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Conceito de Instituição e suas Práticas

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- -1
ORIENTAÇÕES PARA A PRÁTICA 
PROFISSIONAL
O ESPAÇO DE REALIZAÇÃO DA PRÁTICA 
PROFISSIONAL
- -2
Olá!
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
1. Conceituar Instituição, identificando seus vínculos com a constituição da Ordem Social e de suas possibilidades
de mudança;
2. Compreender a dinâmica dos jogos de poder e saber que dão a tônica da missão, dos objetivos e das práticas
institucionais.
Quando falamos em instituição, normalmente nos vêm à cabeça um espaço físico, definido por uma missão,
objetivos, finalidades, ordenado por procedimentos, rotinas, práticas, e caracterizado por um modus operandi
que costumamos chamar de cultura institucional.
É por isso que nos acostumamos a dizer que um determinado hospital, o Souza Aguiar, por exemplo, é uma
Instituição, do mesmo modo como dizemos que o Tribunal de Justiça do Ceará, o Senado Federal, uma
determinada Rede de Televisão são instituições.
Mas, será que essa denominação é a mais adequada?
Como melhor dominá-las?
E se essas estruturas não podem ser chamadas de instituição, o que são?
Sugiro que avancemos um pouco mais no raciocínio, antes de darmos uma resposta acabada, senão, essa
discussão fica parecendo meramente semântica ou de nomenclatura, daquelas que a gente acaba decorando sem
entender em profundidade.
A Questão se complica quando dizemos o seguinte: a Família, a Linguagem, o Trabalho, a Educação, a Mídia, a
Religião, a Democracia, a Justiça também são instituições.
• Será que estamos falando da mesma coisa? Não estaríamos dando o mesmo nome a coisas diferentes?
• E, quando dizemos que o Serviço Social, a Psicologia, a Medicina, o Direito, ou qualquer profissão 
constituída também são instituições?
Como você já viu, esse estranhamento acontece porque costumamos pensar em instituição como algo concreto.
Porque nos acostumamos a associá-lo a um lugar no espaço, a uma organização em particular, com denominação
jurídica, onde diferentes profissionais realizam seu trabalho, regidos por normas, rotinas e procedimentos, os
quais se destinam à realização de determinados objetivos e finalidades.
•
•
- -3
Na realidade, essas estruturas, cuja denominação mais precisa é , são os dispositivos concretosOrganização
através dos quais se materializam a missão e os objetivos das instituições.
Não se preocupe, veja a representação abaixo para entender melhor.
As , normalmente, são compostas por estruturas menores, os , os quais podemOrganizações Estabelecimentos
ser integrados por dispositivos técnicos, os Equipamentos. Assim, podemos dizer que a Universidade X, por
exemplo, é uma Organização, composta por estabelecimentos e equipamentos. Uma Organização que, ao fazer
parte do Sistema Educacional do País, está subordinada à missão e aos princípios formulados no espaço
institucional da Educação.
Tomemos alguns princípios que norteiam o Ensino Superior no Brasil: transmissão da cultura, conservação do
conhecimento tradicional, produção científica, desenvolvimento de pesquisas, formação profissional. Todas as
universidades do país se obrigam a adequar suas estruturas, suas práticas académicas a essa Missão. É, portanto,
no sentido de que as universidades constituem o espaço de materialização dessa missão que podemos denominá-
las de instituição. Elas são Instituições Educacionais ou Instituições de Ensino Superior.
Você percebeu a sutiliza do raciocínio?
Quando conceituamos instituição de outra maneira, tendemos a vê-la como algo quase imutável, quase como se já
tivesse nascido pronto, rígido, petrificado, não é mesmo? Pois então, se observarmos a história de urna Instituição
- -4
qualquer, vamos perceber o quanto ela mudou ao longo do tempo. O quanto seus aspectos mais rígidos, como
regras, rotinas e procedimentos, e também o pensamento dominante, os discursos, as práticas, foram
acompanhando as transformações da sociedade.
Então, vamos começar a conceituar Instituição.
Primeiro, precisamos nos habituar a associar o termo instituição não mais a um espaço físico, mas às relações
sociais concretas que lhes dão significado, ou seja, às práticas institucionais.
Assim, começamos a ampliar o conceito, a analisar as Instituições na sua dimensão sócio-histórica, política, a vê-
las em seu constante processo de transformação, como parte da realidade social que, por sua natureza, é
mutável, flexível.
Veremos mais à frente que isso será decisivo para a compreensão dos limites e possibilidade de atuação do
assistente social e para a formulação das estratégias de Intervenção profissional.
Partindo desse ponto de vista, tomamos de empréstimo o pensamento de Marlene Guirado (2000, p. 81.):
Instituição ou "Práticas Institucionais" é o conjunto de práticas ou de relações sociais concretas que se
reproduzem e nessa reprodução se legitimam socialmente, ou seja, o que caracteriza uma instituição é o fato de
certas práticas, certas relações, certos comportamentos, se repetirem em seus padrões básicos e ganharem, com
isso, naturalidade, reconhecimento e legitimidade. Assim, instituição ou "Práticas institucionais" é um
determinado fazer peculiar que se repete, que adquire regularidade, que é reconhecido, e que, por isso, realiza
um "instituído".
É assim mesmo. Quando dizemos que alguma coisa está instituída ou se institucionalizou é porque, de tanto que
se repetiu, virou uma prática, uma coisa natural, reconhecida e legitimada socialmente. Quem está dentro, faz de
forma habitual, e quem está fora, reconhece, sabe que existe.
Ninguém precisa saber com detalhes, por exemplo, todos os objetivos da Educação ou da Saúde, para reconhecer
que a universidade é um lugar do saber, do aprendizado, da formação, e que um hospital se presta a curar
doentes. Do mesmo modo, o professor e o aluno sabem exatamente o que vão fazer quando entram em uma sala
de aula, assim como o médico, o enfermeiro e o assistente social sabem quais são as suas tarefas dentro do
hospital.
Você percebeu que, se conceituamos Instituição dessa maneira, tendemos a vê-la como algo quase
imutável, quase como se já tivesse nascido pronto, rígido, petrificado? Se observarmos a história de uma
instituição qualquer, vamos perceber o quanto ela mudou ao longo do tempo. O quanto seus aspectos
mais rígidos, como regras, rotinas e procedimentos, e também o pensamento dominante, os discursos, as
práticas, foram acompanhando as transformações da sociedade.
- -5
Por essa lógica é que se pode considerar as teorias e metodologias desenvolvidas em qualquer área do
conhecimento como práticas institucionais.
No campo do Direito, por exemplo, independente das multas especialidades, das diferentes concepções que ali
circulam, existe uma base comum de conhecimento acumulado, sistematizado, e de práticas padronizadas (as
Leis, os ritos processuais, os códigos de conduta), que faz com que todos se entendam, falem a mesma língua, se
reconheçam, não apenas entre si, mas na relação com outras instituições, enfim, com a sociedade. É assim com a
Medicina, com a Engenharia, com o Serviço Social.
Nossa profissão, por exemplo, é relativamente nova, tem menos de um século, mas ao longo desse tempo
produziu conhecimentos e desenvolveu técnicas suficientes que a credenciaram como uma área de saber
peculiar, cujas metodologias, técnicas instrumentos, condutas, estão sistematizadas na Lei de Regulamentação da
Profissão, no Código de Ética Profissional, no acúmulo de conhecimento produzido ao longo da sua história e até
nas polémicas. Por tudo isso, o Serviço Social e todas as profissões reconhecidas e Legalmente constituídas, são
instituições.
Nesse sentido, instituição é uma entidade abstrata, que faz movimentar sentidos e interpretações, que organiza
nosso pensamento sobre o mundo a nossa volta e sobre nós mesmos. São as representações, as interpretações e
significados que damos às coisas - a partir dos "instituídos" - que nos servem de guia em nossas relações com os
outros, com o cotidiano, com o mundo (e conosco). E esta possibilidadede saber o que é e o que não é está
demarcada nos diversos tipos de instituições que compõe o tecido social.
Daí, podemos extrair uma outra conclusão: A sociedade é, nesse sentido, um tecido de instituições que se
interpenetram e se articulam entre si com a objetivo de regular, de criar e de manter as condições de convívio e
das relações entre sujeitos. A esse tecido de instituições, podemos chamar de Ordem Social, Ordem Dominante
ou Discurso Dominante. Ou seja, embora se possa dizer que as instituições, em função dos seus
desenvolvimentos particulares, sejam autônomas, esta autonomia é sempre relativa, porque o tempo todo elas
dialogam, confrontam, interrogam, cooperam, disputam, umas com as outras.
É essa interdependência, essa interpenetração discursiva, que revela o caráter dinâmico da Ordem Social. Isso
quer dizer que é inútil tentar analisar um determinado "fazer", uma determinada "prática institucional",
isoladamente, depurando-a das condições institucionais que a geraram. O que é o mesmo que dizer: não há
prática sem contexto nem contexto sem prática.
ATENÇÃO
- -6
Quando falamos em contexto, estamos falando de processos (contexto nunca pode ser pensado como algo rígido,
petrificado) que se desenvolve na relação tempo/espaço. Estamos falando de tempo histórico, de cultura, de
mentalidades, de luta de classes, de confronto de ideias, de relações de poder. Para que possamos entender
melhor esse raciocínio, vamos fazer um exercício de livre associação, nos moldes da psicanálise.
Quando falamos em família, não na família concreta do Seu José e da Dona Amália, mas na Família
enquanto uma entidade abstrata, uma instituição, o que nos vêm à cabeça?
Se esta pergunta estiver sendo feita a um sujeito, estudioso e/ou profissional das áreas humanas, morador de
uma metrópole de um país ocidental, no início do Século XXI, talvez pudesse surgir as seguintes associações:
Esses elementos têm a ver com a representação, com os significados 
e sentidos que aquele sujeito social descrito na tela anterior tem da 
instituição Família.
Agora, imagine um sujeito que tivesse vivido na primeira metade do Século XX. Provavelmente, não associaria a
violência doméstica ao termo Família, pois a tirania no seio da família, que vitimizava a mulher e os filhos, só
emergiu como um problema, ganhando visibilidade e se constituindo num fenômeno contra o qual Inúmeras leis
protetivas foram promulgadas, quando o poder patriarcal que dava ao Pai plenos poderes, começou a ser
questionado, notadamente após a Segunda Guerra Mundial.
Hoje, só os nostálgicos têm uma representação da família como uma instituição rigidamente
hierarquizada, fechada, na qual o patriarca, o provedor, pode tudo. E esta profunda transformação
social, que mexeu nas mentalidades, comportamentos, leis, discursos e práticas institucionais, resultou
de processos combinados, desencadeados por inúmeros fatores, com destaque para dois:
- -7
O Ingresso definitivo da mulher no mercado de trabalho, o que intensificou as lutas por emancipação e igualdade
de direitos.
A promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), que inspirou a construção de um Direito
Internacional fundado no princípio da Dignidade da Pessoa Humana, que, dentre outras convenções, fez nascer a
Convenção internacional dos Direitos das Crianças (1959).
O mesmo se pode dizer da referência ao divórcio e a outros modelos de família, como por exemplo a
"monoparental" ou a "refeita", o que demonstra que a família nuclear, nos tempos atuais e em grande parte do
mundo ocidental, deixou de ter exclusividade na conceituação de família.
Daqui a algum tempo, provavelmente, um outro sujeito citará, nesse mesmo exercício de associação, a família
homoafetiva, dado o processo em curso de reconhecimento e legitimação do direito de gays e lésbicas se
constituírem como família. E, vejam, isso independe de qualquer julgamento moral. Tem a ver, simplesmente,
com a percepção, com o reconhecimento dos processos objetivos da realidade - que, afinal, têm o poder de
transformar as instituições.
E, se esse mesmo exercício de associação fosse sugerido a um indiano, ou a um afegão, ou a um chinês, ou
um angolano? Alguém tem dúvida de que a representação que cada um deles tem da Família é diferente
entre si, e bastante diferente da nossa?
Aqui, entram na análise institucional, além do tempo histórico, as diferentes tradições culturais, marcadamente
as profundas diferenças que persistem, e que a globalização não conseguiu homogeneizar, entre a cultura
ocidental e a oriental.
- -8
Recapitulando...
Até o momento, buscamos construir um conceito de instituição que rompesse com a visão idealista, mistificadora
e conservadora que a define como algo pronto e acabado, imune às ações de seus agentes e das demais forças
sociais. Por isso, colocamos no mesmo registro instituição e práticas institucionais, quase como sinônimos.
Dissemos também que instituição ou “práticas institucionais” corresponde a um “fazer” que se repete,
que se padroniza, realizando um “instituído”. Para fecharmos esta aula, falta levantar uma última
questão, que, aliás, está intimamente ligada aos processos de transformação social: a questão do Poder, e
é sobre isso que falaremos a seguir!
1
Se falamos de “práticas”, de um “fazer”, de “ações”, estamos, evidentemente, falando de atributos de pessoas, de
sujeitos sociais, certo? Mas, no terreno institucional, costumamos adjetivar esses termos. Não falamos apenas em
práticas, mas em “práticas institucionais”; não nos referimos a um fazer qualquer, mas a um “fazer” que se
repete, que se padroniza em rotinas e procedimentos. E quando atribuímos essas ações a alguém, é ao “agente
institucional”, não a uma pessoa qualquer.
2
- -9
Isso nos leva a imaginar, corretamente, que há um discurso dominante, uma lógica prevalecente. O problema
está em imaginarmos que a reprodução do discurso dominante, que delimita as práticas institucionais, definindo
o perfil e a natureza da instituição, se dá de cima para baixo, por meio de mecanismos de poder regulamentados,
burocráticos.
3
Não é bem assim. Para ajudar na discussão, mas tendo claro que vamos apenas iniciá-la, tomemos o pensamento
de Foucault. Para ele, o Discurso não é a expressão das relações sociais, mas o terreno onde essas relações se
realizam. Foucault concebe o Discurso como ato, como prática instituinte: confira a seguir.
4
“O Discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo pelo que se
luta, o poder do qual queremos nos apoderar...Em toda sociedade a produção do discurso é controlada,
selecionada, organizada...de modo a conjurar seus poderes e perigos, dominar seu acontecimento aleatório,
”. (Foucault, 1996, p. 10).esquivar sua terrível materialidade
5
Podemos admitir que as práticas sociais se constituem discursivamente, que a linguagem é uma forma de ação e
que as coisas ditas estão na base das dinâmicas de poder e saber de seu tempo.
Essa discussão, sabemos, é bastante abstrata e complexa. Mas, nas próximas aulas, à medida que formos
amadurecendo e incorporando outros conceitos, veremos que o bicho é menos feio do que parece.
Para tornar essa discussão um pouco mais concreta, inteligível, vamos analisar o exemplo a seguir.
Hitler, antes de ocupar boa parte da Europa com as tropas nazistas e levar quase o mundo todo a uma das
guerras mais terríveis, teve que legitimar o discurso do Nacional-Socialismo, que pregava a supremacia da dita
raça ariana sobre todas as outras, e daí, sobre todos os povos.
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Nenhum lunático seria capaz de tamanha façanha, se essas ideias não encontrassem ressonância junto ao povo
alemão da época, a ponto de se constituir em ato, em discurso. Isso significa que discurso, nos termos aqui
apresentados, seja o discurso dominante ou aquele que disputa esta posição, é sempre um discurso ressonante,
que se constitui como tal, apoiado sobre bases objetivas e subjetivas, sobre suportesinstitucionais.
- -11
Pode não parecer, mas esses conceitos, essa forma de problematizar os processos sociais, aí incluídas as
instituições e suas relações, servem como instrumentos de análise imprescindíveis para a atuação do assistente
social, esteja ele onde estiver.
Mas, não fique ansioso, o manejo desses conceitos, desses recursos analíticos só se aprimora com o tempo, na
constância da relação teoria/prática.
O que vem na próxima aula
• Conhecer as competências do assistente social preconizadas pela Lei 8662/93 – Lei de Regulamentação 
da Profissão;
• Identificar os elementos fundamentais para uma prática competente.
•
•
- -12
CONCLUSÃO
Nesta aula, você:
• Compreendeu que instituição ou práticas institucionais é o conjunto de práticas ou de relações sociais 
concretas que se reproduzem e nessa reprodução se legitimam socialmente, ou seja, o que caracteriza 
uma instituição é o fato de certas práticas, certas relações, certos comportamentos, se repetirem em seus 
padrões básicos e ganharem, com isso, naturalidade, reconhecimento e legitimidade.
• Relacionou instituição ou práticas institucionais com a constituição da Ordem Social vigente;
• Interpretou a sociedade como um tecido de instituições que se interpenetram e se articulam entre si 
com o objetivo de regular, de criar e de manter as condições de convívio e das relações entre sujeitos;
• Compreendeu que as práticas institucionais, e também as práticas sociais, se constituem 
discursivamente; que a linguagem é uma forma de ação e que é no terreno discursivo que as relações de 
poder/saber se realizam, ditando a dinâmica das transformações sociais.
•
•
•
•
	Olá!
	
	O que vem na próxima aula
	CONCLUSÃO

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