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Ianca Zany Componentes da PPR Princípios da PPR Retenção: resiste ao deslocamento no sentido oposto que ele foi colocado. É a resistência às forças que atuam sobre uma prótese no sentido cérvico-oclusal, durante a mastigação e alimentos pegajosos. Estabilidade: É a resistências às forças que atuam sobre uma prótese no sentido horizontal, decorrentes de contatos oclusais em planos inclinados. Fixação: É o princípio onde evitamos que o aparelho se desloque no sentido ocluso gengival. Exemplo: quando o paciente com prótese total morde, a prótese vai de encontro à mucosa? Então, na prótese parcial removível, temos componentes que impedem que essa prótese se desloque no sentido da mucosa para que ela não o traumatize. Reciprocidade: A uma ação percorre uma reação, reciprocidade é um princípio presente nos grampos. Os grampos geram sobre os dentes uma determinada força e essa força precisa ser neutralizada, componente que faz uma força reciproca as forças iniciais, com isso, têm a estabilização do dente Componentes Apoio Grampo Conector maior Conetor menor Dentes Sela Importante - Sistema de suporte ou sustentação: dentes e periodonto. -Sistema de retenção e estabilização: grampo, apoio, conector maior. - Sistema de selas e dentes artificiais: selas e dentes artificiais. - Sistema de conexão: conectores menores Ianca Zany Relembrando – Sistema suporte Rebordo horizontal/normal: A linha que representa o perfil é considerada horizontal em relação à face distal do dente contiguo ao espaço protético. Rebordo descendente - distal: É quando a linha desce para a distal, quando a referência é face distal do mesmo dente. Rebordo ascendente - distal: É quando a linha sobe para distal em relação ao mesmo referencial, ou seja, face distal do dente imediatamente anterior ao espaço de extremidade livre. Rebordo descendente - ascendente ou côncava: É quando a linha inicialmente desce para distal e depois sobe. 1. Apoio Localizam-se na face oclusal ou no cíngulo dos dentes. Fazem a transmissão de forças exercidas para os dentes ou para a mucosa. O princípio da fixação evita que a prótese venha a intruir sobre os tecidos moles. A carga é transmitida p/ os dentes pilares através do apoio Responsável pelo suporte e fixação. Classificação dos apoios 1.1. Apoios de cíngulo: localizam-se no cíngulo, ou seja, incisivos e caninos também ficam nos nichos. 1.2. Apoios oclusal: localizados na oclusal dos dentes posteriores, ou seja, pré-molares e molares localizados dentro de preparos denominados nichos ou descansos (transmitem cargas oclusais). Ianca Zany 1.3. Apoios de incisal: não se utiliza mais. 2. Grampo Relacionam-se com a coroa dos dentes que vão fazer o suporte da prótese. São os principais responsáveis pela retenção da prótese. Classificação segundo a função - Retenção direta: no pilar direto ou ao lado dele. - Retenção indireta: no pilar indireto, ou longe distante do espaço protético. Classificação segundo a ação retentiva - Por abraçamento (Circunferencial): toda a superfície circunferencial do grampo entra em contato com a superfície dentária. - Por ação de ponta: corpo alongado onde somente a ponta do grampo entra em contato com a superfície dentária. 2.1.Grampo circunferencial e ação de ponta é composto por: Braço de retenção (vestibular) Braço de oposição/reciprocidade (lingual/palatina) Apoio Dica: Grampo por abraçamento: se origina dos apoios. Grampos por ação de ponta: originam de selas Princípio básico dos componentes Braço de retenção: retenção Braço de oposição/reciprocidade: reciprocidade Apoio: Fixação Estabilidade: grampo como todo x\zx Sempre que houve um braço de retenção, necessariamente, existirá um de oposição, porém posso ter um de oposição e não ter um de retenção. A única parte da prótese que fica na área retentiva é o braço de retenção Ianca Zany Grampos de ação por abraçamento: O grampo abraça o dente em mais de 180 graus, toda sua estrutura entra em contato com o corpo do dente. São compostos por 3 estruturas: o apoio, o braço de retenção (vestibular) e o braço de reciprocidade ou de oposição (lingual). Observe o braço de reciprocidade fica acima do equador protético. O braço de retenção começa mais largo e vai estreitando. A primeira parte é rígida, a segunda é semi-rígida e a última parte é flexível. Essa parte é a única parte flexível de toda a ppr. Deve ser flexível para assentar com facilidade na boca do paciente. O braço de reciprocidade é completamente rígido. O braço de oposição, que é mais largo, retangular e rígido, fica acima do equador protético. O braço de retenção, apenas o último terço fica abaixo do equador protético. No momento em que o grampo ultrapassa a superfície dentária, ele tende a empurrar o dente para lingual, então nesse momento entra o braço de reciprocidade, para neutralizar essa força. A ponta ativa, delgada e flexível, tem a função de retenção. Secundariamente, o corpo do grampo, tem a função de estabilização da prótese. Grampos de ação de ponta: Somente a ponta dele entra em contato com a estrutura do dente. Componentes: ponta ativa e um corpo que não entra em contato com a estrutura dental. Só quem fica em contato é a ponta. Toda a ponta fica abaixo do equador protético, que é a área de maior circunferência do dente. Sempre que tivermos um braço de retenção, devemos ter um de oposição, mas podemos ter só o de oposição, sem precisar do de retenção. 3. Conector maior Une direta e indiretamente, todos os outros componentes entre si, é o esqueleto da PPR. Deve ser rígido. •Barra palatina anterior ou em U •Chapeado palatino parcial •Chapeado palatino total •Barra dupla MAXILA •Barra lingual •Chapeado lingual •Grampo contínuo de KennedyMANDÍBULA Ianca Zany 3.1.Maxila Podem participar de suporte, retenção e estabilidade da PPR. Fica justaposto à mucosa, podendo transmitir cargas para a região do palato. Transmite carga, diferente do conector mandibular, que fica aliviado da mucosa. Limite da borda superior com a margem gengival 4 a 6 mm. Largura: de 7 a 9 mm (isso pra BARRA palatina ou dupla). Os chapeados podem ter uma largura maior. Barra palatina anterior ou em U Portanto devido a sua pequena rigidez, as barras palatinas devem ser utilizadas apenas para casos de pequenos espaços protéticos de Classes III e IV. Chapeado palatino parcial Podem ser utilizados para Classes I, II, III e IV, de espaços protéticos pequenos e médios. Chapeado palatino total Quando houver poucos dentes remanescentes, haverá a necessidade de que o conector maior também participe do suporte, das retenções direta e indireta e da estabilização horizontal da prótese. É o conector de eleição quando da presença apenas dos dentes anteriores dispostos em linha reta. Barra dupla ou barra palatina dupla Utilização universal, ou seja, Classes I, II, III, IV e V de Kennedy. 3.2. Mandíbula Para que esse conector maior se posicione, ele fica de 2 a 3 mm abaixo da gengiva marginal livre, tem uma espessura de 4 a 6 mm. No mínimo da margem gengival ao assoalho tem que ter 8 mm, quando esse espaço é reduzido, usamos o chapeado lingual. Mas em casos em que isso não ocorre usamos a barra lingual, que é a mais comum. Deve ser aliviado. Barra lingual Deve estar localizada o mais distante possível da gengiva marginal livre, no mínimo 2mm, idealmente de 3 a 4 mm ou até mais quando possível. A barra é menos larga e mais espessura. O chapeado é o inverso. Ianca Zany A barra lingual não deve ter contato com a mucosa. Oalívio cria espaço a livre movimentação da barra lingual, sem sua intrusão no tecido. Alívios maiores são indicados quanto maior for a verticalização dos dentes anteriores. É de aplicação universal (Classe I, II, III e IV de Kennedy) desde que haja espaço para a sua aplicação, isto é, que a altura do rebordo lingual seja compatível com a largura da barra. 4. Sela Possui áreas de retenção mecânica para a resina e os dentes artificiais. A essa sela de metal + resina, damos o nome de sela metaloplástica. 1 mm de alívio. A sela quando vem do laboratório, ela vem aliviada da mucosa, porque ainda vai ser recoberta pela resina, então quem fica em contato com a mucosa é a resina. Selas metálicas – selas puramente metálicas. Metaloplásticas – selas envolvidas por resina devido a presença do espaço 5. Placa proximal Na distal do último dente remanescente em casos de classe I e II. Ela busca estabilizar o dente, para evitar que ele venha a se deslocar em direção ao espaço protético. Ajuda na orientação da inserção e remoção do aparelho. A placa proximal geralmente envolve 1/3 da face proximal do dente. Ela fica escondida pela resina e pelos dentes da PPR. 6. Conector menor Une o grampo ao conector maior Une o conector maior ou a sela Ianca Zany 7. Dentes É a parte estética. São os mesmos utilizados na PT. Encaixes: usados quando temos PPR e PPF. É um encaixe do tipo macho e fêmea.