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1 PATOLOGIA CLINICA – 07/02/23 QUANDO SOLICITAR UM EXAME ? ❖ Em caso de suspeita de alguma enfermidade do paciente ou apresentar alguma alteração nos exames físicos. ❖ Caso apresente alguma alteração nos padrões de normalidade, ou em caso de queixas por parte do tutor ❖ Solicitamos em caso de diagnostico; check up; prognostico; tratamento. COLETA E ENVIO - Como colher e enviar? ❖ Antes de tudo deve ser realizado a assepsia do local a ser coletado a amostra de sangue. ❖ Realizar uma contenção adequada do paciente no momento da coleta, para não causar o estresse no animal e gerar alterações na amostra coletada, e poder passar calma e confiança tanto ao animal quanto ao tutor. ❖ Fazer a punção correta da veia a ser coletada o sangue. ❖ Deve ser usado uma seringa de acordo com a quantidade de sangue a ser coletada. ❖ Usamos seringas de 3ml, 5 ml, 10ml normalmente. As de 20ml e 60ml quase nunca são usados, ou usamos em animais de grande porte como ruminantes ou equinos. ❖ Realizar coleta de sangue e armazenar de forma correta com tubo de ensaio de acordo com a finalidade do exame a ser feito. ❖ Após ser coletado e colocado no tubo correto deve ser enviado ao laboratório. ❖ Colocar identificação do paciente e número de identificação na amostra coletada para não ocorrer perda da amostra por falta de identificação. ❖ Sempre homogeneizar bem para não coagular e ocasionar na perda da amostra, tornando o uso improprio para o exame e ter que realizar outra coleta. TUBOS UTILIZADO NAS COLETAS ❖ Realizar punção venosa adequada, tomando cuidado com a angulação da agulha para não ocorrer problemas como - interrupção do fluxo sanguíneo - Transfixação da veia pela agulha - Penetração parcial da agulha na veia - Estenose da venosa ❖ Tomar cuidado quando o sangue não for obtido logo na primeira punção para evitar complicações ❖ Cuidado com a contenção e coleta, realizar contenção adequada de acordo com a 2 PATOLOGIA CLINICA – 07/02/23 espécie, e vias de coleta de acordo com a espécie. **SEMPRE FAZER A DEVIDA IDENTIFICAÇÃO APÓS COLETA DA AMOSTRA** PAAF (CITOLOGIA ASPIRATIVA POR AGULHA FINA) ❖ Coleta de amostra de um tecido para análise laboratorial ❖ É realizado com uma seringa e agulha fina para coleta de tecido a ser avaliado ❖ Pode ser coleta material de cistos, nódulos, etc. ❖ Biópsia realizada com uma pequena agulha (calibre 21 a 25) para obter amostras de tecido e líquido a partir de lesões sólidas ou císticas ❖ Após ser coletado é coloca em uma lamina e realizado o esfregaço para análise no microscópio INTERFERENTES – (icterícia, lipemia, hemólise) ❖ ALTERAÇÕES DO PLASMA SANGUINEO Nos processos de determinações laboratoriais as interferências pré-analíticas são as mais frequentes, sendo responsáveis por cerca de 70% dos erros que ocorrem no diagnóstico laboratorial. Essas interferências podem ser inerentes à coleta ou ao paciente. Erros inerentes à coleta acontecem por: ❖ Manuseio incorreto ou uso de material inapropriado. ❖ Excessivo tempo de espera para a análise, ❖ Problemas de centrifugação (excessiva rotação ou tempo) ou aliquotagem ❖ Uso inadequado de anticoagulante ❖ Identificação incorreta das amostras ❖ Volume insuficiente ❖ Coagulação da amostra ❖ Transporte prolongado ou inadequado da amostra ❖ Armazenamento em temperatura inadequada da amostra Em todas estas situações é prudente rejeitar a amostra e solicitar nova coleta. Interferências também podem ser inerentes à: ❖ Condição clínica do paciente, entre as quais são mencionadas estresse durante a coleta. ❖ Tempo de jejum não observado ❖ Atividade física prévia ❖ Uso de medicamentos ou dietas especiais Apresentação de hemólise, lipemia ou icterícia. Resultados alterados podem levar à repetição de testes incorretos, custos desnecessários, diagnósticos equivocados, intervenção potencialmente inapropriada e desfecho desfavorável para os pacientes. Flutuações de temperatura resultantes do atraso no transporte são um grave erro pré-analítico, e muitos clínicos desconhecem a instabilidade das análises dependentes da temperatura; como exemplos de análises sensíveis à temperatura estão glicose, creatinina, colesterol total, bilirrubina, potássio e a maioria das enzimas. Contudo, a presença de substâncias interferentes na amostra, isto é, substâncias que podem alterar o resultado, constitui a maior causa de rejeição de amostras em laboratórios clínicos. A interferência endógena origina-se de substâncias que ocorrem na amostra devido a fatores relacionados com o estado clínico do paciente, tais como hemólise, lipemia e icterícia. Interferência exógena provém de substâncias que não são encontrados naturalmente em um paciente, tais como fármacos, tóxicos ou produtos naturais. ICTERICIA O aumento das concentrações séricas de bilirrubina resulta em soro com coloração amarela mais escura do que o normal. Essa cor pode afetar os resultados dos exames espectrofotométricos. **Os equinos apresentam o plasma sanguíneo ictérico, POR NÃO POSSUIREM VESICULA BILIAR então ela e produzida e liberada na circulação sanguínea.** 3 PATOLOGIA CLINICA – 07/02/23 ❖ A icterícia torna-se clinicamente visível quando a concentração de bilirrubina total encontra acima de 3 mg/dl. Hiperbilirrubinemia pode se desenvolver com predominância de bilirrubina livre ou conjugada. Excesso de bilirrubina livre é mais frequentemente causado por liberação aumentada de bilirrubina, ou por redução na sua captação ou na sua conjugação hepática (icterícia hemolítica). O excesso de bilirrubina conjugada é mais frequentemente causada por disfunção hepatocelular (icterícia hepática), ou por lentidão na saída da bile do fígado (colestase intra-hepática) ou obstrução do fluxo biliar extra-hepático (icterícia obstrutiva). Parte da interferência da bilirrubina é devida por suas propriedades espectrais: a bilirrubina tem maior absorbância no comprimento de onda entre 340 e 500 nm e uma hiperbilirrubinemia induz alta absorbância de fundo, proporcional à sua concentração, interferindo principalmente com determinações de espectrofotometria. Outra parte da interferência da bilirrubina obedece à sua capacidade em reagir quimicamente com alguns reagentes: como a bilirrubina interatua com reações que usam a peroxidasse, o peróxido de hidrogênio gerado durante a reação química é utilizado pela bilirrubina, causando baixos resultados de creatinina, glicose, colesterol, triglicerídeos, fósforo, ácido úrico e proteínas totais. A bilirrubina também causa subestimação na medição de fósforo que usa o método UV com formação de fosfomolibdato. HEMOLISE A hemólise (rompimento da hemácia) causa a liberação dos seus componentes internos ao líquido circulante, principalmente proteínas (hemoglobina), fósforo, potássio e várias enzimas. Ela pode ser in vivo ou in vitro. A hemólise in vivo sugere uma condição clínico- patológica do paciente, em que ocorrem anomalias na membrana da hemácia, no metabolismo celular ou na estrutura da hemoglobina. A hemólise in vitro é consequência de erros no procedimento de coleta, processamento, transporte ou armazenamento da amostra. Como principais causas da hemólise in vitro estão: ❖ Aplicação prolongada do torniquete ❖ Uso incorreto do sistema de coleta ❖ Transferência do sangue da seringa para o tubo sem remover a agulha ❖ Aspiração do sangue muito rapidamente para dentro da seringa usando uma agulha de pequeno calibre ❖ Contaminação com álcool durante a coleta, perda da veia no meio da coleta e aplicação de pressão negativa no sangue já presente na seringa ❖ Homogeneização vigorosa das amostras de sangue, congelamento da amostra e alta temperatura de armazenamento. A hemólisein vivo ou intravascular ocorre em várias condições clínicas como na anemia hemolítica, infecção de hemoparasitas, e reações transfusionais, estando associado a aumento dos níveis de bilirrubina indireta (livre). A hemoglobina causa coloração avermelhada no plasma, visível após centrifugação, quando o nível de hemoglobina livre excede 300 mg/L. ❖ A interferência da hemólise pode causar elevação dos níveis de alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, creatina quinase, lactato desidrogenase, lipase, creatinina, ferro, magnésio, fósforo, potássio e ureia e diminuir os valores de albumina, fosfatase alcalina, gama-glutamil transferase, cloretos, glicose e sódio. ❖ Discreta não interfere ❖ Aumento na concentração de potássio 4 PATOLOGIA CLINICA – 07/02/23 LIPEMIA ❖ Na lipemia ocorre turbidez da amostra, visível ao olho nu, causada pelo acúmulo de partículas de lipoproteínas. Como as lipoproteínas variam em tamanhos, nem todas as classes contribuem igualmente para a turbidez. ❖ As partículas maiores, os quilomícrons, têm maior potencial de turbidez da amostra. A lipemia pode ser encontrada em animais aparentemente sadios. Ela altera a análise da amostra pois a turbidez interfere com a análise fotométrica e, em casos severos, fica impossível de fazer a determinação bioquímica de vários metabólitos. Em animais carnívoros, um pouco de lipemia é normal poucas horas depois de uma refeição, devido à absorção de gordura do intestino delgado, o que é uma boa razão para evitar o período pós-prandial para a coleta de amostras de sangue. Em geral, o jejum alimentar preconizado para cães e gatos varia entre 8 e 12 horas. Deve se ressaltar que um jejum prolongado para eliminar o problema da lipemia não é necessariamente ideal. É aconselhável separar o soro de amostras lipêmicas o mais rápido possível, uma vez que a lipemia pode promover fragilidade eritrocitária e as amostras lipêmicas hemolisam rapidamente. Existem algumas estratégias para evitar o efeito da lipemia. A ultracentrifugação deve ser considerada como a abordagem preferida, porém, uma vez que este tipo de equipamento não está disponível na maioria dos laboratórios, a micro centrifugação em alta velocidade pode ser considerada como eficiente. Outras estratégias mais simples para evitar a interferência da lipemia incluem: Obter uma amostra de volume maior do que o normal, pois os triglicerídeos sobem para o topo do tubo durante o repouso da amostra, podendo obter o plasma da parte inferior para a análise da amostra; (2) quando o plasma for separado, deixar o tubo no refrigerador durante a noite e, no dia seguinte, retirar plasma da parte de baixo do tubo para análise. No entanto, deve se ter atenção quando se avalia a concentração de componentes hidrofóbicos nestas amostras, porque, como resultado da remoção de lipoproteínas, a sua concentração pode estar falsamente reduzida na fase aquosa. As partículas de lipoproteínas na amostra podem absorver luz, de forma inversamente proporcional ao comprimento de onda no espectro visível (300 a 700 nm) sem picos de absorção específicos no meio. Assim, os métodos que usam comprimentos de onda mais baixos são mais afetados pela lipemia. ❖ Alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase e glicose são fortemente afetados pela lipemia. Da mesma forma A lipemia pode afetar a medição de sódio resultando em pseudohiponatremia, quando o sódio é medido pela técnica de íon seletivo indireto ou por fotometria de chama porque o sódio é hidrossolúvel e o incremento de lipídeos no soro irá deslocar o compartimento de água levando a uma diminuição na proporção de água. Esse efeito não é encontrado se o sódio sérico for determinado pelo método de íon seletivo direto. ❖ Metodologias colorimétricas ou turbidimétricas, Elevação significativa de triglicérides: pós-prandial ou contínua, em pacientes portadores de dislipidemias. ❖ A observação de turbidez tem relevância clínica e deve ser avaliada e relatada pelo laboratório. 5 PATOLOGIA CLINICA – 07/02/23 TRANSPORTE E ARMAZENAGEM Deve ser transportado e armazenado em compartimentos limpos e com temperatura adequada, para não ocasionar a perda ou inutilidade do material a ser avaliado. COMO INTERPRETAR OS RESULTADOS? - COMPARA RESULTADOS NORMAIS VS ALTERADOS - REAVALIAR O DIAGNOSTICO - REPETIR ANÁLISES - REALIZAR OUTROS TESTES PARA CONFIRMAR - USAR VALORES DE REFERÊNCIA