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DIREITO CONSTITUCIONAL II- MATERIA

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DIREITO CONSTITUCIONAL II
PROF. MARCELO GARCIA SANTANA
(21)9219-6387/21-7729-9045.
marcelogarciasantana@edu.estacio.br
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MORAES, Alexandre de. Direito constitucional.ed.São Paulo: Atlas;
LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado.ed.São Paulo: Saraiva; 
MENDES, Gilmar Ferreira. Curso de direito constitucional.São Paulo: Saraiva. 
PLANO DE ENSINO.
Semana 1: Poder Legislativo - estrutura e funções
Semana 2: Poder Legislativo – estatuto dos congressistas
Semana 3: Poder Executivo – exercício do poder
Semana 4: Poder Executivo – eleição do chefe
Semana 5: Poder Executivo – atribuições do Presidente
Semana 6: Poder Executivo – responsabilidade do Presidente
Semana 7: Poder Executivo – Vice-Presidente, Ministros e Conselhos da República e de Defesa Nacional
Semana 8: Poder Judiciário – estrutura e funções
Semana 9: Poder Judiciário – Estatuto da Magistratura e garantias
Semana 10: Poder Judiciário – CNJ e composição dos Tribunais
Semana 11: Poder Judiciário – competência jurisdicional do STF
Semana 12: Poder Judiciário - competência jurisdicional dos Tribunais Superiores e Tribunais de Justiça
Semana 13: Processo Legislativo – espécies legislativas e fases
Semana 14: Funções essenciais à justiça: Ministério Público, Advocacia e Defensoria Pública
PODER LEGISLATIVO FEDERAL 
(arts. 44 a 58, CF)
1. BICAMERALISMO DO PODER LEGISLATIVO DA UNIÃO
CONGRESSO NACIONAL (art. 44, CF)
a) CÂMARA DOS DEPUTADOS (art. 45, CF)
Sistema proporcional em cada Estado e no DF
Proporção entre o número de habitantes e o número de Deputados, não se aplicando aos Territórios Federais (que têm natureza jurídica de Autarquias Federais), que só podem possuir 4 Deputados, na forma do art. 45, § 2º.
O art. 45 da Constituição Federal determina que o número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, deve ser estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma das unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. 
A Lei Complementar nº 78, de 30 de dezembro de 1993, estabelece que o número de Deputados não pode ultrapassar quinhentos e treze. A Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística fornece os dados estatísticos para a efetivação do cálculo. 
Feitos os cálculos, o Tribunal Superior Eleitoral encaminha aos Tribunais Regionais Eleitorais e aos partidos políticos o número de vagas a serem disputadas. 
Além do número mínimo de representantes, a lei determina que cada Território Federal será representado por quatro Deputados Federais.
Os arts. 106 e seguintes do Código Eleitoral (Lei n.º 4.737/65) determinam as regras acerca das vagas a serem distribuídas a cada partido, aplicando-se os quocientes eleitoral e partidário.
QUOCIENTE ELEITORAL
Neste exemplo temos 9 vagas para serem preenchidas e 6.050 votos válidos (excluídos votos brancos e nulos) (vide art. 106 C. Eleitoral) – arredonda para cima ou para baixo (0,5):
	Partido ou coligação
	Votos obtidos
	Partido/Coligação A
	1.900
	Partido/Coligação B
	1.350
	Partido/Coligação C
	550
	Partido/Coligação D
	2.250
	Total de votos válidos
	6.050
Qe = votos / vagas = 6.050 / 9 = 672,22 – ou seja, 672 (arredondamos para baixo)
QUOCIENTE PARTIDÁRIO
Para cada partido temos então (Vide art. 107 C. Eleitoral) – desprezando a fração:
	Partido ou coligação
	Quociente partidário
	Vagas obtidas
	Partido/Coligação A
	1900/672 ≈ 2,8273
	2
	Partido/Coligação B
	1350/672 ≈ 2,0089
	2
	Partido/Coligação C
	550/672 ≈ 0,8184
	Nenhuma
	Partido/Coligação D
	2.250/672 ≈ 3,3482
	3
	Total
	
	7
	Sobras
	
	2
SOBRAS
Dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido pelo número de lugares por ele obtido, mais um, cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher (art. 109 C. Eleitoral)
	Partido
	Quociente partidário
	cadeiras
	Média
	
	Partido/Coligação A
	2,8273
	2
	2,8273/(2+1) = 0,9424
	Sim
	Partido/Coligação B
	2,0089
	2
	2,0089/(2+1) = 0,6696
	
	Partido/Coligação C
	0,8184
	0
	--
	
	Partido/Coligação D
	3,3482
	3
	3,3482/(3+1) = 0,83705
	Sim
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Limites: mínimo 8 e máximo 70 em cada estado;
Suplente = os mais votados no mesmo partido que não tenham sido eleitos para as vagas identificadas no quociente partidário.
b) SENADO FEDERAL (art. 46, CF)
 Sistema majoritário puro;
 Mandato de 8 anos;
Já é eleito com 2 suplentes.
AULA 2:
FUNCIONAMENTO PARLAMENTAR (arts. 57 a 59, CF)
LEGISLATURA (art. 44, parágrafo único, CF)
SESSÃO LEGISLATIVA (art. 57, CF):
Sessão legislativa ordinária = reunião parlamentar (extraordinária – recesso) – outro sentido da expressão “sessão legislativa”.
Sessão preparatória (art. 57, §4º, CF) = 1º. FEV.
Sessão legislativa extraordinária (art. 57, §6º, CF)
Sessão unicameral (art. 3º, ADCT)= CD+SF contagem de votos junta e votam juntos
Sessão bicameral = CD+SF contagem votos separada e votam separados
Sessão conjunta (art. 57, §3º, CF) = CD+SF contagem de votos separada e votam juntos
3. COMPOSIÇÃO DAS MESAS (art. 57, §4º, CF) – órgão executivo que dirige os trabalhos da casa.
A Mesa da Câmara dos Deputados
7 membros – Presidente, 1º. e 2º. Vices, 1º, 2º, 3º, e 4º Secretários – eleitos com mandato de 2 anos vedada recondução p/ mesmo cargo na eleição seguinte.
A Mesa do Senado Federal
7 membros – Presidente, 1º. e 2º. Vices, 1º, 2º, 3º e 4º. Secretários – eleitos com mandato de 2 anos vedada recondução p/ mesmo cargo na eleição seguinte.
A Mesa do Congresso Nacional (art. 57, §5º, CF)
Composição mista e alternada das duas mesas
PODER LEGISLATIVO (continuação) – Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária.
Controle típico exercido com auxílio dos Tribunais de Contas – órgãos do Poder Legislativo.
Tribunal de Contas – arts. 70 a 75 da CF 88
Congresso Nacional – auxiliado pelo TCU
(contas do Presidente da República)
Assembléias Legislativas – auxiliadas pelo TCE
(contas dos Governadores)
Câmaras Municipais – aux. pelos TCE (exceto RJ e SP)
(contas dos Prefeitos)
OBS. Art. 31, § 4º. CF 88 – Vedação de criação de novos Tribunais ou Conselhos Municipais de Contas, permanecendo os criados antes da CF 88.
TCU
(contas dos demais ordenadores de despesas no âmbito Federal)
TCE
(contas dos demais ordenadores de despesas no âmbito Estadual)
TCE (exceto RJ e SP)
(contas dos demais ordenadores de despesas no âmbito Municipal)
OBS. Decisão válida somente no âmbito administrativo/político.
4. AS COMISSÕES PARLAMENTARES (art. 58, CF)
Comissões temáticas (art. 58, §2º, CF)
Comissão especial ou temporária (art. 58, §3º, CF) = CPI
Comissão mista (art. 166, §1º, CF) = Planej. Orçamentário
Comissão representativa (art. 58, §4º, CF) = comissão mista em período de recesso.
Fiscalização político-administrativa. A COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (art. 58, §3º, CF) 
Requisitos formais das CPI´s
Requerimento de, pelos menos, 1/3 dos membros da casa legislativa;
Prazo certo, pois é uma comissão temporária ;
Investigação de fatos determinados (determinação objetiva de quais fatos envolveram a prática investigada) e pessoas envolvidas (determinação subjetiva) e somente fatos relacionados com a gestão do patrimônio público;
2. Limites dos seus poderes “de investigação” próprios das autoridades judiciais.
3. PODERES DAS CPIs:
Quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico
Intimação de autoridades, testemunhas e indiciados para prestar depoimento e possibilidade de condução coercitiva
Produção de provas lícitas (art. 5º, inc. LVI e LVIII, CF)
Prisão em flagrante (art. 5º, inc. LXI, CF)
Medidas cautelares: busca e apreensão (não domiciliar) e busca pessoal (revista de pessoas e seus pertences)
4. LIMITES DAS CPIs ou o que não podem fazer:
Poder Geral de Cautela – arresto, seqüestro, prisão preventiva...
Proibição ou restrição da assistência jurídica das testemunhas e investigados
Invasão domiciliar (art.