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Bioquímica II

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poder redutor para a produção de ATP; 
 Os intermediários do Ciclo de Krebs vão fornecer esqueletos carbônicos para síntese 
de aminoácidos - Remoção de intermediários do Ciclo para síntese de aminoácidos; 
 O citrato pode ser removido do Ciclo para síntese de lipídeos, de ácidos graxos mais 
precisamente. 
A produção de aminoácidos será mais significativa no músculo e a produção de lipídeos será 
mais significativa nos adipócitos (tecido adiposo) e fígado, mas todas as células podem fazer síntese 
de ácidos graxos para fazer membranas fosfolipídicas usando citrato como intermediário. 
Estado de Jejum 
No estado de jejum o Ciclo de Krebs ocorre com objetivos diferentes dependo do tipo de 
tecido. 
O objetivo do Ciclo de Krebs no no estado de jejum é a . músculo produção de energia
Essa produção de energia é feita com carbonos vindos de duas fontes, uma delas é a degradação de 
 e a outra é a . Sendo assim o Ciclo de Krebs vai receber aporte de lipídeos quebra do glicogênio
moléculas duas vias para gerar energia: a (quando há contração muscular ou levamos via glicolítica
um susto e o organismo libera adrenalina) e da (que o músculo faz degradação de ácidos graxos
sempre). O músculo utiliza preferencialmente como fonte de energia lipídeos (ácidos graxos), que 
vem do tecido adiposo e são degradados no músculo e o produto de sua degradação é utilizado no 
Ciclo Krebs para a obtenção de energia. 
O objetivo do Ciclo de Krebs no no estado de jejum é fígado captar moléculas carbônicas 
, ele evita as reações de fosforilação oxidativas que liberam para permitir a produção de glicose
CO2, havendo uma entrada de intermediários no Ciclo para concentrar carbonos. 
 O Ciclo de Krebs não faz glicose, ele fornece carbonos para outra via faça glicose. Obs.:
Grande parte da produzida no em vem da carga energética fígado jejum degradação de 
 (ácidos graxos), sendo isso suficiente para manter a carga energética necessária. Se houver lipídeos
necessidade o Ciclo de Krebs complementa, mas se não precisar ele ficará concentrado seu 
principal objetivo (citado acima). 
Vivian Rocha 
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Quando quebramos ácidos graxos produzimos energia e carbono, produzimos Acetil-CoA e 
energia. A energia será usada para sustentar qualquer coisa que o fígado produza principalmente a 
gliconeogênese. O Acetil-CoA terá outro destino, será exportado como corpos cetônicos. 
 Os carbonos captados pelo Ciclo de Krebs não podem ser do Acetil-CoA, pois esta Obs.:
molécula apresenta apenas 2 carbonos e se molécula entrar no Ciclo não iria sobrar nenhum 
carbono, sendo assim não é possível captar carbonos a partir dele. Para captarmos carbonos 
precisamos entrar no Ciclo de Krebs com moléculas com mais de 2 carbonos e de preferência entrar 
depois das duas saídas de carbono do Ciclo, assim as reações de evitando descarboxilação 
, pois são nessas reações que os carbonos são perdidos. oxidativas
A degradação de lipídeos colabora com carbonos para síntese de glicose correto ou 
errado?! Errado, pois o Acetil-CoA não entra no Ciclo para fornecer carbonos. A degradação de 
lipídeos colabora com energia para a produção de glicose? Certo, porque a degradação de lipídeos 
sustenta energeticamente o fígado. 
No duas moléculas vão dar origem ao : o e o . Ou músculo Acetil-CoA piruvato ácido graxo
seja, o Ciclo de Krebs pode entrar com o piruvato vindo da glicólise (no estado alimentando essa 
glicose vem do sangue, já no estado de jejum ela vem do glicogênio) ou com ácidos graxos que 
produzem diretamente Acetil-CoA e também produzem NADH e FADH2 e liberando CO2. 
No fígado é diferente e agora nos só vamos falar dele no estado alimentado. 
Conversão do Piruvato em Acetil-CoA 
A conversão do piruvato em Acetil-CoA não faz parte do Ciclo de Krebs em si, mas que 
aprendemos na mesma aula. O piruvato é convertido em Acetil-CoA por uma descarboxilação 
. A minha molécula é oxidada produzindo oxidativa
NADH que equivale a 3 ATPs dentro da mitocôndria. 
Cada piruvato libera um NADH. 
Essa reação é altamente regulada e para falar dela 
temos que falar de outra reação. 
O tem duas opções uma delas é fazer piruvato
 e para isso ele utiliza NAD
+
 e produz NADH. A segunda opção é fazer a carboxilação Acetil-CoA
do piruvato, ou seja, entrar com o CO2 gastar energia (GTP) e produzir uma molécula com um 
carbono a mais que é o . oxaloacetato
O Ciclo de Krebs começar justamente com a do condensação com o oxaloacetato Acetil-
 produzindo . CoA citrato
Ou seja, o pode ser utilizado tanto para produzir piruvato como para produzir Acetil-CoA
um intermediário do Ciclo o , essa bifurcação faz toda a diferença para o Ciclo de oxaloacetato
Krebs. Pois se entrarmos com o Acetil-CoA o saldo de carbonos no Ciclo ficará em 0, e se 
entrarmos com o oxaloacetato que é um intermediário estamos “engordando” o Ciclo. 
No estado alimentado quando o objetivo é produzir energia qual é a melhor opção Acetil-
CoA ou oxaloacetato? Se o Ciclo já esta funcionando em uma velocidade confortável e não é 
preciso “engordar” o Ciclo para que ele produza energia mais rapidamente, o será a Acetil-CoA
melhor opção. Se o Ciclo não estiver funcionando muito bem e precisamos dar uma engordada nele 
para ele funcionar de maneira mais eficiente a melhor opção é o , sem esquecer que oxaloacetato
Vivian Rocha 
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precisamos produzir Acetil-CoA se não o Ciclo não gira, então é preciso produzir os dois quando 
precisamos engordar o Ciclo. Se quisermos remover carbonos (intermediários) da via para 
produzir aminoácidos, qual reação irá prevalecer? Piruvato Oxaloacetato. 
A produz piruvato desidrogenase e aAcetil-CoA produz piruvato carboxilase
. A piruvato desidrogenase é um complexo enzimático e a piruvato carboxilase é uma Oxaloacetato
enzima só que faz a carboxilação do piruvato (ou seja, coloca um C a mais). Essa duas reações tem 
regulação oposta, ou seja, o que estimula uma enzima inibe a outra. A concentração Acetil-CoA 
regula as duas enzimas, sendo capaz de estimular a e de inibir a piruvato carboxilase piruvato 
. Se houver muito Acetil-CoAdesidrogenase isso diminui a velocidade da PDH e a enzima passa a 
funcionar com deficiência e velocidade da PC é aumenta, ou seja, estimula (ativa), se houver pouco 
Acetil-CoA a PBH aumenta e a PC diminui, isso garante que o Ciclo esteja sempre balanceado. 
Você chamada de qualquer reação ou fenômeno que preencha alguma coisa. O Ciclo anaplerótico
de Krebs é preenchido pela reação da , essa reação é anaplerótica, onde ocorre piruvato carboxilase
um balanço para garantir que nunca falte intermediários no Ciclo de Krebs 
Ciclo de Krebs 
Existem três reações dentro do Ciclo que são altamente reguladas a outras são reversíveis 
(funcionam em qualquer sentido). As três reações altamente reguladas são: Reação da citrato 
 (irreversível), (reversível) e a sintase Reação da aconitase Reação de descarboxilação oxidativa
(nome genérico) com a enzima isocitrato desidrogenase (irreversível). Essas três reações serão 
reguladas pelas mesmas coisas. 
 - Acetil-CoaA + Oxaloacetato gerando Citrato. 1ª Reação da citrato sintase
 - Citrato é isomerizado a isocitrato. 2ª Reação da aconitase
 - Faz a produção de NADPH, produzindo -ceto 3ª Reação de descarboxilação oxidativa
glutarato e liberando CO2. Essa reação é catalisada pela enzima isocitrato desidrogenase. 
- Essa reação também é irreversível produz 4ª Reação de descarboxilação oxidativa 
NADH, Succinil-CoA e libera CO2. Essa reação é catalisada pela -ceto glutarato desidrogenase. 
- Produz GTP e ela é reversível e não é regulada, ela utiliza Succinil-CoA e 5ª Reação 
produz Succinato. A reação é catalisada pela enzima Succinil-CoA sintetase. 
- Produz FADH2 (energia - pois equivale a 2 ATPs), também é uma reação 6ª Reação 
reversível, não é regulada. 
- Essa reação também não é regulada, também reversível e não tem nada mais.7ª Reação 
- Essa reação produz energia

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