A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
OS PRINCÍPIOS E AS REGRAS JURÍDICAS

Pré-visualização | Página 3 de 3

respeito aos princípios opostos e as possibilidades fáticas”.
 
Princípios descobertos
         Os princípios gerais do direito, segundo Eros, são descobertos no interior de determinado ordenamento. E são justamente porque neste mesmo ordenamento, isto é, no interior dele, já se encontravam em estado de latência. O aplicador do direito ou intérprete não os busca fora do ordenamento, em uma ordem suprapositiva ou no direito natural.
         Os princípios descobertos, embora não estejam expressamente enunciados na Constituição, em seu bojo estão inseridos. Esses princípios integram também, ao lado dos princípios jurídicos “positivados”, o direito positivo.
         Distinguimos, então, os princípios positivados pelo direito posto (positivo) e aqueles que, embora nele não expressamente enunciados, existem em estado de latência, sobre o ordenamento positivo, no direito “pressuposto”.
         Nem todos os princípios existem num determinado ordenamento jurídico. A expressão “princípios gerais do direito” possui dois sentidos:
a)    A totalidade dos princípios gerais do direito, entendidos esses como proposições descritivas:
b)    E a parcela dos princípios gerais do direito que, em razão de sua contemplação em determinado ordenamento, assume caráter de proposição normativa.
O segundo sentido é que consiste a expressão de Eros. A doutrina tem reconhecido para os princípios gerais do direito, caráter normativo e positivação. Clemente de Diego afirma que os princípios positivados consubstanciam normas, já os não positivados não. Robert Alexi enfatiza serem normas os princípios.
         Os princípios positivos do direito reproduzem a estrutura peculiar das normas jurídicas. Quanto aos princípios não expressamente enunciados em textos normativos escritos, descobertos no ordenamento jurídicos, também configurem norma jurídica, ainda quando enunciados em forma descritiva.