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montados a uma
distância fixa.
 Conhecida a área dos eletrodos e a distância entre eles, é calculada a resistividade (em alguns casos
a condutividade, que é o seu inverso).
Existem dispositivos para medir a resistividade/condutividade de um liquido em movimento,
quando essa propriedade é importante para um processo industrial. No caso do solo que é composto de
materiais diferentes, com graus de compactação e teor de umidade também diferentes é possível
determinar a resistividade média a partir de uma amostra do solo.
Solo não estratificado
Essa amostra deve ser de tamanho razoável e tratada com muito cuidado para poder representar o
solo local.
Um método usado em laboratório consiste em construir um cubo de madeira com aresta de 1m e
com duas faces apostas cobertas por chapas metálicas.
O material retirado do solo, do qual foi medida a compactação e o teor de umidade é misturado e
colocado na caixa cubica em camadas. Após a deposição de cada camada o material é socado para
reproduzir a mesma compactação do solo original. Se o material chegou a secar, por evaporação, deve ser
juntada água para reproduzir a umidade do solo original.
Completadas todas as camadas, deve ser feita a medição da resistência entre as faces metálicas
opostas. O resultado da medição em ohms é a resistividade do solo em ohm.m. Por essa descrição
simplificada do método pode-se ver que o resultado obtido poderá apresentar grandes variações de acordo
com os procedimentos e cuidados seguidos. Além disso deveríamos tirar muitas amostras em um terreno
para ter uma resistividade média, não só ao longo da área, mas também a diferentes profundidades.
Existem métodos para medir a resistividade do solo em uma área e estratificar as resistividades de
modo a substituir o solo original por um solo de várias camadas de resistividade constante.
O método padronizado pela ABNT para medir a resistividade do solo (NBR-7117:1981 ) é o
método de Wenner que descrevemos a seguir.
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Devem ser cravadas no solo 4 hastes verticais, alinhadas e separadas por uma mesma distância. A
parte cravada no solo não deve ser maior de 1/20 da distância entre as hastes. Um terrômetro de quatro
terminais tem seus dois terminais de corrente ligados às hastes externas e os terminais de potencial
correspondentes, ligados as hastes internas, como indicado no croquis abaixo.
Resistividade do solo- Medição Método de Wenner
 
 O aparelho fornece uma corrente entre os terminais C2 e C1 que vai circular pelo solo e produzir
uma queda de tensão entre as hastes 2 e 3 que será detectada pelos terminais P1 e P2.
O terrômetro dispõe de um circuito em ponte que dividirá o valor da tensão pelo valor da corrente
fornecida e dará a resistência através da leitura no visor.
A resistividade será calculada por � = 2� Ra, onde:
R leitura em . do terrômetro;
� calculada em ..m;
a distância entre as hastes em metros.
Variando-se a distância a e os pontos de medição obteremos um conjunto de valores da
resistividade a cada
profundidade a. Calculando a média dos valores obtidos para cada distância ou seja para cada
profundidade e traçando um gráfico (� m,a) da resistividades médias em função das profundidades teremos
uma curva das resistividades medias.
 Os pontos de referência são onde deve
ficar o aparelho e a partir desse ponto vão sendo
cravadas as estacas com as distâncias a, em cada
uma das seis direções. Os valores de a
recomendados, mas não obrigatórios, são: 1, 2, 4, 8,
16, 32, 64... metros, de acordo com o tamanho do
terreno.
Essa seqüência de razão 2 é conveniente
mas, como dito acima não precisa ser seguida.
Quanto maior o número de medições feitas, mais
precisa será a medida.
Entrando com os dados correspondentes a cada
ponto em um programa, como TecAT-4, obtemos
inicialmente o gráfico das resistividades médias e a seguir a estratificação em 2, 3 ou 4 camadas, de acordo
com o tipo do solo. O programa fornece a profundidade e a resistividade de cada camada.
Curva resistividade em .m = f(d) distância em metros
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 A partir daí existem métodos gráficos e métodos
computacionais para calcular a estratificação. Por ter
muitas restrições na aplicação e por sua imprecisão, os
métodos gráficos foram substituídos por programas
computacionais muito mais rápidos e precisos.
A norma citada acima recomenda a medição
segundo os lados de um quadrilátero traçado no terreno e
em duas direções a partir do centro.
Estratificação das resistividades
A resistência de aterramento
É a relação entre a corrente que circula entre a malha e um ponto distante e a tensão aplicada entre
esses
dois pontos. A resistência de aterramento de um eletrodo é a soma de três parcelas:
�
 Resistência do eletrodo,
�
 Resistência de contato entre o eletrodo e o solo
�
 Resistência do solo em torno do eletrodo.
A primeira parcela é muito baixa, tanto pelas dimensões com pela resistividade do material, que é
muito baixa. A segunda parcela, se o eletrodo for vertical e cravado sob pressão no solo, também é
muito baixa; se o eletrodo for introduzido solto no solo, é provável que a resistência de contato seja
elevada.
A Terceira parcela é que determina o valor da resistência de aterramento, salvo no caso do eletrodo ter
um mau contato com o solo.
A resistência de aterramento
 A terra não um sorvedouro de correntes, capaz de absorver qualquer quantidade de energia, mas
deve ser considerada como um condutor que faz parte de um circuito por onde passa corrente. No caso das
descargas atmosféricas, a terra faz parte do circuito delas: a corrente do raio sobe da terra para a nuvem em
um canal ( o raio) com uma densidade muito alta de corrente e com uma temperatura também muito alta e
constitui a parte visível da descarga e desce lateralmente em redor da nuvem com uma densidade muito
baixa. A segunda parte, não visível mas é constatada pela alta densidade de cargas elétricas (elétrons e
íons) na atmosfera durante as tempestades. Em um curto-circuito fase-terra a corrente que entra na terra no
ponto decurto, retorna à fonte (transformador ou gerador) circulando pela terra. Em ambos os casos a
presença da corrente é constatada pelas tensões (denominadas de passo) que aparecem na superfície do
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solo. A terra deve ser considerada um condutor especial mas que como todo condutor apresenta uma
resistência.
 Para efeito de modelagem, pode-se simplificar através de algumas hipóteses:
• eletrodo é uma haste vertical cravada em solo de resistividade homogênea.
• A corrente sai perpendicularmente do eletrodo e penetra no solo.
Em torno do eletrodo formam-se superfícies cilíndricas equipotenciais
 A contribuição do solo para a resistência pode ser
imaginada como a soma de vários cilindros com espessuras
pequenas, feitos com o material do solo e com diâmetros crescentes
a partir da superfície do eletrodo. Cada uma dessas .cascas. terá uma
resistência que vai diminuindo a partir da primeira junto ao eletrodo,
pois a suas superfície vai aumentando. Uma casca entre as
superfícies .A. e .B. apresentará uma resistência:
R = � l/S ou R 
�
 .d/ 2 � r l , onde:
�
 resistividade
S superfície
l comprimento de um condutor
d espessura da casca entre A e B
r raio médio da casca
l altura da casca (comprimento do eletrodo)
A resistência do solo nesse modelo é igual à soma das resistências
das diversas cascas do terreno. O fim da
influência do eletrodo será o terra de referência onde a resistência R
será nula.
Por esse modelo o solo pode ser representado por um condutor de
seção variável com seções crescentes a partir da seção inicial. No trecho final a resistência será nula e a
seção será infinita.
 Com modelo análogo mas considerando o
efeito da ponta do eletrodo resultando então em cascas
cilíndricas