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curto-circuito Fase-Terra quando falhar uma das isolações (função de proteção . PE).
A NBR-5410 estabelece o valor mínimo da seção a ser empregada. Se a seção S dos condutores das
fases for menor que 16 mm², usar para o condutor PE a seção S; se a seção S estiver entre 16 e 35 mm²,
usar 16mm²; se a seção S for maior que 35mm², usar S/2.
Os sistemas TN são divididos em:
�
 TN-C, quando há o condutor PEN
�
 TN-S, quando há os condutores PE e N separados.
�
 TN-C-S, quando até um dado ponto do circuito existe o condutor PEN e dali em diante o PEN .é
aberto. e passam a existir dois condutores separados PE e N.
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Quanto ao uso dos DRs no esquema TN a NBR-5410 especifica:
.6.3.3.2.3 No esquema TN, se para certos equipamentos ou para certas partes da instalação uma ou mais
das condições enunciadas em 5.1.3.1.4. não puderem ser respeitadas, essas partes podem ser
protegidas por dispositivo DR. Neste caso, as massas não precisam ser ligadas ao condutor de
proteção do esquema TN, desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento com resistência
compatível com a corrente de atuação do dispositivo DR; o circuito assim protegido deve, então,
ser tratado como sendo um esquema TT, sendo a ele aplicáveis as condições de 5.1.3.1.5.
Todavia, se não existir nenhum eletrodo de aterramento eletricamente distinto, a ligação das
massas ao condutor de proteção do esquema TN deve ser efetuada a montante do dispositivo DR..
5.1.3.1.4 Esquema TN
Devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir:
a) todas as massas devem ser ligadas por condutores de proteção ao ponto da alimentação aterrado
(neutro);
b) o condutor de proteção deve ser aterrado na proximidade de cada transformador de potência
ou de cada gerador da instalação. Se existirem outras possibilidades efetivas, recomenda-se o
aterramento do condutor de proteção em tantos pontos quanto possível. O aterramento múltiplo do
condutor de proteção, em pontos regularmente distribuídos, pode ser necessário para garantir que, em
caso de falta para massas ou para a terra, o potencial do condutor de proteção e das massas que lhe são
ligadas permaneça tão próximo quanto possível do potencial local. Em construções de porte, tais
como edifícios de grande altura, ligações eqüipotenciais entre
condutor de proteção e elementos condutores estruturais locais, são indispensáveis para assegurar o
desempenho da função do condutor de proteção.
NOTA - Pela mesma razão, especifíca-se ligar o condutor de proteção à terra no ponto de
entrada de cada edificação ou propriedade.
c) nas instalações fixas, pode-se utilizar um mesmo e único condutor para as funções de condutor de
proteção e de condutor neutro (condutor PEN), observadas as prescrições de 6.4.6.2.
d) as características dos dispositivos de proteção e as impedâncias dos circuitos devem ser tais que,
ocorrendo em qualquer ponto uma falta de impedância desprezível entre um condutor de fase e o condutor
de proteção ou uma massa, o seccionamento automático se efetue em um tempo no máximo igual
ao especificado. Esta
prescrição será atendida se a seguinte condição for satisfeita:
Zs . Ia = Uo
Onde:
Zs é a impedância do percurso da corrente de falta;
Ia é a corrente que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao
especificado na tabela 20 ou a 5 s nos casos previstos na Nota de 5.1.3.1.3; e Uo é a tensão nominal entre
fase e terra.
NOTA - Numa instalação dada, o valor de Zs pode ser determinado por cálculo ou por medições.
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e) se as condições prescritas na alínea d) acima não puderem ser satisfeitas com dispositivos a
sobrecorrente, deve-se realizar uma ligação eqüipotencial suplementar conforme 5.1.3.1.7 ou então
assegurar a proteção por meio de dispositivos a corrente diferencial-residual.
f) nos casos excepcionais em que possa ocorrer uma falta direta entre um condutor de fase e a terra, por
exemplo em linhas aéreas, a condição seguinte deve ser atendida a fim de que o condutor de proteção e as
massas que lhe são ligadas não atinjam um potencial em relação à terra superior à tensão de contato
limite UL:
Onde:
RB é a resistência de aterramento global;
RE é a resistência mínima presumida de contato com a terra dos elementos condutores não
ligados ao condutor de proteção, através dos quais se possa produzir uma falta entre fase e terra;
Uo é a tensão nominal entre fase e terra; e
UL é a tensão de contato limite.
NOTA - Essa prescrição não é aplicável quando a proteção é assegurada por dispositivo a corrente
diferencial-residual e nem cobre as redes de distribuição públicas.
g) no esquema TN podem ser usados os seguintes dispositivos na proteção contra contatos indiretos:
. dispositivos de proteção a sobrecorrente;
. dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual (dispositivos DR).
NOTAS
1 No esquema TN-C não é possível utilizar dispositivos DR.
2 No caso da utilização de dispositivos DR, as massas podem não ser ligadas ao condutor de
proteção do esquema TN, desde que sejam ligadas a um eletrodo de aterramento cuja resistência
seja compatível com a corrente de atuação do dispositivo diferencial-residual. O circuito assim
protegido deve ser então considerado de acordo com o esquema TT, aplicando-se as prescrições de
5.1.3.1.5.
 O Sistema TN-C
Este sistema é mais econômico porque são passados menos condutores (4 no sistema trifásico e 2
no sistema monofásico); os plugues e tomadas são correspondentemente menores. Este esquema não é
utilizado nas instalações com ETIs, porque as correntes de retorno passam pelas massas dos equipamentos
e estas ficam a potenciais diferentes, fazendo com que circulem correntes pelas linhas de dados o que
introduz ruídos e às vezes destruição de alguns componentes.
Diz-se por isso que o esquema não é compatível com a compatibilidade eletromagnética.
Além dessa aplicação o TN-C não deve ser empregado em locais com risco de incêndio e explosão (áreas
classificadas) como os postos de gasolina, por exemplo.
Neste esquema as correntes de curto-circuito são da ordem de milhares de ampères e, como todo
esquema TN, não pode ser estendido à vontade porque isso aumenta o laço de curto-circuito e, portanto,
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sua impedância o que reduz a corrente de curto-circuito. Esta redução pode fazer com que os DPCC não
atuem ou atuem em tempo muito longo, o que pode ser causa de acidentes.
A ligação da massa ao condutor PEN deve ser feita por um condutor PE e não pelo N.
 O Esquema TN-S
Neste esquema os condutores Neutro (N) e Proteção (PE) são interligados na origem da instalação
e daí em diante seguem separados.
Como o condutor N conduz a corrente de retorno ou a corrente de desequilíbrio (no sistema
trifásico) haverá sempre uma diferença de potencial entre ele e o condutor PE. O dimensionamento do
Neutro deve ser suficiente para que essa diferença seja da ordem de 500 mV (norma americana). É
costume no Brasil admitir até 2 ou 3 Volts. As fontes de potência não interrompidas (UPS ou No-break)
são muitas vezes ajustadas para não permitir tensões superiores a esses valores indicados.
Às vezes alguns instaladores acham que o problema é .do terra. e reduzem a resistência de
aterramento ou, pior ainda, fazem uma malha de terra .independente., .isolada., .silenciosa. com
resistência inferior a 5� e o problema não é resolvido, ou é resolvido até a queda de um raio nas
redondezas (centenas de metros).
 Isto se entende facilmente pela figura abaixo que mostra as linhas de corrente que passam pelo solo
a partir do ponto de impacto de um raio e os potenciais