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COMENTÁRIOS AULAS 1-9 DE PENAL I

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Anotações - Direito Penal I
Princípio da Adequação Social 
As condutas socialmente aceitas/toleradas pela sociedade não devem ser consideradas criminosas, apesar de estarem previstas na lei como crime.
Princípio da Culpabilidade
Não há crime sem culpa (responsabilidade). Nullum crimen sine culpa. Ninguém pode ser punido por um crime se não foi por ele responsável.
Dolo e Culpa (Art. 18) são elementos subjetivos do crime.
Sobre o crime praticado por pessoa jurídica há duas correntes:
1) A pessoa jurídica pode cometer crimes, que são punidos de acordo com a sua natureza. (Art. 225 § 3º e Art. 173 § 5º CF e Lei 9605/98 Art. 3º) - Jurisprudência STJ
2) Pessoa jurídica não tem compatibilidade de praticar crime porque crime é uma ação humana. A sanção do crime é a pena privativa de liberdade e a pessoa jurídica não pode cumprir a pena privativa de liberdade. (Art. Art. 225 § 3º CF (Condutas resultam em pena e atividades resultam em infrações administrativas) , Lei 9605/98 Art. 3º (Os dirigentes da pessoa jurídica se responsabilizam pelo crime)) - Doutrina Penal
Semana 3
Caso 2
O artigo especial (art. 312) sobressairá ao artigo geral (art. 168). Baseando-se no princípio da especialidade, a conduta de Fábio será tipificado como peculato. Alexandre também responderá por peculato de acordo com os art. 29 e 30.
Caso 3
c) Kleber poderá ser beneficiado pelo instituto da remição penal em decorrência da aplicação de Analogia, forma de Integração da Lei Penal, desde que em benefício do réu.
Caso 4
d) proporcionalidade
Semana 4
Princípio da Especialidade - Sempre que houver conflito aparente de normas, a lei especial se sobressairá à regra geral.
Princípio da Consunsão - O crime fim/objetivado absorve o crime meio.(crime meio de passagem fica asborvido pelo crime fim) Absorção ou consunsão
Princípio da Subsidiariedade – Norma principal afasta secundária – haverá uma relação de normas principal e normas menos grave .A norma mais grave afasta a norma menos grave dita secundária(acessora)
Princípio da Alternatividade - Ocorre no caso de um crime se utilizar de vários verbos/condutas.
Crime alternativo - Várias condutas que resultam em um só crime. Ex.: Art. 33 da Lei 11.343/2006.
Local do crime – ao contrário do art 4º que adotou a teoria da atividade , considerando Tempo do Crime o momento da ação art 6º ,adotou a teoria da Ubiquidade ,considerando o local do crime tanto aquele em que se desenvolveu a ação ,como o que ocorreu o resultado
Lei Penal No Tempo
Conflito de leis no tempo
1) Abolitio Crimins (Abolição/Extinção do crime) - Art. 5º XL da CF; Caput do Art. 2º do CP; Art. 107 III do CP - Causa de extinção da punibilidade. A lei que beneficia ao acusado, retroage. Não atinge a esfera cível pois o Estado não pode abolir uma sentença que garante direito a outra pessoa, e não ao próprio Estado. 
2) Novatio Legis in Pejus (Nova lei que prejudica) - Não retroage, porque a lei penal não pode retroagir para prejudicar o réu. - Art. 5º XL da CF (Princípio da irretroatividade da lei penal); art. 2º Parágrafo único da CP (Efeito da ultratividade - A lei é extinta mas ainda vale para frente, se for para benefício).
3) Novatio Legis en Mellius (Nova lei que melhora/beneficia) ou Lex Mitior (Lei melhor) - Retroatividade (mesmos artigos).
4) Novatio Legis Incriminadora (Lei nova incriminadora) - Art. 5º XXXIX da CF
Art. 3º do CP - Lei Temporária (Tem prazo determinado para vigência - início e fim)
 - Lei Excepcional (Criada por motivo excepcional, dura enquanto o motivo excepcional durar.)
Tem efeito de ultratividade.
Aula 4 - 
Homicídio é um crime instantâneo (consumação instantânea). Já o sequestro é um crime permanente (consumação se protrai (alonga, estende) um tempo), enquanto durar a conduta, o crime está acontecendo. Outro exemplo de crime permanente: Formação de quadrilha. Enquanto durar a associação, dura o crime.
01.09 ______________________ 07.09 _______________________ 10.09
01.09 - Homicídio
07.09 - Lei nova que aumenta a pena
10.09 - Pessoa morre
A lei nova não é aplicada pois surgiu após a consumação do crime.
01.09 - Sequestro
07.09 - Lei nova que aumenta a pena
10.09 - Pessoa libertada
Se a lei nova surgir no curso da permanência, a esse crime pode ser aplicada.
Crime Permanente é diferente de Crime Continuado.
>> Crime continuado é uma modalidade de concurso de crimes (Vários crimes acontecendo). Art. 71 da CP - Vários crimes em sequência da mesma espécie, tempo, lugar e modo de execução. Pena de um dos crimes, a mais grave + 1/6 ou 2/3 da pena.
Súmula 711 do STF está errada por igualar crime permanente e crime continuado.
Art. 6º CP (lugar do crime) - local onde ocorreu a ação/omissão, no todo ou em parte + onde ocorreu ou deveria ocorrer o resultado. (Teoria da ubiquidade/mista) - Evitar a impunidade dos crimes praticados à distância.
Casos Concretos
1) Terá relevância, pois a pena será reduzida com a extinção do aumento da pena. A retroatividade será em benefício do réu. Entretanto, no que tange a criação do novo dispositivo legal 306, esta não irá retroagir, princípio da irretroatividade da lei mais grave.
2) O caso apresentado, de acordo com o art. 6º da CP que adota a teoria mista ou da ubiquidade, o crime foi prontuado em território nacional. O fato da acusada ser peruana, em nada altera o lugar do crime.
3) d) A lei nova, mais severa, não se aplica ao fato, porque o nosso ordenamento penal considera como tempo do crime, com vistas à aplicação da lei penal, o momento da ação ou omissão e o momento do resultado, aplicando-se a sanção da lei anterior, por ser mais branda.
4) d) atividade e ubiquidade.
Aula 5
Princípio da territorialidade temperada (art. 5º da CP) - Admite tratados e convenções internacionais, além das leis penais brasileiras.
Art. 7º - I - Extraterritorialidade incondicionada
 II - Extraterritorialidade condicionada
Revisão
Qual a função do direito penal? 
Proteger bens jurídicos mais importantes.
Na Constituição Federal estão relacionados os bens jurídicos e aqueles que são considerados mais importantes.
= Princípio da Intervenção Mínima
Aplicação Ultima Ratio (em último caso) da lei penal.
O Direito Penal tem função subsidiária. É usado quando nenhum outro ramo do Direito puder resolver.
= Direito Penal Mínimo
Princípio da Legalidade = Art. 5º XXXIX da CF (1ª Parte) e Art. 1º do CP = Não há crime sem lei que o defina.
No campo penal, não comporta o emprego da analogia para encriminar alguém. É baseado no positivismo clássico. Só é crime o que está previsto por lei.
Lei no sentido formal. Votada pelo Congresso Nacional.
Art. 22 da CF - Compete privativamente à união legislar sobre a lei penal.
Parágrafo único - Excepcionalmente, por lei complementar, a União autoriza ao Estado legislar sobre as leis penais, mas com regras específicas.
Princípio da Anterioridade = Art. 5º XXXIX da CF (1ª Parte) e Art. 1º do CP = Não há crime sem lei anterior que o defina.
Princípio da Dignidade da Pessoa Humana = Art. 1º III da CF = Qualquer atividade do Estado deve respeitar a condição de pessoa humana.
Princípio da Humanidade = Art. 5º XLV da CF = As penas não podem ser cruéis, perpétuas, de trabalho forçado, de banimento, de morte. Devem respeitar o caráter humano.
Princípio da Fragmentariedade = O bem jurídico protegido possui diversos fragmentos. O Direito Penal só interfere nos bens (fragmentos) mais valiosos, mais importantes.
Princípio da Insignificância (Crimes de bagatela) = Crimes que não provocam grande lesão ao bem jurídico.
Aplicação a um caso concreto.
Fato Típico + Ilícito + Culpável
Conduta = Subtrair
Resultado = - 1 lata
Nexo Causal = ok
Tipicidade - Formal = Art. 155 CP
 - Material = x
Fato Atípico = Sem Crime
Princípio da Lesividade = Não há crime sem lesão ou risco efetivo de lesão ao bem jurídico.
Princípio da Culpabilidade = Não há crime sem culpa (responsabilidade).