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COMENTÁRIOS AULAS 1-9 DE PENAL I

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Não se pode responder por um crime se não for o responsável por ele. Por ser o causador do fato.
>> Fundamentos para aplicar a pena 
- Inimputáveis Penalmente (Art. 228 da CF (menores de 18 anos) e Art. 27 da CP) - Estatuto da Criança e do Adolescente (Medidas Socioeducativas) / Portadores de transtornos mentais (Art. 26 da CF) - Parcial -> Punido com redução da pena (Parágrafo único, art. 26 da CF).
- Potencial conhecimento da ilicitude do fato (A pessoa tem que ter a capacidade de entender o que é certo e o que é errado) - Erro de proibição (não conhece a proibição do fato). - Art. 21 do CP
- Inexigibilidade de conduta diversa (Causa Supralegal (não está na lei) de exclusão da culpabilidade) - Não tinha outra forma de agir se não aquela.
>> Contrário à responsabilidade objetiva - No Direito Penal a responsabilidade é atribuída subjetivamente, é avaliada também a intenção, além do fato. Crime doloso ou culposo.
>> Medição da Pena - Cada acusado responderá na medida da sua culpabilidade. A pena é calculada individualmente.
Princípio da Proporcionalidade das Penas = As penas não podem ser desproporcionais à conduta.
Individualização das Penas = As penas devem ser calculadas individualmente de acordo com a culpabilidade de cada um.
Princípio da Adequação Social = As condutas socialmente aceitas/toleradas não devem ser consideradas criminosas em respeito ao princípio da adequação social.
Norma Penal - Incriminadora - Criam crimes ou de qualquer forma prejudicam o acusado. - Art. 5º XL (Irretroatividade)
 - Não incriminadora - Permissivas, justificantes, explicativas, complementares ou de extinção da culpabilidade ou da punibilidade. - Art. 5º XL (Retroativas)
Conflitos de leis no tempo
1) Abolitio Criminis (Abolição do crime) - Art. 5º XL, Art. 2º CP e 107 III CP - Extinção da punibilidade.
2) Novatio Legis In Pejus (Lei nova que prejudica) - Não retroage, segundo princípio da irretroatividade da lei penal mais grave.
3) Novatio Legis In Mellius (Lei nova que melhora) - Retroage, segundo o princípio da retroatividade, em benefício do réu.
4) Novatio Legis Incriminadora - Está criando um crime, deve respeitar o princípio da anterioridade.
Leis Temporárias = Tem data de revogação já definida quando entra em vigor.
Leis Excepcionais = Tem duração enquanto o seu motivo de ser criada existir (guerra, epidemia etc.)
- Essas leis punem os atos praticados até a data da sua revogação. (Art. 3º do CP - Ultratividade da lei)
Art. 4º - Tempo do crime - Momento da ação ou omissão, não importando o tempo do resultado.
Crime Continuado - Concurso de crimes (vários crimes) da mesma natureza, com as mesmas características, condições de tempo, lugar, maneira de execução. - Art. 71 do CP.
Lugar do Crime
Art. 6º do CP - Tanto o lugar da ação/omissão, todo ou em parte, quanto o local onde se produziu ou deveria produzir o resultado. (Teoria mista ou da Ubiquidade) 
- A importância desse artigo é a repressão dos crimes à distância.
Aula 4
Art. 7º - Extraterritorialidade 
I - Incondicionada - a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;
 b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista,
autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;
 c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
 d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
II - Condicionada - a) por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir
 b) praticados por brasileiro
 c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.
Para que essa aplicação da lei é preciso que ocorra algumas condições (no caso do inciso II). Essas condições estão previstas no parágrafo 2º do CP. Depende da presença do concurso de todas as condições ali expostas. Sendo elas:
a) entrar o agente no território nacional;
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado (Dupla Tipicidade);
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a
extradição;
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar
extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável.
No caso do inciso I, o agente é julgado pelas leis brasileiras, mesmo que absolvido ou condenado no estrangeiro, segundo o parágrafo 1º da CP.
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:
a) não foi pedida ou foi negada a extradição;
b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Ação penal condicionada à requisição do Ministro da Justiça)
Condições de persequibilidade - Só pode ser iniciado uma ação penal quando todas as condições forem atingidos. (Parágrafo 2º Art. 7º CP - Exemplo)
Aula 5
Infração Penal - Crimes - Pena Privativa de Liberdade - Reclusão
- Detenção
- Contravenções Penais - Prisão Simples
Lei de Introdução ao Código Penal (LICP) - Art. 1º - DL 3914/41
Conceitos de Infração Penal (Crime)
1) Conceito formal de crime: É o que a lei define. (Art. 5º XXXIX da CF - Não há crime sem lei)
2) Conceito material de crime: Conduta que provoca lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico protegido.
3) Conceito analítico de crime: Fato Típico, Ilícito e Culpável.
Fato Típico
1) Conduta - Ação - Comissivo
 - Omissão - Omissivo - Própria
 - Imprópria
2) Resultado
3) Nexo Causal
4) Tipicidade (Encaixe do fato ocorrido à hipótese que a lei descreveu como crime)
- Tipicidade Formal - Encaixe quanto à forma, modelo de conduta.
- Tipicidade Material - Lesão efetiva e real ao bem jurídico protegido.
(Obs: O verbo do crime define a sua classificação)
* Relevância da omissão (Art. 13)
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.
Omissões de um Agente Garantidor são omissões impróprias. Crimes comissivos praticados por omissão.
Semana 6
Teorias da Conduta
1) Teoria causal/causalista da ação (Liszt) - A ação é o movimento corporal voluntário que provoca modificação no mundo exterior. Na ação não é ponderado o dolo ou a culpa, os mesmos são ponderados na culpabilidade.
Fato Típico
Ação -> Resultado
A omissão modifica o plano abstrato, ocorrendo o resultado jurídico (violação à norma), enquanto o resultado da ação é natural.
2) (MAIS APLICADA) Teoria final/finalista da ação (Welzel) - Ação é uma conduta voltada para uma finalidade. O dolo e a culpa, que são considerados elementos subjetivos do crime, não pertencem à culpabilidade, mas sim ao fato típico. 
Fato Típico
1) Conduta - Ação } - Dolo
 - Omissão } - Culpa
No dolo há a intenção do resultado fim. Já na culpa, há a intenção de ser imprudente, negligente ou imperito, resultando em um fim (crime).
3) Teoria social da ação - Se um comportamento, apesar de previsto na lei como crime, for socialmente aceito/tolerado, ele não deve ser considerado criminoso.
4) (MAIS MODERNA) Teoria da imputação objetiva/funcionalismo - Para esta teoria, a conduta típica será analisada de acordo com os seguintes critérios: 
- Será típica a conduta que criar um risco não autorizado pelo Direito.
- Aumento ou incremento do risco.
- Violação ao princípio da confiança.
Aula 7 - Elementos Subjetivos do Crime
Em regra, todo crime é