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METODOLOGIA CIENTÍFICA

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DISCIPLINA: METODOLOGIA CIENTÍFICA 
 PROF. ISABELLA SILVA 
 
 
 
 
 USO INDEVIDO DE ANABOLIZANTES 
 
 
 
 
 
RENAN RODRIGUES DOS SANTOS (2112070005) 
 
 
 
 
 
 CAMPINA GRANDE – PARAÍBA 
 2021 
 
 
 RENAN RODRIGUES DOS SANTOS 
 
 
 
 
 
 
 USO INDEVIDO DE ANABOLIZANTES 
 
Aula teórica Metodologia 
Científica, curso de 
farmácia (bacharelado). 
Instituição Cesed - Centro 
De Ensino Superior e 
Desenvolvimento de 
Campina Grande-PB. 
Orientadora: Professora - 
ISABELLA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 CAMPINA GRANDE – PARAÍBA 
 2021 
 
 
 
 
SUMÁRIO: 
1. INTRODUÇÃO .............................................. 4 
 1.1 Anabolizantes mais usados ..................... 4 
2. JUSTIFICATIVAS ............................................ 5 
3. OBJETIVOS ................................................... 5 
4. REFERÊNCIAL TEÓRICO ................................. 5 
 4.1 Indicação terapêutica .............................. 6 
 4.2 Classificação dos Anabolizantes .............. 6 
 4.3 Legalização no Brasil ............................... 6 
 4.4 Complicações Musculares ....................... 7 
 4.5 Efeitos colaterais e Mecanismos de ação. 7 
5. REFERÊNCIAS ................................................ 8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CAMPINA GRANDE – PARAÍBA 
 2021 
 
 
 
1.0 INTRODUÇÃO 
 
 Os anabolizantes, também conhecidos por esteroides anabólicos 
androgênicos, são substâncias derivadas da testosterona e que podem ser 
indicados pelo médico no tratamento do câncer de mama ou hipogonadismo, 
que é uma doença em que os testículos não produzem ou produzem poucos 
hormônios sexuais. 
 Os anabolizantes também estimulam a produção de novas fibras musculares, 
promovendo o ganho de massa muscular e, por isso, costumam ser utilizados 
por praticantes de atividade física com o objetivo de aumentar a massa muscular 
ou para fins estéticos. No entanto, o uso indevido de anabolizantes pode trazer 
consequências para a saúde, como alterações cardíacas e aumento do risco de 
doenças crônicas. Desse modo os anabolizantes só devem ser usados sob 
indicação médica e na quantidade recomendada. 
 O uso de anabolizantes pode ser indicado pelo médico no tratamento 
hipogonadismo no homem, com o objetivo de aumentar a produção de 
testosterona, além de poder ser indicado no tratamento de micropênis neonatal, 
puberdade e crescimento tardios e no tratamento da osteoporose, pois estimula 
a produção de osteoblastos, que são as células responsáveis pela formação do 
tecido ósseo. 
 
1.1 ANABOLIZANTES MAIS USADOS 
 
 Os anabolizantes são quimicamente idênticos ao hormônio testosterona, que 
estimula o crescimento dos pelos, o desenvolvimento dos ossos e músculos, 
assim como a produção de glóbulos vermelhos. Alguns exemplos mais usados 
de anabolizantes são: 
 
Durateston: tem na sua composição substancia ativas que se transformam em 
testosterona no organismo, indicadas para a reposição de testosterona em 
homens para o tratamento de vários problemas de saúde relacionados à falta 
deste hormônio; 
Deca-Durabolin: tem na sua composição decanoato de nandrolona, indicado 
para reconstruir tecidos fracos, para aumentar a massa corporal magra ou para 
aumentar a massa óssea, no caso de doenças como a osteoporose. Além disso, 
também estimula a formação de glóbulos vermelhos na medula óssea, podendo 
ser utilizado no tratamento de determinados tipos de anemia; 
Androxon: este medicamento tem na sua composição undecilato de 
testosterona, que é indicado para o tratamento do hipogonadismo em homens, 
uma doença em que os testículos não produzem ou produzem uma quantidade 
insuficiente de hormônios sexuais. 
 
 
 
 Os anabolizantes podem ser comprados em farmácias na forma de 
comprimidos, cápsulas ou injeções intramusculares, devendo apenas ser usados 
apenas sob indicação médica e com bastante cautela. 
 Usar anabolizantes para fins estéticos ou para aumentar o rendimento 
esportivo é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por 
aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais 
procuradas e utilizadas por alguns atletas fanáticos pela aparência musculosa 
que assim ganham vantagem competitiva ou melhoram a aparência física. 
 
 
 
2.0 JUSTIFICATIVAS 
 
 A busca de se ter um “corpo ideal” ou um desempenho físico melhorado de 
forma bem rápida e prática, faz com que alguns praticantes de musculação ou 
atletas opcionem por algum tipo de esteróide anabolizante. O problema é que a 
maioria dos usuários, principalmente os iniciantes: adolescente, jovens, não 
sabem tão a fundo que correm risco a saúde, ao usar esses esteroides 
anabolizantes, e começam a usar de forma exagerado ou indevida, e com isso 
geram efeitos colaterais e até mesmo risco a vida. 
 Este trabalho buscar beneficiar e informar as pessoas praticantes de esporte 
e musculação e até mesmo aos atletas mais experientes, sobre os riscos (efeitos 
adversos) do uso prolongado e sem controle médico dos esteróides 
anabolizantes. Quem faz o uso de esteroides anabolizantes, devem priorizar o 
bem estar físico e não só o ganha de massa corporal, para se ter um corpo 
julgado como “perfeito” 
 
 
3.0 OBJETIVOS 
 
Conscientizar e informar as pessoas sobre os esteroides anabolizantes, e seus 
efeitos adversos causados pelo seu uso contínuo e sem controle médico. 
 
 
4.0 REFERÊNCIAL TEÓRICO 
 
 Os esteroides androgênicos anabolizantes (EAA) são substâncias 
quimicamente sintetizadas em laboratórios – análogo ao hormônio sexual 
masculino – denominado testosterona (ROBERGS E ROBERTS, 2002). São 
derivados do hormônio sexual masculino, testosterona, secretado 
predominantemente pelos testículos. Este hormônio é responsável pelas 
características sexuais secundárias específicas do corpo masculino. 
 A ação fisiológica da testosterona desenvolve efeitos divididos em duas 
categorias principais: os androgênicos e os anabólicos. O primeiro efeito diz 
respeito à função reprodutora e mantenedora específicas das características 
sexuais masculinas. O segundo efeito trata sobre a estimulação do crescimento 
 
 
e maturação dos tecidos não-reprodutores, como exemplo, o tecido muscular e 
ósseo (CUNHA et al., 2004). 
 A utilização dos esteroides androgênicos anabolizantes surgiu a princípio na 
área da medicina como intervenção no tratamento de enfermidades. Durante a 
Segunda Grande Guerra Mundial os EAA foram utilizados para restaurar o 
balanço nitrogenado positivo em vítimas subnutridas e submetidas a jejum 
forçado. Além disso, o uso dos EAA surgiu com a finalidade de órbita terapêutica 
cuja administração realizada pelos médicos servia para auxiliar no tratamento de 
distúrbios hormonais e enfermidades. 
 
4.1 Indicação terapêutica 
 
 O uso dos EAA surgiu com a finalidade de órbita terapêutica cuja 
administração realizada pelos médicos servia para auxiliar no tratamento de 
distúrbios hormonais e enfermidades. É indicado o uso de EAA no tratamento da 
hipogonadismo nos homens para aumentar a concentração de testosterona e 
derivados essenciais ao desenvolvimento e manutenção das características 
sexuais masculinas. Estes fármacos também são recomendados nos casos de 
puberdade e crescimento retardado, micropênis neonatal, deficiência 
androgênica parcial em homens idosos e na terapia da deficiência androgênica 
secundária a doenças crônicas (CUNHA et al., 2004). 
 
4.2 Classificação dos anabolizantes: 
 
Os anabolizantes também podem ser classificados em: 
 
2.3.1 Esteroidesanabólico-androgênicos: são medicamentos que funciona de 
maneira semelhante ao hormônio (Testosterona, Hemogenin, 
Decadurabolim,Durateston, etc.); 
 
2.3.2 Hormônio do Crescimento (GH): são medicamentos à base de hormônio 
do crescimento, ou seja, anabolizante protéico, não androgênico e lipolítico; 
 
2.3.3 Produtos derivados de hormônios: que não se enquadram nos grupos 
citados, como os hormônios de uso veterinário e aqueles que não puderam ser 
identificados no comércio local Equipoise, Equipost, Equifort, Anabol, etc.(SILVA 
e LIMA, 2007). 
 
4.3 Legalização no Brasil 
 
 No Brasil, os EAA não se enquadram em grupos de medicamentos como os 
opiáceos ou os benzodiazepínicos, que demandam receitas especiais para sua 
prescrição clínica. Isso indica, por sua vez, que este tipo de medicamento não é 
encarado com uma droga de abuso da mesma escala que os psicotrópicos. Os 
EAA no país brasileiro são classificados como medicamentos de uso controlado, 
conforme regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(ANVISA). Segundo portaria que aprova o regulamento técnico das substâncias 
 
 
e medicamentos sujeitos a controle especial, os anabolizantes pertencem ao 
grupo C5, específico dessas substâncias. A venda e a dispensação desses 
medicamentos ficam sujeitas à apresentação de receita médica em duas vias, 
das quais uma cópia fica retida no estabelecimento (BRASIL, 1998). Entende-
se, portanto, que esse uso controlado fica restrito ao que se considera como uso 
médico já descrito. Neste quadro, é curioso observar que a “bomba”, do ponto 
de vista dos usuários, funciona em diapasão análogo, ou seja, como uma forma 
de “uso controlado” do medicamento, no entanto, para outros fins que não os 
indicados clinicamente. 
 
4.4 Complicações musculares 
 
 O uso de anabolizantes esteroides é feito por alguns atletas como forma de 
ganho de massa muscular, definição e melhor desempenho, como sua aplicação 
é feita na maioria das vezes sem assepsia adequada, o local da administração 
se torna potencial foco de infecção. Essa infecção local geralmente evolui para 
abscessos que costumam ser bastante exuberantes e o tratamento precoce com 
ação enérgica se faz necessário para controle desses processos infecciosos que 
podem evoluir rapidamente para quadros mais graves como necrose muscular 
ou sepse (FILHO et, al. 2011). 
 
4.5 Efeitos colaterais e mecanismos de ação 
 
 Os EAA podem afetar as enzimas mitocondriais e sarcotubulares no músculo 
esquelético, a nível celular e além de proporcionarem efeitos deletérios nos 
músculos do sistema respiratório, diminuindo a densidade capilar e ocasionando 
edema e ruptura de mitocôndrias. O uso clínico e de abuso com alteradas formas 
de administração dos EAA: por via retal, nasal, transdérmica ou até mesmo 
implante de cápsulas para suplantar o metabolismo de primeira passagem do 
fígado os quais devem ser administrados por via oral ou parenteral. Os riscos de 
complicações aumentam à medida que o usuário combina vários esteroides 
anabólicos, ocasionado diferentes respostas pela interação entre eles, dessa 
maneira a prevalência dos efeitos colaterais está associado com os tipos de 
esteroides, idade e sexo do usuário e uso prolongado e a altas doses (DUTRA, 
PAGANI e RAGNINI, 2012). 
 Ainda segundo (DUTRA, PAGANI e RAGNINI 2012) o uso abusivo desses 
hormônios pode levar o individuo a ter tremores, acne grave, retenção de 
líquidos, dores nas juntas, aumento da pressão sanguínea, alteração do 
metabolismo do colesterol, assim diminuindo o HDL e aumentando o LDL, 
alterações nos testes de função hepática, icterícia e tumores no fígado, 
policitemia, exacerbação da apeia do sono, estrias e aumento de disposições de 
lesões do aparelho locomotor. O consumo de anabolizantes causa desequilíbrio 
hormonal com diminuição nos níveis de testosterona endógena podendo levar à 
ginecomastia, atrofia testicular, alterações na morfologia do esperma e 
infertilidade. O desequilíbrio na mulher manifestada pela masculinização, 
evidenciada pelo engrossamento de voz e crescimento de pelos no corpo no 
padrão de distribuição masculino, ocasionando irregularidade no ciclo menstrual 
 
 
e aumento do clitóris. Quando o EA é usado na adolescência, acarreta o 
fechamento das epífises ósseas, causando déficit final do crescimento, devido o 
amadurecimento ósseo precoce, podendo também gerar virilização profunda em 
indivíduos saudáveis. São encontrados na literatura relatos de efeitos deletérios 
no sistema cardiovascular, observados em atletas usuários de esteroides 
anabolizantes, como insuficiência cardíaca, fibrilação ventricular, tromboses, 
doença isquêmica e infarto agudo do miocárdio além de transtornos psicológicos 
como: mudanças de humor, comportamento agressivo, depressão, hostilidade, 
surtos psicóticos e adições, ocorrendo, em alguns casos um quadro parecido 
com síndrome de abstinência. 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ROBERGS, R.A.; e ROBERTS, S.O. Princípios fundamentais de fisiologia do 
exercício para aptidão, desempenho e saúde. São Paulo: Phorte Editora, 2002. 
 
FILHO, nivaldo souza cardoso et, al. Piomiosite em atletas após o uso de 
esteroides anabolizantes – relato de casos. Ver. Bras. Ortop. Vol.46 no.1 São 
Paulo 2011. 
 
CECCHETTO, F.; MORAES, D.R.; FARIAS, P.S. Abordagens distintas em 
relação aos esteróides anabolizantes: riscos para a saúde e hipermasculinidade 
.Interface – Comunic. Saúde Educ., v.16, n.41,p.369-82, abr./jun. 2012. 
 
CUNHA, T.S et, al., Esteróides anabólicos androgênicos e sua relação com a 
prática desportiva. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. Vol. 40, n. 2, 
abr./jun., 2004. 
 
SILVA, kaytiane galdindo e LIMA, rodrigo maciel. Prevalência da utilização de 
anabolizantes pelos estudantes de Educação Física na cidade de Campos dos 
Goytacazes– Vértices, v. 9, n. 1/3, jan./dez.2007. 
 
DUTRA, brígida souza cortês; PAGANI, mario mecenas e RAGNINI, millena 
pancotti / Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente 3(2):21-
39, jul-dez, 2012. 
 
NETO, Alcides Paulino da Silva. Consequências do uso indiscriminado de 
esteroides anabolizantes á saúde humana. RC: 21791 -20/10/2018.

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