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METABOLISMO MINERAL E ÓSSEO A função da parte orgânica é conferir resistência, sem os elementos orgânicos como as proteínas, contento somente os minerais, o osso fica mt rígido e é facilmente quebrado. Já sem a parte inorgânica que são essa parte mineral que confere a dureza o osso ficaria mt maleável e não teria resistência por exemplo para suportar o peso sem se dobrar. O processo de remodelação óssea do qual participam principalmente os osteoblastos e osteoclastos, se dão da seguinte forma: os osteoclastos digerem uma condição da matriz óssea, e subsequentemente os osteoblastos nessa região que foi demineralizada vão começa a síntese de nova matriz óssea que é chamada de osteoide, matriz óssea recém formada. Esse osteoblasto maduro vai fica na superfície da matriz óssea, e a mineralização ou a calcificação vai ocorrer da parte q já estava no osso para a parte nova, no sentido da matriz óssea em direção os osteoblastos. Ocorre para fora. Como que os osteoclastos desmineralizam/ degradam a matriz óssea? Eles são ricos em enzimas que degradam essa parte orgânica do osso, o colágeno, os proteoglicanos. E tbm são capazes de destruir/ desassociar os cristais de hidroxiapatita que são formados por fosforo e cálcio, constituído então de fosfato de cálcio cristalino. Essas enzimas presentes no lissosomos, nos osteoclastos, elas atuam em um ph extremamente acido que é capaz de degradar esses cristais. A degradação desses cristais de cálcio e fosforo, libera esses elementos orgânicos para o sangue, então a remodelação óssea, essa liberação de cálcio e tbm a síntese de nova matriz óssea tem como principal objetivo a manutenção dos níveis de cálcio no sangue. Então se o cálcio no tecido sanguíneo diminui, os osteoclastos são estimulados a degradar a matriz óssea e liberar cálcio para o sangue, restabelecendo os níveis de cálcio e se o cálcio esta exageradamente aumentado no sangue é aumentado o estimulo para a síntese de nova matriz óssea, então os osteoblastos vão agregar esse cálcio e construir nova matriz óssea. LEC – Liquido extra celular - Então se temos no osso cerca de 30mil mmol de cálcio, no LEC temos cerca de 20 mmol. E existe uma troca diária de cerca de 8 mmol entre o osso e o LEC, então essa remodelação óssea ocorre continuamente ao nível fisiológico e ela pode ser estimulada ou inibida conforme os níveis de cálcio circulante. Diariamente a gnt ingere cerca de 25mmol na dieta, elimina nas fezes uma certa quantidade e tbm na urina, e assim equilibra o cálcio circulate e que esta sendo utilizado e liberado no processo de remodelagem óssea. - Essa homeostasia de troca entre o osso, LEC, absorção intestinal e excreção renal, é regulada por hormônios, principalmente pelo hormônio da paratireoide ou paratormônio (PTH). Ele vai promover a reabsorção de cálcio nos ossos e tbm nos túbulos renais, impedindo a perda na urina. Então qnd falamos em reabsorção óssea, estamos falando de degradação do osso e reabsorção para a circulação. O hormônio da paratireoide, aumenta a liberação de cálcio do osso para a circulação; Ele diminui a liberação, a excreção de cálcio nos rins; Ele atua indiretamente sobre o intestino pq ele estimula a conversão de vitamina D na sua forma ativa pelos rins e a vitamina D é que vai aumentar a absorção intestinal de cálcio. Então o efeito do paratormônio sobre o intestino é indireto, pq ele depende da ação da vitamina D. E o que ele faz é aumenta a conversão de vitamina D na sua forma ativa pelos rins. Então o aumento da liberação de cálcio pelos ossos, a diminuição da excreção de cálcio renal e o aumento da absorção intestinal de cálcio, vão levar a um aumento de níveis de cálcio circulante. Por sua vez, o aumento de níveis de cálcio, inibi a secreção de paratormônio e essa diminuição da secreção de paratormônio, eleva a um aumento da reabsorção óssea, de cálcio. Então quando o cálcio esta aumentado na circulação vai ocorrer o contrário, o osso vai sintetizar mais matriz óssea, vai gastar esse cálcio, vai excretar mais cálcio pelos rins e vai diminuir a reabsorção intestinal. A vitamina D é essencial na manutenção dos níveis de cálcio circulante pq ela modula a absorção intestinal desse mineral. A vitamina D é formada a partir do colecalciferol que hidroxilado primeiramente no fígado formando o calcidiol e no rin então por meio do estimulo do paratormônio ele é hidroxilado mais uma vez no C1 e forma o calcitritol ou 1,25 diidroxicalciferol, que é a forma ativa da vitamina D. - Ligação a proteína é dependente do ph: quanto mais acido o ph, menor é a capacidade do cálcio de se ligar a albumina, então por exemplo na acidose metabólica pode haver aumento da liberação de cálcio livre e diminuição da associação do cálcio a albumina. Enquanto que na alcalose pode ocorre o contrário. - Desregulação nos níveis do cálcio vão afetar algumas funções fisiológicas por estar relacionado a manutenção da concentração dentro de limites. - o cálcio livre, que é ativo fisiologicamente é ele que vai regular a ação das glândula tireoides em secretar o paratormônio. - Cálcio total: ou seja, não considera as proporções de cálcio livre. Pode ser medido no soro e no plasma. Quando ajustamos as concentrações de cálcio pela albumina, ai sim tem esse valor real das concentrações de cálcio. Então qnd a gente tem uma diminuição na concentração de albumina o cálcio vai estar diminuído, pq a fração ligada diminui, mas o cálcio livre ainda esta normal, pq ele é mantido pelo paratormônio que regula a reabsorção óssea. a - Quando temos uma albumina normal, vamos ter uma quantidade de cálcio ligada a albumina e uma quantidade de cálcio livre, e o cálcio total no exemplo é de 2,4mmol L , albumina 47g L. - Se tivermos uma diminuição dos níveis de albumina, o cálcio total tbm diminui, no entanto o cálcio livre que é o utilizado para as funções fisiológicas... esta normal, mas vamos ter um resultado laboratorial de hipocalcemia, no entanto fisiologicamente o indivíduo não esta depletado de níveis de cálcio. - Já quando nos temos uma albumina normal, mas uma diminuição dos níveis de cálcio ionizado, livre, é que nos vamos ter uma hipocalcemia verdadeira, pq o cálcio disponível para as funções fisiológicas esta a baixo dos níveis necessários. Isso significa que as glândulas paratireoides estão sendo incapazes de manter os níveis de cálcio em níveis normais. - Hipoparatireoidismo: insuficiência na secreção do paratormônio, que pode ter causas desconhecidas (ideiopáticas); após cirurgia de pescoço onde pode ter alguma lesão ou interferência no tecido da paratireoide, ou devido a deficiência de magnésio. Vamos ver dps que o magnésio regula tbm a secreção de paratormônio, então pode levar a uma hipocalcemia. - Doença renal – pq o rim é um local onde ocorre a conversão da vitamina D em sua forma ativa. Regula tbm a eliminação de cálcio. - Pseudo-paratireoidiemos, diminuição da atividade da paratireoide por causas não primarias. Neopl asias FOSFATO O paratormônio aumenta a reabsorção de cálcio e diminui o fosfato . Por isso que tem uma relação inversa. No osso o paratormônio age de maneira a aumentar o cálcio e fosfato na circulação. E no intestino através da vitamina D que vai aumentar a reabsorção de cálcio e fosfato. Somente no rim que tem regulação contrária. O TSH estimula a excreção de fosfato. - É cofator de diversas enzimas. Os sintomas clínicos podem aparecer bem antes do que no diagnóstico laboratorial. O osso é remodelados pelos osteoblasto. O diagnóstico laboratorial : dosagem de cálcio, fósforo, e os marcadores de bioquímicos de remodelagem óssea,citado anteriormente. Devido a mineralização óssea acentuada, vai ter atividades de osteoblasto consequentemente vai aumentar atividade da fosfatase alcalina