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Bioquímica II

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Cada reação redox que ocorre em cada um dos complexos possui uma diferença de potencial 
o que permite que os elétrons passem em um determinado sentido. Normalmente há alguma sobre 
posição entre eles para que a reação seja viável. 
Complexo I 
O complexo I utiliza NADH como substrato gerando .NAD
+
 
Esse complexo retira tanto o próton (H
+
) como um o par de elétrons, 
este último ira passar por vários núcleos ate chegar à ubiquinona, 
nesta transição alguns prótons são transportados. O complexo utiliza 
um próton da matriz, mas libera um próton do espaço 
intermembranas, sendo essa uma maneira de transportar prótons sem 
ser uma bomba, pois esse próton é captado de um lado e do outro lado 
um próton será liberado. 
 O destino dos elétrons é a ubiquinona, o destino dos Obs.:
Vivian Rocha 
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prótons é o espaço intermembranas. 
O saldo é de 4 prótons que são transportados nesse complexo. 
Complexo II 
O complexo II ou qualquer enzima que se comporte como ele também vai doar seu par de 
elétrons para a ubiquinona. No complexo II especificamente os elétrons 
passam pelo FAD, que é um dos nucleotídeos presos na estrutura dessa 
enzima. Depois de passar pelo FAD esse par de elétrons ira passar por 
um Ferro para depois chega a ubiquinona. O substrato do complexo II 
original é o gerando como produto , mas existem succinato fumarato
outras moléculas que se comportam como complexo II: 
 A lançadeira de glicerol-fosfato que utiliza o glicerol 3-fosfato como substrato; 
 A ácido graxo desidrogenase que utiliza ácido graxo como substrato; 
Cada uma delas possui um substrato particular, por isso que são enzimas diferentes, mas 
todas elas possuem a estratégia de receber o par de elétrons no FAD. 
O par de elétrons que a ubiquinona recebe do complexo II ou dos pseudos complexos II ela 
vai doar sempre para o complexo III. 
Os elétrons que entram pelo NADH no complexo I geram 4 prótons e os que entram 
pelo II a principio não geram prótons ate chegar à ubiquinona, essa é a diferença que irá dar 
ATP a mais para NADH, visto que os elétrons que vem dele geram mais transporte de prótons. 
 Quem entrou pelo No final da cadeia qual das duas entradas, gera um gradiente mais forte?
complexo I; Se esse gradiente é mais forte irá gerar mais ATP, por isso que os elétrons que estão no 
NADH permitem a síntese de 3 ATPs, em enquanto que os elétrons que estão FADH2 podem 
gerar 2 ATPs. Um gradiente eletroquímico mais forte é sinônimo de maior síntese de ATP! 
Ubiquinona 
A ubiquinona é um transportador bieletrônico, ou seja, ela capaz de receber o par de 
elétrons. Ela apresenta 10 conjuntos de 4 carbonos, ou seja, ela possui uma cauda de 40 carbonos! O 
que faz com que ela tenha 
uma característica apolar, 
estando inserida na 
membrana. Ela se comporta 
como um ácido graxo, onde 
um anel que ela apresenta funciona como uma cabeça polar que possui uma longa cauda de 
carbonos que a prende na membrana. 
Os pontos que recebem elétrons são fenóis que viram cetonas, ela consegue rearrumar as 
duas ligações dela de modo que acomode o par de elétrons na estrutura de ressonância. 
 
 
 
 
 
 
Vivian Rocha 
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Complexo III 
O substrato do complexo III é a , pois é ela quem ubiquinona
doa os elétrons para este complexo gerando . O ubiquinona oxidada
que eu ganho com isso? Eu transporto prótons. Um dos elétrons da 
ubiquinona passa pelo complexo III e vai para o , que é citocromo c
uma proteína solúvel que esta no espaço intermembranas é será ela 
que irá transportar os elétrons do complexo III para o IV. No 
citocromo c pode haver um engarrafamento, pois este só é capaz de 
captar um elétron, mas a ubiquinona esta entregando 2. O complexo 
III então irá segurar o elétron temporariamente ate que um segundo 
citocromo capte aquele elétron. Quem irá segurar esse elétron é outra 
ubiquinona. 
Complexo IV 
O complexo IV é o melhor exemplo de bomba. Toda passagem de elétrons dentro dele vai 
ser em núcleos metálicos: cobre, ferro e cobre. Não há reações redox 
envolvendo prótons, sendo assim nesse complexo apenas o número de 
oxidação desses metais é modificado e no final eles vão doar os elétrons para 
o oxigênio e os prótons são bombeados para o espaço intermembranas. 
O substrato do complexo IV são o e e citocromo reduzido oxigênio
os produtos são: e . Este citocromo que é oxidado água citocromo oxidado
volta para o complexo III para ganhar mais elétrons. 
Sendo assim se houver um ponto onde pode ter engarrafamento é 
entre os complexos III e o IV, porque citocromo c só recebe um elétron de cada vez, ou seja, ele é 
monoeletrônico. 
 Gradiente eletroquímico de prótons. O que a cadeia transportadora de elétrons me gerou?
 Gradiente Qual é a relação entre a cadeia transportadora de elétrons e a síntese de ATP?
eletroquímico de prótons, para assim a ATP sintase ter potencial energético para sintetizar ATP. 
 
ATP sintase 
Ela utiliza a força do gradiente eletroquímico de prótons para sintetizar ATP. Se ela for 
retirada da matriz mitocondrial e colocada em um tubo de ensaio, em um meio onde não há um 
gradiente eletroquímico, mas há ATP, 
ela irá fazer a reação inversa. Sendo 
assim ela vai gastar ATPs para 
transporta prótons no sentido oposto. 
Então o que esta esquematizado no 
desenho é o oposto do que ela faz in 
vivo. O próton força a passagem e 
utilizamos ADP e fosfato para 
sintetizar ATP dentro da matriz. 
 
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A síntese do ATP acontece em três sitos que funcionam ao mesmo tempo. Um vazio, outro 
com os dois substratos ligados e um sito com o ATP já pronto. Quando um próton passa pelo sítio 
que estava com o ATP pronto, este se solta, o sítio que estava vazio liga os dois substratos e o que 
estava com os substratos ligados sintetiza o ATP. 
Para cada 3 prótons que passam um ATP é sintetizado. Cada sítio faz um 1/3 do trabalho, 
cada próton então vale 1/3 do trabalho. 
Quando a cadeia esta funcionando completamente isso me dá 10 prótons, em uma conta 
redonda 10 prótons dariam para sintetizar 3 ATPs, mas na realidade sintetizam 2.8. Se são 10 
prótons existem um pouco mais de prótons do que é necessário para fazer 3, mas na realidade não 
conseguimos nem fazer nem 3, só 2.8. Isso porque existem perdas. 
Essas perdas incluem: um canal de prótons que gera calor chamado termogenina (muito 
importante para animais que hibernam e para recém-nascidos que tem uma gordura chamada de 
gordura marrom), sendo essa uma perda desejável de prótons, pois não há síntese de ATP, mas 
geramos calor; e tem as perdas indesejáveis que é quando os elétrons roubam prótons desse espaço 
intermembranas, chamamos esse tipo de moléculas , pois elas e desacoplam o desacopladoras
transporte de prótons da síntese de ATP, sendo assim essas moléculas desacopladoras roubam o 
gradiente eletroquímico de prótons para nada. 
O fato é que não fazemos 100% de ATP, primeiro por que a reação não é 100% eficiente, 
segundo por causa da termogenina e terceiro temos perdas aleatórias que não me dão 100% de 
eficiência. 
O Mesmo raciocínio serve para o FADH2. 
AULA 7 - TRANSPORTE DE LIPÍDIOS 
Transportamos lipídios no estado alimentado e de jejum, mas esse transporte é bem diferente 
nos dois casos. No estado alimentado o lipídio vem do intestino e vai para o tecido adiposo que é o 
estoque e para tecidos que o consomem (que utilizam ácido graxo ativamente) como o músculo e o 
próprio tecido adiposo. 
Essa dieta é rica em lipídios tais como: Triglicerídeos, Fosfolipídios e Colesterol. 
Quando o lipídio sai do intestino ele precisa passar pelo sistema linfático, pois as gotículas 
de lipídeos formadas são tão grandes que entupiriam os capilares e as vênulas. Essas gotículas só 
passam pela circulação sanguínea em uma artéria de grande calibre, já no tórax onde a circulação 
linfática encontra a sanguínea. 
No estado de jejum os lipídios vêm do tecido de reserva que

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