Buscar

Resumo QT e toxicidade

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 7 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 7 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

QUIMIOTERAPIA
Célula normal: célula tronco >célula filha > diferenciação > célula maduras
Célula tumoral: invasão e mtx, sem limite de proliferação, bloqueio da apoptose, angiogênese e independência da sinalização do crescimento
Vantagens da poliquimioterapia
- sinergismo: uma droga potencializa a outra, lesões subletais que levam à morte celular (não podendo ser reparada ou ter seu efeito compensado)
- retardo da resistência tumoral: pode-se utilizar várias vzs o mesmo esquema terapêutico sem risco de resistência tumoral precoce
- doses menores: a associação de drogas permite a adm de baixas doses graças à sinergia
- mais efetiva que a monoterapia
Contraindicações: pessoas sem benefícios com QT, gestantes no 1º trimestre, portadores de infecção generalizada, quando a toxicidade excede o benefício terapêutico e piora do performance status
Fases celular
G0: repouso
G1: crescimento de novas proteínas
S: replicação de DNA
G2: preparação para divisão
M: mitose
Tipos de tratamento
-neo-adjuvante: redução tumoral possibilitando ttos conservadores e impede disseminação precoce da doença
-exclusivo ou curativo
-adjuvante: melhor controle da doença local e evita o surgimento da doença à distância
-potencializador: associado com RTX
-paliativo
-TMO: condicionamento
Cronologia da QT
- de indução: uso de drogas como terapia inicial
- de consolidação ou intensificação: adm após remissão da doença, prolonga a remissão e a sobrevida
-manutenção: ambulatorial em baixas doses, prolonga a duração da remissão e atinge cura os pcts que já estão em remissão
- resgate: controla a doença ou oferece paliação após o fracasso de outros ttos
Determinantes do grupo terapêutico
- estadiamento
- diagnóstico histológico e localização do tumor
- performance status do cliente
- performance psicossocial do cliente
- toxicidade potencial ao uso
Classificação dos antineoplásicos (estrutura química e função em nível celular + especificidade do ciclo celular)
- agentes alquilantes
- antimetabólitos
- antibióticos antitumorais
- plantas alcalóides
- agentes múltiplos
- hormônios e antagonistas hormonais
Vias de adm
- sistêmica: VO, IM, EV, SC e intra-arterial
- local: tópica
- regional: intra (tecal, peritoneal, pleural e vesical)
Vantagens VO: via simples, econômica, estimula o auto-cuidado, não invasiva e menos tóxica
Desvantagens VO: pct precisa estar lúcido e orientado, sem alterações na deglutição, sem vômito e absorção gástrica lenta
Cuidados VO: usar luvas ao manuseio, orientar quanto ao melhor momento de ingerir a medicação e alertar aos sinais e sintomas esperados e não esperados
Vantagens IM/SC: aplicação rápida e simples, pode ser usada em pcts com incapacidade de deglutição e risco menor à reações alérgicas
Desvantagens IM/SC: toxicidade dermatológica, absorção mais lenta e menos precisa, rigor absoluta de antissepsia, pcts caquéticos e calibre menor da agulha
Cuidados IM/SC: conhecimento rigoroso, atenção quanto à contagem plaquetária, realizar rodízios nos locais de aplicação e compressão adequada após a aplicação (não friccionar)
Vantagens intratecal: adm diretamente no líquor (leucemia meníngea e carcinomatose meníngea). Mais utilizadas mtx, citarabina e dexa
Desvantagens intratecal: punção lombar e cateter de omaya
Cuidados intratecal: decúbito dorsal por 2h após punção e cabeceira a zero grau
Efeitos colaterais intratecal: cefaleia, rigidez na nuca, náuseas e vômitos, paresias, vertigem, sonolência, irritabilidade e confusão mental
Vantagens intravesical: não tem efeitos sistêmicos, indicado em ca de bexiga. Mais utilizados BCG e gencitabina
Desvantagens intravesical: risco de infecção urinária e traumas devido a cateterização
Efeitos colaterais intravesical: cistite química, hematúria transitória, urgência urinária e disúria
Cuidados intravesical: necessita de cateterismo vesical, restrição hídrica de 8 a 12h antes do procedimento, aumento da ingesta hídrica após o procedimento e mudança de decúbito por 2h após o procedimento
Vantagens EV: via mais segura do que VO, IM e SC em relação à absorção e farmacocinética e efeito mais rápido
Desvantagens EV: desgaste da rede venosa periférica, risco de flebites, maior gasto de tempo de infusão e risco de extravasamento
Cuidados EV: conhecimento rigoroso e habilidade técnica dos profissionais
Agentes irritantes (etoposide, ifosfamida, idarrubicina, taxanos e platinas): reação cutânea menos intensa quando extravasados, cursam com dor, queimação e sem necrose
Agentes vesicantes (dauno, doxo, vincristina, epirrubicina e mitomicina): causam grave destruição tecidual quando extravasados e necrose
Extravasamento: escape de drogas do vaso sanguíneo para os tecidos circunjacentes
- em veias distais (mãos): danos funcionais, contratura permanente , pouco tecido SC, cicatrização mais lenta, veias menos calibrosas e mais tortuosas, próximo a tendões e nervos
- em fossa anticubital: imobilidade irreparável, estruturas importantes como artérias, nervos e tendões
Sinais e sintonas agudos: desconforto local, queimação e eritema
Sinais e sintomas tardios: dor, edema, enduração, ulceração, vesículas, necrose, celulite e inflamação
Condutas: parar a infusão e manter o dispositivo no local, aspirar a medicação residual, remover o dispositivo de infusão e elevar o membro acima do coração, compressas geladas nas primeiras 48h (exceto em alcaloides da vinca, nesse caso usar morna 4x/dia0, em caso de oxaliplatina não aplicar compressa, evitar pressionar o local, avisar ao médico assistente e relatar (data e horário, medicação, tipo de agulha e calibre, quantidade extravasada, sinais e sintomas apresentados e tratamento realizado)
Prevenção: capacitação técnica, drogas vesicantes por mais de 30m devem ser feitas por PVP, evitar veias puncionadas há mais de 24h, evitar punção em membros edemaciados, excessivamente ou recentemente puncionados, MMII, correspondentes a mastectomia com distúrbio sensorial ou motor, testar retorno venoso, observar área de punção, menor manipulação do membro
Adm de QT: verificar rótulo, aprazamento das drogas, dose, tipo de tumor, droga, via , paciente e tempo de infusão
Complicações:
- flebite química (ph, velocidade de infusão e drogas irritantes e vesicantes)
- anafilaxia: reação imunológica ou alérgica imediata à adm da droga (urticária, desconforto respiratório, broncoespasmo, rubor facial, dor torácica ou lombar, tosse, edema de glote ou palpebral e choque anafilático
Suspensão de QT: febre acima de 37,8ºC por mais de 12h, vômitos ou diarreia intensa, nefrotoxicidade, precariedade de acesso venoso e reações anafiláticas
TOXICIDADEQUIMIOTERÁPICA
Efeitos da QT: alopécia, náuseas e vômitos, neuropatia periférica, mielossupressão, diarreia, cardiotoxicidade, etc.
Toxicidade hematológica: mais comum, responsável pela maior letalidade, responsável pelos intervalos dos ciclos quimioterápicos
- leucopenia: acima de 4.000 leucócitos permitem uma nova QT, mais susceptível a quadros infecciosos. Cuidados de enfermagem: atenção à manipulação de cateteres, evitar procedimentos invasivos, evitar aglomerações, lavagem das mãos, acompanhar hemograma
- plaquetopenia: acima de 100.000 plaquetas permitem uma nova QT. Risco de sangramento moderado menor que 50.000 e risco acentuado menor que 10.000. Cuidados de enfermagem: repouso no leito em tx plaquetária menor que 20.000, evitar procedimentos invasivos, oferecer ambiente seguro livre de traumas, avaliar sinais de sangramentos e sangramentos graves (SNC – cefaleia, vertigem, visão turva / TGI – hemoptise, hematêmese, hipotensão postural, melena / Genitourinário – hematúria e sangramento vaginal)
- anemia: ocorre quando há mielossupressão, infiltração tumoral em medula óssea, rtx em áreas próximas à medula, mtx, etc
Toxicidade TGI
- náuseas e vômitos: cisplatina, doxo e citarabina
Cuidados de enfermagem: uso de antieméticos pré QT e regular, alimentação agradável, avaliar eficácia dos antieméticos e observar sinais e sintomas de reação extrapiramidal
- mucosite (estomatite, esofagite e proctite): metotrexate, doxo ecitarabina
Cuidados de enfermagem: prevenção de complicações, alívio da dor, orientar quanto a visita de dentista antes do início do tto, avaliar cavidade oral e traumas, promover boa higiene oral e alívio da xerostomia
- diarreia: irinotecan e fluorouracil
Cuidados de enfermagem: monitorar eliminações (frequencia, caraterística e quantidade), avaliar sinais e sintomas de desidratação, monitorar ingesta hídrica e calórica, orientar quanto aos alimentos constipantes
- constipação: vincristina
Cuidados de enfermagem: aumentar ingesta hídrica e de fibras, orientar que pode estar associado ao uso de anti-eméticos e analgésicos, promover deambulação quando não contra-indicado
Toxicidade cardíaca: doxo e ciclofosfamida.
Aumentam as chances: dose cumulativa, idade, esquema de adm, doença cardíaca pré existente e rtx prévia ou concomitante
- aguda: alterações na onda T e taquicardia sinusal
- crônica: ICC e falência cardíaca
Drogas cardiotóxicas: agem nos miócitos, diminuindo sua contratilidade, acarretando em atrofiamento cardíaco e aumento da demanda de O2. Ex: doxo, dauno e epirrubicina
Toxicidade pulmonar: bleomicina, bussulfano e mitomicina
Aumentam as chances: doença pulmonar prévia, idade, tabagismo e associação de mais de uma droga tóxica para o pulmão
Neurotoxicidade: paclitaxel, vincristina, oxaliplatina e capecitabina
Sinais e sintomas: confusão mental, sonolência, convulsões, parestesias e íleo paralítico
Toxicidade vesical e renal: ifosfamida, cisplatina e mtx ou ciclofosfamida em altas doses
Sinais e sintomas: hematúria, disúria, alteração do volume urinário, urgência urinária, alteração de labs, aumento de peso e PA
Cuidados de enfermagem toxicidade vesical: hiper-hidratação VO e EV, avaliar sinais e sintomas de sobrecarga pulmonar, adm mesna, observar presença de hematúria, orientar a manter a bexiga vazia, acompanhar eletrólitos e monitorar BH
Cuidados de enfermagem toxicidade renal: monitorar SSVV, pesar diariamente, BH rigoroso, acompanhar exames p/ avaliação de função renal, orientar a manter bexiga vazia, adm bicarbonato de sodio e verificar ph em caso de mtx e adm manitol em caso de cisplatina
Toxicidade cutânea: 
- locais imediatas: extravasamento, dor, queimação, urticária (docetaxel, paclitaxel e etoposide), eritema
- locais tardias: trombose, flebite, hiperpigmentação do trajeto venoso, fibrose e descoloração dos tecidos afetados
- sistêmico: síndrome mão-pé (fluo e capecitabina), reação anafilática, fotossensibilidade (bleomicina, dacarbazina, doxo, fluo e mtx), alteração nas unhas (doxo, fluo, docetaxel), hiperpigmentação (doxo, ciclo, fluo, mtx e capecitabina) e alopecia (doxo, paclitaxel, etoposide e docetaxel)
NADIR: tempo entre a aplicação da droga e a menor contagem hematológica.