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estabelecer os 
relacionamentos formais e informais e conferir direitos decisórios a um papel (CEO, por exemplo) ou grupo de 
papéis específicos (CIO e CFO, por exemplo). Já no lado normativo, deve dar foco na definição dos mecanismos, 
formalizando relacionamentos e estabelecendo as regras e procedimentos operacionais que proporcionarão que os 
objetivos sejam atingidos. 
Na visão do ITGI (2003) citado por Albertin & Albertin (2010), uma das responsabilidades da governança de TI é 
considerar os valores do stakeholder no estabelecimento das estratégias para determinar e direcionar ações de valor 
para o negócio, conforme é mostrado na imagem abaixo. 
 
Tais estratégias direcionam a utilização de processos que, uma vez utilizados, seus resultados podem ser 
mensurados e analisados, servindo como referência para confirmação ou adequação dessas estratégias que 
dispararam os processos. 
Segundo Albertin & Albertin (2010), o ITGI confere à governança de TI princípios e práticas da governança 
corporativa, devendo realçar: 
 
Para poder ser colocado em prática, os diretores devem criar um comitê de estratégia de TI e fornecer direção e 
controle especializados sobre o valor de TI e os riscos que precisam ser gerenciados. Sob o olhar da administração da 
empresa, a governança deve ser tratada conforme mostrado na figura ao lado. Neste caso, as responsabilidades da 
administração são: 
 
 
Observa-se na imagem que, na definição da estratégia, a administração mantém o foco no gerenciamento de valor e 
nos processos de acompanhamento, ratificando ou não os resultados de acordo com o que foi feito. 
Modelos de Governança de TI 
Assim como na governança corporativa, é comum as empresas adotarem modelos de governança de TI em suas 
instalações. A adoção de um modelo colabora muito com a transparência e visibilidade dos processos de TI e 
fortalece a relação com os outros processos da organização. 
 Para se ter êxito na escolha de um modelo de governança, é essencial que a empresa saiba qual é a posição 
estratégica que a TI deve ter. Mais do que manter sistemas disponíveis, para a maioria das organizações deve-se 
enxergar a TI como um braço estratégico no negócio. Muitas empresas ao se dedicarem a questão da governança, 
acabam optando por outsourcing de TI para fortalecer o exercício de seu papel estratégico. 
De uma maneira geral, os cenários de governança encontrados nas empresas particularizam a escolha do modelo 
adotado, mas utilizam um ferramental comum para mantê-los. Com a utilização desse ferramental o gestor de TI 
acompanha o andamento das atividades, promove acertos, identifica novas demandas, publica indicadores e 
participa de reuniões corporativas para manter o alinhamento. 
 Ainda como trabalho de preparação é importante estabelecer papéis e responsabilidades para cada departamento. 
Neste caso, o mapeamento de processos ajuda a dar maior visibilidade de como cada parte da empresa funciona e 
quais melhorias podem ser feitas. 
Como exemplo de modelo a ser adotado, Aragon (2008) sugere que a governança de TI seja representada pelo que 
ele define como “Ciclo da Governança de TI”, composto por quatro etapas, conforme podemos ver a seguir. 
 
 
 
 
Existe uma imensidão de técnicas que podem ajudar na implementação e no ciclo de vida da governança de TI, 
conforme exemplo na tabela a seguir. 
 
As ferramentas não se esgotam no conjunto apresentado. Como se pode observar, cada uma delas se aplica a 
determinada finalidade. Durante a implementação da governança de TI, ou mesmo durante o seu ciclo de vida, a 
utilidade deste ferramental poderá ser testada e adotada de acordo com as necessidades. 
OUTRAS REFERÊNCIAS 
 Balanced Scorecard: KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. "Mapas Estratégicos: convertendo ativos 
intangíveis em resultados tangíveis". Rio de Janeiro. Editora campus, 4ª edição, 2004. 
 Outros livros de Robert S. Kaplan e David P. Norton. 
 ITGI (governança de TI): 
http://www.itgi.org 
 ISACA: 
http://www.isaca.org 
Nesta aula, você: 
 Aprendeu a importância do alinhamento entre estratégia corporativa e TI. 
 Conheceu a técnica do Balanced Scorecard (BSC). 
 Aprendeu o que é Governança de TI. 
 Conheceu as responsabilidades da governança de TI. 
 Conheceu o propósito de algumas ferramentas utilizadas nos modelos de governança de TI. 
 
Na próxima aula iremos abordar o Processo de Decisão na Governança de TI. Veremos a diferença entre a 
governança de TI centralizada versus a descentralizada e falaremos sobre as principais decisões relacionadas ao uso 
de TI. 
1. 
Qual é a técnica que se utiliza nas empresas para se construir um mapa estratégico, baseado em quatro perspectivas, que 
oferece a possibilidade de criação de um conjunto de medidores de desempenho que ajuda na gestão estratégica? 
 1) I. ITIL 
 2) II. BSC 
 3) III. Val IT 
 4) IV. COBIT 
 
2. 
 A governança de TI deve ser vista como parte da governança corporativa, de tal forma que: 
 1) I. Agregue valor ao negócio; não permita investimento em projetos desalinhados com os objetivos da empresa; e, 
mantenha mecanismos de controle e gestão adequados 
 2) II. Contemple a continuidade do negócio contra interrupções e falhas 
 3) III. Inclua marcos regulatórios externos, como SOX, por exemplo 
 4) IV. Os itens I, II e III estão corretos 
 
3. 
 3: Assinale a única alternativa ERRADA com relação às ferramentas utilizadas na governança de TI: 
 1) I. COBIT é utilizado em Controle e governança 
 2) II. ISO 27001 é utilizado em Segurança da informação 
 3) III. PMBOK é utilizado em projetos 
 4) IV. ISO 20000 é utilizado em processos de desenvolvimento de software 
 Aula 3: Processo de decisão na Governança de TI 
Nesta aula, você irá: 
1. Aprender as principais decisões a serem tomadas na governança de TI. 
2. Conhecer o conjunto de mecanismos de governança de TI que as empresas adotam para implementar seus 
arranjos de governança de TI. 
3. Identificar os principais arquétipos de governança de TI que são utilizados por diferentes tipos de decisão. 
4. Conhecer um framework de governança de TI. 
5. Conhecer os requisitos necessários para que a implementação da governança de TI seja bem sucedida. 
6. Conhecer os componentes necessários para fazer a gestão do ciclo de vida operacional da governança de TI. 
Capacidade da Governança de TI 
A governança de TI ultrapassa as abordagens de controle de risco e alcança a estratégia e todo o modelo de gestão 
empresa. Ela se envolve nos processos e estruturas organizacionais que devem viabilizar avanços em direção à 
eficiência, à transparência e à competitividade, integrando a tecnologia e o fluxo de informações ao objetivo de 
negócio da organização. 
 
Para atuar em toda extensão da empresa, a governança de TI necessita estabelecer os mecanismos do processo de 
decisão e o alinhamento estratégico com o negócio. Para isso, Grembergen, Haes & Guidentops (2004) citados por 
Albertin & Albertin (2010) definem algumas capacidades necessárias, conforme a seguir: 
Estruturas formais de integração - identificar os executivos, identificar as áreas e institucionalizar os comitês e 
conselhos. 
Processos formais de integração - formalizar e institucionalizar procedimentos de tomada de decisão estratégica de 
TI. 
Integração - grau no qual as decisões de TI são tomadas. As integrações se dão na forma administrativa, quando o 
cronograma e o orçamento são compartilhados entre negócio e TI; na forma sequencial, quando as decisões de 
negócio endereçam as tomadas de decisão de TI; na forma recíproca, quando as decisões de negócio e de TI se 
influenciam mutuamente; e, na integração completa, quando as decisões de negócio e TI concorrem num mesmo 
processo. 
Nesta mesma linha, a norma NBR ISO/IEC 38500 (2009), que trata da Governança Corporativa de Tecnologia da 
Informação, tem como objetivo fornecer uma estrutura de princípios para os dirigentes