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Derivação principal - Derivação a qual é referida a característica nominal do enrolamento.
31. Fator de derivação – É definida por:
100(Ud/Un) (1)
Sendo:
(a) Ud : tensão induzida em vazio nos terminais do enrolamento ligado na derivação considerada, quando
_e aplicada a tensão nominal no outro enrolamento.
(b) Un : tensão nominal do enrolamento.
32. Derivação superior - Derivação cujo fator de derivação é maior do que 1.
33. Derivação inferior - Derivação cujo fator de derivação é menor do que 1.
34. Degrau de derivação - Diferença entre os fatores de derivação, expressos em percentagem, de duas
derivações adjacentes.
35. Faixa de derivação - Faixa de variação do fator de derivação, expresso em percentagem e referido ao
valor 100. Nota: Se esse fator varia de (100 + a)% a (100 - b)%, a faixa de derivação é (+a%, -b%) ou a%,
quando a = b.
36. Polaridade dos terminais - De um transformador: Designação dos sentidos relativos instantâneos das
correntes nos terminais do transformador.
37. Polaridade subtrativa - Polaridade dos terminais de um transformador monofásico, tal que, ligando-se
um terminal primário a um terminal secundário correspondente e aplicando-se a tensão a um dos
enrolamentos, a tensão entre os terminais não ligados é igual à diferença das tensões nos enrolamentos.
38. Polaridade aditiva - Polaridade dos terminais de um transformador monofásico, tal que, ligando-se um
terminal primário a um terminal secundário não correspondente e aplicando-se a tensão a um dos
enrolamentos, a tensão entre os terminais não ligados é igual à soma das tensões nos enrolamentos.
39. Marca da polaridade - Cada um dos símbolos utilizados para identificar as polaridades dos terminais
de um transformador.
 Num transformador, a intensidade da corrente secundária e a sua relação de fase com a tensão
secundária dependem da natureza da carga,
entretanto, a cada instante o sentido dessa corrente
deve ser tal que se oponha a qualquer variação no
valor do fluxo magnético Ø. Esta condição está de
acordo com a lei de Lenz: o sentido da corrente
induzida sempre contrária a causa que lhe deu a
origem.
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 A Figura abaixo mostra um transformador monofásico com enrolamento do primário no sentido
anti-horário e o do secundário no sentido horário. Considerando a corrente instantânea I1 crescente
entrando no terminal superior do enrolamento primário, criará um fluxo magnético Ø crescente, que
circulará no núcleo no sentido horário (regra da mão direita). Para que a lei de Lenz seja satisfeita, a
corrente secundária I2 deverá sair do terminal superior do enrolamento secundário.
A Figura abaixo, mostra também um
transformador monofásico, com uma única diferença
em relação à Figura anterior: o enrolamento do
secundário está no sentido antihorário. Para este caso,
a corrente secundária I2 deverá sair do terminal
inferior do enrolamento secundário.
É óbvio que, o sentido da corrente instantânea
no secundária depende exclusivamente do sentido
relativo dos enrolamentos.
Para indicar os sentidos dos enrolamentos é
que se utiliza o conceito de polaridade.
Teste de polaridade
Teste com corrente alternada
 Outro método para determinar a polaridade
de um transformador é através da tensão de corrente
contínua (bateria de 6 a 10 V), uma chave faca e um
galvanômetro com zero central, ligados conforme o
esquema da Figura ao lado.
 O procedimento deste método é o seguinte:
fecha-se a chave e observa-se o sentido da deflexão
do ponteiro do galvanômetro. Se a deflexão for no
sentido positivoa polaridade será subtrativa; caso
contrário será aditiva. Na abertura da chave o ponteiro do galvanômetro defletirá no sentido oposto ao do
fechamento. Nota: tensão perigosa poderá ser gerada durante a abertura. Portanto, se não for usada uma
chave faca, recomenda-se usar uma luva de borracha durante o teste.
 Marca da polaridade
 As Figuras abaixo mostram respectivamente as marcas das polaridades subtrativa e aditiva.
Polaridade Subtrativa: os fluxos dos
enrolamentos se subtraem.
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Polaridade Aditiva: os fluxos dos
enrolamentos se somam.
Tansformadores Ideais:
Um transformador ideal seria aquele em que não houvessem perdas e não exigisse nenhuma
corrente de magnetização.
Como os transformadores práticos não possuem entreferro e o núcleo tem baixíssima relutância, o
transformador é um equipamento com altíssimo rendimento(da ordem 98% e 99%), normalmente a fmm
exigida para estabelecer o fluxo no núcleo acaba sendo desprezível frente a corrente carga. Assim sendo, a
corrente de magnetização pode ser desprezada, o que nos permite concluir que os tranformadores práticos
são muito próximos dos ideais. Isto nos permite afirmar que:
VP / VS = RT, onde RT é a relação de transformação, válida para transformadores ideais.
Sabemos que k= Np/NS, onde k é a relação de espiras do primário para o secundário.
No transformadores monofásicos, como é o nosso caso, vale também que:
VP / VS = Np/NS = k =RT, ou seja, a relação de transformação é igual a relação de espira.
Outra relação muito importante é que:
IS / IP = RT, ou seja, a relação inversa das corrente é igual a relação de transformação.
Autotransformador
A figura abaixo, ilustra um autotransformador, que é um tipo particular de transformador, onde o
enrolamento primário ou secundário é uma derivação do outro. Neste tipo de transformador, não há
isolamento elétrico entre primário e secundário. Parte da potência transferida do primário para o
secundário, dá-se por condução e não por acoplamento magnético. Normalmente é utilizado quando a
relação de transformação do transformador é pequena, próxima de 1:1, pois apresenta vantagens como
relação custo benefício e perdas menores.
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Transformadores Trifásicos:
Uma das principais aplicações dos transformadores está nos sistemas de potência, elevando ou
abaixando o nível de tensão para a transmissão ou distribuição da energia elétrica. Em geral esses sistemas
são trifásicos e equilibrados. Pode-se construir transformadores com núcleo trifásico ou associar
transformadores com núcleos monofásicos. Nos dois casos, os enrolamentos podem ser associados em
estrela (Y) ou em delta (.). Se houver três enrolamentos por fase pode-se ainda obter uma associação zig-
zag (Z), que é uma versão estrela (Y) composta. A escolha da associação adequada depende de diversos
fatores como: acesso a neutro, bitola dos condutores por fase, sistema de aterramento, nível de isolamento,
defasagem angular requerida, etc. O transformador com núcleo trifásico leva vantagem sobre a associação
ou banco de transformadores monofásicos, devido à economia de ferro no núcleo: como os fluxos das três
fases somam zero a todo instante, pode-se eliminar o caminho de retorno do fluxo, o que leva a uma
estrutura magnética plana com uma perna do núcleo para cada fase (figura abaixo).
A ligação em Y ou . dos enrolamentos é estabelecida através da conexão dos seus terminais
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Para fazer corretamente essa conexão, é fundamental conhecer a polaridade relativa dos
enrolamentos. Qualquer inversão irá colocar duas fases em curto-circuito ou desequilibrar o circuito
magnético com as correntes e tensões secundárias. Lembrar que em uma ligação Y a tensão de linha é igual
a 3 vezes a tensão de fase e em uma ligação . a corrente de linha é igual a 3 vezes a corrente de fase.
Uma característica da associação Y-� é o deslocamento angular de ± 30° que resulta entre as
tensões terminais correspondentes do primário e do secundário. O sentido da defasagem depende da
sequência das fases. Esse deslocamento pode ser percebido através de um diagrama fasorial.
A tensão de linha AB V do secundário está atrasada de 30° em relação à tensão correspondente
Vab do primário. Se