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01. O que causa a sífilis? 
É uma doença sistêmica, crônica e curável 
causada pela bactéria, conhecida como 
treponema pallidum 
02. O que ocorre se não tratar a doença? 
Ela se dissemina pelo corpo, atingindo órgão, 
quando não tratada de forma adequada 
03. Como ocorre sua transmissão? 
• Contato sexual oral, anal,vaginal 
(principalmente) 
• Contato com lesões mucocutâneas 
• Verticalmente (mãe para o feto: via 
transpracentária) 
• Infecção perinatal (transmitida durante o 
parto se a mãe apresentar lesão sifilítica) 
A transmissão é maior nos estágios iniciais 
Sífilis primária Riqueza de 
treponemas nas 
lesões na região 
genital 
( cancro duro) 
 
Sífilis secundária Riqueza de 
treponemas nas 
lesões muco-
cutâneas 
Sífilis latente recente Menos de dois anos 
de infecção 
Sífilis latente tardia Lesão raras ou 
inexistentes, mais de 
dois anos de infecção 
Sífilis terciária Lesões raras ou 
inexistentes 
 
Período latente é um período em que não se 
observa nenhum sinal ou sintoma clínico da 
sífilis. 
Sífilis recente: até 12 meses 
Sífilis tardia: após 12 meses 
04. Quais são os sintomas? 
A maioria permanece assintomático, quando 
apresentam sinais e sintomas muitas vezes não 
são valorizados (levados em consideração), 
assim, podem sem saber transmitir a doença 
para os parceiros sexuais. Quando surge 
aparecem na forma de 
 
 
 
 
 
 
Cancro duro 
Lesão na região genital (pênis ou vagina). Nas 
mulheres essa lesão pode passar despercebida. 
Aparece em média 21 dias após o contato 
sexual que gerou a infecção. É uma lesão tipo 
ulcera geralmente única, indolor, com bordas 
endurecidas e de fundo liso e brilhante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lesão de mucosa 
As espiroquetas da sífilis penetram nas mucosas 
e entram em abrasões da pele 
 
 
 
 
 
Manchas no corpo, principalmente na palma 
da mão e planta dos pés, que não coça e 
também pode surgir ínguas no corpo 
(linfadenopatia) 
05. Doença tem cura ? 
Sim 
06. Qual a classificação clínica da sífilis? 
 
Recente: até um ano de evolução 
 1° 
Início 10- 90 dias 
Primeira 
manifestação 
 
Úlcera geralmente 
única e indolor com 
borda definida e 
regular, base 
(relacionada no 
local de entrada da 
bactéria, lesão rica 
em treponema) 
endurecida e fundo 
limpo denominado 
cancro duro 
 
Em alguns casos 
pode ser lesões 
múltiplas 
Linfodenopatia 
regional 
Acomete linfonodos 
acometido próximos 
ao cancro duro 
Duração 3 -8 semanas 
Desaparecimento Independe do 
tratamento 
 
 2° 
Início 6 semanas- 6 meses 
depois da 
cicatrização do 
cancro 
Erupção macular 
eritematosa 
(roséola), placas 
mucosas e 
acastanhadas 
Toda erupção 
cutânea deve ser 
investigada para 
teste de sífilis 
 
Progressão: lesão 
mais evidentes, 
papulosas, 
eritematosas, e 
acastanhadas 
 
Comum sintomas 
inespecífico 
Cefaleia, febre baixa, 
mal-estar, adimania 
Uveíte ou neurossífilis 
meningovascular 
 
Duração Algumas semanas 
Desaparecimento Independe do 
tratamento 
 
 
 
 
 
 Latente 
Não se observa nenhum sinal ou sintomas, o 
diagnóstico é feito por teste treponemicos e não 
treponemicos 
Tardia: mais de um ano de evolução 
 3° 
Início Ocorrem em 
infecções não 
tratadas, após 1-40 
anos após a 
infecção 
Destruição tecidual 
 
(Lesão pobre em 
treponema) 
Aparecimento de 
tumores com 
tendencia a 
liquefação que pode 
causar desfiguração, 
incapacidade e 
morte. 
Acometimento do 
tecido nervoso 
 
Acometimento 
cardiovascular 
 
 
 
 
 
 
07. Quais os testes de diagnósticos da sífilis? 
Teste imunológicos: pesquisa de anticorpos em 
amostra de sangue que são divididos em 
treponêmicos e não treponêmicos 
Exames diretos: campo escuro (microscopia 
em campo escuro é indicada na avaliação do 
cancro (lesão sifilítica primária) e 
da sífilis secundária (condiloma lata). Material 
corado (todas as técnicas de microscopia 
utilizando materiais corados apresentam 
sensibilidades inferiores à de campo escuro. Na 
maioria dos casos, os anticorpos 
antitreponêmicos poderão ser detectados a 
partir de dez dias do aparecimento da lesão 
primária da sífilis (cancro duro).) 
 
 
 
 
 
 
 
08. Função do teste treponêmico ? 
Tipos: teste rápido, teste de hemaglutiação, 
FTA-ABs, ensaios imunoenzimas 
Detecta anticorpos específicos contra o 
antígeno treponema pallidum, sendo o primeiro 
a se torna reagente (importante para o 
diagnóstico) no qual permanece reagente pelo 
resto da vida, mesmo após o tratamento, assim, 
não é indicado para o monitoramento da 
resposta ao tratamento 
09. Função do teste não treponêmico ? 
Tipos: VDRL,LPR,USR 
Detecta anticorpos não específicos para o 
treponema pallidum, e torna-se reagente após 
1-3 semanas após o aparecimento do cancro 
duro. Utilizado para diagnóstico e para o 
monitoramento da resposta ao tratamento. 
Pode ocorrer falsos positivos, pois os antígenos 
não são específicos assim, deve-se realizar tanto 
os teste treponemicos como os não 
treponemios 
Resultado: diluição, em um fator 2 até que não 
haja reatividade no teste, o resultado é em 
títulos (1:2 ; 1:4 ; 1:8), a queda do título é 
indicativo de sucesso no tratamento. A diluição 
que ainda apresentar reatividade permite 
determinar o título (ex: amostra reagente até 
1:16, corresponde ao título de 16). Se a infecção 
for diagnostica na fase tardia, se espera 
titulações baixas (menor que 1:4). Títulos altos 
são esperados em testes de pessoas tratadas, 
títulos baixos indica infecção recente ou estágio 
tardio de infecção (sífilis tardia). 
 
10. Interprete os resultados da sífilis: 
• DRL positivo e FTA-ABS positivo confirmam o 
diagnóstico. 
• VDRL positivo e FTA-ABS negativo indicam 
outra doença que não sífilis. 
• VDRL negativo e FTA-ABS positivo indicam 
sífilis em fase bem inicial, já curada ou na 
fase terciária. 
• VDRL negativo e FTA-ABS negativo 
descartam o diagnóstico de sífilis (há raros 
casos em que o teste é feito muito 
precocemente, podendo haver falso 
negativo em ambos). 
 
11. Como seguir com o os resultados do teste ? 
Teste treponêmico (reagente) + teste não 
treponêmico (reagente) = diagnóstico de sífilis 
• Classificar o estágio 
• Considerar cicatriz sorológica 
• Proceder com tratamento e monitoramento 
• Orientações 
Teste treponêmico (reagente) + teste não 
treponêmico (não reagente) = realizar outro 
teste treponêmico 
• Se 3° teste não disponível deve-se avaliar a 
clínica 
• Se 3° teste reagente: sífilis ou cicatriz 
sorológica 
• Se 3° teste não reagente: falso reagente 
• Proceder com tratamento e 
acompanhamento 
• Orientações 
Teste treponêmico (não reagente) = não realizar 
outro teste 
• Pode significar ausência de infecção ou 
período de incubação (janela imunológica) 
de sífilis recente 
• Em caso de suspeita solicita-se nova coleta 
de amostra em 30 dias 
• Iniciar tratamento caso o diagnóstico seja o 
mais provável ( ex: úlcera anogenital) 
 
12. O que é cicatriz sorológica ? 
Caso de pessoas tratadas adequadamente 
que não atingiram a negativação, esse 
fenômeno pode ser persistente ou temporário. 
O diagnóstico da sífilis não está confirmado 
quando houver presença de cicatriz sorológica, 
ou seja, tratamento anterior para sífilis com 
documentação da queda de titulação em pelo 
menos 2 diluições (ex: 1:16 para 1:4) 
13. Como ocorre o tratamento da sífilis ? 
Benzilpenicillina benzatina é o medicamento de 
primeira escolha, sendo o único comprovado 
com eficácia na gestação. Utilizado após teste 
reagente para sífilis independente da presençade sinais e sintomas, sendo necessário também 
um segundo teste para avaliação melhor 
análise diagnostica. 
Para pacientes com sinais e sintomas de sífilis 
mas na impossibilidade de realizar o teste, se 
recomenda tratamento empírico, como 
também aos seus parceiros sexuais 
Recomenda-se tratamento presuntivo aos 
parceiros sexuais de pessoas diagnosticadas 
com sífilis em uma única dose de 2,4 milhões UI 
 
14. Qual a via de administração da 
bezilpenicillina benzatina ? 
Ventro-glútea: é preferencial pois é livre de 
vasos e nervos importantes, com tecido 
cutâneo de menos espessura , o que resulta em 
pouco efeito adverso e dor local 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outros locais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15. Qual a dose a ser administrada? 
Sífilis recente: 2,4 milhões UI dose única (1,2 
milhões UI em cada glúteo) 
• Realizar teste não treponêmico 
trimestralmente 
• Em gestantes realizar teste treponêmico 
mensalmente 
• Alternativa: Doxiciclina 100 mg 12/12 h VO 
por 15 dias 
• Sífilis 1°: apenas uma dose 
• Sífilis 2° 2 doses com intervalo de 1 semana 
Sífilis tardia: 2,4 milhões UI por 1 x por semana por 
3 semanas (1,2 milhões UI em cada glúteo) 
.Dose toral 7,2 milhões UI 
• Realizar teste não treponêmico 
trimestralmente 
• Em gestantes realizar teste treponêmico 
mensalmente 
• Alternativa: Doxiciclina 100 mg 12/12 h VO 
por 15 dias 
Neurosífilis: 18-24 milhões 1x/dia EV administrada 
em doses de 3-4 milhões UI, a cada 4 horas ou 
por infusão contínua por 14 dias 
• Realizar exame LCR semestrealmente até 
normalização 
• Alternativa: Ceftriaxona 2 g EV 1x por dia 10-
14 dias 
16. Qual a probabilidade de reação adversa a 
Benzilpenicilina ? 
Baixas, reações graves são muito raras. 
17. O que a reação de Jarisch-Herxheimer ? 
Um evento que pode ocorrer 24 horas após a 
primeira dose de penicilina, em especial na fase 
1° e 2°, que caracteriza-se por exacerbação 
das lesões cutâneas, mal-estar geral, febre, 
cefaleia e artralgia, que regridem após 12 a 24 
horas. Podendo ser controlada com uso de 
analgésico, sem a necessidade de 
descontinuação do tratamento. 
 
18. Qual a periodicidades dos testes 
treponêmicos e não treponêmicos ? 
 
• Treponêmicos: mensalmente (gestantes) 
• Não- treponêmico: 3,6,9,12 meses 
• Tratada com sucesso: liberada de novas 
coletas após 1 ano de tratamento 
 
19. Como se dar a resposta (monitoramento) ao 
tratamento da sífilis ? 
 
• Monitoramento: teste não treponêmico, 
sempre que possível realizar o mesmo teste 
do diagnóstico no monitoramento 
• Resposta imunológica adequada: teste não 
treponêmico não reagente ou queda na 
titulação 2 diluições em 3 meses ou 3 
diluições em 6 meses 
• Cicatriz sorológica: persistência do resultado 
reagente não treponêmico após 
tratamento adequado, com queda prévia 
da titulação em pelo menos duas diluições , 
quando descartada nova exposição de 
risco no período analisado 
• Reativação/Reinfecção: ausência de 
redução de titulação em 2 diluições em 6 
meses (sífilis 1°,2°, latente) 12 meses (sífilis 
tardia) após tratamento adequado ou 
aumento da titulação em duas diluições 
1:16 para 1:64 ou persistência de sinais e 
sintomas clínicos 
 
20. Quais os critérios de retratamento da sífilis ? 
(tanto para gestante como outros) 
Ausência de redução da titulação em 2 
diluições no intervalo de 6 meses (sífilis recente, 
primária e secundária) ou 12 meses (sífilis tardia) 
após o tratamento adequado OU aumento da 
titulação em 2 ou mais diluições ( 1:16 para 1:64) 
OU persistência ou recorrência de sinais e 
sintomas clínicos 
21. Explique a sífilis na gestação: 
A taxa de transmissão vertical de sífilis para o 
feto é 80%, ainda pode ocorrer durante o parto 
quando a mãe apresenta lesão sifilítica. A 
infecção ocorre principalmente nos estágios 1° 
e 2° e pelo tempo que o feto foi exposto. Isso 
pode ocasionar morte in útero. A maior parte 
dos casos de sífilis em gestante é diagnosticada 
na fase latente, quando não se sabe a 
cronologia se classifica em fase tardia. Os 
parceiros sexuais das gestantes com sífilis 
podem ser infectados mesmo apresentando 
teste imunológico não reagente, portanto 
devem ser tratadas presumivelmente com 
apenas uma dose de penicilina benzatina IM 
(2400.000 UI), no caso de teste reagente para 
sífilis deve-se seguir o tratamento da sífilis 
adquirida no adulto, de acordo com o estágio 
da infecção. Quando a sífilis é detectada na 
gestante o tratamento deve ser iniciado o mais 
rápido possível com penicilina benzatina, único 
medicamento capaz de impedir a transmissão 
vertical 
22. Como se realiza o tratamento adequado da 
gestante ? 
Administrar penicilina benzatina em até 30 dias 
antes do parto. A realização da testagem para 
sífilis na 28 semana permite o tratamento de até 
30 dias antes do parto, sendo o intervalo 
necessário para que o recém-nascido seja 
considerado como tratado intra útero . 
Preferencialmente, deve-se realizar o teste 
rápido para sífilis para o rastreamento no pré-
natal e também encerrando a gentação 
23. Como se confirma o sucesso do tratamento 
da sífilis em gestante ? 
Diminuição da titulação do teste não 
treponêmico em 2 diluições em 3 meses e de 4 
diluições em 6 meses com evolução da 
sororreversão (teste não treponêmico não 
reagente). A diminuição da titulação em 2 
diluições em 6 meses para sífilis recente e em 12 
meses para tardia. Além disso, a gestante tem 
que ser testada mensalmente após o 
tratamento para avaliar além da queda de 
títulos a possibilidade de elevação destes por 
tratamento inadequado, falha terapêutica ou 
reinfecção. Após o parto o seguimento é 
trimestral até 12 meses de acompanhamento 
(3,6,9,12) 
 
 
 
01.O que é um sexo seguro? 
• Imunização contra hepatite A (HAV), 
hepatite B (HBV) e HPV 
• Conhecer o status sorológico para HIV e 
outras IST’s do seu parceiro 
• Testar regularmente para HIV e outras IST’s 
• Tratar pessoas vivendo com HIV 
• Realizar exame preventivo de câncer do 
colo uterino 
• Realizar profilaxia pré-exposição e profilaxia 
de pós-exposição quando indicado 
• Conhecer e ter acesso a anticoncepção e 
concepção 
02. O que influencia na manutenção de uma 
epidemia de IST’s? 
• Eficácia de transmissão (fator biológico 
intrínseco a cada infecção) 
• Taxas de variação de parceria sexual 
• Duração da infecção 
03. Quais são as IST’s de notificação compulsória 
? 
Aids, sífilis adquirida , congênita e em gestantes, 
hepatite b, c e d, HIV adquirida em gestantes 
(sempre serão prioridades na busca ativa)e 
crianças expostas 
Além de realizar a notificação deve-se realizar 
uma anamnese, identificação das diferentes 
vulnerabilidades, exame físico, prescrição de 
tratamento, ofertas de vacinas contra hepatite 
B e HPV, ofertas de preservativos e convocação 
dos contatos sexuais desses pacientes 
04. Quais os métodos de prevenção das IST’s ? 
Abstinência sexual, redução do número de 
parceiros, vacinação profilática e uso de 
preservativo masculino e feminino 
05. Quais a abordagem das IST’s na atenção 
primária ? 
Tem a finalidade de interromper a cadeia de 
transmissão de forma mais efetiva e imediata 
possível, além disso deve-se evitar 
complicações advindas das IST’s e a transmissão 
de HIV aliado a regressão imediata dos sintomas 
06. O que se define como prevenção 
combinada de HIV 
A prevenção combinada do HIV busca 
alcançar um impacto máximo na redução de 
novas infecções pelo HIV ao combinar 
estratégias biomédicas, comportamentais e 
estruturais baseadas nos direitos humanos e em 
evidências, considerando contextos locais bem 
documentados e compreendidos. 
Comportamentais: envolvem mudanças no 
comportamento das pessoas para reduzir o risco 
de infecção pelo HIV. 
• Participação em programas de educação 
sobresaúde sexual e HIV, para aumentar o 
conhecimento sobre o vírus e formas de 
prevenção. 
• Testagem regular do HIV para identificar 
precocemente a infecção e receber 
tratamento adequado. Além disso, 
conhecer o status sorológico pode ajudar a 
prevenir a transmissão do HIV para outras 
pessoas. 
• Adesão à terapia antirretroviral (TARV), para 
controlar a infecção pelo HIV e prevenir sua 
progressão para a AIDS. Com isso, chega-se 
à supressão do vírus no corpo, tornando-o 
indetectável e, portanto, instransmissível a 
outras pessoas. 
• Redução de danos: As pessoas que, por 
exemplo, usam drogas injetáveis devem 
receber acesso a programas de redução de 
danos, como a troca de seringas, que 
podem reduzir o risco de transmissão do HIV. 
• Uso consistente e correto de preservativos 
durante o sexo vaginal, anal e oral. 
Estruturais: envolvem mudanças no ambiente 
social, econômico ou político para reduzir o 
risco de infecção pelo HIV. Algumas dessas 
estratégias incluem 
• Acesso pleno e com zero discriminação a 
serviços de saúde de qualidade, incluindo 
serviços de prevenção, diagnóstico e 
tratamento do HIV. 
• Políticas públicas que promovam a 
igualdade de gênero, a proteção dos 
direitos humanos e o combate ao estigma e 
à discriminação das pessoas que vivem com 
HIV. 
• Programas de prevenção do HIV adaptados 
às realidades e necessidades das 
populações-chave 
Biomédicas: envolvem o uso de tecnologias 
médicas para prevenir a infecção pelo HIV 
• O uso correto e consistente de preservativos 
internos e externos durante o ato sexual 
pode reduzir significativamente o risco de 
transmissão do HIV e outras infecções 
sexualmente transmissíveis (IST), assim como 
prevenir a gravidez indesejada. 
• Nesse sentido, em combinação com 
preservativos, as pessoas devem ter a 
opção e a possibilidade de usar lubrificantes 
para aumentar o conforto e reduzir fricção. 
• Profilaxia pré-exposição: envolve o uso 
diário de medicamentos antirretrovirais para 
prevenir a infecção pelo HIV em pessoas 
com maior risco de exposição ao vírus. 
• Profilaxia pós-exposição: é a utilização da 
medicação antirretroviral após qualquer 
situação em que exista a exposição ao HIV, 
a medicação age impedindo que o vírus se 
estabeleça no organismo, por isso a 
importância de iniciar esta profilaxia dentro 
do prazo de até 72 horas. 
Entretanto, o tratamento é mais eficaz se 
iniciado nas duas primeiras horas após a 
exposição e deve ser seguido por 28 dias. 
• Tratamento como prevenção: a adesão ao 
tratamento antirretroviral faz com que as 
pessoas vivendo com HIV consigam a 
supressão viral, ou seja, que a carga viral de 
HIV seja tão baixa a ponto de não ser 
identificada em exames, a chamada 
“carga viral indetectável”. As evidências 
científicas também mostram que pessoas 
vivendo com HIV que possuem carga viral 
indetectável não transmitem HIV por 
relações sexuais ao terem relações sem 
preservativo. É o I=I, ou seja, Indetectável é 
igual a Intransmissível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
07. Quais as IST’s sintomáticas e assintomática ? 
 
Asintomáticas Sintomáticas 
Sífilis fase aguda Corrimento vaginal 
Gonorreia Corrimento uretral 
Clamídia Úlceras genitais 
Hepatite B e C DIP (doença 
inflamatória 
pélvica) 
Infecção pelo HIV Verrugas 
anogenitais 
 
 
08. Quais principais síndromes clínicas das IST’S 
? 
Mesmo com etiologias diferentes, as principais 
manifestações clínicas das IST’s são : 
Úlceras genital: lesões ulcerativas erosivas, 
precedidas ou não por pústulas e/ou vesículas, 
acompanhada ou não de dor, ardor, prurido, 
drenagem de material mucopurulento, 
sangramento e linfadenopatia regional. 
Evoluem para vesículas sobre base eritematosa, 
muito dolorosa, e de localização variável na 
região genital 
Esses agentes podem ser encontrados 
isoladamente ou em associação em uma 
mesma lesão, como úlcera genital por 
Treponema pallidum 
A presença de úlcera genital está associada a 
um elevado risco de transmissão e aquisição do 
HIV e tem sido descrita como a principal causa 
da difusão desse vírus entre as populações em 
situação de vulnerabilidade 
HIV e tem sido descrita como a principal causa 
da difusão desse vírus entre as populações em 
situação de vulnerabilidade 
• Sintomas: úlcera 
• Sinais: úlcera, linfonodomegalia inguinal 
• Causas: linfogranuloma venéreo, cancroide, 
herpes perioral e genital, donavanose, sífilis 
Herpes genital: embora os HSV-1 e HSV-2 
possam provocar lesões em qualquer parte do 
corpo, há predomínio do tipo 2 nas lesões 
genitais e do tipo 1 nas lesões periorais. 
Cancroide: 
Linfogranuloma venéreo 
Donovanose 
Corrimento vaginal: é uma queixa comum, que 
ocorre principalmente na idade reprodutiva, a 
vulvovaginite e a vaginose são as principais 
causas de corrimento vaginal patológico é 
necessário uma investigação clínica minuciosa 
em caso de recorrência. O corrimento vaginal 
pode ser fisiológico ou patológico, e 
representam 70% das queixas ginecológicas. O 
corrimento patológico apresenta-se de forma 
abundante, esbranquiçada ou branco-
acinzentada não aderente e com odor fétido 
• Sintomas: prurido, irritação local, disúria 
externa (dor a micção) dispareunia (dor na 
relação sexual), odor fétido 
• Sinais: edema de vulva, hiperemia da vulva 
• Investigação: características (cor, aspecto , 
quantidade e odor), comportamento e 
práticas sexuais, DUM, práticas de higiene, 
hábitos de se vestir, presença de sintomas 
no parceiro sexual, sintomas associados, 
medicação usadas tópicas ou sistêmicas 
• Causas: 
Candidíase vulvovaginal: é causada pela 
proliferação em excesso do fungo Candida 
albians, que habita normalmente a vagina da 
mulher. Os sintomas da candidíase são: prurido, 
ardência, corrimento esbranquiçado denso, em 
grumos, tipo “nata de leite” ou “leite coalhado” 
aderido as paredes vaginais e fundo de saco 
sem odor, dispareunia, disúria externa. 
Sinais característicos: eritema, fissura vulvares, 
corrimento grumoso (placas esbranquiçadas 
aderidas a parede vaginal), edema vulvar, 
escoriações e lesões satélites por vezes 
pustulosas pelo ato de coçar 
Parceiros sexuais: não precisam ser tratadas, 
exceto se sintomáticas 
Gestação: comum, podendo ter recidivas pelas 
condições propícias do PH vaginal durante esse 
período 
Tratamento gestantes e lactentes: somente por 
via vaginal, o tratamento oral é contraindicado 
PH: x < 4,5 
Citologia: utiliza-se soro fisiológico e hidróxido de 
potássio a 10% a fim de visibilizar a presença de 
hifas e/ou esporos dos fungos 
Fatores predisponentes: gravidez, obesidade, 
DM (descompensada), uso de ACO em altas 
dosagens (estrógeno), antibióticos, corticoides 
ou imunossupressores, hábitos de higiene e 
vestuários que aumentem a umidade e calor 
local, contato com substâncias 
alérgenas/irritantes (talcos, perfumes, 
sabonetes ou desodorantes íntimos) ou 
alteração na resposta imunológica 
(imunodeficiência) inclusive pelo HIV 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
1° escolha Miconazol creme a 
2% ou outros 
derivados 
imidazólicos, via 
vaginal, um 
aplicador cheio, à 
noite ao deitar-se, 
por 7 dias 
OU 
 Nistatina 100.000 UI, 
uma aplicação, via 
vaginal, à noite ao 
deitar-se, por 14 dias 
2° escolha Fluconazol 150mg, 
via oral (VO), dose 
única 
OU 
 Itraconazol 100 mg, 2 
comprimidos, VO, 
2x/dia, por 1 dia 
Complicada ou 
recorrente 
 Fluconazol 150 mg, 
VO, 1x/dia, dias 1, 4 e 
7 
OU 
Itraconazol 100 mg, 2 
comprimidos, VO, 
2x/dia, por 1 dia 
OU 
 Miconazol creme 
vaginal tópico diário 
por 10-14 dias 
Manutenção: 
Fluconazol 150 mg, 
VO, 1x/semana, por 6 
meses OU Miconazol 
creme vaginal 
tópico, 2x/semana 
OU Óvulo vaginal, 
1x/semana, durante 
6 meses 
 
Vaginose bacteriana é uma condição 
decorrente do desequilíbrio da microbiotavaginal, causada pelo crescimento 
desordenado de bactérias anaeróbias e 
lactobacilos acidófilos, principalmente em 
mulheres em idade reprodutiva. É a causa mais 
prevalente de corrimento vaginal e odor fétido. 
Sem lactobacilos o PH aumenta e produz 
aminoácidos que são quebrados por bactérias 
anaeróbicas da VB em aminas voláteis 
(putrecina e cadaverina) levando ao odor 
desagradável principalmente após o coito e a 
menstruação (alcalinizam o conteúdo vaginal) 
Exame especular: paredes vaginais íntegras, 
marrons e homogênicas ao teste de Schiller. 
Banhada com corrimento perolado bolhoso em 
decorrência de aminas voláteis 
Sintomas característicos: corrimento vaginal 
homogênico, presença de clue cells (células 
guia) no exame de lâmina a fresco, teste de 
Whiff + (odor fétido das aminas) 
PH: X > 4,5 
Tratamento das parceiros sexuais: não é 
recomendado 
A aumenta o risco de aquisição de IST 
(incluindo o HIV), e pode trazer complicações às 
cirurgias ginecológicas e à gravidez (estando 
associada com ruptura prematura de 
membranas, corioamnionite, prematuridade e 
endometrite pós-cesárea). Quando presente 
nos procedimentos invasivos, como curetagem 
uterina, biópsia de endométrio e inserção de 
dispositivo intrauterino (DIU), aumenta o risco de 
doença inflamatória pélvica (DIP). 
A paciente acometida relata corrimento 
vaginal fluido, homogêneo, pelorado bolhoso 
em decorrência das aminas voláteis, de cor 
amarela, branca ou cinza, geralmente em 
pequena quantidade e não aderente de 
aspecto fluido e cremoso. Também pode 
apresentar odor desagradável após a relação 
sexual ou durante período menstrual (putrescina 
e cadaverina)estar associado a ardência e 
coceira. pH da vagina menor que 4,5 e teste de 
Whiif + 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
1° escolha Metronidazol 250 mg, 
2 comprimidos VO, 
2x/dia, por 7 dias 
 OU 
 Metronidazol gel 
vaginal 100 mg/g, um 
aplicador cheio via 
vaginal, à noite ao 
deitar-se, por 5 dias 
2° escolha Clindamicina 300 mg, 
VO, 2x/dia, por 7 dias 
Complicada ou 
recorrente 
 Metronidazol 250 mg, 
2 comprimidos VO, 
2x/dia, por 10-14 dias 
OU 
Metronidazol gel 
vaginal 100 mg/g, um 
aplicador cheio, via 
vaginal, 1x/dia, por 
10 dias, seguido de 
tratamento 
supressivo com óvulo 
de ácido bórico 
intravaginal de 600 
mg ao dia por 21 dias 
e metronidazol gel 
vaginal 100 mg/g, 
2x/semana, por 4-6 
meses 
 
 
 
Tricomoníase vulvovaginal é uma infecção 
genital, causada pelo protozoário Trichomonas 
vaginalis, que pode atingir ambos os sexos, 
porém é de maior frequência da genitália 
feminina do que da masculina. O parasita 
causador da tricomoníase se instala na vagina 
ou uretra, gerando microlesões na parte interna 
da vagina, fator que pode levar a mulher a 
desenvolver outros tipos de patologias, que dão 
um aspecto de morango ou framboesa (teste 
de schiller onçoide ou tigroide) 
Sintomas: corrimento vaginal intenso amarelo- 
esverdeado por vezes acidentado bolhoso e 
espumoso, com odor fétido (em alguns casos 
lembrando o odor de peixe) e prurido eventual, 
que pode constituir um caso de reação alérgica 
á afecção, pode haver sinusiorragia e 
dispareunia, edema vulvar e sintomas urinários, 
como disúria. 
Exame especular: microulcerações que dão ao 
colo uterino um aspecto de morango ou 
framboesa, teste de shiller “onçoide” ou 
“tigroide” 
Ph: 6,7-7,5 (meio alcalino que pode surgir flora 
bacteriana patogênica, inclusive anaeróbica; 
por conseguinte, se estabelece a vaginose 
bacteriana associada, que libera as aminas 
com odor fétido, além de provocar bolhas no 
corrimento vaginal purulento 
Parceiros sexuais: devem ser tratadas com o 
mesmo esquema terapêuticos, durante o 
tratamento deve se suspender as relações 
exuais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
1° escolha Metronidazol 400 mg 
mg, 5 comprimidos 
VO, dose única , por 7 
dias 
 OU 
 Metronidazol 250 mg 
2 comprimidos VO, 2x 
ao dia por 7 dias 
 
Cervicite (clamídia + gonorreia): são 
frequentemente assintomáticas (70-80%)nos 
casos dos assintomáticos as queixas são: as 
principais complicações é dor pélvica, DIP, 
gravidez ectópica e infertilidade. CEFAZ: 
azitromicina e cefalosporina 
Sintomas: corrimento vaginal (em mulheres 
frquentemente não se apresenta corrimento 
vaginal) sangramento intermenstrual ou pós- 
coito, dispareunia, disúria, polaciúria e dor 
pélvica crônica 
Exame físico: dor a mobilização do colo uterino 
(endocervicite) material mucopurulento no 
orifício externo do colo, edema cervical, 
sangramento ao toque da espátula ou swab. 
Complicações quando não tratadas: dor 
pélvica, DIP, gravidez ectópica e infertilidade 
As infecções gonocócicas ou por clamídia 
durante a gravidez podem estar relacionadas a 
partos pré-termo, ruptura prematura de 
Gonorreia é uma infecção sexualmente 
transmissível causada pela bactéria Neisseria 
gonorrhoeae que infecta o revestimento da 
uretra, do colo do útero, do reto e da garganta 
ou das membranas que cobrem a parte frontal 
do olho (conjuntiva e córnea). 
Clamídia é uma Infecção Sexualmente 
Transmissível (IST), que na maioria das vezes 
causa infecção nosórgãos genitais, mas pode 
afetar também a garganta e os olhos 
 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
Infecção 
gonocócica NÃO 
complicada (uretra, 
colo do útero, reto e 
faringe) 
Ceftriaxona 500mg, 
IM, dose única MAIS 
Azitromicina 500 mg, 
2 comprimidos, VO, 
dose única 
Infecção 
gonocócica 
disseminada 
Ceftriaxona 1 g IM ou 
IV ao dia, 
completando ao 
menos 7 dias de 
tratamento MAIS 
Azitromicina 500 mg, 
2 comprimidos, VO, 
dose única 
 Conjuntivite 
gonocócica no 
adulto 
 
Ceftriaxona 1 g, IM, 
dose única 
Infecção por 
clamídia 
Azitromicina 500 mg, 
2 comprimidos, VO, 
dose única OU 
Doxiciclina 100 mg, 
VO, 2x/dia, por 7 dias 
(exceto gestantes) 
 
 
 
 
 
Verrugas 
• Causa: HPV (candiloma cuminado) 
DIP (doença inflamatória pélvica): síndrome 
clínica atribuída a ascensão de microrganismo 
do trato genital inferior, espontânea ou 
decorrente de manipulação (inserção de DIU, 
biópsia do endométrio, curetagem entre outros) 
omprometendo o endométrio (endometrite), 
tubas uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas 
contíguas (salpingite, miometrite, ooforite, 
parametrite, pelviperitonite). 
Causas: principais causas é a clamídia, 
gonorreia (85%) e em 15 % não são transmitidos 
sexualmente mas associados por germes 
entéricos 
Diagnóstico: quando uma mulher sexualmente 
ativa se apresenta com dor abdominal baixa 
e/ou dor pélvica, deverá investigar DIP no 
diagnóstico diferencial, independentemente 
da história de atividade sexual recente. A 
confirmação do diagnóstico é feito a partir de 
critérios maiores e critérios menores e critérios 
elaborados sendo necessário 3 critérios maiores 
+ um critério menor ou critério elaborado 
CRITÉRIO MAIORES 
Dor no hipogástrico • Dor à palpação dos 
anexos • Dor à mobilização do colo uterino 
CRITÉRIOS MENORES 
Temperatura axilar > 37,5°C ou temperatura 
retal > 38,3°C • Conteúdo vaginal ou 
secreção endocervical anormal • Massa 
pélvica • Mais de 10 leucócitos por campo 
de imersão em material de endocérvice • 
Leucocitose em sangue periférico • Proteína 
C reativa ou velocidade de 
hemossedimentação (VHS) elevada • 
Comprovação laboratorial de infecção 
cervical por gonococo, clamídia ou 
micoplasmas 
CRITÉRIOS ELEVADOS 
Evidência histopatológica de endometrite • 
Presença de abscesso tubo-ovariano ou de 
fundo de saco de Douglas em estudo de 
imagem • Laparoscopia com evidência de 
DIP 
 
Corrimento uretral: uretrites são caracterizadas 
por inflamação e corrimento uretral. Tem 
aspecto que varia de mucoide a purulento com 
volume variável, estando associado a dor 
uretral (independente da micção), disúria, 
estranguria (micção lenta e doloroa),prurido e 
eritema do meato uretral 
• Sintomas: prurido uretral, polaciúria 
(aumento da frequência urinária), odor 
fétido, dor uretral independente da micção, 
disúria, estranguria (micção lenta e 
dolorosa), eritema do meato uretral 
• Sinais: corrimento uretral mucoide purulento 
com volume variável 
• Causas: gonorreia, clamídia, tricomoníase 
• Uretrite gonocócica: os sinais e sintomas são 
determinados pelos locais primários de 
infecção: as membranas mucosas da uretra 
(uretrite), endocérvice (cervicite), reto 
(proctite), faringe (faringite) e conjuntiva 
(conjuntivite). 
• Uretrite não gonocócica 
• Tratamento: enorme (depois ler melhor) 
Dor pélvica (cervicite) 
• Sintomas: dor pélvica, dispareunia 
• Sinais: dor a palpação, dor a mobilização 
uterina, temperatura x >37,5 
• Causas: gonorreia, clamídia, anaeróbicos 
 
09. Qual a conduta para cada IST’s ? 
As condutas somente baseadas na impressão 
clínica não são recomendadas em razão de sua 
baixa sensibilidade e alta sensibilidade, assim, 
ações clínicas complementares são necessárias 
para o diagnóstico e tratamento adequado, 
mas caso os testes laboratoriais não estejam 
disponíveis recomenda-se o tratamento 
baseado na clínica em todo caso suspeito de 
IST’s 
09. Quais tipos de infecção do trato reprodutivo 
(ITR)? 
• IST’s: tricomoníase, clamídia e gonorreia, DIP 
• Infecções iatrogênicas; pós-aborto 
• Infecções endógenas: candidíase, vaginose 
bacteriana 
 
10. O que é o teste do pH vaginal ? 
O teste PH vaginal é um método químico seco 
rápido para a deteção semiquantitativa do pH 
vaginal feminino, para ajudar no diagnóstico de 
vaginose bacteriana. Um papel de pH é usado 
para determinar os níveis de pH na amostra 
obtida através de um exsudado vaginal 
11. O que é o teste das aminas? 
Teste das Aminas (teste de Whiff) positivo – é 
feito com a adição de hidróxido de potássio a 
10% na secreção coletada do fundo de saco 
vaginal, com aparecimento imediato de odor 
desagradável, do tipo odor de peixe. Presença 
de clue cells (células-alvo) no exame 
microscópico a fresco da secreção vaginal. O 
teste de amina na candida é negativo 
12. Como avaliar corrimento vaginal ? 
• CAQO (cor, aspecto, quantidade, odor) 
• Aspecto: grumoso, flúido, elástico, bolhoso 
• Odor: com ou sem 
• Cor: branco, esverdeado, perolado, 
transparente 
13. Como realizar um exame ginecológico e 
IST’s ? 
• Examinar a genitália externa e a região anal. 
• Separar os lábios vaginais para visualizar o 
introito vaginal integralmente. 
• Introduzir o espéculo para examinar a 
vagina, suas paredes, o fundo de saco e o 
colo uterino 
• Fazer o teste de pH vaginal, colocando, por 
um minuto, a fita de papel indicador na 
parede vaginal lateral (evitar tocar o colo). 
• Colher material para o teste de Whiff (teste 
das aminas ou do “cheiro” – em uma lâmina 
ou chumaço de gaze, acrescentar uma 
gota de KOH 10% sobre o conteúdo vaginal 
coletado, sendo positivo se apresentar 
cheiro de peixe podre) e para realização da 
bacterioscopia, quando disponível. 
• Havendo possibilidade de realização no 
local, coletar material endocervical para 
cultura de N. gonorrhoeae em meio de 
transporte e pesquisa de C. trachomatis e N. 
gonorrhoeae por biologia molecular; a 
amostra para biologia molecular pode ser 
substituída pela urina de primeiro jato 
(armazenada na bexiga no mínimo por 4 
horas), seguindo as orientações de coleta e 
armazenamento, conforme o meio a ser 
utilizado 
• O exame preventivo de câncer de colo do 
útero (colpocitologia oncótica) e a 
colposcopia não devem ser realizados com 
o intuito de diagnosticar vulvovaginite, 
vaginose e cervicite. Quando indicados (ex.: 
para rastreio de lesão intraepitelial cervical), 
devem preferencialmente ser realizados 
após tratamento das ITR. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
01. Diga a periodicidade, intensidade e 
duração de um ciclo menstrual normal? 
 
• Periocidade: 28 dias (+- 7 dias: 21-35 dias), 
um ciclo anormal está ligada a uma 
infertilidade 
• Intensidade: a quantidade de sangue 
eliminado durante a gestação é de 20-60 Ml 
• Duração: quantidade de dias em que 
ocorre perda sanguínea 4 (+- 2 dias: 2-6 
dias) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
02. Cite as características da menstruação: 
• Irregularidade é mais comum nos 2 primeiros 
anos após a menarca (1° menstruação) e 3 
anos antes da menopausa (pausa da 
menstruação) 
• Características das primeiras menstruação 
(1-3 anos): irregularidade, imprevisibilidade, 
ciclos anavulatórios 
• Ciclo menstrual varia menos: 20-40 anos 
 
03.Explique o sistema hormonal feminino: 
Hipotálamo libera o hormônio liberador de 
gonadotrofina (GnRH), que é secretado em 
pulsos curtos, uma vez a cada 90 minutos, essa 
secreção pulsátil intermitente de GnRH estimula 
também a secreção pulsátil de LH e FSH, caso 
esse fluxo seja contínuo esses hormônios deixam 
de ser produzidos. Assim, estimula a hipófise 
anterior (adenohipófise) a secretar os hormônios 
FSH (hormônio folículo estimulante) e LH 
(hormônio luteinizante) que estimula o ovário a 
produzir estrogênio e progesterona. Esses 
hormônios começam a ser liberados por volta 
de 9-12 anos 
04.Quem é o inibidor da prolactina? 
• Dopamina (é de outros fatores que são 
produzidos pela adenohipófise) 
• O hormônio liberador de tireotrofina é um 
fator inibidor da prolactina, ou seja, um 
quadro de hipotireoidismo resulta em uma 
situação de hiperprolactinemia 
05.Um dano na hipófise anterior pode causar 
que tipo de quadro? 
Os hormônios produzidos pela hipófise anterior 
(adeno-hipófise) serão diminuídos e os 
produzidos pela hipófise posterior (neuro-
hipófise) irão aumentar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
06. Em que situações se necessita ter baixas 
concentrações de LH e FSH ? 
Utilizam-se agonista de GnRH 
• Endometriose 
• Leiomiomas 
• Câncer de mama 
• Câncer de próstata 
07. Porque os atletas de alto nível apresentam 
mais comumente amenorreia? 
Devido ao aumento da produção de endorfina, 
que tem efeito inibitório na liberação de GnRH 
( liberação de GnRH de forma pulsátil 
interrompida). Além disso, muitos profissionais 
experimentam estados de depressão após o 
encerramento da carreira, devido a queda de 
endorfina. 
08. Que fatores estimulam a produção de GnRH 
? 
Reprodução, sinais olfativos, feromônios 
09. Defina como ocorre o estágio de 
crescimento folicular: 
Infância: as células granulosas do ovócito 1 na 
fase do folículo primordial fornecem nutrição 
para esse ovócito. E o fator inibidor de 
maturação do oócito mantém o óvulo parado 
em seu estado primordial (prófase da divisão 
mitótica) 
 
As células da granulosa são as células que 
rodeiam o oócito no folículo. Estas células têm 
como funções a proteção e o suporte do 
gâmeta feminino necessários para o seu 
desenvolvimento. 
Puberdade: FSH e o LH começam a ser 
secretados de forma significativa, e dessa forma 
o ovário começa a se desenvolver. Essa 
concentração elevada de estrógeno faz com 
que a células granulosas formem quantidades 
maiores de receptores de FSH, que tornam as 
células ainda mais sensíveis, e assim, favorece o 
seu rápido crescimento. Dessa forma, se tem um 
crescimento significativo das células granulosas, 
as células da teca adquirem capacidade de 
secretar hormônios sexuais (progesterona e 
estrogênio). Após a 1° semana ou mais de 
crescimento, um dos folículos começa a se 
desenvolver mais do que os outros, os outros 
involuem (atresia), assim, somente um folículo é 
liberado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
09. A síntese de estrogênio depende de que 
células? (teoria das duas células) 
Ação combinada LH e FSH ( 2 gonadotrofinas) 
nascélulas tecal e granulosa. O gene CYP 17 
não está presente nas células da granulosa, 
assim, dependem da célula tecal para produzir 
estrogênio 
 
 
10. Explique o ciclo ovulatório: 
Fase folicular: também conhecida como fase 
pré-ovulatória ou fase proliferativa, é a fase do 
ciclo menstrual durante a qual os folículos 
ovarianos amadurecem de folículo primário 
para folículo maduro. 
• Diminuição de estrógeno e progesterona 
• Aumento do FSH (recrutação de folículos, 
causando o crescimento acelerado) 
• Folículos começam a produzir estrogénio 
• Queda FSH após seleção do folículo 
estimulante 
• Pico de aumento LH para ocorrer ovulação 
(as vezes o pico não é suficiente para 
ocorrer ovulação) e progesterona 
Fase lútea: fase também conhecida como 
secretória última fase do ciclo menstrual, nos 
no qual tem início com a formação do corpo 
lúteo e termina com a gravidez ou luteólise, 
dependendo se ocorre ou não fertilização 
• Corpo lúteo (aumento da progesterona, 
estrogênio e inibina, isso tem efeito negativo 
na hipófise anterior mantendo, assim, a 
secreção de FSH e LH reduzidas) 
• Diminuição da produção de FSH e LH 
• Corpo albicans diminuição de estrogênio e 
progesterona 
• Aumento novamente de LH e FSH (involução 
do corpo lúteo): 
 
 
 
11. Defina a menstruação: 
A menstruação se configura pela descamação 
da camada endometrial do útero e é causada 
pela redução do estrogênio e da progesterona 
no final do ciclo ovariano. Os vasos sanguíneos 
do endométrio ficam vasospáticos devido a 
liberação de material vasoconstritor 
(prostagrandina) que desencadeia uma 
necrose tecidual no qual as camadas necrótica 
se descola do útero. O líquido menstrual 
normalmente não coagula pois a fibrinolisina é 
liberado com o material necrótico, se houver 
sangramento excessivo a quantidade de 
fibrinolisina pode não ser suficiente para evitar 
coagulação. Além disso, durante a 
menstruação grande quantidade de leucócitos 
é liberada junto com a menstruação, assim o 
útero fica mais resistente a infecções durante 
esse período (leucorreia) 
A menstruação é a queda dos dois hormônios: 
estrógeno e progesterona. 
12. O que é o leite uterino ? 
Antes da implantação do embrião, as glândulas 
uterinas secretam o "leite uterino", substância 
que nutre o concepto e prepara um ambiente 
que contenha nutrientes para implantação dos 
óvulos antes do desenvolvimento da placenta. 
13. Como ocorre a fertilização do óvulo ? 
O óvulo é liberado na tuba uterina, e a 
fertilização ocorre na ampola. E somente após 
3-4 dias o óvulo chega na tuba uterina, nesse 
período ele o óvulo é nutrido pelo leite uterino 
em suas divisões iniciais. Através da contração 
do istmo interno (efeito da progesterona). E se 
implanta no endométrio de 7-9 dias, no qual 
agem enzimas proteolíticas que digerem o 
endométrio depois da ovulação na forma de 
blastocisto. 
14. Diga os seguintes efeitos dos hormônios na 
gestação: 
Gonadrotopina 
coriônica humana 
(HCG) 
Mantém o corpo 
lúteo até a formação 
da placenta, depois 
a placenta produz 
estrogênio e 
progesterona. Assim 
evita a involução do 
corpo lúteo 
estimulando a 
produção de 
estrogênio e 
progesterona 
 
Se o corpo lúteo for 
removido antes de 7 
semanas ocorre 
aborto 
 
Exerce efeito 
estimulador das 
células intersticiais 
sobre os testículos do 
feto masculino 
Estrogênio Desenvolve as 
características 
sexuais secundárias 
 
Secretado tanto pela 
placenta como pelo 
corpo lúteo 
 
Aumento do útero e 
da genitália externa 
 
Aumento das mamas 
e dos ductos 
 
Relaxa os ligamentos 
pélvicos e 
elasticidade da sínfise 
púbica e 
articulações 
sacroilíacas 
Progesterona Preparação do útero 
para gestação e das 
mamas para 
lactação 
 
Desenvolvimento do 
endométrio uterino a 
partir das células 
deciduais 
(implantação do 
óvulo) 
 
Diminuição da 
contratilidade uterina 
(implantação do 
óvulo) 
 
Aumento da 
secreção de material 
nutritivo das trompas 
e do útero após 
fertilização (nutrir o 
óvulo fertilizado, 
enquanto passa 
pelas trompas de 
falópio antes de se 
implantar no útero) 
 
Desenvolvimento dos 
lóbulos e alvéolos, 
aumento tamanho e 
transformação para 
natureza secretora 
(mas só é secretado 
leite após 
estimulação da 
prolactina) 
 
Somatomsmotropins 
coriônica humana 
Função incerta, em 
animais causa 
lactação. Tem ação 
semelhante ao 
hormônio do 
crescimento (GH) 
mas é preciso de 100 
x mais. Diminui a 
sensibilidade á 
insulina e a utilização 
de glicose pela mãe, 
além da liberação de 
ácidos graxos livres 
das reservas da mãe 
Outros hormônios Secreção das 
paratireoides 
(secreção de 
paratormônio 
elevando o Ca) 
 
Tireoide materna 
aumenta em 50% a 
secreção de tiroxina 
 
Aumento da 
secreção de 
corticosteroide: 
aumenta 
glicorticoides e 
síntese de tecido fetal 
e secreção de 
aldostenona: HAS 
 
01.Quais métodos de anticoncepção os 
enfermeiros podem prescrever ? 
• Métodos orais 
• Métodos injetáveis 
• Preservativo feminino e masculino 
• Pílula de emergência 
02.Diga os métodos disponíveis 
Barreira: 
• Preservativo masculino 
• Preservativo feminino (condom feminino) 
• Diafragma (vida útil de 3 anos e só pode ser 
tirado de 6-8 horas) 
• DIU cobre ( 10 anos) 
• Espermicida 
 
Esterilização (definitivos): 
• Ligadura uterina 
• Vasectomia 
Hormonais orais: mantém níveis constante de 
progesterona e estrogênio, que inibem a 
secreção de hormônios luteinizantes e folículos 
estimulantes, impedindo a ovulação 
• Combinado (monofásico: progesterona e 
estrôgeno) 
• Minipílulas (progesterona) 
• Pílula anticoncepcional de emergência 
• DIU hormonal = ovulação é mantida mesmo 
de forma irregular 
Hormônios injetáveis: : mantém níveis constante 
de progesterona e estrogênio, que inibem a 
secreção de hormônios luteinizantes e folículos 
estimulantes, impedindo a ovulação 
• Mensal (combinado) 
• Trimestral (progesterona) = menor potencial 
trombogênico 
 
03.O que são contracepção reversível de ação 
prolongada? 
Que tem durabilidade igual ou superior a três 
anos. Eles podem ser reversíveis, como 
os dispositivos intrauterinos (DIU de cobre que 
dura 10 anos e DIU com hormônio que dura 5 
anos ), implantes contraceptivos/implante 
subcutâneo que dura 3 anos ou injeções de 
hormônio 
04.O que são critérios de elegibilidade de um 
método de contracepção 
São critérios que são seguidos para escolha do 
melhor método. 
05.Defina os métodos hormonais: 
Injetáveis: 
• Combinados: progesterona + estrógeno 
(mensal) 
• Isolado: progesterona (trimestral) 
Oral 
• Mensal 
• Método de emergência 
• Minipílulas 
06. O que fazer caso se esqueça da 
anticoncepção intentável e que medidas utilizar 
em seu primeiro uso ? 
Medidas: 
• Esquecer 1 pílula: tomar imediatamente a 
outra 
• Tomar o resto das pílulas como de costume 
e não dá pausas 
• No caso de sexo desprotegido nos últimos 5 
dias, avaliar necessidade de uso de 
anticoncepcional de emergência 
Mensal: aplicar preferencialmente no 1°-5° dia 
do ciclo de forma mensal, no qual se deve 
observar as pausas 
• Menos ou igual 7 dias: não tem problema 
• Maior que 7 dias: tomar a próxima injeção e 
manter método de barreira por 7 dias 
• Pode ser atrasado ou adiantado até 7 dias 
Trimestral: aplicar preferencialmente 1°-7° dia 
do ciclo sem intervalo 
• Atraso maior que 4 semanas: se abster de 
sexo ou usar método de barreira até a 
próxima injeção ou tomar a próxima injeção 
e usar método de barreira por 7 dias 
• Pode ser adiantado ou atrasado até 2 
semanas 
 
07. O que é um implante subcutâneo ? 
Implanon tem um tamanho de 3 cm, fica 
localizado no tecido subcutâneo do braço, tem 
um prazo de validade de 3 anos. Tem efeito na 
disfunção ovulatória, modificaçãoda 
motilidade tubária, alteração endometrial e 
modificação do muco cervical. Pode ser 
colocado após mais de 7 dias da DUM 
08. Quais aspectos devem ser avaliados na 
consulta de planejamento reprodutivo ? 
• Anamnese 
• Exame físico 
• Prescrição hormonal de baixa dosagem 
• Orientar sobre os efeitos adversos do seu uso 
• Agendar retorno de 30 dias após 3 meses e 
anuais 
• Orientar o uso correto 
• Sinais de alerta 
09. Quais efeitos do uso de métodos hormonais? 
• Alteração na menstruação (m) 
• Alteração do peso (m) 
• Alteração do humor (t) 
• Alteração do desejo sexual (t) 
• Cefaleia (m) 
• Cefaleia com enxaqueca (m) 
• Sensibilidade nos seios (m) 
10.Como realizar mudança de método 
hormonal e não hormonal? 
De hormonal para hormonal usa-se 
imediatamente de não hormonal para 
hormonal pode acontecer em qualquer 
momento do mês, porém tem que usar método 
de barreira por 7 dias (combinado ) e 2 dias 
(exclusivo). 
 
11. Qual melhor método para quem está 
amamentando? 
• Pílula exclusiva somente com progesterona, 
pois a combinada não é indicada visto que 
interfere na produção de leite 
• AME ou não iniciar depois de 6 semanas de 
parto 
• Se não estiver amamentando deve-se iniciar 
após 21 dias de parto 
• No caso de abortamento se inicia de 7 dias 
ou menos, sem método de apoio e com 
mais de 7 dias desde que tenha certeza que 
não está grávida 
12. Qual método de emergência? 
Uso da pílula de levongestrel (progesterona 
sintética) 1,5 mg via oral ou 0,75 mg 12/12 horas 
via oral. No qual pode se utilizar até 5 dias, 
porém a taxa de eficácia diminui 
espontaneamente com o passar dos dias. 
Também tem o método de Yuzpe no qual se 
utiliza o anticoncepcional oral combinado. No 
caso de diarreia e vômito nas primeiras 2 horas, 
deve-se tomar outra pílula, se ocorreu em mais 
de 24 horas deve-se tomar normalmente a pílula 
mais método de barreira por 7 dias 
13. Quais principais contra-indicações dos 
anticoncepcionais hormonais combinados? 
• Fumantes com mais de 35 anos (só pode 
utilizar progesterona) 
• Pressão arterial maior que 140 x 90 mmHg 
• DM por mais de 20 anos ou danos causados 
• CA de mama 
• Histórico de AVC e tromboembolismo 
• Doença hepática ativa grave e na vesícula 
biliar 
 
14. Qual a apresentação do anticoncepcional 
oral combinado ? 
• Tem estrógeno e progesterona 
• Impede a ovulação, altera a característica 
física e química do muco cervical e do 
endométrio e da motilidade tubária 
• Interagem com rifampicina, griseofulvia e 
anticonvulsivantes 
• Tem os monofásicos (mesma quantidade de 
hormônios nos comprimidos) bifásica ( 2 
dosagens diferentes nos comprimidos ) 
trifásica (3 dosagens diferentes nos 
comprimidos) 
• Apresentação: 21 comprimidos com pausa 
de 7 dias, 22 comprimidos com pausa de 6 
dias, 24 comprimidos com pausa de 4 dias, 
28 comprimidos sem pausas 
15. Qual idade para realizar ligação tubária ? 
Mínimo 21 anos ou 2 filhos vivos, não é 
necessário consentimento do parceiro, e é 
permite realizar durante o período do parto 
desde que se tenha uma manifestação 60 dias 
antes 
16.Quais ações do DIU de cobre ? 
Age antes da fecundação do óvulo 
• Provoca reação inflamatória pela presença 
de corpo estranho na cavidade uterina 
• Há liberação aumentada de 
prostaglandinas por macrófagos e 
neutrófilos 
• Precipitações de espermatozóides por 
reações imunobiológicas 
• Alteração do muco cervical 
• Fagocitose de espermatozoides por 
macrófagos 
 
17.Em que momentos se coloca o DIU ? 
• A qualquer momento, no caso de infecção 
deve-se tratar e orientar outro método ou se 
ainda quiser o método depois se insere 
• 48 após o parto embora a taxa de expulsão 
seja de 20%, após esse período deve-se 
aguardar pelo menos 4 semanas 
01.Defina a maturação da mama ao longo da 
vida 
Ao nascimento se tem canais rudimentares que 
crescem ao longo da infância, já na puberdade 
se tem formação de tecido adiposo, 
ramificação e alongamento dos canais. Na 
gestação/desmame se tem uma diferenciação 
celular e aumento de tecido secretório 
(glandular) apoptose e substituição, a cada 
gestação a densidade mamária cai em torno 
de 17%.Durante a vida adulta, as mamas 
costumam passar por uma lipossubstituição, ou 
seja, o tecido fibroso tende a ter seu volume 
reduzido e dar espaço à gordura mamária. No 
climatério se tem a substituição do tecido 
glandular para adiposo (lipossubstituição). A 
gravidez antes dos 28 anos e amamentação 
induzem a diferenciação completa das células 
mamárias. Mulheres com mamas densas tem 
maior histórico familiar de CA de mama, as 
mulheres com mamas densas têm um risco 
maior de desenvolver câncer de mama do que 
as com mamas gordurosas. Além disso, as 
mamas densas dificultam o diagnóstico da 
doença pela mamografia, já que os tumores 
também se apresentam densos no exames 
02.Quais as características epidemiológicas do 
CA de mama ? 
• Câncer mais incidente nas mulheres, após o 
câncer de pele 
• Primeira causa de morte em mulheres por 
câncer 
• 1: 8 mulheres irá desenvolver câncer de 
mama 
• 10% dos casos são diagnosticados antes dos 
45 anos 
• A doença é diagnosticada em casos 
avançados, sendo o diagnóstico precoce 
um desafio para saúde pública 
 
03.Quais os fatores de risco do CA de mama ? 
Genéticos/Hereditários (10-15%) 
• Sexo feminino 
• Mutação do gene BRCA1 e BRCA2 (são 
genes que produzem proteínas que auxiliam 
na reparação do DNA danificado. Esses 
genes podem ser supressores de tumor, pois 
quando apresentam certas alterações, 
chamadas de mutações patogênicas, 
podem ocasionar o câncer). Também estão 
alterados no CA de ovário, pâncreas e 
próstata, por isso se deve rastrear esses 
outros tipos de câncer 
• Alterações no TP53 (gene supressor de tumor 
TP53, responsável por funções importantes 
como: checagem do ciclo celular, 
apoptose, senescência, reparo do DNA, 
diferenciação e desenvolvimento celular) 
• Hereditariedade ( risco 2 x maior para cada 
membro de primeiro grau) 
Ambientais/Comportamentais: quanto mais 
inflamado o organismo, maior a chance de CA 
de mama 
• Altas doses de radiação 
• Obesidade (gordura também secreta 
estrógeno) 
• Alimentação 
• Sedentarismo 
Hormonais/Reprodutivos 
• Uso de anticoncepcional (acima de 5 anos 
de forma ininterrupta) 
• Reposição hormonal 
• Menarca precoce (maior exposição aos 
hormônios) 
• Menopausa tardia (maior exposição aos 
hormônios) 
• Não amamentação ( com o 
desenvolvimento das células mamárias para 
se especializarem na produção do leite 
materno temos a eliminação de várias 
células que poderiam ter uma mutação e 
ser a origem do desenvolvimento do câncer 
de mama) 
 
Outros 
• Idade ( 
• História prévia de CA de mama 
• Lesões pré-malignas: hiperplasia atípica 
ductal ou lobular e carcinoma in situ 
Risco aumentado 
• Histórico de pelo menos um parente de 
primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com 
diagnóstico de CA de mama abaixo dos 50 
anos 
• Câncer de mama bilateral ou câncer de 
ovário em qualquer faixa etária (câncer de 
ovário conta de fatores genéticos, que 
aumentam a predisposição ao 
desenvolvimento desses tumores) 
• Mulheres com histórico de câncer de mama 
masculino 
• Mulher com diagnóstico histopatológico de 
lesão mamária proliferativa com atipia ou 
neoplasia lobular in situ ( forte efeito sobre o 
risco de câncer de mama, elevando-o de 3 
a 5 vezes em mulheres com essas 
alterações) 
 
04.Quais os tipos de CA de mama ? 
O tipo histológico mais comum é o carcinoma 
de células epiteliais que se dividem em lesões in 
situ e invasoras 
• Carcinoma ductal in situ (pré- cancerígena) 
• Carcinoma ductal infiltrante ou invasivo 
• Carcinoma lobular in situ (pré-cancerígena) 
• Carcinoma lobular infiltrante ou invasivo 
• Carcinoma inflamatório (câncer raro de 
rápidodesenvolvimento que deixa a mama 
hiperemiada, edemaciada, endurecida, 
com linfonodos axilares frequentes e 
sensível, obstrui certos vasos na pele que 
recobre a mama) 
05.O que é a doença de paget ? 
É uma doença rara que se desenvolve no 
tecido conjuntivo dos seios como na região das 
aréolas ou mamilos. A pele do mamilo se torna 
mais espessa , podendo apresentar 
vermelhidão e coceira formando uma espécie 
de crosta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
06.Quais os subtipos moleculares de câncer de 
mama ? 
Cada tipo apresenta um perfil genético próprio, 
que está associado a um comportamento 
biológico específico. E dessa forma é possível ter 
um tratamento individualizado 
Tumores luminais( bom prognóstico)Os 
cânceres de tipo luminal (A e B) se caracterizam 
pela superexpressão de receptores hormonais 
(estrógeno e/ou progesterona) e em geral 
respondem ao tratamento hormonal. 
• Os receptores hormonais são proteínas 
localizadas na superfície de cada célula, 
quando esses estão em grande quantidade 
nos tumores, os hormônios se ligam a esses 
receptores e estimulam a multiplicação das 
células malignas. 
• No caso dos tumores Luminal A, eles 
apresentam receptores de estrogênio e/ou 
progesterona positivos, não apresentam a 
expressão da proteína HER2 (HER2 negativo) 
e possuem crescimento mais lento das 
células. 
Já os tumores Luminal B, também possuem 
receptores estrogênio e/ou progesterona 
positivos e não expressam a proteína HER2 
(HER2 negativo) porém apresentam um nível 
mais acelerado de proliferação celular. 
• No câncer de mama, a presença desses 
receptores hormonais permite opções de 
tratamento específicas, além da 
quimioterapia. Esse tipo de tumor também 
pode ocorrer em pessoas que possuem 
mutação nos genes BRCA1 e/ou BRCA2. 
Tumores HER-2 positivos: Esses tumores ocorrem 
quando a proteína conhecida como HER2, 
localizada na membrana das células, aparece 
em excesso no tumor, independentemente de 
ter ou não receptores hormonais. Esse subtipo 
de câncer de mama pode ser tratado com 
medicamentos que têm a proteína HER2 como 
alvo e devem ser avaliadas em conjunto com o 
médico. 
Tumores triplo negativos (não tem bom 
prognóstico): São aqueles que não tem ambos 
receptores hormonais (estrógeno e 
progesterona) e nem HER-2 na superfície da 
célula. Daí o nome triplo negativo. Esse tipo 
corresponde a 15% de todos os casos e as 
opções terapêuticas podem incluir 
quimioterapia e/ou imunoterapia, que devem 
ser avaliadas em conjunto com o médico. Sua 
incidência costuma ser maior em mulheres 
jovens (com menos de 40 anos). Também é mais 
comum em mulheres que possuem mutação 
nos genes BRCA1 e/ou BRCA2. 
08.Especifique as medidas tomadas em CA de 
mama em casos especiais ? 
Gestantes 
• Prognóstico não difere 
• Diagnóstico é por exame físico e imagem 
• Tratamento (QMT, cirúrgico, hormonal) , a 
QMT só pode fazer após 3 trimestre 
• Amamentação é contra indicada durante a 
quimioterapia e hormonioterapia 
Idosas 
• Aumento da incidência em idosas, 
mediante ao aumento crescente da taxa 
de envelhecimento 
Homens 
• 1,5 % dos tumores malignos 
• Idade: 60-70 anos 
• Etiologia pouco conhecida 
• Anormalidade no androgênio e estrogênio 
• História familiar feminino para CA de mama 
positivo 
09.Autoexames de mamas é indicada para 
rastreamento de CA de mama? 
Atualmente já não é mais indicada o 
autoexame de mamas como técnica a ser 
ensinada ás mulheres para rastreamento de CA 
de mama. E sim como estratégia de 
reconhecimento do corpo 
 
 
 
 
 
 
 
10. O que observar no exame físico das mamas 
? 
Localização, consistência, mobilidade, 
tamanho, cor e textura 
 
 
 
 
 
 
Nódulo geralmente indolor,duro e irregular, mas 
também há tumores com consistência branda, 
globosa e bem definida. Outros sinais: dor, 
hiperemia, retração cutânea, edema cutâneo, 
secreção papilar 
11. Quando se indica a mamografia ? 
Em pessoas com sinais e sintomas da doença e 
também em pessoas assintomáticas para 
identificar alterações sugestivas de câncer e 
assim identificar e encaminhar os resultados 
anormais para investigação diagnóstica. É o 
único que se observa microcalcificações, e o 
único indicado para rastreamento 
12. Qual idade é indicada a mamografia ? 
Ministério da saúde: 50-69 anos pelo menos a 
cada 2 anos quando assintomáticas 
A partir do 40 anos: exame clínico anual das 
mamas 
Mulheres acima de 35 anos que possuem risco 
elevado para ocorrência de CA de mama 
devem realizar anualmente mamografia e 
exame clínico das mamas 
SBM,CBR, Febrasgo: a partir de 40 anos 
anualmente 
13. O que é a mamografia ? 
É uma imagem de raio x que detecta os 
primeiros sinais de CA de mama. Mulheres com 
histórico familiar devem fazer 10 anos antes do 
caso índice (primeiro caso). Porém não é 
indicado fazer antes dos 30 anos, indicando-se 
ressonância e a ultrassonografia 
14. O que é a ultrassonografia ? 
É um exame eleito para mulheres jovens, com 
menos de 40 anos, é um exame complementar 
a mamografia, pois não mostra calcificações 
indicado para mulheres com mamas densas. 
Pois quanto mais a densidade da mama, mais 
difícil fica de identificar o tumor 
15. O que é a ressonância magnética ? 
É um exame que se baseia na caracterização 
da vascularização de um tumor (angiogênese). 
É um método de diagnóstico precoce usado 
para pacientes com alto risco de CA de mama, 
como também avaliação da extensão da 
doença das que são portadoras. Deve ser 
realizada 1 x ao anos para pacientes de alto 
risco 
16.Como se estadiamento o CA de mama ? 
Sistema TNM 
• T: tamanho do tumor 
• N: disseminação para os linfonodos 
• M: presença de metástase 
Estadiamento 4 se indica cuidado paliativos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24. O que é o BI-RADS? 
É um sistema de padronização de laudos de 
exames de imagem da mama (mamografia, 
ultrassonografia e ressonância magnética), no 
qual o resultado de cada exame é classificado 
em uma categoria que determina qual é o risco 
desse exame evidenciar um câncer de mama. 
O resultado inconclusivo tem que se repetir o 
exame 
 
25. Quais os tratamentos do CA de mama ? 
Local 
• Cirurgia: mastectomia simples (retirada da 
mama com pele), mastectomia radical 
(retirada do músculo peitoral, que é o que 
sustenta a mama acompanhada de 
linfadenectomia axilar, nesse tipo se tem 
uma necrose da mama, pois se retira todas 
as glândular ) mastectomia com 
reconstrução imediata, quadrantectomia 
(ressecção segmentar, no qual é obrigatório 
fazer quadrectomia), adenectomia 
(retirada de todo corpo glandular, porém 
preservando a pele íntegra, mamilo e a 
aréola) 
 
• Radioterapia: destroem todas as células 
neoplásicas residuais da mama ou da 
parede torácica após cirurgia, reduzindo o 
volume do tumor antes da cirurgia 
Sistêmico 
• Hormonioterapia: bloqueia os receptores de 
estrógenos na célula da mama 
• Imunoterapia (terapia alvo): identifica e 
trata as células cancerígenas provocando 
dano a célula normal 
• Quimioterapia: um tratamento que utiliza 
medicamentos para destruir as células 
doentes que formam um tumor ou se 
multiplicam desordenadamente 
 
26. O que avaliar na consulta de enfermagem ? 
 
• Avaliar a paciente e explicar a importância 
do exame clínico das mamas 
• Realizar histórico de enfermagem: idade, 
história clínica atual, obstétrica e 
reprodutiva 
• Investigar fatores de risco e hábitos de vida, 
e não esquecer de dar ênfase aos riscos 
genéticos 
• Fazer exame estático e dinâmico 
• Realizar encaminhamento (US,mamografia 
e ressonância) 
 
27. Como se deve avaliar a mama? 
Inspeção estática 
• Cor (eritemia/hiperpigmentação)• Textura (espessamento cutâneos, 
proeminências dos poros, ex:casca de 
laranja) 
• Padrão vascular (circulação colateral, 
edemas e ulcerações) 
• Simetria 
• Tamanho 
• Formato do mamilo e alterações 
 
Inspeção dinâmica 
• Simetria e tamanho 
 
 
 
 
 
 
 
Palpação: paciente em decúbito dorsal, braços 
sobre a cabeça, o examinador na lateral, 
examinando com as pontas dos dedos ou 
palma das mãos em sentido circular,barra ou 
radial 
• Linfonodos 
• Tecido mamário 
• Descarga papilar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anotações 
• Localização da alteração 
• Tamanho (usar polpa digital) 
• Formato 
• Consistência 
• Sensibilidade 
• Mobilidade 
 
 
 
 
20.O que é o azul de metileno ? 
A utilização do azul de metileno para a 
identificação do linfonodo sentinela em 
pacientes com câncer de mama apresenta 
resultados semelhantes aos do azul patente, se 
fica corado é indicativo de células malignas. Se 
for até 4 linfonodos, retira-se e se for maior que 
4 se faz o esvaziamento 
28. Quais característica de um tumor benigno e 
maligno ? 
O tumor maligno normalmente não dói e é fixo 
e o benigno é móvel e regular e dói 
 
 
 
01.Quais os fatores de CA de colo uterino ? 
• Principalmente a infecção por HPV que está 
presente em 90% dos casos de CA de colo 
uterino, que é autorresolutiva em 80% dos 
casos em mulheres com faixa etária de 25 
anos. Sua transmissão é principalmente 
sexual, nesse sentido estudos apontam que 
80% das mulheres sexualmente ativas serão 
infectadas por um ou mais tipos de HPV em 
algum momento da vida 
• Multiplicidade de parceiros 
• Envelhecimento 
• IST’s 
• Tabagismo 
• Anticoncepcional 
02.Quais as características do HPV ? 
Lesões clínicas (visíveis) 
• Lesões planas ou exofíticas (que se 
desenvolve do lado externo do órgão) 
• Condiloma acuminado, conhecido 
também como verruga genital, crista de 
galo, figueira ou cavalo de crista 
• Candilomas: único ou múltiplos, restritas ou 
difusas e de tamanhos variáveis 
• No homem podem surgir na glande, sulco 
balano prepucial, região perianal 
• Na mulher podem surgir na vulva, períneo, 
região perianal, vagina, colo uterino 
• Também podem surgir em locais menos 
frequentes como áreas extragenitais, 
conjuntivas, mucosas, oral e faríngea 
 
 
 
Lesões subclínicas (utilizam técnicas) 
• Técnicas de magnificação (lentes) 
• Aplicação de ácido acético 5% para 
identificar lesões no colo uterino 
• Técnicas moleculares para captura híbrida 
03. Quais os tipos de HPV ? 
Baixo risco: 6, 11 
• Lesões benignas do trato genital 
• Causam condiloma acuminado ou plano e 
lesões intraepiteliais 
Alto risco: 16, 18 (90% dos casos relacionados 
com câncer uterino) 
• Lesões intraepiteliais de alto grau 
• Carcinoma: colo uterino, vulva, ânus, pênis 
 
 
 
 
 
 
 
04. Defina o desenvolvimento de infecção 
pelo HPV: 
O papilomavírus entra pelo epitélio através de 
microlesões no tecido genital, no qual infecta 
as células, logo após as células infectadas se 
multiplicam de forma alteradas formando 
lesões. Pode permanece em estado de 
latência e essa incubação pode durar 
semanas ou décadas para o desenvolvimento 
das primeiras lesões depois da 
contaminação. Esse intervalo depende de 
alguns fatores como persistência da infecção, 
progressão para neoplasias de alto grau, tipos 
virais, estado imunológico, potencial 
oncogênico, co-fatores (tabagismo). O 
crescimento ocorre de forma lenta e 
silenciosa, fase pré-clínica se baseia em 
alterações intraepiteliais e formação de lesões 
precursoras que podem desenvolver a um 
estágio invasor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
05.O colo uterino é formado por quais tipos de 
células ? 
 
 
• Ectocérvice: epitélio pavimentoso 
estratificado (escamoso) 
• Endocérvice: epitélio colunar simples 
 
06.O que é a JEC ? 
É a junção escamocolunar, ou seja a junção 
entre o epitélio colunar e epitélio escamoso. É 
uma zona de transformação onde se encontra 
a maioria das lesões 
07. O que é ectopia ? 
É A JEC normal está inserida dentro da 
ectocérvice distante do orifício cervical externo. 
Ele torna-se muito mais pronunciado na 
gravidez (alteração hormonal) A região do colo 
uterino onde a metaplasia de células 
escamosas é denominada zona de 
transformação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
08. Educação em saúde se faseia em 
prevenção 1° e 2°. Quais ações são destinada 
para prevenção CCU ? 
• Primária: rastreamento, redução de fatores 
de risco, vacinação 
• Secundária: detecção precoce, 
Papanicolau e exames complementares 
08. A vacina do HPV previne o que ? 
Vacina quadrivalente está aprovada no Brasil e 
incorporada ao SUS para prevenção de lesões 
pré-cancerosas e câncer do colo do útero, 
vulva, vagina e ânus em mulheres lesões pré-
cancerosas e câncer do ânus em homens; e 
verrugas genitais em mulheres e homens, 
relacionados aos HPV 6, 11, 16 e 18. 
A vacina nonavalente apresenta as mesmas 
indicações descritas acima, acrescentando 
proteção contra os HPV 31, 33, 45, 52 e 58. 
A vacina bivalente está aprovada para 
prevenção de lesões pré-cancerosas e câncer 
do colo do útero, vulva, vagina e ânus em 
mulheres, relacionados ao HPV 16 e 18. 
Faixa etária: Meninas e meninos de 9 a 14 
anos podem tomar a vacina gratuitamente no 
SUS. Para os que vivem com HIV/aids, 
submetidos a transplantes de órgãos 
sólidos/medula óssea e pacientes oncológicos, 
a faixa etária é mais ampla (9 a 45 anos para 
mulheres e homens) e o esquema vacinal é de 
três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso 
de imunossupressão é necessário apresentar 
prescrição médica. 
09. O que é o exame Papanicolau ? 
É um exame efetivo para controle do câncer de 
colo uterino, no qual tem alta especificidade 
porém baixa sensibilidade (falso negativo). A 
análise ocorre por citologia convencional ou 
citologia em meio líquido (interpretação mais 
rápida, menos exames insatisfatório, testagem 
adicional para DNA-HPV) 
10. Qual a periodicidade do exame 
Papanicolau ? 
• Início da coleta: 25 anos de idade para 
mulheres com início de vida sexual 
• Periodicidade: anualmente 
• Intervalo: 3 anos após dois exames anuais 
consecutivos negativos 
• Finalização da coleta: 64 anos com pelos 
menos dois exames negativos consecutivos 
nos últimos cinco anos 
11. Qual os cuidados com a coleta do exame 
papanicolau ? 
Anterior a coleta 
• Tomar banho antes do exame 
• Aparar pelos pubianos e axilares 
• Não fazer uso de medicações com cremes 
vaginais ou duchas intravaginais 24 horas 
que antecedem a consulta 
• Evitar relações sexuais 24 horas antes da 
consulta 
• Não está em período menstrual 
• Certificar que a clientes esvaziou a bexiga 
Coleta 
• Exame pélvico em posição litotônica em 
mesa ginecológica, paciente despida, 
coberta com avental de abertura posterior 
e lençol para cobrir parcialmente o 
abdômen e membros inferiores. Faz a 
insperção vulvar e perineal. No momento 
do exame o espéculo entra de forma 
oblíqua, depois se gira ele quando estiver 
dento do útero, para evitar pinçar o colo 
uterino. A borboleta sempre fica do lado 
esquerdo 
• Avalia-se o conteúdo vaginal, cor ( 
transparente, branco, cinza , verde ou 
amarelo) consistência ( elástico, fluido, 
grumoso, bolhoso) quantidade (escasso, 
moderado, abundante) odor (inodoro, 
fétido) 
12. Como se realiza o exame de Papanicolau ? 
Identifica-se a lâmina (nome da paciente, 
prontuário, dia da coleta, nome da unidade) 
depois se faz a esfoliação da superfície externa 
do colo uterino com a espátula de Ayre, 
realizando uma rotação de 360°. Após isso se faz 
a rotação com a escovinha tipo campos da paz 
na endocérvice. Depois se realiza o esfregaço 
na lâmina 
 
13. Como se realiza a insperção visual com 
ácido acético e teste de shiller ? 
Ácido acético : sensívele pouco específico 
• Deve-se limpar o colo uterino com algodão 
seco 
• Embeber o colo uterino e o fundo do saco 
vaginal com solução de ácido acético 5% 
(coagulação protéica) 
• Espera-se de 2-5 minutos e pesquisa a 
presença de lesões acetobrancas, que 
indicam lesões sugestiva de HPV 
Teste de Shiller: 
• Embebe-se a bola de algodão com solução 
de lugol e molha o colo 
• Verifica-se alterações na mucosa do colo 
uterino devido ao grau de impregnação das 
células com o lugol 
• Epitélio anormal não capta a substância ( 
shiller +: lodo negativo shiller -: lodo 
posituvo) 
 
 
 
 
14. O que é o toque bimanual? 
É a introdução do dedo médio e do indicador 
na vagina da mulher procurando sentir 
elasticidade vaginal, presença de tumores e 
abaulamentos, aspectos do colo (consistência, 
tamanho e abertura cervical). Com a outra 
mão faz-se a palpação da parede abdominal, 
verificando tamanho, consistência, mobilidade, 
regularidade da forma uterina, sensibilidade do 
cliente. 
15. O que é colposcopia? 
A colposcopia é um exame de diagnóstico 
onde, através de um aparelho chamado 
colposcópio (que possui lentes de aumento 
parecido com um binóculo), examinamos o 
Trato Genital Feminino. A Colposcopia e a 
citologia oncótica cérvico/vaginal 
(Papanicolau) são complementares. 
16. Qual a nomenclatura citopatologica e 
histopatológica utilizada no exame de 
diagnóstico de lesões cervicais e suas 
equivalências ? 
 
 
 
 
 
Papanicolau: 
• Classe I:ausência de células anormais. 
• Classe II: alterações celulares benignas, 
geralmente causadas por processo 
inflamatório 
• Classe III: presença de células anormais. 
• Classe IV: citologia sugestiva de 
malignidade 
• Classe V :citologia indicativa de câncer de 
colo uterino. 
Classificação histológica: 
• Displasia leve: células se multiplicam de 
uma forma anormal, isso é chamado 
displasia. As chances desse crescimento 
desregulado se tornar um tumor dependem 
da extensão da complicação. 
• Displasia moderada e acentuada: displasia 
do colo do útero é uma alteração anormal 
que afeta as células da superfície da cérvix, 
parte mais baixa do útero. 
• Carcinoma in situ: é uma lesão precursora 
do câncer cervical invasivo. 
• Carcinoma invasor 
 
Classificação histológica de Richaet: 
• NICI: neoplasia Intraepitelial Cervical Grau I 
(NIC I) – Baixo Grau (anormalidades do 
epitélio no 1/3 proximal da membrana) 
• NICII: a desordenação avança 2/3 
proximais da membrana estamos diante de 
uma neoplasia Intra-epitelial 
se a desordenação avança 2/3 proximais 
da membrana estamos diante de uma 
Neoplasia Intra-epitelial Cervical Grau II 
• NICIII: neoplasia intra-epitelial cervical grau 
III (NIC III) – alto grau, o desarranjo é 
observado em todas as camadas, sem 
romper a membrana basal. 
• Carcinomainvasor 
 
Sistema de Bethesda 
 
• Alterações benignas 
• Atipias de significado indeterminado: 
células escamosas atípicas de significado 
indeterminado (ASC-US) é uma categoria 
bastante subjetiva, que abrange alterações 
morfológicas, as quais, qualitativamente ou 
quantitativamente, são insuficientes para 
definir uma lesão intraepitelial escamosa. 
• LSIL: indica uma displasia branda, uma lesão 
pré-maligna com baixo risco de ser câncer. 
• HSIL: são lesões intraepitelial de alto grau 
que pode evoluir para um tumor de colo de 
útero e que merece uma investigação 
maior, mas não quer dizer que você vá 
precisar tirar o útero necessariamente. 
• HSIL (adenocarcinoma in situ) 
• Carcinoma invasor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17. Quais condutas devem ser tomadas diante 
de um diagnóstico citopatológico ? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18. O que é uma biópsia ? 
Retirada de um ou mais fragmentos de uma 
área alterada do colo do útero no exame 
clínico de colposcopia para exame 
histopatológico 
19. O que é uma colposcopia satisfatória ? 
Situação em que toda a zona de transformação 
é vista no qual esse exame tem o objetivo de 
avaliar a vulva, vagina e colo do útero de forma 
detalhada 
20. O que é uma conização e exérese da zona 
de transformação? 
Remoção da parte da zona de transformação e 
parte do canal cervical. Já a exérese da zona 
de transformação é a retirada de toda a zona 
de transformação por meio de uma cirurgia de 
alta frequência, com objetivo terapêutico. 
A exérese da zona de transformação é 
indicada para pacientes com lesão 
ectocervical e JEC visível. A conização é a 
opção para pacientes que apresentam 
neoplasia intra-epitelial cervical acentuada 
(NIC III) e atipia de localização endocervical. 
Estas pacientes necessitam de maior ressecção 
do canal endocervical 
 
20. O que é uma amostra satisfatória e 
insatisfatória do colo uterino para avaliação 
oncológica ? 
Uma amostra satisfatório apresenta células em 
uma quantidade suficiente, bem distribuídas, 
fixadas e coradas de tal forma que sua 
visualização permita uma conclusão 
diagnóstica. Para garantir uma boa 
representação celular do epitélio o exame 
citopatológico deve-se conter células da 
ectocérvice coletada por meio de espátula de 
Ayres e do canal cervical coletada com escova 
apropriada. Esfregaços somente com células 
escamosas devem ser repetidos com intervalo 
de um ano, e com 2 exames normais 
consecutivos , o intervalo poderá ser de 3 anos. 
Uma amostra insatisfatória contém material 
acelular ou hipocelular com menos de 10% de 
células no esfregaço. Além disso se tem uma 
leitura prejudicada mais de 75% por presença 
de sangue, piócitos (glóbulos brancos), 
artefatos de dessecamento, contaminantes 
externos, intensa superposição celular. Em caso 
de amostra insatisfatória a paciente deverá ser 
convocada para repetir o exame de imediato, 
devendo ser explicado a mesma que o motivo 
é técnico e não por alteração patológica 
21.Quais os resultados citopatológicos normais 
de alteração benignas ? 
Resultado citopatológico dentro dos limites da 
normalidade no material examinado 
Alterações celulares benignas (reativas ou 
reparativas): 
• Indica alterações celulares de baixo risco 
para CCU. NIC II ou III com alterações 
celulares benignas. A conduta é seguir a 
rotina de rastreamento 
Inflamação sem identificação de agente: 
• Caracterizada pela presença de alterações 
celulares epiteliais. Ocasionalmente pode-
se observar essas alterações em 
decorrência do DIU em células 
endometriais. A conduta é se em caso de 
queixa e de leucorreia a paciente deverá 
ser encaminhada para exame ginecológico 
e seguir a rotina de rastreamento citológico 
Resultado citopatológico indicando metaplasia 
escamosa imatura: 
• Do tipo inflamatório com epitélio vulnerável 
a ação de microorganismo. A conduta é 
seguir com rastreamento citológico e 
orientações 
Resultado citopatológico indicando reparação: 
• Decorre de lesões da mucosa e pode ser 
determinado por qualquer dos agentes que 
indiquem inflamação, é geralmente a fase 
final do processo inflamatório, momento em 
que o epitélio está mais vulnerável a ação 
dos agentes microbianos, em especial o 
HPV. A conduta é seguir rastreamento 
citopatológico 
Resultado citopatológicos indicando atrofia 
com inflamação: 
• Achado normal no período de climatério, 
pós parto e lactação. Demanda atenção 
ginecológica caso esteja associada a 
sintomas como secura vaginal e 
dispareunia. A conduta é seguir rotina de 
rastreamento, no caso de laudo mencionar 
dificuldade diagnóstica decorrente de 
atrofia, deve ser prescrito um preparo de 
estrogênio e nova citologia será coletada 7 
dias após parada de uso 
Resultado citopatológico indicando alterações 
decorrentes de radiação ou quimioterapia: 
• Resultado que ocorre em mulheres tratadas 
por meio de radioterapia pélvica para 
câncer de colo uterino. A conduta é seguir 
de rastreamento citológico 
Achados microbiológicos: 
• Seguir rotinade rastreamento citológico. A 
paciente com sintomatologia como 
corrimento, prurido ou odor genital deve ser 
encaminhada para avaliação ginecológica 
22.Quais os resultados citopatológicos anormais 
de alteração pré-malignas ou malignas ? 
Células escamosas atípicas de resultado 
indeterminado: 
• Atipias possivelmente não neoplásicas 
(ASC-US), em mulheres de 30 anos ou mais 
deve-se repetir o exame citopatológico em 
6 meses, para mulheres com menos de 30 
anos intervalo de 12 meses 
• Atipias onde não se pode afastar lesão de 
alto grau (ASC-H): devem ser 
encaminhadas a unidade de referência de 
média complexidade para colposcopia 
imediata, se achado anormal maior ou 
sugestivo de invasão deve realizar biópsia 
Células glandulares atípicas de significado 
indeterminado (AGC) 
• Atipias possivelmente não neoplásicas 
(AGC-US) 
• Atipias onde não se pode afastar lesão de 
alto grau (AGC-H): 
• A conduta é encaminhar a paciente a 
unidade de referência de média 
complexidade para colposcopia imediata, 
se caso for alterada se faz biópsia 
Célula atípicas de origem indefinida 
• Possivelmente não neoplásicas 
• Não pode afastar lesão de alto grau 
• A conduta é encaminhar a paciente a 
unidade de referência de média 
complexidade para colposcopia imediata, 
se caso for alterada se faz biópsia 
Lesão escamosa intraepitelial de baixo grau 
(LSIL): representa manifestação citopatológica 
da infecção causada pelo HPV, altamente 
prevalente e com potencial de regressão 
frequente, especialmente em mulheres com 
menos de 30 anos. A conduta preconizada é a 
repetição do exame citopatológico em 6 
meses. Processos infecciosos ou atrofia genital 
identificada devem ser tratadas antes de nova 
coleta 
Lesão intraepitelial escamosa de alto grau 
(HSIL): Deve-se vê e tratar com urgência para 
que não evolua para o câncer, o método de 
escolha tem sido os excisionais . Encaminhar 
para colposcopia imediata e se o exame 
confirmar a conduta imediata e exérese ampla 
da zona de transformar do colo do útero por 
cirurgia de alta frequência 
Adenocarcinoma in situ: encaminhar para 
colposcopia, e biópsia com urgência 
23. Quando o câncer de colo uterino mais 
frequente ? 
Carcinoma epidemermoide que acomete o 
epitélio escamoso 
 
01.O que é DM gestacional ? 
Doença metabólica crônica de etiologia 
múltipla, que está relacionada com alteração 
do metabolismo do carboidratos, gorduras e 
proteínas, caracterizando por um estágio de 
hiperglicemia, decorrente do defeito na 
secreção ou/e ação da insulina. Toda gestante 
com DM é classificada como de alto risco, e na 
gestação aumenta-se o risco de ter DMG pois o 
hormônio lactogênio placentário humano 
produzido na gestação pela placenta para 
manter a gravidez, compete pelo sítio de 
ligação da insulina, no qual é produzido na 24 
semana, antes da 24 semana quem mantém a 
placenta é o HCG 
02.Quais os tipos de diabetes na gestação? 
Pré-gestacional 
• DM1: destruição das células betas e 
deficiência completa de insulina 
• DM2 :doença progressiva na secreção da 
insulina associado a resistência periférica; 
DM2 a mais de 10 anos deve fazer uso de 
insulina 
• Mody: tipo genético, que acompanha pelo 
menos 3 gerações, com sintomas de DM2 na 
infância 
• Lada: DM1 tardio 
• Farmacológico: corticoide pode competir 
com a insulina pelo receptor 
Diabetes gestacional: diagnosticado na 
gravidez, e responsável por altos índices de 
morbimortalidade perinatal, principalmente 
macrossomia fetal 
Diabetes DM1 ou DM2 diagnosticada na 
gestação (overt diabetes): se dá pela presença 
de níveis glicêmicos que atingem critérios de 
DM fora da gestação na gestante sem 
diagnóstico prévio de DM. Diagnosticado antes 
da 24 semana 
03.Quais cuidados na consulta pré-
concepcional de pacientes diabéticas que 
desejam engravidar ? 
• Avaliação de complicações crônicas (rins, 
olhos e coração) pois pacientes diabéticas 
com nefropatia e vasculopatia devem ser 
orientadas a não engravidar 
• Uso rotineiro de ácido fólico: até 12° semana 
de gestação 5 mg/dL, principalmente 
diabéticas que já tem propensão a uma mal 
formação fetal 
• Rever terapêutica (medicamentosa e não 
medicamentosa) 
• Manter os níveis glicêmicos normais: 80-110 
mg/dl em jejum 155 mg/dl 2 horas pós 
pandrial e A1c 6-6,5 % (manter uso de 
anticoncepcional até meta ser atingida) 
• Controle glicêmico, pois, hiperglicemia há o 
risco aumentado de 3x a 6x mal formação 
congênita, parto prematuro e abortamento 
04.Quais os risco para a mãe DM e o bebe em 
uma gestação com paciente diabética ? 
Bebe: A hiperglicemia aumentada em torno de 
3-6 vezes pode causar malformação congênita 
(anomalias fetais devido aos picos de glicose no 
sangue ) , parto prematuro , crescimento 
intraútero restrito (risco aumenta 37% a cada 1% 
do aumento da A1c), macrossomia fetal 
(consumo de açúcar), abortamento (natimorto), 
convulsão neonatal, apgar menor que 7 
Mãe: hipertensão, infecções do trato urinário 
(glicosúria, propicia um meio de cultura para 
microorganismos, além disso essa situação é um 
fator de risco para parto prematuro)trauma 
perienal, vulvovaginites, cetoacidose, febre, 
infecção puerperal, pré-eclâmpsia 
05.Quais as medidas tomadas na gravidez de 
uma mulher com DM gestacional ? 
• Dieta balanceada 
• Atividade física, evitando-se exercícios de 
altos impactos em glicemia de 250 e na 
presença de complicações, pois aumenta o 
consumo de gordura, oque resulta em 
corpos cetônicos e uma acidose 
metabólica. A atividade física aumento a 
ação da insulina, aumenta a capcitação de 
glicose pelo músculo, diminuição de glicose 
sanguínea, promove o bem está. 
Recomenda-se exercício de 30 minutos, no 
qual deve-se monitorar a glicemia antes e 
após os exercícios físicos 
• Controle glicêmico 3 a 7 medidas por dia 
pré e pós prandial ou perfil glicêmico 
semanal na impossibilidade de se verificar 
diariamente 
• Insulina: 0,7 UI/ kg (primeiro trimestre) 0,8 
UI/kg (segundo trimestre) 0,9 UI/kg (terceiro 
trimestre) 
• Avaliação oftalmológica trimestral 
• Ecocardiografia fetal no segundo trimestre 
• Vigilância do crescimento fetal 
• Controle mensal de hemoglobina glicada 
(acima de 10, podem ter aumento de 25% 
de desenvolver risco de anomalia 
congênita) 
06.Qual o manejo intraparto e pós-parto de uma 
paciente com DM gestacional ? 
• Controle glicêmico e sem complicações 
deve-se aguardar evolução do parto 
• Suspender um dia antes a NPH e/ou 
metformina 
• Monitorar glicemia a cada 2 horas na fase 
latente a cada hora na fase ativa 
• Manter a glicemia entre 70-120 
• SG 5% e insulina conforme a variação da 
glicemia 
• Após parto fazer 1/3 da insulina no período 
gestacional ou hipoglicemiantes orais 
07.Quais os parâmetros indicados ? 
A investigação de DMG deve ser feita em todas 
as gestantes sem diagnostico prévio de 
diabetes independente de fatores de risco, o 
achado de apenas um valor alterado indica o 
diagnóstico de DM gestacional 
 
 
 
Glicemia em jejum 
 Normal DMG DM 
diagnosticad
o na 
gestação 
Jejum 
8 
horas 
Menor 
que 92 
92-125 Maior ou 
igual 126 
Acas
o 
NA NA Maior ou 
igual 200 
Ação 
 
Colhe
r em 
jejum 
TOTG 
(75 g) 
24-28 
seman
a 
1 hora: 
maior 
ou 
igual 
180 
 
2 horas: 
153-
200 
Iniciar 
tratament
o 
Iniciar 
tratamento 
 
Valores alvos: menor 95 no jejum, menor que 140 
pós prandial e após 2 horas menos que 120 e 
hemoglobina glicada menor que 6,5% 
HbA1c 
 Normal DMG DM 
diagnosticado 
na gestação 
HbA1C Menor 
que 5,7 
5,7-6,4 Maior que 6,5 
Ação TOTG 24-28 
semana 
 
Iniciar 
tratamento 
 
 
08.Como verificar glicemia capilar ?c 
A primeira gota de sangue pode ser usada na 
monitorização glicêmica somente após 
lavagem das mãos com água e sabão. Se caso 
lavar as mãos não seja possível, e asmesmas 
não estiverem visivelmente sujas ou exposta a 
produtos com açúcar, o uso da segunda gota 
de sangue é aceitável, após enxugar a primeira 
gota de sangue com algodão seco ou um 
tecido limpo. Não se deve aplicar muita pressão 
sobre o dedo para que a gota de sangue saia, 
pois isso pode afetar o resultado, se caso for 
necessário aplicar uma pressão, aplica-se bem 
de leve 
08.Qual o tratamento da DM gestacional ? 
• Evitar períodos prolongados de jejum, 
devido ao risco de formação de corpos 
cetônicos 
• Dieta balanceada e atividade física 
• Na DM descompensada inicia-se o 
tratamento farmacológico 
• A metformina só pode ser usada após 3° 
trimestre 
• Calorias devem ser aumentada conforme os 
semestres 
• Insulina é indicada quando não se tem um 
controle glicêmico com dieta e atividade 
física após 2 semanas 
• Iniciar 0,5 UI/kg de insulina e associar 
insulina de ação rápida e intermediária 
 
 
 
08.Cuidados que se tem com a insulinoterapia? 
 
 
Locais de aplicação da insulina 
 
 
 
 
 
 
 
Aplicação: agulha 4 e 5 mm a prega 
subcutânea é dispensável. A angulação 
poderá ser de 45-90° a depender da 
quantidade de tecido subcutâneo 
Aplicação muscular: hipoglicemia logo após 
administração, hiperglicemia após horas da 
administração e dor 
Bomba de insulina: considerada padrão-ouro, 
pode ser mantida na gestação mas nunca 
iniciada na gestação. Os níveis glicêmicos 
desejados são melhor atingidos na bomba. O 
conjunto de cateteres deve ser trocados a 
cada 2 ou 3 dias. As cânulas são finas e não 
machucam o bebe. O bolus basal e pós-
pandrial devem ser calculadas pelo médico 
Conservação da insulina: embalagens abertas 
ou fechadas tem validades de 30 dias em 
temperatura ambiente e na geladeira, frascos 
fechados mantidos na geladeira tem a 
validade do frasco, tem que anotar a data de 
validade no frasco, em viagens de até 6 horas a 
insulina pode ser mantida em temperatura 
ambiente, após esse tempo a mesma deve ser 
acondicionada em isopor com gelo 
09.Quais os sinais e sintomas de hipoglicemia ? 
Tremores, palidez, sudorese fria, nervosismo, 
palpitação, confusão mental, desmaio, 
convulsões. Nesses casos, deve-se verificar a 
glicemia, oferecer 1 copo de suco de laranja ou 
1 copo de refrigerante ou 1 colher de mel. 
Oferecer alimentos com maior teor de 
carboidrato, em hipoglicemia severa deve-se 
aplicar glicose conforme prescrição médica. 
09.Quais medidas devem ser tomadas no pré-
natal, parto e pós-parto ? 
Pré-natal: 
• Exames laboratoriais 
• USG mensal para avaliar o crescimento 
uterino e US morfológico em torno da 20° 
semana de gestação para avaliar risco de 
mal formação fetal 
• Ecocardiograma fetal em torno da 26 
semana 
• Rastreamento mensal para pré-eclampsia 
• Rastreamento trimestral para bacteriúria 
• Exame Papanicolau 
• Consulta quinzenal até 32 semana e 
semanal a partir dessa data 
Parto 
• Via do parto 
• Controle glicêmico rigoroso 
• Suspender insulina NPH no dia anterior do 
parto 
• Objetivo de glicemia: 70-120 
• Suplementação de insulina regular só se 
glicemia for maior que 140 
• Se glicemia menor que 100 manter SG 5% 
com monitorização glicêmica de horário 
• Valores de 100 iniciar frutose EV 
Pós-parto 
• Manter controle glicêmico nas primeiras 24-
72 horas 
• Manter aleitamento materno com 
adequação correta da dieta 
• Em caso de hiperglicemia durante esse 
período a insulina é o tratamento indicado 
• Orientar os cuidados com a ferida 
operatória 
• Trocar dose de insulina, pois se tem um risco 
de hipoglicemia após o bebe sair do corpo 
materno, pois já não tem um risco de a 
glicemia ficar tão alta