: decorrente de uma vasodilatação, tem cor rósea ou vermelho-
vivo e desaparece à digitopressão
• PALIDEZ: Redução da quantidade de Oxiemoglobina. Comum nas
Anemias e no Choque.
• AUSÊNCIA DE PIGMENTAÇÃO: ACROMIA (Vitiligo). Atenção a
hanseníase.
• ICTERÍCIA: Aumento de bilirrubina nos tecidos. Doenças hepáticas,
pancreáticas e Eritroblastose Fetal.
27
EDEMA: IRC; INSUF. CARDÍACA;
INSUF. VENOSA, HAS.
SINAL DE CACIFO OU SINAL
DE GODET: É um sinal
clínico avaliado por meio da
pressão digital sobre a pele, por
pelo menos 5 segundos, a fim de
se evidenciar edema.
É considerado positivo se a
depressão ("cacifo") formada
não se desfizer imediatamente
após a descompressão.
ANASARCA:
edema generalizado
28
29
OBS.: 2+/4+ - lê-se: edema duas cruzes em quatro.
CRÂNIO: Tamanho ; simetria;
COURO CABELUDO: sujidades; ectoparasitas
(pediculose), alopécia… OLHOS: campo visual, coloraçao da esclerótica, saco
conjuntival, presença de secreções.
Xeroftalmia : Exoftalmia Enoftalmia
30
Nariz : Inspeção – Simetria Nasal; Higiene;
Lesões na mucosa. Verificar rinorréia, coriza,
epistaxe…
Palpação - Seios paranasais.
31
Orelhas: Presença de cerume, secreção,
corpos estranhos, assimetria do canal
auditivo. Otalgia, otorragia, otorréia,
Boca: verificar presença de lesão nos
lábios, lingua e mucosa oral. Verificar
presença/ausência dos dentes ou
próteses. Halitose, Higiene geral
32
Pescoço:
1) Palpação das cadeias de Linfonodos;
2) Palpação da tireóide – nódulos ou bócio
3) Inspeção de V. Jugulares – Insuf. Cardíaca.
4) Inspeção das artérias carótidas – irrigação da
região cefálica.
33
QUESTIONAR E AVALIAR O PACIENTE
PARA A PRESENÇA DE:
Chiado no peito, cianose, coriza, dispneia,
dor torácica, epistaxe, expectoração,
hemoptise, rouquidão, tiragem, tosse,
batimento de asa de nariz...
34
Inspeção Estática e Dinâmica – Sempre avaliar
bilateralmente.
Assimetria torácica:
Respiração: FR, tipos de respiração…
Anormalidades:
Mamas:
35
Frequencia respiratória:
• Valores normais:
• Homem: - 16 a 18 rpm (respiração por minuto)
• Mulher: - 18 a 20 rpm
• Criança: - 20 a 25 rpm
• Lactentes: - 30 a 40 rpm
Tipos de respiração:
Eupnéia: Respiração normal
Apnéia: Parada respiratória
Dispnéia: Respiração difícil ou dolorosa, falta de ar
Bradipnéia: Respiração lenta e débil
Taquipnéia: Respiração acelerada, ofegante
Ortopnéia: Respiração facilitada posição vertical
36
Alterações no ritmo respiratório:
Respiração de Cheyne-Stokes: alternância de períodos
de apnéia, seguidos por hiperpneia crescente e
decrescente, até a instalação de nova apnéia, e assim
sucessivamente.
Respiração de Kussmaul: inspiração profunda, seguida de
apnéia e expiração suspirante – Alternância sequencial
de apneias inspiratórias e expiratórias – Característica
de acidose metabólica (diabética) e coma.
Respiração de Biot ou atáxica: ritmo respiratório
totalmente irregular em relação à amplitude das
incursões respiratórias e frequência.
37
Normal
Tonel ou globoso: O diâmetro ântero-posterior é
aproximadamente igual ao diâmetro transverso Ex:
enfisema pulmonar
Sapateiro (Infundibiliforme) ou peito escavado:
Há uma depressão na porção inferior do esterno.
Pode ser congênito ou devido ao raquitismo
Cariniforme ou peito de pombo: O esterno é
proeminente e desviado anteriormente. Ex: defeito
congênito ou adquirido (raquitismo)
38
Em sino: Aumento exagerado da parte inferior.
Comum nas ascites ou hepatoesplenomegalias.
Escoliotico e/ou Cifoescoliotico: Defeito
congênito ou adquirido por tuberculose, raquitismo,
traumatismo, poliomielite, etc- Cifótico - curvatura da
coluna dorsal.
39
40
41
Palpação: Objetivo de avaliar a presença de massas torácicas,
desvios traqueais, frêmito toracovocal, simetria torácica e áreas
dolorosas
Manobra de Rualt
Avalia assimetria da expansão
torácica.
Frêmito Toraco Vocal
Vibrações causadas pelos sons
vocais. Mais nítida no ápice.
42
Percussão: Objetiva a identificação de sons que evidenciem a
presença de ar, líquidos ou massas, por meio do método dígito-digital.
Realizada entre os espaços intercostais, em toda a extensão do tórax,
partindo da região do ápice para a base, bilateralmente.
43
44
45
Sons da Percussão Torácica
SOM CARACTERÍSTICA
CLARO PULMONAR Timbre grave ou oco. “Normalidade”
HIPERSONORIDADE Timbre mais grave, claro e intenso em
relação claro pulmonar – Enfisema
Pulmonar
MACIÇO Som surdo e seco – Derrame Pleural,
massas.
SUBMACIÇO Som suave e de presença alta - fígado
TIMPÂNICO Som oco como tambor. Presença de ar
– região epigastrica, tórax,
pneumotórax.
46
Ausculta Pulmonar: Capta sons de qualquer parte da
caixa torácica, que podem indicar condições
patológicas do aparelho respiratório. São denominados
RUÍDOS ADVENTÍCIOS
SONS NORMAIS: MURMÚRIOS VESICULARES
UNIVERSALMENTE AUDÍVEIS (MVUA).
47
Para sua realização exige-se silêncio,
geralmente com o paciente sentado com
o tronco bem vertical.
Deve ser feita de maneira comparativa
entre as regiões de cada lado do pulmão.
O estetoscópio deve ser movimentado de
um segmento pulmonar a outro em cada
hemitórax.
48
Iniciar-se a ausculta, com o examinador colocando-se
atrás ou lateralmente ao cliente.
O cliente deve estar com o tórax despido para
perfeito acoplamento do estetoscópio.
Deve ser orientado a respirar pausada e
profundamente, com a boca entreaberta, sem fazer
ruído
A ausculta deve ser realizada em linhas horizontais
comparando-se os sons de cada hemitórax
Evita-se colocar o estetoscópio sobre escápula,
saliências ósseas ou as mamas
Cada região deve ser examinada cuidadosamente.
49
Ruídos Adventícios
RUÍDO CARACTERÍSTICA
RONCO SOM COM TIMBRE GRAVE –
INSPIRAÇÃO E EXPIRAÇÃO – SUGERE
SECREÇÕES NAS VIAS
RESPIRATÓRIAS
SIBILO SOM FINO CAPTADO NO FINAL DA
INSP/ EXP – “MIADO DE GATO” –
OBSTRUÇÃO DOS BRÔNQUIOS
ESTERTOR/CREPITAÇÃO SOM PRODUZIDO QUANDO
SUBSTANCIAS LIQUIDAS SE AGITAM
SUBCREPITANTE SOM QUE SE ASSEMELHA AO
ESTOURO DE PEQUENAS BOLHAS –
Exsudato Intra Alveolar.
50
51
QUESTIONAR E AVALIAR O PACIENTE PARA A
PRESENÇA DE:
Dor, coloração da pele, palpitações, síncope,
HAS, dispnéia, intolerância aos esforços, tosse
e expectoração, alterações do sono, edema,
claudicações, febre. Investigar fatores de risco
para doenças cardiovasculares (tabagismo,
dislipidemia, HAS, DM, dieta, atividade física,
consumo de álcool.)
52
Camadas do
coração
Cavidades do
coração
53
Ciclo cardíaco
- Sístole
- Diástole
54
INSPEÇÃO / PALPAÇÃO
Verificar cianose central ou cianose
periférica (de extremidade).
Ictus Cordis ou “ Ponta do Coração”
Detectar dilatações ou aumento do VE
5 EIC, a esquerda do esterno, linha
hemiclavicular.
55
Locais onde pode ser verificado:
56
Frequência Fisiológica:
Homem 60 a 100 bpm
Mulher 65 a 80 bpm
Crianças 120 a 125 bpm
Lactentes 125 a 130bpm
Regularidade: Rítmico | Arrítmico
Volume: cheio ou filiforme.
Terminologia:
- Normocardia: frequência normal
- Bradicardia: frequência abaixo do valor normal
- Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico
- Taquicardia: frequência acima do valor normal
- Taquisfigmia: pulso fino e taquicárdico.
57
Observações importantes:
- Evitar verificar o pulso em membros afetados de
paciente com lesões neurológicas ou vasculares
ou queimaduras;
- Não verificar o pulso em membro com fístula
arteriovenosa (FAV);
- Nunca usar o dedo polegar na verificação, pois
pode confundir a sua pulsação com a do
paciente;
- Nunca verificar o pulso com as mãos frias;
- Em caso de dúvida, repetir a contagem;
- Não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isso
pode impedir de sentir o batimento do pulso.
58
Focos de Ausculta
FOCO CARDÍACO LOCALIZAÇÃO
AÓRTICO 2 EIC, A DIREITA DO
ESTERNO
PULMONAR 2 EIC, A ESQUERDA JUNTO
AO ESTERNO
TRICÚSPIDE 4 E 5 IEC, A ESQUERDA DO
ESTERNO
MITRAL 5 EIC ESQUERDO, LINHA
HEMICLAVICULAR
ESQUERDA.
59
60
Bulhas Cardíacas:
- 1ª Bulha (B1) e 2ª Bulha (B2): são
produzidas pelo fechamento das
válvulas cardíacas e correspondem a
sístole.
- B1: produzidas pelo fenômeno simultâneo de
fechamento das válvulas mitral e tricúspide. São
audíveis na área mitral, ou seja, área de ápice
cardíaco.
- B2: produzida pelo fechamento das válvulas
aórtica e pulmonar.
61
Sopros:
Vibrações decorrentes de alterações do fluxo sanguineo.
Estenose AO, pulmonar / Insuf Mitral, Tricúspide.
REGISTRO DEENFERMAGEM - AC: BNF EM 2T
OBS.: Não esquecer de verificar e registrar:
Teste de perfusão capilar periférico
Baqueteamento dos dedos
62
Normotenso PA = 130 x 85 mmHg
Normal Limítrofe PA = menor 140 x 90 mmHg
Hipotenso PA = menor 90 x 50 mmHg
Hipertensão leve (Estágio 1) PA = 140 X 90 a
159 x 99 mmHg
Hipertensão moderada (Estágio 2) PA = 160 x
100 a 179 x 109 mmHg
Hipertensão grave (Estágio 3) PA = maior
180 x 110 mmHg
63
-PA convergente: quando a sistólica e a
diastólica se aproximam. (Ex: 120/100).
-PA divergente: quando a sistólica e a
diastólica se afastam. (Ex: 120/40).
64
QUESTIONAR E AVALIAR O PACIENTE PARA A
PRESENÇA DE:
Via de alimentação (VO, SNE, SOE, SNG, SOG, NPT)
Alteração do apetite, halitose, disfagia, pirose,
regurgitação, soluço, sialorréia, hematêmese,
dor, náuseas, vômitos (êmese), diarréia,
esteatorréia, distensão abdominal,
constipação, icterícia, eructação, melena,
enterorragia, disúria, incontinência urinária,
oligúria, noctúria, nictúria, hematúria, colúria,
edema, febre.
65
Inspeção
Percussão
Palpação
Ausculta
66
1.Hipocôndrio Direito
2.Epigástrio
3.Hipocôndrio Esquerdo
4.Flanco Direito
5.Mesogastro ou umbilical
6.Flanco Esquerdo
7.Fossa Ilíaca Direita
8.Hipogastro ou púbica
9.Fossa Ilíaca Esquerda
67
68
69
Observar sinais de alterações da pele, além
da forma, volume e do tamanho.
Simetria: plano, arredondado (musculatura
flácida ou excesso de gordura);
protuberante (obesidade, gestação); avental
(obesidade grave); escavado.
Presença de circulação colateral, cicatrizes,
estrias, Massas, saliências, visceromegalias.
70
Normal ou atípico: é o que não compreende
grandes variações.
Globoso: é o que se apresenta globalmente
aumentado com nítida predominância no
diâmetro ântero-posterior.
Em ventre batráquio: é o qual onde o cliente
em DD apresenta aumento do diâmetro
transversal em relação ao ântero-posterior.
71
Pendular: é o qual onde o cliente na posição ereta
sofre pressão das vísceras na parte inferior do
abdome produzindo neste local uma protrusão.
Em avental: é encontrado em pessoas obesas
devido o acúmulo do tecido gorduroso e sobressai
como um avental na região pubiana e em alguns
caso, chegando à coxa.
Escavado: é o que apresenta o diâmetro ântero-
posterior menor do que o transverso e ocorrem
principalmente em pessoas muito emagrecidas.
72
73
74
Borborígmos – sons abdominais normais que são
ouvidos sem o uso do estetoscópio
Ruídos hidroaéreos – sons abdominais normais auscultado
com estetoscópio. Avaliar ruídos intestinais devido ao
peristaltismo (ruídos hidroaéreos) em todos os
quadrantes com estetoscópio.
75
No QID deve-se fazer a contagem por min de quantos RHA.
• Ruídos Normoativos: 5 a 35 rha/min
• Ruídos hipoativos: < 5 rha/min
• Ruídos hiperativos: > 35 rha/min
Ruídos aumentados – 6 ou 7 horas após refeições copiosas,
início de quadro obstrutivo, diarreias.
Ruídos diminuídos ou ausentes – obstrução em fase
adiantada, íleo pós operatório.
76
Objetivo: avaliar distensão abdominal, ascite ou massas na região
abdominal. Podemos encontrar sons:
Timpânicos – ar existente no estômago e intestino. auscultada na
região epigástrica e em toda região abdominal quando o cliente
apresentar distensão abdominal por acúmulo de gases (flatulência).
Hipertimpânicos – indivíduos com abdome distendido ou com quadro
de diarréia. Presença exacerbada dos ruídos hidroaéreos
Maciços – baque surdo (fígado, útero gravídico); localizado na região
de flanco esquerdo na altura da implantação renal e em região do
hipocôndrio direito, onde delimitaremos as bordas do fígado;
Submaciços – indivíduos com abdome protuberante. Quando no
flanco direito e esquerdo, evidenciam ascite; localizado em toda região
abdominal principalmente em região de mesogastro, hipogastro,
flancos D e E. 77
78
Consiste na percussão realizada através
de um toque em um dos lados do
abdome, onde com a mão oposta é
percebido a vibração no lado oposto do
abdome. Este método é utilizado
principalmente para identificação de
ascite.
79
Objetivo – detectar massas, forma e consistência de vísceras no
abdome, áreas com aumento (hiperestesia) ou diminuição
(hipoestesia) de sensibilidade
Superficial – Aplica-se uma pressão de 1 cm
Profunda – objetiva detectar massas profunda. Precisa de
experiência. Pressão de até 5 cm
80
Superficial – Aplica-se uma pressão de 1 cm. Avalia sinais de
contraturas, defesa muscular, rigidez abdominal e hipersensibilidade,
característica da inflamação peritoneal.
Profunda – Objetiva detectar massas profunda. Precisa de
experiência. Pressão de até 5 cm. Avalia tamanho, localização e
consistência de alguns órgãos, verifica presença de massas ou
sensibilidades anormais. Deve ser preferencialmente realizada
durante a expiração. Pois a musculatura abdominal encontra-se
menos tensa.
81
SINAL DE ROSVING: Palpação profunda no QIE o qual produz
dor irradiada no QSD; Evidência Apendicite Aguda
SINAL DE BLUMBERG ( PONTO DE MC BURNEY): Dor à
descompressão brusca do Ponto de McBurney. É quando, palpando
o ponto apendicular e realizamos a manobra de descompressão desta
região rapidamente, o cliente relata dor intensa. O que indica
apendicite.
82
SINAL DE MURPHY: Dor ou sensibilidade no QSD. Ao comprimir
o ponto cístico, solicita-se ao paciente que inspire profundamente. A
resposta de dor intensa no ponto pressionado e a interrupção súbita
da inspiração caracterizam o sinal, que é indicativo de colecistite
aguda.
83
Fígado : desliza-se as mãos e
depois fazemos uma compressão
da parede abdominal da fossa
ilíaca direita para o rebordo
costal direito durante o
movimento de respiração do
cliente, até sentir a reborda do
fígado. peça ao cliente para
inspirar profundamente e neste
momento aprofunde a mão
direita no rebordo costal .
Baço - A mão esquerda
espalmada sobre a região costo-
lombar esquerda, fazendo uma
firme pressão de fora para dentro
e a mão esquerda coloca-se
paralela à reborda costal
esquerda, movimentando-se no
sentido ascendente, da região
umbilical para o hipocôndrio
Rins - palpação do rim é feita
com uma das mãos aplicada
trasnversalmente na região
lombar e a outra se apoia
longitudinalmente sobre a parede
abdominal, à altura do flanco. A
mão palpadora é homônima do
lado que se palpa. 84
85
QUESTIONAR E AVALIAR O PACIENTE PARA A
PRESENÇA DE:
Diurese: - espontânea; em fralda; CVD, CVA,
cistostomia, nefrostomia.
(avaliar coloração: fisiológica, amarelo âmbar,
concentrado... Presença de grumos)
Corrimentos, distenção abdominal, disúria,
incontinência ou retenção urinária, oligúria,
anúria, polaciúria, noctúria, nictúria, hematúria,
colúria, piúria, febre...
86
87
88
89
90
SINAL DE GIORDANO: dor no flanco a punho percussão leve. indica
grande probabilidade doença renal (litíase e pielonefrite aguda)
Verificar presença de bexigoma: realizar palpação da região suprapúbica.
91
Inspeção e Palpação.
Posição ginecológica
Observar a morfologia, a
presença ou não de lesões
e a distribuição de pêlos,
corrimentos
Observa-se a presença de
tumores, IST`S.
ATENÇÃO QUANTO A: Hemorragias, distúrbios menstruais,
(dismenorréias, amenorréia...), dispaurenia, corrimentos...
92
Durante o exame físico a paciente poderá
estar nas posições: sentado, em pé (posição
ortostática), deitado com a cabeceira de 0 a
30 graus (posição de fowler);
Inspeção:
Palpação:
- Alterações encontradas: processos
inflamatórios, abaulamentos, alterações da
pele (retração, manchas), ginecomastia.
93
94
95
INSPEÇÃO
Diagnosticar lesões, anomaliascongênitas, fimose,
etc. Deve-se retrair completamente o prepúcio,
investigar diâmetro, fazer palpação para verificar áreas
de endurecimento e processos inflamatórios. Na bolsa
escrotal, verificar forma, tamanho, características da
pele, coloração, ulcerações.
96
INSPEÇÃO
Anatomia do pênis
Anomalias congênitas
Presença de fimose
Lesões na pele
Testículos
PALPAÇÃO
Dorso do pênis
Testículos.
ACHADOS ANORMAIS: Fimose, balanite, postite, anorquia,
hidrocele, varicocele, criptorquidia, hematúria, priapismo,
hemospermia, corrimento uretral, distúrbios sexuais, IST’s.
97
Avaliação de hérnia genital
Hidrocele
Avaliação de Testículo Transiluminação hidrocele
98
Hemorróidas
Câncer cólon-retal
Câncer de ânus
Condiloma Anal
99
MMSS: Verificar coloração, presença
de lesões, de sinais de inflamação e
condições de acesso venoso.
Palpar os pulsos; verificar perfusão
periférica
Teste de Allen : importante para
verificar a permeabilidade das artérias
ulnar e radial.
10
0
MMII: verificar a presença de edema, varizes,
pele (integridade cutânea), manchas, lesões,
coloração, simetria.
INSPEÇÃO: Sinal de Pratt = Trajetos venosos
superficiais visíveis = veias sentinelas.
PALPAÇÃO: Palpar o pulso poplíteo, tibial e
pedioso = Insuficiência vascular periférica/ TVP/
Ulceras venosas...
Trombose venosa profunda: dor, calor e edema no
membro. Avaliar simetria
Sinal da Bancroft = Dor a palpação da panturrilha contra
estrutura óssea.
Sinal da Bandeira = Empastamento da panturrilha
devido ao edema da massa.
Manobra de Homans = Dor na panturrilha à dorsiflexão
do pé. Baixa sensibilidade e especificidade.
10
1
Paciente com queixas de dificuldades para dormir e dores
abdominais. Lucido, orientado, responsivo as solicitações
verbais, ventilando em ar ambiente e dieta por SNE. Ao EF:
Couro cabeludo íntegro e sem sujidades. Mucosa ocular
normocorada. Presença de prótese dentária em arcada superior.
Linfonodos palpáveis em região submentual, submandibular e
retroauricular. AC: BNF em 2T, Ictus Córdis palpável. AP:
MVUA s/ RA com Roncos Bilaterais em base. Manobra de
Rualt e Fremito Tóraco Vocal sem alterações. Abdome plano,
doloroso a palpação profunda em QSD. Ruídos Hidroaéreos
Normoativos (50 p/ min). Percussão timpânica em rebordo
costal D. Diurese presente por CVD de coloração amarelo
âmbar. Região genital sem presença de odores e secreção.
MMII com presença de edema (+2/+4).
FC: 85 FR:18 PA: 130x78 SpO2: 98%
10
2
PORTO, C. C.; PORTO, A. L. Semiologia
Médica. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2009.
GAIDZINSKI, R.R.; KIMURA, M. Entrevista e
exame físico: instrumentos para
levantamento de dados. In: CAMPEDELLI,
M. C. et al. Processo de enfermagem na
prática. São Paulo: Ática, 1989. p. 66-88.
SMELTZER, SC; Bare BG.
Brunner&Suddarth. Histórico e tratamento de
pacientes com distúrbios hematológicos. In:
Smeltzer SC, Bare BG. Brunner&Suddarth.
Tratado de enfermagem médico-cirurgica.
10th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;
2005. p. 918-991.
SOUZA, E.M. Casos Clinicos para a
Enfermagem. Porto Alegre: Moriá Editora.
2010. 260p;
10
3