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01. O que causa a sífilis? É uma doença sistêmica, crônica e curável causada pela bactéria, conhecida como treponema pallidum 02. O que ocorre se não tratar a doença? Ela se dissemina pelo corpo, atingindo órgão, quando não tratada de forma adequada 03. Como ocorre sua transmissão? • Contato sexual oral, anal,vaginal (principalmente) • Contato com lesões mucocutâneas • Verticalmente (mãe para o feto: via transpracentária) • Infecção perinatal (transmitida durante o parto se a mãe apresentar lesão sifilítica) A transmissão é maior nos estágios iniciais Sífilis primária Riqueza de treponemas nas lesões na região genital ( cancro duro) Sífilis secundária Riqueza de treponemas nas lesões muco- cutâneas Sífilis latente recente Menos de dois anos de infecção Sífilis latente tardia Lesão raras ou inexistentes, mais de dois anos de infecção Sífilis terciária Lesões raras ou inexistentes Período latente é um período em que não se observa nenhum sinal ou sintoma clínico da sífilis. Sífilis recente: até 12 meses Sífilis tardia: após 12 meses 04. Quais são os sintomas? A maioria permanece assintomático, quando apresentam sinais e sintomas muitas vezes não são valorizados (levados em consideração), assim, podem sem saber transmitir a doença para os parceiros sexuais. Quando surge aparecem na forma de Cancro duro Lesão na região genital (pênis ou vagina). Nas mulheres essa lesão pode passar despercebida. Aparece em média 21 dias após o contato sexual que gerou a infecção. É uma lesão tipo ulcera geralmente única, indolor, com bordas endurecidas e de fundo liso e brilhante. Lesão de mucosa As espiroquetas da sífilis penetram nas mucosas e entram em abrasões da pele Manchas no corpo, principalmente na palma da mão e planta dos pés, que não coça e também pode surgir ínguas no corpo (linfadenopatia) 05. Doença tem cura ? Sim 06. Qual a classificação clínica da sífilis? Recente: até um ano de evolução 1° Início 10- 90 dias Primeira manifestação Úlcera geralmente única e indolor com borda definida e regular, base (relacionada no local de entrada da bactéria, lesão rica em treponema) endurecida e fundo limpo denominado cancro duro Em alguns casos pode ser lesões múltiplas Linfodenopatia regional Acomete linfonodos acometido próximos ao cancro duro Duração 3 -8 semanas Desaparecimento Independe do tratamento 2° Início 6 semanas- 6 meses depois da cicatrização do cancro Erupção macular eritematosa (roséola), placas mucosas e acastanhadas Toda erupção cutânea deve ser investigada para teste de sífilis Progressão: lesão mais evidentes, papulosas, eritematosas, e acastanhadas Comum sintomas inespecífico Cefaleia, febre baixa, mal-estar, adimania Uveíte ou neurossífilis meningovascular Duração Algumas semanas Desaparecimento Independe do tratamento Latente Não se observa nenhum sinal ou sintomas, o diagnóstico é feito por teste treponemicos e não treponemicos Tardia: mais de um ano de evolução 3° Início Ocorrem em infecções não tratadas, após 1-40 anos após a infecção Destruição tecidual (Lesão pobre em treponema) Aparecimento de tumores com tendencia a liquefação que pode causar desfiguração, incapacidade e morte. Acometimento do tecido nervoso Acometimento cardiovascular 07. Quais os testes de diagnósticos da sífilis? Teste imunológicos: pesquisa de anticorpos em amostra de sangue que são divididos em treponêmicos e não treponêmicos Exames diretos: campo escuro (microscopia em campo escuro é indicada na avaliação do cancro (lesão sifilítica primária) e da sífilis secundária (condiloma lata). Material corado (todas as técnicas de microscopia utilizando materiais corados apresentam sensibilidades inferiores à de campo escuro. Na maioria dos casos, os anticorpos antitreponêmicos poderão ser detectados a partir de dez dias do aparecimento da lesão primária da sífilis (cancro duro).) 08. Função do teste treponêmico ? Tipos: teste rápido, teste de hemaglutiação, FTA-ABs, ensaios imunoenzimas Detecta anticorpos específicos contra o antígeno treponema pallidum, sendo o primeiro a se torna reagente (importante para o diagnóstico) no qual permanece reagente pelo resto da vida, mesmo após o tratamento, assim, não é indicado para o monitoramento da resposta ao tratamento 09. Função do teste não treponêmico ? Tipos: VDRL,LPR,USR Detecta anticorpos não específicos para o treponema pallidum, e torna-se reagente após 1-3 semanas após o aparecimento do cancro duro. Utilizado para diagnóstico e para o monitoramento da resposta ao tratamento. Pode ocorrer falsos positivos, pois os antígenos não são específicos assim, deve-se realizar tanto os teste treponemicos como os não treponemios Resultado: diluição, em um fator 2 até que não haja reatividade no teste, o resultado é em títulos (1:2 ; 1:4 ; 1:8), a queda do título é indicativo de sucesso no tratamento. A diluição que ainda apresentar reatividade permite determinar o título (ex: amostra reagente até 1:16, corresponde ao título de 16). Se a infecção for diagnostica na fase tardia, se espera titulações baixas (menor que 1:4). Títulos altos são esperados em testes de pessoas tratadas, títulos baixos indica infecção recente ou estágio tardio de infecção (sífilis tardia). 10. Interprete os resultados da sífilis: • DRL positivo e FTA-ABS positivo confirmam o diagnóstico. • VDRL positivo e FTA-ABS negativo indicam outra doença que não sífilis. • VDRL negativo e FTA-ABS positivo indicam sífilis em fase bem inicial, já curada ou na fase terciária. • VDRL negativo e FTA-ABS negativo descartam o diagnóstico de sífilis (há raros casos em que o teste é feito muito precocemente, podendo haver falso negativo em ambos). 11. Como seguir com o os resultados do teste ? Teste treponêmico (reagente) + teste não treponêmico (reagente) = diagnóstico de sífilis • Classificar o estágio • Considerar cicatriz sorológica • Proceder com tratamento e monitoramento • Orientações Teste treponêmico (reagente) + teste não treponêmico (não reagente) = realizar outro teste treponêmico • Se 3° teste não disponível deve-se avaliar a clínica • Se 3° teste reagente: sífilis ou cicatriz sorológica • Se 3° teste não reagente: falso reagente • Proceder com tratamento e acompanhamento • Orientações Teste treponêmico (não reagente) = não realizar outro teste • Pode significar ausência de infecção ou período de incubação (janela imunológica) de sífilis recente • Em caso de suspeita solicita-se nova coleta de amostra em 30 dias • Iniciar tratamento caso o diagnóstico seja o mais provável ( ex: úlcera anogenital) 12. O que é cicatriz sorológica ? Caso de pessoas tratadas adequadamente que não atingiram a negativação, esse fenômeno pode ser persistente ou temporário. O diagnóstico da sífilis não está confirmado quando houver presença de cicatriz sorológica, ou seja, tratamento anterior para sífilis com documentação da queda de titulação em pelo menos 2 diluições (ex: 1:16 para 1:4) 13. Como ocorre o tratamento da sífilis ? Benzilpenicillina benzatina é o medicamento de primeira escolha, sendo o único comprovado com eficácia na gestação. Utilizado após teste reagente para sífilis independente da presençade sinais e sintomas, sendo necessário também um segundo teste para avaliação melhor análise diagnostica. Para pacientes com sinais e sintomas de sífilis mas na impossibilidade de realizar o teste, se recomenda tratamento empírico, como também aos seus parceiros sexuais Recomenda-se tratamento presuntivo aos parceiros sexuais de pessoas diagnosticadas com sífilis em uma única dose de 2,4 milhões UI 14. Qual a via de administração da bezilpenicillina benzatina ? Ventro-glútea: é preferencial pois é livre de vasos e nervos importantes, com tecido cutâneo de menos espessura , o que resulta em pouco efeito adverso e dor local Outros locais: 15. Qual a dose a ser administrada? Sífilis recente: 2,4 milhões UI dose única (1,2 milhões UI em cada glúteo) • Realizar teste não treponêmico trimestralmente • Em gestantes realizar teste treponêmico mensalmente • Alternativa: Doxiciclina 100 mg 12/12 h VO por 15 dias • Sífilis 1°: apenas uma dose • Sífilis 2° 2 doses com intervalo de 1 semana Sífilis tardia: 2,4 milhões UI por 1 x por semana por 3 semanas (1,2 milhões UI em cada glúteo) .Dose toral 7,2 milhões UI • Realizar teste não treponêmico trimestralmente • Em gestantes realizar teste treponêmico mensalmente • Alternativa: Doxiciclina 100 mg 12/12 h VO por 15 dias Neurosífilis: 18-24 milhões 1x/dia EV administrada em doses de 3-4 milhões UI, a cada 4 horas ou por infusão contínua por 14 dias • Realizar exame LCR semestrealmente até normalização • Alternativa: Ceftriaxona 2 g EV 1x por dia 10- 14 dias 16. Qual a probabilidade de reação adversa a Benzilpenicilina ? Baixas, reações graves são muito raras. 17. O que a reação de Jarisch-Herxheimer ? Um evento que pode ocorrer 24 horas após a primeira dose de penicilina, em especial na fase 1° e 2°, que caracteriza-se por exacerbação das lesões cutâneas, mal-estar geral, febre, cefaleia e artralgia, que regridem após 12 a 24 horas. Podendo ser controlada com uso de analgésico, sem a necessidade de descontinuação do tratamento. 18. Qual a periodicidades dos testes treponêmicos e não treponêmicos ? • Treponêmicos: mensalmente (gestantes) • Não- treponêmico: 3,6,9,12 meses • Tratada com sucesso: liberada de novas coletas após 1 ano de tratamento 19. Como se dar a resposta (monitoramento) ao tratamento da sífilis ? • Monitoramento: teste não treponêmico, sempre que possível realizar o mesmo teste do diagnóstico no monitoramento • Resposta imunológica adequada: teste não treponêmico não reagente ou queda na titulação 2 diluições em 3 meses ou 3 diluições em 6 meses • Cicatriz sorológica: persistência do resultado reagente não treponêmico após tratamento adequado, com queda prévia da titulação em pelo menos duas diluições , quando descartada nova exposição de risco no período analisado • Reativação/Reinfecção: ausência de redução de titulação em 2 diluições em 6 meses (sífilis 1°,2°, latente) 12 meses (sífilis tardia) após tratamento adequado ou aumento da titulação em duas diluições 1:16 para 1:64 ou persistência de sinais e sintomas clínicos 20. Quais os critérios de retratamento da sífilis ? (tanto para gestante como outros) Ausência de redução da titulação em 2 diluições no intervalo de 6 meses (sífilis recente, primária e secundária) ou 12 meses (sífilis tardia) após o tratamento adequado OU aumento da titulação em 2 ou mais diluições ( 1:16 para 1:64) OU persistência ou recorrência de sinais e sintomas clínicos 21. Explique a sífilis na gestação: A taxa de transmissão vertical de sífilis para o feto é 80%, ainda pode ocorrer durante o parto quando a mãe apresenta lesão sifilítica. A infecção ocorre principalmente nos estágios 1° e 2° e pelo tempo que o feto foi exposto. Isso pode ocasionar morte in útero. A maior parte dos casos de sífilis em gestante é diagnosticada na fase latente, quando não se sabe a cronologia se classifica em fase tardia. Os parceiros sexuais das gestantes com sífilis podem ser infectados mesmo apresentando teste imunológico não reagente, portanto devem ser tratadas presumivelmente com apenas uma dose de penicilina benzatina IM (2400.000 UI), no caso de teste reagente para sífilis deve-se seguir o tratamento da sífilis adquirida no adulto, de acordo com o estágio da infecção. Quando a sífilis é detectada na gestante o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível com penicilina benzatina, único medicamento capaz de impedir a transmissão vertical 22. Como se realiza o tratamento adequado da gestante ? Administrar penicilina benzatina em até 30 dias antes do parto. A realização da testagem para sífilis na 28 semana permite o tratamento de até 30 dias antes do parto, sendo o intervalo necessário para que o recém-nascido seja considerado como tratado intra útero . Preferencialmente, deve-se realizar o teste rápido para sífilis para o rastreamento no pré- natal e também encerrando a gentação 23. Como se confirma o sucesso do tratamento da sífilis em gestante ? Diminuição da titulação do teste não treponêmico em 2 diluições em 3 meses e de 4 diluições em 6 meses com evolução da sororreversão (teste não treponêmico não reagente). A diminuição da titulação em 2 diluições em 6 meses para sífilis recente e em 12 meses para tardia. Além disso, a gestante tem que ser testada mensalmente após o tratamento para avaliar além da queda de títulos a possibilidade de elevação destes por tratamento inadequado, falha terapêutica ou reinfecção. Após o parto o seguimento é trimestral até 12 meses de acompanhamento (3,6,9,12) 01.O que é um sexo seguro? • Imunização contra hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV • Conhecer o status sorológico para HIV e outras IST’s do seu parceiro • Testar regularmente para HIV e outras IST’s • Tratar pessoas vivendo com HIV • Realizar exame preventivo de câncer do colo uterino • Realizar profilaxia pré-exposição e profilaxia de pós-exposição quando indicado • Conhecer e ter acesso a anticoncepção e concepção 02. O que influencia na manutenção de uma epidemia de IST’s? • Eficácia de transmissão (fator biológico intrínseco a cada infecção) • Taxas de variação de parceria sexual • Duração da infecção 03. Quais são as IST’s de notificação compulsória ? Aids, sífilis adquirida , congênita e em gestantes, hepatite b, c e d, HIV adquirida em gestantes (sempre serão prioridades na busca ativa)e crianças expostas Além de realizar a notificação deve-se realizar uma anamnese, identificação das diferentes vulnerabilidades, exame físico, prescrição de tratamento, ofertas de vacinas contra hepatite B e HPV, ofertas de preservativos e convocação dos contatos sexuais desses pacientes 04. Quais os métodos de prevenção das IST’s ? Abstinência sexual, redução do número de parceiros, vacinação profilática e uso de preservativo masculino e feminino 05. Quais a abordagem das IST’s na atenção primária ? Tem a finalidade de interromper a cadeia de transmissão de forma mais efetiva e imediata possível, além disso deve-se evitar complicações advindas das IST’s e a transmissão de HIV aliado a regressão imediata dos sintomas 06. O que se define como prevenção combinada de HIV A prevenção combinada do HIV busca alcançar um impacto máximo na redução de novas infecções pelo HIV ao combinar estratégias biomédicas, comportamentais e estruturais baseadas nos direitos humanos e em evidências, considerando contextos locais bem documentados e compreendidos. Comportamentais: envolvem mudanças no comportamento das pessoas para reduzir o risco de infecção pelo HIV. • Participação em programas de educação sobresaúde sexual e HIV, para aumentar o conhecimento sobre o vírus e formas de prevenção. • Testagem regular do HIV para identificar precocemente a infecção e receber tratamento adequado. Além disso, conhecer o status sorológico pode ajudar a prevenir a transmissão do HIV para outras pessoas. • Adesão à terapia antirretroviral (TARV), para controlar a infecção pelo HIV e prevenir sua progressão para a AIDS. Com isso, chega-se à supressão do vírus no corpo, tornando-o indetectável e, portanto, instransmissível a outras pessoas. • Redução de danos: As pessoas que, por exemplo, usam drogas injetáveis devem receber acesso a programas de redução de danos, como a troca de seringas, que podem reduzir o risco de transmissão do HIV. • Uso consistente e correto de preservativos durante o sexo vaginal, anal e oral. Estruturais: envolvem mudanças no ambiente social, econômico ou político para reduzir o risco de infecção pelo HIV. Algumas dessas estratégias incluem • Acesso pleno e com zero discriminação a serviços de saúde de qualidade, incluindo serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. • Políticas públicas que promovam a igualdade de gênero, a proteção dos direitos humanos e o combate ao estigma e à discriminação das pessoas que vivem com HIV. • Programas de prevenção do HIV adaptados às realidades e necessidades das populações-chave Biomédicas: envolvem o uso de tecnologias médicas para prevenir a infecção pelo HIV • O uso correto e consistente de preservativos internos e externos durante o ato sexual pode reduzir significativamente o risco de transmissão do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), assim como prevenir a gravidez indesejada. • Nesse sentido, em combinação com preservativos, as pessoas devem ter a opção e a possibilidade de usar lubrificantes para aumentar o conforto e reduzir fricção. • Profilaxia pré-exposição: envolve o uso diário de medicamentos antirretrovirais para prevenir a infecção pelo HIV em pessoas com maior risco de exposição ao vírus. • Profilaxia pós-exposição: é a utilização da medicação antirretroviral após qualquer situação em que exista a exposição ao HIV, a medicação age impedindo que o vírus se estabeleça no organismo, por isso a importância de iniciar esta profilaxia dentro do prazo de até 72 horas. Entretanto, o tratamento é mais eficaz se iniciado nas duas primeiras horas após a exposição e deve ser seguido por 28 dias. • Tratamento como prevenção: a adesão ao tratamento antirretroviral faz com que as pessoas vivendo com HIV consigam a supressão viral, ou seja, que a carga viral de HIV seja tão baixa a ponto de não ser identificada em exames, a chamada “carga viral indetectável”. As evidências científicas também mostram que pessoas vivendo com HIV que possuem carga viral indetectável não transmitem HIV por relações sexuais ao terem relações sem preservativo. É o I=I, ou seja, Indetectável é igual a Intransmissível. 07. Quais as IST’s sintomáticas e assintomática ? Asintomáticas Sintomáticas Sífilis fase aguda Corrimento vaginal Gonorreia Corrimento uretral Clamídia Úlceras genitais Hepatite B e C DIP (doença inflamatória pélvica) Infecção pelo HIV Verrugas anogenitais 08. Quais principais síndromes clínicas das IST’S ? Mesmo com etiologias diferentes, as principais manifestações clínicas das IST’s são : Úlceras genital: lesões ulcerativas erosivas, precedidas ou não por pústulas e/ou vesículas, acompanhada ou não de dor, ardor, prurido, drenagem de material mucopurulento, sangramento e linfadenopatia regional. Evoluem para vesículas sobre base eritematosa, muito dolorosa, e de localização variável na região genital Esses agentes podem ser encontrados isoladamente ou em associação em uma mesma lesão, como úlcera genital por Treponema pallidum A presença de úlcera genital está associada a um elevado risco de transmissão e aquisição do HIV e tem sido descrita como a principal causa da difusão desse vírus entre as populações em situação de vulnerabilidade HIV e tem sido descrita como a principal causa da difusão desse vírus entre as populações em situação de vulnerabilidade • Sintomas: úlcera • Sinais: úlcera, linfonodomegalia inguinal • Causas: linfogranuloma venéreo, cancroide, herpes perioral e genital, donavanose, sífilis Herpes genital: embora os HSV-1 e HSV-2 possam provocar lesões em qualquer parte do corpo, há predomínio do tipo 2 nas lesões genitais e do tipo 1 nas lesões periorais. Cancroide: Linfogranuloma venéreo Donovanose Corrimento vaginal: é uma queixa comum, que ocorre principalmente na idade reprodutiva, a vulvovaginite e a vaginose são as principais causas de corrimento vaginal patológico é necessário uma investigação clínica minuciosa em caso de recorrência. O corrimento vaginal pode ser fisiológico ou patológico, e representam 70% das queixas ginecológicas. O corrimento patológico apresenta-se de forma abundante, esbranquiçada ou branco- acinzentada não aderente e com odor fétido • Sintomas: prurido, irritação local, disúria externa (dor a micção) dispareunia (dor na relação sexual), odor fétido • Sinais: edema de vulva, hiperemia da vulva • Investigação: características (cor, aspecto , quantidade e odor), comportamento e práticas sexuais, DUM, práticas de higiene, hábitos de se vestir, presença de sintomas no parceiro sexual, sintomas associados, medicação usadas tópicas ou sistêmicas • Causas: Candidíase vulvovaginal: é causada pela proliferação em excesso do fungo Candida albians, que habita normalmente a vagina da mulher. Os sintomas da candidíase são: prurido, ardência, corrimento esbranquiçado denso, em grumos, tipo “nata de leite” ou “leite coalhado” aderido as paredes vaginais e fundo de saco sem odor, dispareunia, disúria externa. Sinais característicos: eritema, fissura vulvares, corrimento grumoso (placas esbranquiçadas aderidas a parede vaginal), edema vulvar, escoriações e lesões satélites por vezes pustulosas pelo ato de coçar Parceiros sexuais: não precisam ser tratadas, exceto se sintomáticas Gestação: comum, podendo ter recidivas pelas condições propícias do PH vaginal durante esse período Tratamento gestantes e lactentes: somente por via vaginal, o tratamento oral é contraindicado PH: x < 4,5 Citologia: utiliza-se soro fisiológico e hidróxido de potássio a 10% a fim de visibilizar a presença de hifas e/ou esporos dos fungos Fatores predisponentes: gravidez, obesidade, DM (descompensada), uso de ACO em altas dosagens (estrógeno), antibióticos, corticoides ou imunossupressores, hábitos de higiene e vestuários que aumentem a umidade e calor local, contato com substâncias alérgenas/irritantes (talcos, perfumes, sabonetes ou desodorantes íntimos) ou alteração na resposta imunológica (imunodeficiência) inclusive pelo HIV Tratamento: 1° escolha Miconazol creme a 2% ou outros derivados imidazólicos, via vaginal, um aplicador cheio, à noite ao deitar-se, por 7 dias OU Nistatina 100.000 UI, uma aplicação, via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14 dias 2° escolha Fluconazol 150mg, via oral (VO), dose única OU Itraconazol 100 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 1 dia Complicada ou recorrente Fluconazol 150 mg, VO, 1x/dia, dias 1, 4 e 7 OU Itraconazol 100 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 1 dia OU Miconazol creme vaginal tópico diário por 10-14 dias Manutenção: Fluconazol 150 mg, VO, 1x/semana, por 6 meses OU Miconazol creme vaginal tópico, 2x/semana OU Óvulo vaginal, 1x/semana, durante 6 meses Vaginose bacteriana é uma condição decorrente do desequilíbrio da microbiotavaginal, causada pelo crescimento desordenado de bactérias anaeróbias e lactobacilos acidófilos, principalmente em mulheres em idade reprodutiva. É a causa mais prevalente de corrimento vaginal e odor fétido. Sem lactobacilos o PH aumenta e produz aminoácidos que são quebrados por bactérias anaeróbicas da VB em aminas voláteis (putrecina e cadaverina) levando ao odor desagradável principalmente após o coito e a menstruação (alcalinizam o conteúdo vaginal) Exame especular: paredes vaginais íntegras, marrons e homogênicas ao teste de Schiller. Banhada com corrimento perolado bolhoso em decorrência de aminas voláteis Sintomas característicos: corrimento vaginal homogênico, presença de clue cells (células guia) no exame de lâmina a fresco, teste de Whiff + (odor fétido das aminas) PH: X > 4,5 Tratamento das parceiros sexuais: não é recomendado A aumenta o risco de aquisição de IST (incluindo o HIV), e pode trazer complicações às cirurgias ginecológicas e à gravidez (estando associada com ruptura prematura de membranas, corioamnionite, prematuridade e endometrite pós-cesárea). Quando presente nos procedimentos invasivos, como curetagem uterina, biópsia de endométrio e inserção de dispositivo intrauterino (DIU), aumenta o risco de doença inflamatória pélvica (DIP). A paciente acometida relata corrimento vaginal fluido, homogêneo, pelorado bolhoso em decorrência das aminas voláteis, de cor amarela, branca ou cinza, geralmente em pequena quantidade e não aderente de aspecto fluido e cremoso. Também pode apresentar odor desagradável após a relação sexual ou durante período menstrual (putrescina e cadaverina)estar associado a ardência e coceira. pH da vagina menor que 4,5 e teste de Whiif + Tratamento: 1° escolha Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos VO, 2x/dia, por 7 dias OU Metronidazol gel vaginal 100 mg/g, um aplicador cheio via vaginal, à noite ao deitar-se, por 5 dias 2° escolha Clindamicina 300 mg, VO, 2x/dia, por 7 dias Complicada ou recorrente Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos VO, 2x/dia, por 10-14 dias OU Metronidazol gel vaginal 100 mg/g, um aplicador cheio, via vaginal, 1x/dia, por 10 dias, seguido de tratamento supressivo com óvulo de ácido bórico intravaginal de 600 mg ao dia por 21 dias e metronidazol gel vaginal 100 mg/g, 2x/semana, por 4-6 meses Tricomoníase vulvovaginal é uma infecção genital, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que pode atingir ambos os sexos, porém é de maior frequência da genitália feminina do que da masculina. O parasita causador da tricomoníase se instala na vagina ou uretra, gerando microlesões na parte interna da vagina, fator que pode levar a mulher a desenvolver outros tipos de patologias, que dão um aspecto de morango ou framboesa (teste de schiller onçoide ou tigroide) Sintomas: corrimento vaginal intenso amarelo- esverdeado por vezes acidentado bolhoso e espumoso, com odor fétido (em alguns casos lembrando o odor de peixe) e prurido eventual, que pode constituir um caso de reação alérgica á afecção, pode haver sinusiorragia e dispareunia, edema vulvar e sintomas urinários, como disúria. Exame especular: microulcerações que dão ao colo uterino um aspecto de morango ou framboesa, teste de shiller “onçoide” ou “tigroide” Ph: 6,7-7,5 (meio alcalino que pode surgir flora bacteriana patogênica, inclusive anaeróbica; por conseguinte, se estabelece a vaginose bacteriana associada, que libera as aminas com odor fétido, além de provocar bolhas no corrimento vaginal purulento Parceiros sexuais: devem ser tratadas com o mesmo esquema terapêuticos, durante o tratamento deve se suspender as relações exuais Tratamento: 1° escolha Metronidazol 400 mg mg, 5 comprimidos VO, dose única , por 7 dias OU Metronidazol 250 mg 2 comprimidos VO, 2x ao dia por 7 dias Cervicite (clamídia + gonorreia): são frequentemente assintomáticas (70-80%)nos casos dos assintomáticos as queixas são: as principais complicações é dor pélvica, DIP, gravidez ectópica e infertilidade. CEFAZ: azitromicina e cefalosporina Sintomas: corrimento vaginal (em mulheres frquentemente não se apresenta corrimento vaginal) sangramento intermenstrual ou pós- coito, dispareunia, disúria, polaciúria e dor pélvica crônica Exame físico: dor a mobilização do colo uterino (endocervicite) material mucopurulento no orifício externo do colo, edema cervical, sangramento ao toque da espátula ou swab. Complicações quando não tratadas: dor pélvica, DIP, gravidez ectópica e infertilidade As infecções gonocócicas ou por clamídia durante a gravidez podem estar relacionadas a partos pré-termo, ruptura prematura de Gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae que infecta o revestimento da uretra, do colo do útero, do reto e da garganta ou das membranas que cobrem a parte frontal do olho (conjuntiva e córnea). Clamídia é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), que na maioria das vezes causa infecção nosórgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos Tratamento: Infecção gonocócica NÃO complicada (uretra, colo do útero, reto e faringe) Ceftriaxona 500mg, IM, dose única MAIS Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única Infecção gonocócica disseminada Ceftriaxona 1 g IM ou IV ao dia, completando ao menos 7 dias de tratamento MAIS Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única Conjuntivite gonocócica no adulto Ceftriaxona 1 g, IM, dose única Infecção por clamídia Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única OU Doxiciclina 100 mg, VO, 2x/dia, por 7 dias (exceto gestantes) Verrugas • Causa: HPV (candiloma cuminado) DIP (doença inflamatória pélvica): síndrome clínica atribuída a ascensão de microrganismo do trato genital inferior, espontânea ou decorrente de manipulação (inserção de DIU, biópsia do endométrio, curetagem entre outros) omprometendo o endométrio (endometrite), tubas uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas (salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite). Causas: principais causas é a clamídia, gonorreia (85%) e em 15 % não são transmitidos sexualmente mas associados por germes entéricos Diagnóstico: quando uma mulher sexualmente ativa se apresenta com dor abdominal baixa e/ou dor pélvica, deverá investigar DIP no diagnóstico diferencial, independentemente da história de atividade sexual recente. A confirmação do diagnóstico é feito a partir de critérios maiores e critérios menores e critérios elaborados sendo necessário 3 critérios maiores + um critério menor ou critério elaborado CRITÉRIO MAIORES Dor no hipogástrico • Dor à palpação dos anexos • Dor à mobilização do colo uterino CRITÉRIOS MENORES Temperatura axilar > 37,5°C ou temperatura retal > 38,3°C • Conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal • Massa pélvica • Mais de 10 leucócitos por campo de imersão em material de endocérvice • Leucocitose em sangue periférico • Proteína C reativa ou velocidade de hemossedimentação (VHS) elevada • Comprovação laboratorial de infecção cervical por gonococo, clamídia ou micoplasmas CRITÉRIOS ELEVADOS Evidência histopatológica de endometrite • Presença de abscesso tubo-ovariano ou de fundo de saco de Douglas em estudo de imagem • Laparoscopia com evidência de DIP Corrimento uretral: uretrites são caracterizadas por inflamação e corrimento uretral. Tem aspecto que varia de mucoide a purulento com volume variável, estando associado a dor uretral (independente da micção), disúria, estranguria (micção lenta e doloroa),prurido e eritema do meato uretral • Sintomas: prurido uretral, polaciúria (aumento da frequência urinária), odor fétido, dor uretral independente da micção, disúria, estranguria (micção lenta e dolorosa), eritema do meato uretral • Sinais: corrimento uretral mucoide purulento com volume variável • Causas: gonorreia, clamídia, tricomoníase • Uretrite gonocócica: os sinais e sintomas são determinados pelos locais primários de infecção: as membranas mucosas da uretra (uretrite), endocérvice (cervicite), reto (proctite), faringe (faringite) e conjuntiva (conjuntivite). • Uretrite não gonocócica • Tratamento: enorme (depois ler melhor) Dor pélvica (cervicite) • Sintomas: dor pélvica, dispareunia • Sinais: dor a palpação, dor a mobilização uterina, temperatura x >37,5 • Causas: gonorreia, clamídia, anaeróbicos 09. Qual a conduta para cada IST’s ? As condutas somente baseadas na impressão clínica não são recomendadas em razão de sua baixa sensibilidade e alta sensibilidade, assim, ações clínicas complementares são necessárias para o diagnóstico e tratamento adequado, mas caso os testes laboratoriais não estejam disponíveis recomenda-se o tratamento baseado na clínica em todo caso suspeito de IST’s 09. Quais tipos de infecção do trato reprodutivo (ITR)? • IST’s: tricomoníase, clamídia e gonorreia, DIP • Infecções iatrogênicas; pós-aborto • Infecções endógenas: candidíase, vaginose bacteriana 10. O que é o teste do pH vaginal ? O teste PH vaginal é um método químico seco rápido para a deteção semiquantitativa do pH vaginal feminino, para ajudar no diagnóstico de vaginose bacteriana. Um papel de pH é usado para determinar os níveis de pH na amostra obtida através de um exsudado vaginal 11. O que é o teste das aminas? Teste das Aminas (teste de Whiff) positivo – é feito com a adição de hidróxido de potássio a 10% na secreção coletada do fundo de saco vaginal, com aparecimento imediato de odor desagradável, do tipo odor de peixe. Presença de clue cells (células-alvo) no exame microscópico a fresco da secreção vaginal. O teste de amina na candida é negativo 12. Como avaliar corrimento vaginal ? • CAQO (cor, aspecto, quantidade, odor) • Aspecto: grumoso, flúido, elástico, bolhoso • Odor: com ou sem • Cor: branco, esverdeado, perolado, transparente 13. Como realizar um exame ginecológico e IST’s ? • Examinar a genitália externa e a região anal. • Separar os lábios vaginais para visualizar o introito vaginal integralmente. • Introduzir o espéculo para examinar a vagina, suas paredes, o fundo de saco e o colo uterino • Fazer o teste de pH vaginal, colocando, por um minuto, a fita de papel indicador na parede vaginal lateral (evitar tocar o colo). • Colher material para o teste de Whiff (teste das aminas ou do “cheiro” – em uma lâmina ou chumaço de gaze, acrescentar uma gota de KOH 10% sobre o conteúdo vaginal coletado, sendo positivo se apresentar cheiro de peixe podre) e para realização da bacterioscopia, quando disponível. • Havendo possibilidade de realização no local, coletar material endocervical para cultura de N. gonorrhoeae em meio de transporte e pesquisa de C. trachomatis e N. gonorrhoeae por biologia molecular; a amostra para biologia molecular pode ser substituída pela urina de primeiro jato (armazenada na bexiga no mínimo por 4 horas), seguindo as orientações de coleta e armazenamento, conforme o meio a ser utilizado • O exame preventivo de câncer de colo do útero (colpocitologia oncótica) e a colposcopia não devem ser realizados com o intuito de diagnosticar vulvovaginite, vaginose e cervicite. Quando indicados (ex.: para rastreio de lesão intraepitelial cervical), devem preferencialmente ser realizados após tratamento das ITR. 01. Diga a periodicidade, intensidade e duração de um ciclo menstrual normal? • Periocidade: 28 dias (+- 7 dias: 21-35 dias), um ciclo anormal está ligada a uma infertilidade • Intensidade: a quantidade de sangue eliminado durante a gestação é de 20-60 Ml • Duração: quantidade de dias em que ocorre perda sanguínea 4 (+- 2 dias: 2-6 dias) 02. Cite as características da menstruação: • Irregularidade é mais comum nos 2 primeiros anos após a menarca (1° menstruação) e 3 anos antes da menopausa (pausa da menstruação) • Características das primeiras menstruação (1-3 anos): irregularidade, imprevisibilidade, ciclos anavulatórios • Ciclo menstrual varia menos: 20-40 anos 03.Explique o sistema hormonal feminino: Hipotálamo libera o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), que é secretado em pulsos curtos, uma vez a cada 90 minutos, essa secreção pulsátil intermitente de GnRH estimula também a secreção pulsátil de LH e FSH, caso esse fluxo seja contínuo esses hormônios deixam de ser produzidos. Assim, estimula a hipófise anterior (adenohipófise) a secretar os hormônios FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante) que estimula o ovário a produzir estrogênio e progesterona. Esses hormônios começam a ser liberados por volta de 9-12 anos 04.Quem é o inibidor da prolactina? • Dopamina (é de outros fatores que são produzidos pela adenohipófise) • O hormônio liberador de tireotrofina é um fator inibidor da prolactina, ou seja, um quadro de hipotireoidismo resulta em uma situação de hiperprolactinemia 05.Um dano na hipófise anterior pode causar que tipo de quadro? Os hormônios produzidos pela hipófise anterior (adeno-hipófise) serão diminuídos e os produzidos pela hipófise posterior (neuro- hipófise) irão aumentar 06. Em que situações se necessita ter baixas concentrações de LH e FSH ? Utilizam-se agonista de GnRH • Endometriose • Leiomiomas • Câncer de mama • Câncer de próstata 07. Porque os atletas de alto nível apresentam mais comumente amenorreia? Devido ao aumento da produção de endorfina, que tem efeito inibitório na liberação de GnRH ( liberação de GnRH de forma pulsátil interrompida). Além disso, muitos profissionais experimentam estados de depressão após o encerramento da carreira, devido a queda de endorfina. 08. Que fatores estimulam a produção de GnRH ? Reprodução, sinais olfativos, feromônios 09. Defina como ocorre o estágio de crescimento folicular: Infância: as células granulosas do ovócito 1 na fase do folículo primordial fornecem nutrição para esse ovócito. E o fator inibidor de maturação do oócito mantém o óvulo parado em seu estado primordial (prófase da divisão mitótica) As células da granulosa são as células que rodeiam o oócito no folículo. Estas células têm como funções a proteção e o suporte do gâmeta feminino necessários para o seu desenvolvimento. Puberdade: FSH e o LH começam a ser secretados de forma significativa, e dessa forma o ovário começa a se desenvolver. Essa concentração elevada de estrógeno faz com que a células granulosas formem quantidades maiores de receptores de FSH, que tornam as células ainda mais sensíveis, e assim, favorece o seu rápido crescimento. Dessa forma, se tem um crescimento significativo das células granulosas, as células da teca adquirem capacidade de secretar hormônios sexuais (progesterona e estrogênio). Após a 1° semana ou mais de crescimento, um dos folículos começa a se desenvolver mais do que os outros, os outros involuem (atresia), assim, somente um folículo é liberado. 09. A síntese de estrogênio depende de que células? (teoria das duas células) Ação combinada LH e FSH ( 2 gonadotrofinas) nascélulas tecal e granulosa. O gene CYP 17 não está presente nas células da granulosa, assim, dependem da célula tecal para produzir estrogênio 10. Explique o ciclo ovulatório: Fase folicular: também conhecida como fase pré-ovulatória ou fase proliferativa, é a fase do ciclo menstrual durante a qual os folículos ovarianos amadurecem de folículo primário para folículo maduro. • Diminuição de estrógeno e progesterona • Aumento do FSH (recrutação de folículos, causando o crescimento acelerado) • Folículos começam a produzir estrogénio • Queda FSH após seleção do folículo estimulante • Pico de aumento LH para ocorrer ovulação (as vezes o pico não é suficiente para ocorrer ovulação) e progesterona Fase lútea: fase também conhecida como secretória última fase do ciclo menstrual, nos no qual tem início com a formação do corpo lúteo e termina com a gravidez ou luteólise, dependendo se ocorre ou não fertilização • Corpo lúteo (aumento da progesterona, estrogênio e inibina, isso tem efeito negativo na hipófise anterior mantendo, assim, a secreção de FSH e LH reduzidas) • Diminuição da produção de FSH e LH • Corpo albicans diminuição de estrogênio e progesterona • Aumento novamente de LH e FSH (involução do corpo lúteo): 11. Defina a menstruação: A menstruação se configura pela descamação da camada endometrial do útero e é causada pela redução do estrogênio e da progesterona no final do ciclo ovariano. Os vasos sanguíneos do endométrio ficam vasospáticos devido a liberação de material vasoconstritor (prostagrandina) que desencadeia uma necrose tecidual no qual as camadas necrótica se descola do útero. O líquido menstrual normalmente não coagula pois a fibrinolisina é liberado com o material necrótico, se houver sangramento excessivo a quantidade de fibrinolisina pode não ser suficiente para evitar coagulação. Além disso, durante a menstruação grande quantidade de leucócitos é liberada junto com a menstruação, assim o útero fica mais resistente a infecções durante esse período (leucorreia) A menstruação é a queda dos dois hormônios: estrógeno e progesterona. 12. O que é o leite uterino ? Antes da implantação do embrião, as glândulas uterinas secretam o "leite uterino", substância que nutre o concepto e prepara um ambiente que contenha nutrientes para implantação dos óvulos antes do desenvolvimento da placenta. 13. Como ocorre a fertilização do óvulo ? O óvulo é liberado na tuba uterina, e a fertilização ocorre na ampola. E somente após 3-4 dias o óvulo chega na tuba uterina, nesse período ele o óvulo é nutrido pelo leite uterino em suas divisões iniciais. Através da contração do istmo interno (efeito da progesterona). E se implanta no endométrio de 7-9 dias, no qual agem enzimas proteolíticas que digerem o endométrio depois da ovulação na forma de blastocisto. 14. Diga os seguintes efeitos dos hormônios na gestação: Gonadrotopina coriônica humana (HCG) Mantém o corpo lúteo até a formação da placenta, depois a placenta produz estrogênio e progesterona. Assim evita a involução do corpo lúteo estimulando a produção de estrogênio e progesterona Se o corpo lúteo for removido antes de 7 semanas ocorre aborto Exerce efeito estimulador das células intersticiais sobre os testículos do feto masculino Estrogênio Desenvolve as características sexuais secundárias Secretado tanto pela placenta como pelo corpo lúteo Aumento do útero e da genitália externa Aumento das mamas e dos ductos Relaxa os ligamentos pélvicos e elasticidade da sínfise púbica e articulações sacroilíacas Progesterona Preparação do útero para gestação e das mamas para lactação Desenvolvimento do endométrio uterino a partir das células deciduais (implantação do óvulo) Diminuição da contratilidade uterina (implantação do óvulo) Aumento da secreção de material nutritivo das trompas e do útero após fertilização (nutrir o óvulo fertilizado, enquanto passa pelas trompas de falópio antes de se implantar no útero) Desenvolvimento dos lóbulos e alvéolos, aumento tamanho e transformação para natureza secretora (mas só é secretado leite após estimulação da prolactina) Somatomsmotropins coriônica humana Função incerta, em animais causa lactação. Tem ação semelhante ao hormônio do crescimento (GH) mas é preciso de 100 x mais. Diminui a sensibilidade á insulina e a utilização de glicose pela mãe, além da liberação de ácidos graxos livres das reservas da mãe Outros hormônios Secreção das paratireoides (secreção de paratormônio elevando o Ca) Tireoide materna aumenta em 50% a secreção de tiroxina Aumento da secreção de corticosteroide: aumenta glicorticoides e síntese de tecido fetal e secreção de aldostenona: HAS 01.Quais métodos de anticoncepção os enfermeiros podem prescrever ? • Métodos orais • Métodos injetáveis • Preservativo feminino e masculino • Pílula de emergência 02.Diga os métodos disponíveis Barreira: • Preservativo masculino • Preservativo feminino (condom feminino) • Diafragma (vida útil de 3 anos e só pode ser tirado de 6-8 horas) • DIU cobre ( 10 anos) • Espermicida Esterilização (definitivos): • Ligadura uterina • Vasectomia Hormonais orais: mantém níveis constante de progesterona e estrogênio, que inibem a secreção de hormônios luteinizantes e folículos estimulantes, impedindo a ovulação • Combinado (monofásico: progesterona e estrôgeno) • Minipílulas (progesterona) • Pílula anticoncepcional de emergência • DIU hormonal = ovulação é mantida mesmo de forma irregular Hormônios injetáveis: : mantém níveis constante de progesterona e estrogênio, que inibem a secreção de hormônios luteinizantes e folículos estimulantes, impedindo a ovulação • Mensal (combinado) • Trimestral (progesterona) = menor potencial trombogênico 03.O que são contracepção reversível de ação prolongada? Que tem durabilidade igual ou superior a três anos. Eles podem ser reversíveis, como os dispositivos intrauterinos (DIU de cobre que dura 10 anos e DIU com hormônio que dura 5 anos ), implantes contraceptivos/implante subcutâneo que dura 3 anos ou injeções de hormônio 04.O que são critérios de elegibilidade de um método de contracepção São critérios que são seguidos para escolha do melhor método. 05.Defina os métodos hormonais: Injetáveis: • Combinados: progesterona + estrógeno (mensal) • Isolado: progesterona (trimestral) Oral • Mensal • Método de emergência • Minipílulas 06. O que fazer caso se esqueça da anticoncepção intentável e que medidas utilizar em seu primeiro uso ? Medidas: • Esquecer 1 pílula: tomar imediatamente a outra • Tomar o resto das pílulas como de costume e não dá pausas • No caso de sexo desprotegido nos últimos 5 dias, avaliar necessidade de uso de anticoncepcional de emergência Mensal: aplicar preferencialmente no 1°-5° dia do ciclo de forma mensal, no qual se deve observar as pausas • Menos ou igual 7 dias: não tem problema • Maior que 7 dias: tomar a próxima injeção e manter método de barreira por 7 dias • Pode ser atrasado ou adiantado até 7 dias Trimestral: aplicar preferencialmente 1°-7° dia do ciclo sem intervalo • Atraso maior que 4 semanas: se abster de sexo ou usar método de barreira até a próxima injeção ou tomar a próxima injeção e usar método de barreira por 7 dias • Pode ser adiantado ou atrasado até 2 semanas 07. O que é um implante subcutâneo ? Implanon tem um tamanho de 3 cm, fica localizado no tecido subcutâneo do braço, tem um prazo de validade de 3 anos. Tem efeito na disfunção ovulatória, modificaçãoda motilidade tubária, alteração endometrial e modificação do muco cervical. Pode ser colocado após mais de 7 dias da DUM 08. Quais aspectos devem ser avaliados na consulta de planejamento reprodutivo ? • Anamnese • Exame físico • Prescrição hormonal de baixa dosagem • Orientar sobre os efeitos adversos do seu uso • Agendar retorno de 30 dias após 3 meses e anuais • Orientar o uso correto • Sinais de alerta 09. Quais efeitos do uso de métodos hormonais? • Alteração na menstruação (m) • Alteração do peso (m) • Alteração do humor (t) • Alteração do desejo sexual (t) • Cefaleia (m) • Cefaleia com enxaqueca (m) • Sensibilidade nos seios (m) 10.Como realizar mudança de método hormonal e não hormonal? De hormonal para hormonal usa-se imediatamente de não hormonal para hormonal pode acontecer em qualquer momento do mês, porém tem que usar método de barreira por 7 dias (combinado ) e 2 dias (exclusivo). 11. Qual melhor método para quem está amamentando? • Pílula exclusiva somente com progesterona, pois a combinada não é indicada visto que interfere na produção de leite • AME ou não iniciar depois de 6 semanas de parto • Se não estiver amamentando deve-se iniciar após 21 dias de parto • No caso de abortamento se inicia de 7 dias ou menos, sem método de apoio e com mais de 7 dias desde que tenha certeza que não está grávida 12. Qual método de emergência? Uso da pílula de levongestrel (progesterona sintética) 1,5 mg via oral ou 0,75 mg 12/12 horas via oral. No qual pode se utilizar até 5 dias, porém a taxa de eficácia diminui espontaneamente com o passar dos dias. Também tem o método de Yuzpe no qual se utiliza o anticoncepcional oral combinado. No caso de diarreia e vômito nas primeiras 2 horas, deve-se tomar outra pílula, se ocorreu em mais de 24 horas deve-se tomar normalmente a pílula mais método de barreira por 7 dias 13. Quais principais contra-indicações dos anticoncepcionais hormonais combinados? • Fumantes com mais de 35 anos (só pode utilizar progesterona) • Pressão arterial maior que 140 x 90 mmHg • DM por mais de 20 anos ou danos causados • CA de mama • Histórico de AVC e tromboembolismo • Doença hepática ativa grave e na vesícula biliar 14. Qual a apresentação do anticoncepcional oral combinado ? • Tem estrógeno e progesterona • Impede a ovulação, altera a característica física e química do muco cervical e do endométrio e da motilidade tubária • Interagem com rifampicina, griseofulvia e anticonvulsivantes • Tem os monofásicos (mesma quantidade de hormônios nos comprimidos) bifásica ( 2 dosagens diferentes nos comprimidos ) trifásica (3 dosagens diferentes nos comprimidos) • Apresentação: 21 comprimidos com pausa de 7 dias, 22 comprimidos com pausa de 6 dias, 24 comprimidos com pausa de 4 dias, 28 comprimidos sem pausas 15. Qual idade para realizar ligação tubária ? Mínimo 21 anos ou 2 filhos vivos, não é necessário consentimento do parceiro, e é permite realizar durante o período do parto desde que se tenha uma manifestação 60 dias antes 16.Quais ações do DIU de cobre ? Age antes da fecundação do óvulo • Provoca reação inflamatória pela presença de corpo estranho na cavidade uterina • Há liberação aumentada de prostaglandinas por macrófagos e neutrófilos • Precipitações de espermatozóides por reações imunobiológicas • Alteração do muco cervical • Fagocitose de espermatozoides por macrófagos 17.Em que momentos se coloca o DIU ? • A qualquer momento, no caso de infecção deve-se tratar e orientar outro método ou se ainda quiser o método depois se insere • 48 após o parto embora a taxa de expulsão seja de 20%, após esse período deve-se aguardar pelo menos 4 semanas 01.Defina a maturação da mama ao longo da vida Ao nascimento se tem canais rudimentares que crescem ao longo da infância, já na puberdade se tem formação de tecido adiposo, ramificação e alongamento dos canais. Na gestação/desmame se tem uma diferenciação celular e aumento de tecido secretório (glandular) apoptose e substituição, a cada gestação a densidade mamária cai em torno de 17%.Durante a vida adulta, as mamas costumam passar por uma lipossubstituição, ou seja, o tecido fibroso tende a ter seu volume reduzido e dar espaço à gordura mamária. No climatério se tem a substituição do tecido glandular para adiposo (lipossubstituição). A gravidez antes dos 28 anos e amamentação induzem a diferenciação completa das células mamárias. Mulheres com mamas densas tem maior histórico familiar de CA de mama, as mulheres com mamas densas têm um risco maior de desenvolver câncer de mama do que as com mamas gordurosas. Além disso, as mamas densas dificultam o diagnóstico da doença pela mamografia, já que os tumores também se apresentam densos no exames 02.Quais as características epidemiológicas do CA de mama ? • Câncer mais incidente nas mulheres, após o câncer de pele • Primeira causa de morte em mulheres por câncer • 1: 8 mulheres irá desenvolver câncer de mama • 10% dos casos são diagnosticados antes dos 45 anos • A doença é diagnosticada em casos avançados, sendo o diagnóstico precoce um desafio para saúde pública 03.Quais os fatores de risco do CA de mama ? Genéticos/Hereditários (10-15%) • Sexo feminino • Mutação do gene BRCA1 e BRCA2 (são genes que produzem proteínas que auxiliam na reparação do DNA danificado. Esses genes podem ser supressores de tumor, pois quando apresentam certas alterações, chamadas de mutações patogênicas, podem ocasionar o câncer). Também estão alterados no CA de ovário, pâncreas e próstata, por isso se deve rastrear esses outros tipos de câncer • Alterações no TP53 (gene supressor de tumor TP53, responsável por funções importantes como: checagem do ciclo celular, apoptose, senescência, reparo do DNA, diferenciação e desenvolvimento celular) • Hereditariedade ( risco 2 x maior para cada membro de primeiro grau) Ambientais/Comportamentais: quanto mais inflamado o organismo, maior a chance de CA de mama • Altas doses de radiação • Obesidade (gordura também secreta estrógeno) • Alimentação • Sedentarismo Hormonais/Reprodutivos • Uso de anticoncepcional (acima de 5 anos de forma ininterrupta) • Reposição hormonal • Menarca precoce (maior exposição aos hormônios) • Menopausa tardia (maior exposição aos hormônios) • Não amamentação ( com o desenvolvimento das células mamárias para se especializarem na produção do leite materno temos a eliminação de várias células que poderiam ter uma mutação e ser a origem do desenvolvimento do câncer de mama) Outros • Idade ( • História prévia de CA de mama • Lesões pré-malignas: hiperplasia atípica ductal ou lobular e carcinoma in situ Risco aumentado • Histórico de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de CA de mama abaixo dos 50 anos • Câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em qualquer faixa etária (câncer de ovário conta de fatores genéticos, que aumentam a predisposição ao desenvolvimento desses tumores) • Mulheres com histórico de câncer de mama masculino • Mulher com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ ( forte efeito sobre o risco de câncer de mama, elevando-o de 3 a 5 vezes em mulheres com essas alterações) 04.Quais os tipos de CA de mama ? O tipo histológico mais comum é o carcinoma de células epiteliais que se dividem em lesões in situ e invasoras • Carcinoma ductal in situ (pré- cancerígena) • Carcinoma ductal infiltrante ou invasivo • Carcinoma lobular in situ (pré-cancerígena) • Carcinoma lobular infiltrante ou invasivo • Carcinoma inflamatório (câncer raro de rápidodesenvolvimento que deixa a mama hiperemiada, edemaciada, endurecida, com linfonodos axilares frequentes e sensível, obstrui certos vasos na pele que recobre a mama) 05.O que é a doença de paget ? É uma doença rara que se desenvolve no tecido conjuntivo dos seios como na região das aréolas ou mamilos. A pele do mamilo se torna mais espessa , podendo apresentar vermelhidão e coceira formando uma espécie de crosta 06.Quais os subtipos moleculares de câncer de mama ? Cada tipo apresenta um perfil genético próprio, que está associado a um comportamento biológico específico. E dessa forma é possível ter um tratamento individualizado Tumores luminais( bom prognóstico)Os cânceres de tipo luminal (A e B) se caracterizam pela superexpressão de receptores hormonais (estrógeno e/ou progesterona) e em geral respondem ao tratamento hormonal. • Os receptores hormonais são proteínas localizadas na superfície de cada célula, quando esses estão em grande quantidade nos tumores, os hormônios se ligam a esses receptores e estimulam a multiplicação das células malignas. • No caso dos tumores Luminal A, eles apresentam receptores de estrogênio e/ou progesterona positivos, não apresentam a expressão da proteína HER2 (HER2 negativo) e possuem crescimento mais lento das células. Já os tumores Luminal B, também possuem receptores estrogênio e/ou progesterona positivos e não expressam a proteína HER2 (HER2 negativo) porém apresentam um nível mais acelerado de proliferação celular. • No câncer de mama, a presença desses receptores hormonais permite opções de tratamento específicas, além da quimioterapia. Esse tipo de tumor também pode ocorrer em pessoas que possuem mutação nos genes BRCA1 e/ou BRCA2. Tumores HER-2 positivos: Esses tumores ocorrem quando a proteína conhecida como HER2, localizada na membrana das células, aparece em excesso no tumor, independentemente de ter ou não receptores hormonais. Esse subtipo de câncer de mama pode ser tratado com medicamentos que têm a proteína HER2 como alvo e devem ser avaliadas em conjunto com o médico. Tumores triplo negativos (não tem bom prognóstico): São aqueles que não tem ambos receptores hormonais (estrógeno e progesterona) e nem HER-2 na superfície da célula. Daí o nome triplo negativo. Esse tipo corresponde a 15% de todos os casos e as opções terapêuticas podem incluir quimioterapia e/ou imunoterapia, que devem ser avaliadas em conjunto com o médico. Sua incidência costuma ser maior em mulheres jovens (com menos de 40 anos). Também é mais comum em mulheres que possuem mutação nos genes BRCA1 e/ou BRCA2. 08.Especifique as medidas tomadas em CA de mama em casos especiais ? Gestantes • Prognóstico não difere • Diagnóstico é por exame físico e imagem • Tratamento (QMT, cirúrgico, hormonal) , a QMT só pode fazer após 3 trimestre • Amamentação é contra indicada durante a quimioterapia e hormonioterapia Idosas • Aumento da incidência em idosas, mediante ao aumento crescente da taxa de envelhecimento Homens • 1,5 % dos tumores malignos • Idade: 60-70 anos • Etiologia pouco conhecida • Anormalidade no androgênio e estrogênio • História familiar feminino para CA de mama positivo 09.Autoexames de mamas é indicada para rastreamento de CA de mama? Atualmente já não é mais indicada o autoexame de mamas como técnica a ser ensinada ás mulheres para rastreamento de CA de mama. E sim como estratégia de reconhecimento do corpo 10. O que observar no exame físico das mamas ? Localização, consistência, mobilidade, tamanho, cor e textura Nódulo geralmente indolor,duro e irregular, mas também há tumores com consistência branda, globosa e bem definida. Outros sinais: dor, hiperemia, retração cutânea, edema cutâneo, secreção papilar 11. Quando se indica a mamografia ? Em pessoas com sinais e sintomas da doença e também em pessoas assintomáticas para identificar alterações sugestivas de câncer e assim identificar e encaminhar os resultados anormais para investigação diagnóstica. É o único que se observa microcalcificações, e o único indicado para rastreamento 12. Qual idade é indicada a mamografia ? Ministério da saúde: 50-69 anos pelo menos a cada 2 anos quando assintomáticas A partir do 40 anos: exame clínico anual das mamas Mulheres acima de 35 anos que possuem risco elevado para ocorrência de CA de mama devem realizar anualmente mamografia e exame clínico das mamas SBM,CBR, Febrasgo: a partir de 40 anos anualmente 13. O que é a mamografia ? É uma imagem de raio x que detecta os primeiros sinais de CA de mama. Mulheres com histórico familiar devem fazer 10 anos antes do caso índice (primeiro caso). Porém não é indicado fazer antes dos 30 anos, indicando-se ressonância e a ultrassonografia 14. O que é a ultrassonografia ? É um exame eleito para mulheres jovens, com menos de 40 anos, é um exame complementar a mamografia, pois não mostra calcificações indicado para mulheres com mamas densas. Pois quanto mais a densidade da mama, mais difícil fica de identificar o tumor 15. O que é a ressonância magnética ? É um exame que se baseia na caracterização da vascularização de um tumor (angiogênese). É um método de diagnóstico precoce usado para pacientes com alto risco de CA de mama, como também avaliação da extensão da doença das que são portadoras. Deve ser realizada 1 x ao anos para pacientes de alto risco 16.Como se estadiamento o CA de mama ? Sistema TNM • T: tamanho do tumor • N: disseminação para os linfonodos • M: presença de metástase Estadiamento 4 se indica cuidado paliativos 24. O que é o BI-RADS? É um sistema de padronização de laudos de exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética), no qual o resultado de cada exame é classificado em uma categoria que determina qual é o risco desse exame evidenciar um câncer de mama. O resultado inconclusivo tem que se repetir o exame 25. Quais os tratamentos do CA de mama ? Local • Cirurgia: mastectomia simples (retirada da mama com pele), mastectomia radical (retirada do músculo peitoral, que é o que sustenta a mama acompanhada de linfadenectomia axilar, nesse tipo se tem uma necrose da mama, pois se retira todas as glândular ) mastectomia com reconstrução imediata, quadrantectomia (ressecção segmentar, no qual é obrigatório fazer quadrectomia), adenectomia (retirada de todo corpo glandular, porém preservando a pele íntegra, mamilo e a aréola) • Radioterapia: destroem todas as células neoplásicas residuais da mama ou da parede torácica após cirurgia, reduzindo o volume do tumor antes da cirurgia Sistêmico • Hormonioterapia: bloqueia os receptores de estrógenos na célula da mama • Imunoterapia (terapia alvo): identifica e trata as células cancerígenas provocando dano a célula normal • Quimioterapia: um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor ou se multiplicam desordenadamente 26. O que avaliar na consulta de enfermagem ? • Avaliar a paciente e explicar a importância do exame clínico das mamas • Realizar histórico de enfermagem: idade, história clínica atual, obstétrica e reprodutiva • Investigar fatores de risco e hábitos de vida, e não esquecer de dar ênfase aos riscos genéticos • Fazer exame estático e dinâmico • Realizar encaminhamento (US,mamografia e ressonância) 27. Como se deve avaliar a mama? Inspeção estática • Cor (eritemia/hiperpigmentação)• Textura (espessamento cutâneos, proeminências dos poros, ex:casca de laranja) • Padrão vascular (circulação colateral, edemas e ulcerações) • Simetria • Tamanho • Formato do mamilo e alterações Inspeção dinâmica • Simetria e tamanho Palpação: paciente em decúbito dorsal, braços sobre a cabeça, o examinador na lateral, examinando com as pontas dos dedos ou palma das mãos em sentido circular,barra ou radial • Linfonodos • Tecido mamário • Descarga papilar Anotações • Localização da alteração • Tamanho (usar polpa digital) • Formato • Consistência • Sensibilidade • Mobilidade 20.O que é o azul de metileno ? A utilização do azul de metileno para a identificação do linfonodo sentinela em pacientes com câncer de mama apresenta resultados semelhantes aos do azul patente, se fica corado é indicativo de células malignas. Se for até 4 linfonodos, retira-se e se for maior que 4 se faz o esvaziamento 28. Quais característica de um tumor benigno e maligno ? O tumor maligno normalmente não dói e é fixo e o benigno é móvel e regular e dói 01.Quais os fatores de CA de colo uterino ? • Principalmente a infecção por HPV que está presente em 90% dos casos de CA de colo uterino, que é autorresolutiva em 80% dos casos em mulheres com faixa etária de 25 anos. Sua transmissão é principalmente sexual, nesse sentido estudos apontam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento da vida • Multiplicidade de parceiros • Envelhecimento • IST’s • Tabagismo • Anticoncepcional 02.Quais as características do HPV ? Lesões clínicas (visíveis) • Lesões planas ou exofíticas (que se desenvolve do lado externo do órgão) • Condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista • Candilomas: único ou múltiplos, restritas ou difusas e de tamanhos variáveis • No homem podem surgir na glande, sulco balano prepucial, região perianal • Na mulher podem surgir na vulva, períneo, região perianal, vagina, colo uterino • Também podem surgir em locais menos frequentes como áreas extragenitais, conjuntivas, mucosas, oral e faríngea Lesões subclínicas (utilizam técnicas) • Técnicas de magnificação (lentes) • Aplicação de ácido acético 5% para identificar lesões no colo uterino • Técnicas moleculares para captura híbrida 03. Quais os tipos de HPV ? Baixo risco: 6, 11 • Lesões benignas do trato genital • Causam condiloma acuminado ou plano e lesões intraepiteliais Alto risco: 16, 18 (90% dos casos relacionados com câncer uterino) • Lesões intraepiteliais de alto grau • Carcinoma: colo uterino, vulva, ânus, pênis 04. Defina o desenvolvimento de infecção pelo HPV: O papilomavírus entra pelo epitélio através de microlesões no tecido genital, no qual infecta as células, logo após as células infectadas se multiplicam de forma alteradas formando lesões. Pode permanece em estado de latência e essa incubação pode durar semanas ou décadas para o desenvolvimento das primeiras lesões depois da contaminação. Esse intervalo depende de alguns fatores como persistência da infecção, progressão para neoplasias de alto grau, tipos virais, estado imunológico, potencial oncogênico, co-fatores (tabagismo). O crescimento ocorre de forma lenta e silenciosa, fase pré-clínica se baseia em alterações intraepiteliais e formação de lesões precursoras que podem desenvolver a um estágio invasor 05.O colo uterino é formado por quais tipos de células ? • Ectocérvice: epitélio pavimentoso estratificado (escamoso) • Endocérvice: epitélio colunar simples 06.O que é a JEC ? É a junção escamocolunar, ou seja a junção entre o epitélio colunar e epitélio escamoso. É uma zona de transformação onde se encontra a maioria das lesões 07. O que é ectopia ? É A JEC normal está inserida dentro da ectocérvice distante do orifício cervical externo. Ele torna-se muito mais pronunciado na gravidez (alteração hormonal) A região do colo uterino onde a metaplasia de células escamosas é denominada zona de transformação. 08. Educação em saúde se faseia em prevenção 1° e 2°. Quais ações são destinada para prevenção CCU ? • Primária: rastreamento, redução de fatores de risco, vacinação • Secundária: detecção precoce, Papanicolau e exames complementares 08. A vacina do HPV previne o que ? Vacina quadrivalente está aprovada no Brasil e incorporada ao SUS para prevenção de lesões pré-cancerosas e câncer do colo do útero, vulva, vagina e ânus em mulheres lesões pré- cancerosas e câncer do ânus em homens; e verrugas genitais em mulheres e homens, relacionados aos HPV 6, 11, 16 e 18. A vacina nonavalente apresenta as mesmas indicações descritas acima, acrescentando proteção contra os HPV 31, 33, 45, 52 e 58. A vacina bivalente está aprovada para prevenção de lesões pré-cancerosas e câncer do colo do útero, vulva, vagina e ânus em mulheres, relacionados ao HPV 16 e 18. Faixa etária: Meninas e meninos de 9 a 14 anos podem tomar a vacina gratuitamente no SUS. Para os que vivem com HIV/aids, submetidos a transplantes de órgãos sólidos/medula óssea e pacientes oncológicos, a faixa etária é mais ampla (9 a 45 anos para mulheres e homens) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso de imunossupressão é necessário apresentar prescrição médica. 09. O que é o exame Papanicolau ? É um exame efetivo para controle do câncer de colo uterino, no qual tem alta especificidade porém baixa sensibilidade (falso negativo). A análise ocorre por citologia convencional ou citologia em meio líquido (interpretação mais rápida, menos exames insatisfatório, testagem adicional para DNA-HPV) 10. Qual a periodicidade do exame Papanicolau ? • Início da coleta: 25 anos de idade para mulheres com início de vida sexual • Periodicidade: anualmente • Intervalo: 3 anos após dois exames anuais consecutivos negativos • Finalização da coleta: 64 anos com pelos menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos 11. Qual os cuidados com a coleta do exame papanicolau ? Anterior a coleta • Tomar banho antes do exame • Aparar pelos pubianos e axilares • Não fazer uso de medicações com cremes vaginais ou duchas intravaginais 24 horas que antecedem a consulta • Evitar relações sexuais 24 horas antes da consulta • Não está em período menstrual • Certificar que a clientes esvaziou a bexiga Coleta • Exame pélvico em posição litotônica em mesa ginecológica, paciente despida, coberta com avental de abertura posterior e lençol para cobrir parcialmente o abdômen e membros inferiores. Faz a insperção vulvar e perineal. No momento do exame o espéculo entra de forma oblíqua, depois se gira ele quando estiver dento do útero, para evitar pinçar o colo uterino. A borboleta sempre fica do lado esquerdo • Avalia-se o conteúdo vaginal, cor ( transparente, branco, cinza , verde ou amarelo) consistência ( elástico, fluido, grumoso, bolhoso) quantidade (escasso, moderado, abundante) odor (inodoro, fétido) 12. Como se realiza o exame de Papanicolau ? Identifica-se a lâmina (nome da paciente, prontuário, dia da coleta, nome da unidade) depois se faz a esfoliação da superfície externa do colo uterino com a espátula de Ayre, realizando uma rotação de 360°. Após isso se faz a rotação com a escovinha tipo campos da paz na endocérvice. Depois se realiza o esfregaço na lâmina 13. Como se realiza a insperção visual com ácido acético e teste de shiller ? Ácido acético : sensívele pouco específico • Deve-se limpar o colo uterino com algodão seco • Embeber o colo uterino e o fundo do saco vaginal com solução de ácido acético 5% (coagulação protéica) • Espera-se de 2-5 minutos e pesquisa a presença de lesões acetobrancas, que indicam lesões sugestiva de HPV Teste de Shiller: • Embebe-se a bola de algodão com solução de lugol e molha o colo • Verifica-se alterações na mucosa do colo uterino devido ao grau de impregnação das células com o lugol • Epitélio anormal não capta a substância ( shiller +: lodo negativo shiller -: lodo posituvo) 14. O que é o toque bimanual? É a introdução do dedo médio e do indicador na vagina da mulher procurando sentir elasticidade vaginal, presença de tumores e abaulamentos, aspectos do colo (consistência, tamanho e abertura cervical). Com a outra mão faz-se a palpação da parede abdominal, verificando tamanho, consistência, mobilidade, regularidade da forma uterina, sensibilidade do cliente. 15. O que é colposcopia? A colposcopia é um exame de diagnóstico onde, através de um aparelho chamado colposcópio (que possui lentes de aumento parecido com um binóculo), examinamos o Trato Genital Feminino. A Colposcopia e a citologia oncótica cérvico/vaginal (Papanicolau) são complementares. 16. Qual a nomenclatura citopatologica e histopatológica utilizada no exame de diagnóstico de lesões cervicais e suas equivalências ? Papanicolau: • Classe I:ausência de células anormais. • Classe II: alterações celulares benignas, geralmente causadas por processo inflamatório • Classe III: presença de células anormais. • Classe IV: citologia sugestiva de malignidade • Classe V :citologia indicativa de câncer de colo uterino. Classificação histológica: • Displasia leve: células se multiplicam de uma forma anormal, isso é chamado displasia. As chances desse crescimento desregulado se tornar um tumor dependem da extensão da complicação. • Displasia moderada e acentuada: displasia do colo do útero é uma alteração anormal que afeta as células da superfície da cérvix, parte mais baixa do útero. • Carcinoma in situ: é uma lesão precursora do câncer cervical invasivo. • Carcinoma invasor Classificação histológica de Richaet: • NICI: neoplasia Intraepitelial Cervical Grau I (NIC I) – Baixo Grau (anormalidades do epitélio no 1/3 proximal da membrana) • NICII: a desordenação avança 2/3 proximais da membrana estamos diante de uma neoplasia Intra-epitelial se a desordenação avança 2/3 proximais da membrana estamos diante de uma Neoplasia Intra-epitelial Cervical Grau II • NICIII: neoplasia intra-epitelial cervical grau III (NIC III) – alto grau, o desarranjo é observado em todas as camadas, sem romper a membrana basal. • Carcinomainvasor Sistema de Bethesda • Alterações benignas • Atipias de significado indeterminado: células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) é uma categoria bastante subjetiva, que abrange alterações morfológicas, as quais, qualitativamente ou quantitativamente, são insuficientes para definir uma lesão intraepitelial escamosa. • LSIL: indica uma displasia branda, uma lesão pré-maligna com baixo risco de ser câncer. • HSIL: são lesões intraepitelial de alto grau que pode evoluir para um tumor de colo de útero e que merece uma investigação maior, mas não quer dizer que você vá precisar tirar o útero necessariamente. • HSIL (adenocarcinoma in situ) • Carcinoma invasor 17. Quais condutas devem ser tomadas diante de um diagnóstico citopatológico ? 18. O que é uma biópsia ? Retirada de um ou mais fragmentos de uma área alterada do colo do útero no exame clínico de colposcopia para exame histopatológico 19. O que é uma colposcopia satisfatória ? Situação em que toda a zona de transformação é vista no qual esse exame tem o objetivo de avaliar a vulva, vagina e colo do útero de forma detalhada 20. O que é uma conização e exérese da zona de transformação? Remoção da parte da zona de transformação e parte do canal cervical. Já a exérese da zona de transformação é a retirada de toda a zona de transformação por meio de uma cirurgia de alta frequência, com objetivo terapêutico. A exérese da zona de transformação é indicada para pacientes com lesão ectocervical e JEC visível. A conização é a opção para pacientes que apresentam neoplasia intra-epitelial cervical acentuada (NIC III) e atipia de localização endocervical. Estas pacientes necessitam de maior ressecção do canal endocervical 20. O que é uma amostra satisfatória e insatisfatória do colo uterino para avaliação oncológica ? Uma amostra satisfatório apresenta células em uma quantidade suficiente, bem distribuídas, fixadas e coradas de tal forma que sua visualização permita uma conclusão diagnóstica. Para garantir uma boa representação celular do epitélio o exame citopatológico deve-se conter células da ectocérvice coletada por meio de espátula de Ayres e do canal cervical coletada com escova apropriada. Esfregaços somente com células escamosas devem ser repetidos com intervalo de um ano, e com 2 exames normais consecutivos , o intervalo poderá ser de 3 anos. Uma amostra insatisfatória contém material acelular ou hipocelular com menos de 10% de células no esfregaço. Além disso se tem uma leitura prejudicada mais de 75% por presença de sangue, piócitos (glóbulos brancos), artefatos de dessecamento, contaminantes externos, intensa superposição celular. Em caso de amostra insatisfatória a paciente deverá ser convocada para repetir o exame de imediato, devendo ser explicado a mesma que o motivo é técnico e não por alteração patológica 21.Quais os resultados citopatológicos normais de alteração benignas ? Resultado citopatológico dentro dos limites da normalidade no material examinado Alterações celulares benignas (reativas ou reparativas): • Indica alterações celulares de baixo risco para CCU. NIC II ou III com alterações celulares benignas. A conduta é seguir a rotina de rastreamento Inflamação sem identificação de agente: • Caracterizada pela presença de alterações celulares epiteliais. Ocasionalmente pode- se observar essas alterações em decorrência do DIU em células endometriais. A conduta é se em caso de queixa e de leucorreia a paciente deverá ser encaminhada para exame ginecológico e seguir a rotina de rastreamento citológico Resultado citopatológico indicando metaplasia escamosa imatura: • Do tipo inflamatório com epitélio vulnerável a ação de microorganismo. A conduta é seguir com rastreamento citológico e orientações Resultado citopatológico indicando reparação: • Decorre de lesões da mucosa e pode ser determinado por qualquer dos agentes que indiquem inflamação, é geralmente a fase final do processo inflamatório, momento em que o epitélio está mais vulnerável a ação dos agentes microbianos, em especial o HPV. A conduta é seguir rastreamento citopatológico Resultado citopatológicos indicando atrofia com inflamação: • Achado normal no período de climatério, pós parto e lactação. Demanda atenção ginecológica caso esteja associada a sintomas como secura vaginal e dispareunia. A conduta é seguir rotina de rastreamento, no caso de laudo mencionar dificuldade diagnóstica decorrente de atrofia, deve ser prescrito um preparo de estrogênio e nova citologia será coletada 7 dias após parada de uso Resultado citopatológico indicando alterações decorrentes de radiação ou quimioterapia: • Resultado que ocorre em mulheres tratadas por meio de radioterapia pélvica para câncer de colo uterino. A conduta é seguir de rastreamento citológico Achados microbiológicos: • Seguir rotinade rastreamento citológico. A paciente com sintomatologia como corrimento, prurido ou odor genital deve ser encaminhada para avaliação ginecológica 22.Quais os resultados citopatológicos anormais de alteração pré-malignas ou malignas ? Células escamosas atípicas de resultado indeterminado: • Atipias possivelmente não neoplásicas (ASC-US), em mulheres de 30 anos ou mais deve-se repetir o exame citopatológico em 6 meses, para mulheres com menos de 30 anos intervalo de 12 meses • Atipias onde não se pode afastar lesão de alto grau (ASC-H): devem ser encaminhadas a unidade de referência de média complexidade para colposcopia imediata, se achado anormal maior ou sugestivo de invasão deve realizar biópsia Células glandulares atípicas de significado indeterminado (AGC) • Atipias possivelmente não neoplásicas (AGC-US) • Atipias onde não se pode afastar lesão de alto grau (AGC-H): • A conduta é encaminhar a paciente a unidade de referência de média complexidade para colposcopia imediata, se caso for alterada se faz biópsia Célula atípicas de origem indefinida • Possivelmente não neoplásicas • Não pode afastar lesão de alto grau • A conduta é encaminhar a paciente a unidade de referência de média complexidade para colposcopia imediata, se caso for alterada se faz biópsia Lesão escamosa intraepitelial de baixo grau (LSIL): representa manifestação citopatológica da infecção causada pelo HPV, altamente prevalente e com potencial de regressão frequente, especialmente em mulheres com menos de 30 anos. A conduta preconizada é a repetição do exame citopatológico em 6 meses. Processos infecciosos ou atrofia genital identificada devem ser tratadas antes de nova coleta Lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL): Deve-se vê e tratar com urgência para que não evolua para o câncer, o método de escolha tem sido os excisionais . Encaminhar para colposcopia imediata e se o exame confirmar a conduta imediata e exérese ampla da zona de transformar do colo do útero por cirurgia de alta frequência Adenocarcinoma in situ: encaminhar para colposcopia, e biópsia com urgência 23. Quando o câncer de colo uterino mais frequente ? Carcinoma epidemermoide que acomete o epitélio escamoso 01.O que é DM gestacional ? Doença metabólica crônica de etiologia múltipla, que está relacionada com alteração do metabolismo do carboidratos, gorduras e proteínas, caracterizando por um estágio de hiperglicemia, decorrente do defeito na secreção ou/e ação da insulina. Toda gestante com DM é classificada como de alto risco, e na gestação aumenta-se o risco de ter DMG pois o hormônio lactogênio placentário humano produzido na gestação pela placenta para manter a gravidez, compete pelo sítio de ligação da insulina, no qual é produzido na 24 semana, antes da 24 semana quem mantém a placenta é o HCG 02.Quais os tipos de diabetes na gestação? Pré-gestacional • DM1: destruição das células betas e deficiência completa de insulina • DM2 :doença progressiva na secreção da insulina associado a resistência periférica; DM2 a mais de 10 anos deve fazer uso de insulina • Mody: tipo genético, que acompanha pelo menos 3 gerações, com sintomas de DM2 na infância • Lada: DM1 tardio • Farmacológico: corticoide pode competir com a insulina pelo receptor Diabetes gestacional: diagnosticado na gravidez, e responsável por altos índices de morbimortalidade perinatal, principalmente macrossomia fetal Diabetes DM1 ou DM2 diagnosticada na gestação (overt diabetes): se dá pela presença de níveis glicêmicos que atingem critérios de DM fora da gestação na gestante sem diagnóstico prévio de DM. Diagnosticado antes da 24 semana 03.Quais cuidados na consulta pré- concepcional de pacientes diabéticas que desejam engravidar ? • Avaliação de complicações crônicas (rins, olhos e coração) pois pacientes diabéticas com nefropatia e vasculopatia devem ser orientadas a não engravidar • Uso rotineiro de ácido fólico: até 12° semana de gestação 5 mg/dL, principalmente diabéticas que já tem propensão a uma mal formação fetal • Rever terapêutica (medicamentosa e não medicamentosa) • Manter os níveis glicêmicos normais: 80-110 mg/dl em jejum 155 mg/dl 2 horas pós pandrial e A1c 6-6,5 % (manter uso de anticoncepcional até meta ser atingida) • Controle glicêmico, pois, hiperglicemia há o risco aumentado de 3x a 6x mal formação congênita, parto prematuro e abortamento 04.Quais os risco para a mãe DM e o bebe em uma gestação com paciente diabética ? Bebe: A hiperglicemia aumentada em torno de 3-6 vezes pode causar malformação congênita (anomalias fetais devido aos picos de glicose no sangue ) , parto prematuro , crescimento intraútero restrito (risco aumenta 37% a cada 1% do aumento da A1c), macrossomia fetal (consumo de açúcar), abortamento (natimorto), convulsão neonatal, apgar menor que 7 Mãe: hipertensão, infecções do trato urinário (glicosúria, propicia um meio de cultura para microorganismos, além disso essa situação é um fator de risco para parto prematuro)trauma perienal, vulvovaginites, cetoacidose, febre, infecção puerperal, pré-eclâmpsia 05.Quais as medidas tomadas na gravidez de uma mulher com DM gestacional ? • Dieta balanceada • Atividade física, evitando-se exercícios de altos impactos em glicemia de 250 e na presença de complicações, pois aumenta o consumo de gordura, oque resulta em corpos cetônicos e uma acidose metabólica. A atividade física aumento a ação da insulina, aumenta a capcitação de glicose pelo músculo, diminuição de glicose sanguínea, promove o bem está. Recomenda-se exercício de 30 minutos, no qual deve-se monitorar a glicemia antes e após os exercícios físicos • Controle glicêmico 3 a 7 medidas por dia pré e pós prandial ou perfil glicêmico semanal na impossibilidade de se verificar diariamente • Insulina: 0,7 UI/ kg (primeiro trimestre) 0,8 UI/kg (segundo trimestre) 0,9 UI/kg (terceiro trimestre) • Avaliação oftalmológica trimestral • Ecocardiografia fetal no segundo trimestre • Vigilância do crescimento fetal • Controle mensal de hemoglobina glicada (acima de 10, podem ter aumento de 25% de desenvolver risco de anomalia congênita) 06.Qual o manejo intraparto e pós-parto de uma paciente com DM gestacional ? • Controle glicêmico e sem complicações deve-se aguardar evolução do parto • Suspender um dia antes a NPH e/ou metformina • Monitorar glicemia a cada 2 horas na fase latente a cada hora na fase ativa • Manter a glicemia entre 70-120 • SG 5% e insulina conforme a variação da glicemia • Após parto fazer 1/3 da insulina no período gestacional ou hipoglicemiantes orais 07.Quais os parâmetros indicados ? A investigação de DMG deve ser feita em todas as gestantes sem diagnostico prévio de diabetes independente de fatores de risco, o achado de apenas um valor alterado indica o diagnóstico de DM gestacional Glicemia em jejum Normal DMG DM diagnosticad o na gestação Jejum 8 horas Menor que 92 92-125 Maior ou igual 126 Acas o NA NA Maior ou igual 200 Ação Colhe r em jejum TOTG (75 g) 24-28 seman a 1 hora: maior ou igual 180 2 horas: 153- 200 Iniciar tratament o Iniciar tratamento Valores alvos: menor 95 no jejum, menor que 140 pós prandial e após 2 horas menos que 120 e hemoglobina glicada menor que 6,5% HbA1c Normal DMG DM diagnosticado na gestação HbA1C Menor que 5,7 5,7-6,4 Maior que 6,5 Ação TOTG 24-28 semana Iniciar tratamento 08.Como verificar glicemia capilar ?c A primeira gota de sangue pode ser usada na monitorização glicêmica somente após lavagem das mãos com água e sabão. Se caso lavar as mãos não seja possível, e asmesmas não estiverem visivelmente sujas ou exposta a produtos com açúcar, o uso da segunda gota de sangue é aceitável, após enxugar a primeira gota de sangue com algodão seco ou um tecido limpo. Não se deve aplicar muita pressão sobre o dedo para que a gota de sangue saia, pois isso pode afetar o resultado, se caso for necessário aplicar uma pressão, aplica-se bem de leve 08.Qual o tratamento da DM gestacional ? • Evitar períodos prolongados de jejum, devido ao risco de formação de corpos cetônicos • Dieta balanceada e atividade física • Na DM descompensada inicia-se o tratamento farmacológico • A metformina só pode ser usada após 3° trimestre • Calorias devem ser aumentada conforme os semestres • Insulina é indicada quando não se tem um controle glicêmico com dieta e atividade física após 2 semanas • Iniciar 0,5 UI/kg de insulina e associar insulina de ação rápida e intermediária 08.Cuidados que se tem com a insulinoterapia? Locais de aplicação da insulina Aplicação: agulha 4 e 5 mm a prega subcutânea é dispensável. A angulação poderá ser de 45-90° a depender da quantidade de tecido subcutâneo Aplicação muscular: hipoglicemia logo após administração, hiperglicemia após horas da administração e dor Bomba de insulina: considerada padrão-ouro, pode ser mantida na gestação mas nunca iniciada na gestação. Os níveis glicêmicos desejados são melhor atingidos na bomba. O conjunto de cateteres deve ser trocados a cada 2 ou 3 dias. As cânulas são finas e não machucam o bebe. O bolus basal e pós- pandrial devem ser calculadas pelo médico Conservação da insulina: embalagens abertas ou fechadas tem validades de 30 dias em temperatura ambiente e na geladeira, frascos fechados mantidos na geladeira tem a validade do frasco, tem que anotar a data de validade no frasco, em viagens de até 6 horas a insulina pode ser mantida em temperatura ambiente, após esse tempo a mesma deve ser acondicionada em isopor com gelo 09.Quais os sinais e sintomas de hipoglicemia ? Tremores, palidez, sudorese fria, nervosismo, palpitação, confusão mental, desmaio, convulsões. Nesses casos, deve-se verificar a glicemia, oferecer 1 copo de suco de laranja ou 1 copo de refrigerante ou 1 colher de mel. Oferecer alimentos com maior teor de carboidrato, em hipoglicemia severa deve-se aplicar glicose conforme prescrição médica. 09.Quais medidas devem ser tomadas no pré- natal, parto e pós-parto ? Pré-natal: • Exames laboratoriais • USG mensal para avaliar o crescimento uterino e US morfológico em torno da 20° semana de gestação para avaliar risco de mal formação fetal • Ecocardiograma fetal em torno da 26 semana • Rastreamento mensal para pré-eclampsia • Rastreamento trimestral para bacteriúria • Exame Papanicolau • Consulta quinzenal até 32 semana e semanal a partir dessa data Parto • Via do parto • Controle glicêmico rigoroso • Suspender insulina NPH no dia anterior do parto • Objetivo de glicemia: 70-120 • Suplementação de insulina regular só se glicemia for maior que 140 • Se glicemia menor que 100 manter SG 5% com monitorização glicêmica de horário • Valores de 100 iniciar frutose EV Pós-parto • Manter controle glicêmico nas primeiras 24- 72 horas • Manter aleitamento materno com adequação correta da dieta • Em caso de hiperglicemia durante esse período a insulina é o tratamento indicado • Orientar os cuidados com a ferida operatória • Trocar dose de insulina, pois se tem um risco de hipoglicemia após o bebe sair do corpo materno, pois já não tem um risco de a glicemia ficar tão alta